Liga Conferência – 2025-26 – 2ª Jornada – Resultados e Classificação
23.10.2025 - AEK Athens - Aberdeen 6-0 23.10.2025 - BK Häcken - Rayo Vallecano 2-2 23.10.2025 - Breiðablik - KuPS Kuopio 0-0 23.10.2025 - Shakhtar Donetsk - Legia Warsaw 1-2 23.10.2025 - Drita - Omonoia 1-1 24.10.2025 - Rijeka - Sparta Praha 1-0 23.10.2025 - Shkëndija - Shelbourne 1-0 23.10.2025 - Racing Strasbourg - Jagiellonia Białystok 1-1 23.10.2025 - Rapid Wien - Fiorentina 0-3 23.10.2025 - Mainz - Zrinjski Mostar 1-0 23.10.2025 - AZ Alkmaar - Slovan Bratislava 1-0 23.10.2025 - Crystal Palace - AEK Larnaca 0-1 23.10.2025 - Hamrun Spartans - Lausanne 0-1 23.10.2025 - Lincoln Red Imps - Lech Poznań 2-1 23.10.2025 - Samsunspor - Dynamo Kyiv 3-0 23.10.2025 - Shamrock Rovers - Celje 0-2 23.10.2025 - Sigma Olomouc - Raków Częstochowa 1-1 23.10.2025 - Univ. Craiova - Noah 1-1
Liga Europa – 2025-26 – 3ª Jornada – Resultados e Classificação
23.10.2025 - FC Salzburg - Ferencvárosi 2-3 23.10.2025 - Fenerbahçe - VfB Stuttgart 1-0 23.10.2025 - Feyenoord - Panathinaikos 3-1 23.10.2025 - FCSB - Bologna 1-2 23.10.2025 - Go Ahead Eagles - Aston Villa 2-1 23.10.2025 - Genk - Betis 0-0 23.10.2025 - Ol. Lyonnais - FC Basel 2-0 23.10.2025 - Sp. Braga - Crvena zvezda 2-0 23.10.2025 - Brann - Rangers 3-0 23.10.2025 - AS Roma - Viktoria Plzeň 1-2 23.10.2025 - Young Boys - Ludogorets 3-2 23.10.2025 - Celtic - Sturm Graz 2-1 23.10.2025 - Lille - P.A.O.K. 3-4 23.10.2025 - Maccabi Tel-Aviv - Midtjylland 0-3 23.10.2025 - Malmö - Dinamo Zagreb 1-1 23.10.2025 - Nottingham Forest - FC Porto 2-0 23.10.2025 - Celta de Vigo - Nice 2-1 23.10.2025 - Freiburg - Utrecht 2-0
Liga dos Campeões – 2025-26 – 3ª Jornada – Resultados e Classificação
21.10.2025 - FC Barcelona - Olympiacos 6-1 21.10.2025 - Kairat Almaty - Pafos 0-0 21.10.2025 - Arsenal - Atlético de Madrid 4-0 21.10.2025 - Bayer Leverkusen - Paris Saint-Germain 2-7 21.10.2025 - F.C. Copenhagen - Borussia Dortmund 2-4 21.10.2025 - Newcastle United - Benfica 3-0 21.10.2025 - PSV Eindhoven - Napoli 6-2 21.10.2025 - Union Saint-Gilloise - Internazionale 0-4 21.10.2025 - Villarreal - Manchester City 0-2 22.10.2025 - Athletic Bilbao - Qarabağ 3-1 22.10.2025 - Galatasaray - Bodø/Glimt 3-1 22.10.2025 - AS Monaco - Tottenham 0-0 22.10.2025 - Atalanta - Slavia Praha 0-0 22.10.2025 - Chelsea - Ajax 5-1 22.10.2025 - Eintracht Frankfurt - Liverpool 1-5 22.10.2025 - Bayern München - Club Brugge 4-0 22.10.2025 - Real Madrid - Juventus 1-0 22.10.2025 - Sporting - O. Marseille 2-1
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Newcastle – Benfica
Newcastle – Nicholas “Nick” Pope, Kieran Trippier, Malick Thiaw, Sven Botman, Daniel “Dan” Burn, Bruno Guimarães (90m – Joseph “Joe” Willock), Lewis Miley, Jacob Ramsey (63m – Joelinton de Lira), Jacob Murphy (63m – Harvey Barnes), Anthony Gordon (85m – Anthony Elanga) e Nick Woltemade (85m – William Osula)
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, António Silva, Amar Dedić (63m – Franjo Ivanović), Richard Ríos, Enzo Barrenechea, Fredrik Aursnes, Dodi Lukébakio, Heorhiy Sudakov e Evangelos “Vangelis” Pavlídis
1-0 – Anthony Gordon – 32m
2-0 – Harvey Barnes – 70m
3-0 – Harvey Barnes – 83m
Cartões amarelos – Malick Thiaw (17m); Dodi Lukébakio (45m) e Ricardo Rocha (Treinador adjunto – 65m)
Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)
Não há muitas palavras para qualificar a exibição do Benfica esta noite: foi (quase) tudo mau demais. A equipa benfiquista foi banalizada pela do Newcastle, acabando mesmo atropelada pela intensidade imprimida pelo adversário, completamente perdida em campo, com Trubin, com uma, duas, três defesas, a negar outros tantos golos nos derradeiros instantes, evitando humilhação maior.
José Mourinho optou por uma defesa a três, com Dedić e Aursnes a fechar as alas, e, passados os minutos iniciais, em que resistiu à entrada mais ofensiva da turma inglesa, o Benfica teve até um par de ocasiões de perigo, ambas por intermédio de Lukébakio, uma anulada pelo guardião, outra embatendo nos ferros da baliza.
Porém, à passagem da meia hora, uma falha a meio-campo logo foi aproveitada pelos donos da casa para inaugurar o marcador. A formação portuguesa acusou o toque, procurou recompor-se, conseguindo ainda manter a diferença mínima até ao intervalo.
Após o reatamento, quando necessitava ser mais afoito, intenso, mas também mais rigoroso, o Benfica como que se viu submergido pelo ritmo e poderio físico do Newcastle, em constantes cavalgadas em direcção ao sector recuado contrário.
O segundo golo, da confirmação da derrota, só surgiria aos 70 minutos, mas num lance que é bem paradigmático do desacerto geral: na sequência de um canto favorável ao Benfica, o guarda-redes Pope, fez, de primeira, um comprido lançamento com a mão, tendo António Silva (ainda no processo de recuperação, recuando para a área) falhado o corte, e, depois, Tomás Araújo, muito passivo, a deixar espaço para Barbes rematar cruzado, sem hipótese para Trubin.
Mourinho assistia no banco, aparentemente impávido, sem esboçar reacção, ao desmoronar da sua equipa, em especial em termos anímicos, não tendo, até final, feito qualquer substituição (a única, operada ainda com o marcador em 1-0, fora forçada, por lesão de Dedić).
Os últimos dez minutos foram penosos, com o Benfica, muito aquém do que seria de esperar dos elementos que compõem o seu plantel – como é possível que estes jogadores joguem (repetidamente) tão mal?! –, a aparentar não ter nível para disputar esta competição, de exigência máxima, que “não perdoa”.
O jogo n.º 500 da história do Benfica nas competições europeias não deixa saudades, mas não deverá ser para esquecer, mas para procurar retirar algum ensinamento.
Três jogos, três derrotas, zero pontos, a possibilidade de apuramento para o “play-off” bastante comprometida, para não dizer que será já utópica (faltará receber Bayer Leverkusen, Napoli – por acaso, hoje, sofrendo ambos severas goleadas – e Real Madrid, e deslocações aos terrenos do Ajax e da Juventus).
O mínimo que se pode exigir é que o Benfica possa honrar e dignificar o seu emblema no que resta desta edição da prova, de alguma forma mitigando a má imagem até agora deixada.
O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 16.10.2025)
O campeonato desta temporada, ainda na sua fase inicial, parece oferecer um grande desafio a qualquer tentativa de prognóstico, sucedendo-se os imprevistos, com a classificação a sofrer nova guinada. Mesmo que possa ter sido apenas um percalço no caminho que se projecta para a equipa do Mação (porventura análogo à que acabaria por ser a única derrota sofrida pelo Ferreira do Zêzere no campeonato anterior, precisamente ante o seu mais directo rival, Samora Correia), a verdade é que os maçaenses foram surpreendidos, sendo desfeiteados, no seu próprio reduto, pelo Torres Novas, que, sensacionalmente, lhes arrebatou a liderança.
Quem haveria de dizer que, após a conclusão da 5.ª jornada, o Águias de Alpiarça estaria igualado pontualmente com o Mação (partilhando, agora, o 2.º posto)? Ou que o Porto Alto (4.º) estaria só um ponto abaixo? Assim como, por seu turno, que, depois de seis pontos perdidos nas três primeiras rondas, o Fazendense necessitaria de tão pouco tempo para recolar, afinal, apenas com três pontos de desvantagem face aos maçaenses? E, pela parte dos tomarenses, que vinham de uma vitória, por goleada (4-0), e que até recebiam o penúltimo classificado, que chegava a Tomar vindo de uma goleada (0-5) sofrida em casa, quem esperaria o desaire que acabou por suceder?
Destaques – Em mais uma jornada ingrata para os visitados (outra vez, pela segunda semana seguida, com cinco triunfos dos forasteiros – sendo que, desta vez, apenas dois dos anfitriões lograram vencer), o principal destaque vai, necessariamente, para o embate entre os dois primeiros classificados, e para o notável triunfo arrancado pelo Torres Novas em Mação, e, mais, por 2-0, tentos apontados, logo a abrir, aos cinco minutos, e, no segundo tempo, próximo da hora de jogo.
Até então com uma fantástica média de mais de quatro golos marcados por jogo (total de 17, em quatro rondas), os maçaenses revelaram-se impotentes para superar a sólida defensiva torrejana, que segue somente com um golo sofrido (por acaso, um auto-golo, no jogo com o Pontével).
Em evidência esteve também o Abrantes e Benfica, com uma inesperada vitória, e por números robustos, em Coruche, goleando por 4-1, passando já a repartir a 7.ª posição com o U. Tomar e Pontével. O grupo do Sorraia até começou por inaugurar o marcador, bem cedo, ainda dentro dos dez primeiros minutos, mas uma expulsão, seguida de grande penalidade, apenas dez minutos depois, espoletaria a “débâcle”. Os abrantinos consumaram a reviravolta antes do intervalo; no segundo tempo, outra expulsão da turma visitada, e, mais tarde, segundo “penalty” contra, faria aumentar a contagem até aos 4-1, com os dois últimos tentos de rajada, a seis minutos do fim.
Não é que – atendendo ao que ambos os conjuntos têm vindo a apresentar – não fosse esperada a vitória do Porto Alto, na recepção ao At. Riachense, mas os donos da casa não desperdiçaram a oportunidade de aplicar retumbante goleada, por 7-0, no que, em paralelo, se traduz na terceira goleada sucessiva sofrida pelo clube dos Riachos (segunda por 7-0), acumulando 18 golos sofridos em três encontros, isto depois de até ter arrancado a prova com dois promissores empates.
Surpresas – O desfecho mais imprevisto terá sido, ainda assim, o que se registou em Tomar, onde o União deu um passo atrás, perdendo por 1-2 com o Entroncamento AC. Numa partida não muito bem jogada, registaram-se, não obstante, várias oportunidades na primeira metade, não materializadas por má definição e por boas intervenções de ambos os guardiões.
Com a equipa unionista talvez a deixar transparecer algum excesso de confiança, perante um adversário que, todavia, se viria a revelar mais agressivo e intenso, o activo seria aberto logo no segundo minuto da etapa complementar, pelos visitantes. Durante todo o tempo restante de jogo, os tomarenses mostraram-se algo precipitados, a jogar mais com o coração do que com a cabeça, só no penúltimo minuto conseguindo chegar ao golo. Pensou-se que poderia haver ainda tempo para aproveitar o facto de a turma adversária estar esgotada fisicamente, mas, contra as expectativas, seriam os homens da cidade ferroviária a marcar de novo, já em tempo de compensação (quarto jogo do União a sofrer golo na recta final), arrancando um precioso triunfo.
Também surpreendente foi a vitória averbada pelo Pontével (que, nas quatro primeiras jornadas, só conseguira bater, precisamente, o Entroncamento AC, logo na estreia) no reduto dos Amiais de Baixo, igualmente por 2-1. Os forasteiros marcaram primeiro, de grande penalidade, ao nono minuto, tendo-se visto em inferioridade numérica ainda antes de decorrida meia hora de jogo. O Amiense restabeleceu a igualdade pouco antes do termo do primeiro tempo, sendo expectável que pudesse beneficiar do facto de jogar mais de 65 minutos com mais um elemento. Contudo, também neste caso os visitantes conseguiriam somar os três pontos, com um golo ao cair do pano.
Confirmações – O grupo do Águias de Alpiarça soma e segue, ampliando para quatro a sua assinalável série de vitórias consecutivas, que lhe conferem, por ora, um brilhante 2.º lugar na tabela, a par do favorito Mação. Os alpiarcenses impuseram-se, em casa, ao Alcanenense, ganhando por 2-1, noutro desafio em que os derrotados tiveram dois jogadores expulsos, de uma assentada, nos descontos da primeira parte, tendo os locais marcado na conversão de um “penalty”. A jogar nove contra onze, a turma de Alcanena conseguiu ainda o impensável: empatar o jogo; mas acabaria por não resistir, sofrendo o segundo tento à entrada do último quarto de hora.
O Fazendense cumpriu o seu papel, indo ganhar ao terreno do Tramagal (que subsiste sem se estrear a pontuar, somando quinto desaire sucessivo), mas a surpresa esteves prestes a acontecer, apenas um solitário golo, já no minuto noventa, tendo proporcionado a vitória aos visitantes.
Em Ourém, o Cartaxo ofereceu outro recital de golos marcados… e sofridos, voltando a empatar a três bolas, ante o At. Ouriense, tal como acontecera em Tomar. Em cinco jogos realizados, os cartaxeiros ganharam uma vez por 3-2, empataram por duas ocasiões a 3-3, e perderam noutras duas vezes por 2-3 – totalizando, pois, 13 golos marcados e 14 sofridos! Desta feita, depois de estarem em desvantagem por 1-0 e por 3-1, chegariam à igualdade com dois tentos nos derradeiros cinco minutos. Após um ciclo de três vitórias a abrir, o At. Ouriense voltou a ceder pontos.
Liga 3 – O U. Santarém antecipara para o mês de Setembro o jogo ante o Caldas, pelo que “folgou” no passado fim-de-semana, assinalado pelos triunfos da Académica (2-0 em Évora, face ao Lusitano), Belenenses (3-0 ao Sp. Covilhã) e Atlético (4-0 ao 1.º Dezembro). Após a disputa de sete rondas, o Caldas comanda com 14 pontos, seguido por Belenenses (13), Académica e Mafra (12). Os escalabitanos, registando oito pontos, posicionam-se no 7.º lugar.
Campeonato de Portugal – Também esta prova esteve sofreu interregno no que respeita ao seu curso regular, tendo o domingo sido aproveitado para recuperar jogos em atraso. À sexta jornada, Fátima e Samora Correia situam-se, ambos, abaixo da “linha de água”, no 11.º e 12.º posto.
II Divisão Distrital – Teve início esta competição, tendo a ronda inaugural ficado assinalada por várias goleadas, ainda para mais, obtidas fora de casa, que deixam antever algum receio quanto à competitividade deste campeonato, dado o desnível de potencial entre os clubes envolvidos.
Espinheirense (ganhando por estrondoso 8-0 em Alferrarede), Caxarias (7-1 em Abrantes, ante a equipa “B” local), Moçarriense (6-1 em Benfica do Ribatejo) e Samora Correia “B” (vencedor, igualmente por 6-1 frente ao Rebocho) deram as notas de maior realce, anotando-se ainda os categóricos triunfos (ambos por 3-0) do Ouriquense em Rio Maior e do Vasco da Gama na Atalaia. O Ferreira do Zêzere teve um “arranque em falso”, batido (1-2) no seu terreno pelo Pego.
Antevisão – Na 6.ª jornada da I Divisão as atenções estarão focadas, especialmente, no clássico do futebol distrital (Torres Novas-U. Tomar), mas, também, no Fazendense-Coruchense e no Pontével-Mação. No escalão secundário destacam-se os desafios Marinhais-Benavente, Ouriquense-Forense, Samora Correia “B”-Glória do Ribatejo e Caxarias-Ferreira do Zêzere. A Liga 3 e o Campeonato de Portugal voltam a estar em pausa, a pretexto de mais uma eliminatória (1/32 avos de final) da Taça de Portugal, já sem qualquer emblema em representação do Distrito.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Outubro de 2025)
Portugal – Hungria (Mundial 2026 – Qualif.)
Portugal – Diogo Costa, Nélson Semedo, Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes (78m – Nuno Tavares), Bruno Fernandes (62m – Francisco Conceição), Rúben Neves (62m – João Palhinha), Vítor Ferreira “Vitinha”, Bernardo Silva, Pedro Neto (62m – João Félix) e Cristiano Ronaldo (78m – Gonçalo Ramos)
Hungria – Balázs Tóth, Loïc Négo, Willi Orbán, Attila Szalai, Milos Kerkez (79m – Márton Dárdai), András Schäfer (38m – Alex Tóth), Callum Styles (79m – Milán Vitális), Dominik Szoboszlai, Bendegúz Bolla (58m – Dániel Lukács), Roland Sallai e Barnabás Varga
0-1 – Attila Szalai – 8m
1-1 – Cristiano Ronaldo – 22m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 45m
2-2 – Dominik Szoboszlai – 90m
Cartões amarelos – Bruno Fernandes (34m) e João Félix (90m); Callum Styles (50m) e Dániel Lukács (90m)
Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)
Foi um jogo com algumas similitudes com o disputado na Hungria, e que, contrariamente às expectativas generalizadas, não permitiu festejar, já esta noite, o apuramento para o Mundial… que, no derradeiro minuto, ficaria adiado.
Tal como sucedera em Budapeste, Portugal entrou a perder, perante uma equipa que, ao longo de todo o desafio, mostrou que sabe jogar, desinibida, levando perigo até à área contrária por várias vezes. Tirando partido das bolas paradas, a turma magiar inaugurava o marcador, na sequência de um pontapé de canto, logo depois de Diogo Costa ter feito uma boa intervenção.
Portugal beneficiou, de seguida, do facto de a formação húngara ter, durante largo período, abdicado de subir no terreno, o que permitiu pensar o jogo e ir em busca da recuperação, com o tento da igualdade a surgir apenas um quarto de hora volvido, num bom centro de Nélson Semedo, com Cristiano Ronaldo, oportuno e bem posicionado, na pequena área, a ter apenas de empurrar a bola – estabelecendo então, com 40 tentos marcados, novo “record” absoluto de golos em jogos de qualificação para o Mundial.
E a equipa portuguesa, a jogar melhor do que na partida anterior, consumaria a reviravolta ainda antes do intervalo: se o primeiro golo tivera origem no flanco direito, o segundo nasceria na esquerda, com Nuno Mendes a fazer um cruzamento, em arco, que foi quase “meio golo”, com Cristiano Ronaldo, outra vez do lado contrário, novamente de primeira, com um toque decidido para o fundo da baliza.
A festa parecia poder começar. Só que os húngaros não estavam pelos ajustes. É verdade que Portugal teve infelicidade, com duas bolas a embater praticamente no mesmo ponto do poste da baliza de Balázs Tóth, à passagem da hora de jogo, primeiro num potente disparo, de meia distância, de Rúben Dias, e, no minuto imediato, a remate, mais em jeito, de Bruno Fernandes – que, a terem passado uns centímetros ao lado, teriam sentenciado o desfecho da partida.
Pouco depois de ter entrado em campo, João Félix poderia também ter marcado o terceiro golo português… Contudo, algo inexplicavelmente, o jogo como que ficaria “partido”, e a Hungria começaria a empurrar a equipa portuguesa para trás, tendo Szalai rematado também à trave, ainda com Rúben Dias a salvar o lance.
A selecção nacional retraiu-se, “encolheu-se” e “pôs-se a jeito”, face a uma equipa da Hungria ameaçadora, dispondo de vários pontapés de canto, até que, já em período de compensação, uma arrancada até à linha final originou um cruzamento, com a bola a percorrer toda a linha da pequena área, sem que ninguém a tivesse afastado, aparecendo Szoboszlai, completamente só, sem dificuldade em fazer o golo do empate, num verdadeiro “balde de água fria”.
A festa ficará anda (de)pendente de mais dois pontos (ou um, mantendo a vantagem na diferença de golos global) nos dois jogos que restam (deslocação à Irlanda e recepção à Arménia).
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Portugal 4 3 1 - 11 - 4 10 2º Hungria 4 1 2 1 8 - 7 5 3º Irlanda 4 1 1 2 4 - 5 4 4º Arménia 4 1 - 3 2 - 9 3
4ª jornada
14.10.2025 – Irlanda – Arménia – 1-0
14.10.2025 – Portugal – Hungria – 2-2
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Prémio Nobel da Economia – 2025
O prémio Nobel da Economia 2025 foi hoje atribuído a Joel Mokyr (Países Baixos), Philippe Aghion (França) e Peter Howitt (Canadá), “por terem explicado o crescimento económico impulsionado pela inovação”, com metade para Joel Mokyr “por ter identificado os pré-requisitos para o crescimento sustentado por meio do progresso tecnológico” e, a outra metade, em conjunto para Philippe Aghion e Peter Howitt “pela teoria do crescimento sustentado por meio da destruição criativa”.
Portugal – Irlanda (Mundial 2026 – Qualif.)
Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot (62m – Nélson Semedo), Gonçalo Inácio (45m – Renato Veiga), Rúben Dias, Nuno Mendes, Bruno Fernandes (86m – Gonçalo Ramos), Rúben Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (62m – Francisco Trincão), Bernardo Silva, Pedro Neto (62m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo
Irlanda – Caoimhín Kelleher, Jake O’Brien, Nathan Collins, Dara O’Shea, Seamus Coleman (86m – John Egan), Josh Cullen, Jayson Molumby, Ryan Manning, Festy Ebosele (64m – Michael “Mikey” Johnston), Chiedozie Ogbene (77m – William Smallbone) e Evan Ferguson (77m – Troy Parrott)
1-0 – Rúben Neves – 90m
Cartões amarelos – Bruno Fernandes (68m) e Bernardo Silva (90m); Festy Ebosele (18m), Caoimhín Kelleher (71m), Jayson Molumby (76m), Ryan Manning (84m) e Josh Cullen (87m)
Árbitro – Ivan Kružliak (Eslováquia)
Foi uma repetida sensação de “déjà vu” o desempenho da selecção nacional em mais este jogo da que será a sua mais fácil fase de qualificação de sempre: um futebol estereotipado, abusando dos cruzamentos para a área, falho de imaginação e criatividade. Uma equipa que parece denotar falta de motivação para enfrentar adversários deste tipo.
É claro que Portugal esteve sempre por cima no jogo, assumindo a iniciativa e controlo, praticamente de início a fim, ante uma selecção da Irlanda remetida a uma defesa porfiada, que se preocupava sobretudo em procurar bloquear as ofensivas contrárias.
Um dos melhores lances surgiu pouco depois do quarto de hora, primeiro com Cristiano Ronaldo a rematar ao poste, e, de imediato, na recarga, Bernardo Silva, com a baliza “aberta” a falhar o alvo. Depois, só perto do intervalo, Kelleher teria intervenção mais apertada, a safar um remate de cabeça de Gonçalo Inácio.
Sem alterações significativas na toada do jogo na fase inicial da segunda parte, Roberto Martínez tentou sacudir a equipa, com as entradas de Nélson Semedo, Francisco Trincão e Rafael Leão.
E seria precisamente um remate de Trincão, a embater no braço de um adversário, a proporcionar a mais flagrante oportunidade para quebrar a resistência irlandesa, mas Cristiano Ronaldo, rematando para o meio da baliza, permitiria a defesa do “penalty”, qual guarda-redes de andebol, esticando a ponta do pé.
Com o nulo a arrastar-se até ao final, Portugal teria então a fortuna de um dos múltiplos cruzamentos (numa boa execução de Trincão) ter sido concretizado pelo mais improvável goleador, Rúben Neves – que se estreou a marcar pela selecção –, surgindo, muito oportuno, na pequena área, a antecipar-se e a desviar, de cabeça, para o fundo da baliza, numa bela homenagem à memória de Diogo Jota.
Estava garantida, in extremis, a continuidade do pleno de vitórias…
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Portugal 3 3 - - 9 - 2 9 2º Hungria 3 1 1 1 6 - 5 4 3º Arménia 3 1 - 2 2 - 8 3 4º Irlanda 3 - 1 2 3 - 5 1
3ª jornada
11.10.2025 – Hungria – Arménia – 2-0
11.10.2025 – Portugal – Irlanda – 1-0
(mais…)
O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 09.10.2025)
Apenas com quatro jornadas realizadas, olha-se para a classificação e, necessariamente, estranha-se a actual ordenação da tabela: por exemplo, os sensacionais desempenhos do Águias de Alpiarça, no 3.º lugar, e do Porto Alto, em 5.º; como, ao invés, vemos o Fazendense (7.º) e o Coruchense e Abrantes e Benfica (11.º e 12.º) já com atrasos de seis e de oito pontos face ao guia.
Mas, em paralelo, fica também a sensação de que este campeonato parece começar a definir-se demasiado cedo, no que respeita ao título, se atentarmos na forma como o Mação vem passeando a sua superioridade, e vendo, nesta altura, como rivais mais próximos, o Torres Novas (novo vice-líder) e o At. Ouriense (para além da citada formação do Águias). Obviamente, haverá toda uma “maratona” ainda por disputar, mas os primeiros sinais estão dados: os maçaenses terão de lutar, acima de tudo, “contra si próprios”, procurando superar-se a cada semana, vencendo a inércia.
E, sem “condenar” ninguém – recorde-se a fabulosa ponta final da última época realizada pelo Entroncamento AC, a fechar o campeonato com uma incrível série de seis triunfos sucessivos –, os recém-promovidos Pontével, At. Riachense e Tramagal situam-se já nos quatro lugares da cauda da pauta classificativa, acompanhados, por coincidência, pela equipa da cidade ferroviária.
Destaques – Após os 7-0 aplicados ao At. Riachense, o Mação volta, na semana imediata, a golear, desta feita por 5-0, no Entroncamento, somando já um total de 17 golos marcados, a uma média superior a 4 golos por jogo! Antevemos todos, a começar pelos maçaenses, que esta não será certamente a regra, que haverá obstáculos mais difíceis de transpor, mas, por agora, a demonstração de poderio exibida pelos comandados de Mário Nelson é impressiva.
Conjugada com a vitória obtida, a turma de Mação isolou-se no comando beneficiando da derrota sofrida pelo At. Ouriense (0-2) nas Fazendas de Almeirim, colocando termo ao ciclo triunfal do conjunto de Ourém nas três rondas iniciais. O Fazendense, tendo vacilado já por duas vezes, castigado com os desaires sofridos em Mação e no Porto Alto (pese embora ambos por tangencial 1-2), confirmou o seu favoritismo, marcando no último quarto de hora de cada uma das partes.
Em evidência esteve também o U. Tomar, com uma exibição de flagrante superioridade ao longo de todo o tempo de jogo nos Riachos, com os unionistas, sem permitir quaisquer veleidades, a golear o At. Riachense por 4-0, subindo à 6.ª posição, por ora, somente a três pontos do 2.º classificado. Perante um opositor a passar por naturais “dores de crescimento”, esta foi a quarta vez que os nabantinos golearam nos últimos cinco embates entre ambos (depois de 4-0 em 2018, e de 7-0 e 7-1 no ano de 2020), na sexta vitória consecutiva dos tomarenses ante este rival.
Realça-se, ainda, a vitória do Alcanenense no difícil reduto do Pontével, impondo-se por 3-1, recuperando, de pronto, do desaire caseiro ante o Torres Novas, dando um pulo de quatro lugares, até ao 8.º posto. Em contraponto, os donos da casa, depois do triunfo na estreia (face ao Entroncamento AC) não conseguiram repetir a vitória, perdendo pela segunda semana seguida.
Surpresas – Há a registar dois desfechos mais imprevistos, mesmo que um deles tenha de ser considerado de maior relevância: o Águias de Alpiarça somou terceira vitória consecutiva, indo ganhar a Coruche por 2-0 (tentos apontados à passagem do quarto de hora, e, já em tempo de compensação, a confirmar a surpresa), ascendendo ao pódio – tendo sofrido um único golo nos quatro encontros disputados, na estreia, com o Torres Novas –, enquanto o Coruchense volta a dar um passo atrás, com (mais) este inesperado revés (a somar ao desaire caseiro com o At. Ouriense).
Talvez também não expectável foi o resultado registado no Cartaxo (sofrendo igualmente segunda derrota no seu terreno), onde o grupo do Porto Alto, que promete dar que falar, foi vencer por 3-2, numa partida, com sucessivas cambiantes no “placard”. Os forasteiros mantêm a invencibilidade (contando duas vitórias e dois empates), no que já só são acompanhados pelos dois primeiros classificados (Mação e Torres Novas).
Confirmações – Precisamente, a turma torrejana – que mantém, a par dos alpiarcenses, a defesa menos batida, apenas tendo consentido um golo na recepção ao Pontével – deu sequência ao triunfo obtido em Alcanena, derrotando, desta feita, o Amiense, por 2-0. O Torres Novas passou a somar dez pontos, fruto de três vitórias e um empate, que lhe conferem excelente 2.ª posição.
O Abrantes e Benfica logrou, por fim, chegar ao triunfo, ganhando por convincente 3-0 (com golos marcados aos 25, 60 e 90 minutos) ao “lanterna vermelha”, Tramagal, que, por seu turno, registou quarto desaire em outros tantos desafios, penalizado por um exigente calendário nesta fase inicial da prova (defrontara já o At. Ouriense, o Águias de Alpiarça e o Coruchense). Os abrantinos integram um mini-pelotão de cinco concorrentes (com Amiense, Cartaxo, Coruchense e Pontével), entre o 9.º e o 13.º posto, cada qual com uma vitória, um empate e duas derrotas.
Liga 3 – O U. Santarém registou novo triunfo, tendo ido vencer à Tapadinha, frente ao Atlético, por 2-1, com dois golos no quarto de hora inicial do segundo tempo (tendo consentido o tento adversário em período de compensação), passando a somar oito pontos (em sete partidas jogadas), a um ponto do trio formado por Académica, Mafra e 1.º Dezembro, e, afinal, só a dois do vice-líder, Belenenses (pese embora todos estes oponentes tenham menos um encontro realizado).
O Caldas, ganhando no Restelo por 2-0, distanciou-se na liderança, com mais quatro pontos que o emblema de Belém (beneficiando os caldenses de terem antecipado a partida da 5.ª ronda, justamente ante o U. Santarém), cujos restantes jogos estão agendados para este fim-de-semana.
Campeonato de Portugal – O Fátima levou a melhor no confronto entre os representantes do Distrito, ganhando em Samora Correia, em prélio repartido, mercê de um solitário golo, a meio do primeiro tempo, na conversão de uma grande penalidade. Esta foi a segunda vitória seguida dos fatimenses, que lhes permitiu – tendo ainda um jogo em atraso – igualar o registo pontual dos últimos rivais acima da “linha de água” (Juv. Lajense, com dois jogos por disputar; e Marialvas).
Por seu lado, o conjunto samorense subsiste com quatro pontos (menos três que os fatimenses), mantendo a antepenúltima posição. Realce para o pleno de (cinco) vitórias do líder, V. Sernache (que foi ganhar a Angra do Heroísmo, ao Lusitânia, por 4-2), tendo o U. Serra sido surpreendido pelo “lanterna vermelha”, Eléctrico de Ponte de Sôr, não tendo conseguido melhor que resgatar um ponto, já nos descontos, depois de ter chegado a registar desvantagem de dois golos.
Taça do Ribatejo – Concluiu-se, com os jogos da 3.ª ronda, a fase de grupos, em que participaram os clubes que militam na divisão secundária, destacando-se nova goleada (8-1) do Marinhais, no Sardoal. Outra goleada, ganhando por 5-2, em Alferrarede, proporcionou o apuramento à U. Atalaiense. Sem reflexos a esse respeito, o Benavente ganhou também por 5-2 ao Rebocho.
A igualdade (1-1) entre Ouriquense e SC Rio Maior resultou na eliminação dos riomaiorenses (devido ao facto de terem, anteriormente, empatado também com o Benavente). O actual detentor do troféu, Ferreira do Zêzere, conseguiu apurar-se à tangente, ganhando por 1-0 em Minde.
Garantiram o apuramento para a fase a eliminar os seis vencedores de séries (Ouriquense, Glória do Ribatejo, Marinhais, Moçarriense, Pego e Vasco da Gama), assim como as quatro equipas (At. Pernes, U. Atalaiense, Espinheirense e Ferreira do Zêzere) com melhor desempenho de entre os 2.º classificados – em detrimento de SC Rio Maior e Caxarias (não sendo considerados, para tal efeito, os resultados dos jogos com o 4.º classificado, no caso das séries de quatro concorrentes).
Antevisão – Na 5.ª jornada do escalão principal teremos, este sábado, um aliciante embate entre os dois primeiros classificados, com o Mação a receber o Torres Novas, em partida que poderá começar a ser definidora. De interesse será ainda o Coruchense-Abrantes e Benfica, apesar da má posição que ambos ocupam. O U. Tomar terá a visita do Entroncamento AC. Arranca também o campeonato da II Divisão Distrital, com a curiosidade do imediato reencontro entre SC Rio Maior e Ouriquense, realçando-se igualmente os “derbies” Glória do Ribatejo-Marinhais e Benavente-Salvaterrense. O Campeão Distrital em título, Ferreira do Zêzere, recebe o Pego na estreia.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Outubro de 2025)







