Liga Conferência – 2025-26 – 4ª Jornada – Resultados e Classificação
27.11.2025 - AZ Alkmaar - Shelbourne 2-0 27.11.2025 - Hamrun Spartans - Lincoln Red Imps 3-1 27.11.2025 - Zrinjski Mostar - BK Häcken 2-1 27.11.2025 - Lech Poznań - Lausanne 2-0 27.11.2025 - Omonoia - Dynamo Kyiv 2-0 27.11.2025 - Raków Częstochowa - Rapid Wien 4-1 27.11.2025 - Sigma Olomouc - Celje 2-1 27.11.2025 - Univ. Craiova - Mainz 1-0 27.11.2025 - Slovan Bratislava - Rayo Vallecano 2-1 27.11.2025 - Aberdeen - Noah 1-1 27.11.2025 - Fiorentina - AEK Athens 0-1 27.11.2025 - Breiðablik - Samsunspor 2-2 27.11.2025 - Drita - Shkëndija 1-0 27.11.2025 - Rijeka - AEK Larnaca 0-0 27.11.2025 - Jagiellonia Białystok - KuPS Kuopio 1-0 27.11.2025 - Legia Warsaw - Sparta Praha 0-1 27.11.2025 - Racing Strasbourg - Crystal Palace 2-1 27.11.2025 - Shamrock Rovers - Shakhtar Donetsk 1-2
Liga Europa – 2025-26 – 5ª Jornada – Resultados e Classificação
27.11.2025 - AS Roma - Midtjylland 2-1 27.11.2025 - Aston Villa - Young Boys 2-1 27.11.2025 - FC Porto - Nice 3-0 27.11.2025 - Viktoria Plzeň - Freiburg 0-0 27.11.2025 - Fenerbahçe - Ferencvárosi 1-1 27.11.2025 - Feyenoord - Celtic 1-3 27.11.2025 - Lille - Dinamo Zagreb 4-0 27.11.2025 - P.A.O.K. - Brann 1-1 27.11.2025 - Ludogorets - Celta de Vigo 3-2 27.11.2025 - Bologna - FC Salzburg 4-1 27.11.2025 - Crvena zvezda - FCSB 1-0 27.11.2025 - Go Ahead Eagles - VfB Stuttgart 0-4 27.11.2025 - Genk - FC Basel 2-1 27.11.2025 - Maccabi Tel-Aviv - Ol. Lyonnais 0-6 27.11.2025 - Nottingham Forest - Malmö 3-0 27.11.2025 - Panathinaikos - Sturm Graz 2-1 27.11.2025 - Rangers - Sp. Braga 1-1 27.11.2025 - Betis - Utrecht 2-1
Liga dos Campeões – 2025-26 – 5ª Jornada – Resultados e Classificação
25.11.2025 - Ajax - Benfica 0-2 25.11.2025 - Galatasaray - Union Saint-Gilloise 0-1 25.11.2025 - Borussia Dortmund - Villarreal 4-0 25.11.2025 - Chelsea - FC Barcelona 3-0 25.11.2025 - Bodø/Glimt - Juventus 2-3 25.11.2025 - Manchester City - Bayer Leverkusen 0-2 25.11.2025 - O. Marseille - Newcastle United 2-1 25.11.2025 - Slavia Praha - Athletic Bilbao 0-0 25.11.2025 - Napoli - Qarabağ 2-0 26.11.2025 - F.C. Copenhagen - Kairat Almaty 3-2 26.11.2025 - Pafos - AS Monaco 2-2 26.11.2025 - Arsenal - Bayern München 3-1 26.11.2025 - Atlético de Madrid - Internazionale 2-1 26.11.2025 - Eintracht Frankfurt - Atalanta 0-3 26.11.2025 - Liverpool - PSV Eindhoven 1-4 26.11.2025 - Olympiacos - Real Madrid 3-4 26.11.2025 - Paris Saint-Germain - Tottenham 5-3 26.11.2025 - Sporting - Club Brugge 3-0
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Ajax – Benfica
Ajax – Vítězslav Jaroš, Youri Regeer (83m – Raúl Moro), Josip Šutalo, Youri Baas, Owen Wijndal (60m – Jorthy Mokio), Davy Klaassen (74m – Kian Fitz-Jim), Ko Itakura, Kenneth Taylor, Rayane Bounida (74m – Oscar Gloukh), Mika Godts (74m – Kasper Dolberg) e Wout Weghorst
Benfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, António Silva, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Enzo Barrenechea, Richard Ríos, Fredrik Aursnes, Leandro Barreiro (90m – Rodrigo Rêgo), Heorhiy Sudakov (81m – Tomás Araújo) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (90m – Manuel “Manu” Silva)
0-1 – Samuel Dahl – 6m
0-2 – Leandro Barreiro – 90m
Cartões amarelos – Wout Weghorst (69m); Samuel Dahl (74m)
Árbitro – Sven Jablonski (Alemanha)
O fantasma dos zero pontos foi afastado, a vitória (os três pontos) – num desafio em que se defrontaram os dois últimos classificados, únicos ainda sem pontuar nesta edição da “Champions League” – era o resultado obrigatório para que o Benfica pudesse continuar a sonhar, mas a exibição foi muito pobre.
Frente a um rival combalido, não só pela frustrante campanha europeia, mas, principalmente, pela irreconhecível prestação no campeonato dos Países Baixos (actual 6.º classificado, já a 14 pontos do líder, PSV, quando estão disputadas apenas 13 jornadas) – sem vencer há três jogos, vindo, aliás, de duas derrotas, traduzindo-se a mais recente num desaire caseiro ante uma equipa do fundo da tabela –, a formação portuguesa não poderia esperar melhor do que, praticamente, entrar a ganhar em Amesterdão.
Na sequência de um canto, e beneficiando do alívio do guarda-redes para a sua frente (a bom remate de cabeça de Ríos), Dahl surgiu embalado, a disparar um míssil teleguiado, sem hipótese de defesa.
Porém, o Benfica não teria a capacidade para, aproveitando a fase de maior fragilidade do oponente, se “agigantar” e, porventura, de sentenciar o desfecho do jogo.
Ao invés, permitiria que, gradualmente, o Ajax de alguma forma se recompusesse em termos anímicos e viesse a tomar conta do jogo, sem que o conjunto benfiquista conseguisse ter posse de bola.
O Benfica teve então a sorte de não ter sofrido o golo do empate, numa excelente ocasião de Klaassen, negada por notável intervenção de Trubin.
Na primeira metade do segundo tempo a toada do jogo não se alterou, e a turma portuguesa continuou a sofrer, perante a ameaça neerlandesa, outra vez com o seu guardião a ser chamado a desviar um perigo remate de Bounida, logo à passagem dos cinco minutos; e, poucos minutos volvidos, em nova oportunidade de Klaassen, a falhar o remate, frente a Trubin.
A vitória só pareceu mais segura a partir do momento em que Mourinho apostou tudo no reforço do sector defensivo, com a entrada de Tomás Araújo, a formar uma defesa a cinco, momento a partir do qual passou a dominar por completo a zona mais recuada do campo, evitando maiores sustos, face a um adversário que ia descrendo, já sem soluções.
Nesses dez minutos finais o Benfica teria então um par de lances em que, por fim, conseguiu lançar a bola para as costas da defesa contrária, beneficiando dos espaços, um deles aproveitado da melhor forma por Leandro Barreiro, numa boa combinação com Aursnes, a conseguir isolar-se e a não vacilar frente a Jaroš, selando o triunfo benfiquista.
No cômputo geral, se a vitória se poderá aceitar como desfecho com alguma lógica, atendendo à improdutividade do futebol ofensivo do Ajax, o marcador acabou por ser claramente lisonjeiro para o Benfica. Um caso notório em que o resultado foi bem melhor que a exibição.
Veremos se a equipa terá possibilidade de dar a sequência desejada, dada a imperiosa necessidade de ganhar também o(s) próximo(s) jogo(s), a começar pela recepção ao Napoli.
O Pulsar do Campeonato – 10ª Jornada

(“O Templário”, 20.11.2025)
À 10.ª jornada foi quebrado o “feitiço” da baliza do Torres Novas, tendo jogadores adversários logrado, enfim, marcar golo(s) – o que, em simultâneo, custou aos torrejanos a perda da invencibilidade, pelo que o Porto Alto (Campeão Distrital da II Divisão na época finda) é, agora, o único clube a manter-se invicto, contando quatro triunfos e seis empates. Por curiosidade, At. Riachense e Tramagal não conseguiram ainda estrear-se a vencer; Mação, Fazendense e Águias de Alpiarça não registaram, até à data, qualquer empate neste campeonato.
O Fazendense, somando sétima vitória consecutiva, numa impressionante série triunfal, e beneficiando do desaire do Torres Novas, ascendeu à vice-liderança, a três pontos do guia, Mação, que, porventura, experimentou mais dificuldades do que expectável para superar o U. Tomar.
Destaques – O desfecho de maior sensação – mesmo que, atendendo aos dois clubes em compita, tal não possa ser classificado como grande surpresa – aconteceu em Torres Novas, onde o Coruchense foi impor a primeira derrota aos torrejanos, por 2-0, praticamente entrando a ganhar, no que constitui o terceiro triunfo sucessivo da turma do Sorraia, tendo, entretanto, subido desde o 14.º ao 9.º posto (a cinco pontos da 4.ª posição); após nove jogos em que consentira um único (auto-)golo, o guardião local foi, pela primeira vez, batido por adversários!
Em evidência esteve também o Águias de Alpiarça, que parecia ir perdendo algum “gás”, com três desaires nas quatro rondas precedentes, mas, que, no passado domingo, se impôs no Cartaxo, por 2-1, por duas vezes se tendo adiantado no marcador. Este foi já o terceiro triunfo dos alpiarcenses em terreno alheio (após vencerem em Coruche e Tramagal), igualando o Porto Alto no 4.º lugar, constituindo, em ambos os casos, notável desempenho neste primeiro terço da prova.
A subir na tabela está igualmente o Abrantes e Benfica, agora 6.º classificado, só um ponto abaixo daquele par, tendo ido ganhar ao Entroncamento, operando reviravolta no marcador, após ter começado por ficar em desvantagem à passagem do quarto de hora; na segunda metade, bastaram cinco minutos (entre os 67 e 72) para arrancar a vitória; os abrantinos somaram o quinto triunfo nos sete últimos jogos, apenas tendo sido desfeiteados pelo Fazendense, e empatado no Cartaxo.
A última nota de realce vai para o Porto Alto, sublinhando a manutenção do seu singular estatuto de invencibilidade, registando um nulo (sexta igualdade, quatro das quais nas cinco últimas semanas) na deslocação a Amiais de Baixo, onde defrontava um oponente em crise de resultados, que provocara a saída do anterior treinador; ainda assim, o Amiense, a necessitar de pontos como de “pão para a boca”, conseguiu estancar um ciclo muito negativo, de seis derrotas consecutivas.
Confirmações – Não tendo havido – à margem do Torres Novas-Coruchense – outros desfechos surpreendentes, imperou a lógica nas restantes quatro partidas, com os favoritos a confirmarem a sua condição, advindo de superiores recursos, a par, noutros casos, da condição de visitados.
Começando pelo comandante, Mação, recebeu o U. Tomar, que se revelou um “osso duro de roer”. Pese embora a maior iniciativa e controlo do jogo por parte dos donos da casa, os nabantinos, bastante solidários, mantiveram o nulo durante uma hora de jogo, vindo então a sofrer o primeiro golo após a marcação de um canto, por via de um colocado remate de José Charles, de meia-distância. Não desistindo, o grupo unionista empataria aos 78 minutos, na conversão de uma grande penalidade, com Wemerson Silva a atingir os 95 golos ao serviço do União.
Só já dentro dos dez minutos finais os maçaenses voltariam a colocar-se em vantagem, noutro golo de um antigo jogador do emblema tomarense: depois de José Charles, também “Zé” Maria, com potente remate, visou a baliza com êxito. O 3-1 final, conferindo ao marcador uma expressão talvez algo excessiva, surgiria já em tempo de compensação, num lance de transição rápida.
Defrontando o penúltimo classificado, Riachense, que mais não conseguiu até agora que quatro empates, o Fazendense não terá tido dificuldades significativas em ampliar para sete a sua notável série de vitórias sucessivas, tendo fixado o resultado (2-0) por volta da meia hora, depois de ter aberto o activo ainda dentro dos dez minutos iniciais.
Também o Pontével, recebendo o “lanterna vermelha”, Tramagal, chegou a vantagem de 2-0, num curto período de dez minutos (entre os 65 e os 74), tendo os tramagalenses apontado o seu “ponto de honra” a cerca de cinco minutos do termo do desafio, insuficiente, porém, para evitar a nona derrota em dez encontros disputados.
Dois a zero foi também o desfecho (que se registava já ao intervalo) do Alcanenense-At. Ouriense, com a turma da casa a superar fase negativa, de três desaires, contribuindo, em paralelo, para agravar o ciclo desfavorável que a formação de Ourém vem atravessando, sem ganhar há sete jornadas, tendo baixado ao 11.º lugar, imediatamente acima do rival do passado fim-de-semana.
II Divisão Distrital – À sexta ronda passámos a ter líderes isolados, em ambas as séries, únicos concorrentes a alcançar o pleno de seis vitórias: Ouriquense e Vasco da Gama.
Na Série A, a regressada agremiação de Vila Chã de Ourique mantém excelente desempenho, tendo averbado tangencial triunfo, por 3-2, na recepção ao Benavente, isto depois de ter chegado a dispor de vantagem de três tentos. O vice-líder, Moçarriense, foi ganhar a Marinhais, mercê de um solitário golo. Em mais um “derby”, o Forense bateu a equipa da Glória do Ribatejo, por 2-1. Realce ainda para a goleada (5-2) obtida pelo QT-SC Rio Maior em Samora Correia.
Na Série B, no embate entre as duas formações que partilhavam o comando, o Vasco da Gama registou categórico triunfo, goleando o Pego por 4-0! O mesmo “placard” se verificou no At. Pernes-Alferrarede. Mais retumbante (9-2) foi a goleada aplicada pelo Espinheirense aos Lagartos do Sardoal. Anota-se ainda o início de prova algo oscilante do Ferreira do Zêzere, derrotado na Ortiga, por 2-0, ocupando discreto 8.º lugar (entre doze concorrentes), já a onze pontos do guia.
Campeonato de Portugal – Em jogo de acerto de calendário, que se encontrava em atraso, da 2.ª jornada, o Fátima não foi feliz na deslocação aos Açores, tendo sido batido pelo Lusitânia, por 2-1, não obstante os fatimenses terem começado por inaugurar o marcador, logo aos seis minutos, vindo, porém, a consentir dois golos, quando beneficiavam até de superioridade numérica. Este foi o terceiro desaire seguido do Fátima, o que se repercutiu na queda abaixo da “linha de água” (10.ª), ainda que em igualdade pontual, precisamente com o emblema de Angra do Heroísmo.
Antevisão – Os campeonatos distritais sofrem o primeiro interregno, para disputa da pré-eliminatória da Taça do Ribatejo, em que se destacam os seguintes confrontos: a imediata reedição, agora em Tomar, do prélio entre U. Tomar e Mação; Coruchense-Fazendense, entre dois clubes com o maior palmarés na competição, um dos quais, necessariamente, ficará já afastado; Torres Novas-Alcanenense, replicando, ainda em fase tão prematura da prova, a Final de há três épocas; Abrantes e Benfica-Águias de Alpiarça; e entre clubes da divisão secundária, outro “derby”, entre Glória do Ribatejo e Marinhais.
Quer a Liga 3, que o Campeonato de Portugal – agora já com os respectivos calendários em dia – voltam a estar em pausa, devido à disputa da eliminatória correspondente aos 1/16 avos de final da Taça de Portugal, sem qualquer representante do Distrito. Anota-se a recuperação de um antigo clássico lisboeta, entre Atlético e Benfica, assim como a curiosidade de um embate entre Sp. Covilhã e Lusitano de Évora, dois históricos, também com larga tradição no principal escalão do futebol nacional, militando ambos, presentemente, na Liga 3.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Novembro de 2025)
Mundial 2026 – Qualificação – Zona Europeia
As selecções da Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Países Baixos, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia garantiram o apuramento directo para a fase final do Mundial 2026, a disputar nos EUA, Canadá e México.
Por seu lado, disputarão os play-off de qualificação, para preenchimento das quatro vagas restantes, as seguintes selecções: Eslováquia, Kosovo, Dinamarca, Ucrânia, Turquia, Irlanda, Polónia, Bósnia-Herzegovina, Itália, País de Gales, Albânia e R. Checa (2.º classificados de cada Grupo), para além de Roménia, Suécia, Macedónia do Norte e I. Norte (qualificados via “Liga das Nações”).
Para efeitos do sorteio das oito”semi-finais”, estas 16 equipas serão repartidas em 4 potes:
- Pote 1 – Itália, Dinamarca, Turquia e Ucrânia
- Pote 2 – Polónia, País de Gales, R. Checa e Eslováquia
- Pote 3 – Irlanda, Albânia, Bósnia-Herzegovina e Kosovo
- Pote 4 – Roménia, Suécia, Macedónia do Norte e I. Norte
Portugal – Arménia (Mundial 2026 – Qualif.)
Portugal – Diogo Costa, Nélson Semedo, Renato Veiga, Rúben Dias (73m – Rúben Neves), João Cancelo (73m – Matheus Nunes), João Neves, Bruno Fernandes, Vítor Ferreira “Vitinha” (67m – João Félix), Bernardo Silva (56m – Carlos Forbs), Rafael Leão (56m – Francisco Conceição) e Gonçalo Ramos
Arménia – Henri Avagyan, Kamo Hovhannisyan, Styopa Mkrtchyan, Sergei Muradian, Erik Piloyan (56m – Georgii Arutiunian), Nayair Tiknizyan, Eduard Spertsyan, Karen Muradyan (82m – Artyom Bandikyan), Narek Aghasaryan (45m – Edgar Sevikyan), Artur Serobyan (45m – Zhirayr Shaghoyan) e Grant-Leon Ranos (65m – Arayik Eloyan)
1-0 – Renato Veiga – 7m
1-1 – Eduard Spertsyan – 18m
2-1 – Gonçalo Ramos – 28m
3-1 – João Neves – 30m
4-1 – João Neves – 41m
5-1 – Bruno Fernandes (pen.) – 45m
6-1 – Bruno Fernandes – 52m
7-1 – Bruno Fernandes (pen.) – 72m
8-1 – João Neves – 81m
9-1 – Francisco Conceição – 90m
Cartão amarelo – Sergei Muradian (70m)
Árbitro – Irfan Peljto (Bósnia-Herzegovina)
Depois de ter falhado dois “matchpoints” naquela que terá sido, porventura, a mais fácil fase de qualificação, ninguém esperaria que a selecção portuguesa pudesse vir a baquear no objectivo do apuramento directo para o Mundial, dado necessitar, no pior dos cenários, de ganhar frente a um adversário muito frágil, como é a equipa da Arménia.
Compenetrado do seu papel, Portugal cedo inaugurou o marcador. Mas, como parecemos não gostar de coisas fáceis, ainda conseguimos complicar quando consentimos o tento do empate arménio, perante uma equipa que, até agora, nos cinco encontros anteriores, apenas marcara dois golos (ambos apontados na histórica vitória frente à Irlanda).
Mesmo numa fase inicial com exibição pouco convincente, valeu o pronto aproveitamento de uma falha defensiva – um inoportuno passe atrasado de um defesa – para recolocar a turma portuguesa em vantagem, e afastar qualquer eventual fantasma. Até porque, de imediato surgiria o terceiro golo. A festa podia começar.
E, naturalmente, numa lógica de vasos comunicantes, ao mesmo tempo que a selecção nacional se libertava (principalmente a nível mental, agora já sem qualquer bloqueio), podendo explanar o seu futebol e evidenciar a sua óbvia superioridade, a Arménia ia ficando cada vez mais perdida dentro de campo, sem conseguir acertar marcações, falha de rigor, mesmo não se remetendo a porfiada defesa.
Ao intervalo, já com o resultado em 5-1, perante os espaços e a margem de manobra concedidos pelo adversário, a percepção que se podia extrair é que a contagem só não chegaria aos dez se “nós não quiséssemos”.
Bruno Fernandes e, em especial, João Neves brilhariam a grande altura, cada um apontando um “hat-trick”, ficando na retina a espectacular conversão de um livre directo por parte do parisiense. A equipa não desligou, manteve a seriedade no jogo, e o “placard” foi-se avolumando com naturalidade.
E, numa exibição que acabou por ser de bom nível, só não se chegou à dezena de golos marcados por alguma falta de eficácia, não tendo faltado ocasiões para tal.
Esta última partida acabou por ser, de alguma forma, o reflexo do que foi esta fase de apuramento: tão fácil, que era quase impossível falhar. Mas, em qualquer caso, deverá atentar-se nos alertas que proporcionou, de situações a rectificar para a fase final.
Surpreendente foi a qualificação da Irlanda para o “play-off”, arrancando, in extremis, em período de compensação, uma sensacional vitória em Budapeste – com destaque para o herói Troy Parrott, autor de todos os cinco golos que proporcionaram os inesperados triunfos frente a Portugal e à Hungria –, ficando a selecção magiar, de forma incrível, imediatamente eliminada deste Mundial.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Portugal 6 4 1 1 20 - 7 13 2º Irlanda 6 3 1 2 9 - 7 10 3º Hungria 6 2 2 2 11 -10 8 4º Arménia 6 1 - 5 3 -19 3
6ª jornada
16.11.2025 – Hungria – Irlanda – 2-3
16.11.2025 – Portugal – Arménia – 9-1
(mais…)
O Pulsar do Campeonato – 9ª Jornada

(“O Templário”, 13.11.2025)
Mantendo o pleno de triunfos desde a chegada de Eduardo Fortes ao comando técnico do clube, o U. Tomar progrediu mais um degrau na pauta classificativa, ascendendo ao 5.º posto, já dentro do objectivo declarado para esta temporada – numa ronda em que os agora cinco primeiros saíram vencedores (enquanto os actuais cinco últimos perderam), constituindo o Águias de Alpiarça (a descer) e o Coruchense (a subir) os registos “contra-a-corrente”, tendo os alpiarcenses sido desfeiteados, em casa, pelo guia, ao passo que o grupo do Sorraia bateu o Entroncamento AC.
Destaques – Começando pela partida que agrupava o par melhor posicionado, com o então 4.º classificado, Águias, a receber o líder, a turma de Mação obteve, num desafio que se antecipava exigente, importante e (aparentemente) tranquila vitória, em Alpiarça, por 2-0, com golos no último quarto de hora do primeiro tempo e à passagem da hora de jogo, repetindo o ciclo de quatro triunfos seguidos com que abrira o campeonato (intercalados pelo único jogo em que não ganhou); ao invés, os alpiarcenses baixaram duas posições, ultrapassados por Porto Alto e U. Tomar.
Num confronto entre dois emblemas de grande tradição, no Tramagal, o Torres Novas venceu, também por 2-0, não obstante o nulo ter subsistido até ao intervalo, mas com os torrejanos, prosseguindo sensacional campanha, a sentenciar o desfecho com tentos a abrir a e a fechar a segunda metade, mantendo, assim, a pressão sobre o comandante, apenas a um ponto.
Atendendo ao desempenho que as duas formações vêm realizando – com os tramagalenses, neste regresso ao escalão principal, ainda sem conseguir ganhar, contando somente um ponto –, o triunfo do Torres Novas seria expectável, mas não se revelou fácil. Os visitantes beneficiaram, uma vez mais, de a sua baliza (à guarda do conceituado “Chico” Sousa) parecer estar enfeitiçada: nem de “penalty” se concretizou o que teria sido o primeiro golo marcado por jogadores adversários, subsistindo o fenomenal registo de um único (auto-)golo consentido, em nove jogos!
Em evidência esteve também o Pontével, que, tal como Mação e Torres Novas, foi vencer a reduto alheio, frente ao At. Ouriense, igualmente por 2-0, neste caso com um tento na primeira metade de cada uma das partes do prélio. Este desfecho seria de classificar como surpresa da jornada, não fora o caso de os anfitriões terem somado o sexto embate consecutivo sem ganhar (após terem arrancado o campeonato com três triunfos), obtendo apenas três pontos neste período, o que provocou uma queda na classificação, desde o 2.º até ao 9.º lugar. Em contraponto, os forasteiros, tendo ultrapassado o Entroncamento AC e o Alcanenense, ocupam agora a 10.ª posição.
Confirmações – Em todos os outros cinco desafios da 9.ª jornada, os visitados confirmaram, com maior ou menor dificuldade, o favoritismo que lhes seria creditado – em bom rigor, porventura com mais dificuldades que o que se poderia antever, tendo quatro deles terminado com resultados tangenciais, e, em dois dos casos, com as vitórias a serem arrancada mesmo “in extremis”.
Despachando já o caso do Fazendense, goleou o Cartaxo por categórico 4-0 (com três golos no segundo tempo), ampliando para seis a série (“record” nesta edição da prova) de triunfos sucessivos, afirmando o seu estatuto de perseguidor ao líder, do qual continua separado por três pontos. Por seu lado, os cartaxeiros voltam a denotar permeabilidade defensiva, totalizando já vinte bolas nas suas redes (apenas o At. Riachense apresenta pior registo, com 29 tentos sofridos).
O grupo do Porto Alto, recebendo e batendo o Alcanenense por 1-0 (tendo marcado à passagem da hora de jogo), alarga o seu fantástico ciclo de invencibilidade (que partilha com o Torres Novas), registando agora quatro vitórias e cinco empates, o que lhe confere notável 4.º lugar. Ao contrário, o conjunto de Alcanena, a passar por “dores de crescimento”, perdeu pela terceira semana sucessiva (quatro desaires nas últimas cinco rondas), caindo até intranquilo 13.º lugar.
Em Tomar, numa partida com algumas similitudes com as duas anteriores, o União, mesmo não tendo conseguido manter a consistência exibicional durante os noventa minutos, soube, primeiro, reagir à adversidade, e, depois, de novo, preservar a preciosa vantagem alcançada, ampliando para três este ciclo muito positivo de triunfos. Os tomarenses tiveram boa entrada, assumindo a iniciativa e controlo de jogo, mas sem eficácia; todavia, ainda cedo, o Amiense – equipa de bem maior valia do que denota a ingrata classificação que regista –, equilibrou a contenda. E, num lance infeliz (auto-golo), a turma unionista ver-se-ia mesmo em desvantagem no marcador.
Apesar de ter sentido o toque, com inevitável impacto anímico, o grupo nabantino não se desuniu, reorganizou-se e reequilibrou-se em termos emocionais, e chegaria ao empate em momento muito oportuno, a findar o primeiro tempo. Se, antes, houvera alguma falta de fortuna, o contexto alterar-se-ia por completo, tendo o União completado a reviravolta, estabelecendo o 2-1 a seu favor, não estavam ainda decorridos cinco minutos da etapa complementar. Controlando a pressão contrária, tirando também partido da larga experiência do seu técnico, o resultado não se alteraria até final.
O Abrantes e Benfica (anterior 9.º classificado, agora na 7.ª posição, tendo superado a pontuação de Cartaxo e At. Ouriense) viu-se e desejou-se para levar de vencida o penúltimo, At. Riachense, por sofrido 3-2. Os forasteiros – que ainda não se estrearam a vencer – foram até os primeiros a marcar, aos 60 minutos, tendo os abrantinos operado a reviravolta no “placard” em pouco mais de um quarto de hora; mas a turma dos Riachos surpreenderia, restabelecendo a igualdade (a duas bolas) a escassos três minutos do fim. Os donos da casa chegariam à vitória ao minuto 96…
Por fim, o Coruchense, ainda como que em fase de “convalescença”, voltou a somar três pontos, após o triunfo averbado na semana anterior, nos Riachos. Tendo a visita do Entroncamento AC, a equipa do Sorraia só em período de compensação logrou desbloquear o nulo, interrompendo um ciclo de quatro jogos sem perder dos visitantes. Em função deste desfecho, cavou-se um “fosso” de quatro pontos (oito vs. quatro) entre o Alcanenense e o Amiense e At. Riachense, estando estes dois últimos (tal como o Tramagal) abaixo da “linha de água” virtual.
II Divisão Distrital – A principal ênfase vai para a primeira perda de pontos do Moçarriense, que não foi além do empate (2-2) na deslocação a Salvaterra de Magos, o que possibilitou ao regressado à competição, Ouriquense – a realizar excelente início de campeonato, com o pleno de vitórias –, tendo ido ganhar à Glória do Ribatejo por 2-1, isolar-se na liderança da Série A. Na Série B mantém-se um par no comando, tendo o Vasco da Gama (1-0 em Ferreira do Zêzere) e o Pego (1-0, ante o Mindense) vencido todas as cinco rondas até agora disputadas.
Liga 3 – O U. Santarém deixou escapar, em tempo de compensação, um ponto, na viagem a Évora, derrotado pelo Lusitano por tangencial 1-0, tendo sofrido o golo nos derradeiros instantes. Numa série muito equilibrada – cinco pontos separam o 4.º (Académica) do 10.º e último classificado (1.º Dezembro) – os escalabitanos partilham agora o 7.º posto com o Atlético, a quatro pontos dos “estudantes” de Coimbra. No topo, no embate entre Belenenses e Mafra, os “azuis do Restelo” ganharam 2-1, arrebatando o comando, relegando os mafrenses para a posição imediata.
Campeonato de Portugal – Foi negativa para os clubes do Distrito a 9.ª jornada, tendo o Fátima sido derrotado por pesado 3-0 na Figueira da Foz, pela Naval 1893, enquanto o Samora Correia perdeu por tangencial 2-1 em Cantanhede, frente ao Marialvas. Os fatimenses, agora no 9.º lugar, são os últimos acima da “linha de água”, com muito curta margem, de apenas um ponto, mantendo-se os samorenses (quatro pontos abaixo do Fátima) na antepenúltima posição.
Antevisão – Na próxima jornada da I Divisão Distrital destacam-se os seguintes encontros, envolvendo o trio da dianteira da tabela: Mação-U. Tomar; Torres Novas-Coruchense; e At. Riachense-Fazendense. No escalão secundário, realce para o “derby” Forense-Glória do Ribatejo assim como para uma “cimeira de líderes”, com o Vasco da Gama a ter a visita do Pego.
A sequência regular da Liga 3 e do Campeonato de Portugal sofre um interregno, cabendo ao Fátima recuperar, neste domingo, o jogo que se encontrava em atraso, a disputar nos Açores (Angra do Heroísmo), com o Lusitânia, presentemente no 12.º (antepenúltimo) lugar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Novembro de 2025)
Irlanda – Portugal (Mundial 2026 – Qualif.)
Irlanda – Caoimhín Kelleher, Seamus Coleman, Nathan Collins, Dara O’Shea, Jake O’Brien, Liam Scales (86m – James Dunne), Finn Azaz (79m – Festy Ebosele), Jack Taylor (68m – Conor Coventry), Josh Cullen, Chiedozie Ogbene (86m – Michael “Mikey” Johnston) e Troy Parrott (68m – Adam Idah)
Portugal – Diogo Costa, João Cancelo (45m – Nélson Semedo), Gonçalo Inácio (45m – Renato Veiga), Rúben Dias, Diogo Dalot, João Neves (78m – Gonçalo Ramos), Vítor Ferreira “Vitinha”, Rúben Neves, Bernardo Silva (63m – Francisco Trincão), João Félix (63m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo
1-0 – Troy Parrott – 17m
2-0 – Troy Parrott – 45m
Cartões amarelos – Finn Azaz (38m) e Jack Taylor (45m) e Liam Scales (86m); João Cancelo (19m) e Rúben Dias (45m)
Cartão vermelho – Cristiano Ronaldo (59m)
Árbitro – Glenn Nyberg (Suécia)
Como disse Roberto Martínez: «Tudo o que podia correr mal, correu mal». Porquê?
Ao entrar em campo, já conhecedora do resultado obtido pela Hungria na Arménia, a selecção portuguesa sabia que só a vitória esta noite lhe proporcionaria confirmar já hoje o apuramento para o Mundial.
Fosse ou não por isso, a verdade é que Portugal assumiu a iniciativa do jogo desde o primeiro minuto, apresentando estatísticas demolidoras em termos de posse de bola (mais de 80%!). Mas, também cedo, desde logo ficou patente que a estratégia da Irlanda passava por oferecer a bola ao adversário, atrair os jogadores portugueses até às imediações da sua área, para, de pronto, mal recuperava a bola, fazer lançamentos em profundidade, para as costas da defesa, que, amiúde, se revelaram perigosos.
Enquanto Portugal, num jogo de paciência, ia trocando a bola entre os seus jogadores, com sucessivas trocas de flanco, procurando abrir uma brecha – teria sido necessário imprimir maior ritmo e intensidade –, mas sem, de facto, conseguir qualquer oportunidade flagrante de golo, já a Irlanda, cada vez que recuperava a bola, fazia soar as campainhas, face à velocidade das setas Ogbene e Parrott.
A acrescer a um ataque absolutamente improfícuo juntaram-se os erros defensivos, numa exibição muito pobre: na sequência de um atraso de um defesa para Diogo Costa, uma hesitação revelar-se-ia fatal; o guardião português não despachou a bola de primeira, e, já sem alternativa, no último instante, ao pontapeá-la, ela ressaltou no avançado contrário, ficando à sua mercê, não fora a estirada, “in extremis”, a desviar para canto. Na conversão da bola parada, muita passividade da defesa, dando liberdade para um primeiro toque de cabeça de um irlandês, encaminhando a bola para Parrott, também de cabeça, marcar, quase que como por “ricochete”.
Se a tarefa já não se antecipava fácil, perante um oponente remetido a uma porfiada defesa, concentrando nove (ou mais) dos seus elementos nas imediações da sua área, a partir do momento em que Portugal se viu em desvantagem, naturalmente, tudo se complicava.
E, isto, porque a selecção nacional nunca conseguiu dar sinais de poder encontrar antídoto para contrariar a forma de jogar de uma equipa empolgada pela forma como o jogo decorria e pelo entusiasta apoio do seu público.
A formação portuguesa ia procurando remar contra a maré, mas sem efeitos práticos. Ao invés, noutro contra-ataque, seria a Irlanda a ter a melhor ocasião para marcar, num remate ao poste de Ogbene.
E se as coisas já estavam más, piorariam ainda, a findar a primeira parte, com o segundo golo irlandês, outra vez por Parrot, desta feita num remate que fez a bola entrar junto ao poste, deixando pairar a dúvida se o guarda-redes teria possibilidade de fazer algo mais.
Perante a evidência de que o sector atacante não estava a carburar, mas parecendo dar primazia às falhas defensivas, o seleccionador nacional começou por fazer duas substituições no eixo da defesa, logo ao intervalo. No início da segunda parte, ainda se chegou a pensar que um golo de Portugal pudesse desbloquear a situação, mas seria “sol de pouca dura”.
O jogo acabou à hora de jogo, quando Cristiano Ronaldo se fez expulsar (vendo o primeiro cartão vermelho, em 226 jogos pela selecção), devido a uma cotovelada num defesa contrário, evidenciando o descontrolo emocional que alastrava à equipa. As alterações que Martínez promoveria logo de seguida, no sector ofensivo, chegavam, naturalmente, demasiado tarde. Até final, a Irlanda estaria mais perto de poder chegar ao terceiro golo do que Portugal de marcar.
O apuramento para o Mundial fica, pela segunda vez adiado, agora dependente de uma vitória frente à Arménia, no domingo (o empate poderá ser suficiente, desde que a Hungria não vença a Irlanda por mais de dois golos de diferença) – mas os indícios deixados neste jogo são preocupantes, na perspectiva de uma fase final, “mais a doer” do que estas eliminatórias, em que a margem de erro é extremamente diminuta.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Portugal 5 3 1 1 11 - 6 10 2º Hungria 5 2 2 1 9 - 7 8 3º Irlanda 5 2 1 2 6 - 5 7 4º Arménia 5 1 - 4 2 -10 3
5ª jornada
13.11.2025 – Arménia – Hungria – 0-1
13.11.2025 – Irlanda – Portugal – 2-0
(mais…)
O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada

(“O Templário”, 06.11.2025)
Num estágio algo prematuro da prova, decorridas oito jornadas, a ordenação das equipas na tabela do campeonato distrital vai-se ajustando, sendo que dois triunfos sucessivos podem proporcionar ascender várias posições, situação inversa sendo aplicável ao caso oposto. De facto, bastaram ao União duas vitórias – nos dois primeiros jogos sob a direcção de Eduardo Fortes – para subir do 10.º ao 6.º posto; ao invés, o Alcanenense, com duas derrotas, baixou de 8.º a 11.º.
Em progressão temos ainda o Fazendense (que ostenta, por ora, o melhor ciclo nesta edição, com cinco vitórias sucessivas) – tendo, neste caso, escalado desde a 11.ª até à 3.ª posição, no decurso de tal período –, o Cartaxo (duas vitórias e um empate nas três últimas rondas) e o Entroncamento AC (sem perder há quatro jogos, nos quais averbou dois triunfos e outros tantos empates).
Em trajectória contrária seguem o At. Ouriense (que, depois de três triunfos a abrir, não mais voltou a ganhar, nos cinco desafios seguintes, descendo da vice-liderança até ao actual 8.º lugar) e Abrantes e Benfica (uma derrota e um empate nos encontros mais recentes). O Amiense regista, agora, a pior série em curso, tendo acumulado cinco desaires consecutivos, caindo de 6.º a 14.º.
Destaques – O desfecho de maior destaque foi a vitória alcançada pelo U. Tomar na deslocação a Alcanena, mercê de um solitário golo, de Wemerson Silva (que, gradualmente, se vem aproximando do “record” de Ferreira, como melhor marcador de sempre do clube, único a superar a centena de tentos, apontados entre 1984 e 2002 – nesta altura separados apenas por dez golos).
Numa primeira parte com as duas equipas muito encaixadas, sem soberanas ocasiões de golo, em que os sectores defensivos se impuseram aos avançados, o nulo ao intervalo ajustava-se ao desempenho evidenciado dentro de campo. Na segunda metade, o União surgiu mais afoito, assinalando-se também o regresso ao clube do avançado Chrystian Pedroso, vindo os tomarenses a marcar, na sequência de um pontapé de canto, sensivelmente a meio dessa etapa complementar.
Tendo ambas as formações ficado reduzidas a dez elementos, devido a expulsões, intercaladas apenas por cinco minutos (primeiro, o jogador do U. Tomar, aos 72 minutos, e, pouco depois, o atleta do Alcanenense), a turma da casa procurou pressionar, mas o grupo unionista logrou evitar que a sua baliza fosse visada, preservando até final a preciosa vantagem oportunamente adquirida.
Naquele que, atendendo à classificação, poderia ser considerado como “jogo grande” da jornada, um quase “derby”, entre Fazendense e Águias de Alpiarça, que repartiam o 3.º posto, os homens das Fazendas levaram a melhor, impondo-se igualmente por tangencial 1-0, o suficiente para descolarem desse rival, mas, mais importante, mantendo em três pontos o diferencial para o guia.
Os donos da casa estiveram por cima na primeira metade, mas foram perdulários, tendo o 0-0 subsistido até à pausa. Tendo acabado por chegar ao golo que lhe proporcionaria um suado triunfo, o Fazendense como que, de alguma forma, se terá retraído, permitindo ao adversário ameaçar num ou noutro lance, mas sem que o desfecho se viesse a alterar.
Num embate entre dois clubes com um palmarés rico – várias vezes Campeões Distritais em anos não muito distantes: o Riachense, em 2009, 2010 e 2013; o Coruchense, em 2015, 2017 e 2021 – mas que, neste arranque de campeonato, se quedavam na cauda da classificação, respectivamente no penúltimo e antepenúltimo lugar, realce para a categórica vitória do conjunto do Sorraia, por 3-0, colocando, enfim, termo a um ciclo muito negativo, de quatro derrotas seguidas.
Entrando praticamente a ganhar (ao quarto minuto) e tendo ampliado a vantagem ainda antes do descanso, o Coruchense transpôs a “linha de água” virtual, por troca com o Amiense, este igualado a quatro pontos justamente com o Riachense, três pontos acima do “lanterna vermelha”, Tramagal.
A última nota de destaque vai para mais um triunfo (o sétimo, em oito jogos) do líder Mação, precisamente nos Amiais de Baixo, impondo à formação visitada a tal quinta derrota consecutiva. Os maçaenses pareciam ter tornado fácil esta partida, chegando ao 3-0 ainda na primeira parte; mas o Amiense, dando de mostras de inconformismo, não se entregou e, porventura aproveitando algum abrandamento do oponente, reduziria, já na compensação, até à diferença mínima, de 2-3.
Confirmações – Não terá havido, pela terceira semana sucessiva, resultados especialmente surpreendentes, confirmando-se, nos restantes prélios da 8.ª ronda, o favoritismo do vice-guia Torres Novas (ante o At. Ouriense), e do Entroncamento AC (com o último, Tramagal), tendo, por outra, imperado o equilíbrio nos confrontos Pontével-Porto Alto e Cartaxo-Abrantes e Benfica.
Em Torres Novas, bastou um golo, a abrir a segunda metade, para os torrejanos continuarem a potenciar o seu extraordinário desempenho defensivo (subsistindo com um único tento consentido – ainda sem que qualquer jogador adversário tivesse conseguido marcar), o que lhes proporciona um fantástico índice de conversão, dos dez golos até agora apontados, num total já de vinte pontos.
Por seu turno, o Entroncamento AC, a atravessar bom momento, não permitiu ao Tramagal dar sequência à estreia a pontuar, verificada na semana anterior, não obstante o nulo no marcador tenha subsistido até final do primeiro tempo. O grupo da cidade ferroviária venceu por 2-0, abrindo o activo à passagem da hora de jogo, e confirmando o triunfo já nos cinco minutos finais.
O Porto Alto marcou primeiro, no reduto do Pontével, mas os anfitriões restabeleceriam a igualdade, voltando a pontuar após duas derrotas – ao passo que os forasteiros mantêm sensacional invencibilidade, passando a somar cinco empates, três deles nas três últimas jornadas.
O Cartaxo-Abrantes e Benfica foi bem animado, com um total de quatro golos, repartidos equitativamente, na quarta semana sucessiva a pontuar por parte dos cartaxeiros (após recuperar de desvantagem de 0-2), tendo os abrantinos reagido bem ao desaire caseiro ante o Fazendense.
II Divisão Distrital – Moçarriense e Ouriquense (Série A) e Vasco da Gama e Pego (Série B) mantêm o pleno de vitórias, após a realização da 4.ª jornada. A turma da Moçarria continua em grande evidência, tendo batido o Benavente por 3-0, passando a totalizar 21 golos marcados (com uma média superior a cinco golos por jogo!). Em destaque esteve também o Pego, que foi vencer (3-1) ao terreno do 3.º classificado, Espinheirense.
As equipas do Forense (6-0 ao Benfica do Ribatejo), Ortiga (5-0 ao Alferrarede), Ouriquense (5-1 ao Rebocho), Caxarias (5-2 aos Lagartos do Sardoal) e Salvaterrense (4-1 em Samora Correia) deram o tom das goleadas, que se vêm revelando usuais neste campeonato.
Liga 3 – Foi enorme a surpresa (proeza) protagonizada pelo U. Santarém (até então penúltimo classificado), indo vencer ao Restelo por 2-0, face ao vice-líder, Belenenses, na 9.ª ronda, com a qual se concluiu já a primeira volta da fase regular desta prova. Os escalabitanos subiram do 8.º ao 6.º posto (empatados com o 5.º classificado, Amora), e somente a três pontos do último lugar de apuramento para a fase final, actualmente ocupado pela Académica. O Mafra (1-0 ao Atlético) é o novo comandante (a par do Caldas), beneficiando também do nulo no Académica-Caldas.
Campeonato de Portugal – Ao invés, foi algo surpreendente, neste caso pela negativa, o desfecho do Fátima, batido (1-3) no seu reduto, pelo Mortágua. Por seu lado, o Samora Correia, recebendo a Naval 1893, empatou a uma bola. Os fatimenses ocupam o 7.º lugar, só dois pontos acima do 10.º, permanecendo os samorenses em penúltimo, a três pontos da “linha de água”.
Antevisão – Na divisão principal as atenções focam-se no Águias de Alpiarça-Mação, no Fazendense-Cartaxo e no reencontro entre dois históricos de grande tradição, Tramagal e Torres Novas. O U. Tomar terá a visita do Amiense. Na II Divisão destacam-se os encontros: Salvaterrense-Moçarriense, Glória do Ribatejo-Ouriquense e Ferreira do Zêzere-Vasco da Gama.
Na Liga 3, o U. Santarém volta a jogar fora, deslocando-se a Évora, para defrontar o Lusitano, seu imediato perseguidor na pauta classificativa. No Campeonato de Portugal, o Fátima visita a Figueira da Foz, onde encontrará o actual 2.º classificado, Naval 1893; cabendo ao Samora Correia viajar até Cantanhede, onde jogará com o Marialvas (6.º, igualado com o Fátima).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Novembro de 2025)










