O Pulsar do Campeonato – Supertaça Dr. Alves Vieira

(“O Templário”, 08.06.2023)
Culminando um notável trabalho desenvolvido pela equipa técnica liderada por Eduardo Fortes, o Torres Novas somou, à vitória na Taça do Ribatejo, novo troféu, conquistando também a Supertaça Dr. Alves Vieira, a terceira do historial do clube (após os triunfos das épocas de 2007-08 e 2010-11), igualando o palmarés “record” de Riachense, Coruchense e Fazendense.
Defrontando, por coincidência, no seu reduto – tradicionalmente, a prova, em homenagem ao antigo dirigente, Dr. Alves Vieira, é disputada no Estádio que ostenta também o seu nome, na cidade do Almonda – o recém-sagrado Campeão Distrital, U. Tomar, os torrejanos venceram por 3-2, numa partida emotiva, em que o resultado subsistiu incerto até ao último minuto.
A equipa do União entrou a “mandar” no jogo, perante um adversário, como seria previsível, algo na expectativa – em clara aposta em poder tirar partido do erro do adversário – tendo os tomarenses criado, logo nos dez minutos iniciais, três boas ocasiões para inaugurar o marcador.
Pouco passava do quarto de hora quando Wemerson Silva, em plena grande área, terá sentido o contacto de um contrário, acabando por cair no chão. Os unionistas reclamaram grande penalidade, que, a ter sido sancionada, poderia, porventura, ter ditado um cariz substancialmente diferente do desafio. Sem debater questões de intensidade, tendo o árbitro, perto do lance, mandado jogar, será, neste contexto, de conceder o benefício da dúvida.
A toada mantinha-se, até que, aos 33 minutos, num momento infeliz do guardião tomarense – na sequência de um atraso de bola de um seu colega –, a rematar contra o corpo de um rival, vendo a bola anichar-se nas suas redes; um golo que surgia, notoriamente, “contra a corrente”.
A formação torrejana, animada com a vantagem adquirida, mais confiante, soltou-se no campo, e, apenas seis minutos volvidos, aproveitando bem o espaço, Miguel Miguel fez um “mini-slalom”, com um excelente remate em arco, para o poste mais distante, sem hipótese de defesa.
Como que atordoados pelo inesperada evolução do marcador, as coisas piorariam ainda bastante para os tomarenses, outros quatro minutos decorridos, quando, no seguimento de um canto, o defesa central, com um toque involuntário, introduziu a bola na sua própria baliza. Perplexos, os unionistas viam-se – num curtíssimo período de dez minutos – a perder por 3-0!
Se o jogo tivesse terminado ao intervalo, só havia que, assumindo as falhas próprias, dar os parabéns ao Torres Novas, pela extrema eficácia obtida. Há dias assim: em que tudo corre bem para um lado, e mal para o outro. Mas, no segundo tempo, (quase) tudo mudaria…
Marco Marques operou tripla substituição ao intervalo, fazendo sair três (!) defesas, tendo entrado dois avançados, num manifesto sinal de inconformismo. Mas, quando as coisas correm mal, podem ainda correr pior: aos dez minutos, o União via-se em inferioridade numérica.
Por muito estranho que pareça, a partir daí “só deu” U. Tomar. O Torres Novas, mesmo com todas as vantagens (deveras ampla margem no marcador e com mais um elemento), teve monumental “apagão”, incapaz de ripostar, sem conseguir ter bola, “desaparecendo” do jogo, denotando completo esgotamento físico e, em paralelo, também algum “temor cénico”.
Logicamente, os tomarenses reduziram para 1-2, e, quinze minutos depois (aos 78), para 2-3 (com Siaka Bamba, convertido em improvisado “ponta-de-lança”, sensacionalmente a bisar), colocando em causa o desfecho desta final. Até, quatro minutos depois, ficarem reduzidos a nove. E, depois, a oito (contra dez do adversário), continuando, não obstante, a dominar territorialmente… até acabar apenas com o mínimo regulamentar de sete jogadores em campo!
Ainda oito contra dez, já em período de compensação, o União esteve pertíssimo do 3-3, quando Fábio Luzio, desviando de cabeça, quase em cima da linha de baliza, fez a bola sair a rasar o poste. Por seu lado, o Torres Novas, tendo tido possibilidade de ensaiar dois ou três contra-ataques – contra uma defesa então reduzida a dois elementos, com um fantástico Zé Maria, apoiado pelo referido Luzio – não teria forças para levar até ao fim nenhuma de tais investidas, sempre mais apostado em procurar quebrar o ritmo de jogo, recorrendo a expedientes vários.
Revisto o “filme do jogo”, é incontornável falar da arbitragem, tema de melindre, mais quando se é derrotado. João Veríssimo será, necessariamente, um dos melhores árbitros do Distrito, por isso lhe tendo sido confiada a arbitragem deste jogo. Mas, no Sábado, teve um dia que não lhe correu bem… para lidar com o cariz da partida, terá faltado algum discernimento e bom senso.
Na primeira expulsão o jogador tomarense ripostou a uma provocação (encosto de cabeça) de um torrejano, não se compreendendo como tal terá podido passar sem qualquer admoestação. Na segunda expulsão, por duplo amarelo, não se colocando em causa a validade do 2.º cartão, tinham ocorrido, na primeira parte, situações similares, sem sanção. Terá residido aí o “pecado original” da arbitragem: a forma permissiva – a querer deixar jogar – com que abordou essa fase, em flagrante contraponto com a atitude adoptada ao longo do segundo tempo.
A terceira expulsão do União (em simultâneo com a do Torres Novas, já aos 92 minutos) só acontece devido à instabilidade emocional que então assolava já todos os intervenientes, em função das incidências da partida. O jogador torrejano, embrulhando-se com um adversário, agrediu-o, quando ambos caíam, não tendo sido perceptível motivo para a sanção do unionista.
O árbitro perderia, então, por completo, durante instantes, o controlo do jogo, tendo-se assistido a cenas deploráveis, com tentativas de agressão de parte a parte, que, a terem sido levadas “à letra” as leis do jogo, teriam determinado que o mesmo não tivesse chegado ao seu termo…
Por fim, a quarta expulsão, do capitão, ao 12.º minuto do período de compensação, de novo por duplo amarelo, por protestos, após não ter sido assinalada falta evidente contra o Torres Novas, teria sido, nessa circunstância, dispensável. Um óbvio indício de “anormalidade” foi a duração da segunda parte, de 60 (!) minutos, que, ainda assim, não compensou todo o tempo perdido.
Uma nota final muito positiva: após o derradeiro apito do árbitro, os jogadores dos dois emblemas, caindo em si, deram admirável sinal de desportivismo e “fair-play”, abrindo alas para saudar cada uma das equipas, felicitando, à vez, os novos Campeões e os vencedores da Taça e da Supertaça. Tudo está bem, quando acaba bem.
Parabéns ao Torres Novas, que jogou com os argumentos de que dispunha… e ganhou.
II Divisão Distrital – Ficou adiada para a última ronda, agendada para esta quinta-feira, a definição do terceiro clube que acompanhará o Moçarriense e o Forense na subida ao escalão principal. O Vasco da Gama, que visita o Espinheiro, só depende de si, com Riachense (5.º, a três pontos) e Tramagal (4.º somente a um ponto), a defrontar-se, ainda com ténues esperanças.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Junho de 2023)
Liga dos Campeões – Final – Manchester City – Inter
Manchester City – Ederson Moraes, Manuel Akanji, Rúben Dias, Nathan Aké, John Stones (82m – Kyle Walker), Rodrigo “Rodri” Hernández, Bernardo Silva, Kevin De Bruyne (36m – Philip “Phil” Foden), İlkay Gündoğan, Jack Grealish e Erling Haaland
Inter – André Onana, Matteo Darmian (84m – Danilo D’Ambrosio), Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni (76m – Robin Gosens), Denzel Dumfries (76m – Raoul Bellanova), Nicolò Barella, Marcelo Brozović, Hakan Çalhanoğlu (84m – Henrikh Mkhitaryan), Federico Dimarco, Lautaro Martínez e Edin Džeko (57m – Romelu Lukaku)
1-0 – Rodrigo “Rodri” Hernández – 68m
Cartões amarelos – Erling Haaland (90m) e Ederson Moraes (90m); Nicolò Barella (59m), Romelu Lukaku (83m) e André Onana (90m)
Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)
Atatürk Olympic Stadium – Istambul – Turquia
A lista de vencedores, nas 68 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid – 14 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17, 2017-18 e 2021-22)
- AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
- Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
- Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Manchester City (2022-23).
Liga Conferência Europa – Final – Fiorentina – West Ham

Após a conquista, pela Roma, da edição inaugural (na época passada) desta nova competição europeia promovida pela UEFA, foi agora a vez de o West Ham (14.º classificado da “Premier League”) conquistar o seu segundo troféu europeu – depois da Taça dos Vencedores de Taças de 1965 –, tendo vencido a Fiorentina, por 2-1, na final disputada em Praga.
Títulos de Futebol – Clubes portugueses
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Épocas (Vencedor / Finalista) Benfica 26 12 1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55; 1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64; 1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86; 1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04; 2013-14; 2016-17 1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71; 1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97; 2004-05; 2012-13; 2019-20; 2020-21 FC Porto 19 14 1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77; 1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94; 1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03; 2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11; 2019-20; 2021-22; 2022-23 1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64; 1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08; 2015-16; 2018-19 Sporting 17 12 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48; 1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73; 1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95; 2001-02; 2006-07; 2007-08; 2014-15; 2018-19 1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70; 1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94; 1995-96; 1999-00; 2011-12; 2017-18 Boavista 5 1 1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92; 1996-97/ 1992-93 V. Setúbal 3 7 1964-65; 1966-67; 2004-05 1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66 1967-68; 1972-73; 2005-06 Belenenses 3 5 1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40 1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07 Sp. Braga 3 5 1965-66; 2015-16; 2020-21/ 1976-77; 1981-82; 1997-98; 2014-15; 2022-23 Académica 2 3 1938-39; 2011-12 1950-51; 1966-67; 1968-69 V. Guimarães 1 6 2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76; 1987-88; 2010-11; 2016-17 Leixões 1 1 1960-61/ 2001-02 Beira-Mar 1 1 1998-99/ 1990-91 E. Amadora 1 - 1989-90 D. Aves 1 - 2017-18 Atlético - 2 1945-46; 1948-49 Marítimo - 2 1994-95; 2000-01 Rio Ave - 2 1983-84; 2013-14 Estoril - 1 1943-44 Olhanense - 1 1944-45 Torreense - 1 1955-56 Covilhã - 1 1956-57 Farense - 1 1989-90 Campomaiorense - 1 1998-99 U. Leiria - 1 2002-03 Paços Ferreira - 1 2008-09 Chaves - 1 2009-10 Tondela - 1 2021-22
Finais da Taça de Portugal
Edição Época Vencedor Finalista Resultado LXXXIII 2022-23 FC Porto Sp. Braga 2-0 LXXXII 2021-22 FC Porto Tondela 3-1 LXXXI 2020-21 Sp. Braga Benfica 2-0 LXXX 2019-20 FC Porto Benfica 2-1 LXXIX 2018-19 Sporting FC Porto 2-2 (5-4 gp) LXXVIII 2017-18 D. Aves Sporting 2-1 LXXVII 2016-17 Benfica V. Guimarães 2-1 LXXVI 2015-16 Sp. Braga FC Porto 2-2 (4-2 gp) LXXV 2014-15 Sporting Sp. Braga 2-2 (3-1 gp) LXXIV 2013-14 Benfica Rio Ave 1-0 LXXIII 2012-13 V. Guimarães Benfica 2-1 LXXII 2011-12 Académica Sporting 1-0 LXXI 2010-11 FC Porto V. Guimarães 6-2 LXX 2009-10 FC Porto Chaves 2-1 LXIX 2008-09 FC Porto Paços Ferreira 1-0 LXVIII 2007-08 Sporting FC Porto 2-0 (a.p.) LXVII 2006-07 Sporting Belenenses 1-0 LXVI 2005-06 FC Porto Setúbal 1-0 LXV 2004-05 Setúbal Benfica 2-1 LXIV 2003-04 Benfica FC Porto 2-1 (a.p.) LXIII 2002-03 FC Porto U. Leiria 1-0 LXII 2001-02 Sporting Leixões 1-0 LXI 2000-01 FC Porto Marítimo 2-0 LX 1999-00 FC Porto Sporting 1-1 2-0 LIX 1998-99 Beira-Mar Campomaiorense 1-0 LVIII 1997-98 FC Porto Sp. Braga 3-1 LVII 1996-97 Boavista Benfica 3-2 LVI 1995-96 Benfica Sporting 3-1 LV 1994-95 Sporting Marítimo 2-0 LIV 1993-94 FC Porto Sporting 2-1 (a.p.) LIII 1992-93 Benfica Boavista 5-2 LII 1991-92 Boavista FC Porto 2-1 LI 1990-91 FC Porto Beira-Mar 3-1 (a.p.) L 1989-90 E. Amadora Farense 1-1 2-0 XLIX 1988-89 Belenenses Benfica 2-1 XLVIII 1987-88 FC Porto V. Guimarães 1-0 XLVII 1986-87 Benfica Sporting 2-1 XLVI 1985-86 Benfica Belenenses 2-0 XLV 1984-85 Benfica FC Porto 3-1 XLIV 1983-84 FC Porto Rio Ave 4-1 XLIII 1982-83 Benfica FC Porto 1-0 XLII 1981-82 Sporting Sp. Braga 4-0 XLI 1980-81 Benfica FC Porto 3-1 XL 1979-80 Benfica FC Porto 1-0 XXXIX 1978-79 Boavista Sporting 1-1 1-0 XXXVIII 1977-78 Sporting FC Porto 1-1 2-1 XXXVII 1976-77 FC Porto Sp. Braga 1-0 XXXVI 1975-76 Boavista V. Guimarães 2-1 XXXV 1974-75 Boavista Benfica 2-1 XXXIV 1973-74 Sporting Benfica 2-1 (a.p.) XXXIII 1972-73 Sporting V. Setúbal 3-2 XXXII 1971-72 Benfica Sporting 3-2 (a.p.) XXXI 1970-71 Sporting Benfica 4-1 XXX 1969-70 Benfica Sporting 3-1 XXIX 1968-69 Benfica Académica 2-1 XXVIII 1967-68 FC Porto V. Setúbal 2-1 XXVII 1966-67 V. Setúbal Académica 3-2 (a.p.) XXVI 1965-66 Sp. Braga V. Setúbal 1-0 XXV 1964-65 V. Setúbal Benfica 3-1 XXIV 1963-64 Benfica FC Porto 6-2 XXIII 1962-63 Sporting V. Guimarães 4-0 XXII 1961-62 Benfica V. Setúbal 3-0 XXI 1960-61 Leixões FC Porto 2-0 XX 1959-60 Belenenses Sporting 2-1 XIX 1958-59 Benfica FC Porto 1-0 XVIII 1957-58 FC Porto Benfica 1-0 XVII 1956-57 Benfica Sp. Covilhã 3-1 XVI 1955-56 FC Porto Torreense 2-0 XV 1954-55 Benfica Sporting 2-1 XIV 1953-54 Sporting V. Setúbal 3-2 XIII 1952-53 Benfica FC Porto 5-0 XII 1951-52 Benfica Sporting 5-4 XI 1950-51 Benfica Académica 5-1 X 1948-49 Benfica Atlético 2-1 IX 1947-48 Sporting Belenenses 3-1 VIII 1945-46 Sporting Atlético 4-2 VII 1944-45 Sporting Olhanense 1-0 VI 1943-44 Benfica Estoril 8-0 V 1942-43 Benfica V. Setúbal 5-1 IV 1941-42 Belenenses V. Guimarães 2-0 III 1940-41 Sporting Belenenses 4-1 II 1939-40 Benfica Belenenses 3-1 I 1938-39 Académica Benfica 4-3
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Final

(“O Templário”, 01.06.2023)
Na 45.ª final da Taça do Ribatejo (em 46 edições da competição – atendendo a que a prova de 2019-20 acabaria por ser suspensa nas meias-finais, devido à pandemia), em partida disputada no Cartaxo, uma surpreendente equipa do Torres Novas superiorizou-se ao Alcanenense, conquistando o troféu pela segunda vez no seu historial (depois da vitória averbada em 2011).
Em função da classificação dos dois clubes no campeonato (4.º lugar do Alcanenense; face ao 9.º posto do Torres Novas), a turma de Alcanena aspirava a estrear-se como vencedora da Taça a nível de seniores, depois de ter já triunfado, nesta época, em tal prova no escalão de juniores.
Com um conjunto de forte potencial, liderado por José Torcato, em que impera a juventude, o Alcanenense procurou assumir a iniciativa do jogo, que foi sendo repartido, persistindo o nulo no marcador até ao derradeiro quarto de hora – mesmo que o grupo de Torres Novas se tenha visto forçado a substituir o seu guarda-redes, Telmo Rodrigues, ao intervalo, devido a lesão.
Bastaria um golo para decidir o desfecho da final, apontado – estavam decorridos 77 minutos – por Persi Mamede (que, por curiosidade, representara a formação de Alcanena na temporada precedente), finalizando da melhor forma, com um desvio subtil, a assistência de Miguel Miguel, com a formação torrejana, muito oportuna, a beneficiar de falha da defensiva contrária.
Até ao termo do encontro o Alcanenense ensaiaria várias tentativas de chegar ainda ao empate, mas o jovem guardião da equipa de Torres Novas, António Henriques, com intervenções muito atentas, preservaria o nulo na sua baliza, garantindo assim um excelente triunfo da equipa comandada pelo tomarense Eduardo Fortes, fazendo valer a maior experiência do seu colectivo.
Contando apenas 22 participações na Taça do Ribatejo (e, somente, com quatro presenças nas meias-finais; e três em finais), o Torres Novas igualou, pois, o registo de dois troféus conquistados, até agora mantido por Águias de Alpiarça, Alferrarede, Cartaxo, Mação, Samora Correia, U. Rio Maior e U. Santarém. No palmarés da prova subsiste destacado o Fazendense, com cinco Taças, seguido por Amiense, Coruchense, Riachense e Tramagal (três triunfos cada).
Juntam-se ainda doze clubes cada um com uma Taça do Ribatejo conquistada: Abrantes FC, Azinhaga, Benavente, Ferreira do Zêzere, Ferroviários, Glória do Ribatejo, Lagartos do Sardoal, Monsanto, Ouriquense, Pego, União de Tomar e Vasco da Gama.
I Divisão Distrital – Recuperando também o palmarés do Campeonato, o U. Tomar sagrou-se Campeão Distrital da I Divisão pela 6.ª vez no seu historial, depois de ter sido já vencedor nas épocas de 1941-42, 1942-43, 1964-65, 1987-88 e 1997-98. Soma, ainda, quatro títulos de Campeão da divisão secundária (nas temporadas de 1941-42, 1942-43, 1955-56 e 1957-58).
A nível do escalão principal apenas o Torres Novas (com 9 títulos, incluindo o de 1928-29, então conquistado pelo Torres Novas F.C.), U. Operária Santarém (8) e Tramagal (7) superam o registo do emblema unionista – contando também a Ac. Santarém com seis títulos de Campeão.
Em praticamente um século de Campeonatos Distritais – cujo início data do ano de 1925 – foram já 30 os clubes Campeões, num total de 97 títulos atribuídos (não tendo sido completadas as provas das épocas de 2019-20 e 2020-21), sendo a próxima a 100.ª edição da competição.
II Divisão Distrital – Ainda com duas rondas por disputar o Forense (que, na próxima época, se estreará na I Divisão) e o Moçarriense (num rápido regresso, depois da descida no final da temporada de 2020-21) garantiram já a promoção ao principal escalão do futebol distrital.
Tendo o Forense vencido (2-0) o Tramagal, já depois de o Moçarriense ganhar (4-2), no Sábado, ao Vasco da Gama, os dois clubes – que continuam a partilhar o comando –, dispõem agora de vantagem de oito pontos face ao par que reparte o 3.º posto (Riachense e Vasco da Gama).
A formação dos Riachos foi surpreendida no Espinheiro, tendo sido derrotada por 4-3 – terceiro desaire sucessivo –, um desfecho que poderá, eventualmente, vir a revelar-se comprometedor, na medida em que o Riachense foi o primeiro concorrente a perder com o Espinheirense.
A restante vaga de promoção será disputada, para além de Riachense e Vasco da Gama, também pelo Tramagal, somente um ponto abaixo, pese embora conte já quatro derrotas consecutivas.
Antevisão – Este Sábado teremos, no Estádio Municipal Dr. Alves Vieira, em Torres Novas, a disputa da Supertaça com a mesma denominação, colocando frente-a-frente o recente Campeão Distrital, U. Tomar, e o vencedor da Taça do Ribatejo, precisamente o C. D. Torres Novas.
Numa prova cujo calendário foi, desde o ano de 2019, adaptado ao final de temporada, os torrejanos terão, nesta situação, a particularidade de beneficiar do factor casa, a equilibrar a contenda perante um grupo unionista aureolado com o título distrital, mas que, por seu lado, vem de um (breve) interregno competitivo, desde que, há duas semanas, se sagrou Campeão.
O U. Tomar participa nesta competição pela terceira vez, tendo sido desfeiteado nas duas finais disputadas, enquanto Campeão Distrital de 1998 (batido pelo Ferroviários) e após ter conquistado a Taça do Ribatejo de 2018 (perdendo com o Campeão, Mação). Ao invés, o Torres Novas, disputando a prova igualmente pela terceira vez, venceu nas duas presenças anteriores, enquanto Campeão Distrital em 2008, e na condição de vencedor da Taça do Ribatejo de 2011.
Fica ainda o registo de, nas 28 edições precedentes, o Campeão Distrital ter triunfado em 17 ocasiões; face a 11 vezes em que saiu vencedor o detentor (ou finalista da Taça do Ribatejo) – incluindo nas duas últimas Supertaças, ganhas por Coruchense (2019) e Fazendense (2022).
A II Divisão Distrital terá a 9.ª e penúltima jornada da fase final, de apuramento de Campeão e de promoção, compreendendo as seguintes partidas: Vasco da Gama-Forense; Moçarriense-Riachense; e Tramagal-Espinheirense; de que poderá resultar nova configuração da tabela, em especial a nível do terceto que disputa ainda a subida.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Junho de 2023)
Liga Europa – Final – Sevilla – Roma

Após bastante mais do que 120 minutos, com o resultado igualado a 1-1 (que se registava já no final do tempo regulamentar), a decisão do vencedor da prova foi adiada para a marca de “penalty”, fórmula de desempate na qual o Sevilla voltou a ser mais efectivo, vencendo por 4-1, conquistando o seu 7.º troféu, reforçando o estatuto de equipa “rainha” desta competição. José Mourinho não conseguiu repetir o triunfo da época passada, em que a Roma se sagrara vencedora da edição de estreia da “Liga Conferência”.
No Palmarés da prova, após as 14 edições já disputadas sob o formato de “Liga Europa”, é a seguinte a lista de vencedores: Sevilla (2014, 2015, 2016, 2020 e 2023), At. Madrid (2010, 2012 e 2018), Chelsea (2013 e 2019), FC Porto (2011), Manchester United (2017), Villarreal (2021) e Eintracht Frankfurt (2022).
Nas 38 edições anteriores (nas temporadas de 1971-72 a 2008-09), com a denominação da Taça UEFA, sagraram-se vencedores: Juventus (1977, 1990 e 1993), Inter (1991, 1994 e 1998) e Liverpool (1973, 1976 e 2001), com três títulos cada; Borussia Mönchengladbach (1975 e 1979), Tottenham (1972 e 1984), Real Madrid (1985 e 1986), Göteborg (1982 e 1987), Parma (1995 e 1999), Feyenoord (1974 e 2002) e Sevilla (2006 e 2007), cada um com dois troféus; PSV Eindhoven (1978), Eintracht Frankfurt (1980), Ipswich Town (1981), Anderlecht (1983), Bayer Leverkusen (1988), Napoli (1989), Ajax (1992), Bayern München (1996), Schalke 04 (1997), Galatasaray (2000), FC Porto (2003), Valencia (2004), CSKA Moscovo (2005), Zenit St. Petersburg (2008) e Shakhtar Donetsk (2009).
Antes disso, criada em 1955, a par com a Taça dos Campeões Europeus, disputou-se, até à época de 1970-71, em 13 edições, a designada Taça das Cidades com Feiras, prova que seria precursora da Taça UEFA, apesar de não ser reconhecida a nível oficial pela UEFA, que teve por vencedores: Barcelona (1958, 1960 e 1966); Valencia (1962 e 1963) e Leeds United (1968 e 1971); Roma (1961), Zaragoza (1964), Ferencvaros (1965), D. Zagreb (1967), Newcastle (1969) e Arsenal (1970).
Num exercício de “consolidação” dos vencedores da competição nas suas três fórmulas/designações, temos os seguintes clubes que conquistaram mais do que um troféu: Sevilla (7); Barcelona, Juventus, Inter, Liverpool, Valencia e At. Madrid (3 cada); Leeds United, Borussia Mönchengladbach, Tottenham, Real Madrid, Göteborg, Parma, Feyenoord, FC Porto, Chelsea e Eintracht Frankfurt (2 cada).
João Almeida 3.º no “Giro de Itália”
Numa prova de extremo equilíbrio, com os três primeiros separados por escassos segundos até ao penúltimo dia – depois de o Campeão do Mundo, Remco Evenepoel, ter sido forçado a desistir, após o termo da primeira semana, devido a COVID-19, numa altura em que liderava – o esloveno Primož Roglič acabou por fazer a diferença, a seu favor, no contra-relógio de montanha.
O galês Geraint Thomas, que “herdara” a camisola rosa de Evenepoel, mantinha, até anteontem, uma vantagem de 26 segundos sobre Roglič, o qual, por seu lado, tinha 33 segundos de diferença face ao 3.º classificado, o português João Almeida.
No contra-relógio decisivo, Roglič ganhou 40 segundos a Thomas, e 42 segundos a Almeida, consagrando-se assim como vencedor do “Giro”, triunfo que junta às três “Vueltas” conquistadas entre 2019 e 2021, tendo sido 2.º no “Tour” de 2020. Quanto a Thomas, ocupara já as três primeiras posições do “Tour” (1.º em 2018, 2.º em 2019 e 3.º em 2022).
Com uma prova muito regular, reforçando a consistência que faz dele um dos melhores ciclistas mundiais da actualidade, João Almeida, para além de ter sido o vencedor do “Prémio da Juventude” (“Camisola branca”), torna-se no segundo português a terminar uma grande volta no pódio, depois do 3.º lugar de Joaquim Agostinho nas edições de 1978 e 1979 do “Tour” (este, de ambas as vezes, secundando Bernard Hinault e Joop Zootemelk), tendo Agostinho sido ainda 2.º classificado na “Vuelta” em 1974.
Depois de ter terminado já o “Giro” no 4.º lugar (2020) e no 6.º lugar (2021), e a “Vuelta” na 5.ª posição (2022), o jovem João Almeida (24 anos) – também bi-Campeão Nacional de Estrada (em 2021 e 2022) – alcança a sua melhor classificação de sempre, numa prova em que foi ainda vencedor de uma etapa de montanha, no “Monte Bondone” (16.ª etapa, no dia 23 de Maio), onde se impôs, sobre a linha de meta, a Geraint Thomas, o único que, nesse dia, conseguira acompanhá-lo.
Classificação geral final:
1.º Primož Roglič (Eslovénia) – Jumbo-Visma – 85h 29′ 02”
2.º Geraint Thomas (Reino Unido) – Ineos Grenadiers – a 00′ 14”
3.º João Almeida (Portugal) – UAE Team Emirates – a 01′ 15”
4.º Damiano Caruso (Itália) – Bahrain Victorious – a 04′ 40”
5.º Thibaut Pinot (França) – Groupama FDJ – a 05′ 43”
6.º Thymen Arensman (Países Baixos) – Ineos Grenadiers – a 06′ 05”
7.º Edward Dunbar (Irlanda) – Team Jayco AlUla – a 07′ 30”
8.º Andreas Leknessund (Noruega) – Team DSM – a 07′ 31”
9.º Lennard Kamna (Alemanha) – Bora-Hansgrohe – a 07′ 46”
10.º Laurens De Plus (Bélgica) – Ineos Grenadiers – a 09′ 08”
É a seguinte a lista completa dos vencedores da “Volta à Itália”:
- 5 vitórias – Alfredo Binda (1925, 1927, 1928, 1929 e 1933); Fausto Coppi (1940, 1947, 1949, 1952 e 1953); e Eddy Merckx (1968, 1970, 1972, 1973 e 1974)
- 3 vitórias – Giovanne Brunero (1921, 1922 e 1926); Gino Bartali (1936, 1937 e 1946); Florenzo Magni (1948, 1951 e 1955); Felice Gimondi (1967, 1969 e 1976); Bernard Hinault (1980, 1982 e 1985)
- 2 vitórias – Carlo Galetti (1910 e 1911); Costante Girardengo (1919 e 1923); Giovanni Valetti (1938 e 1939); Charly Gaul (1956 e 1959); Jacques Anquetil (1960 e 1964); Franco Balmamion (1962 e 1963); Giuseppe Saronni ((1979 e 1983); Miguel Indurain (1992 e 1993); Ivan Gotti (1997 e 1999); Gilberto Simoni (2001 e 2003); Paolo Salvoldelli (2002 e 2005); Ivan Basso (2006 e 2010); Alberto Contador (2008 e 2015); Vincenzo Nibali (2013 e 2016)
- 1 vitoria – Luigi Ganna (1909); Carlo Oriani (1913); Alfonso Calzolari (1914); Gaetano Belloni (1920); Giuseppe Enrici (1924); Luigi Marchisio (1930); Francesco Camusso (1931); Antonio Pesenti (1932); Learco Guerra (1934); Vasco Bergamaschi (1935); Hugo Koblet (1950); Carlo Clerici (1954); Gastone Nencini (1957); Ercole Baldini (1958); Arnaldo Pambianco (1961); Vittorio Adorni (1965); Gianni Motta (1966); Gösta Pettersson (1971); Fausto Bertoglio (1975); Michel Pollentier (1977); Johan De Muynck (1978); Giovanni Battaglin (1981); Francesco Moser (1984); Roberto Visentini (1986); Stephen Roche (1987); Andrew Hampsten (1988); Laurent Fignon (1989); Gianni Bugno (1990); Franco Chioccioli (1991); Evgeni Berzin (1994); Tony Rominger (1995); Pavel Tonkov (1996); Marco Pantani (1998); Stefano Garzelli (2000); Damiano Cunego (2004), Danilo Di Luca (2007); Denis Menchov (2009); Michele Scarponi (2011); Ryder Hesjedal (2012); Nairo Quintana (2014); Tom Dumoulin (2017); Chris Froome (2018); Richard Carapaz (2019); Tao Geoghegan Hart (2020); Egan Bernal (2021); Jai Hindley (2022); Primož Roglič (2023)










