O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 2ª Jornada

(“O Templário”, 31.08.2023)
Um total de (apenas) seis golos nos seis desafios da 2.ª jornada do Campeonato de Portugal – três dos quais numa única partida – não tendo sido desfeito o nulo inicial em três outros encontros, é um indício expressivo do valor de cada golo, nesta fase inicial da temporada, numa competição que se antecipa venha a ser disputada ponto a ponto, com escassas diferenças entre os clubes.
Pena foi que o golo apontado pelo U. Tomar não se tenha acabado por materializar em ponto(s) – o que teria sido de grande relevância, em ordem a reforçar a tranquilidade e confiança da equipa –, dado a turma nabantina ter sofrido dois tentos em Coimbra, tendo, pois, perdido na sua estreia.
Tal como sucedera na ronda inicial, voltou a ser adiado o confronto que a equipa açoriana (no caso, o Rabo de Peixe) deveria ter disputado no continente (na Sertã, ante o Sertanense), pelo que temos, nesta altura, quatro clubes com apenas um jogo realizado, o que perturba a apropriada percepção sobre o escalonamento dos diversos concorrentes.
Destaques – Com quatro empates nos seis embates disputados, o principal destaque vai para a vitória – de certa forma expectável – do Marinhense na visita a Peniche, colocando frente-a-frente os dois representantes do Distrito de Leiria. Porém, tal triunfo, pela diferença mínima, apenas seria concretizado já em período de compensação, altura em os homens da Marinha Grande marcaram o solitário golo do desafio.
A outra equipa vencedora foi o União 1919, batendo o U. Tomar também por margem tangencial, de 2-1. Os conimbricenses inauguraram o marcador aos 34 minutos, tendo os tomarenses restabelecido a igualdade aos 66 minutos. Todavia, tal situação de equilíbrio perduraria por pouco tempo, tendo os visitados chegado ao golo da vitória a um quarto de hora do final da partida.
A formação nabantina apresentou sinais positivos, em especial durante a segunda metade, acabando por ser penalizada com o segundo tento sofrido “contra a corrente”.
Confirmações – Não se poderá considerar que tenha havido grandes surpresas, pelo que as igualdades registadas nos restantes quatro desafios confirmam a tendência de forte equilíbrio.
Começando pelo confronto entre dois candidatos aos lugares da frente, Benfica e Castelo e Branco e U. Santarém neutralizaram-se, não tendo conseguido chegar ao golo.
A zero ficou também o encontro entre clubes açorianos, com o Lusitânia a estrear-se com um empate na recepção ao Fontinhas (formação que vinha de um inesperado desaire caseiro ante o outro grupo dos Açores, de Rabo de Peixe).
O nulo subsistiu até final, igualmente, na partida entre V. Sernache e a equipa “B” do Alverca.
Pelo que o único empate com golos (1-1) se registou no jogo entre Gouveia e Mortágua. Ao contrário do que sucedera na primeira ronda, desta vez as duas equipas fizeram questão de resolver a contenda logo no quarto de hora inicial: os visitantes começaram por se colocar em vantagem aos 13 minutos, mas os donos da casa retorquiram de imediato, fixando o que viria a ser o resultado final apenas dois minutos volvidos.
Após as duas jornadas já realizadas, o Marinhense isolou-se na liderança, sendo o único clube a somar o pleno de seis pontos, seguido pelo União 1919 (quatro pontos). As turmas de Rabo de Peixe e do Sertanense ganharam o único jogo que disputaram até à data, contando três pontos.
Por outro lado, são nada menos de cinco os emblemas que empataram os dois jogos que realizaram: Gouveia, Mortágua, U. Santarém, V. Sernache e Alverca “B”. Dois dos favoritos, Benfica e Castelo Branco e Fontinhas obtiveram um único ponto. Só U. Tomar e Peniche ainda não pontuaram, sendo que os penichenses são os únicos já com dois desaires averbados.
Antevisão – Na 3.ª ronda do campeonato voltaremos a ter, neste fim-de-semana, apenas seis jogos, tendo sido adiado o encontro entre Fontinhas e União 1919.
E, à semelhança das duas primeiras jornadas, assinala-se mais um embate entre clubes dos Açores, cabendo ao Rabo de Peixe receber o Lusitânia.
O U. Tomar fará o seu primeiro desafio em casa, recebendo o vizinho V. Sernache, retomando um confronto que se realizara pela última vez em Março de 2002 (então a contar para o Nacional da III Divisão), o qual findara com um empolgante e “impróprio para cardíacos” 4-4 (com a singularidade de todos os oito tentos terem sido apontados praticamente na meia hora final)!
Em cinco partidas disputadas em Tomar, entre os dois emblemas, os unionistas apenas contam uma vitória, no ano 2000, tendo, então, goleado por categórica marca de 4-0. Para além disso, duas igualdades, e outros tantos triunfos do grupo de Cernache do Bonjardim.
Realce ainda para os embates Sertanense-Marinhense e Mortágua-Benfica e Castelo Branco, de prognóstico incerto, mesmo que os visitantes pareçam ter, em princípio, superiores argumentos. Por seu lado, o U. Santarém surge como favorito, recebendo a visita do Peniche.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Agosto de 2023)
Liga Conferência Europa – 2023-24 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Lille Gent Dinamo Zagreb Club Brugge Slovan Bratisl. M. Tel Aviv Viktoria Plzeň Bodø/Glimt Olimpija Ljub. Zorya Luhansk Astana Beşiktaş KÍ Klaksvík Breiðablik Ballkani Lugano Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H AZ Alkmaar Ferencváros E. Frankfurt Fenerbahçe Aston Villa Fiorentina PAOK Ludogorets Legia Warsaw Genk HJK Helsinki Spartak Trnava Zrinjski Mostar Čukarički Aberdeen Nordsjælland
A primeira jornada disputa-se no próximo dia 21 de Setembro, estando agendado para 14 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga Conferência Europa desta temporada disputa-se no “Agia Sophia Stadium”, em Atenas, Grécia, prevista para 29 de Maio de 2024.
As equipas do AZ Alkmaar, Gent e Slovan Bratislava são as únicas três totalistas, que marcam presença, pela terceira temporada sucessiva, na fase de grupos desta nova competição europeia, introduzida pela UEFA há duas épocas. Ballkani, Fiorentina repetem também a participação da época passada.
Liga Europa – 2023-24 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D West Ham Ajax Rangers Atalanta Olympiacos Marseille Betis Sporting Freiburg Brighton Sparta Praha Sturm Graz Bačka Topola AEK Aris Limassol Raków Częst. Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Liverpool Villarreal Roma B. Leverkusen LASK Rennes Slavia Praha Qarabağ U. St.-Gilloise Maccabi Haifa Sheriff Tir. Molde Toulouse Panathinaikos Servette BK Häcken
A primeira jornada disputa-se no próximo dia 21 de Setembro, estando agendado para 14 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga Europa desta temporada disputa-se no “Aviva Stadium”, em Dublin, Irlanda, prevista para 22 de Maio de 2024.
As equipas do Betis, Freiburg, Olympiacos, Qarabağ, Roma, Sheriff Tiraspol, Stade Rennais, Sturm Graz e Union Saint-Gilloise repetem a participação na fase de Grupos da Liga Europa da época passada.
Liga dos Campeões – 2023-24 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Bayern München Sevilla Napoli Benfica Man. United Arsenal Real Madrid Inter København PSV Eindhoven Sp. Braga Salzburg Galatasaray Lens Union Berlin Real Sociedad Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Feyenoord P. St.-Germain Man. City Barcelona At. Madrid B. Dortmund RB Leipzig FC Porto Lazio AC Milan Crvena zvezda Sh. Donetsk Celtic Newcastle Young Boys Royal Antwerp
A primeira jornada está agendada para os próximos dias 19 e 20 de Setembro, estando previsto para 12 e 13 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga dos Campeões desta temporada é prevista disputar-se no “Wembley Stadium”, em Londres, Inglaterra, a 1 de Junho de 2024.
AC Milan, At. Madrid, Barcelona, Bayern München, Benfica, Borussia Dortmund, Celtic, FC Porto, FC Salzburg, Inter, København, Manchester City, Napoli, Paris Saint-Germain, RB Leipzig, Real Madrid, Sevilla e Shakhtar Donetsk são os 18 clubes que repetem a participação na fase de Grupos da Liga dos Campeões da época passada.
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 1ª Jornada

(“O Templário”, 24.08.2023)
A ronda inaugural do Campeonato de Portugal pautou-se, no que à série C diz respeito, por uma forte toada de equilíbrio, tendo-se registado igualdades em metade dos desafios disputados, para além de dois desfechos tangenciais, um deles especialmente renhido, com um 4-3 no “placard” final, naquele que, à partida, seria já considerado como “jogo grande” da jornada.
Destaques – A primeira nota de realce vai para o desfecho do “clássico” açoriano, com o Fontinhas, clube recém-despromovido da Liga 3 – e, que, nessa condição, será considerado um dos candidatos aos lugares de topo deste campeonato (do qual, aliás, foi finalista há duas épocas) – a ser, algo surpreendentemente, derrotado em casa pela turma de Rabo de Peixe, por 2-0.
Mais adiante se poderá aquilatar melhor sobre o significado deste resultado, se o mesmo traduzirá apenas um percalço dos visitados, no âmbito de um embate sempre aberto, entre dois rivais açorianos, ou se terá de vir a considerar-se o grupo de Rabo de Peixe (que, na época precedente, fora já 4.º classificado, na sua série) como contendor com maiores ambições.
No outro jogo que suscitava maior interesse, em partida bastante animada, o Marinhense bateu o Benfica e Castelo Branco por estreita vantagem de 4-3; depois de a turma da Marinha Grande ter chegado ao intervalo em vantagem por 2-1, seriam ainda marcados, na segunda metade, mais dois golos por parte de cada uma das formações.
Surpresa – À parte o resultado do encontro entre os dois clubes dos Açores, a grande surpresa desta 1.ª jornada foi o empate (2-2) cedido pelo U. Santarém, na recepção ao Gouveia. E a surpresa poderia ter sido ainda maior, atendendo a que os forasteiros haviam chegado ao intervalo com vantagem de dois golos, não tendo os escalabitanos conseguido melhor do que recuperar tal diferencial, resgatando um ponto.
Confirmações – Numa fase ainda tão prematura da competição, em que se afigura bastante difícil poder dispor já de uma percepção sobre a real valia de cada um dos concorrentes, os restantes três encontros tiveram desfechos que se poderão considerar dentro das expectativas.
Para além do triunfo do Sertanense ante o Peniche, mercê de um solitário tento (apontado pouco depois da meia hora de jogo), nos outros dois jogos registaram-se outras tantas igualdades: 1-1 no Mortágua-V. Sernache (sendo que foram os visitantes a inaugurar o marcador, tendo chegado ao intervalo em vantagem); não tendo sido desfeito o nulo no confronto entre a equipa “B” do Alverca e o União 1919.
Como indicado na passada semana, o último jogo desta ronda, que deveria ter sido a estreia do União de Tomar neste escalão, recebendo o Lusitânia, foi adiado, para dia 15 de Outubro, devido ao facto de a equipa açoriana não ter tido a possibilidade de fazer a deslocação ao continente.
Por ora, na tabela classificativa, temos o Rabo de Peixe na liderança, somando três pontos, a par do Marinhense e do Sertanense. Segue-se um pelotão de seis clubes, todos com um ponto. Ou seja, do total de 14 equipas participantes, nove começaram já a pontuar, podendo este número vir a ser ainda ampliado até onze, em caso de eventual empate no desafio que ficou por disputar.
Anota-se, relativamente aos cinco recém-promovidos dos Distritais, que entraram já em acção, as igualdades averbadas em reduto alheio por parte de Gouveia, União 1919 e V. Sernache, tendo o Alverca “B” empatado também, mas, em casa; o único derrotado foi, pois, o Peniche.
É de recordar ainda que, dos 14 clubes que compõem cada uma das quatro séries, apenas os dois primeiros classificados se qualificam para a fase final, de promoção e apuramento de Campeão (a disputar em duas séries de quatro equipas cada), sendo que os cinco últimos de cada série serão automaticamente despromovidos aos regionais.
Antevisão – A 2.ª jornada, agendada para o fim-de-semana, marcará, enfim, a estreia absoluta do União de Tomar neste campeonato nacional, viajando até Coimbra, para um “reencontro” com o sucessor de um emblema “velho conhecido”.
Com efeito, o União 1919 sucedeu ao original União de Coimbra, adversário que os tomarenses haviam defrontado, na cidade do Mondego, em oito ocasiões (a última delas, no Nacional da III Divisão, na época de 1998-99), ali tendo vencido por duas vezes, empatando noutros dois jogos.
De entre os restantes seis jogos da ronda destaca-se outro embate entre clubes dos Açores, desta feita com o Lusitânia a receber o Fontinhas, assim como a partida que coloca frente a frente dois putativos candidatos, em Castelo Branco, com o Benfica local a ser visitado pelo U. Santarém.
Também nos Açores, o Rabo de Peixe defronta o Sertanense, num jogo entre dois dos clubes vitoriosos na jornada inicial. O outro vencedor, Marinhense, desloca-se a Peniche, num embate entre os dois representantes do Distrito de Leiria nesta competição.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Agosto de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – Apresentação dos clubes da Série C

(“O Templário”, 17.08.2023)
22 anos depois o União de Tomar está de regresso aos campeonatos nacionais, fazendo a sua estreia absoluta no “Campeonato de Portugal”, presentemente o 4.º escalão do futebol português.
Após seis participações no campeonato nacional da I Divisão (entre 1968 e 1976), 13 presenças na II Divisão Nacional (a última delas em 1983-84) – a que acrescem outras três épocas na então denominada “II Divisão B” (1990-91 a 1992-93) – e 19 temporadas na III Divisão (de que se despedira em 2001-02), esta será a 42.ª vez que o União disputa um campeonato nacional.
A prova que este fim-de-semana se inicia tem tido, nos últimos anos, formatos de disputa bastante diversos, a nível do número de séries e de clubes. Com efeito, tendo o antigo campeonato da III Divisão tido a sua derradeira temporada em 2012-13, viria a ser introduzido, na época seguinte, de 2013-14, o designado “Campeonato Nacional de Seniores”, o qual, todavia, teve efémera duração, apenas tendo sido realizadas duas edições. A partir de 2015-16 a prova passou a ter a actual denominação, de Campeonato de Portugal, pelo que esta será a sua nona edição.
A competição será disputada, nesta temporada, por um total de 56 clubes, repartidos, com base em critérios geográficos, em quatro séries de 14 equipas cada, estando o U. Tomar integrado na Série C, a par de representantes de sete Associações Distritais, para além da Região dos Açores:
- Açores (3) – Fontinhas (Praia da Vitória – ilha Terceira); Rabo de Peixe (Ribeira Grande – ilha de S. Miguel); e Lusitânia (Angra do Heroísmo – ilha Terceira)
- Castelo Branco (3) – Benfica e Castelo Branco; Sertanense; e V. Sernache
- Leiria (2) – Marinhense; e Peniche
- Coimbra (1) – União 1919
- Guarda (1) – Gouveia
- Lisboa (1) – Alverca “B”
- Santarém (1) – Santarém
- Viseu (1) – Mortágua.
Apresenta-se, de seguida, resumo da evolução do desempenho dos 14 clubes esta época concorrentes da Série C, ao longo das últimas dez temporadas:

(clicar na imagem para ampliar)
Começa por assinalar-se que só dois dos clubes atingiram – no decurso do período de uma década considerado – presença em escalão superior, no caso a “Liga 3”: o Fontinhas (recém-despromovido na época finda) e o U. Santarém (que disputara tal prova há duas temporadas).
Em relação aos 14 clubes desta série poderá traçar-se uma primeira grande linha delimitadora: metade deles (U. Tomar, Gouveia, Lusitânia, Peniche, União 1919, V. Sernache e Alverca “B”) acabaram de ser promovidos dos campeonatos distritais, tendo experiência limitada neste escalão – sendo que U. Tomar e a “repescada” equipa “B” do Alverca serão os únicos estreantes.
Não obstante, assinalam-se alguns casos de clubes já com várias despromoções, com destaque para o Gouveia e Peniche, que, até agora, nunca conseguiram manter-se nesta divisão, com três descidas em outras tantas participações no Campeonato de Portugal (registando o V. Sernache duas despromoções nas suas quatro últimas presenças).
Por seu lado, anota-se ainda que alguns outros clubes (por curiosidade, o U. Santarém e o Fontinhas, para além, igualmente, do V. Sernache) haviam beneficiado da isenção de despromoções, devido à suspensão dos campeonatos, pela pandemia, na época de 2019-20.
Os outros sete clubes – dos quais apenas seis transitam do campeonato da época passada (U. Santarém, Marinhense, Rabo de Peixe, B. C. Branco, Mortágua e Sertanense) – registam, claramente, bastante maior experiência a este nível, sendo que, cinco deles, vão, pelo menos, para a 5.ª época consecutiva em campeonatos nacionais (4.ª temporada, no caso do Rabo de Peixe).
De facto, apenas o Mortágua apresentara alguma menor consistência, com duas descidas nas suas três participações mais recentes. Dos recém-promovidos, e à parte o caso do V. Sernache (já com seis presenças nesta divisão), só o Lusitânia conseguira manter-se na estreia (em 2016-17).
As equipas do Benfica e Castelo Branco e do Sertanense são as únicas duas “totalistas”, com presenças neste campeonato em todas as dez últimas temporadas, sendo que os albicastrenses, evidenciando grande regularidade, praticamente sempre têm ocupado lugares do topo da tabela.
Anota-se, por fim, a curiosidade de alguns dos clubes terem chegado a militar – não há muitos anos, portanto – em divisões secundárias dos respectivos campeonatos distritais, como foram os casos de Fontinhas, U. Santarém, Marinhense, União 1919 e Alverca “B”.
Isto dito, parecem perfilar-se como candidatos a disputar a fase final, de subida, Fontinhas, U. Santarém, Marinhense e B. C. Branco, pelo que se antecipa que será bem renhida a disputa para procurar escapar aos cinco últimos lugares da tabela, que ditarão a despromoção aos Distritais.
Com base no histórico recente, estima-se que, para tal, possam vir a ser necessários, no máximo, 35 ou 36 pontos, que poderão ser atingidos, respectivamente, mediante cenários do tipo: (i) 9 vitórias, 8 empates e 9 derrotas; e (ii) 10 vitórias, 6 empates e 10 derrotas – do que parece decorrer, como “barómetro”, a importância de, pelo menos, nivelar o número total de vitórias e de derrotas.
Na ronda inaugural, tendo o União de Tomar visto o seu jogo frente ao Lusitânia adiado para 15 de Outubro (dado a turma açoriana ter alegado impossibilidade de deslocação, por falta de voo!), destacam-se os embates que se afiguram de maior interesse: o “clássico” regional dos Açores, entre Fontinhas e Rabo de Peixe; e o Marinhense-B. C. Branco, duas equipas com aspirações.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Agosto de 2023)
Jonas Vingegaard bisa vitória “Tour de France”
Ao contrário do registado no ano anterior, esta edição do “Tour” foi completamente dominada pelo dinamarquês Jonas Vingegaard, que repete, desta feita com significativa vantagem, o triunfo do ano passado.
O esloveno Tadej Pogačar, que vencera as duas edições precedentes da prova, repete igualmente o 2.º lugar da edição anterior.
Por seu lado, Adam Yates apresenta importante progresso, saltando do 10.º posto de 2022 para um lugar no pódio (3.º), imediatamente à frente… do seu irmão gémeo Simon Yates.
David Gaudu foi o outro ciclista (para além dos três do pódio) a repetir uma posição no “top 10”, mas, neste caso, tendo baixado do 4.º ao 9.º posto.
O português Nélson Oliveira, que tinha sido 52.º classificado no ano anterior, termina, desta vez, a prova… na 53.ª posição – depois de ter sido também já 55.º em 2020 e 47.º em 2015, numa demonstração de grande regularidade ao longo dos anos. O Campeão do Mundo de 2013, Rui Costa, já a aproximar-se dos 37 anos, foi o outro português a completar a prova deste ano.
Classificação geral final:
1.º Jonas Vingegaard (Dinamarca) – Jumbo – Visma – 82h 05′ 42”
2.º Tadej Pogačar (Eslovénia) – UAE Team Emirates – a 07′ 29”
3.º Adam Yates (Grã-Bretanha) – UAE Team Emirates – a 10′ 56”
4.º Simon Yates (Grã-Bretanha) – Team Jayco AlUla – a 12′ 23”
5.º Carlos Rodríguez Cano (Espanha) – Ineos Grenadiers – a 13′ 17”
6.º Pello Bilbao López (Espanha) – Bahrain Victorious – a 13′ 27”
7.º Jai Hindley (Austrália) – Bora – Hansgrohe – a 14′ 44”
8.º Felix Gall (Áustria) – AG2R Citroën Team – a 16′ 09”
9.º David Gaudu (França) – Groupama – FDJ – a 23′ 08”
10.º Guillaume Martin (França) – Cofidis – a 26′ 30”
…
53.º Nelson Oliveira (Portugal) – Movistar Team – a 3h 08′ 26”
67.º Rui Costa (Portugal) – Intermarché-Circus-Wanty – a 3h 37′ 57”
É a seguinte a lista completa dos vencedores da maior prova de ciclismo mundial:
- 5 vitórias – Jacques Anquetil (1957, 1961, 1962, 1963 e 1964), Eddy Merckx (1969, 1970, 1971, 1972 e 1974), Bernard Hinault (1978, 1979, 1981, 1982 e 1985) e Miguel Indurain (1991, 1992, 1993, 1994 e 1995);
- 4 vitórias – Christopher Froome (2013, 2015, 2016 e 2017)
- 3 vitórias – Philippe Thys (1913, 1914 e 1920), Louison Bobet (1953, 1954 e 1955) e Greg Lemond (1986, 1989 e 1990)
- 2 vitórias – Lucien Petit-Breton (1907 e 1908), Firmin Lambot (1919 e 1922), Ottavio Bottecchia (1924 e 1925), Nicolas Frantz (1927 e 1928), André Leducq (1930 e 1932), Antonin Magne (1931 e 1934), Sylvère Maes (1936 e 1939), Gino Bartali (1938 e 1948), Fausto Coppi (1949 e 1952), Bernard Thévenet (1975 e 1977), Laurent Fignon (1983 e 1984), Alberto Contador (2007 e 2009), Tadej Pogačar (2020 e 2021) e Jonas Vingegaard (2022 e 2023);
- 1 vitória – Maurice Garin (1903), Henri Cornet (1904), Louis Trousselier (1905), René Pottier (1906), François Faber (1909), Octave Lapize (1910), Gustave Garrigou (1911), Odile Defraye (1912), Léon Scieur (1921), Henri Pélissier (1923), Lucien Buysse (1926), Maurice De Waele (1929), Georges Speicher (1933), Romain Maes (1935), Roger Lapébie (1937), Jean Robic (1947), Ferdi Kubler (1950), Hugo Koblet (1951), Roger Walkowiak (1956), Charly Gaul (1958), Federico Bahamontes (1959), Gastone Nencini (1960), Felice Gimondi (1965), Lucien Aimar (1966), Roger Pingeon (1967), Jan Janssen (1968), Luis Ocaña (1973), Lucien Van Impe (1976), Joop Zoetemelk (1980), Stephen Roche (1987), Pedro Delgado (1988), Bjarne Riis (1996), Jan Ullrich (1997), Marco Pantani (1998), Oscar Pereiro (2006), Carlos Sastre (2008), Andy Schleck (2010), Cadel Evans (2011), Bradley Wiggins (2012), Vincenzo Nibali (2014), Geraint Thomas (2018) e Egan Bernal (2019) .
A competição não se disputou nas épocas das duas Guerras Mundiais (1915 a 1918 e 1940 a 1946). Foram anuladas as classificações (7 vitórias) de Lance Armstrong nas edições de 1999 a 2005.
Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2023 – Final
Final – Espanha – Portugal – 4-2
3.º / 4.º lugar – Itália – França – 3-3 (5-5 a.p.) (4-3 g.p.)
5.º / 6.º lugar – Suíça – Alemanha – 3-0
7.º / 8.º lugar – Inglaterra – Andorra – 4-3
Num jogo que começou por ser repartido, a Espanha chegou à vantagem a meio da primeira parte (12 minutos), não tendo o marcador voltado a funcionar nesses 25 minutos iniciais.
Porém, na retoma do encontro, após o intervalo, com mais dois golos em menos de 30 segundos (na viragem do quinto para o sexto minuto), ampliando a contagem para 3-0, a selecção espanhola praticamente sentenciou esta final, não obstante faltasse ainda bastante tempo de jogo.
A equipa portuguesa ainda animaria, reduzindo para 1-3 logo ao 7.º minuto do segundo tempo, mas, a partir daí, não conseguiria disfarçar a ansiedade em querer chegar a novo golo o mais rapidamente possível, o que lhe retirou algum discernimento no ataque. Por seu lado, os espanhóis iam gerindo o jogo, sempre à espreita de poder aproveitar o adiantamento contrário para voltar a marcar.
Faltavam seis minutos e meio quando Portugal – com Gonçalo Alves a bisar – marcou o segundo golo, passando a desvantagem a ser tangencial. Parecia estarmos no bom caminho para nova e sensacional recuperação.
Contudo, seria “sol de (muito) pouca dura”: apenas 24 segundos volvidos, outra vez na conversão de um livre directo (tal como sucedera no 3-0), a Espanha repunha a diferença de dois golos (também com dois bis, de Marc Grau e de Marc Julià) e confirmava a vitória nesta final.
Numa análise mais “a frio”, o aproveitamento dos lances de bola parada acabou por revelar-se decisivo (dois golos na sequência de livre directo e outro em “power-play”; face a um livre directo falhado, aquando da 10.ª falta da Espanha), mas a verdade é que o desafio ficou inevitavelmente condicionado pelo facto de Portugal ter andado sempre a correr “atrás do prejuízo”, o que permitiu à formação da casa uma abordagem ao jogo mais conveniente para as suas cores.
Nas 55 edições do Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – que teve a sua estreia em 1926 em Herne Bay (Inglaterra) – Portugal continua a ser o país que mais vezes se sagrou Campeão (21), seguido, cada vez mais de perto, pela Espanha (19), Inglaterra (12 – nas doze primeiras edições, até 1939) e Itália (3).
Para além dos 21 títulos conquistados (1947, 1948, 1949, 1950, 1952, 1956, 1959, 1961, 1963, 1965, 1967, 1971, 1973, 1975, 1977, 1987, 1992, 1994, 1996, 1998 e 2016), Portugal foi vice-campeão por 15 vezes (1951, 1953, 1954, 1957, 1969, 1979, 1981, 1983, 2000, 2002, 2008, 2010, 2012, 2018 e 2023), e 3.º classificado noutras 10 ocasiões (1936, 1937, 1939, 1955, 1985, 1990, 2004, 2006, 2014 e 2021); apenas por duas vezes tendo ficado em 4.º lugar (1932 e 1938).
Nas 50 edições em que participou (falhou as quatro primeiras, de 1926 a 1929 – tendo-se estreado em 1930 –, assim como a 8.ª, em 1934), somente em 1930 e 1931 (6.º classificado nas duas ocasiões) Portugal não alcançou um lugar de honra.
Campeão 2.º 3.º 4.º Total Portugal 21 15 10 2 48 Espanha 19 16 6 2 43 Inglaterra 12 1 - 2 15 Itália 3 12 24 8 47 França - 6 3 7 16 Suíça - 2 4 12 18 Alemanha - 2 4 10 16 Bélgica - 1 1 5 7 Holanda - - 4 6 10
Nota – Na edição de 2021 do Campeonato da Europa, foi decidido atribuir o 3.º lugar, “ex aequo”, às selecções de Portugal e da Itália.
Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 1/2 finais
Meias-finais
Portugal – França – 5-2
Espanha – Itália – 4-4 (4-4 a.p.) (3-0 g.p.)
Apuramento do 5.º ao 8.º lugar
Suíça – Inglaterra – 2-1
Andorra – Alemanha – 0-2
Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 1/4 de final
Portugal – Inglaterra – 15-2
Espanha – Alemanha – 5-0
Itália – Andorra – 4-1
França – Suíça – 5-0
As meias-finais, a disputar amanhã, têm o seguinte alinhamento:
Portugal – França
Espanha – Itália
Na disputa do 5.º ao 8.º lugar, teremos os seguintes jogos:
Suíça – Inglaterra
Andorra – Alemanha



