José Tolentino de Mendonça – “Prémio Pessoa” 2023
O cardeal, ensaísta e poeta, José Tolentino de Mendonça, que completa amanhã 55 anos, foi hoje distinguido com a 37.ª edição do “Prémio Pessoa“, no valor de 60 mil euros.
Nas edições anteriores do “Prémio Pessoa”, foram distinguidos:
2022 – João Luís Barreto Guimarães (cirurgião plástico e poeta)
2021 – Tiago Pitta e Cunha (jurista)
2020 – Elvira Fortunato (investigadora)
2019 – Tiago Rodrigues (actor, dramaturgo, encenador e produtor)
2018 – Miguel Bastos Araújo (geógrafo)
2017 – Manuel Aires Mateus (arquitecto)
2016 – Frederico Lourenço (escritor)
2015 – Rui Chafes (escultor)
2014 – Henrique Leitão (investigador)
2013 – Maria Manuel Mota (investigadora)
2012 – Richard Zenith (investigador, escritor e tradutor)
2011 – Eduardo Lourenço (ensaísta e filósofo)
2010 – Maria do Carmo Fonseca (cientista)
2009 – D. Manuel Clemente (bispo)
2008 – Carrilho da Graça (arquitecto)
2007 – Irene Pimentel (historiadora e investigadora)
2006 – António Câmara (professor catedrático, empresário e investigador)
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
København – Galatasaray – 1-0
Manchester United – Bayern München – 0-1
1º Bayern München, 16; 2º København, 8; 3º Galatasaray, 5; 4º Manchester United, 4
Grupo B
Lens – Sevilla – 2-1
PSV Eindhoven – Arsenal – 1-1
1º Arsenal, 13; 2º PSV Eindhoven, 9; 3º Lens, 8; 4º Sevilla, 2
Grupo C
Union Berlin – Real Madrid – 2-3
Napoli – Sp. Braga – 2-0
1º Real Madrid, 18; 2º Napoli, 10; 3º Sp. Braga, 4; 4º Union Berlin, 2
Grupo D
FC Salzburg – Benfica – 1-3
Inter – Real Sociedad – 0-0
1º Real Sociedad, 12; 2º Inter, 12; 3º Benfica, 4; 4º FC Salzburg, 4
Grupo E
Celtic – Feyenoord – 2-1
At. Madrid – Lazio – 2-0
1º At. Madrid, 14; 2º Lazio, 10; 3º Feyenoord, 6; 4º Celtic, 4
Grupo F
Newcastle – AC Milan – 1-2
Borussia Dortmund – Paris Saint-Germain – 1-1
1º Borussia Dortmund, 11; 2º Paris Saint-Germain, 8; 3º AC Milan, 8; 4º Newcastle, 5
Grupo G
RB Leipzig – Young Boys – 2-1
Crvena zvezda – Manchester City – 2-3
1º Manchester City, 18; 2º RB Leipzig, 12; 3º Young Boys, 4; 4º Crvena zvezda, 1
Grupo H
Royal Antwerp – Barcelona – 3-2
FC Porto – Shakhtar Donetsk – 5-3
1º Barcelona, 12; 2º FC Porto, 12; 3º Shakhtar Donetsk, 9; 4º Royal Antwerp, 3
As equipas do Bayern München, København, Arsenal, PSV Eindhoven, Real Madrid, Napoli, Real Sociedad, Inter, At. Madrid, Lazio, Borussia Dortmund, Paris Saint-Germain, Manchester City, RB Leipzig, Barcelona e FC Porto garantiram o apuramento para os 1/8 de final.
Transitam para a Liga Europa (play-off de apuramento para os 1/8 de final): Galatasaray, Lens, Sp. Braga, Benfica, Feyenoord, AC Milan, Young Boys e Shakhtar Donetsk.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – FC Salzburg – Benfica
FC Salzburg – Alexander Schlager, Amar Dedić, Kamil Piątkowski, Strahinja Pavlović, Samson Baidoo, Luka Sučić, Lucas Gourna-Douath, Mads Bidstrup (90+5m – Roko Šimić), Oscar Gloukh (82m – Dijon Kameri), Petar Ratkov (55m – Fernando dos Santos Pedro) e Dorgeles Nene (55m – Sékou Koïta)
Benfica – Anatoliy Trubin, Fredrik Aursnes, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, João Neves, Orkun Kökçü (68m – Gonçalo Guedes), Ángel Di María, João Mário (90+1m – Arthur Cabral), Rafael “Rafa” Silva (90+4m – Florentino Luís) e Casper Tengstedt (45m – Petar Musa)
0-1 – Ángel Di María – 32m
0-2 – Rafael “Rafa” Silva – 45m
1-2 – Luka Sučić – 57m
1-3 – Arthur Cabral – 90+2m
Cartões amarelos – Lucas Gourna-Douath (10m), Petar Ratkov (51m), Dijon Kameri (82m) e Alexander Schlager (90m); Felipe Silva “Morato” (45m) e Petar Musa (72m)
Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)
O Benfica abordava este último jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões, como que a necessitar de um “milagre”. Mas, ao mesmo tempo, um daqueles “milagres” que, racionalmente, até se afigurava ter alguma razoável dose de probabilidade de poder vir a ser alcançado. Afinal, em primeira instância, do que se tratava era de ganhar o jogo, e, daí à imprescindível diferença de dois golos… seria só mais um “pulinho”.
Um objectivo que, por paradoxal que possa parecer, demoraria apenas 45 minutos a ser alcançado – para depois, acabar por estar à beira de se ter gorado, não fosse o consumar de tal “milagre”, já fora de horas, através de um “mal-amado” Arthur Cabral.
Roger Schmidt teve, uma vez mais, de fazer adaptações no sector defensivo, desde logo com Aursnes e Morato no papel de laterais, mas, desta feita, também com a necessidade de mexer no eixo central, dado o castigo de António Silva, substituído por Tomás Araújo.
A formação austríaca, com todas as vantagens “na mão” (mais pontos, jogando em casa, e podendo inclusivamente perder… por um golo de diferença), começou por ter maior iniciativa nos primeiros minutos, exercendo forte pressão, como se o Benfica tivesse necessitado de algum tempo para perceber como poderia encontrar o antídoto para contrariar o adversário.
A acção de João Neves e de Tengstedt viria a revelar-se determinante para uma exibição personalizada do colectivo. Claro, a sorte também faz parte do jogo, mesmo que possa ser daquela que dá muito trabalho: pouco passava da meia hora, quando, num canto directo, Di María (que, no minuto precedente, ensaiara já um perigoso remate em arco), com um “golo olímpico”, fazia como o código postal: era meio caminho andado.
Marcar primeiro era o segredo para que fosse possível concretizar o indispensável “milagre”: naturalmente, os austríacos sentiram o golo e o perigo, e vacilaram. Perante o maior ritmo imposto pela turma portuguesa, não surpreenderia o ampliar da vantagem, para os tais dois golos de diferença, já em período de compensação do primeiro tempo, por Rafa – que, aliás, logo no quarto de hora inicial, tinha desperdiçado excelente oportunidade –, desta vez a conseguir tirar partido da sua velocidade, antecipando-se à defesa contrária.
Ao intervalo, Schmidt trocaria Tengstedt por Musa, talvez buscando o refrescar de uma posição que, nesta noite, se antecipava ser muito exigente. Não obstante, a toada de jogo não se alteraria significativamente, com o Benfica, mantendo o domínio, a parecer estar mais perto do terceiro golo, não fosse a noite “desinspirada” de Rafa, a nível da concretização, nomeadamente com um remate, já na pequena área, a sair à figura do guardião austríaco.
Seria um pouco “contra a corrente do jogo” que o Salzburg, num remate de longe, tendo sofrido ainda um desvio em Tomás Araújo, reduziria para a desvantagem mínima, ainda antes do quarto de hora da segunda metade, num “balde de água fria” para as aspirações benfiquistas.
Sentindo, ainda assim, que tudo continuava em aberto, o Benfica, denotando uma confiança que lhe tinha faltado noutras ocasiões, não abdicaria, agora com Aursnes em realce, a arriscar nas subidas pelo lado direito. Pouco passava da hora de jogo quando, noutro canto apontado por Di María, Otamendi, com um desvio subtil, fez com que a bola esbarrasse contra o poste. E, ainda antes dos 70 minutos, o mesmo Di María, a rematar, outra vez em arco, outra vez com a bola a embater no poste.
Tudo chegou a parecer “perdido”, quando, o Salzburg introduziu, pela segunda vez, a bola na baliza de Trubin, em lance, contudo, invalidado, por fora-de-jogo.
O tempo ia-se escoando a velocidade acelerada, e, porventura, seriam então já poucos os que confiariam que o Benfica podia ainda “sair vivo” nas competições europeias desta temporada, no que, a ter sucedido, seria dura penalização para a sua falta de eficácia (para além de Rafa, Otamendi e Di María, também Musa desperdiçaria flagrante ocasião de golo).
Foi então, já “nos descontos”, que Arthur Cabral – o qual acabara de entrar em campo, ao minuto 91 –, com um toque de calcanhar, seria feliz, tornando-se no “herói improvável”, a conferir a possibilidade de a sua equipa transitar para a Liga Europa.
Com uma exibição notoriamente diferente – para muito melhor – do que fora o seu padrão nesta fase de grupos (à excepção, apenas, do primeiro tempo da partida frente ao Inter), o Benfica acabaria por, evidenciando a sua notória superioridade, obter uma tão justa quanto categórica vitória, na exacta medida das suas necessidades, a terminar da melhor forma uma algo “sombria” campanha na Liga dos Campeões desta época.
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 11ª Jornada

(“O Templário”, 07.12.2023)
Uma expressão muito repetida, como canta o cantautor: três empates, três vitórias tangenciais (e o único desfecho com diferença de dois golos, com uma “explicação” consistente) na 11.ª jornada, continuam bem a dar nota do equilíbrio que perdura na série C do Campeonato de Portugal, quando, prestes a chegar-se a metade da competição, se mantém muito diminuta a distância entre os lugares “de subida” e de “descida”, agora separados por apenas cinco pontos (18 vs. 13).
Destaques – A primeira nota de destaque vai, precisamente, para o tal embate com vantagem de dois tentos (3-1), entre duas das melhores equipas da prova, com o Lusitânia a levar a melhor sobre o U. Santarém, o que proporcionou à turma açoriana ascender ao 2.º posto, enquanto os escalabitanos se posicionam, por ora, a meio da tabela, pese embora somente três pontos abaixo.
Os santarenos inauguraram o marcador à passagem da meia hora e fizeram figura de potenciais vencedores até ao último quarto de hora, altura em que ficaram reduzidos a dez unidades. Bastariam, então, dois minutos, para os visitados, na conversão de uma grande penalidade, restabelecerem a igualdade; e, tirando partido dessa dinâmica do jogo, vindo a marcar ainda mais dois golos, aos 90 e aos 94 minutos, consumando assim reviravolta nesta importante partida.
Em posição de liderança (isolada) subsiste o Alverca “B”, cujo grupo, pese embora a sua juventude, deu já clara prova de maturidade. A “surpresa” foi ter-se estreado a ganhar (1-0) em terreno alheio – depois de quatro igualdades a zero e do único desaire sofrido, na Marinha Grande –, em desafio também disputado nos Açores, ante o Fontinhas. O único tento foi averbado pouco antes do intervalo, tendo os visitantes confirmado a sua robustez defensiva, apenas com cinco golos consentidos até à data (traduzindo-se numa média inferior a “meio golo” por jogo).
Quem continua a surpreender pela positiva é o Peniche, agora 5.º classificado, somente a um ponto do trio que reparte a vice-liderança (Lusitânia, Sertanense e União 1919, este com um jogo a mais), tendo ido vencer, igualmente, mercê de um golo solitário (apontado logo aos seis minutos), a Cernache do Bonjardim. De recordar que é o mesmo Peniche que foi goleado por 7-0 em Alverca e que evitou a derrota caseira ante o U. Tomar no derradeiro lance… ao minuto 98.
O outro vencedor da ronda, triunfo alcançado “in extremis”, foi o Sertanense, também neste caso “às custas” do U. Tomar. Com exibição personalizada – recuperando bem, animicamente, do desaire de Alverca –, os nabantinos repartiram o jogo até ao minuto 45, vindo a sofrer um tento já em período de compensação, de grande penalidade. Dando boa resposta, o União restabeleceu o empate aos 10 minutos da segunda parte, num golo de grande efeito, de Hélio Ocante.
No quarto de hora final a formação da casa intensificaria a pressão, remetendo os unionistas para o seu reduto defensivo, parecendo estes vir a ser capazes de “dar conta do recado”, até que, aos 91 minutos, outra vez na sequência de um lance de bola parada (pontapé de canto), o Sertanense fixaria o resultado final de 2-1. Uma vez mais o União foi capaz de dar boa réplica, de ser competitivo, mas (tal como em Peniche) acabaria por pecar nos “detalhes”… que custam pontos.
Confirmações – Nos restantes três encontros registaram-se outras tantas igualdades, realçando-se que o União 1919 resistiu a um jogo em que teve de jogar 90 minutos em inferioridade numérica, devido a expulsão de um seu jogador logo no minuto inicial; depois de, ainda cedo, ter começado por se ver em desvantagem, chegaria ao 1-1 a fechar o primeiro tempo, resultado que o Marinhense não conseguiria alterar a seu favor até final.
Em Gouveia, a equipa local, recebendo o Benfica e Castelo Branco, adversário em teoria de maior potencial, não permitiu que a sua baliza fosse violada, mantendo-se o nulo no marcador.
O outro conjunto açoriano, Rabo de Peixe, somou sétimo confronto sem ganhar (após três triunfos somados nos quatro desafios iniciais), a mais longa “seca” de vitórias nesta época, de entre todos os concorrentes da Série C. Recebendo o Mortágua, o melhor que conseguiu foi anular a vantagem que os forasteiros tinham começado por alcançar, estabelecendo o resultado de 1-1.
Com Marinhense e Fontinhas com um jogo a menos, e, ao invés, União 1919 e Mortágua com um jogo a mais, o 2.º (Lusitânia) e o 8.º (Marinhense) classificados estão separados apenas por três pontos. Quanto ao U. Tomar, reparte, agora só com o Fontinhas, o último posto, ambos também a três pontos da “linha de água” (9.º lugar, ocupado pelo Rabo de Peixe)… mas que passam a quatro pontos, se considerarmos o tal jogo antecipado da 13.ª ronda, já realizado pelo Mortágua.
I Divisão Distrital – Após a 13.ª jornada, na qual somou quinto triunfo consecutivo, o Ferreira do Zêzere volta a isolar-se na liderança do Distrital, tal como sucedera já, anteriormente, à 7.ª e à 5.ª rondas. Tem, contudo, a perseguição, muito próxima, do Fátima (a um ponto) e do Abrantes e Benfica (diferencial de dois pontos), continuando o Fazendense (no 4.º posto) a quatro pontos.
Os ferreirenses cumpriram a sua missão, indo ganhar a Ourém, por 2-0, resultado com lógica, face ao desempenho dos dois emblemas (o At. Ouriense subsiste no penúltimo posto). Beneficiaram do nulo registado no Coruchense-Abrantes e Benfica, que, não só, atrasou, no imediato, os abrantinos, como deixa a formação do Sorraia (6.ª classificada) a distantes 11 pontos.
O Fátima confirmou, de forma clara, o seu favoritismo, goleando o Forense por 5-1 (depois de ter chegado a 4-0). Em destaque esteve também o Salvaterrense, que não perdoou as debilidades manifestadas pelo Vasco da Gama (um único ponto somado em 13 jogos, tendo somado a oitava derrota sucessiva, acumulando já 53 golos sofridos), obtendo uma imponente goleada, de 8-2!
Num Domingo em que os visitantes estiveram em evidência, para além do Ferreira do Zêzere, também o Fazendense (ganhando 2-1 no sempre difícil reduto da Moçarria), Mação (derrotando por 3-1 um irreconhecível Amiense) e o Samora Correia (surpreendendo, indo vencer a Torres Novas por 2-0, colocando termo à “crise” de três desaires sucessivos… ao mesmo tempo que amplia a dos torrejanos, sem ganhar há cinco jornadas) averbaram os três pontos em disputa.
Por fim, uma nota também para a segunda vitória sucessiva do Cartaxo, recebendo e batendo o Alcanenense por tangencial 1-0, desfecho importante, conferindo-lhe uma “almofada” de cinco pontos sobre a “linha de água”, zona delimitadora que separa duas equipas, nesta altura niveladas em pontos (Amiense, 13.º; e Forense, 14.º, ambos com nove pontos), um mais que o At. Ouriense, todos eles já com um grande “fosso” em relação ao “lanterna vermelha”, Vasco da Gama.
II Divisão Distrital – Disputou-se apenas a ronda (8.º) relativa à série B, com o guia, Espinheirense a denotar maiores dificuldades que o expectável, para ganhar, por 3-2, ao At. Pernes; sendo seguido por Águias de Alpiarça (2-0 frente ao último, Mindense), somente a um ponto, e pelo Entroncamento AC (categórico triunfo, por 4-1, ante a U. Atalaiense), a três pontos.
Antevisão – Na 12.ª jornada (penúltima da primeira volta) do Campeonato de Portugal, as atenções estarão centradas, em especial, nos jogos: U. Santarém-União 1919; Mortágua-Lusitânia; e Sertanense-B. C. Branco. O U. Tomar, recebendo o Fontinhas, enfrenta um desafio crucial, na perspectiva de uma desejada recuperação, para o que urge somar pontos.
O escalão principal do Distrital estará em pausa, destacando-se, na divisão secundária, as partidas: Glória do Ribatejo-Porto Alto; Pontével-Marinhais; Riachense-Espinheirense; e Caxarias-Ortiga.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Dezembro de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – Jogo antecipado

(“O Templário”, 30.11.2023)
A senda triunfal do Fátima foi travada em Alcanena, proporcionando ao Abrantes e Benfica e ao Ferreira do Zêzere ascenderem à liderança do Distrital. Já no que respeita ao Campeonato de Portugal, o Marinhense-Fontinhas (da 8.ª jornada) foi, de novo, adiado, agora para 30 de Março de 2024 (!), o que significa que estas duas equipas disputarão todo o resto da competição (até que se chegue à derradeira ronda, agendada para 7 de Abril) mantendo um jogo em atraso…
Destaque – Pese embora tal adiamento, jogou-se uma partida antecipada, a contar para a 13.ª jornada (última da primeira volta) da Série C do Campeonato de Portugal, na qual União 1919 e Mortágua empataram a um golo, pelo que não houve alterações de vulto na pauta classificativa: os conimbricenses, com mais um jogo (11, face a 10 dos rivais) mantêm o 2.º posto, agora em igualdade pontual com o Alverca “B” (somando 17 pontos); enquanto o Mortágua (10.º), deixou a companhia do Rabo de Peixe, passando a repartir a posição com o V. Sernache (13 pontos), com a “linha de água” traçada entre ambos.
I Divisão Distrital – A primeira nota de realce vai, necessariamente, para a vitória do Alcanenense sobre o Fátima, que mantinha uma excelente série de nove triunfos consecutivos. Para tal, bastou aos donos da casa um tento, apontado a cerca de vinte minutos do final, a que os fatimenses não lograram ripostar. Depois de um mau arranque, com três desaires a abrir a época, o conjunto de Alcanena soma quatro triunfos e um empate nos cinco desafios mais recentes.
Este deslize do Fátima foi aproveitado pelos seus dois mais directos perseguidores, Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere, os quais, cumprindo a sua missão, se impuseram, respectivamente face ao Moçarriense e ao Salvaterrense, assim ultrapassando o anterior líder, partilhando agora o comando, com mais um ponto que os fatimenses.
Os abrantinos ganharam, com aparente tranquilidade, tendo chegado à goleada (4-0) na recepção ao Moçarriense, com dois golos em cada parte, bem distribuídos ao longo dos 90 minutos; passaram, assim, a dispor da maior série de triunfos em curso, com cinco vitórias consecutivas.
Já os ferreirenses tiveram de se aplicar a fundo, para, já nos derradeiros dez minutos, chegarem enfim ao golo que lhes garantiu os três almejados pontos e consequente comando do campeonato. No caso do Ferreira do Zêzere tratou-se do quarto triunfo sucessivo, obtido perante um adversário que somou um único ponto nas quatro últimas jornadas.
Num embate sempre de interesse, o Coruchense foi ganhar a Samora Correia, também por tangencial 1-0 (golo apontado a cerca de meia hora do final), abrindo uma espécie de crise de resultados nos rivais, que perderam pela terceira vez seguida. A turma samorense reparte agora, precisamente com o grupo do Sorraia, o 5.º lugar, mas já com nove pontos de atraso dos guias.
O Fazendense não terá tido também especiais dificuldades em desembaraçar-se do At. Ouriense, goleando também por 4-0, depois de, praticamente ter entrado a ganhar (inaugurando o marcador logo no 2.º minuto); não obstante, a goleada só seria confirmada com dois golos nos minutos finais. A formação das Fazendas mantém-se “à espreita”, no 4.º posto, a três pontos do Fátima. Já os oureenses caíram num arriscado penúltimo lugar da tabela.
Forense e Torres Novas disputaram um confronto “entretido”, com duas reviravoltas no marcador, culminando no “placard” final de 3-3: os torrejanos inauguraram o marcador logo aos 6 minutos; os visitados inverteram para 2-1, apenas cerca de um quarto de hora volvido; tendo o Torres Novas voltado à vantagem, a 3-2, aos 63 minutos; já perto do termo do desafio, na conversão de uma grande penalidade, a turma dos Foros de Salvaterra restabeleceu a igualdade.
Anota-se que os visitantes ficaram em inferioridade numérica ainda antes do intervalo, tendo acabado reduzidos a nove elementos, depois de uma segunda expulsão, já em período de compensação. Em qualquer caso, este foi o quarto jogo sem vitória para os torrejanos, enquanto, em contraponto, o Forense segue sem perder, também há quatro jornadas.
Depois de quatro desfeitas sucessivas o Mação regressou aos triunfos, batendo, em reduto alheio, o “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, por 3-2: os maçaenses colocaram-se em vantagem aos 36 minutos, tendo – jogando com 10 homens a partir da hora de jogo – consentido o empate aos 67 minutos, mas, reagindo da melhor forma, selando o desfecho da partida, com dois tentos, aos 69 e 71 minutos; os locais reduziriam para a diferença mínima tarde demais para as suas aspirações, apenas ao minuto 90. Este foi o sétimo desaire consecutivo do Vasco da Gama, cada vez mais último, a somar a outras quatro derrotas, logo a abrir o campeonato.
O Cartaxo obteve importante triunfo, por 1-0 (marcando aos 18 minutos), frente ao Amiense, por ora em posição que poderá implicar a despromoção (dependente do desempenho dos representantes do Distrito no Campeonato de Portugal). Os cartaxeiros, que não ganhavam há cinco jogos, nos quais tinham averbado somente um ponto, ganharam algum “fôlego”, subindo à 12.ª posição; ao invés, o conjunto dos Amiais perdeu em quatro das cinco últimas rondas, repartindo o 13.º posto com o Forense, um único ponto acima do At. Ouriense (15.º).
II Divisão Distrital – Salientam-se as vitórias alcançadas pelo Glória do Ribatejo (5-3, no terreno do Rebocho), Águias de Alpiarça (5-1, em Almeirim, ante um irreconhecível União local) e Tramagal (2-1, com o Vilarense), num desafio que colocava frente-a-frente os dois primeiros classificados da Série C. A par destas vitórias, anotam-se alguns desfechos porventura menos expectáveis, como o 1-1 registado no Marinhais-Paço dos Negros, ou o nulo no Benfica do Ribatejo-Benavente. Também por igualdade a uma bola se saldou o Porto Alto-Pontével.
Com sete jornadas disputadas (de um total de 18) na Série B, o Espinheirense (2-1 em Minde) lidera, com mais um ponto que o Águias de Alpiarça, e dois de diferença para a U. Atalaiense (esta com mais um jogo disputado), seguindo-se, a três pontos do líder, o Entroncamento AC.
As Séries A e C tiveram a sua 5.ª ronda (de 14), sendo comandadas, respectivamente, por Glória do Ribatejo e Tramagal. Mas, enquanto o Glória tem dois pontos de vantagem sobre o Pontével, e três em relação ao Marinhais, os tramagalenses (únicos com o pleno de vitórias) seguem já bastante destacados, com nada menos de sete pontos de avanço sobre Vilarense e Caxarias.
Antevisão – O Campeonato de Portugal será retomado este Domingo, para disputa da 11.ª jornada, em que sobressaem os seguintes encontros: Lusitânia-U. Santarém; Fontinhas-Alverca “B”; e União 1919-Marinhense. O U. Tomar terá uma difícil deslocação à Sertã, já pressionado pela necessidade de pontuar.
Na I Divisão Distrital, já a aproximar-se do termo da sua primeira metade (13.ª ronda), destacam-se os desafios: Coruchense-Abrantes e Benfica; At. Ouriense-Ferreira do Zêzere; Moçarriense-Fazendense; e Torres Novas-Samora Correia. O Fátima recebe a visita do Forense.
Na II Divisão, outra vez só com a Série B, salientam-se as partidas, entre “vizinhos”, portanto sempre de rivalidade especial: Espinheirense-At. Pernes; e Entroncamento AC-U. Atalaiense. Por curiosidade, teremos ainda um Rio Maior-U. Almeirim, recentes vencedores do escalão principal, nos anos de 2022 e 2020, agora muito distantes de tal patamar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Novembro de 2023)
Europeu 2024 – Sorteio da Fase Final
Realizou-se hoje, em Hamburgo, o sorteio da Fase Final do Europeu 2024 de Futebol, a disputar na Alemanha, de 14 de Junho a 14 de Julho. É a seguinte a constituição dos Grupos:
Grupo A Grupo B Grupo C Alemanha Espanha Inglaterra Hungria Albânia Dinamarca Escócia Croácia Eslovénia Suíça Itália Sérvia Grupo D Grupo E Grupo F França Bélgica Portugal Áustria Roménia Turquia Países Baixos Eslováquia R. Checa Play-off A Play-off B Play-off C
Portugal fará a sua estreia no dia 18.06.2024, frente à R. Checa, em Leipzig. O 2.º jogo será a 22.06.2024, frente à Turquia, em Dortmund. O 3.º jogo está agendado para 26.06.2024, em Gelsenkirchen, frente ao vencedor do play-off C (Geórgia-Luxemburgo vs. Grécia-Cazaquistão).
Apuram-se para os 1/8 de final os 2 primeiros classificados de cada grupo, assim como os quatro melhores dos 3.º classificados.
As três selecções ainda a determinar, serão apuradas em função dos seguintes play-offs (jogos a disputar a 21 e 26 de Março):
A – Polónia-Estónia / País de Gales-Finlândia
B – Israel-Islândia / Bósnia Herzegovina-Ucrânia
C – Geórgia-Luxemburgo / Grécia-Cazaquistão
Liga Conferência Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
KÍ Klaksvík – Slovan Bratislava – 1-2
Olimpija Ljubljana – Lille – 0-2
1º Lille, 11; 2º Slovan Bratislava, 10; 3º KÍ Klaksvík, 4; 4º Olimpija Ljubljana, 3
Grupo B
Gent – Zorya Luhansk – 4-1
Breiðablik – Maccabi Tel-Aviv – 1-2
1º Gent, 13; 2º Maccabi Tel-Aviv, 12; 3º Zorya Luhansk, 4; 4º Breiðablik, 0
Grupo C
Astana – Dinamo Zagreb – 0-2
Ballkani – Viktoria Plzeň – 0-1
1º Viktoria Plzeň, 15; 2º Dinamo Zagreb, 6; 3º Ballkani e Astana, 4
Grupo D
Beşiktaş – Club Brugge – 0-5
Bodø/Glimt – Lugano – 5-2
1º Club Brugge, 13; 2º Bodø/Glimt, 10; 3º Lugano, 4; 4º Beşiktaş, 1
Grupo E
AZ Alkmaar – Zrinjski Mostar – 1-0
Aston Villa – Legia Warszawa – 2-1
1º Aston Villa, 12; 2º Legia Warszawa, 9; 3º AZ Alkmaar, 6; 4º Zrinjski Mostar, 3
Grupo F
Čukarički – Ferencvárosi – 1-2
Fiorentina – Genk – 2-1
1º Fiorentina, 11; 2º Ferencvárosi, 9; 3º Genk, 6; 4º Čukarički, 0
Grupo G
HJK Helsinki – Aberdeen – 2-2
Eintracht Frankfurt – PAOK – 1-2
1º PAOK, 13; 2º Eintracht Frankfurt, 9; 3º Aberdeen, 3; 4º HJK Helsinki, 2
Grupo H
Nordsjælland – Fenerbahçe – 6-1
Spartak Trnava – Ludogorets – 1-2
1º Nordsjælland, 10; 2º Ludogorets e Fenerbahçe, 9; 4º Spartak Trnava, 1
Viktoria Plzeň e PAOK garantiram já o apuramento para os 1/8 de final. Por seu lado, o E. Frankfurt disputará o play-off.
Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Freiburg – Olympiacos – 5-0
Bačka Topola – West Ham – 0-1
1º Freiburg e West Ham, 12; 3º Olympiacos, 4; 4º Bačka Topola, 1
Grupo B
AEK – Brighton – 0-1
O. Marseille – Ajax – 4-3
1º O. Marseille, 11; 2º Brighton, 10; 3º AEK, 4; 4º Ajax, 2
Grupo C
Sparta Praha – Betis – 1-0
Rangers – Aris Limassol – 1-1
1º Betis, 9; 2º Rangers, 8; 3º Sparta Praha, 7; 4º Aris Limassol, 4
Grupo D
Atalanta – Sporting – 1-1
Sturm Graz – Raków Czestochowa – 0-1
1º Atalanta, 11; 2º Sporting, 8; 3º Sturm Graz e Raków Czestochowa, 4
Grupo E
Liverpool – LASK – 4-0
Toulouse – Union Saint-Gilloise – 0-0
1º Liverpool, 12; 2º Toulouse, 8; 3º Union Saint-Gilloise, 5; 4º LASK, 3
Grupo F
Maccabi Haifa – Stade Rennais – 0-3
Villarreal – Panathinaikos – 3-2
1º Stade Rennais, 12; 2º Villarreal, 10; 3º Panathinaikos, 4; 4º Maccabi Haifa, 2
Grupo G
Servette – Roma – 1-1
Sheriff Tiraspol – Slavia Praha – 2-3
1º Slavia Praha, 12; 2º Roma, 10; 3º Servette, 5; 4º Sheriff Tiraspol, 1
Grupo H
BK Häcken – Bayer Leverkusen – 0-2
Molde – Qarabağ – 2-2
1º Bayer Leverkusen, 15; 2º Molde e Qarabağ, 7; 4º BK Häcken, 0
Atalanta, Liverpool e Bayer Leverkusen garantiram já o apuramento para os 1/8 de final. Por seu lado, o Sporting disputará o play-off. O Servette disputará o play-off da Liga Conferência Europa.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Galatasaray – Manchester United – 3-3
Bayern München – København – 0-0
1º Bayern München, 13; 2º København e Galatasaray, 5; 4º Manchester United, 4
Grupo B
Arsenal – Lens – 6-0
Sevilla – PSV Eindhoven – 2-3
1º Arsenal, 12; 2º PSV Eindhoven, 8; 3º Lens, 5; 4º Sevilla, 2
Grupo C
Sp. Braga – Union Berlin – 1-1
Real Madrid – Napoli – 4-2
1º Real Madrid, 15; 2º Napoli, 7; 3º Sp. Braga, 4; 4º Union Berlin, 2
Grupo D
Real Sociedad – FC Salzburg – 0-0
Benfica – Inter – 3-3
1º Real Sociedad e Inter, 11; 3º FC Salzburg, 4; 4º Benfica, 1
Grupo E
Feyenoord – At. Madrid – 1-3
Lazio – Celtic – 2-0
1º At. Madrid, 11; 2º Lazio, 10; 3º Feyenoord, 6; 4º Celtic, 1
Grupo F
AC Milan – Borussia Dortmund – 1-3
Paris Saint-Germain – Newcastle – 1-1
1º Borussia Dortmund, 10; 2º Paris Saint-Germain, 7; 3º Newcastle e AC Milan, 5
Grupo G
Manchester City – RB Leipzig – 3-2
Young Boys – Crvena zvezda – 2-0
1º Manchester City, 15; 2º RB Leipzig, 9; 3º Young Boys, 4; 4º Crvena zvezda, 1
Grupo H
Shakhtar Donetsk – Royal Antwerp – 1-0
Barcelona – FC Porto – 2-1
1º Barcelona, 12; 2º FC Porto e Shakhtar Donetsk, 9; 4º Royal Antwerp, 0
Bayern München, Arsenal, PSV Eindhoven, Real Madrid, Real Sociedad, Inter, At. Madrid, Lazio, Borussia Dortmund, Manchester City, RB Leipzig e Barcelona garantiram já o apuramento para os 1/8 de final.
As quatro vagas restantes serão disputadas, respectivamente, entre: København, Galatasaray e Manchester United; Napoli e Sp. Braga; Paris Saint-Germain, Newcastle e AC Milan; FC Porto e Shakhtar Donetsk.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Benfica – Inter
Benfica – Anatoliy Trubin, Fredrik Aursnes, António Silva, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Florentino Luís (79m – Orkun Kökçü), João Neves, Ángel Di María (89m – Tomás Araújo), Rafael “Rafa” Silva (90m – Tiago Gouveia), João Mário (90m – Francisco “Chiquinho” Machado) e Casper Tengstedt (79m – Petar Musa)
Inter – Emil Audero, Yann Bisseck, Stefan de Vrij (77m – Federico Dimarco), Francesco Acerbi, Matteo Darmian (67m – Juan Cuadrado), Davide Frattesi, Kristjan Asllani, Davy Klaassen (67m – Nicolò Barella), Carlos Augusto, Marko Arnautović (67m – Marcus Thuram) e Alexis Sánchez (79m – Lautaro Martínez)
1-0 – João Mário – 5m
2-0 – João Mário – 13m
3-0 – João Mário – 34m
3-1 – Marko Arnautović – 51m
3-2 – Davide Frattesi – 58m
3-3 – Alexis Sánchez (pen.) – 72m
Cartões amarelos – João Mário (72m) e Felipe Silva “Morato” (78m); Juan Cuadrado (76m)
Cartão vermelho – António Silva (84m)
Árbitro – Andris Treimanis (Letónia)
Do dia para a noite. De uma exibição luminosa para (mais) uma actuação sombria.
Com um início fulgurante, intenso e, sobretudo, de grande objectividade, o Benfica surpreendeu tudo e todos – podendo conjecturar-se que terá começado por tirar partido do facto de o Inter ter feito rodar, em relação ao jogo da primeira volta, nada menos de dez (!) titulares (o defesa central Acerbi foi o único a alinhar de início nos dois encontros).
Com o entendimento entre a dupla Tengstedt e João Mário a revelar um (raro e, de certo modo, estranho) nível de perfeição (até porque foi o avançado a, por três vezes, “assistir” o médio, para um inaudito “hat-trick”), atingindo plena eficácia ofensiva, com Florentino e João Neves a proporcionar segurança no meio-campo, a equipa portuguesa, que praticamente entrara a ganhar, parecia ter a vitória “no bolso”, com pouco mais de meia hora jogada.
Esse terá sido um dos “pecados” nesta noite: primeiro, por um lado, ter-se-á acreditado, demasiado cedo, que o jogo estava “finito”; depois, num contraponto típico do “8 ou 80”, também cedo demais (logo após ter sofrido o 3-1), de imediato se deixou impor implacável dúvida e instalarem-se ameaçadores “fantasmas”. E, não obstante, o quarto golo até esteve perto de chegar…
O pior foi que, pela quarta vez nesta edição da “Liga dos Campeões” (tal como sucedera em casa, ante o Salzburg, em Milão, e em San Sebastián), o Benfica voltou a ter um monumental “apagão”, de cerca de meia hora, em que, positivamente, andou à deriva, incapaz de suster a forma ágil como a turma italiana explorava as alas.
Simone Inzaghi terá dado uma “dura” aos seus jogadores ao intervalo, que vieram para a segunda parte com disposição radicalmente distinta; e, por curiosidade, a recuperação do 0-3 até ao 3-3, operada em apenas vinte minutos, seria, em larga medida, obra desses “reservistas”.
Quando o técnico italiano apostou na “artilharia pesada” (Cuadrado, Barella e Thuram tinham entrado em campo cinco minutos antes do tento do empate), recorrendo ainda a Dimarco e a Lautaro Martínez, numa deliberada aposta em busca da vitória, o completar da reviravolta que, então, se projectava pudesse ocorrer, acabou por não se concretizar.
Reduzido a dez elementos aos 84 minutos, o Benfica teria de jogar ainda cerca de um quarto de hora em inferioridade numérica, unindo-se, então, de forma brava e solidária, para, pelo menos preservar o empate. Teria ainda oportunidade para poder chegar à vitória, mas sofreria grande “calafrio”, com um remate (de Barella) a embater no poste da baliza de Trubin.
Muito passivo no banco, transmitindo a imagem de não confiar nos “reforços”, Roger Schmidt foi adiando, até ao limite, qualquer substituição, acabando, numa mera táctica de “queimar tempo”, a fazer entrar Chiquinho e Tiago Gouveia ao minuto 90+9! Contrariamente ao que o público pedia (arriscar), privilegiou-se manter em aberto a possibilidade (que subsiste de probabilidade remota) de vir ainda a chegar à Liga Europa, o que implicaria vencer em Salzburgo por dois golos de diferença.
Schmidt volta a lamentar as falhas de arbitragem – e é claro que, nos quatro jogos disputados frente ao Inter, em todos eles houve situações que deixaram grandes dúvidas, sempre em prejuízo do Benfica –, reclamando uma falta no lance que origina o 3-2, do “penalty” (em jogada também precedida de óbvia falta sobre João Neves) que proporcionou o 3-3, e da exagerada expulsão de António Silva, mas terá, principalmente, em focar-se em procurar corrigir o que, de algum modo, será controlável, que são os erros próprios.
Numa campanha europeia de muitos equívocos, o Benfica terá tido de contentar-se com o mínimo dos mínimos, por ora, o evitar a repetição dos zero pontos de há seis épocas.



