Liga Conferência Europa – 1/8 de Final (1.ª mão)
Servette – Viktoria Plzeň – 0-0
Ajax – Aston Villa – 0-0
Molde – Club Brugge – 2-1
Union St.-Gilloise – Fenerbahçe – 0-3
Dinamo Zagreb – PAOK – 2-0
Sturm Graz – Lille – 0-3
Maccabi Haifa – Fiorentina – 3-4
Olympiacos – Maccabi Tel-Aviv – 1-4
Liga Europa – 1/8 de Final (1.ª mão)
Sparta Praha – Liverpool – 1-5
O. Marseille – Villarreal – 4-0
Roma – Brighton – 4-0
Benfica – Rangers – 2-2
Freiburg – West Ham – 1-0
Sporting – Atalanta – 1-1 (06.03.2024)
AC Milan – Slavia Praha – 4-2
Qarabağ – Bayer Leverkusen – 2-2
Liga Europa – 1/8 de final – Benfica – Rangers
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah (84m – Álvaro Carreras), António Silva, Nicolás Otamendi, Fredrik Aursnes, João Neves, Florentino Luís, David Neres (84m – Tiago Gouveia), Rafael “Rafa” Silva, Ángel Di María e Arthur Cabral (65m – Marcos Leonardo)
Rangers – Jack Butland, James Tavernier, Connor Goldson, John Souttar, Rıdvan Yılmaz, Mohamed Diomande (83m – Nicolas Raskin), John Lundstram, Dujon Sterling (76m – Cole McKinnon), Thomas Lawrence (76m – Ryan Jack), Fábio Silva (90m – Ross McCausland) e Cyriel Dessers (76m – Kemar Roofe)
0-1 – Thomas Lawrence – 7m
1-1 – Ángel Di María (pen.) – 45m+2
1-2 – Dujon Sterling – 45m+5
2-2 – Connor Goldson (p.b.) – 67m
Cartões amarelos – Ángel Di María (35m) e Alexander Bah (72m); Dujon Sterling (27m), Jack Butland (45m) e Rıdvan Yılmaz (67m)
Árbitro – Tobias Stieler (Alemanha)
Pouco mais de três anos volvidos, os caminhos de Benfica e Rangers voltam a cruzar-se na Liga Europa, e, tal como em Novembro de 2020 (na altura, com dois empates, a três golos, em Lisboa, e a dois tentos, em Glasgow – tendo, de ambas as vezes, recuperado, nos minutos finais, desvantagens de dois golos), só a custo a formação benfiquista conseguiu forçar nova igualdade, outra vez a duas bolas (depois de, por duas vezes, ter visto o adversário colocar-se à frente no marcador).
Vindo de dois desaires, ante o Sporting (para a Taça), e, logo de seguida, a traumática goleada (0-5) sofrida no Estádio do Dragão, frente ao FC Porto, o Benfica pareceu entrar em campo determinado a esconjurar os fantasmas, em busca de, rapidamente, chegar ao golo.
A equipa encarnada, bastante pressionante, instalou-se no meio-campo contrário e, logo nos minutos iniciais, ganhou vários cantos… só que, na primeira vez que o Rangers conseguiu libertar-se e chegar próximo da área benfiquista, marcou!
Não se descompondo, o Benfica tentou manter a toada, continuando a conquistar mais cantos, todos eles improfícuos. A melhor oportunidade surgiria a remate de David Neres, com o guardião Butland, a negar o golo, e a evitar ainda que a recarga de Arthur Cabral pudesse ser bem-sucedida.
Com Rafa muito apagado, era Di María a tentar pautar o jogo, mas usando e abusando de sucessivos cruzamentos, que, sistematicamente, saíam mal.
Tal como sucedera na eliminatória anterior, com o Toulouse, valeria outra grande penalidade “de VAR”, quando um defesa escocês, inadvertidamente, tocou na bola com o braço. Di María, chamado novamente a converter, não falhou, empatando, já em período de compensação da primeira parte.
Ninguém esperaria o “golpe de teatro” que, quase de imediato, se seguiria: ao quinto minuto desse tempo adicional, aproveitando a desconcentração e as falhas defensivas oferecidas, o Rangers recolocava-se em vantagem.
O Benfica ia para o intervalo, outra vez, a necessitar de se reerguer. Voltou para a segunda metade, de novo, pressionante – perante um adversário que, à medida que o tempo ia avançando, cada vez mais se ia acantonando na sua zona mais recuada.
A posse de bola era, praticamente, um exclusivo da equipa da casa. Mas o esférico era muito “mal tratado”, com iniciativas bastante atabalhoadas, sem um “fio de jogo”.
Numa das raras saídas da turma escocesa, Fábio Silva teve ainda mais uma oportunidade para marcar, com Trubin, atento, a dar boa resposta a um perigoso remate.
E acabaria por ser em mais um dos inúmeros “cruzamentos falhados” de Di María, que viria a surgir o golo que permitia restabelecer a igualdade, e, ainda assim, levar a eliminatória em aberto para a Escócia: na sequência de um livre, a bola sobrevoou a área, onde o infeliz Goldson, ao tentar a intercepção, cabeceando-a desastradamente para trás, marcou – pela segunda vez em dois jogos no Estádio da Luz, ao serviço do Rangers – na sua própria baliza!
Como que “jogando sobre brasas”, com níveis de confiança muito afectados, seriam os adeptos na bancada a tentar “empurrar” a equipa benfiquista para a frente, nos minutos finais. Mas o dia era um “dia não” e Di María desperdiçaria ainda oportunidade para consumar a reviravolta.
Para a segunda mão, em Glasgow, será necessário um importante trabalho de mentalização, para que o Benfica consiga “assentar” o seu jogo, perante um adversário que, esta noite, denotou grandes fragilidades, mas que, no seu reduto, adoptará certamente outro posicionamento e atitude dentro de campo.
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 21ª Jornada

(“O Templário”, 29.02.2024)
Os desaires sofridos por Alverca “B” (quarta derrota consecutiva (!), a dar a sensação de que a equipa terá “desligado” da competição) e Benfica e Castelo Branco (terceiro jogo perdido sucessivo) reduziram o lote de candidatos ao apuramento para a fase final do Campeonato de Portugal, na Série C, a apenas três: U. Santarém, Lusitânia e Marinhense – por ora separados por cinco pontos, mas dispondo a turma da Marinha Grande de um jogo em atraso.
A cinco rondas da conclusão da fase regular da prova (agendada para daqui a pouco mais de um mês) não há ainda nenhum clube que tenha garantido tal apuramento (o Amarante está muito perto, com 14 pontos de vantagem sobre o 3.º classificado, tendo o S. João de Ver nove pontos à maior, e, o V. Setúbal, oito); não havendo também ainda qualquer equipa matematicamente despromovida (o Imortal dista 14 pontos da “linha de água”, o Real, doze, e, o U. Tomar, onze).
A este nível, da luta pela permanência, o União 1919 (agora igualado com o Benfica e Castelo Branco) poderá ter já somado os pontos indispensáveis; ao invés, parece confirmar-se a situação precária de Gouveia e V. Sernache (agora, ambos, a quatro pontos do 9.º lugar), tendo o Mortágua dado um importante passo no rumo da manutenção, ao protagonizar a surpresa da 21.ª jornada.
Destaques – A primeira nota de realce vai para o triunfo do Lusitânia ante o Benfica e Castelo Branco, por 3-1, tendo sido, até, os albicastrenses a inaugurar o marcador, à passagem do quarto de hora, todavia sem que os açorianos acusassem o toque, tendo empatado ainda na primeira metade, para, logo no arranque do segundo tempo, consumar a reviravolta no marcador. O grupo de Angra do Heroísmo mantém a perseguição ao líder, U. Santarém, somente a dois pontos.
Igualmente nos Açores, o Marinhense cedeu um empate, no terreno do Fontinhas: depois de se ter colocado em vantagem, também por volta do quarto de hora, viria a permitir ao conjunto da Praia da Vitória restabelecer a igualdade, fixando o resultado (1-1), mesmo em cima do intervalo. Em função deste desfecho, os homens da Marinha atrasaram-se em relação ao duo da frente, agora a cinco pontos do comandante, e a três do Lusitânia, atraso que poderão ainda vir a minorar.
Seria já expectável, mas, ainda assim, merece destaque o triunfo do União 1919 sobre o Gouveia, por tangencial 1-0, em partida disputada na passada sexta-feira, o que proporcionou aos conimbricenses ascender a um notável 5.º posto na pauta classificativa, a par, conforme aludido, do Benfica e Castelo Branco… e, afinal, a um único ponto do Alverca “B”.
Surpresa – Precisamente, a surpresa aconteceu, outra vez, em Alverca, onde o Mortágua garantiu três preciosos pontos, vencendo por 2-1, com dois tentos na meia hora inicial, tendo, aliás, mantido a vantagem de dois golos até ao quinto minuto do tempo de compensação. Como referido, a jovem equipa ribatejana, entretanto já sem objectivos concretos, parece ter-se desconectado.
Confirmações – O comandante, U. Santarém, foi ganhar a Tomar, por 2-0, tendo apontado o primeiro golo logo na fase inaugural da partida, confirmando o triunfo no minuto 45. Na segunda parte, os escalabitanos optaram, sobretudo, por ir gerindo o tempo, perante uma formação do U. Tomar, digna e abnegada, mas que não conseguiu criar efectivo perigo para o adversário, com outro arcaboiço, tendo somado a sua nona vitória (quarta sucessiva) nos últimos dez jogos.
Os outros dois encontros – entre Sertanense e V. Sernache (no Sábado) e Rabo de Peixe e Peniche – saldaram-se por outros tantos nulos, desfechos que não terão agradado por completo a nenhum dos intervenientes: os visitados, porque poderão talvez sentir que deixaram escapar oportunidade para dar importante salto na pontuação; no caso dos forasteiros, porque o ponto somado se afigurará porventura curto face às necessidades, pese embora, para já, os penichenses subsistam acima da “linha de água” – porém só um ponto acima do Fontinhas, que conta dois jogos a menos!
I Divisão Distrital – Numa ronda de (cinco) empates, o Fazendense esteve em especial evidência, derrotando o anterior guia, Abrantes e Benfica, por 2-0, e, poderá dizer-se, com alguma “estrelinha de Campeão”, uma vez que viu os abrantinos desperdiçarem duas grandes penalidades!
Foi o sexto triunfo consecutivo da turma das Fazendas, que mantém o pleno (18 pontos) na segunda volta, tendo, neste período, recuperado sete pontos ao Fátima (também ao Torres Novas e ao Mação, 7.º e 8.º classificados) e oito ao Abrantes e Benfica e ao Ferreira do Zêzere – com o qual partilha agora a liderança, depois de ter terminado a primeira volta num “distante” 4.º lugar.
Os ferreirenses cumpriram a sua missão, batendo o Samora Correia (terceiro desaire sucessivo), igualmente por 2-0, pese embora o tento da tranquilidade só tenha surgido no derradeiro minuto.
E, entre os 14 primeiros da classificação, é tudo, em termos de vitórias nesta 21.ª jornada, isto é, só os agora co-líderes (Fazendense e Ferreira do Zêzere) ganharam!
O outro caso em que houve uma equipa vitoriosa sucedeu no embate entre os dois últimos classificados, no Vasco da Gama-Forense, com os forasteiros a impor-se por 2-1, interrompendo uma série de oito derrotas consecutivas, ao mesmo tempo que ampliaram para 16 (!) o terrível ciclo negativo dos visitados, mesmo tendo sido estes os primeiros a marcar neste encontro.
De resto, subsistiu o nulo no Mação-Alcanenense; tendo-se registado três igualdades a uma bola: no Amiense-Coruchense (golos apontados num intervalo de três minutos, entre os 74 e os 77), no Moçarriense-Torres Novas (tendo os torrejanos conseguido salvar um ponto, no “último suspiro” do desafio), e no Salvaterrense-Cartaxo. De maior significado terá sido o 2-2 registado no “derby” entre At. Ouriense e o Fátima, com os donos da casa por duas vezes na frente no marcador, e os fatimenses também a resgatar um ponto em período de compensação, o que não evitou o atraso na tabela, partilhando agora o 3.º posto com o Abrantes e Benfica, a dois pontos dos comandantes.
II Divisão Distrital – Da penúltima jornada da fase regular destacam-se as vitórias obtidas (ambas por 2-0), em terreno alheio, pelo Pego (em Vilar dos Prazeres) e pelo Caxarias (na Ortiga), agora os dois únicos emblemas ainda com hipótese de apuramento para a fase final, mas tendo os pegachos “a faca e o queijo na mão”, recebendo, na derradeira ronda, o “lanterna vermelha”, a equipa “B” do Abrantes e Benfica, que conta por derrotas todos os 13 jogos disputados.
Águias de Alpiarça (5-0 em Minde) e Entroncamento AC (4-1 na Atalaia) estão em boa “rodagem” para a fase final. Ao contrário, os também já apurados Marinhais e Glória do Ribatejo foram surpreendidos, perdendo, respectivamente, com o Pontével (1-2) e com o Porto Alto (2-0).
Antevisão – No Campeonato de Portugal destacam-se os seguintes desafios, envolvendo o trio da frente: U. Santarém-Fontinhas, Peniche-Lusitânia e Marinhense-Rabo de Peixe. Por seu lado, Gouveia e V. Sernache disputam uma partida em que será “obrigatório” ganhar, sob pena de a manutenção passar a ser uma miragem. O U. Tomar, em estreia absoluta em Mortágua, poderá procurar beneficiar da maior pressão que, nesta altura, impenderá sobre os anfitriões.
Os Distritais estarão em pausa, para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, com a particularidade de subsistirem em prova três emblemas do escalão secundário: Marinhais, Porto Alto e Vilarense recebem, respectivamente, Alcanenense, Abrantes e Benfica e Fazendense. No único embate entre primodivisionários, o At. Ouriense terá a visita do Ferreira do Zêzere.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 29 de Fevereiro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 20ª Jornada

(“O Templário”, 22.02.2024)
Tendo imposto nova derrota ao Alverca “B”, e beneficiando ainda do empate do Lusitânia e do desaire do Benfica e Castelo e Branco, o U. Santarém não só se isolou no comando, como terá colocado a distância de segurança dois competidores na disputa pelo apuramento para a fase final (agora com o Alverca já a oito pontos e os albicastrenses a nove) – pelo que, nesta altura, só Lusitânia e Marinhense parecem poder constituir ainda ameaça a tal objectivo dos escalabitanos.
Na tenaz luta pela manutenção, houve dois principais vencedores (Rabo de Peixe e Mortágua), enquanto, ao invés, o Sertanense – que, praticamente, se mantivera durante todo o campeonato na metade superior da tabela, se “afundou”, caindo pela primeira vez abaixo da “linha de água”, fruto de uma segunda volta bastante negativa, apenas com quatro pontos somados em sete jornadas, tendo, aliás, em curso um ciclo de três derrotas sucessivas.
Por seu lado, V. Sernache e Gouveia – não obstante tenham amealhado mais um ponto cada – começam a ficar em situação periclitante, respectivamente a quatro e a três pontos do 9.º lugar.
Destaques – A partida de maior cartaz da 20.ª jornada colocava frente-a-frente o 1.º e o 4.º classificados, com o U. Santarém, a receber o Alverca “B”, que até entrou melhor no jogo, colocando-se em vantagem ainda antes de completados dez minutos. Denotando personalidade, os santarenos rapidamente repuseram a igualdade, à passagem do quarto de hora. Com um bis de Gilberto Seidi, operando a reviravolta no marcador, a fechar a primeira parte, e ampliando para 3-1, no minuto inicial do segundo tempo, estava consumado o triunfo dos visitados.
Numa excelente série de oito vitórias nas últimas nove rondas (tendo cedido um único empate, ante o Marinhense), o U. Santarém parece embalado para a fase final. Ao contrário, a jovem equipa “B” do Alverca evidencia clara perda de fulgor, tendo acumulado três desaires sucessivos no espaço de uma semana (em casa, com o Marinhense, ante o Lusitânia, e em Santarém)!
Como antes aludido, a disputa pelo acesso à fase final poderá ter ficado resumida a U. Santarém (líder, com 40 pontos), Lusitânia (2.º, com 38) e Marinhense (3.º, com 37, mas um jogo em atraso).
Para tal contribuiu também a inesperada derrota caseira do Benfica e Castelo Branco, ante o Rabo de Peixe, por 1-2, tendo os açorianos chegado mesmo a dispor de vantagem de dois tentos.
A última nota de realce vai para o triunfo, que poderá revelar-se crucial, do Mortágua, na recepção ao Sertanense, também por 2-1. Os donos da casa abriram o activo aos onze minutos, tendo ainda consentido a igualdade, à passagem da hora de jogo, para retomarem a vantagem dez minutos volvidos. O Mortágua partilha o 8.º posto com o Peniche (últimos em zona de permanência), mas com muito escassa margem, só de um ponto, face ao Fontinhas, e com o Sertanense a dois pontos.
Confirmações – O Marinhense – nesta altura, a par do líder, U. Santarém, a turma com menos pontos perdidos (cederam, cada uma delas, quatro empates e outras tantas derrotas) – recebeu e bateu, com naturalidade, uma bastante fragilizada formação do U. Tomar, tendo chegado mesmo à goleada, por 5-1, com os nabantinos a repetirem a marca do desaire sofrido em Alverca.
Dois tentos, apontados entre os 25 e os 29 minutos, praticamente selaram o desfecho da partida; tendo a turma da Marinha Grande ampliado para 4-0, aos 58 e 70 minutos. Os unionistas, não virando a cara à luta, marcaram o ponto de honra a cinco minutos do final, tendo vindo, já em tempo de compensação, a sofrer ainda mais um golo. Fustigado por inúmeras lesões e outras baixas, o grupo tomarense pouca resistência pode oferecer perante adversários com superiores argumentos, como foi o caso desta ronda, e como será o da próxima, em que receberá o guia.
Os restantes três desafios saldaram-se por outras tantas igualdades: 1-1 no V. Sernache-União 1919 e no Peniche-Fontinhas; e 2-2 no Gouveia-Lusitânia.
Em dois confrontos em que estava em jogo a permanência, o empate terá favorecido mais as aspirações dos forasteiros: o União 1919, que subiu à 5.ª posição, com 28 pontos, necessitará, possivelmente, de apenas mais uma vitória; por seu lado, o Fontinhas conta ainda com o facto de manter dois jogos em atraso, em que receberá o Sertanense, tendo de deslocar-se à Marinha.
Aliás, o V. Sernache apenas evitou a derrota ante os conimbricenses, na conversão de uma grande penalidade, já cinco minutos para lá dos noventa. Já o Peniche – cuja posição actual não é, de todo, de molde a poder “relaxar” – tendo entrado a ganhar, marcando logo aos quatro minutos, prontamente veria os açorianos restabelecerem a igualdade, menos de um quarto de hora depois.
O Gouveia, marcando também cedo, igualmente aos quatro minutos, e tendo ampliado para 2-0 antes da meia hora, consentiria, nos derradeiros dez minutos do encontro, a recuperação do Lusitânia, iniciada ao minuto 82 e consumada já em período de compensação. Um desfecho que não terá agradado a nenhuma das partes, apesar de bastante mais penalizador para os serranos.
I Divisão Distrital – Só não ficou tudo igual, principalmente, porque passou a faltar menos uma jornada (agora, dez, para o termo desta “maratona”): dos oito primeiros classificados, só o Samora Correia (derrotado, no seu reduto, pelo Fazendense) não venceu; dos oito clubes da segunda metade da tabela, só o Alcanenense (recebendo e goleando, por 4-2, o “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, isto depois de ter chegado a 4-0, logo a abrir a segunda parte) não perdeu.
Claro está que o desaire dos samorenses os afasta definitivamente de eventuais pretensões ao título, agora uma empolgante disputa a quatro, com o Abrantes e Benfica (vitória por 2-1 ante o Amiense) a manter um ponto de vantagem sobre o trio perseguidor, formado por: Fazendense (que prolonga o pleno, já de cinco triunfos, na segunda volta); Fátima (com uma difícil e tangencial vitória, na recepção ao Salvaterrense, só nos dez minutos finais tendo conseguido quebrar a resistência contrária); e Ferreira do Zêzere (goleando, com facilidade, por 4-0, no terreno do Forense, que disputou o jogo, praticamente na sua íntegra, em inferioridade numérica).
Nas outras três partidas, os favoritos impuseram-se com relativa facilidade, pese embora o At. Ouriense por duas vezes tenha estado em vantagem em Torres Novas, mas com os torrejanos, mais fortes, a acabar por golear por 5-2. O Coruchense, recebendo o Moçarriense, chegou a 3-0 no início do segundo tempo, permitindo o ponto de honra do adversário no minuto 90. O Mação, com dois golos, apontados no dealbar do encontro, aos seis e dez minutos, venceu no Cartaxo.
II Divisão Distrital – Marinhais (empatando a zero, fora de casa, com o Paço dos Negros) e Glória do Ribatejo (goleando, por 5-0, o Rebocho) confirmaram também, ainda com duas rondas por disputar, a qualificação para a fase final, em que defrontarão Entroncamento AC, Águias de Alpiarça e Tramagal – restando por apurar o 2.º classificado da Série C.
Para além das pesadas goleadas sofridas pelas equipas “B” de Ferreira do Zêzere (8-1, na Ortiga) e Abrantes e Benfica (6-0, em Caxarias), a grande novidade foi o empate cedido (0-0) pelo Tramagal, na deslocação ao reduto do vice-líder, Vilarense, assim vendo quebrada uma notável série triunfal, que registara ao longo de todas as onze jornadas até então realizadas.
Antevisão – As atenções estarão focadas, em especial, nos seguintes encontros: o clássico U. Tomar-U. Santarém; Lusitânia-Benfica e Castelo Branco; e Fontinhas-Marinhense (Campeonato de Portugal); o aliciante embate Fazendense-Abrantes e Benfica; o “derby” At. Ouriense-Fátima; e Ferreira do Zêzere-Samora Correia (I Divisão Distrital); e Vilarense-Pego, que partilham o 2.º lugar da Série C; e Ortiga-Caxarias, que repartem o 4.º posto da mesma Série da II Divisão.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Fevereiro de 2024)
Liga Conferência Europa – Sorteio dos 1/8 de Final
Servette – Viktoria Plzeň
Ajax – Aston Villa
Molde – Club Brugge
Union St.-Gilloise – Fenerbahçe
Dinamo Zagreb – PAOK
Sturm Graz – Lille
Maccabi Haifa – Fiorentina
Olympiacos – Maccabi Tel-Aviv
Os jogos da primeira mão serão disputados a 7 de Março, estando a segunda mão agendada para 14 de Março.
Liga Europa – Sorteio dos 1/8 de Final
Sparta Praha – Liverpool
O. Marseille – Villarreal
Roma – Brighton
Benfica – Rangers
Freiburg – West Ham
Sporting – Atalanta
AC Milan – Slavia Praha
Qarabağ – Bayer Leverkusen
Os jogos da primeira mão serão disputados a 7 de Março, estando a segunda mão agendada para 14 de Março.
Liga Conferência Europa – “Play-off” intercalar (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Slovan Bratislava - Sturm Graz 0-1 1-4 1-5 Ludogorets - Servette 0-1 0-0 0-1 E. Frankfurt - U. St.-Gilloise 1-2 2-2 3-4 Dinamo Zagreb - Betis 1-1 1-0 2-1 Ferencvárosi - Olympiacos 0-1 0-1 0-2 Bodø/Glimt - Ajax 1-2 (a.p.) 2-2 3-4 Legia Warszawa - Molde 0-3 2-3 2-6 Gent - Maccabi Haifa 1-1 0-1 1-2
Liga Europa – “Play-off” intercalar (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Roma - Feyenoord 1-1 (4-2gp) 1-1 2-2 Stade Rennais - AC Milan 3-2 0-3 3-5 Freiburg - Lens 3-2 (a.p.) 0-0 3-2 Sporting - Young Boys 1-1 3-1 4-2 Toulouse - Benfica 0-0 1-2 1-2 Qarabağ - Sp. Braga 2-3 (a.p.) 4-2 6-5 Sparta Praha - Galatasaray 4-1 2-3 6-4 O. Marseille - Shakhtar Donetsk 3-1 2-2 5-3
Liga Europa – “Play-off” intercalar – Toulouse – Benfica
Toulouse – Guillaume Restes, Mikkel Desler (30m – Warren Kamanzi), Logan Costa, Rasmus Nicolaisen, Moussa Diarra (23m – Kévin Keben), Stijn Spierings, Vincent Sierro, Aron Dønnum, Yann Gboho (80m – Frank Magri), Gabriel Suazo (80m – Shavy Babicka) e Thijs Dallinga
Benfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato” (45m – Álvaro Carreras), João Neves, Rafael “Rafa” Silva, João Mário, Ángel Di María (85m – Orkun Kökçü), David Neres (68m – Fredrik Aursnes) e Casper Tengstedt (45m – Arthur Cabral)
Cartões amarelos – Aron Dønnum (15m), Gabriel Suazo (74m) e Warren Kamanzi (83m); Alexander Bah (84m)
Árbitro – Maurizio Mariani (Itália)
O Benfica garantiu – como esperado – o apuramento para os 1/8 de final da Liga Europa. Mas conseguiu-o com uma muito grande dose de sorte… Se já a tinha tido, em Lisboa, ganhando mercê de duas grandes penalidades (a decisiva, ao minuto 97), esta tarde/noite, em Toulouse, a sorte foi ainda mais necessária.
E, não obstante, o Benfica até começou por ter, na primeira parte, ocasiões para, definitivamente, “fechar” a eliminatória. Porém, na segunda metade, a exibição da formação portuguesa foi absolutamente desastrosa, sem conseguir “pegar no jogo”, completamente à mercê dos incríveis falhanços do Toulouse, em lances de perigo que se sucediam uns atrás dos outros – para além dos ferros da baliza, valeu, também, a concentração de Trubin, a negar um par de “golos” ao adversário.
Com um Estádio a galvanizar a sua equipa, os jogadores do Toulouse, empolgados, deram tudo o que tinham, tendo estado à beira da que teria sido, porventura, a maior proeza do historial do clube (a par da conquista da Taça de França da época passada, que lhe abriu as portas de acesso a esta competição europeia).
Depois de ter experimentado Carreras na lateral esquerda na 1.ª mão, Roger Schmidt retornou à fórmula inicial, fazendo alinhar Morato, mas as coisas voltaram a não correr bem, nem em termos ofensivos, como, sobretudo, a nível defensivo.
A turma francesa até começara, bem cedo no jogo, por ter a infelicidade de ver os seus dois defesas laterais lesionarem-se, o que, durante um curto período, de necessário ajustamento, após as alterações forçadas, proporcionaria ao Benfica as tais ocasiões para marcar, beneficiando, em especial, da velocidade de Neres.
Logo aos 25 minutos, Rafa rematara por alto, para, dez minutos depois, ser Di María a chegar atrasado, não conseguindo dar o melhor efeito ao desvio da bola, que saiu a rasar o poste. A fechar o primeiro tempo, poderíamos ter tido um “herói improvável”, quando António Silva surgiu isolado frente ao guardião contrário, mas não conseguindo sair vencedor desse duelo, com o jovem Restes a oferecer o corpo à bola.
Para a segunda metade, voltava a ser chamado Carreras, entrando também Arthur Cabral, para o lugar de Tengstedt. Mas, contrariamente ao que seriam as expectativas, as coisas só piorariam… e muito!
O Toulouse assenhoreou-se do jogo, o Benfica deixou de “ter bola”, vindo o conjunto francês a instalar-se no meio-campo benfiquista, dominando a seu bel-prazer, pecando na eficácia, uma vez mais pagando caro o preço da inexperiência a este nível.
“Tantas vezes o cântaro vai à fonte”… Entre os 60 e os 70 minutos, o Benfica esteve à deriva, enquanto, em paralelo, a turma da casa desperdiçava “golos feitos”: aos 65 minutos, Dallinga, isolado, rematou ao poste; apenas dois minutos volvidos, Spierings tinha tudo para marcar, mas Trubin salvou “in extremis” a sua baliza; de imediato Nicolaisen rematou para fora.
O Benfica recuava cada vez mais no terreno, impotente para travar as investidas adversárias. Efectivamente, só nos derradeiros cinco minutos poderá ter começado a acreditar que “sairia vivo” de Toulouse, quando se percebeu que a equipa da casa lutava, já então, algo em desespero, contra o tempo.
O Toulouse tinha deixado fugir o “momentum”. O Benfica, sem brilho, garantia – de forma algo envergonhada, sem dar azo a grandes comemorações – o nulo, e consequente qualificação.



