Liga Europa – “Play-off” intercalar – Toulouse – Benfica

ToulouseToulouse – Guillaume Restes, Mikkel Desler (30m – Warren Kamanzi), Logan Costa, Rasmus Nicolaisen, Moussa Diarra (23m – Kévin Keben), Stijn Spierings, Vincent Sierro, Aron Dønnum, Yann Gboho (80m – Frank Magri), Gabriel Suazo (80m – Shavy Babicka) e Thijs Dallinga

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato” (45m – Álvaro Carreras), João Neves, Rafael “Rafa” Silva, João Mário, Ángel Di María (85m – Orkun Kökçü), David Neres (68m – Fredrik Aursnes) e Casper Tengstedt (45m – Arthur Cabral)

Cartões amarelos – Aron Dønnum (15m), Gabriel Suazo (74m) e Warren Kamanzi (83m); Alexander Bah (84m)

Árbitro – Maurizio Mariani (Itália)

O Benfica garantiu – como esperado – o apuramento para os 1/8 de final da Liga Europa. Mas conseguiu-o com uma muito grande dose de sorte… Se já a tinha tido, em Lisboa, ganhando mercê de duas grandes penalidades (a decisiva, ao minuto 97), esta tarde/noite, em Toulouse, a sorte foi ainda mais necessária.

E, não obstante, o Benfica até começou por ter, na primeira parte, ocasiões para, definitivamente, “fechar” a eliminatória. Porém, na segunda metade, a exibição da formação portuguesa foi absolutamente desastrosa, sem conseguir “pegar no jogo”, completamente à mercê dos incríveis falhanços do Toulouse, em lances de perigo que se sucediam uns atrás dos outros – para além dos ferros da baliza, valeu, também, a concentração de Trubin, a negar um par de “golos” ao adversário.

Com um Estádio a galvanizar a sua equipa, os jogadores do Toulouse, empolgados, deram tudo o que tinham, tendo estado à beira da que teria sido, porventura, a maior proeza do historial do clube (a par da conquista da Taça de França da época passada, que lhe abriu as portas de acesso a esta competição europeia).

Depois de ter experimentado Carreras na lateral esquerda na 1.ª mão, Roger Schmidt retornou à fórmula inicial, fazendo alinhar Morato, mas as coisas voltaram a não correr bem, nem em termos ofensivos, como, sobretudo, a nível defensivo.

A turma francesa até começara, bem cedo no jogo, por ter a infelicidade de ver os seus dois defesas laterais lesionarem-se, o que, durante um curto período, de necessário ajustamento, após as alterações forçadas, proporcionaria ao Benfica as tais ocasiões para marcar, beneficiando, em especial, da velocidade de Neres.

Logo aos 25 minutos, Rafa rematara por alto, para, dez minutos depois, ser Di María a chegar atrasado, não conseguindo dar o melhor efeito ao desvio da bola, que saiu a rasar o poste. A fechar o primeiro tempo, poderíamos ter tido um “herói improvável”, quando António Silva surgiu isolado frente ao guardião contrário, mas não conseguindo sair vencedor desse duelo, com o jovem Restes a oferecer o corpo à bola.

Para a segunda metade, voltava a ser chamado Carreras, entrando também Arthur Cabral, para o lugar de Tengstedt. Mas, contrariamente ao que seriam as expectativas, as coisas só piorariam… e muito!

O Toulouse assenhoreou-se do jogo, o Benfica deixou de “ter bola”, vindo o conjunto francês a instalar-se no meio-campo benfiquista, dominando a seu bel-prazer, pecando na eficácia, uma vez mais pagando caro o preço da inexperiência a este nível.

“Tantas vezes o cântaro vai à fonte”… Entre os 60 e os 70 minutos, o Benfica esteve à deriva, enquanto, em paralelo, a turma da casa desperdiçava “golos feitos”: aos 65 minutos, Dallinga, isolado, rematou ao poste; apenas dois minutos volvidos, Spierings tinha tudo para marcar, mas Trubin salvou “in extremis” a sua baliza; de imediato Nicolaisen rematou para fora.

O Benfica recuava cada vez mais no terreno, impotente para travar as investidas adversárias. Efectivamente, só nos derradeiros cinco minutos poderá ter começado a acreditar que “sairia vivo” de Toulouse, quando se percebeu que a equipa da casa lutava, já então, algo em desespero, contra o tempo.

O Toulouse tinha deixado fugir o “momentum”. O Benfica, sem brilho, garantia – de forma algo envergonhada, sem dar azo a grandes comemorações – o nulo, e consequente qualificação.

22 Fevereiro, 2024 at 8:44 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 de Final (1.ª mão)

21.02.2024 – FC Porto – Arsenal – 1-0
21.02.2024 – Napoli – Barcelona – 1-1
14.02.2024 – Paris Saint-Germain – Real Sociedad – 2-0
20.02.2024 – Inter – At. Madrid – 1-0
20.02.2024 – PSV Eindhoven – Borussia Dortmund – 1-1
14.02.2024 – Lazio – Bayern München – 1-0
13.02.2024 – København – Manchester City – 1-3
13.02.2024 – RB Leipzig – Real Madrid – 0-1

21 Fevereiro, 2024 at 10:55 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 19ª Jornada

(“O Templário”, 15.02.2024)

Dignificar o nome e a história do U. Tomar é o que resta, para as sete rondas finais do campeonato, agora que a possibilidade de manutenção mais não é do que uma miragem, já a oito pontos (que, efectivamente, são nove, com o acerto de calendário no Sertanense-Fontinhas) da “linha de água”. De forma realista – sendo que seria necessário ganhar seis desses sete jogos (e tendo de defrontar o trio da frente: Marinhense, U. Santarém e Alverca “B”) – não é possível prolongar tal ilusão.

O União não conseguirá, pois, escapar ao “fado” que – desde o lançamento desta competição, na época de 2015-16 –, tem sido o “destino-padrão” dos clubes do Distrito, o do retorno ao Distrital: Coruchense (2015-16, 2017-18 e 2022-23); Alcanenense (2017-18); Mação (2018-19); U. Almeirim e Fátima (2020-21); e Rio Maior SC (2022-23). Só o Fátima e o U. Santarém (cinco temporadas nos Nacionais) conseguiram resistir durante mais de duas edições seguidas da prova.

Sucede isto porque, uma vez mais, tudo correu mal, na 19.ª ronda: não só o U. Tomar somou mais uma derrota, como viu alguns dos seus oponentes na luta pela manutenção saírem vencedores: para além do próprio rival directo, Peniche, também o duo açoriano, Rabo de Peixe e Fontinhas.

Destaques – No jogo grande da jornada, entre o até então líder e um dos 3.º classificados, o Alverca “B” poderá ter comprometido as suas aspirações, ao ser derrotado, em casa, pelo Marinhense, mercê de um solitário tento, apontado pelos homens da Marinha cerca da hora de jogo. E, porque um mal nunca vem só, foi também anulado o resultado (vitória) que obtivera em Coimbra na 14.ª jornada, por ter tido quatro momentos de substituições, infringindo as regras, pelo que esse desafio, ante o União 1919, terá de ser repetido. Os ribatejanos caíram, assim, do 1.º para o 4.º lugar, a cinco pontos do U. Santarém, mesmo que tenham dois jogos em atraso…

Em evidência estiveram, justamente, os escalabitanos, a golear, na deslocação a Mortágua, por categórica marca de 4-0 (com três golos na meia hora inicial), arrebatando a posição de comando.

Ao invés, quem se vê também subitamente envolvido em “maus lençóis” é o Sertanense, derrotado (0-1) em casa pelo União 1919, tendo caído para o último lugar acima da “linha de água”, em igualdade pontual com o Fontinhas, que, aliás, tem ainda outro jogo em atraso (para além daquele perante o grupo da Sertã, da 13.ª ronda, que estava agendado para esta quarta-feira).

De facto, a formação da Praia da Vitória, recebendo o Benfica e Castelo Branco, fez muito boa operação: o (algo imprevisto) triunfo por 2-1 (depois de ter chegado a dispor, aliás, até ao minuto 95, de vantagem de dois golos) permitiu-lhe subir do penúltimo (13.º) para o 10.º posto.

O U. Tomar, recebendo o Peniche, tinha a que seria a sua última oportunidade, que não conseguiu aproveitar. À semelhança do que sucedera no embate com o Gouveia, os unionistas entraram mal na partida, concedendo a iniciativa aos forasteiros, que, com alguma naturalidade, chegaram ao golo ainda antes da meia hora, tendo vindo a ampliar a contagem logo no início da segunda parte.

Pensava-se que o resultado estava feito, mas o União, mostrando a tal dignidade, conseguiria ainda restabelecer o empate, com dois golos do regressado Diogo Ismail, aos 57 e 74 minutos. Porém, a esperança rapidamente seria apagada, com outros dois bruscos “baldes de água fria”, aos 80 e 82 minutos, com a sensação de o jovem Pedro Costa – que ainda não se tinha estreado a marcar neste campeonato – ter feito um “poker”, autor de todos os quatro golos dos visitantes!

Confirmações – Se as vitórias do Fontinhas e do Peniche poderiam ser, de alguma forma, não expectáveis, ou, pelo menos, não “seguras”, os triunfos de Lusitânia e Rabo de Peixe confirmaram o favoritismo que poderia ser concedido às equipas a jogar em casa, ambas das “Ilhas de Bruma”.

Mas foram desfechos obtidos com grande dificuldade: o Lusitânia, porventura ainda a “lamber as feridas” de um inesperado desaire em Coimbra, não foi além de um magro golo, na recepção ao V. Sernache, obtido aos cinco minutos da segunda parte; já a (crucial) vitória (2-1) do Rabo de Peixe foi “arrancada a ferros”: o Gouveia esteve em vantagem entre os 60 e os 90 minutos, tendo os açorianos operado, sensacionalmente, a reviravolta, marcando apenas aos 91 e 94 minutos.

Um resultado que proporcionou ao Rabo de Peixe um importante salto na pauta classificativa, do 10.º para o 7.º lugar. Com o União 1919 (6.º, já com 27 pontos) praticamente a salvo, temos agora sete clubes numa acesa disputa por apenas três vagas de manutenção: Rabo de Peixe e Peniche (23), Sertanense e Fontinhas (22), Mortágua (21), Gouveia (20) e V. Sernache (19 pontos).

I Divisão Distrital – O Abrantes e Benfica, superiorizando-se por claro 3-1 (após o 2-0 se ter mantido até ao minuto noventa) ao Samora Correia, foi o grande triunfador da 19.ª jornada, tendo ascendido à liderança da prova, agora com um ponto a mais que um terceto perseguidor, formado por Fazendense, Fátima e Ferreira do Zêzere, decididamente os quatro candidatos ao título.

Beneficiou, para tal, do surpreendente desaire caseiro dos ferreirenses, anteriores guias, derrotados por 1-2 pelo Alcanenense (que, aliás, chegara ao 2-0, de rajada, aos nove e onze minutos). O grupo de Alcanena, capaz do melhor e do pior, fora goleado, em casa, três semanas antes, pelo Samora Correia, por incríveis 7-0, para, na ronda imediata, ter ido empatar (1-1)… a Abrantes. Vinha, entretanto, de nova derrota caseira, ante o Fazendense, esta por tangencial 1-2.

Precisamente, o Fazendense, que segue com o pleno de quatro vitórias na segunda volta (período em que recuperou oito pontos de atraso face ao Ferreira do Zêzere!), não vacilou, recebendo e goleando o Forense por 6-0. Bem sucedido foi também o Fátima, na difícil saída a Mação, ganhando “in extremis”, por 2-1, com o tento da vitória alcançado no derradeiro minuto.

O Cartaxo voltou aos triunfos, goleando no terreno do “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, por 4-1. Por seu lado, o Salvaterrense averbou também importante vitória, por 2-1, ante o Torres Novas, um conjunto que não perdia há quatro jornadas.

No “derby” Amiense-Moçarriense (2-2), tal como no At. Ouriense-Coruchense (1-1), registou-se a repartição de pontos, subsistindo inalteradas as posições relativas na luta pela manutenção, agora talvez restrita (em função das vitórias de Cartaxo, Salvaterrense e Alcanenense, todos já, com pelo menos, dez pontos face à “linha de água”) a três clubes: o Moçarriense (12.º) mantém uma margem de segurança de sete pontos face ao At. Ouriense (14.º classificado – que será compelido à descida, confirmando-se a despromoção do U. Tomar), com o Amiense em situação intermédia, a três pontos da turma da Moçarria, e com quatro a mais que o conjunto de Ourém.

II Divisão Distrital – Jogou-se apenas na Série B (15.ª jornada), com Águias de Alpiarça (vitória por 3-1 na Atalaia) e Entroncamento AC (1-0, em casa, frente ao Rio Maior) a confirmar também – ainda com três rondas por jogar – o apuramento para a fase final, a par do Tramagal (Série C).

Marinhais e Glória do Ribatejo deverão juntar-se-lhes, como dois primeiros da Série A, caso em que ficará por decidir a sexta e última vaga (a atribuir ao 2.º posicionado da Série C), ainda em disputa entre cinco equipas: Vilarense, Pego, Caxarias, Ortiga e Alferrarede.

Antevisão – Neste fim-de-semana destacam-se os encontros: U. Santarém-Alverca “B”, de cariz decisivo, e Gouveia-Lusitânia; sendo o Marinhense (vice-líder) natural favorito na recepção ao U. Tomar. A permanência estará ainda em jogo no Peniche-Fontinhas e Mortágua-Sertanense. No Distrital as atenções estarão focadas no Samora Correia-Fazendense, sendo os outros candidatos favoritos (Ferreira do Zêzere nos Foros, Abrantes recebendo o Amiense, e Fátima a ter a visita do Salvaterrense); no escalão secundário, no Paço dos Negros-Marinhais e Vilarense-Tramagal.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Fevereiro de 2024)

18 Fevereiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

Diogo Ribeiro – “Bi-Campeão” do Mundo de Natação

O jovem nadador português, Diogo Matos Ribeiro, de apenas 19 anos, conseguiu a fantástica proeza de se sagrar Campeão Mundial em duas provas!

Depois de, na passada segunda-feira, ter sido o primeiro português a conquistar a medalha de ouro em Mundiais de natação, na prova dos 50 metros mariposa (a qual não integra o programa olímpico), nos campeonatos que decorrem em Doha, no Qatar, Diogo Ribeiro repetiu, hoje, a medalha de ouro, agora na prova dos 100 metros mariposa.

Na prova curta, venceu com o tempo de 22,97 segundos, à frente do estado-unidense Michael Andrew (23,07 segundos) e do australiano Cameron McEvoy (23,08 segundos).

No hectómetro, registou o tempo de 51,17 segundos, tendo superado o austríaco Simon Bucher (51,28 segundos) e o polaco Jakub Majerski (51,32 segundos).

17 Fevereiro, 2024 at 11:36 pm Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – “Play-off” intercalar (1.ª mão)

Sturm Graz – Slovan Bratislava – 4-1
Servette – Ludogorets – 0-0
Union Saint-Gilloise – Eintracht Frankfurt – 2-2
Betis – Dinamo Zagreb – 0-1
Olympiacos – Ferencvárosi – 1-0
Ajax – Bodø/Glimt – 2-2
Molde – Legia Warszawa – 3-2
Maccabi Haifa – Gent – 1-0

15 Fevereiro, 2024 at 11:00 pm Deixe um comentário

Liga Europa – “Play-off” intercalar (1.ª mão)

Feyenoord – Roma – 1-1
AC Milan – Stade Rennais – 3-0
Lens – Freiburg – 0-0
Young Boys – Sporting – 1-3
Benfica – Toulouse – 2-1
Sp. Braga – Qarabağ – 2-4
Galatasaray – Sparta Praha – 3-2
Shakhtar Donetsk – O. Marseille – 2-2

15 Fevereiro, 2024 at 11:00 pm Deixe um comentário

Liga Europa – “Play-off” intercalar – Benfica – Toulouse

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Fredrik Aursnes, António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras (59m – Alexander Bah), João Neves, Orkun Kökçü, Ángel Di María, Rafael “Rafa” Silva, João Mário (59m – David Neres) e Arthur Cabral (87m – Marcos Leonardo)

ToulouseToulouse – Guillaume Restes, Mikkel Desler, Logan Costa, Rasmus Nicolaisen, Moussa Diarra (70m – Christian Mawissa), Stijn Spierings (77m – Cristian Cásseres), Vincent Sierro, Aron Dønnum (70m – Shavy Babicka), Yann Gboho (86m – Naatan Skyttä), Gabriel Suazo e Thijs Dallinga (77m – Frank Magri)

1-0 – Ángel Di María (pen.) – 68m
1-1 – Mikkel Desler – 75m
2-1 – Ángel Di María (pen.) – 90m+8

Cartões amarelos – Orkun Kökçü (90m); Stijn Spierings (37m), Mikkel Desler (43m), Guillaume Restes (58m), Naatan Skyttä (90m), Christian Mawissa (90m) e Frank Magri (90m)

Cartão vermelho – Christian Mawissa (90m)

Árbitro – Donatas Rumšas (Lituânia)

Defrontando um adversário com uma experiência muito limitada a nível das competições europeias (de que, aliás, estava ausente há 14 temporadas), o Benfica voltou a ter uma exibição muito cinzenta, denotando enormes dificuldades para superar a (reforçada) barreira defensiva do Toulouse.

Há que dizer que a equipa francesa – em situação difícil na sua Liga, a procurar escapar à zona de despromoção – foi praticamente inofensiva, limitando-se a procurar preservar a sua baliza, e a ensaiar algumas transições rápidas.

E que, logicamente, coube ao Benfica assumir a iniciativa, com grande domínio em termos de posse de bola, mas que, ao longo do tempo, se ia revelando infrutífero. Faltou intensidade, ritmo, variações de jogo, para desmontar a teia do Toulouse, com um significativo número de elementos aglomerados no seu sector mais recuado.

À medida que o tempo ia correndo, sem que se pudessem assinalar flagrantes oportunidades de golo, o conjunto francês ia ganhando confiança, atrevendo-se mesmo a fazer algumas investidas no meio-campo contrário.

O treinador do Benfica viu-se forçado a mexer no “onze”, para acelerar o jogo, fazendo entrar David Neres (e, em simultâneo, Bah, a ocupar o lugar de lateral direito, passando Aursnes para o lado esquerdo, em detrimento do jovem Carreras, que se estreara como titular).

A equipa ganhou alguma dinâmica, mas o golo só surgiria, já em fase adiantada, na sequência de uma grande penalidade, a sancionar um contacto com o braço, quando o cabo-verdiano Logan Costa saltava para procurar aliviar uma bola na área.

Pensou-se que o mais difícil estaria feito, e, certamente, ninguém esperaria o que, escassos minutos volvidos, viria a ocorrer, aproveitando alguma passividade do meio-campo benfiquista: o golo do Toulouse, a restabelecer a igualdade!

Até final, foi já mais em desespero que o Benfica procurou repor a vantagem, de forma atabalhoada e precipitada, sem um fio de jogo, sem uma jogada com princípio, meio e fim.

Valeu, uma vez mais, ter vindo ao de cima – já “in extremis”, com sete minutos decorridos de tempo de compensação – a tal inexperiência da formação francesa. Num lance confuso na área, mas sem perigo aparente, um defesa do Toulouse falhou o tempo de entrada, acabando por pisar a bota do adversário.

A equipa portuguesa teve a “sorte” de deparar com um árbitro muito atento, que voltou a sancionar os franceses com outra grande penalidade. Dois “penalties”, dois remates de Di María, dois golos. Assim se conseguia evitar o que teria sido uma grande surpresa, para enorme desconsolo do Toulouse.

Perante tão pouco labor, ou, melhor dito, tão pouca qualidade no labor exercido, o Benfica acabou premiado com a vitória, salvo pelos tais “penalties”. Não será todos os dias que terá duas grandes penalidades a seu favor…

Partindo em vantagem (mesmo que tangencial) para a segunda mão, a equipa portuguesa é favorita a seguir em frente, mas terá de trabalhar mais e melhor, em França, onde esperará, porventura, um adversário menos contido do que o que se mostrou na Luz.

15 Fevereiro, 2024 at 10:59 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 18ª Jornada

(“O Templário”, 08.02.2024)

A derrota do Lusitânia (único dos cinco primeiros que não venceu) resultou numa “descolagem” do duo da frente, agora com vantagens de quatro (Alverca “B”) e três pontos (U. Santarém) em relação ao trio perseguidor, formado por Marinhense, Lusitânia e Benfica e Castelo Branco – devendo, porém, notar-se que só os escalabitanos e os albicastrenses têm o calendário em dia.

Na luta pela manutenção, é de assinalar que o Gouveia – que, apenas há quinze dias, repartia a última posição com o U. Tomar – conseguiu, após dois triunfos, subir acima da “linha de água”. A tal importância, que pode ser determinante, de se ganhar dois jogos seguidos, última esperança a que o União poderá ainda procurar “agarrar-se” nesta parte final da temporada.

Destaques – O principal destaque da ronda vai para a algo imprevista vitória (2-1) do União 1919 ante o Lusitânia. Os açorianos cedo se viram em situação de inferioridade numérica (35 minutos), o que os conimbricenses aproveitaram para se colocar em vantagem perto do final da primeira parte. A turma de Angra do Heroísmo chegou ainda ao empate, nos minutos iniciais do segundo tempo, mas acabaria por sofrer o tento decisivo, a menos de um quarto de hora do final da partida.

O comandante, Alverca “B”, obteve um triunfo seguro, por 2-0, em Peniche, pese embora apenas tenha aberto o marcador no arranque da segunda parte, e só tenha obtido o golo da confirmação a cinco minutos do fim. Esta foi a sétima vitória dos ribatejanos nos últimos oito jogos (inesperadamente batidos pelo V. Sernache há três semanas); ao invés, os penichenses somaram quarto desaire sucessivo (sexto nos sete encontros mais recentes), tendo caído na zona de descida.

Como referido, o Gouveia, embalado com o sucesso obtido em Tomar, somou segundo triunfo sucessivo, derrotado o Fontinhas por 3-1, operando a reviravolta no marcador – após ter chegado ao intervalo em desvantagem – com três golos apontados na segunda metade do desafio.

Confirmações – Os desfechos das restantes quatro partidas enquadram-se no que seriam as expectativas. Desde logo, com as vitórias caseiras de três dos clubes da frente da tabela, U. Santarém, Benfica e Castelo Branco e Marinhense.

Os escalabitanos, recebendo o Sertanense, continuam em senda promissora, tendo acumulado seis vitórias e um empate nas últimas sete jornadas, ganhando por 2-0, com o golo de abertura à passagem do quarto de hora, apenas confirmado já em cima do minuto noventa.

Por seu lado, os albicastrenses, visitados pelo U. Tomar, tiveram de se aplicar a fundo, para – em inferioridade numérica durante toda a segunda parte – garantir o triunfo, por tangencial 2-1. Num jogo digno da parte dos unionistas, apesar de praticamente terem entrado a perder (golo sofrido aos seis minutos), reagiram bem, impuseram o seu futebol, e chegaram à igualdade ainda antes da meia hora. Confrontados com muitas limitações, não conseguiram, contudo, evitar mais um desaire, de algum modo expectável – mantendo-se, afinal, a seis pontos da “zona de salvação”.

Também a formação da Marinha Grande ganhou por 2-0 ao Mortágua, com os golos marcados na parte final do primeiro e do segundo tempo (a dez minutos do final de cada uma das metades).

Por fim, as equipas do V. Sernache e do Rabo de Peixe não desfizeram o nulo, somando mais um “pontinho” para as preciosas contas da permanência, que envolverão ainda todos os emblemas a partir do 6.º posto: o União 1919 parece, por agora, mais “desafogado”, totalizando já 24 pontos; a partir daí, ao Sertanense (com 22), seguem-se de imediato o Mortágua (com menos um), Gouveia, Rabo de Peixe e Peniche (a dois da turma da Sertã), V. Sernache e Fontinhas (ainda um ponto mais abaixo). Só o U. Tomar “destoa”, a cinco pontos do duo que o precede na classificação.

I Divisão Distrital – Ferreira do Zêzere, Abrantes e Benfica e Fátima mantêm-se em perfeita sintonia, pela quarta semana consecutiva, tendo, desta feita, todos eles, vencido. Além disso, numa jornada em que só os cinco primeiros classificados ganharam, daí terá resultado alguma clarificação em relação aos candidatos ao título.

O guia, Ferreira do Zêzere obteve uma importante vitória no Cartaxo, mercê de um solitário golo, obtido a abrir a segunda metade da partida. Mais tranquilo terá sido o triunfo dos abrantinos no reduto do Forense, impondo-se por 2-0, mesmo que o segundo tento só tivesse chegado já “fora de horas”. Por seu lado, o Fátima, teve um Domingo descansado, recebendo e goleando o “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, por 6-0 (os forasteiros obtiveram, até agora, um único ponto, acumulando 17 derrotas em 18 jornadas – as treze últimas de forma consecutiva).

As outras duas vitórias, também averbadas na condição de visitante, foram alcançadas pelo Fazendense, ganhando “in extremis” (aos 90+10 minutos, numa altura em que o Alcanenense estava já reduzido a dez elementos) em Alcanena, por 2-1, tendo sido, aliás, a formação local, a abrir o activo, e isto já na segunda metade do encontro; e pelo Samora Correia, nos Amiais de Baixo, por categórica marca de 3-0, com os três golos apontados entre os 32 e os 50 minutos.

Quer o grupo das Fazendas de Almeirim, como o conjunto samorense, somaram terceiro triunfo sucessivo, mantendo a perseguição ao líder, pese embora o Samora Correia (actual 5.º classificado) diste ainda, por agora, sete pontos da turma ferreirense.

Os restantes três desafios saldaram-se por outras tantas igualdades: 2-2 no Coruchense-Salvaterrense e no Torres Novas-Mação; 1-1 no Moçarriense-At. Ouriense.

Em Coruche, a turma do Sorraia começou por ver-se em desvantagem, operou reviravolta no marcador, para acabar por sofrer o tento que restabeleceu o empate a três minutos do final. Quanto aos torrejanos, viram quebrado um ciclo de três triunfos; por duas vezes estiveram em vantagem no marcador, por duas vezes consentiram a igualdade. Em função destes resultados, as equipas do Coruchense, Torres Novas e Mação continuam a ocupar posições tranquilas, ainda na parte superior da pauta classificativa, entre o 6.º e o 8.º lugar, mas já demasiado afastadas do topo.

O Moçarriense evitou a derrota na recepção ao At. Ouriense, no minuto 90, depois de a turma de Ourém ter marcado também no derradeiro minuto da primeira parte; este foi o terceiro empate dos visitantes nas últimas quatro jornadas, que subsistem, contudo, em zona de despromoção, a quatro pontos do Amiense (13.º) e a sete do adversário que defrontaram nesta jornada.

II Divisão Distrital – Na Série A, Marinhais (3-0 no reduto do Benfica do Ribatejo) e Glória do Ribatejo (2-1 em Benavente) garantiram importantes triunfos, que lhes conferem já boa margem, no que respeita ao apuramento para a fase final (sete e quatro pontos mais que o Paço dos Negros).

Na Série B, o 2.º (Águias de Alpiarça) bateu o líder (Entroncamento AC) por 3-2, numa sensacional reviravolta, depois de os forasteiros terem chegado a 2-0 aos oito minutos, parecendo, ambos, encaminhados para a qualificação (dispõem de sete e seis pontos face à U. Atalaiense).

Na Série C, o Tramagal (3-2 no Pego) mantém o pleno de vitórias, com a disputa pelo 2.º lugar ainda em aberto entre Vilarense, Pego, Caxarias, Ortiga e Alferrarede (diferença de três pontos).

Antevisão – Neste Domingo destacam-se as seguintes partidas: Alverca “B”-Marinhense, Mortágua-U. Santarém e Fontinhas-Benfica e Castelo Branco; e o U. Tomar-Peniche, uma “última oportunidade”, sendo imperioso ganhar; Abrantes e Benfica-Samora Correia, Mação-Fátima e o “derby” Amiense-Moçarriense (I Distrital); U. Atalaiense-Águias Alpiarça (II Distrital).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Fevereiro de 2024)

11 Fevereiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 17ª Jornada

(“O Templário”, 01.02.2024)

Tal como sucedera nos desafios ante o Mortágua e o Fontinhas, o União, voltando a perder em casa, frente a um rival directo na luta pela manutenção, desta feita com o Gouveia (com o qual partilhava a última posição da tabela), terá comprometido seriamente os seus objectivos, numa “final” perdida, esta já em fase crucial da prova. Se tivesse conseguido vencer essas três partidas, ocuparia o 6.º lugar, e estaria em posição de relativa tranquilidade em termos pontuais…

Mas, como a realidade não é feita de “ses”, em vez de ter (nesse cenário) quatro pontos de vantagem face à zona de despromoção, o U. Tomar voltou, ao invés, a distar seis pontos da “linha de água”, retomando a situação registada há três semanas; a diferença é que, então, faltavam disputar doze jornadas, agora restam nove. O emblema nabantino não está, ainda, “condenado” à descida, mas, para alimentar a esperança, necessitaria obter, a breve prazo, dois triunfos seguidos.

Destaques – Numa jornada só com nove golos marcados – tendo nove dos 14 clubes ficado “em branco” –, houve, paradoxalmente, quatro desfechos de 2-0, entre eles o do U.Tomar-Gouveia.

Foi uma exibição irreconhecível, a do União, em contraciclo com o que vinha mostrando. Talvez resultante da conjugação do acusar da pressão da “obrigatoriedade” de ganhar, com o facto de se apresentar bastante desfalcado, privado de vários elementos que tinham sido habituais titulares (“Quim Zé”, Hélio Ocante, Patrick Igwe, ou Tiago Vieira, e com Henrique Matos no banco até ao quarto de hora final) – o que teria, em paralelo, a virtuosidade do lançamento de quatro “juniores”.

A verdade é que, desde início, os serranos assumiram a iniciativa do jogo, perante uma equipa tomarense apática, aparentemente sem capacidade de reacção. Pelo que não surpreenderia o abrir do marcador, por parte do Gouveia, logo aos 18 minutos. Para, apenas mais dez minutos volvidos, sentenciar o resultado final. Na segunda metade, o grupo unionista ainda procuraria dar alguns sinais de inconformismo, mas, efectivamente, a vitória forasteira nunca seria colocada em causa.

Nos dois “jogos-grandes” desta 17.ª ronda, o Alverca “B”, impondo-se ao Benfica e Castelo Branco por tangencial 1-0 (golo apontado ainda antes da meia hora de jogo), beneficiou da igualdade a zero registada no U. Santarém-Marinhense, para recuperar a liderança. O jovem conjunto ribatejano tem agora um ponto a mais que o Lusitânia (que empatou também) e que a turma escalabitana, passando os albicastrenses e o Marinhense a distar quatro pontos do guia.

Precisamente, o Lusitânia, em deslocação à Sertã, não conseguiu também desfazer o nulo, com o Sertanense a somar mais um precioso ponto, o que lhe permitiu consolidar o 6.º posto, pese embora mantenha ainda uma muito curta margem de segurança, de apenas três pontos, em relação à zona perigosa da tabela. Os açorianos viram, assim – tal como o U. Santarém –, quebrado o ciclo “record” de cinco triunfos consecutivos que ambos tinham em curso.

Confirmações – Os restantes três jogos inscreveram os outros três resultados de 2-0, neste caso, todos eles a favor dos clubes visitados, a confirmar o favoritismo que lhes advinha do factor casa: Mortágua, Rabo de Peixe e Fontinhas, derrotaram, respectivamente, o Peniche, o União 1919 e o V. Sernache. Uma combinação de desfechos de impacto misto para o U. Tomar, que viu, no imediato, a “linha de água” ficar mais longe, mas, em paralelo, não se distanciou dos perdedores.

De facto, com o lote de cinco emblemas da frente na disputa do apuramento para a fase final, a partir do 6.º classificado (num total de nove equipas) ninguém está imune à possibilidade de despromoção, com os concorrentes ainda bastante nivelados: Sertanense (22 pontos); União 1919 e Mortágua (21); Peniche (20 – agora já a última equipa acima da “linha de água”); Rabo de Peixe e Fontinhas (19); V. Sernache (18); Gouveia (17); e U. Tomar (14).

Por curiosidade, tais três embates tiveram três trajectórias distintas: o Rabo de Peixe (à semelhança do Gouveia) estabeleceu o resultado final ainda na primeira parte; o Fontinhas, tendo-se colocado em vantagem ante o V. Sernache pouco depois dos vinte minutos, só viria a averbar o tento da confirmação já para lá do minuto 90; o Mortágua, recebendo o Peniche, apenas se conseguiria superiorizar nos derradeiros vinte minutos, marcando aos 71 e aos 85 minutos.

Taça do Ribatejo – O mínimo que se pode dizer desta eliminatória (1/8 de final), é que houve Taça! Inesperadamente, são, nada menos de três, os clubes do escalão secundário a avançar para uma fase já bastante adiantada da prova, tendo afastado três adversários da divisão principal: Marinhais, Porto Alto e Vilarense, levaram a melhor sobre Mação, Cartaxo e Samora Correia.

O principal realce vai para o Porto Alto, que foi ganhar (2-1) ao Cartaxo – possivelmente a acusar ainda o efeito da muito pesada derrota sofrida para o campeonato, na semana precedente. Os visitantes marcaram primeiro, a abrir a segunda metade, tendo consentido o empate, antes de confirmar um imprevisto triunfo, com o segundo golo, apontado ainda a vinte minutos do final.

O Marinhais saiu também vencedor, na recepção ao Mação, mercê de um solitário tento. Por seu lado, o Vilarense, chegou a vantagem de dois golos, antes de os samorenses restabelecerem a igualdade, para virem a acabar por soçobrar no desempate da marca de grande penalidade.

O mesmo sucedeu também no Amiense-At. Ouriense, que se reencontravam, imediatamente após o 3-1 registado na semana anterior, a favor dos donos da casa. Pois, desta feita, também o grupo dos Amiais chegou a dispor de vantagem de dois tentos, mas acabando por ceder a igualdade, já em cima do minuto 90, numa altura em que o conjunto de Ourém jogava em inferioridade numérica. Os oureenses viriam a ser mais eficazes da marca de grande penalidade.

Em evidência estiveram também: o Fazendense (a “devolver” o desaire caseiro sofrido ante o Torres Novas), tendo, desta feita, ido ganhar por 1-0 ao terreno dos torrejanos, actuais detentores do troféu, desde já eliminados; o Abrantes e Benfica, ganhando por 2-1 na Moçarria; assim como o Ferreira do Zêzere, goleando o Vasco da Gama por implacável 7-1.

Por fim, o Alcanenense fez valer os argumentos de clube primodivisionário, frente ao Tramagal, ganhando também por 2-1, colocando termo a uma fantástica série – até agora, ao longo de toda a época, absolutamente triunfal – dos tramagalenses, que seguiam com o pleno de dez vitórias na sua série da II Divisão Distrital (a qual lideram destacadamente), a que somavam outros quatro triunfos na presente edição da Taça do Ribatejo, prova de que ficaram, pois, agora afastados.

Antevisão – A 18.ª jornada do Campeonato de Portugal não regista qualquer confronto entre candidatos, destacando-se as saídas do comandante, Alverca “B”, a Peniche; e do Lusitânia, até Coimbra, para defrontar o União 1919. Em qualquer caso, todos os cinco primeiros classificados se perfilam com boa dose de favoritismo a somar mais três pontos, sendo que, inclusivamente, os outros três actuam nos seus terrenos: U. Santarém-Sertanense; Benfica e Castelo Branco-U. Tomar; e Marinhense-Mortágua. Restará saber se a necessidade poderá aguçar o engenho…

Na I Divisão Distrital – também na sua 18.ª ronda – não haverá, igualmente, cruzamentos entre os seis primeiros da tabela, realçando-se as deslocações do líder, Ferreira do Zêzere (ao Cartaxo), do Abrantes e Benfica (aos Foros de Salvaterra), e, sobretudo, do Fazendense (a Alcanena). Na divisão secundária, salientam-se os embates: Águias de Alpiarça-Entroncamento AC; e Pego Tramagal – com os guias das séries B e C a visitarem o reduto dos respectivos vice-líderes.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Fevereiro de 2024)

4 Fevereiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 16ª Jornada

(“O Templário”, 25.01.2024)

Apesar de ter voltado a deixar escapar a vitória nos minutos finais (um pouco à semelhança do que sucedera em Peniche), a verdade é que, nas duas últimas jornadas, o U. Tomar encurtou – primeiro, de seis para cinco, e, agora, de cinco para quatro pontos – o atraso face à “linha de água”, portanto, prestes a ficar, outra vez, à distância de uma vitória…

Na frente, nada de novo, tendo, com maior ou menor dificuldade, os cinco primeiros da tabela superado os seus adversários, consolidando assim o estatuto de candidatos ao apuramento para a fase final, agora já aparentemente restringido a Lusitânia, U. Santarém, Alverca “B”, Benfica e Castelo Branco e Marinhense (apenas duas vagas), que subsistem concentrados num intervalo de três pontos, tendo-se aberto já um importante hiato, de seis pontos, entre o 5.º e 6.º classificados.

Destaques – Numa ronda sem encontros de “grande sensação”, entre os emblemas do topo, começa por destacar-se o sólido triunfo alcançado pelo U. Santarém em Peniche, por 3-1, tendo, inclusivamente, chegado a dispor, pouco depois da hora de jogo, de vantagem de três golos, com os escalabitanos a desforrar-se do imprevisto desaire sofrido no seu reduto, ante este oponente.

O Alverca “B”, agora no 3.º posto – a um ponto dos guias –, voltou às vitórias, após a inesperada derrota averbada na semana anterior, ante o então penúltimo classificado, V. Sernache. Desta feita, viajando até à Serra da Estrela, para defrontar o novo penúltimo, Gouveia, cedo começou por se ver em desvantagem no marcador (logo à passagem dos dez minutos), mas daria boa resposta, empatando ainda antes da meia hora, obtendo o tento decisivo (2-1) cerca dos 60 minutos.

O U. Tomar, que surgiu, no novo ano, com uma disposição mais confiante, subindo o seu nível de jogo, beneficiando também do bom momento de Hélio Ocante (autor de um total de três golos, de Domingo a Domingo), voltou a marcar logo nos minutos iniciais, em Cernache do Bonjardim; porém, a posição de vantagem seria prontamente anulada, tendo os locais restabelecido a igualdade apenas três minutos volvidos, estavam decorridos apenas doze minutos de jogo.

Mantendo uma toada de jogo personalizada, os unionistas voltariam a colocar-se em vantagem mesmo a findar a metade inicial da partida. Na etapa complementar, como lhe competia, o V. Sernache foi, gradualmente, assumindo maior iniciativa, perante uma equipa tomarense limitada em termos de alternativas, devido a vários jogadores indisponíveis, nomeadamente por lesões.

Pela quarta ronda consecutiva o União foi sancionado com grandes penalidades (num total de cinco castigos máximos, nestes quatro últimos encontros); pela segunda vez sucessiva, o guardião Ivo Cristo negou o golo aos adversários. Porém, a insistência do V. Sernache viria a dar frutos a escassos quatro minutos do final do tempo regulamentar, fixando o “placard” em 2-2.

O União 1919, que vinha de uma derrota em Tomar, animicamente fragilizado por uma série de seis jogos sem conseguir ganhar, deu boa resposta a esta crise de resultados, recebendo e batendo, por 2-0, o Fontinhas, que continua a denotar dificuldades em fugir à zona perigosa (não obstante tenha dois jogos em atraso, a disputar na Marinha Grande, e em casa, com o Sertanense).

Confirmações – Numa jornada sem surpresas, outros três dos cinco clubes da frente, cumpriram a respectiva missão, confirmando o favoritismo que lhes era creditado, vencendo as suas partidas.

O Lusitânia, ganhando por 2-0, numa espécie de “derby” açoriano, ao Rabo de Peixe, com os dois tentos apontados já na segunda parte, preserva o 1.º lugar, em igualdade com o U. Santarém, mas tendo ainda um jogo “em carteira” (em que receberá o Alverca “B”). Ambas as turmas (de Angra do Heroísmo e de Santarém) ampliaram para cinco a série de triunfos sucessivos, novo “record”.

Também o Benfica e Castelo Branco averbou o mesmo desfecho, ante o Mortágua, tendo, contudo, experimentado mais dificuldades do que poderia ser expectável, apenas tendo chegado aos golos aos 78 e 82 minutos. Já o Marinhense, ganhou por tangencial 1-0, na recepção ao Sertanense, tendo marcado o solitário tento do desafio logo aos doze minutos.

I Divisão Distrital – O Distrital maior ainda agora virou para a sua segunda metade, mas o “stress” competitivo parece começar já a “apertar” entre os candidatos ao título: de forma incrível, pela terceira semana consecutiva, nenhum dos três emblemas do pódio conseguiu ganhar!

Mantendo-se “taco a taco”, irmanados em resultados, Ferreira do Zêzere, Abrantes e Benfica e Fátima empataram os três – a mesma combinação de resultados que tinham obtido há duas jornadas… depois de, todos eles, terem sido derrotados na ronda anterior.

Claro está que, para tal sequência contribuíram alguns confrontos directos, envolvendo ainda o novo 3.º classificado, Fazendense: o Fátima-Abrantes e Benfica (15.ª ronda), o Fátima-Fazendense (16.ª) e o Ferreira do Zêzere-Fátima (17.ª), num ciclo “diabólico” para os fatimenses. Tal como sucedera há duas semanas, o Fátima voltou a empatar, agora em Ferreira do Zêzere, num embate emotivo, onde, todavia, o nulo no marcador acabaria por não ser desfeito.

Algo surpreendente foi a igualdade (1-1) também cedida pelo Abrantes e Benfica na recepção ao Alcanenense, que vinha de uma traumática goleada (0-7) sofrida em casa, ante o Samora Correia.

Aproveitando os deslizes dos seus competidores, o Fazendense (que até começara mal este ciclo de três jogos, perdendo, em casa, ante o Torres Novas), tendo somado seis pontos nas duas últimas semanas, reduziu drasticamente, de oito para apenas três pontos, o atraso face ao líder. E fê-lo em “grande estilo”: depois de golear (4-0) em Fátima, goleou, igualmente por implacável 7-0, o Cartaxo, formação que tinha em curso uma excelente série de cinco vitórias consecutivas!

Temos, pois, o quarteto da frente de novo reagrupado: o Ferreira Zêzere continua a liderar, com dois pontos sobre o Abrantes e Benfica, com Fazendense e Fátima apenas um ponto mais abaixo.

Em especial evidência esteve também o Moçarriense, tendo ido golear a Salvaterra de Magos, por muito imprevisto 5-2, depois de ter chegado a 3-0 apenas com 40 minutos jogados, e de elevar a contagem até aos 5-1, ainda antes da hora de jogo!

Samora Correia (3-0, na recepção ao Forense) e Torres Novas (tangencial 2-1, na visita ao terreno do Vasco da Gama) confirmaram o favoritismo, perante os dois últimos classificados, sendo, agora, respectivamente, 5.º e 6.º classificados – tendo os torrejanos aproveitado a derrota do Coruchense, em Mação, por 2-0, para igualar o conjunto do Sorraia, ambos a nove pontos do guia.

O Amiense, que, recorde-se, foi o vice-campeão Distrital na última edição, e que terminara a primeira volta em posição de despromoção ao escalão secundário, potenciou da melhor forma os dois encontros face a rivais directos, para se afastar da zona perigosa, já com alguma margem de segurança: depois de ter ido ganhar aos Foros de Salvaterra, recebeu e bateu o At. Ouriense (3-1).

II Divisão Distrital – Os líderes impuseram a sua lei, ganhando e reforçando o estatuto de candidatos à subida: 2-0, no Marinhais-Porto Alto; 2-1, no Entroncamento AC-Espinheirense; e um categórico 6-1 no Tramagal-Ortiga. Os tramagalenses, com o pleno de dez triunfos, garantiram já, ainda com quatro rondas por disputar, o apuramento para a fase final, de disputa do título.

Antevisão – Na 17.ª jornada do Campeonato de Portugal destacam-se as partidas: U. Santarém-Marinhense; Alverca “B”-Benfica e Castelo Branco; e Sertanense-Lusitânia. O U. Tomar recebe, em mais um desafio determinante, o Gouveia, com o qual reparte o último lugar. Os Distritais estarão em pausa, para disputa dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo, com realce para o Torres Novas-Fazendense e Moçarriense-Abrantes e Benfica, “reeditando-se” o Amiense-At. Ouriense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Janeiro de 2024)

28 Janeiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

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