Lisboa Bike Tour 2010

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/qKnJzZvjyeALorL9FFGQ/mov/1

(imagens publicadas no blogue “Cheiro a Pólvora“, de Luís Castro)

Um grupo de 40 jornalistas portugueses uniu-se em torno de uma boa causa, contribuindo para uma ONG na Guiné, “SOS-Crianças Talibés”, com as receitas da publicação de um livro, crianças às quais pretendem também fazer chegar as bicicletas com que hoje participaram no “Lisboa Bike Tour 2010”.

27 Junho, 2010 at 7:45 pm Deixe um comentário

Expresso ado(p)ta novo acordo ortográfico

26 Junho, 2010 at 8:40 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Resultados e Classificações – 3ª

GRUPO A        Jg  V  E  D   G  Pt  África Sul-México.....1-1
Uruguai    Uruguai  3  2  1  -  4-0  7  Uruguai-França........0-0
México     México  3  1  1  1  3-2  4  África Sul-Uruguai....0-3
África Sul África Sul  3  1  1  1  3-5  4  França-México.........0-2
França     França  3  -  1  2  1-4  1  França-África Sul.....1-2
                                    México-Uruguai........0-1

GRUPO B        Jg  V  E  D   G  Pt  Argentina-Nigéria.....1-0
Argentina  Argentina  3  3  -  -  7-1  9  Coreia Sul-Grécia.....2-0
Coreia Sul Coreia Sul  3  1  1  1  5-6  4  Grécia-Nigéria........2-1
Grécia     Grécia  3  1  -  2  2-5  3  Argentina-Coreia Sul..4-1
Nigéria    Nigéria  3  -  1  2  3-5  1  Nigéria-Coreia Sul....2-2
                                    Grécia-Argentina......0-2

GRUPO C        Jg  V  E  D   G  Pt  Inglaterra-EUA........1-1
EUA        EUA  3  1  2  -  4-3  5  Argélia-Eslovénia.....0-1
Inglaterra Inglaterra  3  1  2  -  2-1  5  Eslovénia-EUA.........2-2
Eslovénia  Eslovénia  3  1  1  1  3-3  4  Inglaterra-Argélia....0-0
Argélia    Argélia  3  -  1  2  0-2  1  Eslovénia-Inglaterra..0-1
                                    EUA-Argélia...........1-0

GRUPO D        Jg  V  E  D   G  Pt  Alemanha-Austrália....4-0
Alemanha   Alemanha  3  2  -  1  5-1  6  Sérvia-Gana...........0-1
Gana       Gana  3  1  1  1  2-2  4  Alemanha-Sérvia.......0-1
Austrália  Austrália  3  1  1  1  3-6  4  Gana-Austrália........1-1
Sérvia     Sérvia  3  1  -  2  2-3  3  Gana-Alemanha.........0-1
                                    Austrália-Sérvia......2-1

GRUPO E        Jg  V  E  D   G  Pt  Holanda-Dinamarca.....2-0
Holanda    Holanda  3  3  -  -  5-1  9  Japão-Camarões........1-0
Japão      Japão  3  2  -  1  4-2  6  Holanda-Japão.........1-0
Dinamarca  Dinamarca  3  1  -  2  3-6  3  Camarões-Dinamarca....1-2
Camarões   Camarões  3  -  -  3  2-5  -  Dinamarca-Japão.......1-3
                                    Camarões-Holanda......1-2

GRUPO F        Jg  V  E  D   G  Pt  Itália-Paraguai.......1-1
Paraguai   Paraguai  3  1  2  -  3-1  5  N.Zelândia-Eslováquia.1-1
Eslováquia Eslováquia  3  1  1  1  4-5  4  Eslováquia-Paraguai...0-2
N.Zelândia N. Zelândia  3  -  3  -  2-2  3  Itália-N.Zelândia.....1-1
Itália     Itália  3  -  2  1  4-5  2  Eslováquia-Itália.....3-2
                                    Paraguai-N.Zelândia...0-0

GRUPO G        Jg  V  E  D   G  Pt  Costa Marfim-Portugal.0-0
Brasil     Brasil  3  2  1  -  5-2  7  Brasil-Coreia Norte...2-1
Portugal   Portugal  3  1  2  -  7-0  5  Brasil-Costa Marfim...3-1
C. Marfim  Costa Marfim  3  1  1  1  4-3  4  Portugal-Coreia Norte.7-0
Cor. Norte Coreia Norte  3  -  -  3  1-12 -  Portugal-Brasil.......0-0
                                    Cor.Norte-C.Marfim....0-3

GRUPO H        Jg  V  E  D   G  Pt  Honduras-Chile........0-1
Espanha    Espanha  3  2  -  1  4-2  6  Espanha-Suíça.........0-1
Chile      Chile  3  2  -  1  3-2  6  Chile-Suíça...........1-0
Suíça      Suíça  3  1  1  1  1-1  4  Espanha-Honduras......2-0
Honduras   Honduras  3  -  1  2  0-3  1  Chile-Espanha.........1-2
                                    Suíça-Honduras........0-0

Marcadores (3ª Jornada) – Bongani Khumalo (África Sul), Katlego Mphela (África Sul), Luís Suarez (Uruguai), Florent Malouda (França), Kalu Uche (Nigéria), Lee Jung-Soo (Coreia do Sul), Park Chu-Young (Coreia do Sul), Yakubu Ayiegbeni (Nigéria), Martin Demichelis (Argentina), Martin Palermo (Argentina), Jermain Defoe (Inglaterra), Landon Donovan (EUA), Mesut Özil (Alemanha), Tim Cahill (Austrália), Brett Holman (Austrália), Marko Pantelic (Sérvia), Robert Vittek (Eslováquia) – 2, Antonio Di Natale (Itália), Kamil Kopunek (Eslováquia), Fabio Quagliarella (Itália), Keisuke Honda (Japão), Yasuhito Endo (Japão), Robin van Persie (Holanda), Samuel Eto’o (Camarões), Jon Dahl Tomasson (Dinamarca), Klaas Jan Huntelaar (Holanda), Shinji Okazaki (Japão), Yaya Touré (Costa Marfim), Romaric (Costa Marfim), Salomon Kalou (Costa Marfim) e David Villa (Espanha), Andrés Iniesta (Espanha) e Rodrigo Millar (Chile)

Melhores marcadores – Gonzalo Higuaín (Argentina), Robert Vittek (Eslováquia) e David Villa (Espanha), 3; Diego Forlán (Uruguai), Asamoah Gyan (Gana), Luís Fabiano (Brasil), Elano (Brasil), Tiago (Portugal), Kalu Uche (Nigéria), Lee Jung-Soo (Coreia do Sul), Landon Donovan (EUA), Brett Holman (Austrália), Keisuke Honda (Japão) e Samuel Eto’o (Camarões), 2

Concluída a Fase de Grupos deste Mundial, eis o alinhamento dos jogos dos 1/8 Final:

  • 26.06.2010 (15h00) – UruguaiCoreia Sul (Port Elizabeth)
  • 26.06.2010 (19h30) – EUAGana (Rustenburg)
  • 27.06.2010 (15h00) – AlemanhaInglaterra (Bloemfontein)
  • 27.06.2010 (19h30) – ArgentinaMéxico (Johannesburg)
  • 28.06.2010 (15h00) – HolandaEslováquia (Durban)
  • 28.06.2010 (19h30) – BrasilChile (Johannesburg)
  • 29.06.2010 (15h00) – ParaguaiJapão (Pretoria)
  • 29.06.2010 (19h30) – EspanhaPortugal (Cape Town)

Com a Europa em crise, apenas 6 das 13 selecções presentes nesta Fase Final asseguraram a passagem aos 1/8 Final – com a agravante de se defrontarem entre si, pelo que o continente europeu terá somente 3 representantes nos 1/4 Final -, com particular destaque para as inesperadas eliminações do Campeão do Mundo e seu vice, Itália e França.

Ao invés, a América do Sul atinge um feito inédito, com a qualificação de todos os seus 5 representantes para os 1/8 Final, podendo ambicionar manter 4 deles nos 1/4 Final.

Bom desempenho teve também o contingente asiático, com 2 apurados (Japão e Coreia do Sul) em três participantes (apenas a Coreia do Norte revelou não estar ao nível de uma competição desta envergadura).

Outro dos grandes derrotados é o continente africano, que viu 5 das suas 6 selecções eliminadas, entre elas o país organizador, África do Sul (para além dos já conceituados Camarões, Costa do Marfim e Nigéria). O Gana é assim o único sobrevivente de África.

Por fim, a nível de países que prosseguem em competição, EUA e México, representantes da América do Norte e Central, zona que perdeu apenas a selecção das Honduras.

Da Oceania, Austrália e Nova Zelândia, não obstante terem feito uma prova satisfatória, acabaram por não conseguir franquear as portas da fase a eliminar deste Mundial.

25 Junho, 2010 at 9:24 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Brasil

Portugal Brasil 0-0

Portugal Eduardo, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Duda (54m – Simão Sabrosa), Pepe (64m – Pedro Mendes), Tiago, Raul Meireles (84m – Miguel Veloso), Danny, Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo

Brasil Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Gilberto Silva, Daniel Alves, Felipe Melo (44m – Josué), Júlio Baptista (82m – Ramires), Nilmar e Luís Fabiano (85m – Grafite)

(foto via Record)

Entrando em campo com um onze de tendência conservadora, com uma opção privilegiando a prudência, Portugal viu-se, logo desde o início, submetido à pressão brasileira, conquistando dois cantos nos dois minutos iniciai, com Daniel Alves a dar o primeiro sinal de perigo com um bom remate, ligeiramente ao lado, aos cinco minutos, e, pouco depois, numa primeira incursão de Maicon pelo flanco direito do ataque, Fábio Coentrão a conseguir uma boa antecipação.

Só aos 17 minutos Portugal conseguiria soltar-se e ensaiar o primeiro remate à baliza do Brasil. À passagem da meia hora o perigo espreitou as duas balizas, com Eduardo com uma excelente defesa, a remate de Nilmar (com a bola ainda a embater na trave – o que se repetiria aos 37 minutos, dessa vez com Eduardo a “desviar a bola com o olhar”… para o poste), e, no outro lado, do ataque português, com Tiago a não conseguir finalizar. O mesmo Tiago que viria a colocar à prova a concentração de Júlio César, iam então já decorridos 41 minutos.

Com bastante maior tempo de posse de bola e claro predomínio da parte da selecção brasileira, o nulo registado no marcador era porventura algo lisonjeiro para Portugal.

Entretanto, no outro jogo, a Costa do Marfim começara por “assustar”, com dois golos no espaço de seis minutos (aos 14 e aos 20), mas a manutenção do resultado ao intervalo era de molde a conferir alguma (relativa) tranquilidade à equipa portuguesa.

Parecendo querer adormecer o jogo no seu recomeço, Portugal teria, aos 48 minutos, uma boa iniciativa de contra-ataque, com Lúcio a evitar que Cristiano Ronaldo conseguisse marcar.

Cerca dos 60 minutos, novo remate à baliza, com Simão Sabrosa a solicitar Júlio César a nova intervenção. E Portugal desperdiçaria mesmo uma soberana oportunidade, com Raul Meireles a não conseguir dar a melhor finalização a uma boa jogada de Cristiano Ronaldo.

O Brasil, com uma toada de jogo mais pausada, de bastante menor intensidade, procurava atrair Portugal, para aproveitar algum eventual erro nas transições defesa-ataque.

À medida que o tempo corria para o final, e com o resultado inalterado no jogo das Costa do Marfim (mantendo-se a vantagem de 2 golos já registada ao intervalo), Portugal deveria então ter arriscado na procura do golo que lhe poderia dar a vitória no jogo… e consequente primeiro lugar no Grupo… mas – exceptuando uma descida de Simão Sabrosa, a cruzar para Cristiano Ronaldo, bastante apertado na área brasileira -, jogando sempre pelo seguro, acabou por não investir nessa possibilidade, optando por garantir o empate frente aos penta-campeões do Mundo.

Aliás, já em tempo de compensação, Eduardo seria forçado a boa intervenção, para desviar a bola que, rematada por Ramires, embatendo num defesa português, adquirira uma trajectória traiçoeira.

O empate final a zero pareceu acabar por satisfazer ambas as equipas, garantindo o apuramento, com o Brasil a vencer o Grupo e Portugal a concluir no segundo lugar, com o “melhor ataque” (7 golos – tal como a Argentina) e a “melhor defesa” (sem sofrer qualquer golo na fase de Grupos).

Melhor jogador – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Duda (25m), Tiago (31m), Pepe (40m) e Fábio Coentrão (45m); Luís Fabiano (15m) e Juan (25m) e Felipe Melo (43m)

Árbitro – Benito Archundia (México)

Durban (15h00)

25 Junho, 2010 at 4:51 pm Deixe um comentário

Fotobiografia de Tito de Morais

Com apresentação de Guilherme d’Oliveira Martins e de Nuno Tito de Morais Ramos de Almeida, vai ser lançada na Livraria Bertrand do Chiado, hoje, dia 24 de Junho de 2010, pelas 18:30 horas, a fotobiografia de Manuel Tito de Morais, um trabalho da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais.

Editada pela Guerra e Paz, a fotobiografia com prefácio da autoria de Mário Soares, resultou da pesquisa e texto de Luísa Tito de Morais, Maria José Gama, Álvaro Sales Lopes, Jaime Mendes e Luís Novaes Tito.

(via A Barbearia do Senhor Luís)

24 Junho, 2010 at 10:10 am Deixe um comentário

John Isner – Nicolas Mahut – 59-59 no 5º set em Wimbledon!

Após 10 horas de disputa sem tréguas, o estado-unidense John Isner e o francês Nicolas Mahut viram o jogo de ténis que disputam no Torneio de Wimbledon interrompido pelo 2º dia consecutivo, quando o marcador assinala 59-59 (!) no 5º e decisivo set.

O encontro entre ambos os tenistas (a contar para a 1ª ronda do Torneio) começou ontem, prosseguiu hoje, e prolonga-se para amanhã!

John Isner (23ª “cabeça-de-série”) venceu a primeira partida por 6-4, perdendo de seguida por 3-6 e 6-7, voltando a triunfar no 4º set, por 7-6. Após 2 tie-breaks, e não estando prevista esta fórmula de desempate no set decisivo no Torneio de Wimbledon, os tenistas têm enfrentado uma aparentemente interminável 5ª partida, já com mais de 7 horas, superando os records de set e encontro mais longos de toda a história do ténis.

Absolutamente fantástico!

(foto Oli Scarff / Getty Images – via NBC Sports)

O tenista dos EUA dispôs de um primeiro match point a 10-9, e dois pontos de encontro adicionais a 33-32, mas não conseguiu encerrar o encontro; por fim, no serviço do francês (provindo das qualificações), teve novo ponto decisivo a 59-58, que desperdiçaria uma vez mais, inclinando-se e deixando-se cair de joelhos…

Isner: «Nothing like this will ever happen again. Ever. I don’t know what to say. He’s serving fantastic, I’m serving fantastic. I’d like to see the stats.»

Mahut: «He’s (Isner) just a champ. We’re fighting like we never did before. Someone has to win so we’ll have to come back tomorrow to find out who wins the match.»

(foto AP / Sang Tan – via)

Pode ver a notícia com o registo das diferentes fases de evolução do jogo no The New York Times e um vídeo aqui.

P. S. Ainda com mais de 1 hora de jogo disputado no terceiro dia (somando um total acumulado de 11 horas e 5 minutos), John Isner acabou por vencer Nicolas Mahut por 70-68 no 5º set! Foram assim quebrados diversos records:

  • Encontro mais longo de sempre (11 horas e 5 minutos – anteriormente, 6h33, entre Fabrice Santoro-Arnaud Clement, em Roland Garros, em 2009)
  • Encontro com mais jogos (183 – anteriormente, 122, entre Smith/Diller-Cornejo/Fillol, na Taça Davis, em 1973; ou, em singulares, 112 jogos, entre Pancho Gonzalez-Chrlie Pasarell, em Wimbledon, no ano de 1969)
  • 5.º set mais longo num torneio do Grand Slam (70-68, num total de 138 jogos – anteriormente, 40 jogos, 21-19, entre Andy Roddick-Younes El Aynaoui, no Open da Austrália, em 2003)
  • Total de “ases” num encontro (112, por John Isner, e 103 de Nicola Mahut; e 78, por Ivo Karlovic, em jogo da Taça Davis, em 2009).

(foto Reuters – via Record)

23 Junho, 2010 at 10:20 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Balanço intercalar

O Campeonato do Mundo de Futebol de 2010 atingiu hoje (em número de jogos disputados) a sua metade, não obstante terem decorrido apenas 11 dias de competição.

Após a realização dos 32 jogos das duas primeiras rondas da Fase de Grupos poderão ser inúmeras as ilações a retirar, mas poucas de carácter definitivo; basicamente, duas: Holanda e Brasil garantiram já o apuramento para os 1/8 Final; as selecções da Coreia do Norte e Camarões estão já virtualmente eliminadas.

Subsistem, assim, ainda por atribuir, 14 vagas na fase seguinte da prova, com nada menos que 28 países ainda na liça; por sua vez, estes podem dividir-se em dois grupos:

  • os que dependem apenas de si (17): Uruguai, México, Argentina, Grécia, Eslovénia, EUA, Inglaterra, Gana, Alemanha, Sérvia, Japão, Dinamarca, Paraguai, Itália, N. Zelândia, Portugal e Chile; e
  • os que se encontram dependentes de resultados de terceiros (11): França, África do Sul, Coreia do Sul, Nigéria, Argélia, Austrália, Eslováquia, Costa do Marfim, Suíça, Espanha e Honduras.

A situação, Grupo a Grupo, ainda com uma infinidade de possibilidades em aberto:

Grupo AUruguai e México necessitam de apenas um empate para garantir a qualificação, pelo que este resultado na partida da última ronda entre estas duas selecções afastaria automaticamente a França e a África do Sul, equipas com uma ténue réstia de esperança: a de, vencendo, conseguir ainda anular a diferença de golos desfavorável que registam face às selecções americanas (desde que uma delas vença a outra), cifradas entre um mínimo de 4 golos (França vs. México) e 6 golos (África do Sul vs. Uruguai).

Grupo B – A Argentina até poderá perder com a Grécia… desde que a Coreia do Sul não vença a Nigéria. A Grécia dependerá apenas de si, na hipotética medida em que tenha a capacidade de vencer a Argentina por 3 golos de diferença! Pode, não obstante qualificar-se com uma vitória tangencial, desde que a Coreia do Sul não vença; ou, empatando, se os coreanos forem derrotados. À Coreia do Sul, que dispõe de vantagem sobre a Grécia, por ter mais um golo marcado, bastar-lhe-á obter o mesmo resultado que a equipa helénica… desde que não perca. Por fim, a Nigéria será apurada desde que vença a equipa coreana, mas apenas se a Grécia for derrotada pela Argentina.

Grupo C – A Eslovénia necessita “apenas” de um empate frente à Inglaterra, mas poderá mesmo apurar-se em caso de derrota, desde que haja empate no EUA-Argélia, ou, sendo a Argélia a ganhar, desde que as eventuais vitórias na última jornada sejam pela margem mínima, excepto se a Argélia marcar mais 3 golos que os eslovenos. Os EUA dependem também apenas de si próprios: a vitória sobre a Argélia garante-lhes o apuramento, podendo mesmo qualificar-se com um empate se a equipa inglesa não vencer. A Inglaterra encontra-se em circunstância análoga (não obstante a desvantagem decorrente de ter menos 2 golos marcados que os estado-unidenses): apura-se com a vitória frente à Eslovénia, ou com um empate… desde que os EUA não percam, e, neste caso, apenas na eventualidade de marcarem pelo menos mais 2 golos que os rivais do outro lado do Atlântico. Por fim, a Argélia poderá qualificar-se apenas se vencer, se a Inglaterra não ganhar à Eslovénia, ou, neste caso, se conseguir superar a actual desvantagem de golos face aos eslovenos.

Grupo D – O Gana qualifica-se se vencer, ou, empatando com a Alemanha, desde que a Sérvia não derrote a Austrália; pode inclusivamente apurar-se perdendo, desde que mantenha a vantagem no desempate por diferença de golos face à Sérvia (em caso de empate desta) e à Austrália (em caso de vitória desta equipa). A Alemanha apresenta-se em situação análoga: a vitória garante-lhe a qualificação, que pode também obter com um empate (desde que a Sérvia não ganhe), e, inclusivamente, perdendo, com as mesmas condicionantes que o Gana. A Sérvia garante também o apuramento se ganhar à Austrália e, empatando, desde que a Alemanha perca; no limite, poderá hipoteticamente qualificar-se com uma derrota, se os alemães sofressem uma goleada. Finalmente, a Austrália, não só necessita imperiosamente de vencer, como terá de esperar por uma derrota alemã…

Grupo E – Com a Holanda já qualificada, tudo se decide entre Japão e Dinamarca, no jogo que opõe as duas selecções, com vantagem (por 1 golo de diferença) para o Japão, a quem bastará portanto o empate; à Dinamarca só a vitória servirá.

Grupo F – O Paraguai apura-se desde que não perca com a N. Zelândia, ou, mesmo se for derrotado, se houver empate no Itália-Eslováquia ou se a Eslováquia, vencendo os italianos, não anular a desvantagem de 4 golos face aos paraguaios com que entra na derradeira ronda. Itália e N. Zelândia, que, de forma absolutamente inesperada, partem em absoluta igualdade para o jogo decisivo, serão apurados se vencerem; caso empatem, será apurada a equipa que marcar mais golos, podendo haver a necessidade de recorrer a um sorteio para desempatar a tal igualdade absoluta. Por fim, a Eslováquia necessitará de vencer os Campeões do Mundo, Itália, e esperar que a N. Zelândia não derrote o Paraguai; se esta última variante ocorrer, a Eslováquia necessitaria anular a referida desvantagem de 4 golos face aos paraguaios.

Grupo G – Com o Brasil também já qualificado para os 1/8 Final, a vaga restante disputa-se entre Portugal e Costa do Marfim. À equipa portuguesa bastará um empate, ou, caso seja vencida pelo Brasil, não desperdiçar a vantagem de 9 golos que detém sobre os marfinenses… A equipa africana necessita de – em caso de derrota portuguesa pela margem mínima – vencer por 8 golos de diferença, ou um tento a menos por cada golo adicional da eventual desvantagem da selecção portuguesa.

Grupo H – O Chile será apurado desde que obtenha, no mínimo, um empate frente à Espanha; caso seja derrotado, necessita que a Suíça não vença as Honduras, ou, se tal acontecer, não supere a desvantagem de golos. A Espanha poderá apurar-se vencendo, empatando, ou até perdendo, desde que faça pelo menos resultado igual ao que a Suíça obtiver no jogo com os hondurenhos. A Suíça apura-se se vencer, desde que a Espanha não ganhe (ou, se tal ocorrer, se reverter a desvantagem de 1 golo); ou, caso empate, se a Espanha perder; pode ainda apurar-se perdendo, desde que a Espanha seja derrotada por margem superior, e no pressuposto de que manteria a vantagem de golos face à equipa centro-americana. Finalmente, as Honduras apenas podem sonhar com uma vitória face aos helvéticos e com uma derrota da Espanha, necessitando de inverter a desvantagem de 4 golos relativamente aos espanhóis e de 3 golos em relação à Suíça.

Sobre a forma em que as equipas se encontrarão e o modo como impressionaram nos dois jogos já disputados, parece ser ainda demasiado prematuro estar desde já a fazer projecções para a fase mais decisiva da competição…

21 Junho, 2010 at 9:25 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Resultados e Classificações – 2ª

GRUPO A        Jg  V  E  D   G  Pt  África Sul-México.....1-1
Uruguai    Uruguai  2  1  1  -  3-0  4  Uruguai-França........0-0
México     México  2  1  1  -  3-1  4  África Sul-Uruguai....0-3
França     França  2  -  1  1  0-2  1  França-México.........0-2
África Sul África Sul  2  -  1  1  1-4  1  França-África Sul.....---
                                    México-Uruguai........---

GRUPO B        Jg  V  E  D   G  Pt  Argentina-Nigéria.....1-0
Argentina  Argentina  2  2  -  -  5-1  6  Coreia Sul-Grécia.....2-0
Coreia Sul Coreia Sul  2  1  -  1  3-4  3  Grécia-Nigéria........2-1
Grécia     Grécia  2  1  -  1  2-3  3  Argentina-Coreia Sul..4-1
Nigéria    Nigéria  2  -  -  2  1-3  -  Nigéria-Coreia Sul....---
                                    Grécia-Argentina......---

GRUPO C        Jg  V  E  D   G  Pt  Inglaterra-EUA........1-1
Eslovénia  Eslovénia  2  1  1  -  3-2  4  Argélia-Eslovénia.....0-1
EUA        EUA  2  -  2  -  3-3  2  Eslovénia-EUA.........2-2
Inglaterra Inglaterra  2  -  2  -  1-1  2  Inglaterra-Argélia....0-0
Argélia    Argélia  2  -  1  1  0-1  1  Eslovénia-Inglaterra..---
                                    EUA-Argélia...........---

GRUPO D        Jg  V  E  D   G  Pt  Alemanha-Austrália....4-0
Gana       Gana  2  1  1  -  2-1  4  Sérvia-Gana...........0-1
Alemanha   Alemanha  2  1  -  1  4-1  3  Alemanha-Sérvia.......0-1
Sérvia     Sérvia  2  1  -  1  1-1  3  Gana-Austrália........1-1
Austrália  Austrália  2  -  1  1  1-5  1  Gana-Alemanha.........---
                                    Austrália-Sérvia......---

GRUPO E        Jg  V  E  D   G  Pt  Holanda-Dinamarca.....2-0
Holanda    Holanda  2  2  -  -  3-0  6  Japão-Camarões........1-0
Japão      Japão  2  1  -  1  1-1  3  Holanda-Japão.........1-0
Dinamarca  Dinamarca  2  1  -  1  2-3  3  Camarões-Dinamarca....1-2
Camarões   Camarões  2  -  -  2  1-3  -  Dinamarca-Japão.......---
                                    Camarões-Holanda......---

GRUPO F        Jg  V  E  D   G  Pt  Itália-Paraguai.......1-1
Paraguai   Paraguai  2  1  1  -  3-1  4  N.Zelândia-Eslováquia.1-1
Itália     Itália  2  -  2  -  2-2  2  Eslováquia-Paraguai...0-2
N.Zelândia N. Zelândia  2  -  2  -  2-2  2  Itália-N.Zelândia.....1-1
Eslováquia Eslováquia  2  -  1  1  1-3  1  Eslováquia-Itália.....---
                                    Paraguai-N.Zelândia...---

GRUPO G        Jg  V  E  D   G  Pt  Costa Marfim-Portugal.0-0
Brasil     Brasil  2  2  -  -  5-2  6  Brasil-Coreia Norte...2-1
Portugal   Portugal  2  1  1  -  7-0  4  Brasil-Costa Marfim...3-1
C. Marfim  Costa Marfim  2  -  1  1  1-3  1  Portugal-Coreia Norte.7-0
Cor. Norte Coreia Norte  2  -  -  2  1-9  -  Portugal-Brasil.......---
                                    Cor.Norte-C.Marfim....---

GRUPO H        Jg  V  E  D   G  Pt  Honduras-Chile........0-1
Chile      Chile  2  2  -  -  2-0  6  Espanha-Suíça.........0-1
Espanha    Espanha  2  1  -  1  2-1  3  Chile-Suíça...........1-0
Suíça      Suíça  2  1  -  1  1-1  3  Espanha-Honduras......2-0
Honduras   Honduras  2  -  -  2  0-3  -  Chile-Espanha.........---
                                    Suíça-Honduras........---

Marcadores (2ª Jornada) – Diego Forlán (Uruguai) – 2, Álvaro Pereira (Uruguai), Park Chu-Young (Coreia Sul – p.b., pela Argentina), Gonzalo Higuaín (Argentina) – 3, Lee Chung-Yong (Coreia Sul), Kalu Uche (Nigéria), Dimitrios Salpingidis (Grécia), Vasileios Torosidis (Grécia), Javier Hernandez (México), Cuauhtemoc Blanco (México), Milan Jovanovic (Sérvia), Valter Birsa (Eslovénia), Zlatan Ljubijankic (Eslovénia), Landon Donovan (EUA), Michael Bradley (EUA), Wesley Sneijder (Holanda), Brett Holman (Austrália), Asamoah Gyan (Gana), Samuel Eto’o (Camarões), Nicklas Bendtner (Dinamarca), Dennis Rommedahl (Dinamarca), Enrique Vera (Paraguai), Cristian Riveros (Paraguai), Shane Smeltz (N. Zelândia), Vincenzo Iaquinta (Itália), Luís Fabiano (Brasil) – 2, Elano (Brasil), Didier Drogba (Costa Marfim), Raul Meireles (Portugal), Simão Sabrosa (Portugal), Hugo Almeida (Portugal), Tiago (Portugal) – 2, Liedson (Portugal), Cristiano Ronaldo (Portugal), Mark Gonzalez (Chile) e David Villa (Espanha) – 2

Melhores marcadores – Gonzalo Higuaín (Argentina), 3; Diego Forlán (Uruguai), Asamoah Gyan (Gana), Luís Fabiano (Brasil), Elano (Brasil), Tiago (Portugal) e David Villa (Espanha), 2

21 Junho, 2010 at 9:20 pm Deixe um comentário

Mundial 2010 – Portugal – Coreia do Norte

Portugal Coreia do Norte 7-0

Portugal Eduardo, Miguel, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Pedro Mendes, Tiago, Raul Meireles (70m – Miguel Veloso), Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa (74m – Duda) e Hugo Almeida (77m – Liedson)

Coreia do Norte Ri Myong-Guk, Cha Jong-Hyok (75m – Nam Song-Chol), Pak Chol-Jin, Ri Jun-Il, Ji Yun-Nam, Ri Kwang-Chon, An Yong-Hak, Mun In-Guk (58m – Kim Yong-Jun), Pak Nam-Chol (58m – Kim Kum-Il), Hong Yong-Jo e Jong Tae-Se

1-0 – Raul Meireles – 29m
2-0 – Simão Sabrosa – 53m
3-0 – Hugo Almeida – 56m
4-0 – Tiago – 60m
5-0 – Liedson – 81m
6-0 – Cristiano Ronaldo – 87m
7-0 – Tiago – 89m


(foto via TSF)

Num jogo em que o único resultado aceitável era a vitória portuguesa, dado não só o desnível de potencial entre ambas as selecções, mas também o calendário do grupo de apuramento, e na sequência do nulo registado na jornada inaugural, a selecção nacional entrou em campo com boa disposição, deliberadamente ofensiva, criando duas ocasiões de perigo, logo aos 4 e aos 6 minutos, ambas por… Ricardo Carvalho: primeiro, num falhado remate à meia-volta; e, logo de seguida, acertando novamente no poste.

Não aproveitadas estas oportunidades decorrentes de uma entrada com algum fulgor, a Coreia do Norte começou gradualmente a ganhar confiança, tornando-se cada vez mais atrevida, começando por dar um primeiro sinal de aviso à passagem dos 10 minutos, com um remate a rasar o poste, nova ameaça aos 17 minutos e, ainda outra, cerca dos 23 minutos, fase em que a equipa portuguesa parecia algo aturdida coma a reacção coreana.

Procurando acalmar a toada algo precipitada, Portugal veria coroada de êxito uma boa jogada, com Tiago a fazer uma boa abertura, para uma excelente finalização de Raul Meireles, a marcar o golo inaugural da equipa portuguesa na prova, jogava-se o 29º minuto da partida.

Daí até final do primeiro tempo, apenas digno de menção um remate cruzado, da esquerda para a direita, de Cristiano Ronaldo, a sair ligeiramente ao lado da baliza, já com 41 minutos e, mesmo a fechar, uma iniciativa de Simão, porém com o cruzamento a não sair bem.

A selecção da Coreia do Norte iniciava a segunda parte do jogo, na condição de eliminada… mas seria a equipa portuguesa a assumir, de novo, a iniciativa do jogo, com Tiago, com um bom remate, a colocar à prova a atenção do guarda-redes adversário logo no minuto inicial, a que responderiam de imediato os coreanos, obrigando Eduardo a “dizer presente”.

Num reinício animado, seria Hugo Almeida a dividir uma bola com o guarda-redes norte-coreano, em mais uma jogada de perigo eminente. E, de seguida, um livre apontado por Jong Tae-Se, com Eduardo a mostrar estar concentrado.

Pouco depois, Hugo Almeida, desenquadrado da baliza, não conseguiria dar a melhor sequência a uma boa jogada da ofensiva portuguesa. Antes de a equipa da Coreia do Norte se desequilibrar por completo, ante o turbilhão ofensivo português, com 3 golos no espaço de 7  minutos, marcados sucessivamente por Simão Sabrosa, Hugo Almeida e Tiago.

Após 10 minutos de sonho (que, já noutras circunstâncias, viria a repetir a findar o encontro), Portugal acalmaria a toada, procurando aliciar a equipa coreana a subir no terreno, visando explorar eventuais situações de contra-ataque.

Cristiano Ronaldo ainda acertaria com estrondo na trave, em mais um potente remate. Do outro lado, Jong Tae-Se ameaçaria uma vez mais Eduardo, já na aproximação dos 80 minutos, precisamente antes de mais um golo português, o quinto, por Liedson, entrado em campo escassos minutos antes.

Haveria ainda tempo para o consumar do descalabro coreano, com um golo risível de Cristiano Ronaldo, a beneficiar de uma carambola do esférico no guarda-redes, que lhe tabelou na nuca, ressaltando para a cabeça, antes de cair no chão, à mercê de um leve empurrão para a baliza com o pé, e, de seguida, com Tiago, com mais uma excelente execução de cabeça, a bisar.

Com uma boa exibição, não obstante ter sido alcançada frente a um débil opositor, Portugal beneficiaria do mérito de ter obrigado a equipa coreana a abrir o seu jogo, desequilibrando por completo (destroçando mesmo) a sua estrutura defensiva, o que conseguiria aproveitar da melhor forma, com alto grau de eficácia, sem nunca abdicar de procurar dilatar a marca.

Depois dos 5-3 de 1966, outro Portugal – Coreia do Norte entra na história dos Mundiais: 7-0!

E, com 9 (!) golos de vantagem em relação à Costa do Marfim, só uma absolutamente indesejável catástrofe impediria Portugal de prosseguir para os 1/8 Final…

Melhor jogador – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Pak Chol-Jin (32m) e Hong Yong-Jo (47m); Pedro Mendes (38m) e Hugo Almeida (70m)

Árbitro – Pablo Pozo (Chile)

Cape Town (12h30)


(CNN)

O jogo visto no Twitter, via The Guardian.

Crónica no The New York Times.

21 Junho, 2010 at 2:22 pm Deixe um comentário

Maestrina Joana Carneiro – Prémio Helen M. Thompson

A maestrina portuguesa Joana Carneiro foi distinguida com o prémio Helen M. Thompson (criado em 1981 para celebrar a vida e a obra de Helen M. Thompson, que promoveu a orquestra sinfónica nos EUA), pela sua actividade na direcção da Berkeley Simphony, que exerce apenas desde o início da temporada de 2009-10.

A Liga das Orquestras Americanas justificou a atribuição do prémio pelo reconhecimento do «empenho de Joana Carneiro em alargar a comunidade base da Berkeley Simphony e a tradição da orquestra, ao apresentar trabalhos de compositores do nosso tempo», sublinhando ainda que «em apenas uma época, o talento excepcional de Joana Carneiro inspirou os músicos da Berkeley Simphony e aumentou a qualidade do seu desempenho».

19 Junho, 2010 at 11:39 am Deixe um comentário

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