Portugal – Islândia (Euro-2012 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Rolando, Eliseu, Raul Meireles (60m – Miguel Veloso), Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (72m – Rúben Micael), João Moutinho, Nani e Hélder Postiga (88m – Nuno Gomes)
Islândia – Stefán Magnússon, Solvi Geir Jonsson, Birkir Sævarsson, Kristján Sigurdsson, Johann Gudmundsson (81m – Kjartan Henry Finnbogason), Birkir Bjarnason, Gylfi Sigurdsson, Hjörtur Valgardsson, Aron Gunnarsson, Hallgrímur Jónasson (89m – Matthías Vilhjálmsson) e Rúrik Gíslason (89m – Arnór Smárason)
1-0 – Nani – 13m
2-0 – Nani – 21m
3-0 – Hélder Postiga – 45m
3-1 – Hallgrímur Jónasson – 48m
3-2 – Hallgrímur Jónasson – 68m
4-2 – João Moutinho – 81m
5-2 – Eliseu – 87m
5-3 – Gylfi Sigurdsson (pen.) – 90m
Cartões amarelos – Carlos Martins (60m) e Rolando (90m); Birkir Sævarsson (36m)
Árbitro – Bas Nijhuis (Holanda)
O futebol é fértil em jogos em que a lógica se torna absolutamente ilógica…
Defrontando uma frágil e amadora selecção da Islândia, ainda sem qualquer golo marcado fora da sua ilha – não obstante apenas ter sido derrotada na Dinamarca e na Noruega pela margem mínima, em ambos os casos, apenas no derradeiro minuto da(s) partida(s) -, surpreendentemente seriam os islandeses a surgir mais afoitos, conseguindo, logo nos minutos iniciais, uma sucessão de pontapés de canto a seu favor.
Atónito com o inesperado da situação, Portugal conseguiria, curiosamente, no seu primeiro lance de ataque, com Nani a dar a melhor sequência a um bom centro de Eliseu, inaugurar o marcador, ainda cedo, com um golo de excelente execução.
E, poucos minutos decorridos, aproveitando uma flagrante falha defensiva dos islandeses, Nani, muito oportuno, bisaria.
Com o jogo a entrar numa toda de maior normalidade, com Portugal a assumir o controlo da partida, o terceiro golo acabaria por surgir com naturalidade, dando, não obstante, uma ilusória expressão de grande superioridade portuguesa, que não se vira em campo.
Logo no reinício, Cristiano Ronaldo, num excelente remate, de longe, não teve contudo a fortuna do seu lado, com a bola a embater com estrondo na trave.
E, com a tal ilógica, seria a Islândia, também aproveitando uma falha de marcação na defesa portuguesa, a reduzir para 1-3. No imediato, a selecção portuguesa deu a sensação de não ter sido afectada por este golo, prosseguindo a sua toada de procura de construção de jogadas de ataque. E o quarto golo esteve à vista, por mais de uma vez.
Até que, a pouco mais de 20 minutos, em mais um lance confuso, a Islândia conseguiu o inimaginável: marcar um segundo golo, passando o resultado para 2-3, e colocando Portugal sob uma pressão nervosa de não ter mais margem de erro.
E, contudo, voltaria a errar logo de seguida, com Rui Patrício a sair em falso, e a defesa, atabalhoadamente, a despachar a bola da zona de perigo.
À mente de todos terá então assomado a memória do jogo inaugural desta campanha, com o absolutamente inacreditável empate, 4-4, com o Chipre.
A equipa portuguesa nunca mais teve a serenidade necessária para retomar as rédeas do jogo, que foi decorrendo lentamente, em toada arrastada. Só aos 81 minutos, Portugal sossegaria, com o golo de João Moutinho, a dar, já em plena área, a melhor sequência a um bom cruzamento da esquerda, novamente de Eliseu.
E seria também Eliseu que, coroando da melhor forma a sua estreia nesta qualificação, dilataria novamente a margem para 5-2, com um belo golo, com um remate em arco, sem hipóteses para o guardião islandês.
Porém, já no terceiro minuto de compensação, haveria ainda tempo para mais uma desconcentração defensiva, com Rolando a empurrar um adversário na área; convertendo a grande penalidade, a Islândia alcançava a inacreditável marca de 3 golos num único jogo fora de casa…
Sem evitar o susto, Portugal cumpria a obrigação de vencer, partindo para o derradeiro jogo desta fase de apuramento em posição de relativo privilégio: basta-lhe empatar na Dinamarca, na próxima terça-feira, para garantir a vitória no Grupo (o que implicará a necessidade de uma maior concentração do que a evidenciada esta noite no Estádio do Dragão); mesmo na eventualidade de uma derrota, Portugal poderia ainda alcançar o apuramento automático (como melhor de todos os 2º classificados, mas dependendo de outros jogos, nomeadamente de a Suécia não ganhar à Holanda); por fim, com 9 golos de vantagem face à Noruega, só uma catástrofe impediria Portugal de, na pior das hipóteses, aceder ao play-off de apuramento.
Entretanto, estão já qualificadas as selecções da Alemanha, Itália, Espanha, Holanda e Inglaterra, com a Rússia a ter o pro-forma de dever ainda ganhar a Andorra, e a França a ter também de disputar, em confronto directo com a Bósnia, a qualificação; por fim, Grécia ou Croácia, discutirão a vitória no seu Grupo, nos jogos que farão na última jornada.
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Portugal 7 5 1 1 20-10 16 2º Dinamarca 7 5 1 1 13- 5 16 3º Noruega 7 4 1 2 7- 6 13 4º Islândia 8 1 1 6 6-14 4 5º Chipre 7 - 2 5 6-17 2
9ª jornada
07.10.11 – Chipre – Dinamarca – 1-4
07.10.11 – Portugal – Islândia – 5-3
Prémio Nobel da Paz – 2011
O Prémio Nobel da Paz foi hoje atribuído a Ellen Johnson-Sirleaf, Leymah Gbowee (ambas da Libéria) e a Tawakkul Karman, “pela sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos direitos das mulheres a uma completa participação no trabalho de construção da paz”.
Ellen Johnson-Sirleaf, Presidente da Libéria, foi a primeira mulher africana eleita presidente democraticamente.
Leymah Gbowee é uma activista da paz, tendo organizado um movimento pela paz, que conduziu ao termo da guerra civil na Libéria, em 2003.
Tawakkul Karman, do Iémen, é também uma activista dos direitos humanos e da paz, tendo criado, em 2005, o grupo “Women Journalists Without Chains”.
Prémio Nobel da Literatura – 2011
O Prémio Nobel da Literatura foi hoje atribuído ao poeta sueco Tomas Tranströmer, de 80 anos, “because, through his condensed, transluscent images, he gives us fresh access to reality“.
Steve Jobs (1955-2011)
No desaparecimento de um génio visionário, uma palavra: OBRIGADO, Steve Jobs!
Steven P. Jobs: His Life, His Companies, His Products (infografia The New York Times)
Sacrifícios vs. Europa
09.03.2011 – Discurso de tomada de Posse do Presidente da República: «Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.»
05.10.2011 – Discurso do Presidente da República, na comemoração do 101º aniversário da implantação da República: «Agora, estamos confrontados com uma situação que irá exigir grandes sacrifícios aos Portugueses, provavelmente os maiores sacrifícios que esta geração conheceu.»
09.03.2011 – Número de referências à conjuntura europeia / internacional – 1:
- «Da União Europeia devemos esperar não apenas que assegure a estabilidade e a sustentabilidade da Zona Euro, mas também que desenvolva uma estratégia comum e solidária que promova o crescimento, o emprego e a coesão.»
05.10.2011 – Número de referências à conjuntura europeia / internacional – 9:
- «No mundo novo deste século novo, a Europa encontra-se numa encruzilhada quanto ao seu futuro.
- Os princípios fundadores do projecto europeu estão a ser postos à prova de uma forma muito profunda e até dramática.
- Vivemos dias que são um teste decisivo para a vitalidade da União Europeia […]
- Os líderes europeus da actualidade têm de saber estar à altura dos ideais grandiosos de Jean Monnet ou de Robert Schuman.
- É essencial que o País inteiro seja um agente activo da defesa e do aprofundamento de um projecto comum, cujo enfraquecimento representaria uma irreparável perda para todos os povos da Europa.
- Sem qualquer dúvida, o fracasso da experiência do euro iria arrastar consigo toda a União, mergulhando-a num turbilhão de resultados imprevisíveis.
- A diluição da zona euro seria o início de um processo que culminaria na destruição da Europa unida, tal como a conhecemos e ambicionámos.
- Se isso acontecesse, que credibilidade apresentariam os países europeus no quadro de um mundo globalizado e extremamente competitivo?
- É esta a grande questão que os líderes europeus devem colocar, a si próprios e aos cidadãos dos seus países.»
Prémio Nobel da Química – 2011
O Prémio Nobel da Química 2011 foi hoje atribuído ao investigador israelita Daniel Shechtman, “pela descoberta dos quasi-cristais” (cristais nos quais os átomos estavam reunidos num modelo que não poderia ser repetido).
Prémio Nobel da Física – 2011
O Prémio Nobel da Física 2011 foi hoje atribuído aos investigadores estado-unidenses Saul Perlmutter e a Brian P. Schmidt e Adam G. Riess, na área da astrofísica, “pela descoberta da aceleração da expansão do Universo, através de observações de supernovas distantes”.
Prémio Nobel da Medicina – 2011
O prémio Nobel da Medicina 2011 foi hoje atribuído aos investigadores Bruce A. Beutler (EUA) e Jules A. Hoffmann (Luxemburgo), “pelas suas descobertas acerca da activação da imunidade inata“; e a Ralph M. Steinman (Canadá – entretanto falecido há poucos dias, a 30 de Setembro), “pela sua descoberta das células dendríticas e do seu papel na imunidade adaptativa”.
Mundial de Râguebi – 5ª jornada
Grupo A
09.09.11 – N. Zelândia – Tonga – 41-10
10.09.11 – França – Japão – 47-21
14.09.11 – Tonga – Canadá – 20-25
16.09.11 – N. Zelândia – Japão – 83-7
18.09.11 – França – Canadá – 46-19
21.09.11 – Tonga – Japão – 31-18
24.09.11 – N. Zelândia – França – 37-17
27.09.11 – Canadá – Japão – 23-23
01.10.11 – França – Tonga – 14-19
02.10.11 – N. Zelândia – Canadá – 79-15
1º N. Zelândia, 20; 2º França, 11; 3º Tonga, 9; 4º Canadá, 6; 5º Japão, 2
Grupo B
10.09.11 – Escócia – Roménia – 34-24
10.09.11 – Argentina – Inglaterra – 9-13
14.09.11 – Escócia – Geórgia – 15-6
17.09.11 – Argentina – Roménia – 43-8
18.09.11 – Inglaterra – Geórgia – 41-10
24.09.11 – Inglaterra – Roménia – 67-3
25.09.11 – Argentina – Escócia – 13-12
28.09.11 – Geórgia – Roménia – 25-9
01.10.11 – Inglaterra – Escócia – 16-12
02.10.11 – Argentina – Geórgia – 25-7
1º Inglaterra, 18; 2º Argentina, 14; 3º Escócia, 11; 4º Geórgia, 4; 5º Roménia, 0
Grupo C
11.09.11 – Austrália – Itália – 32-6
11.09.11 – Irlanda – EUA – 22-10
15.09.11 – Rússia – EUA – 6-13
17.09.11 – Austrália – Irlanda – 6-15
20.09.11 – Itália – Rússia – 53-17
23.09.11 – Austrália – EUA – 67-5
25.09.11 – Irlanda – Rússia – 62-12
27.09.11 – Itália – EUA – 27-10
01.10.11 – Austrália – Rússia – 68-22
02.10.11 – Irlanda – Itália – 36-6
1º Irlanda, 17; 2º Austrália, 15; 3º Itália, 10; 4º EUA, 4; 5º Rússia, 1
Grupo D
10.09.11 – I. Fiji – Namíbia – 49-25
11.09.11 – África Sul – País Gales – 17-16
14.09.11 – Samoa – Namíbia – 49-12
17.09.11 – África Sul – I. Fiji – 49-3
18.09.11 – País Gales – Samoa – 17-10
22.09.11 – África Sul – Namíbia – 87-0
25.09.11 – I. Fiji – Samoa – 7-27
26.09.11 – País Gales – Namíbia – 81-7
30.09.11 – África Sul – Samoa – 13-5
02.10.11 – País Gales – I. Fiji – 66-0
1º África Sul, 18; 2º País Gales, 15; 3º Samoa, 10; 4º I. Fiji, 5; 5º Namíbia, 0
O grande destaque desta fase de grupos foi a “escandalosa” derrota da França frente a Tonga, um resultado que ficará na história da modalidade.
Com consequências mais significativas, a nível do alinhamento dos jogos dos 1/4 Final (e, consequentemente, das fases posteriores), outra grande surpresa foi a vitória da Irlanda sobre a Austrália. Realce também para a vitória tangencial da Argentina perante a Escócia, decisiva na definição do apuramento, afastando os escoceses – pela primeira vez na história dos Mundiais -, dos 1/4 Final.
Por fim, para além dos sustos que as selecções da Argentina e Escócia infligiram à Inglaterra; e do País de Gales, perante a África do Sul (com o resultado a cifrar-se também na margem mínima de 1 ponto), e dos “serviços mínimos” dos sul-africanos frente a Samoa, nos restantes jogos imperou a normalidade, com as selecções mais poderosas a afirmarem a sua superioridade (tendo a N. Zelândia atingido a pontuação máxima, praticamente esmagando os adversários que foi defrontando) – sendo ainda de notar a curiosidade do empate do jogo entre o Canadá e o Japão.
Na sequência da conclusão desta fase inicial, de grupos, é já conhecido o alinhamento dos encontros dos 1/4 Final, com a particularidade de integrar 2 jogos envolvendo as quatro equipas do hemisfério Norte (Europa) apuradas, e outros 2 com as selecções do hemisfério Sul (África, América e Oceânia) – num equilíbrio perfeito a nível de países qualificados -, o que garante, desde já, uma Final entre um representante de cada um destes blocos (Norte e Sul):
08.10.11 – Irlanda – País Gales
08.10.11 – Inglaterra – França
09.10.11 – África Sul – Austrália
09.10.11 – N. Zelândia – Argentina
Com o 3º lugar obtido nos respectivos grupos, e pese embora a eliminação, asseguraram já a presença no próximo Mundial (para além dos 8 quarto-finalistas), as selecções de Tonga, Escócia, Itália e Samoa.
Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins – Final
Final – Espanha – Argentina – 5-4
3º / 4º lugar – Portugal – Moçambique – 9-2
5º / 6º lugar – Itália – Chile – 4-0
7º / 8º lugar – França – Brasil – 5-4
9º / 10º lugar – Suíça – Alemanha – 3-3 (4-3 a.p.)
11º / 12º lugar – Angola – Colômbia – 3-1
13º / 14º lugar – EUA – Holanda – 5-0
15º / 16º lugar – Inglaterra – África Sul – 7-4
Num Mundial que se revelou bastante equilibrado entre as 3 selecções do pódio, a Espanha, vencendo na Final a equipa da casa, Argentina (numa partida em que esteve sempre à frente no marcador, tendo inclusivamente conseguido garantir uma margem confortável ainda no início da segunda parte), conquistou o seu 15º título de Campeã Mundial de Hóquei em Patins – quarto consecutivo e quinto nas últimas 6 edições da competição (apenas tendo cedido em 2003, ano da última vitória portuguesa) –, assim igualando Portugal no número de triunfos em Campeonatos do Mundo, passando a partilhar a supremacia histórica na modalidade, tendo portanto as duas selecções vencido um total de 30 das 40 edições da prova (Argentina e Itália somam 4 títulos cada; a Inglaterra venceu as duas primeiras edições).
Depois da boa exibição no jogo das 1/2 finais, de “amarga” memória, a selecção portuguesa cumpriu hoje a sua obrigação, vencendo com naturalidade uma já muito desgastada equipa de Moçambique. Portugal obteve assim, pela 13ª vez no seu historial, a 3ª posição na classificação final (para além de 15 títulos de Campeão do Mundo, 9 vice-campeonatos, 2 quartos lugares e 1 sexto lugar).
Ao invés da excelente classificação obtida por Moçambique, com um muito honroso 4º lugar, decepcionantes foram as prestações de Angola – país que será o organizador do próximo Mundial, em 2013 –, apenas 11º classificada, depois da proeza do 6º lugar alcançado há dois anos, assim como do Brasil, a cair do 4º lugar de 2009 para a 8ª posição.
Foram despromovidas ao Grupo B do Campeonato do Mundo, as selecções posicionadas nos 3 últimos lugares da tabela final: Holanda (um país com historial prestigiante na modalidade, já vice-campeã do Mundo), Inglaterra (que dominou os primórdios do hóquei em patins, conforme referido, bi-campeã mundial nas duas primeiras edições, no final da década de 30 do século passado) e África do Sul (que fez neste campeonato a sua estreia entre a elite mundial).




