«Fim de linha»

«Tudo na mesma.  A mesma falta de vontade, a mesma incompetência, a mesma impotência.

No Jornal de Negócios: «Redução da despesa no próximo ano resulta de cortes nos gastos com pessoal, nas prestações sociais e no investimento.

As despesas com consumos intermédios e subsídios da Administração Central (ministérios e seus serviços, institutos públicos e Serviço Nacional de Saúde), as duas rubricas mais vezes associadas ao funcionamento do Estado, vão aumentar em 2012. Segundo o Relatório do OE, praticamente toda a poupança nos gastos da Administração Central é feita através de cortes que não tocam na “máquina”. A redução da factura salarial é de 15%, as transferências sociais caem 11% e as despesas de capital (que incluem investimento e transferências para autarquias, regiões e empresas) “mingam” em 15%. Já o consumo intermédio sobe 1% e os subsídios à actividade económica “saltam” 15% face ao anterior.»»

(Gabriel Silva, no Blasfémias)

26 Outubro, 2011 at 5:04 pm Deixe um comentário

It’s All Connected: An Overview of the Euro Crisis


(Infografia The New York Times)

25 Outubro, 2011 at 7:29 pm Deixe um comentário

Compreender a Dívida Pública

(via Klepsýdra)

25 Outubro, 2011 at 7:15 pm Deixe um comentário

Mundial de Râguebi – Final – N. Zelândia – França

Numa Final que se podia antever desequilibrada e com um vencedor anunciado, a Nova Zelândia, a jogar em casa, parecendo sofrer de uma qualquer espécie de bloqueio psicológico relativamente a jogos “a eliminar” contra a França (depois da vitória neo-zelandesa na Final da 1ª edição do Mundial, em 1987, a França afastara os “all blacks” nas 1/2 Finais do Mundial de 1999, e, novamente, nos 1/4 Final, em 2007), sentiu enormes dificuldades para explanar em campo o seu jogo.

As coisas até começaram bem, com um ensaio logo aos 15 minutos, por Tony Woodcock, colocando-se em vantagem por 5-0, o que poderia reforçar os níveis de confiança dos neo-zelandeses. Contudo, à medida que o tempo ia decorrendo, sem que o marcador se alterasse, os “all blacks” começaram a ficar desconfiados. E assim se chegaria ao termo do primeiro tempo, sem que nenhuma das equipas pontuasse de novo.

No recomeço, logo aos 6 minutos, a Nova Zelândia, com um bom pontapé aos postes, por Stephen Donald, ampliava o resultado para 8-0. Só que a selecção da França praticamente não deixaria os neo-zelandeses respirar esse brisa de tranquilidade que se parecia começar a anunciar. De imediato, no minuto seguinte, os franceses conseguiam alcançar um ensaio, por Thierry Dusautoir, transformado por François Trinh-Duc, reduzindo para a diferença mínima de 7-8.

Colocando uma fortíssima pressão, sem margem para erro, sobre os “all blacks”, o jogo estava completamente em aberto. E assim, nesta absoluta incerteza sobre o desfecho desta Final, se passariam mais 33 longos minutos, sem que qualquer das equipas conseguisse voltar a pontuar, até que os neo-zelandeses, culminando um jogo de intenso sofrimento – e de superação francesa, sempre mantendo “em sentido” a equipa da casa, tendo mesmo mantido maior tempo de domínio de posse de bola, e com Thierry Dusautoir a ser eleito “Man of the match” -, finalmente pudessem soltar um enorme suspiro de alívio, e fazer a grande festa, conquistando a ambicionada Taça William Webb Ellis.

Concluída a 7ª edição do Mundial de Râguebi, a Nova Zelândia sagra-se pela segunda vez Campeã do Mundo (1987 e 2011), assim igualando as proezas da Austrália (1991 e 1999) e África do Sul (1995 e 2007), num quase absoluto predomínio das selecções do hemisfério Sul, apenas uma vez contrariado pela Inglaterra, em 2003.

23 Outubro, 2011 at 10:46 am Deixe um comentário

«Agur, ETA»

(«Adeus, ETA» – clicar na imagem para ampliar – ver artigos aqui, aqui e aqui)

21 Outubro, 2011 at 11:38 am Deixe um comentário

«Uma geração traída»

O meu pai nasceu no dia 11 de Outubro de 1941. Teria acabado de fazer 70 anos…

É também dele um pedacinho do texto de Pedro Lomba, a quem aqui agradeço por estas memórias.

(clicar na imagem para ampliar)

20 Outubro, 2011 at 9:51 pm 1 comentário

Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

No termo da primeira volta desta Fase de Grupos da Liga Europa, três equipas se destacam, contando por vitórias os jogos disputados: Sporting, PSV Eindhoven e Anderlecht, com a formação portuguesa a ser, de momento, a única já com o apuramento garantido para os 1/16 Final da prova.

Grupo D
Sporting – Vaslui – 2-0
Zurich – Lazio – 1-1

1º Sporting, 9; 2º Vaslui, Lazio e Zurich, 2

Grupo H
Maribor – Braga – 1-1
Brugge – Birmingham – 1-2

1º Brugge e Birmingham, 6; 3º Braga, 4; 4º Maribor, 1

(mais…)

20 Outubro, 2011 at 7:52 pm Deixe um comentário

«Modos de vida»

«Num Estado de Direito, não é legítimo cortarem-se salários, subsídios de trabalho ou reduzir-se o valor de qualquer uma dessas prestações remuneratórias, a não ser que isso decorra do que for livremente contratado e convencionado pelas partes. Num verdadeiro Estado de Direito, daqueles em que o comportamento do governo é previsível e fundado na lei constitucional, estes cortes são ainda mais ilegítimos, se forem impostos unilateralmente pelo estado apenas com a finalidade de tapar os buracos financeiros da sua gestão desregrada e irresponsável. Isto é e será sempre um ataque à propriedade privada e à liberdade, um roubo, em suma, por mais “legal” que seja, isto é, ainda que suportado pela lei do orçamento ou por outra lei qualquer. No caso português, também não vale a pena argumentar que os portugueses viveram “uma vida desregrada e desafogada” durante décadas e estão agora a pagar a factura. Isso não é verdade. Quem viveu muito acima das suas possibilidades foi o estado, a generalidade da classe política, a alta burocracia, os gestores públicos, os amigos dos governantes que se encostaram ao orçamento do estado, os falsos gestores e empresários saídos dos cargos governamentais e políticos para a gestão de influências e cumplicidades. O português comum tem vivido muito abaixo do nível médio do europeu ou do norte-americano, e foi tolerando estes abusos por ignorância e desconhecimento, sempre convencido que quem lhe prometia mais e melhor era capaz de lho dar. O que, então, tem agora que terminar não é o modo de vida dos portugueses comuns, de resto, muito fraco nos últimos anos, mas o modo de vida do estado e de quem o dirige.»

(Rui A., no Blasfémias)

19 Outubro, 2011 at 9:39 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Napoli – Bayern – 1-1
Manchester City – Villarreal – 2-1

Bayern, 7; 2º Napoli, 5; 3º Manchester City, 4; 4º Villarreal, 0

Grupo B
CSKA Moscovo – Trabzonspor – 3-0
Lille – Inter – 0-1

Inter, 6; 2º CSKA Moscovo e Trabzonspor, 4; 4º Lille, 2

Grupo C
Otelul Galati – Manchester United – 0-2
Basel – Benfica – 0-2

Benfica, 7; 2º Manchester United, 5; 3º Basel, 4; 4º Otelul Galati, 0

Grupo D
Real Madrid – Lyon – 4-0
D. Zagreb – Ajax – 0-2

Real Madrid, 9; 2º Ajax e Lyon, 4; 4º D. Zagreb, 0

Grupo E
Bayer Leverkusen – Valencia – 2-1
Chelsea – Genk – 5-0

Chelsea, 7; 2º Bayer Leverkusen, 6; 3º Valencia, 2; 4º Genk, 1

Grupo F
Marseille – Arsenal – 0-1
Olympiakos – B. Dortmund – 3-1

Arsenal, 7; 2º Marseille, 6; 3º Olympiakos, 3; 4º B. Dortmund, 1

Grupo G
Shakhtar Donetsk – Zenit – 2-2
FC Porto – APOEL – 1-1

APOEL, 5; 2º Zenit e FC Porto, 4; 4º Shakhtar Donetsk, 2

Grupo H
AC Milan – BATE Borisov – 2-0
Barcelona – Viktoria Plzen – 2-0

Barcelona e AC Milan, 7; 3º Viktoria Plzen e BATE Borisov, 1

No final da primeira volta deste(s) mini-campeonato(s), o Real Madrid é a única das 32 equipas 100 % vitoriosa, com destaque também para os bons desempenhos de Bayern, Benfica (com duas vitórias consecutivas em terreno alheio), Chelsea, Arsenal, AC Milan e Barcelona.

Pela negativa, realce para as pobres campanhas de Villarreal, Valencia e dos campeões da Alemanha, Borussia Dortmund, assim como – nesta ronda em particular – para a tripla derrota das equipas francesas.

Num Grupo muito cerrado, o FC Porto parece esta época algo distante do que nos vinha habituando, com uma equipa sem rasgo, falha de confiança na Europa.

19 Outubro, 2011 at 9:38 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Basel – Benfica

BaselBasel – Yann Sommer, Markus Steinhofer, David Angel Abraham, Aleksandar Dragovic, Park Joo Ho, Xherdan Shaquiri, Benjamin Huggel (85m – Scott Chipperfield), Granit Xhaka (80m – Adilson Cabral), Fabian Frei (66m – Jacques Zoua), Alexander Frei e Marco Streller

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (78m – Miguel Vítor), Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Bruno César, Axel Witsel, Nico Gaitán, Pablo Aimar (67m – Nolito) e Rodrigo (71m – Óscar Cardozo)

0-1 – Bruno César – 20m
0-2 – Óscar Cardozo – 75m

Cartões amarelos – Marco Streller (35m), Benjamin Huggel (74m), Xherdan Shaquiri (90m) e Alexander Frei (90m); Emerson (41m) e Artur Moraes (90m)

Cartão vermelho – Emerson (86m)

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Com uma entrada muito forte em campo, a equipa do Basileia começou por empurrar o Benfica para a sua zona defensiva, exercendo, durante os 10 minutos iniciais, intensa pressão.

À medida que o tempo decorria, o Benfica ia procurando equilibrar o jogo, o que conseguiu por volta do quarto de hora. Esta melhoria do Benfica seria coroada da melhor forma, logo aos 20 minutos, com o golo de Bruno César, a surgir desmarcado do lado esquerdo, beneficiando de uma excelente simulação de Rodrigo, a ludibriar a defesa contrária, e o brasileiro a não desperdiçar a ocasião.

No imediato, a equipa suíça acusou o toque, denotando alguma desconcentração, que o Benfica ia aproveitando. Porém, nos minutos finais do primeiro tempo, o Basileia voltou a adquirir alguma preponderância, com jogadas de perigo, a obrigar Artur Moraes a mostrar a sua atenção, pelo menos por duas ocasiões. Já mesmo a findar a metade inicial, o Benfica disporia de excelente oportunidade, não concretizada por Gaitán.

No reinício, o Benfica retomaria uma toada mais segura, sem descurar o ataque, com Emerson a não conseguir finalizar da melhor forma uma soberana ocasião de golo, em que, embora um pouco descaído sobre a esquerda, surgiu isolado face ao guardião adversário.

Com o jogo repartido, o Basileia procurava insistir na busca do ataque, mas o Benfica não desarmava no contra-ataque. Até que, aos 75 minutos, Óscar Cardozo, acabado de entrar em campo, converteu de forma exímia um livre directo, com a bola rasteira, colocando o Benfica a vencer por 2-0, o que lhe conferia uma margem confortável para gerir no derradeiro quarto de hora.

E, a cada nova iniciativa suíça capaz de levar o perigo até à área benfiquista, lá estava, ou uma defesa bastante unida, ou, em última instância, Artur Moraes, sempre bastante concentrado, somando uma mão cheia de boas defesas na partida, mantendo a sua baliza inviolável.

Com duas vitórias consecutivas em outros tantos jogos fora de casa, o Benfica culmina da melhor forma uma difícil primeira volta na liderança do Grupo, com vantagem directa sobre o que se antevê possa ser o principal rival na disputa do apuramento, precisamente o adversário desta noite (que receberá na próxima jornada, no Estádio da Luz), posicionando-se numa situação privilegiada para atingir esse objectivo.

18 Outubro, 2011 at 9:38 pm Deixe um comentário

Older Posts Newer Posts


Autor – Contacto

Destaques


Literatura de Viagens e os Descobrimentos Tomar - História e Actualidade
União de Tomar - Recolha de dados históricosSporting de Tomar - Recolha de dados históricos

Calendário

Junho 2026
S T Q Q S S D
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

Arquivos

Pulsar dos Diários Virtuais

O Pulsar dos Diários Virtuais em Portugal

O que é a memória?

Memória - TagCloud

Jogos Olímpicos

Categorias

Notas importantes

1. Este “blogue" tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular páginas na Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de comunicação social, que nem sempre será viável citar ou referenciar.

Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

2. Os comentários expressos neste "blogue" vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste "blogue", pelo que publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo.

Reservo-me também o direito de eliminar comentários que possa considerar difamatórios, ofensivos, caluniosos ou prejudiciais a terceiros; textos de carácter promocional poderão ser também excluídos.