Razão e Liberdade – O pensamento político de James Madison
Numa época em que a Europa denota carecer imperiosamente de referências, revelando-se imprescindível superar preconceitos e buscar fonte de inspiração nos “founding fathers” dos EUA, o livro de José Gomes André, “Razão e Liberdade – O pensamento político de James Madison”, proporciona, para além da preservação, a divulgação de forma mais alargada – numa excelente obra em português -, do legado de Madison [1751-1836].
Um legado sintetizado por Viriato Soromenho-Marques, na apresentação do livro, no seguinte “Decálogo”, como que uma lista de 10 regras ou princípios fundamentais de serviço público:
1º Primado da Política – os problemas financeiros e económicos são, sempre, um problema de mau desenho das políticas respectivas;
2º Importância do realismo – a política faz-se com pessoas reais, concretas, e não com pessoais ideais; as boas leis implicam um conhecimento profundo da condição humana;
3º Ousadia intelectual e moral – muitas das soluções da engenharia política propostas por Madison, nomeadamente na defesa do federalismo, são completamente novas, inovadoras;
4º Racionalidade na política – a força dos argumentos racionais é estratégica, permitindo combinar o respeito pelos adversários com uma impiedosa capacidade argumentativa;
5º O federalismo é a forma superior de republicanismo – a forma superior de democracia representativa, garantindo a dupla cidadania e a dupla defesa dos direitos fundamentais;
6º O perigo da usurpação não vem da letra da lei, mas sim da força das coisas – a Constituição federal americana adquiriu um nível de visibilidade constitucional notável, servindo ainda hoje de paradigma;
7º A essência da política é o interesse comum (“salvação pública”) – defesa da propriedade, da segurança física, direito ao trabalho e ao futuro, sendo a política um mero instrumento;
8º A essência do federalismo consiste na prevenção de conflitos inúteis – acordos com quem vive ao nosso lado (por vezes, inimigos de ontem) e não, necessariamente, com quem gostamos, convertendo-os em “amigos funcionais”;
9º O federalismo proporciona que até os pequenos (Estados da União) podem atingir alguma grandeza – dando oportunidades a quem provém de áreas mais periféricas;
10º Combinação entre a paixão pela política e a paixão pelo conhecimento – o amor pela cultura, pelos livros (o regresso ao silêncio e “recolhimento” da leitura), associado a um conhecimento da herança mundial.
A que adiciono breves excertos de citações, expressando o pensamento e conceito federalista advogado por Madison, apresentadas por José Gomes André, neste indispensável livro:
«Os poderes delegados ao governo federal pela Constituição proposta são poucos e definidos. Os que irão permanecer nos governos estaduais são numerosos e indefinidos. Os primeiros serão exercidos principalmente sobre matérias externas, como a guerra, a paz, a negociação [de Tratados] e o comércio externo; […] Os poderes reservados aos vários Estados estender-se-ão a todas as questões que, no curso normal das coisas, dizem respeito à vida, liberdade e propriedade das pessoas, e à ordem interna, desenvolvimento e prosperidade do Estado.»
«Os elementos de um processo federal incluem um sentido de parceria [partnership] entre os membros de um pacto federal, manifesto através de uma cooperação negociada nos vários assuntos, […] e baseado num compromisso para uma negociação aberta [open bargaining] entre todas as partes em relação a qualquer tema, lutando de modo a se obter um consenso ou, caso isso não suceda, uma solução ajustada [accommodation] que proteja a integridade fundamental de todos os parceiros.»
«Se os homens fossem anjos nenhuma espécie de governo seria necessária. Se fossem os anjos a governarem os homens, não seriam necessários controlos externos nem internos sobre o governo. Ao construir um governo em que a administração será feita por homens sobre outros homens, a maior dificuldade reside nisto: primeiro é preciso habilitar o governo a controlar os governados; e, seguidamente, obrigar o governo a controlar-se a si próprio. A dependência do povo é, sem dúvida, o controlo primário sobre o governo; mas a experiência ensinou à humanidade a necessidade de precauções auxiliares.»
«Devemos referir-nos à seguinte reflexão admonitória: que nenhum governo criado e administrado por seres humanos poderá ser perfeito; que o governo menos imperfeito será por conseguinte o melhor governo; que os abusos verificados em todos os outros tipos de governo levou à preferência do governo republicano como sendo o melhor de todos eles, uma vez que é o menos imperfeito […].»
José Gomes André, “Razão e Liberdade – O pensamento político de James Madison”, pp. 93-94, 99, 109 e 122
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Valencia - At. Madrid 0-1 2-4 2-5 Athletic Bilbao - Sporting 3-1 1-2 4-3
Depois da final lusa da temporada anterior, teremos esta época uma final espanhola, entre “Atléticos”. A equipa de Madrid confirmou a vitória da 1ª mão. Quanto ao Athletic Bilbao encontrou no Sporting um opositor mais difícil do que talvez esperasse; a equipa portuguesa, com uma boa exibição, nunca se “entregou”, mesmo sofrendo um golo pouco depois do quarto de hora inicial, conseguindo empatar o jogo (e colocar-se novamente em vantagem na eliminatória), já depois de Pereirinha ter desperdiçado uma soberana ocasião de golo. Porém, uma desconcentração defensiva do conjunto leonino permitiria à equipa basca ir para o intervalo novamente em vantagem. No segundo tempo, não obstante o intensificar da pressão, o Sporting resistiria… até 2 minutos do final do tempo regulamentar, quando já se aguardava o prolongamento; era então demasiado tarde para esboçar uma reacção…
Câmara de Nova Iorque disponibiliza fotos históricas online

A Câmara de Nova Iorque disponibiliza, para consulta online, cerca de 870 000 fotos históricas de arquivo, atravessando cerca de 160 anos de história da cidade (via)
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Real Madrid - Bayern 2-1 1-2 3-3 (1-3 g.p.) Barcelona - Chelsea 2-2 0-1 2-3
Num jogo repleto de vicissitudes, com a equipa inglesa a ficar reduzida a 10 elementos, por expulsão de John Terry, ainda na primeira parte, e em que chegou a estar em desvantagem de 0-2, o Chelsea acabaria por ser feliz, marcando por intermédio de Ramires, numa excelente finalização (“chapéu” sobre o guarda-redes do Barcelona), na sequência de um contra-ataque rápido, mesmo antes do intervalo. Já no segundo tempo, veria Messi desperdiçar uma grande penalidade, rematando ao poste… o que se repetiria alguns minutos mais tarde. Com a equipa catalã já na fase de desespero, em tempo de compensação, com o seu elemento mais atrasado na linha de meio-campo, uma bola bombeada em profundidade, directamente da defesa para o ataque do Chelsea, iria ao encontro de Fernando Torres, que, completamente desmarcado, com vários metros de avanço face ao último defesa do Barcelona, não teve dificuldade em galgar o terreno que faltava até à baliza, contornando Valdés, e empatando o jogo, garantindo assim ao Chelsea o regresso à Final da Liga dos Campeões, ao mesmo tempo que deixava fora da competição o actual detentor do título!
E, depois do Barcelona, também o Real Madrid ficou pelo caminho nas 1/2 Finais! Numa 2ª mão que parecia tornar-se fácil, alcançando (tal como os catalães) uma vantagem de dois golos, ambos da autoria de Cristiano Ronaldo, neste caso, ainda no primeiro quarto de hora. Só que o Bayern, sempre muito seguro, marcou o golo de que necessitava… Depois de uma meia hora inicial de grande intensidade, o jogo teria necessariamente de prosseguir em bases mais “controladas”. E a equipa alemã sempre foi denotando, à medida que o tempo decorria, ter mais facilidade nesse controlo, parecendo ter o jogo mais “agarrado” que o Real. Na segunda parte, as equipas foram gradualmente evidenciando cada vez maior aversão ao risco, pelo que o prolongamento acabaria por ser o desfecho natural desta eliminatória. Aí, com vários jogadores já bastante esgotados, cedo se percebeu que só acidentalmente se poderia evitar a lotaria das grandes penalidades. Uma vez mais a equipa alemã começaria mais segura, transformando os dois primeiros pontapés em golo, enquanto o Real, primeiro por Cristiano Ronaldo (que marcara um dos golos na conversão de uma grande penalidade), e logo de seguida, por Kaká, com remates algo denunciados, permitiram a defesa a Neuer. Quando Casillas defendeu o terceiro e quarto pontapés do Bayern, a esperança renasceu nas hostes madridistas… Só que o remate desconexo de Sergio Ramos, para a bancada, permitiu a Schweinsteiger carimbar o apuramento da equipa bávara para a “sua” Final, a disputar em Munique! Acabou por fazer-se justiça à que foi a melhor equipa no conjunto dos dois jogos da eliminatória.
Centro de Documentação 25 de Abril
Preservando a memória do 25 de Abril – Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra
Miguel Portas (1958 – 2012)

A minha singela homenagem, via página no Facebook.
Enquanto figura pública, Miguel Portas era uma pessoa pela qual tinha particular admiração e apreço.
Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)
At. Madrid – Valencia – 4-2
Sporting – Athletic Bilbao – 2-1
O Sporting, conseguindo uma excelente recuperação, depois de ter começado por sofrer o primeiro golo da partida, alcançou uma preciosa vitória (repetindo o marcador do jogo da 1ª mão dos 1/4 Final, frente ao Metalist), com dois golos plenos de garra, apontados por Insua e Capel, a alimentar a esperança de poder marcar presença na Final de Bucareste.
Em Madrid, o Atlético parecia ter a eliminatória quase garantida, quando, já em período de descontos, permitiu ao Valencia (golo do português Ricardo Costa, na sequência de um canto) reduzir para 2-4, deixando assim ainda em aberto a possibilidade de uma eventual reviravolta na 2ª mão.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)
17.04.2012 – Bayern – Real Madrid – 2-1
18.04.2012 – Chelsea – Barcelona – 1-0
Um golo de Mario Gómez no minuto 90 da partida, culminando da melhor forma uma excelente iniciativa de ataque, junto à linha lateral, quase até à linha de fundo, seguido de um cruzamento atrasado, proporcionou uma tão escassa como justa vitória, e consequente vantagem na eliminatória, à equipa alemã. O Bayern começara por se adiantar no marcador, por Ribéry, ainda na primeira parte, mas o alemão Mesut Özil, empatando o jogo, conferiu ao Real Madrid a possibilidade de definir a eliminatória a seu favor, em casa, bastando para tal uma vitória pela margem mínima.
Em Londres,de alguma forma surpreendentemente, utilizando “armas próprias” de que dispõe (com o recurso a uma estratégia defensiva e recurso ao contra-ataque), e beneficiando também de alguma felicidade (o Barcelona teve uma bola na trave e outra no poste, já mesmo a fechar a partida), o Chelsea alcançou uma preciosa vitória, com o valor acrescentado de não ter sofrido golos, partindo para a 2ª mão na Catalunha numa situação inesperadamente vantajosa.
Aplicação do Acordo Ortográfico na avaliação externa dos alunos
«Tendo em conta a entrada em vigor do Acordo Ortográfico (AO) no sistema de ensino no ano letivo de 2011-2012, e uma vez que os manuais escolares serão adaptados de modo progressivo às novas regras de ortografia, o Ministério da Educação e Ciência esclarece que:
Os critérios de classificação das provas de aferição do 1.º Ciclo e das provas finais dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário considerarão como válidas exclusivamente as regras definidas pelo AO a partir dos anos letivos indicados na grelha abaixo (inclusive).

Até aos anos letivos indicados, serão consideradas como válidas ambas as grafias (i.e., a anterior ao AO e a definida pelo AO), mesmo quando se utilizem numa mesma prova.»




