Liga dos Campeões – 8ª Jornada – Juventus – Benfica
Juventus – Mattia Perin, Timothy Weah, Pierre Kalulu (16m – Manuel Locatelli), Federico Gatti, Weston McKennie, Khéphren Thuram-Ulien (61m – Teun Koopmeiners), Douglas Luiz, Francisco Conceição, Samuel-Germain Mbangula (61m – Nicolás González), Kenan Yıldız e Dušan Vlahović
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo (90m – João Rego), António Silva, Nicolás Otamendi, Alexander Bah, Florentino Luís, Fredrik Aursnes, Orkun Kökçü (90m – Benjamín Rollheiser), Ángel Di María (72m – Kerem Aktürkoğlu), Evangelos “Vangelis” Pavlídis (84m – Zeki Amdouni) e Andreas Schjelderup (72m – Leandro Barreiro)
0-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 16m
0-2 – Orkun Kökçü – 80m
Cartões amarelos – Dušan Vlahović (55m); Nicolás Otamendi (63m) e Alexander Bah (78m)
Árbitro – István Kovács (Roménia)
O (frenético) arranque deste jogo parecia ser a continuação do final do Benfica-Barcelona, com as duas equipas desenfreadamente lançadas no ataque: ainda não estavam completados os dois primeiros minutos, e já tinha havido três ocasiões de perigo, nas imediações das duas balizas! Pavlídis e Schjelderup podiam ter marcado; enquanto Trubin negava também o golo a McKennie.
E, logo aos sete minutos, nova oportunidade, com Pavlídis a lançar Schjelderup, que rematou cruzado, para defesa atenta de Perin.
Apesar de algumas falhas, de parte a parte, tal terá constituído um bom tónico motivacional para a turma benfiquista, a mostrar-se, à medida que o tempo avançava, progressivamente confiante.
É claro que o facto de ter marcado logo à passagem do quarto de hora – tirando também benefício de uma substituição forçada no eixo da defesa contrária – proporcionou uma tranquilidade acrescida, a uma equipa que, ao longo de toda a noite, sempre esteve em posição de apuramento para o “play-off”.
Tal tento surgiu na sequência de uma recuperação de Aursnes, este fez boa abertura para Bah – em novidade nesta partida, a jogar no flanco esquerdo (por impedimento de Carreras), tendo-se saído a contento –, o qual desviou para Pavlídis rematar para o golo. E, ainda antes do intervalo, o Benfica podia ter ampliado a contagem, quando o avançado grego interceptou um passe defeituoso de um defesa contrário.
Até então praticamente inoperante – com sucessivas tentativas de cruzamento de Francisco Conceição, sem resultado prático –, a Juventus procurou ter uma entrada mais afirmativa na segunda metade, mas enfrentaria um colectivo que se mostrou bastante solidário, com muito boa organização defensiva.
Em toda a segunda parte a Juventus assustaria apenas em duas ocasiões, mas com os remates a sair ao lado (um deles, de maior perigo, às malhas laterais da baliza de Trubin).
Já dentro dos derradeiros vinte minutos Bruno Lage procurou colocar “trancas à porta”, com as entradas de Aktürkoğlu (por troca com Di María) e, sobretudo, de Leandro Barreiro.
O golo da confirmação surgiria a dez minutos do final – depois de Barreiro ter falhado o remate pouco antes –, em jogada em que imperou o sentido colectivo (com mais de um minuto de sucessivas trocas de bola), envolvendo, na sua fase final, Aursnes, a libertar, de calcanhar, para Leandro Barreiro, Pavlídis e Aktürkoğlu, que, com uma simulação de corpo, deixou a bola perfeitamente enquadrada para o tiro de Kökçü, sem hipótese de defesa para o guardião.
Até final, a equipa portuguesa levaria ainda perigo à baliza da Juventus, num remate de meia-distância de Aktürkoğlu, com a bola a rasar o poste.
Perante um opositor falho de ideias, com o Benfica a mostrar concentração e competência, o desfecho ajusta-se na perfeição à exibição das duas equipas, em mais uma grande noite europeia.
Numa estatística fantástica entre dois adversários desta cotação, o emblema benfiquista, não só repetiu o triunfo alcançado em Turim há pouco mais de dois anos, como somou a 7.ª vitória em nove jogos frente à Juventus, em contraponto a um único triunfo dos transalpinos, para além de um empate!
Na estreia da fase de Liga da “Champions League” o Benfica termina posicionado no 16.º lugar, portanto, com estatuto de “cabeça-de-série” para os “play-off” (mesmo que, em paralelo, tal signifique, depois, em caso de apuramento, a disputa dos 1/8 de final ante o 1.º ou 2.º classificados, respectivamente, Liverpool e Barcelona).
O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

(“O Templário”, 23.01.2025)
Diz-nos a experiência que, apenas com metade do campeonato disputado, será prematuro estar a “afastar” liminarmente da luta pelo 1.º lugar uma equipa que dista sete pontos do comando.
Porém, sendo realista – e mesmo que se admita como provável que Ferreira do Zêzere e Samora Correia venham a perder, na segunda volta, mais pontos do que os que até agora cederam (três e cinco, respectivamente) – o Fazendense, registando atraso face a estes competidores, de cinco e sete pontos, tendo acabado de ser categoricamente batido pelo guia, apresenta-se em situação de notória desvantagem, pelo que só o conjugar de uma forte superação com a baixa de rendimento de ambos os rivais lhe permitiria continuar a acalentar o sonho de poder vir a chegar ao título.
Destaques – O destaque maior da 15.ª jornada foi, necessariamente, a forma como o líder, Ferreira do Zêzere, se impôs ao 3.º classificado, Fazendense, derrotado por autoritária marca de 3-0. Tendo-se colocado em vantagem ainda antes dos dez minutos, mercê de um auto-golo, os ferreirenses ficaram, desde muito cedo, em posição confortável no jogo, cujo desfecho ficaria praticamente sentenciado com o segundo tento, alcançado à passagem dos doze minutos da etapa complementar. O 3-0, apontado já em período de compensação, foi a “cereja no topo do bolo”.
Com uma primeira volta quase exemplar, em que somou 14 triunfos em 15 encontros, acumulando a condição de ataque mais concretizador (49 golos marcados) com a de defesa menos batida (somente nove tentos sofridos), é caso para dizer que, não fora o deslize caseiro ante o Samora Correia, e o campeonato poderia estar “entregue”. Assim, mantém-se, para já, a luta a dois.
Deve, por outro lado – e pese embora o resultado final –, realçar-se a forte réplica que o agora novo “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo ofereceu, na recepção ao Coruchense, num “quase derby”, em que os anfitriões (que contam um único triunfo, logo na 4.ª ronda, ante o Salvaterrense) se colocaram em vantagem no marcador à beira do intervalo. Porém, a formação do Sorraia empataria por volta dos dez minutos da segunda metade, vindo a arrancar, “in extremis”, a vitória aos 90+5 minutos, no que, de facto, se traduz na 11.ª derrota consecutiva dos visitados.
Surpresa – Se acabou por não chegar a haver surpresa na Glória, ela aconteceu, e foi bem grande, no Cartaxo, onde o Entroncamento AC (que, nos cinco encontros anteriores, averbara um único ponto) obteve um muito imprevisto triunfo, por 3-2, prolongando assim a série extremamente negativa de resultados dos cartaxeiros, que somaram oitavo desaire nas últimas dez jornadas!
Tal proporcionou ao Entroncamento AC (passando a somar nove pontos), “colar-se” ao Águias de Alpiarça (dez pontos), e, principalmente, afastar-se dos dois últimos classificados, Salvaterrense e Glória do Ribatejo, ambos com cinco pontos – factor da maior relevância, atendendo a que o (bom) desempenho que o Fátima vem registando no Campeonato de Portugal oferece a perspectiva de virem a ser só dois os clubes a despromover à II Divisão Distrital.
Confirmações – Os desfechos dos restantes cinco desafios poderão enquadrar-se no que constituiria a expectativa, começando, desde logo, pelos três empates registados: 0-0 no Salvaterrense-Amiense; 1-1 no Abrantes e Benfica-Alcanenense; e 2-2 no Torres Novas-At. Ouriense, sendo de notar que, por duas vezes, o grupo de Ourém esteve em situação de vantagem, tendo os torrejanos resgatado um ponto, fruto de uma grande penalidade em tempo de descontos.
O Mação ganhou, na recepção ao Águias de Alpiarça, por 3-1, todavia com maiores dificuldades do que o resultado pode deixar aparentar.
Por fim, o Samora Correia confirmou o favoritismo que lhe era atribuído, ganhando por igual marca ao U. Tomar. Os nabantinos, depois dos “scores” muito adversos das duas semanas precedentes tiveram comportamento bastante diferente, para melhor.
Apesar de terem sofrido o primeiro golo ainda antes de decorridos os cinco minutos iniciais, reagiram de forma positiva, vindo a restabelecer a igualdade, poucos minutos volvidos, tendo o 1-1 subsistido até à hora de jogo, altura em que os samorenses fizeram vincar o seu potencial, recolocando-se na frente do “placard”. O 3-1 final chegaria já próximo do termo da partida, não deslustrando a imagem que os unionistas deixaram, frente a um oponente que, constituindo-se no maior desafiante ao líder, obteve o seu 12.º triunfo consecutivo na prova!
II Divisão Distrital – O Porto Alto, alcançando um importante triunfo (2-0) na Moçarria, beneficiou do desaire do Marinhais (goleado por 5-1 em Pontével) para se afastar ainda mais dos perseguidores, dispondo agora de avanço de seis pontos face ao Forense (1-0 ao Benavente, no terceiro jogo sucessivo em casa) e Pontével, e já oito pontos em relação ao Marinhais.
O Tramagal teve boa reacção à derrota sofrida nos Riachos, voltando aos triunfos (nono, em dez encontros disputados), batendo por tangencial 2-1 o até então vice-líder, Vasco da Gama, distanciando, agora, em cinco pontos este rival. Por seu lado, o Vilarense, ganhando por igual desfecho ao Caxarias, retomou a 2.ª posição, somente dois pontos abaixo dos tramagalenses.
Anota-se ainda o imprevisto desaire do Riachense, batido pela margem mínima (1-0) pelo Espinheirense, tendo o conjunto dos Riachos visto quebrada a sua invencibilidade neste campeonato, após ter registado cinco vitórias e quatro empates, atrasando-se face ao topo da tabela, agora já a oito pontos do líder, e a seis do Vilarense.
Liga 3 – À entrada para a derradeira jornada da primeira fase, este campeonato está “ao rubro” no que respeita à contenda pelas quatro vagas de acesso à fase final, de disputa da promoção. O U. Santarém arrancou, a ferros, uma tão preciosa quão sofrida vitória (1-0) na recepção ao Lusitânia, ocupando o 6.º posto, um ponto abaixo do Sporting “B” (4.º) e da Académica (5.º).
Atlético (1.º, com 30 pontos) e 1.º Dezembro (2.º, com 28) garantiram já o apuramento. O Belenenses (3.º, com 26) – derrotado pelo Sporting “B” – depende só de si, bastando-lhe o empate na última ronda, na qual, contudo, terá a visita da Académica, num prélio de “tudo ou nada”; sendo que, por seu lado, a equipa “B” do Sporting viaja até aos Açores, para defrontar o Lusitânia.
Campeonato de Portugal – O Fátima prossegue a sua caminhada bastante segura, tendo ido vencer a Alcains, por 2-1, um triunfo muito importante, na óptica de distanciar ainda mais um dos concorrentes em zona de descida. Com seis vitórias e seis empates (nos quinze encontros realizados), os fatimenses posicionam-se num bom 4.º lugar, agora já com uma margem de sete pontos face à “linha de água” (Sp. Pombal, 10.º classificado), quando restam jogar onze rondas.
Antevisão – Os campeonatos distritais dão passagem à Taça do Ribatejo, para disputa dos quartos-de-final, com o seguinte alinhamento: U. Tomar-Fazendense (logo após terem defrontado o 1.º e o 2.º classificados, os unionistas enfrentam agora o 3.º do campeonato); Entroncamento AC-Ferreira do Zêzere e Águias de Alpiarça-Samora Correia, dispondo os dois clubes do topo da tabela de claro favoritismo, mas actuando em reduto alheio, em desafios de cariz muito específico, a eliminar; e Abrantes e Benfica-Alcanenense, numa “sequela” do embate do passado Domingo.
Na derradeira jornada da primeira fase da Liga 3, o U. Santarém vai de longada até à Covilhã, onde – pese embora sem garantias – só a vitória lhe permitirá ainda poder ambicionar a um lugar nos quatro primeiros e consequente qualificação. No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Benfica e Castelo Branco, actual 6.º classificado, três pontos atrás dos fatimenses.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Janeiro de 2025)
Liga Europa – 2024-25 – 7ª Jornada – Resultados e Classificação
21.01.2025 - Galatasaray - Dynamo Kyiv 3-3 22.01.2025 - Beşiktaş - Athletic Bilbao 4-1 23.01.2025 - AZ Alkmaar - AS Roma 1-0 23.01.2025 - FC Porto - Olympiacos 0-1 23.01.2025 - Viktoria Plzeň - Anderlecht 2-0 23.01.2025 - Fenerbahçe - Ol. Lyonnais 0-0 23.01.2025 - Bodø/Glimt - Maccabi Tel-Aviv 3-1 23.01.2025 - Malmö - Twente 2-3 23.01.2025 - Qarabağ - FCSB 2-3 23.01.2025 - Hoffenheim - Tottenham 2-3 23.01.2025 - Eintracht Frankfurt - Ferencvárosi 2-0 23.01.2025 - RFS Riga - Ajax 1-0 23.01.2025 - Elfsborg - Nice 1-0 23.01.2025 - Manchester United - Rangers 2-1 23.01.2025 - P.A.O.K. - Slavia Praha 2-0 23.01.2025 - Ludogorets - Midtjylland 0-2 23.01.2025 - Union Saint-Gilloise - Sp. Braga 2-1 23.01.2025 - Lazio - Real Sociedad 3-1
Liga dos Campeões – 2024-25 – 7ª Jornada – Resultados e Classificação
21.01.2025 - AS Monaco - Aston Villa 1-0 21.01.2025 - Atalanta - Sturm Graz 5-0 21.01.2025 - Atlético de Madrid - Bayer Leverkusen 2-1 21.01.2025 - Bologna - Borussia Dortmund 2-1 21.01.2025 - Club Brugge - Juventus 0-0 21.01.2025 - Crvena zvezda - PSV Eindhoven 2-3 21.01.2025 - Liverpool - Lille 2-1 21.01.2025 - Slovan Bratislava - VfB Stuttgart 1-3 21.01.2025 - Benfica - FC Barcelona 4-5 22.01.2025 - Shakhtar Donetsk - Stade Brestois 2-0 22.01.2025 - RB Leipzig - Sporting 2-1 22.01.2025 - AC Milan - Girona 1-0 22.01.2025 - Sparta Praha - Internazionale 0-1 22.01.2025 - Arsenal - Dinamo Zagreb 3-0 22.01.2025 - Celtic - Young Boys 1-0 22.01.2025 - Feyenoord - Bayern München 3-0 22.01.2025 - Paris Saint-Germain - Manchester City 4-2 22.01.2025 - Real Madrid - FC Salzburg 5-1
Liga dos Campeões – 7ª Jornada – Benfica – Barcelona
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo, António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Fredrik Aursnes, Florentino Luís (61m – Leandro Barreiro), Orkun Kökçü (80m – Benjamín Rollheiser), Kerem Aktürkoğlu (71m – Alexander Bah), Andreas Schjelderup (71m – Ángel Di María) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (80m – Zeki Amdouni)
Barcelona – Wojciech Szczęsny, Jules Koundé (74m – Eric García), Ronald Araújo, Pau Cubarsí, Alejandro Balde (74m – Ferran Torres), Pablo Gavira “Gavi” (62m – Fermín López), Marc Casadó (62m – Frenkie de Jong), Pedro “Pedri” González, Lamine Yamal (90m+2 – Gerard Martín), Raphael “Raphinha” Belloli e Robert Lewandowski
1-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 2m
1-1 – Robert Lewandowski (pen.) – 13m
2-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 22m
3-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 30m
3-2 – Raphael “Raphinha” Belloli – 64m
4-2 – Ronald Araújo (p.b.) – 68m
4-3 – Robert Lewandowski (pen.) – 78m
4-4 – Eric García – 86m
4-5 – Raphael “Raphinha” Belloli – 90m+6
Cartões amarelos – Álvaro Carreras (76m); Pablo Gavira “Gavi” (36m), Jules Koundé (66m), Frenkie de Jong (90m+4) e Fermín López (90m+8)
Cartão vermelho – Arthur Cabral (90m+8 – no banco)
Árbitro – Danny Makkelie (Países Baixos)
O que prometia ser uma noite épica acabaria por transformar-se numa azia monumental.
Foi um jogo alucinante, caótico, vertiginoso, entusiasmante! Mesmo que as duas equipas não tenham realizado exibições de grande nível (sendo que a terceira esteve bastante pior).
Praticamente entrando em campo a ganhar, com o primeiro golo apontado antes de completado o segundo minuto de jogo – poderia, aliás, logo de seguida, ter ampliado a contagem –, e mesmo depois de, rapidamente, o Barcelona ter restabelecido a igualdade, a sensação que imperou foi a de que o Benfica iria marcar mais golos, tal a forma como conseguiu provocar e aproveitar o desacerto defensivo do adversário, com a equipa catalã a denotar algo inesperadas fragilidades.
Imediatamente após o segundo tento de Pavlídis – a aproveitar uma descoordenação entre o guardião e um defesa, que chocaram um com o outro, deixando a bola à mercê do avançado grego – , não foi uma previsão de grande risco a de que teria uma boa oportunidade para vir a alcançar o “hat-trick”; o que talvez não se pensasse era que esses três golos fossem obtidos em menos de meia hora!
O 3-1 surgiria na conversão de uma grande penalidade, por alegada falta (difícil de avaliar) de um desastrado Szczęsny sobre Aktürkoğlu. Ainda assim, mesmo antes do intervalo, o Barcelona dera já nota de que não iria baixar os braços…
Não obstante, a toada de jogo não se alteraria de modo significativo nos primeiros minutos do segundo tempo, com Aursnes a não conseguir ultrapassar o guarda-redes, ainda antes de completado o décimo minuto, no que constituiu uma soberana ocasião de o Benfica poder chegar ao 4-1.
E, como “quem não marca, sofre”, Trubin “retribuiu” a falha clamorosa que originara o segundo tento benfiquista, numa tentativa de saída de bola, que, contudo, tabelou em Raphinha, assim involuntário marcador do 3-2.
Duraria pouco a diferença mínima, tendo bastado apenas mais quatro minutos, para, em mais uma das muitas descidas do Benfica, pelo flanco, após cruzamento de Schjelderup – interceptado por Ronald Araújo, a “tirar o pão da boca” a Pavlídis (no que teria sido um incrível “poker”), mas desviando a bola para o fundo das suas redes –, a equipa portuguesa repor a vantagem de duas bolas.
O 4-2 subsistiria até aos 78 minutos, altura em que, porém, a configuração do jogo mudara já radicalmente: as saídas de Aktürkoğlu e de Schjelderup, supostamente para procurar refrescar o meio-campo, não resultaram de todo, tendo o Benfica perdido por completo o controlo do jogo, impotente para suster a intensidade que o Barcelona colocava então em campo, vendo-se cada vez mais impelido a acantonar-se nas imediações da sua área.
O dique acabaria por ceder na sequência de mais uma grande penalidade, também controversa, a proporcionar aos catalães, não só o reentrar no jogo, mas, como que num sistema de vasos comunicantes, e enquanto o Benfica se afundava, reforçar a confiança de que seria possível levar pontos da Luz.
Procurando fazer “das tripas coração” a formação benfiquista ainda aguentou o resultado até escassos quatro minutos do final do tempo regulamentar, quando o defesa Eric García se antecipou à defesa, para cabecear para o 4-4.
Com o jogo completamente partido, já sem táctica que resistisse, Di María, surgindo isolado frente ao guardião, teve ainda nos pés o que teria sido o 5-4, mas não logrou ludibriar Szczęsny. Tal como Aursnes, foram duas perdidas que acabariam por sair muito caras.
Numa fase inebriada do desafio, já em período de compensação, o Benfica beneficiou ainda de um livre próximo da área do Barcelona; na sequência, Leandro Barreiro isolava-se também, tendo sido tocado pelas costas por um defesa, desequilibrando-se; numa rapidíssima transição (enquanto os benfiquistas ficaram a reclamar a correspondente grande penalidade), um lançamento longo para Raphinha, completamente liberto, a correr todo o campo, pelo flanco direito, internando-se ligeiramente para o “cara-a-cara” com Trubin, ao qual não deu hipótese, culminaria com a bola a anichar-se na baliza.
No final, a verdade é que o Benfica apenas viria a perder por não ter conseguido resistir à vertigem de poder chegar ainda ao quinto golo, e acabar mesmo por ganhar um jogo que, antes, tivera “ganho”, por duas vezes, com o marcador em 3-1, e, sobretudo, 4-2, já dentro do derradeiro quarto de hora.
Este era um encontro em que o objectivo primário seria o de somar o ponto que faltava para garantir, desde logo, a continuidade na prova. Com um livre a seu favor, já com o tempo de compensação a esgotar-se, a equipa benfiquista poderia ter optado por preservar a bola, até ao apito final (que, decerto, não demoraria mais que breves segundos); mas será difícil censurar a (que se revelaria) fatal atracção por tentar o 5-4.
Numa partida com tantas falhas de parte a parte, invocar a arbitragem para justificar o insucesso poderá parecer “desculpa de mau pagador”, mas, na realidade, e no decurso de todo o jogo, Danny Makkelie esteve longe de se mostrar assertivo, aparentemente pouco convencido, ele próprio, das decisões que ia tomando, com notórias e sucessivas hesitações. Teve que ser corrigido pelo “VAR” em lances de grande penalidade (subsistindo a incerteza), sendo que, no instante derradeiro, que originaria o 5.º golo do Barcelona, ter-se-á optado por não desacreditar mais o árbitro, numa jogada susceptível de interpretação, quanto à famosa avaliação da “intensidade” do contacto.
Um árbitro que, no mínimo, tem patenteado alguma infelicidade em jogos com equipas portuguesas: para além de não ter igualmente sancionado com grande penalidade, na época anterior, no jogo do Benfica em Milão, com o Inter, um evidente contacto de Barella sobre David Neres, estivera também associado a um erro crasso, no Sérvia-Portugal, de apuramento para o Mundial de 2022, não tendo então validado um golo em que a bola notoriamente ultrapassara a linha de baliza (o que acabaria por custar à selecção nacional ter de disputar o respectivo play-off).
Foi pena.
O Pulsar do Campeonato – 14ª Jornada

(“O Templário”, 16.01.2025)
No regresso dos campeonatos distritais, três semanas decorridas desde a ronda precedente, o Salvaterrense – alcançando enfim, prestes a findar a primeira metade da prova, o seu primeiro triunfo (quebrando uma série de oito derrotas consecutivas) – e o Águias de Alpiarça obtiveram vitórias que poderão vir a revelar-se determinantes, em duas partidas em que estiveram em confronto directo os quatro últimos da tabela, a lutar afincadamente para escapar à descida.
No topo, nada de novo, com o trio de candidatos ao título a sair vencedor, com maiores ou menores dificuldades: de forma bastante expressiva, por parte do líder, Ferreira do Zêzere; com um desfecho tangencial, no caso do Samora Correia; “in extremis”, pelo 3.º classificado, Fazendense.
Destaques – O Salvaterrense – a comemorar o Centenário, que se completou a 6 de Janeiro – aproveitou a deslocação ao terreno do Entroncamento AC (14.º e antepenúltimo classificado, que regista também uma única vitória, na 9.ª ronda, tendo averbado só um ponto nas últimas cinco partidas que disputou) para garantir o seu primeiro triunfo no campeonato, o que, no imediato, lhe proporcionou (saltando de um para quatro pontos), colar-se aos mais directos rivais, Glória do Ribatejo (cinco pontos) e o adversário do passado Domingo, Entroncamento (seis pontos), o que não deixará de proporcionar novo (e, porventura, decisivo) ânimo ao emblema de Salvaterra.
A turma da cidade ferroviária até marcou primeiro, tendo chegado ao intervalo em vantagem, mas os visitantes operariam a reviravolta, vindo a estabelecer o 2-1, a seu favor, já na parte final.
Bem mais fácil se revelou a tarefa do Águias de Alpiarça, que, recebendo o conjunto da Glória do Ribatejo, goleou por 5-1, impondo aos forasteiros décimo desaire sucessivo, na pior série da competição. Os alpiarcenses chegaram a 2-0, tendo consentido a redução para 2-1, saindo para o descanso a ganhar por 3-1. Na segunda parte, ampliaram ainda a contagem com mais dois tentos.
Com os três pontos averbados, os alpiarcenses (passando a somar dez) afastaram-se da zona perigosa, mantendo o 13.º lugar, mas posicionando-se apenas a três pontos do Amiense e Cartaxo.
Pela mesma marca (5-1) se desembaraçou, de forma categórica, o Coruchense do Cartaxo, com a formação do Sorraia a isolar-se no 4.º posto, pese embora a considerável distância do trio da dianteira (a sete pontos do Fazendense, a nove do Samora Correia, e a onze do Ferreira do Zêzere).
O grupo de Coruche chegou aliás a 5-0 (tendo apontado os três primeiros golos até meio do primeiro tempo), antes de os cartaxeiros obterem, em período de compensação, o ponto de honra.
O vice-líder, Samora Correia, que mantém apertada perseguição ao comandante, não vacilou, continuando a estender a sua magnífica série triunfal, agora já de onze jogos consecutivos!
Tinha, não obstante, uma difícil saída, até Ourém, para defrontar o At. Ouriense, onde se impôs por tangencial 2-1: os samorenses colocaram-se em vantagem aos 25 minutos, tendo permitido a igualdade já perto do termo da metade inicial; mas, reagindo de pronto, tendo conseguido repor a vantagem (e fixando o resultado) ainda antes do intervalo.
Concludente foi o triunfo do Ferreira do Zêzere, ganhando, pela primeira vez na história, após 13 confrontos (desde a estreia, no ano de 1998 – e após um total de dez derrotas e dois empates), em Tomar, ao União, por pesada marca de 4-0. Um desfecho que, porém, mesmo que por números excessivos, terá tido o seu quê de expectável, dado o potencial das duas equipas nesta fase.
Os ferreirenses abriram o activo aos doze minutos, tendo o U. Tomar, já próximo do descanso, disposto de possibilidade de marcar. Porém, o segundo golo dos visitantes, logo a abrir a segunda parte, sentenciou o resultado. Outros dois tentos, aos 72 e 78 minutos, selaram o marcador final.
Confirmações – Confirmando o seu favoritismo, o Fazendense bateu o Mação por 3-2, uma vitória, todavia, “arrancada a ferros”: depois de ter inaugurado o marcador logo aos cinco minutos, a turma das Fazendas possibilitou aos maçaenses a reviravolta, com golos aos 18 e aos 84 minutos. Um bis do melhor marcador do campeonato (Torres Gomez) aos 88 e 90+4 minutos, acabaria por proporcionar nova e decisiva reviravolta no “placard”, desta feita a favor dos visitados.
Numa partida que se antecipava equilibrada, o Alcanenense fez valer o factor casa, ganhando ao Torres Novas, mercê de um solitário golo, alcançado já na etapa complementar.
O Amiense voltou a empatar (desfecho que averbou em metade das 14 rondas), pela quarta vez nos cinco últimos desafios para o campeonato… tendo voltado a deixar escapar o triunfo já nos minutos derradeiros. Tendo o 0-0 subsistido até ao intervalo, e depois dos donos da casa terem chegado ao golo, o Abrantes e Benfica conseguiria ainda arrancar um ponto, com o score de 1-1.
II Divisão Distrital – A Norte, destaca-se o primeiro desaire sofrido pelo Tramagal, tendo visto interrompida uma notável série de oito vitórias consecutivas, nos oito jogos que, até então, disputara na presente edição deste campeonato.
Alcançou tal proeza o Riachense, que se impôs por 2-0, sendo agora (com cinco vitórias e quatro empates) o único concorrente invicto, nesta série; mantém, contudo, a 4.ª posição, a três pontos do Vasco da Gama e do Vilarense (contando este um total de dez encontros já realizados), que se defrontaram nesta ronda, com triunfo da turma de Boleiros, por 3-2, em desafio muito disputado.
Mais a Sul, o Porto Alto prossegue num bem-sucedido trilho, tendo, ao fim de nove jornadas, cedido um único empate (em casa, ante o Marinhais, precisamente o novo 2.º classificado, beneficiando da derrota sofrida pelo Pontével (3-1) no terreno do… comandante.
De facto, e por seu lado, a turma de Marinhais não teve dificuldades, goleando (5-0) o Benfica do Ribatejo, mantendo-se a cinco pontos do guia, relegando o Pontével para o último lugar do pódio, agora a par do Forense (que goleou também por 4-1, na recepção ao Rebocho).
Liga 3 – Tendo a prova sido retomada no dia 5 de Janeiro, o U. Santarém tinha alcançado importante triunfo (1-0), em casa, ante o 1.º Dezembro (então no 2.º lugar da classificação), o que lhe proporcionara subir ao 5.º lugar, a escassos dois pontos dos lugares de acesso à fase final.
Defrontava, na 16.ª (antepenúltima) ronda, precisamente, o 4.º classificado, Belenenses, em embate de cariz determinante nessa disputa. Só que os “azuis” do Restelo, cuja última vitória datava já do final de Setembro (!), por curiosidade obtida em Santarém, conseguiram enfim quebrar uma “seca” de oito jogos sem ganhar, batendo os escalabitanos por 2-0, um revés nas aspirações do clube da capital do Distrito, que baixou ao 6.º posto, a quatro pontos do 4.º lugar.
Campeonato de Portugal – Não tendo ido além do nulo na recepção ao Mortágua, finalizando a primeira volta no grupo dos 6.º classificados (a par desse adversário e do Marinhense), o Fátima obteve convincente vitória (4-0) na abertura da segunda volta, também em casa, ante o Marialvas, ascendendo à 4.ª posição (que partilha com o conjunto da Marinha Grande), mas, principalmente, dilatando para cinco pontos a sua margem de segurança em relação à “linha de água”.
Antevisão – Na I Divisão Distrital, o jogo grande da última jornada da primeira volta coloca frente-a-frente o líder, Ferreira do Zêzere, ao 3.º classificado, Fazendense, num embate que poderá revelar-se definidor. O Samora Correia, recebendo o U. Tomar, dispõe de natural favoritismo.
No escalão secundário, destacam-se as partidas: Moçarriense-Porto Alto, Pontével-Marinhais e Benavente-Forense; assim como, a Norte, o duelo dos dois primeiros, Tramagal e Vasco da Gama.
Na penúltima ronda da Liga 3, o U. Santarém recebe o seu parceiro de subida da última temporada, actual “lanterna vermelha”, Lusitânia. No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se a Alcains, em desafio importante, justamente face à primeira equipa em zona de despromoção.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Janeiro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 13ª Jornada

(“O Templário”, 26.12.2024)
Depois de ter goleado por 7-1 na semana anterior, o U. Tomar voltou a ser interveniente directo na “chuva de golos” que fez com que a 13.ª jornada passasse a ser a mais profícua da presente temporada (com um total de 36 tentos apontados). Só que, desta feita, o União ficou do “lado errado”, tendo sofrido pesado desaire na deslocação a Mação, onde foi goleado por 6-1.
Por coincidência, o mesmo desfecho que se registou no Abrantes e Benfica-Entroncamento AC, a favor dos abrantinos; mas o desafio com mais golos (oito) jogou-se em Salvaterra de Magos, onde o Coruchense foi bater o “lanterna vermelha”, Salvaterrense, por 5-3!
Destaques – O primeiro destaque vai, ainda assim, para a 10.ª vitória consecutiva do Samora Correia, que, de forma impositiva, bateu o até então 4.º classificado, Torres Novas, por 3-0, mantendo acesa perseguição ao líder, só a dois pontos. Anota-se, aliás, que, em função dos desfechos desta última ronda do ano – tendo também o Alcanenense cedido pontos – se terá reduzido a três o lote de candidatos ao título, incluindo o Fazendense, dois pontos mais abaixo.
É, por outro lado, inevitável realçar a goleada aplicada pelo Mação ao U. Tomar. Os maçaenses foram “parceiros” directos nos dois últimos troféus conquistados pelo clube: a Taça do Ribatejo, em 2018, em que o União ganhou, na Final, ao Mação; e o título de Campeão Distrital, em 2023, tendo os unionistas festejado tal conquista, com o triunfo, na derradeira ronda, ante tal adversário.
No passado Domingo, porém – vindo o oponente de uma incrível série de seis derrotas sucessivas (incluindo um jogo da Taça), o que originou a substituição do seu responsável técnico – os tomarenses, que se esperaria se apresentassem motivados com o resultado da jornada precedente, tiveram uma entrada em jogo verdadeiramente desastrada, com três golos sofridos num espaço de apenas cinco minutos, nas três primeiras ofensivas do Mação, aos três, cinco e oito minutos!
Ainda antes dos dez minutos, o União tinha o jogo perdido. Mesmo procurando reagir, ou, pelo menos, controlar os danos, não evitaria que o marcador subisse até aos 5-0, ainda antes do intervalo. Na segunda metade a partida teve contornos distintos, com o Mação já algo em gestão, não tendo os tomarenses nunca abdicado de lutar pelo ponto de honra, que chegaria próximo do final, já depois de os donos da casa terem somado ainda mais um golo à sua contagem.
6-1 foi também o “placard” final do Abrantes e Benfica-Entroncamento AC, com os abrantinos a confirmarem, cabalmente, o seu favoritismo, ante um adversário que até vinha de um resultado animador frente ao Amiense, mas que, de facto, conta apenas uma vitória na prova, do que decorre preocupante antepenúltima posição.
Precisamente, o Amiense, que deixara escapar dois pontos ao cair do pano, no Entroncamento, esteve agora em evidência, arrancando um empate a uma bola numa sempre difícil deslocação a Alcanena. Passo a passo, o grupo dos Amiais vai-se distanciando das (quatro) equipas da cauda da tabela. Já o Alcanenense confirma o momento menos positivo – tendo obtido um único triunfo nas últimas cinco rondas, baixando ao 6.º posto, ultrapassado pelo Coruchense.
Por fim, assinala-se o regresso do Cartaxo às vitórias, de que se encontrava arredado há sete longas jornadas. Mas não foi nada fácil levar de vencida o Águias de Alpiarça: o desfecho de 2-1 a favor dos cartaxeiros apenas foi alcançado já na fase derradeira do encontro.
Confirmações – As equipas do Ferreira do Zêzere, Fazendense e Coruchense confirmaram, com maior ou menor dificuldade, o favoritismo que lhes era atribuído, defrontando adversários de potencial inferior – em especial, no que respeita aos casos da Glória do Ribatejo e do Salvaterrense, que ocupam, nesta altura, as duas posições de despromoção ao escalão secundário.
Não obstante, e tal como no caso do Cartaxo, também os ferreirenses tiveram de se empregar a fundo para garantir que chegavam ao fim do ano de 2024 isolados na liderança. Recebendo uma moralizada turma do At. Ouriense, a igualdade a um golo só seria desfeita, pelo conjunto de Ferreira, igualmente na parte final do prélio.
Mais afirmativas foram as vitórias do Fazendense, na Glória (com os visitados a somarem nono desaire sucessivo no campeonato), por inequívoca margem de 3-0; e do Coruchense, em Salvaterra de Magos, pelo tal inusitado “score” de 5-3, numa partida com vários lances de grande penalidade (no que, por seu turno, constitui a oitava derrota seguida do Salvaterrense na prova).
Na viragem do ano, em comparação com o campeonato da época anterior (então com 14 jornadas disputadas, até final do mês de Dezembro de 2023), assinalam-se as seguintes evoluções mais relevantes: tal como há um ano, o Ferreira do Zêzere (que soma, agora, mais um ponto) é o líder; tal como há um ano, regista dois pontos de avanço sobre o seu mais imediato perseguidor – desta vez o Samora Correia (5.º em 2023); então o Abrantes e Benfica (actualmente na 7.ª posição).
O Fazendense progrediu de 4.º (atrás do Fátima, que acabaria por se vir a sagrar Campeão) para 3.º, e reduzindo a diferença face ao líder, de sete, para quatro pontos. Aparentemente já fora das contas do título (tal como no ano passado, a onze pontos do guia), o Coruchense passou do 6.º ao 4.º posto. O Torres Novas subiu de 8.º a 5.º; ao invés, o Mação baixou do 7.º ao 8.º lugar. Num contexto de estabilidade dos clubes melhor classificados, o Alcanenense evoluiu de 9.º para 6.º.
II Divisão Distrital – Em dia de goleadas, nos dois escalões do Distrital, o “record” foi do Espinheirense, que bateu a jovem equipa “B” do Abrantes e Benfica por inusitada marca de 10-1! O Porto Alto, que lidera destacado a sua série, foi ganhar por 7-1, fora de casa, ante o Benfica do Ribatejo. Por seu lado, o Vasco da Gama foi também golear, a Minde, neste caso por 6-2.
Assinalam-se ainda os empates registados no Forense-Marinhais e no Vilarense-Riachense (ambos com o resultado de 1-1). O Tramagal (ganhando por 3-0 à formação da Ortiga) isolou-se no comando da sua série, continuando a somar o pleno de (oito) vitórias, tendo beneficiado do “deslize” do Vilarense, agora dois pontos atrás (e com um jogo a mais que os tramagalenses).
Mais a Sul, o Pontével (triunfo por 2-1 ante o QT-SC Rio Maior) tirou partido da igualdade registada nos Foros de Salvaterra, isolando-se na perseguição ao Porto Alto. Anota-se ainda um algo imprevisto triunfo (4-3) do U. Almeirim na Moçarria.
Antevisão – Os campeonatos apenas serão retomados no novo ano, de 2025. No caso da I Divisão Distrital, a 14.ª ronda está agendada para dia 12 de Janeiro, destacando-se o “clássico” U. Tomar-Ferreira do Zêzere, tendo o Samora Correia uma saída difícil, para defrontar o At. Ouriense, enquanto o Fazendense recebe o Mação, num confronto sempre disputado.
Na divisão secundária, também a 12, o Porto Alto recebe o Pontével, num aliciante embate entre os dois primeiros classificados da Série A. Mais a Norte, realce para as partidas Riachense-Tramagal e Vasco da Gama-Vilarense.
Quanto à Liga 3, terá a sua 15.ª jornada (do total de 18 desta primeira fase) no dia 5 de Janeiro, cabendo ao U. Santarém receber o vice-líder, 1.º Dezembro.
O Campeonato de Portugal regressará também no mesmo fim-de-semana, com o Fátima a ter a visita do Mortágua, emblema que, por curiosidade, reparte com os fatimenses a 4.ª posição.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Dezembro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – 12ª Jornada

(“O Templário”, 19.12.2024)
Culminando um selectivo marco histórico, alcançado em 85 temporadas de participação em competições oficiais, de índole Nacional e Distrital, o União de Tomar averbou, no passado Domingo, frente à equipa da Glória do Ribatejo – ganhando com uma retumbante goleada de 7-1 –, a 1.000.ª vitória do seu historial, nos 2.379 jogos oficiais que disputou (aprestando-se, em paralelo, a atingir igualmente as cinco centenas de empates).
Porque se trata de um evento de notável raridade, vale bem a pena fixar uma breve súmula relativa a estes 1.000 triunfos (465 em provas de âmbito nacional; e 535 em competições de cariz regional), indicando-se: o número de vitórias, por (i) competição, (ii) adversário e (iii) treinador; assim como o total de golos marcados pelos melhores goleadores, em jogos ganhos pelo União:

Destaques – Quanto ao jogo propriamente dito, e não obstante o significativo desnível do marcador, foi até pródigo em “histórias”: desde logo, o facto de ter sido a equipa da Glória – que somou a oitava derrota consecutiva, pior série registada no presente campeonato – a inaugurar o marcador, pouco depois do quarto de hora; de seguida, o U. Tomar a desperdiçar uma grande penalidade, antes de, já com meia hora de jogo, conseguir restabelecer a igualdade, para vir a consumar a reviravolta, ainda antes do intervalo. Na segunda metade, mais três golos de “rajada”, aos 55, 58 e 60 minutos, sentenciaram o desfecho da partida, confirmado aos 78 e 90 minutos.
Com a peculiaridade de Siaka Bamba e Wemerson Silva (este, totalizando agora 83 golos, a igualar Camolas como 3.º melhor marcador de sempre da história do clube) terem assinado dois “hat-tricks”, o U. Tomar obteve terceiro triunfo sucessivo no seu reduto (quinto, se contarmos os desafios da Taça), consolidando posição, mantendo o 10.º posto, mas apenas a dois pontos do 7.º.
Nos principais embates, entre os clubes do topo da tabela, o Ferreira do Zêzere reagiu da melhor forma ao desaire da semana anterior, não vacilando na deslocação a Torres Novas, onde averbou convincente vitória, por 2-0, marca que, aliás, se registava já ao intervalo, não tendo sofrido alteração, mesmo com os torrejanos reduzidos a dez unidades nos últimos quarenta minutos.
Também o Samora Correia saiu vencedor, na recepção ao Alcanenense, por tangencial 2-1, mantendo a perseguição ao líder, somente a dois pontos. Os samorenses resolveram a contenda em pouco mais de cinco minutos, com dois golos, aos 50 e 57 minutos, tendo sofrido ainda nos momentos finais, depois de os visitantes terem reduzido para a diferença mínima aos 84 minutos.
Num duelo entre os até então dois últimos (que, nas sete rondas anteriores, tinham somado um único ponto, acumulando seis desaires cada), o Águias de Alpiarça bateu, por categórico 4-0, o Salvaterrense, conseguindo sair da zona de despromoção, e “afundando” ainda mais o rival.
Surpresa – A surpresa será mais pela expressão do resultado, com que o At. Ouriense impôs ao Mação o que constitui já a quinta derrota consecutiva, num absolutamente imprevisto ciclo, para uma equipa que, a par do guia, Ferreira do Zêzere, fora a única a manter a invencibilidade nas sete primeiras jornadas. Neste embate, os golos como que surgiram aos pares: o grupo de Ourém chegou a 2-0 (12 e 17 minutos), tendo o Mação igualado o marcador com tentos aos 20 e 22 minutos; os anfitriões repuseram a vantagem (4-2) com outros dois golos, aos 33 e 34 minutos; a fechar, os maçaenses reduziram para 3-4 aos 89… e o At. Ouriense fixou o 5-3 aos 90 minutos!
Confirmações – Fazendense e Coruchense confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, vencendo, pela mesma marca (2-0), o Cartaxo e o Abrantes e Benfica, respectivamente.
Também de alguma forma enquadrado no que seria a expectativa acabou por ser o desfecho do confronto entre Entroncamento AC e Amiense: os forasteiros começaram por colocar-se em vantagem ainda antes da meia hora, vindo, mais uma vez, a ver escapar-se dois pontos, já em tempo de compensação, tendo a turma da casa estabelecido o empate (1-1) aos 90+7 minutos.
II Divisão Distrital – O Porto Alto impôs-se na recepção ao Forense, mercê de um solitário tento, o bastante para manter o comando da sua série, três pontos acima do Pontével e Marinhais, com o grupo dos Foros de Salvaterra agora já com um atraso de quatro pontos. Realce ainda para as goleadas obtidas por QT-SC Rio Maior (6-0, na recepção ao Benfica do Ribatejo) e Moçarriense (6-1 em Santarém, frente à equipa “B” do União local).
Na Série B, o Tramagal prossegue a sua senda triunfal (6-0 em Abrantes, também ante a equipa “B” do Abrantes e Benfica), somando sétima vitória em outros tantos desafios disputados; igualmente com 21 pontos (mas em oito jogos) segue o Vilarense, que ganhou 3-2 na Ortiga.
Liga 3 – O U. Santarém surpreendeu pela positiva, tendo ido ganhar por 3-0 às Caldas, subsistindo no 6.º posto, mas encurtando distâncias: agora, só a dois pontos do 5.º, precisamente o rival que derrotou, e a quatro pontos do… Belenenses (4.º classificado, sem ganhar há sete jornadas!).
Campeonato de Portugal – O Fátima, apesar de derrotado em Arronches (vice-líder) por tangencial 1-0, manteve a 4.ª posição (em igualdade com o Mortágua), assim como o diferencial de quatro pontos sobre a “linha de água”, à entrada para a derradeira ronda da primeira volta.
Antevisão – Na 13.ª ronda do Distrital da I Divisão destaca-se o encontro entre Samora Correia e Torres Novas, com os samorenses com maior favoritismo, tal como sucede com o Ferreira do Zêzere, que joga igualmente em casa, ante o At. Ouriense, e com o Fazendense, na visita à Glória.
Por seu lado, o U. Tomar viaja até Mação, procurando tirar partido da fase difícil que o adversário vem atravessando, no derradeiro desafio do ano de 2024.
Na II Divisão, destacam-se as seguintes partidas: Forense-Marinhais e Vilarense-Riachense.
A Liga 3, tal como o Campeonato de Portugal, apenas serão retomados no início de Janeiro.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Dezembro de 2024)
Liga Conferência – 2024-25 – Sorteio do “Play-off” intercalar
KAA Gent (17.º) – Betis (15.º)
TSC Bačka Topola (24.º) – Jagiellonia Białystok (9.º)
Celje (21.º) – APOEL (11.º)
Víkingur Reykjavík (19.º) – Panathinaikos (13.º)
FC København (18.º) – Heidenheim (16.º)
Molde (23.º) – Shamrock Rovers (10.º)
Omonoia (22.º) – Pafos (12.º)
Borac Banja Luka (20.º) – Olimpija Ljubljana (14.º)
Os jogos da primeira mão serão disputados a 13 de Fevereiro de 2025, estando a segunda mão agendada para 20 de Fevereiro.
Anota-se a curiosidade de três clubes repetirem a participação nesta fase, em relação à época anterior: Betis, KAA Gent e Molde.
O V. Guimarães, directamente apurado para os 1/8 de final, defrontará nessa eliminatória uma das seguintes quatro equipas: KAA Gent-Betis, ou FC København-Heidenheim. Enquanto 2.º classificado da fase de Liga, apenas poderá cruzar-se com o 1.º (Chelsea) na Final da prova.
Liga Conferência – 2024-25 – 6ª Jornada – Resultados e Classificação
19.12.2024 - Heidenheim - St. Gallen 1-1 19.12.2024 - APOEL - Astana 1-1 19.12.2024 - Cercle Brugge - İstanbul Başakşehir 1-1 19.12.2024 - Chelsea - Shamrock Rovers 5-1 19.12.2024 - Djurgården - Legia Warsaw 3-1 19.12.2024 - Lugano - Pafos 2-2 19.12.2024 - Borac Banja Luka - Omonoia 0-0 19.12.2024 - TSC Bačka Topola - Noah 4-3 19.12.2024 - Heart of Midlothian - Petrocub Hîncești 2-2 19.12.2024 - Jagiellonia Białystok - Olimpija Ljubljana 0-0 19.12.2024 - Larne - KAA Gent 1-0 19.12.2024 - LASK - Víkingur Reykjavík 1-1 19.12.2024 - Molde - Mladá Boleslav 4-3 19.12.2024 - Celje - The New Saints 3-2 19.12.2024 - Panathinaikos - Dinamo Minsk 4-0 19.12.2024 - Betis - HJK Helsinki 1-0 19.12.2024 - Rapid Wien - FC København 3-0 19.12.2024 - V. Guimarães - Fiorentina 1-1






