Liga Europa – “Play-off” intercalar (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Viktoria Plzeň - Ferencvárosi 3-0 0-1 3-1 Bodø/Glimt - Twente 3-2 (5-2ap) 1-2 6-4 Ajax - Union Saint-Gilloise 0-2 (1-2ap) 2-0 3-2 Galatasaray - AZ Alkmaar 2-2 1-4 3-6 AS Roma - FC Porto 3-2 1-1 4-3 Anderlecht - Fenerbahçe 2-2 0-3 2-5 FCSB - P.A.O.K. 2-0 2-1 4-1 Real Sociedad - Midtjylland 5-2 2-1 7-3
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Paris St.-Germain - St. Brestois 7-0 3-0 10-0 Atalanta - Club Brugge 1-3 1-2 2-5 Real Madrid - Manchester City 3-1 3-2 6-3 PSV Eindhoven - Juventus 2-1 (3-1ap) 1-2 4-3 Benfica - AS Monaco 3-3 1-0 4-3 Borussia Dortmund - Sporting 0-0 3-0 3-0 Bayern München - Celtic 1-1 2-1 3-2 AC Milan - Feyenoord 1-1 0-1 1-2
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar – Benfica – Monaco
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo, António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Fredrik Aursnes, Leandro Barreiro, Orkun Kökçü (87m – João Rego), Kerem Aktürkoğlu (58m – Zeki Amdouni), Andreas Schjelderup (58m – Samuel Dahl) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (87m – Andrea Belotti)
Monaco – Radosław Majecki, Krépin Diatta, Thilo Kehrer, Wilfried Singo, Christian Mawissa (80m – George Ilenikhena), Caio Henrique (80m – Kassoum Ouattara), Maghnes Akliouche, Lamine Camara, Eliesse Ben Seghir, Takumi Minamino (87m – Lucas Michal) e Breel Embolo (65m – Mika Biereth)
1-0 – Kerem Aktürkoğlu – 22m
1-1 – Takumi Minamino – 32m
1-2 – Eliesse Ben Seghir – 51m
2-2 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 76m
2-3 – George Ilenikhena – 81m
3-3 – Orkun Kökçü – 84m
Cartões amarelos – Leandro Barreiro (67m) e Zeki Amdouni (71m); Maghnes Akliouche (62m)
Árbitro – Glenn Nyberg (Suécia)
Tinha ficado já no ar, no final do jogo da 1.ª mão, no Monaco, a inquietação decorrente de o Benfica ter desaproveitado soberanas ocasiões para fechar definitivamente a eliminatória a seu favor. Como se viria a confirmar, a vantagem de um golo (mesmo que obtida em terreno alheio) pode ser muito ténue.
O que é facto é que – mesmo ciente de que jogar para o empate é sempre um risco significativo, que se deve procurar evitar – o Benfica evidenciou uma abordagem desastrada a este desafio da 2.ª mão, concedendo todas as vantagens – até anímicas – ao oponente.
Até à hora de jogo, a equipa benfiquista nunca conseguiu encontrar o “Norte” dentro de campo, sempre em posição de inferioridade face ao desempenho da equipa do principado, perante a intensidade e dinamismo colocado em campo pelos seus principais talentos (com destaque para Akliouche e Ben Seghir), tendo chegado mesmo a passar por momentos em que se viu “encostado às cordas” (o que se verificava, precisamente, antes das primeiras substituições operadas por Bruno Lage).
Com “mais sorte que juízo” o Benfica até teria ainda a benesse de marcar primeiro, duplicando a vantagem na eliminatória, com Aktürkoğlu, por fim, a reencontrar-se com o golo, mercê de um fantástico trabalho prévio de Pavlídis, a deambular dentro da área, nunca desistindo, fazendo “gato sapato” dos vários defesas que lhe iam surgindo ao caminho.
Até à meia hora de jogo, em três encontros (dois e um terço, vá…) com o Benfica, o Monaco “não tinha tido sorte nenhuma”: Minamino acabara de cabecear ao poste da baliza, quando, no minuto imediato, não perdoou, marcando o 1-1.
O empate que se registava ao intervalo era um resultado bem lisonjeiro para a equipa portuguesa. E as coisas não mudariam de figura no início do segundo tempo: a continuar a jogar como o tinha vindo a fazer, só “por milagre” o Benfica conseguiria apurar-se.
A confirmar essa ideia – estava bem à vista de todos –, surgiria mesmo, bem cedo, o segundo golo da turma monegasca, a colocar-se em vantagem no marcador, igualando a eliminatória, e, por coincidência, também neste caso, imediatamente depois de o mesmo Ben Seghir ter rematado com bastante perigo.
Até que o milagre se revelaria: as entradas de Amdouni e, sobretudo, de Dahl (proporcionando maior consistência no flanco esquerdo, num notável trabalho de apoio e complemento a Carreras) viriam a dar uma configuração completamente diferente ao jogo. Com o Benfica a melhorar notoriamente o desempenho, a derradeira meia hora seria “de loucos”.
Com o 2-2, em mais um golo de Pavlídis, na conversão de uma grande penalidade, a um quarto de hora do final, esperar-se-ia que o desfecho da eliminatória pudesse, de alguma forma, estar controlado.
Mas não… Apenas cinco minutos volvidos Trubin – que, na primeira parte, fizera, pelo menos, um par de defesas que salvaram outros tantos golos – deu um enorme “frango” e o Monaco voltava a superiorizar-se no marcador, passando, então, o prolongamento a ser um cenário de forte probabilidade.
Valeu à formação portuguesa o comportamento tipo “kamikaze” dos jogadores do Monaco (o que ficou patente, a espaços, em todos os três jogos, evidenciando as suas grandes fragilidades de organização defensiva) – a fazer lembrar as equipas africanas dos anos 80/90, muito dotadas tecnicamente, mas com notórias insuficiências a nível táctico – para, num último fôlego, o Benfica conseguir ainda resgatar a eliminatória, alcançando o 3-3 (dos quais, três golos apontados num intervalo de apenas oito minutos, entre os 76 e os 84!), tendo Kökçü dada a melhor finalização a uma excelente assistência de Carreras.
Que poderia, aliás, ter-se convertido ainda numa vitória benfiquista, quando, já em tempo de compensação, o árbitro assinalou o que seria a segunda grande penalidade, contudo, revertida pelo “VAR”.
O Benfica – que teve de sofrer bem mais do que deveria – bem pode ir “pôr umas velinhas a Fátima”.
O Pulsar do Campeonato – 17ª Jornada

(“O Templário”, 13.02.2025)
Recebendo um adversário em bom momento de forma – que consigo partilhava a melhor série de vitórias então em curso (cinco) –, o Ferreira do Zêzere desembaraçou-se de forma categórica do Coruchense, impondo-lhe uma inapelável goleada. Qual “rolo compressor”, com 16 vitórias em 17 jornadas (a deixar transparecer que terá sido de alguma forma incidental o desaire caseiro ante o Samora Correia), o emblema ferreirense parece lançado na senda de um inédito título.
É que, em conjugação com um desempenho muito afirmativo do comandante, os seus mais imediatos perseguidores dão indícios de claudicar, numa ronda em que as equipas que se posicionavam no 2.º, 3.º e 4.º lugares foram, todas elas, derrotadas! No caso do Fazendense (3.º), o atraso, agora de doze pontos, será já irremediável; por seu turno, o surpreendente desaire do vice-líder, Samora Correia, tem como implicação directa ter passado a distar sete pontos do guia.
Como bem evidencia o sucedido com o grupo das Fazendas – oito pontos perdidos nos três últimos jogos (!) – ninguém poderá estar imune a fases menos produtivas, mas o Ferreira só perderia este campeonato se tivesse, pelo menos, três dias maus, nas 13 partidas restantes.
Depois de, há menos de dois meses, ter atingido a histórica marca de 1.000 vitórias em jogos oficiais, o União de Tomar chegou, no passado fim-de-semana, aos 500 empates. Regista, nesta altura, um total de 1.000 vitórias, 500 empates e 885 derrotas, em 2.385 desafios disputados.
A propósito de estatísticas, aqui fica ainda uma outra, de cariz mais pessoal, sendo este o 400.º artigo sobre “O Pulsar do Campeonato”, publicado em “O Templário”, desde há doze anos e meio.
Destaques – A primeira nota de realce vai para a forma como o Ferreira do Zêzere bateu o Coruchense, grupo de muito bom potencial, mas impotente para travar a cavalgada do líder, que, com dois tentos apontados antes dos vinte minutos, praticamente sentenciou o desfecho a seu favor. Tal seria confirmado em cima do intervalo, quando a turma do Sorraia ficou, primeiro, reduzida a dez unidades, e, logo de seguida, consentindo o terceiro golo. Na etapa complementar, os ferreirenses limitaram-se a gerir, tendo fixado a contagem (um robusto 4-0) aos 70 minutos.
Em destaque esteve também o Torres Novas, embalado com a goleada aplicada ao U. Tomar, tendo, desta feita, ido ganhar às Fazendas de Almeirim, por 2-1, depois de ter chegado ao intervalo já em vantagem (1-0), que recuperaria próximo do final. Não obstante mantenham, por ora, o 6.º posto, os torrejanos têm agora o duo que reparte o 4.ª lugar (Alcanenense e Coruchense) só dois pontos acima, reduzindo-se para quatro pontos o diferencial face ao seu adversário, na 3.ª posição.
Não foi um desfecho que não pudesse ser expectável, mas, indo ao Entroncamento golear por 4-1, o Mação pode, por fim, ter sacudido a má fase que vinha atravessando (tendo acumulado sete derrotas nas nove jornadas precedentes), firmando-se na primeira metade da pauta classificativa (8.º classificado), e onde só poderá olhar para cima, dado dispor de sete pontos de avanço sobre o At. Ouriense. O conjunto da cidade ferroviária, a necessitar de pontos, ainda começou por se colocar em vantagem, logo à passagem dos dez minutos, mas os maçaenses, depois de empatarem perto da meia hora, arrancaram para a vitória, com mais três golos entre os 59 e os 78 minutos.
Surpresa – Afigura-se como bastante imprevisto o desaire sofrido pelo Samora Correia em Alpiarça, derrotado por 2-0 pelo Águias, que soma assim preciosos pontos para se afastar da zona de despromoção; com três triunfos nas seis rondas mais recentes, o grupo alpiarcense (13.º na tabela) dispõe agora de margem de segurança de sete pontos em relação à “linha de água”.
Confirmações – As restantes quatro partidas da 17.ª jornada tiveram resultados dentro da lógica, desde logo com os triunfos do Alcanenense (3-1, na recepção ao “lanterna vermelha”, Salvaterrense, tendo os donos da casa chegado a 2-0 ainda no quarto de hora inicial) e do Abrantes e Benfica (2-0, ante o Cartaxo, com os abrantinos a abrir o activo antes de completados os primeiros cinco minutos, confirmando a vitória, com o segundo tento, à beira do intervalo).
Bem mais dificuldades teve o Amiense para levar de vencida a turma da Glória do Ribatejo. Os forasteiros marcaram primeiro, a meio da primeira parte, e mantiveram-se em vantagem até aos derradeiros dez minutos, altura em que, com dois golos apontados, a formação dos Amiais conseguiria arrancar um ansiado êxito (2-1), no reencontro com as vitórias, cinco jornadas depois.
O Amiense partilha agora o 10.º posto com o U. Tomar, que, tendo a visita do At. Ouriense, repetiu, pelos mesmos números, o resultado do desafio da primeira volta (2-2 – por coincidência exactamente o desfecho averbado na véspera, pelas formações juniores dos dois emblemas).
Foi a quinta ronda sucessiva do campeonato sem ganhar – por parte de ambas as equipas –, mas, pelo menos, conseguiu travar-se um ciclo de quatro derrotas dos tomarenses. A turma unionista marcou primeiro, à passagem do quarto de hora, permitindo o restabelecimento da igualdade pouco tempo volvido, tendo o grupo de Ourém operado a reviravolta (1-2) próximo do intervalo.
Na etapa complementar o União assumiu a iniciativa do jogo, na procura de pontuar, vindo a fixar o empate à entrada do último quarto de hora, depois de ter já desperdiçado algumas outras ocasiões de golo. Perante um adversário que denotou fragilidades defensivas, os nabantinos ficaram a dever a si próprios não ter conseguido voltar aos triunfos.
II Divisão Distrital – A Série A teve uma jornada (12.ª, primeira da segunda volta) caracterizada pelas goleadas: 6-0 do líder, Porto Alto, frente à equipa “B” do U. Santarém; 7-0, do Benavente, no terreno do Benfica do Ribatejo; e, sobretudo, pelo inusitado da situação, o 7-1 com que o Forense “despachou” o Pontével, com o qual repartia a 2.ª posição da tabela classificativa!
A turma do Porto Alto tem agora seis pontos de vantagem sobre o Forense, e já nove pontos de avanço em relação ao Pontével (que baixou ao 3.º lugar, dois pontos acima do Marinhais).
Na Série B, o Tramagal, vencedor do Mindense por 4-2, dispõe já – neste caso, no final da primeira volta da prova (13.ª ronda) – de vantagem de oito pontos face a Vasco da Gama (vitória por 4-1 na Atalaia) e Vilarense (que folgou). Realce ainda para a imprevista derrota do Riachense no Pego.
Porto Alto e Tramagal parecem, pois, bem encaminhados para o regresso à divisão maior, bastantes anos depois das respectivas últimas participações nesse escalão.
Campeonato de Portugal – O Fátima “soma e segue”: quinta vitória (1-0) sucessiva, na recepção ao Marinhense, numa jornada (18.ª) com a singular particularidade de todos os restantes (seis) encontros terem terminado empatados!
Os fatimenses partilham agora a 2.ª posição com o Arronches e Benfica, com uma margem de doze pontos face à zona de despromoção, parecendo já seguro poder tirar-se a ilação de que serão apenas dois os clubes a despromover da I à II Divisão Distrital no final desta temporada.
Antevisão – No primeiro escalão destaca-se o embate entre Samora Correia e Coruchense, duas formações a “lamber as feridas” dos desaires do último Domingo. O guia, Ferreira do Zêzere, recebe o Entroncamento AC. O U. Tomar, jogando de novo em casa, tem a visita do Alcanenense. Na segunda divisão joga-se apenas na Série B, realçando-se o confronto Tramagal-Vilarense.
No arranque da fase de manutenção da Liga 3, o U. Santarém (que parte na 2.ª posição, entre os seis concorrentes da Série 2, apenas atrás da Académica – sendo que serão despromovidos os dois últimos classificados de cada série), começa por receber, precisamente, a turma coimbrã.
No Campeonato de Portugal, o Fátima defronta também (fora de casa) uma equipa conimbricense, o União 1919, que se encontra em zona de despromoção (actual antepenúltimo classificado).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Fevereiro de 2025)
Liga Conferência – “Play-off” intercalar (1.ª mão)
13.02.2025 - KAA Gent - Betis 0-3 13.02.2025 - TSC Bačka Topola - Jagiellonia Białystok 1-3 13.02.2025 - Celje - APOEL 2-2 13.02.2025 - Víkingur Reykjavík - Panathinaikos 2-1 13.02.2025 - FC København - Heidenheim 1-2 13.02.2025 - Molde - Shamrock Rovers 0-1 13.02.2025 - Omonoia - Pafos 1-1 13.02.2025 - Borac Banja Luka - Olimpija Ljubljana 1-0
Liga Europa – “Play-off” intercalar (1.ª mão)
13.02.2025 - Ferencvárosi - Viktoria Plzeň 1-0 13.02.2025 - Twente - Bodø/Glimt 2-1 13.02.2025 - Union Saint-Gilloise - Ajax 0-2 13.02.2025 - AZ Alkmaar - Galatasaray 4-1 13.02.2025 - FC Porto - AS Roma 1-1 13.02.2025 - Fenerbahçe - Anderlecht 3-0 13.02.2025 - P.A.O.K. - FCSB 1-2 13.02.2025 - Midtjylland - Real Sociedad 1-2
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar (1.ª mão)
11.02.2025 - Stade Brestois - Paris Saint-Germain 0-3 12.02.2025 - Club Brugge - Atalanta 2-1 11.02.2025 - Manchester City - Real Madrid 2-3 11.02.2025 - Juventus - PSV Eindhoven 2-1 12.02.2025 - AS Monaco - Benfica 0-1 11.02.2025 - Sporting - Borussia Dortmund 0-3 12.02.2025 - Celtic - Bayern München 1-2 12.02.2025 - Feyenoord - AC Milan 1-0
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar – Monaco – Benfica
Monaco – Radosław Majecki, Vanderson Campos, Mohammed Salisu, Thilo Kehrer e Krépin Diatta; Maghnes Akliouche (68m – Eliesse Ben Seghir), Denis Zakaria, Almoatasembellah Al-Musrati e Alexandr Golovin (68m – Takumi Minamino); Breel Embolo e Mika Biereth (57m – Soungoutou Magassa)
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo (67m – Ángel Di María) (86m – Arthur Cabral), António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Fredrik Aursnes, Florentino Luís (67m – Leandro Barreiro), Orkun Kökçü, Andreas Schjelderup (78m – Zeki Amdouni)), Kerem Aktürkoğlu e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (78m – Andrea Belotti)
0-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 48m
Cartões amarelos – Álvaro Carreras (16m) e Florentino Luís (56m); Almoatasembellah Al-Musrati (41m), Vanderson Campos (79m) e Denis Zakaria (90m)
Cartão vermelho – Almoatasembellah Al-Musrati (52m)
Árbitro – Maurizio Mariani (Itália)
O Benfica voltou a ganhar no Principado. Incrivelmente, o Monaco voltou a terminar o jogo reduzido a dez elementos, por circunstâncias em tudo idênticas às do jogo anterior: Carreras (outra vez) poderia ter visto o segundo cartão amarelo, e quem acabou expulso foi, de novo, o jogador da casa (o nosso bem conhecido Al-Musrati), desta vez, por reclamar ostensivamente, na direcção do árbitro, a amostragem de tal cartão. Mas as semelhanças com o desafio da fase de “Liga” terminam por aqui.
A primeira parte foi bastante repartida, com as duas equipas com abordagem similar, apostando em rápidas transições, mas com sucessivas perdas de bola, sem ter, efectivamente, criado soberanas ocasiões de golo. Sem um “fio de jogo” definido, de parte a parte, não se poderá dizer que alguma equipa se tenha claramente superiorizado.
Mal se tinha iniciado o segundo tempo e logo o Benfica se colocaria em vantagem, num lance finalizado com uma fantástica execução técnica de Pavlídis: uma excelente abertura de Tomás Araújo, a solicitar o avançado grego, que, depois de se desembaraçar do defesa contrário, já algo descaído sobre o lado direito e próximo da linha de fundo, com ângulo reduzido, fez a bola “picar” sobre o guardião, anichando-se inapelavelmente no fundo das redes.
Fruto directo ou não de algum descontrolo emocional, as coisas complicar-se-iam decisivamente para o Monaco com a expulsão de Al-Musrati, que, já admoestado com cartão amarelo (apenas dez minutos antes), terá sido algo ingénuo na forma como reinvindicou que Carreras fosse sancionado com igual medida (o que ditaria a sua expulsão), acabando por ser vítima de um critério bastante severo por parte do árbitro.
A partir daí o Monaco perdeu-se completamente; o jogo parecia oferecer tantas facilidades ao Benfica, que, notoriamente, houve dificuldade em manter o foco, tornando-se, até final, um festival de desperdício de lances ofensivos. Por seu lado, as substituições operadas por Adi Hutter não resultaram, e, com o avançar do tempo, parecia adivinhar-se que o Benfica acabaria por ampliar a contagem.
Porém, lançado contra uma “parede” (a equipa da casa, sem bola, via-se forçada a recuar no terreno, para a imediação da sua área), terá faltado ao Benfica – desaproveitando a superioridade numérica de que beneficiou durante cerca de 40 minutos e actuando num ambiente como que a jogar “em casa” – a frieza necessária para materializar tantas ocasiões de perigo, ficando a dever a si próprio não ter, desde logo, “fechado” a eliminatória, num jogo em que deveria ter vencido, à vontade, pelo menos, por três golos de diferença!
A desorientação da formação monegasca teria ainda outras implicações disciplinares, com Vanderson e Zakaria a ficarem igualmente arredados do jogo da segunda mão (tal como sucede, no caso do Benfica, com Florentino, receando-se que também Di María, forçado a sair, por lesão, menos de vinte minutos depois de ter entrado em campo, tenha de ficar afastado dos relvados durante largo período).
Nos minutos derradeiros (e não obstante ter sido Arthur Cabral a entrar para o lugar do argentino), a sensação que pairou foi que a equipa benfiquista, ainda “escaldada” pelo final do jogo ante o Barcelona, terá optado por privilegiar preservar a vantagem.
Esperemos que o Benfica não venha a ter de lamentar a falta de eficácia, numa eliminatória que – disso terá de ter-se a plena consciência – acabou por não ficar ainda decidida, e em que será arriscada uma abordagem, mesmo que a nível do subconsciente, de pensar que, na 2.ª mão, na Luz, “o empate serve”.
O Pulsar do Campeonato – 16ª Jornada

(“O Templário”, 06.02.2025)
Mais adiante se poderá aquilatar de forma cabal sobre o impacto do desfecho do embate entre Samora Correia e Fazendense (0-0), do que decorreu, por ora, o ampliar da distância destas duas equipas face ao comandante, com os ferreirenses a disporem, nesta altura, de avanço de quatro pontos sobre os samorenses, e já de nove pontos em relação ao conjunto das Fazendas.
Tal terá comprometido definitivamente as aspirações do Fazendense, ao mesmo tempo que poderá ter proporcionado importante folga para a “gestão” do resto do campeonato por parte do guia.
Destaques – No “jogo-grande” da ronda de arranque da segunda volta da prova, as equipas do Samora Correia e do Fazendense neutralizaram-se, não tendo desfeito o nulo, no que se afigura, pois, um resultado penalizador para ambos os emblemas, que não pode ter deixado nenhum deles satisfeito. Acresce que, no caso dos samorenses, para além do efeito aritmético directo (dois pontos perdidos) também em termos anímicos poderá fazer alguma mossa terem visto (por fim) interrompida uma fantástica senda triunfal, que registavam há 14 encontros (Taça incluída), tendo vencido todos os desafios disputados nos meses de Outubro, Novembro, Dezembro e Janeiro!
Assim, o maior ciclo de vitórias presentemente em curso no campeonato passou agora a pertencer – e para além do Ferreira do Zêzere – ao Coruchense, ambos vencedores nas últimas cinco rondas.
A formação do Sorraia deslocou-se a Mação, impondo-se por 4-3, numa partida repleta de cambiantes: depois de os maçaenses terem chegado a dispor de vantagem de dois golos, os visitantes, com uma sequência de três golos, inverteram tal situação; os donos da casa ainda empataram, mas, já na parte final, os forasteiros apontariam o tento decisivo. Posicionado no 4.º lugar, agora a escassos dois pontos do Fazendense, mas com um atraso de onze pontos em relação ao líder, o (notável) desempenho do Coruchense não lhe permitirá, contudo, aspirar a chegar ao topo, face ao muito negativo começo de época, somando três desaires nos quatro jogos iniciais.
De realçar ainda o triunfo do Alcanenense, em Ourém, ante o Atlético local, por 3-2: o conjunto de Alcanena chegou, de modo imprevisto, a uma vantagem de três golos, logo a abrir a segunda metade da partida, não tendo os anfitriões conseguido melhor do que minorar o impacto da derrota, com dois tentos, apontados já no derradeiro quarto de hora (o segundo deles, a quatro minutos do final), demasiado tarde para completar a recuperação.
Numa jornada, outra vez, com muitos golos (total de 32, à média de 4 por jogo), desfecho idêntico se registou também no Salvaterrense-Abrantes e Benfica. As similitudes com o jogo anterior não se ficaram por aí: os abrantinos, depois de cedo inaugurarem o marcador, também estiveram a vencer por 3-1 – após o conjunto de Salvaterra ter ainda chegado ao empate – e vindo o “placard” a ser fixado também ao minuto 86. Depois de dois resultados positivos, este foi, de certa maneira, um “passo atrás” por parte do Salvaterrense, outra vez “lanterna vermelha” isolado.
Confirmações – Nos outros quatro encontros da 16.ª jornada, os resultados confirmaram o que se poderia antever, mesmo que, em alguns casos, por números acima do expectável.
Tal aplica-se com toda a propriedade à goleada (4-0) imposta pelo Torres Novas ao U. Tomar, que, numa reversão do que de bom vinha mostrando nos dois últimos jogos, acumulou quarta derrota sucessiva no campeonato. E, como sucedera em Mação, outra vez com uma péssima entrada em campo, difícil de compreender: ainda antes do quarto de hora, o jogo estava, de novo, perdido, com três golos dos torrejanos, apontados aos dois, seis e 14 minutos!
A partir da meia hora, e, principalmente, na segunda parte, os tomarenses deram imagem bem diferente, chegando inclusivamente a assumir maior iniciativa de jogo, perante um adversário que, então, se concentrava, sobretudo, em impedir que o adversário pudesse marcar um golo, e sonhar com a “reentrada” no jogo, numa estratégia deliberada de gestão, e de limitação de riscos.
O que é facto é que, não só o União não marcaria, como, a três minutos do termo do tempo regulamentar, o Torres Novas viria mesmo a chegar ao 4-0, outra pesada derrota dos nabantinos.
O Cartaxo, recebendo o Amiense, que vinha numa série de quatro empates, voltou a ganhar (averbando apenas a segunda vitória, nas onze jornadas mais recentes), por 2-0, igualando o U. Tomar no 10.º lugar, ambos com dois pontos à maior sobre o conjunto dos Amiais… e, tão somente, seis pontos acima de Águias de Alpiarça e Entroncamento AC.
Num confronto que assumia cariz determinante, entre os então 14. º e 16.º classificados, apartados por quatro pontos, a equipa da Glória do Ribatejo não conseguiu ser bem-sucedida na recepção à turma da cidade ferroviária, deixando também escapar vantagem de dois tentos, permitindo a reviravolta ao Entroncamento, para, num jogo muito renhido, acabar por vir ainda a restabelecer a igualdade final, a três golos, subsistindo inalterada tal diferença pontual, a separar a zona de manutenção dos (dois) clubes abaixo da “linha de água” – para além da Glória, o Salvaterrense.
Porque os últimos são, neste caso, os primeiros, não teve grande história a partida entre Ferreira do Zêzere e Águias de Alpiarça, com o líder a ganhar por natural 3-0, ante um dos 13.º classificados, resultado feito, aliás, ainda na primeira parte, com golos aos 3, 17 e 40 minutos.
II Divisão Distrital – A primeira nota vai para o peculiar desfecho do Forense-Benfica do Ribatejo, que os visitados ganharam por 9-3 (tendo chegado mesmo a 9-1!), continuando a partilhar a 2.ª posição com o Pontével (vencedor, por 2-0, no terreno do Rebocho), mantendo o líder avanço de seis pontos, após ter batido o Paço dos Negros, por 3-1. Algo inesperado terá sido o desaire caseiro do Marinhais (1-2) ante o Moçarriense, a atrasar-se de forma comprometedora.
A Norte, o Tramagal foi ganhar (2-1) ao reduto do Caxarias, beneficiando do deslize do seu mais directo perseguidor, Vilarense (derrotado por igual marca em Minde), para ampliar, para cinco pontos, o avanço de que dispõe sobre o 2.º classificado; passando a ser já oito os pontos de vantagem sobre o trio que reparte o 3.º lugar (Vasco da Gama, Riachense e Espinheirense), realçando-se o triunfo averbado pela formação do Espinheiro, fora de casa, ante o Vasco da Gama.
Campeonato de Portugal – De forma sensacional, o Fátima somou quarto triunfo consecutivo, tendo ido ganhar ao terreno do anterior vice-líder, Peniche, mercê de um solitário tento. Os fatimenses, mantendo o 4.º posto, distam agora somente dois pontos do 2.º lugar (de novo pertença do Arronches e Benfica), estando um único ponto atrás do rival do passado Domingo. A vantagem face à zona de despromoção, quando faltam disputar nove jornadas, é já de dez pontos!
Antevisão – Na I Divisão Distrital as atenções estarão focadas, principalmente, no Ferreira do Zêzere-Coruchense, opondo o 1.º e 4.º classificados, que seguem, cada qual, com as tais séries de cinco triunfos consecutivos. Por seu lado, o Samora Correia desloca-se a Alpiarça, enquanto o Fazendense recebe o Torres Novas. Em jogo importante, o U. Tomar terá a visita do At. Ouriense.
No segundo escalão, o realce vai para as seguintes partidas: Forense-Pontével, num aliciante duelo entre os vice-líderes da Série A; Pego-Riachense e U. Atalaiense-Vasco da Gama.
A Liga 3 é reatada este fim-de-semana, mas somente no que respeita ao apuramento de Campeão, com destaque para o clássico ocidental de Lisboa, com o Belenenses a receber o Atlético. A disputa da fase de manutenção, na qual se insere o U. Santarém, apenas se inicia a 16 de Fevereiro.
No Campeonato de Portugal, já na sua 18.ª ronda (de um total de 26), o Fátima recebe o Marinhense, equipa que se posiciona imediatamente após os fatimenses, só dois pontos abaixo.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Fevereiro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 30.01.2025)
No que constitui o seu melhor momento na presente temporada, o U. Tomar surpreendeu o “Rei da Taça”, Fazendense, garantindo o apuramento para as meias-finais da “prova rainha”, o que alcança pela quinta vez no seu historial (em 26 participações na Taça do Ribatejo), após ter atingido, pelo menos, essa fase, também nas épocas de 2002-03, 2017-18, 2019-20 e 2020-21.
De resto, os dois primeiros do campeonato (Ferreira do Zêzere e Samora Correia) confirmaram, com naturalidade, também na Taça, o bom desempenho que vêm exibindo, completando o Abrantes e Benfica o leque de semi-finalistas. As meias-finais, a disputar a duas mãos, têm, pois, o seguinte alinhamento: U.Tomar-Samora Correia; e Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere.
Destaques – A grande nota de realce dos quartos-de-final vai, indubitavelmente, para a proeza averbada pelo U. Tomar, afastando da prova o “recordista” de troféus na competição, Fazendense (cinco Taças do Ribatejo conquistadas, nos anos de 2006, 2012, 2014, 2016 e 2022).
Contando com alguns reforços, e dando seguimento às boas indicações que deixara já em Samora Correia, ante o vice-líder, o União – após ter defrontado o 1.º e 2.º classificados do campeonato – teve excelente entrada em jogo na recepção ao 3.º da tabela, Fazendense, inaugurando o marcador ainda dentro dos dez primeiros minutos, a traduzir a maior iniciativa até então assumida.
Tendo registado ainda outras boas acções ofensivas, os tomarenses viriam, contudo, a sofrer o tento do empate, próximo da meia hora de jogo. Não se descompondo, a turma unionista, bastante personalizada, recolocar-se-ia em vantagem (2-1) apenas dez minutos volvidos, resultado que se verificava ao intervalo.
No recomeço, o Fazendense voltaria a restabelecer a igualdade, tal como no primeiro golo do desafio, a favor do União, na sequência de um livre. A turma nabantina ia começando a denotar algumas dificuldades físicas, para suster o ritmo contrário, mas conseguiria ainda, a meio do segundo tempo, colocar-se, pela terceira vez, na frente do marcador!
Até final, o grupo das Fazendas intensificaria a pressão, vindo a fixar o 3-3 a escassos dois minutos dos noventa. Em tempo de compensação, Torres Gomez, melhor goleador do campeonato, podia ter ainda marcado, mas não foi evitado o recurso às grandes penalidades como fórmula de desempate, onde os tomarenses tiveram 100% de eficácia, face a uma única falha do adversário, com o guarda-redes unionista, Daniel Sebastião, a defender o terceiro remate.
Confirmações – A avaliar pelos números, os dois emblemas da frente da tabela da I Divisão Distrital, com expressivas vitórias, averbadas em terreno alheio, não experimentaram particulares dificuldades para superar esta ronda, e garantir a progressão para a fase seguinte da prova.
O guia do campeonato, Ferreira do Zêzere, deslocou-se ao Entroncamento, para defrontar o antepenúltimo (14.º) classificado, Entroncamento AC, tendo goleado por categórico 5-1. Por seu lado, o vice-líder, Samora Correia, em visita a Alpiarça, derrotou o Águias (13.º) por 3-0.
Os ferreirenses, actuais detentores do troféu, atingem as meias-finais da Taça pela sexta vez (depois das temporadas de 1989-90, 1998-99, 1999-00, 2000-01 e 2023-24). Por seu lado, os samorenses marcam presença no lote dos últimos quatro apurados da competição já pela oitava vez (após as épocas de 1981-82, 1982-83, 1993-94, 1996-97, 2007-08, 2019-20 e 2020-21).
A equipa do Abrantes e Benfica materializou a vantagem (teórica) de jogar no seu reduto, tendo afastado o Alcanenense (finalista da prova nas duas edições precedentes), ganhando por 3-1. Os abrantinos inauguraram o marcador ainda no quarto de hora inicial, tendo consentido o golo do empate nos minutos iniciais da segunda metade. Mas, de forma assertiva, marcariam mais dois tentos, fixando o “placard” a um quarto de hora do termo do desafio.
Esta é também a quinta participação do “renovado” (pese embora centenário) clube de Abrantes nas meias-finais da Taça do Ribatejo – a quarta consecutiva, depois de uma primeira presença em 2018-19; sendo que, ao contrário dos restantes apurados, busca ainda o seu primeiro troféu.
Liga 3 – Concluiu-se, com a disputa da 18.ª jornada, a primeira fase da “Liga 3”, não tendo havido alterações na classificação, no que respeita aos lugares cimeiros: com os empates registados no Restelo (0-0, num decisivo Belenenses-Académica) e nos Açores (2-2, no Lusitânia-Sporting “B”), as equipas do Belenenses (3.º) e Sporting “B” (4.º) confirmaram o apuramento para a fase de promoção, juntamente com os dois primeiros desta série B (Atlético e 1.º Dezembro).
Estes quatro clubes disputarão, com os quatro primeiros da série A (Lusitânia de Lourosa, Varzim, Fafe e Amarante) os dois lugares de subida directa à II Liga, sendo que o 3.º classificado deste torneio (em 14 rondas) terá de jogar um “play-off” com o 16.º classificado de tal escalão.
Quanto ao U. Santarém, que necessitava ganhar, acabou por ver-se derrotado na Covilhã, por 3-1, terminando na 6.ª posição, logo após a Académica, pelo que se vê relegado para a fase de manutenção, integrando uma série constituída por seis equipas (prova a disputar em dez jornadas), de que os dois últimos classificados serão despromovidos ao Campeonato de Portugal.
Em moldes inovadores nesta época, no que respeita ao regime de pontuação, as equipas partirão para essa segunda fase com um total de pontos decorrente de bonificações calculadas em função (i) da posição que obtiveram na primeira fase; e, cumulativamente, (ii) dos pontos averbados em tal fase: o U. Santarém, enquanto 6.º classificado, com 24 pontos, iniciará a fase de manutenção considerando as bonificações, respectivamente, de 5 + 2 pontos (total de 7 pontos). Os seus competidores partirão com as seguintes pontuações: Académica (6 + 3 = 9); Caldas (4 + 2 = 6); Sp. Covilhã (3 + 2 = 5); Oliveira do Hospital (2 + 1 = 3); e Lusitânia (1 + 0 = 1).
Campeonato de Portugal – O Fátima prossegue a sua muito boa campanha nesta prova, tendo somado terceiro triunfo sucessivo, ao receber e bater o Benfica e Castelo Branco por 1-0.
Os fatimenses (16 pontos) mantêm o 4.º posto, que partilham com o Marinhense, a quatro pontos do 2.º classificado (Peniche), tendo ampliado para confortáveis oito pontos a vantagem em relação à zona de despromoção, quanto restam disputar dez jornadas.
Antevisão – No arranque da segunda volta da I Divisão Distrital, a primeira nota vai para o “clássico dos clássicos” do futebol distrital, com o Torres Novas, também a comemorar o centenário da instituição do primitivo Torres Novas F.C., a receber o U. Tomar. Após 100 jogos oficiais entre os dois emblemas, os tomarenses levam ligeira vantagem ( 42 vitórias, face a 38, tendo-se registado 20 empates). Naturalmente, esta estatística altera-se contando apenas os encontros realizados em Torres Novas, com 29 triunfos dos torrejanos, contra 11 dos nabantinos.
De especial interesse será também o desafio que coloca frente-a-frente o 2.º e 3.º classificados, com o Samora Correia a receber o Fazendense, numa espécie de última cartada dos visitantes, “proibidos” de perder, perante um rival que segue com uma fantástica série de 14 vitórias!
Já o guia, Ferreira do Zêzere, é claramente favorito na recepção ao Águias de Alpiarça, podendo, cumprindo o seu papel, tirar partido do desfecho do embate de Samora.
No escalão secundário, destacam-se os seguintes encontros: Marinhais-Moçarriense, Caxarias-Tramagal e Vasco da Gama-Espinheirense. O comandante da série Sul, Porto Alto, recebe uma das equipas na posição de “lanterna vermelha”, Paço dos Negros.
Por seu turno, no Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se precisamente ao terreno do vice-líder da sua série, Peniche, podendo inclusivamente, em caso de vitória, entrar, de forma sensacional, na luta por um eventual apuramento para a fase final, de disputa da promoção.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Janeiro de 2025)



