O Pulsar do Campeonato – 21ª Jornada

(“O Templário”, 20.03.2025)
Com dez pontos de avanço, a nove jornadas do final, a questão que se coloca já não é, nesta altura, se o Ferreira do Zêzere se sagrará Campeão Distrital na presente temporada, mas sim, quando festejará este inédito título no seu historial. O comandante necessitará agora, no máximo, de ganhar seis dos nove desafios que lhe resta disputar, para confirmar tal conquista.
Os desfechos da 21.ª ronda foram assaz clarificadores, no que respeita aos dois primeiros classificados, com os ferreirenses a golear em Salvaterra, somando a 10.ª vitória consecutiva no campeonato, enquanto o Samora Correia claudicou em Abrantes, tendo vencido só metade dos seis encontros disputados na 2.ª volta, depois de uma excelente série de doze triunfos sucessivos.
Destaques – Numa partida em que os “extremos se tocaram”, o líder, Ferreira do Zêzere, mesmo reduzido a dez, suplantou o “lanterna vermelha”, Salvaterrense, no reduto deste, goleando por categórica marca de 5-0, em mais um passo da sua caminhada triunfal, elevando a pontuação para 60 pontos (num máximo de 63 pontos possíveis), ao registar a 20.ª vitória na prova!
O Abrantes e Benfica reagiu de forma assertiva ao duplo desaire sofrido ante os ferreirenses (para a Taça e para o campeonato), “passando a factura” ao Samora Correia, precisamente o mais directo perseguidor do guia, tendo os abrantinos vencido por 3-1, alimentando assim a expectativa de poder vir a subir ainda alguns degraus na pauta classificativa, agora a cinco pontos do 4.º posto.
Quem aproveitou o deslize dos samorenses foi, também, o Fazendense, consolidando a 3.ª posição, e aproximando-se bastante do vice-líder, somente a dois pontos. Para tal, o grupo das Fazendas, enfrentando deslocação de algum risco, a Alpiarça, triunfou por seguro 2-0, depois de ter aberto o activo à passagem dos dez minutos, obtendo o tento da confirmação já perto do final.
Num fim-de-semana em que os anteriores quatro clubes do topo da tabela actuaram, todos eles, em terreno alheio, o Torres Novas, de visita aos Amiais, não logrou também levar a melhor, não tendo ido além do empate a uma bola, pese embora tenha ripostado de pronto ao golo dos visitados, obtido aos 65 minutos. Aliás, dos nove primeiros, apenas samorenses e torrejanos não venceram; ao invés, dos sete últimos classificados, só o Amiense conseguiu pontuar (um ponto).
Merece sublinhado especial a vitória (1-0) alcançada pelo At. Ouriense, no terreno do Entroncamento AC, mercê de um tento apontado pouco depois da meia hora de jogo, a conseguir, enfim, colocar termo a uma longa “seca” de oito jogos sem ganhar (desde 15 de Dezembro); um resultado muito penalizador para os visitados, que acumularam quinta derrota consecutiva, tendo averbado, até à data, um único ponto na segunda volta, subsistindo em zona de despromoção.
Surpresa – O cariz surpreendente do desfecho do embate entre Cartaxo e Mação está, em boa verdade, mais nos números (0-4), ou seja, na expressão do triunfo dos maçaenses, do que, propriamente, no vencedor, atendendo ao bom momento que os forasteiros parecem vir atravessando, em contraponto a um desempenho que persiste irregular, da parte dos cartaxeiros. A turma de Mação reparte o 7.º lugar com o Abrantes e Benfica, podendo ainda aspirar a melhorar.
Confirmações – O Alcanenense confirmou, na recepção à equipa da Glória do Ribatejo, o favoritismo que lhe era creditado, mas, em fase menos confiante, os anfitriões não se mostraram muito convincentes, tendo subsistido o nulo até ao intervalo, chegando à vitória mercê de um solitário golo, logo no recomeço do desafio, o suficiente, ainda assim, para igualar o Torres Novas na 5.º posição, somente um ponto atrás do 4.º classificado.
Um lugar que o Coruchense voltou a ostentar, ao vencer em casa, também como seria, em boa medida, expectável, frente ao U. Tomar, por 2-0. Com os nabantinos a confirmar a subida de rendimento que vêm patenteando nas últimas semanas, também neste encontro o 0-0 se manteve, e não só até final da primeira parte, mas, inclusivamente, até próximo dos 70 minutos, traduzindo as dificuldades sentidas pela formação do Sorraia em criar soberanas ocasiões para marcar.
Só um inspirado bis de Carl Kevin Roxenborg (entrado em campo para a última meia hora) conseguiria desbloquear a resistência tomarense, anotando-se, inclusivamente, que o segundo tento foi obtido decorridos já dez minutos do tempo de compensação (devido a interrupção de alguns minutos, para assistência a jogadores, na sequência de um choque entre cabeças).
Nesse entretempo, os unionistas haviam procurado ainda chegar à igualdade, não tendo, contudo, conseguido materializar um ou outro lance em que chegaram a dar maior sensação de perigo.
II Divisão Distrital – Mais uma jornada passada, e não há novidades na frente, em ambas as séries, o que, por conseguinte, significará que, também neste caso, os líderes, Porto Alto (dispondo de nove pontos de vantagem) e Tramagal (com cinco pontos de avanço, e beneficiando de ter um jogo disputado a menos) se encaminham a passos largos para o regresso ao principal escalão.
Neste âmbito, o Porto Alto obteve um importante triunfo, em Benavente, por claro 3-0, por coincidência a mesma marca registada pelo Tramagal, na recepção à U. Atalaiense. Forense (goleando por 5-0, em Santarém, ante a equipa “B” do União local) e Pontével (ganhando 2-1 na Moçarria) são vice-líderes, na série a Sul, disputando com o Marinhais (dois pontos abaixo) o 2.º lugar, que dará acesso ao confronto decisivo, pela subida, ante o 2.º classificado da outra série.
Nesta, o Vasco da Gama não teve dificuldade para bater o Abrantes e Benfica “B”, por 4-1, mantendo uma margem de cinco pontos face ao Riachense (3.º), vencedor por 2-0 ante a Ortiga.
Liga 3 – O U. Santarém não conseguiu desfazer o nulo na recepção ao Caldas, mas segurando a 2.ª posição, a dois pontos da Académica (que foi empatar 2-2 a Oliveira do Hospital), tendo, ainda assim, os escalabitanos (que contam um jogo em atraso) preservado os seis pontos de vantagem face à “linha de água”, mercê também do desaire (2-0) sofrido pelo Sp. Covilhã nos Açores.
Campeonato de Portugal – O Fátima concretizou o que vinha “prometendo” há semanas, conseguindo alcandorar-se ao 2.º lugar – vaga de apuramento para a fase final –, com mais um categórico triunfo, por 3-0, em Pombal, beneficiando da derrota (2-0) do Arronches e Benfica em Alverca, perante a respectiva equipa “B”, tendo agora um ponto à maior, face aos alentejanos.
Entretanto, faltando realizar apenas as três últimas rondas da fase regular da competição, está já matematicamente confirmada a descida aos Distritais de União 1919, Alcains, Sertanense e Pêro Pinheiro, faltando apurar o último emblema a despromover, disputa que envolve ainda seis clubes.
Antevisão – Na I Divisão Distrital, na 22.ª jornada, o encontro de maior cartaz será o que coloca frente-a-frente o Fazendense e Coruchense, respectivamente 3.º e 4.º classificados. Ferreira do Zêzere, recebendo o Cartaxo, e Samora Correia, que terá a visita do Salvaterrense, perfilam-se com amplo favoritismo a somar mais três pontos. O U. Tomar enfrenta mais um importante desafio, recebendo o Entroncamento AC, com a expectativa de poder voltar a ganhar.
No escalão secundário joga-se apenas na série mais a Norte, com o líder, Tramagal, numa curta viagem até ao Pego, enquanto o Vasco da Gama se desloca ao terreno da Ortiga.
A normal sequência das jornadas da Liga 3 e do Campeonato de Portugal regista ligeira pausa, sendo o fim-de-semana aproveitado para acerto de calendário, com o U. Santarém a voar até aos Açores, para defrontar o Lusitânia, que ocupa o último lugar, a quatro pontos da “linha de água”.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Março de 2025)
Liga das Nações da UEFA – 2024/25 – 1/4 de Final (1.ª mão)
Liga A – 1/4 de final
Países Baixos – Espanha – 2-2
Croácia – França – 2-0
Dinamarca – Portugal – 1-0
Itália – Alemanha – 1-2
Play-off Liga A / Liga B
Turquia – Hungria – 3-1
Ucrânia – Bélgica – 3-1
Áustria – Sérvia – 1-1
Grécia – Escócia – 0-1
Play-off Liga B / Liga C
Kosovo – Islândia – 2-1
Bulgária – Irlanda – 1-2
Arménia – Geórgia – 0-3
Eslováquia – Eslovénia – 0-0
Dinamarca – Portugal (Liga das Nações – 1/4 de final)
Dinamarca – Kasper Schmeichel, Rasmus Kristensen, Jannik Vestergaard, Joachim Andersen, Gustav Isaksen (87m – Patrick Dorgu), Morten Hjulmand, Christian Eriksen (86m – Jonas Wind), Christian Nørgaard, Joakim Mæhle, Mika Biereth (69m – Rasmus Højlund) e Jesper Lindstrøm (69m – Andreas Skov Olsen)
Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot (66m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Renato Veiga (76m – Gonçalo Inácio), Nuno Mendes, Vítor Ferreira “Vitinha”, João Neves (86m – Bernardo Silva), Bruno Fernandes, Pedro Neto, Rafael Leão (76m – Rúben Neves) e Cristiano Ronaldo
1-0 – Rasmus Højlund – 78m
Cartões amarelos – Diogo Dalot (57m) e Vítor Ferreira “Vitinha” (59m)
Árbitro – Irfan Peljto (Bósnia-Herzegovina)
A Dinamarca podia ter definitivamente arrumado, a seu favor, esta eliminatória, tal o desperdício de flagrantes ocasiões de golo. Numa exibição deplorável da selecção portuguesa – ausente de campo, sem conseguir pegar no jogo – um resultado de, pelo menos, 4-0 não escandalizaria ninguém, perante o que se passou esta noite em Copenhaga.
Na equipa portuguesa salvou-se Diogo Costa, a defender uma grande penalidade (a remate de Christian Eriksen), para além de uma mão cheia de outras boas intervenções, a evitar outros tantos golos, num dos casos quase como que por milagre, com a bola, caprichosamente, em sucessivas carambolas, não se percebendo bem como não acabou dentro da baliza.
Falha de intensidade, em contraponto notório à agressividade colocada em campo pela selecção dinamarquesa, a formação portuguesa praticamente limitou-se a ver jogar, com Cristiano Ronaldo, plantado na frente, sem qualquer intervenção digna de registo, desde logo porque a bola não lhe chegava.
Um desempenho difícil de compreender e de justificar, perante a aposta num eixo do meio-campo formado pela dupla Vitinha e João Neves, que, muito recentemente (ao serviço do Paris Saint-Germain), subjugara o todo poderoso Liverpool, em pleno Anfield Road. Repleto de equívocos, o “plano de jogo” nunca carburou, e Portugal andou sempre a correr atrás da bola, em posse do adversário.
As estatísticas do jogo são bem elucidativas: a Dinamarca bateu o seu record de iniciativas de ataque, enquanto Portugal chegou ao minuto 90 com um único remate à baliza, apenas tendo feito a segunda tentativa (um remate frouxo, sem qualquer perigo) já em período de compensação.
A equipa nacional só pareceu esboçar alguma iniciativa, nos cinco minutos finais, após a entrada de Bernardo Silva, mas era tarde – isto depois de, a um quarto de hora do fim, Roberto Martínez ter transmitido um claro sinal de que ficaria satisfeito com o nulo que então se verificava, com as substituições operadas, numa clara aposta no reforço da tracção atrás.
Mas a Dinamarca viria a marcar apenas dois minutos volvidos (depois de, no lance imediatamente anterior, ter desperdiçado uma das várias ocasiões de que dispôs)… e Portugal viu-se desarmado, impotente para responder.
A verdade é que Roberto Martínez, tendo adquirido, logo de entrada, muito relevante capital de simpatia, pelo esforço de se expressar em português (e de forma bastante correcta – o que é muito difícil para um espanhol), começa já a ter demasiado tempo a dar a ideia de estar a desperdiçar a matéria-prima de que dispõe, que não demonstra evolução que possa ser visível.
A sua declaração de que precisamos de jogos como este, para aprender – ao mesmo tempo que reconheceu ter sido este o pior jogo desde que assumiu o comando técnico –, soou a incapacidade para dar a volta, e fazer da selecção uma equipa na verdadeira acepção do termo.
O crédito de que dispõe estará ao nível mais baixo de sempre. O desafio imediato é de monta: o de, perante um adversário que, agora, ganhou importante suplemento anímico de confiança, operar a reviravolta na eliminatória, de forma a poder marcar presença na “Final-Four”.
O Pulsar do Campeonato – 20ª Jornada

(“O Templário”, 13.03.2025)
Quase três meses depois da goleada (7-1) aplicada à equipa da Glória do Ribatejo, a 15 de Dezembro, na que fora a histórica 1.000.ª vitória do clube em jogos oficiais, o União voltou a ganhar, outra vez com uma goleada, num resultado de grande relevância, dado ter sido obtido ante um rival directo, permitindo, em simultâneo, ampliar para dez pontos (20 vs. 10) o diferencial face à “linha de água”, o que deverá proporcionar um final de temporada de maior tranquilidade.
A 20.ª jornada pautou-se, por outro lado, pelos triunfos obtidos pelos agora cinco primeiros classificados (Ferreira do Zêzere, Samora Correia, Fazendense, Torres Novas e Coruchense), com o Alcanenense como principal derrotado (tendo baixado do 4.º ao 6.º posto), salientando-se, em paralelo, a forma categórica como o líder “despachou”, uma vez mais, o Abrantes e Benfica.
Destaques – A principal nota de realce vai, justamente, para a vitória do Ferreira do Zêzere, na recepção ao Abrantes e Benfica, impondo robusta goleada, por 5-1 (isto, imediatamente após ter ido ganhar a Abrantes, no fim-de-semana precedente, para a Taça, por 3-0), no que constitui o 19.º triunfo do comandante, em vinte desafios disputados para o campeonato na presente época!
Parecendo conseguir tornar tudo fácil, nesta sua caminhada rumo a um inédito título de Campeão Distrital, os ferreirenses chegaram a vantagem de 2-0, com dois tentos apontados entre os 33 e os 53 minutos, tendo os abrantinos ripostado ainda, reduzindo a um quarto de hora do final; não vacilando, os anfitriões de imediato reporiam a diferença de dois golos (3-1), apenas dois minutos volvidos, vindo ainda a fechar a contagem com mais outros dois tentos, nos cinco minutos finais, não consentindo veleidades aos forasteiros, impotentes face ao poderio do opositor.
Nas Fazendas de Almeirim defrontavam-se o 3.º e 4.º classificados, até então separados por cinco pontos, com o Alcanenense a jogar uma “última cartada” nas suas aspirações de poder vir ainda a chegar ao pódio. O Fazendense assegurou, com aparente naturalidade, os três pontos, com dois golos sem resposta, aos 25 minutos da 1.ª… e da 2.ª parte, consolidando assim o seu 3.º lugar, passando a dispor de avanço de seis pontos sobre o mais próximo perseguidor, Torres Novas.
O Coruchense superou um mini-ciclo de três rondas sem ganhar, tendo ido bater o At. Ouriense, por tangencial 2-1, pese embora tenha beneficiado de vantagem de dois golos logo no início da segunda parte. Este foi o oitavo jogo consecutivo dos visitados sem conhecer o sabor da vitória – o maior jejum presentemente em curso –, período no qual somaram apenas três pontos (pior registo de entre todos os concorrentes), caindo do 8.º ao 10.º lugar (partilhado com o U. Tomar).
Precisamente, o União, entrando em campo procurando dar sequência ao bom desempenho que apresentara na partida ante o Samora Correia, para a Taça, sentiu, não obstante, dificuldades em assumir o controlo do jogo, perante a exibição desinibida da turma do Águias de Alpiarça. A espaços com toada repartida, os tomarenses viriam a revelar-se mais eficazes, inaugurando o marcador à passagem da meia hora.
Na segunda parte, intensificou-se a pressão dos alpiarcenses, em busca da reposição da igualdade, o que, depois de muito porfiar, e aproveitando o instintivo recuo dos unionistas, viriam a materializar à entrada para os dez minutos finais, isto depois de terem já seriamente ameaçado poder chegar ao golo num par de ocasiões anteriores.
Embalados com o golo obtido, os visitantes, almejando chegar ainda ao triunfo, terão descurado a sua organização defensiva, vindo a permitir que, de forma incrível, o U. Tomar marcasse três golos num curto intervalo de cinco minutos, entre os 88 e os 93! Num desfecho deveras feliz, os nabantinos não só garantiam uma suada vitória, como, inclusivamente, acabaram por golear.
Confirmações – Numa jornada sem surpresas significativas, o vice-líder, Samora Correia, bateu, com tranquilidade, o Amiense, por 2-0, tendo sido também de dois golos (3-1) a diferença registada no “placard” final do Torres Novas-Entroncamento AC, tendo, aliás, os torrejanos chegado ao 3-0, antes de os visitantes marcarem o seu “ponto de honra”.
Mais renhido foi o confronto entre Mação e Salvaterrense, com o “lanterna vermelha” – a quatro pontos da zona de manutenção – a procurar mostrar que não se entregou ainda: os maçaenses abriram o activo logo aos quatro minutos, mas os homens de Salvaterra, com notável resposta, inverteram o resultado, para 1-2, marcando aos 17 e vinte minutos. Porém, o Mação viria a operar outra reviravolta, até aos 4-2, com três tentos obtidos em dez minutos, entre os 26 e 36. Até final, os visitantes já não conseguiriam melhor do que atenuar a derrota para a diferença mínima (4-3).
Na Glória, depois do importante triunfo alcançado precisamente em Salvaterra, no “derby”, o grupo local voltou a pontuar, apesar de, desta feita, não ter sido desfeito o nulo, ante o Cartaxo.
Na pauta classificativa, completados 2/3 do campeonato, o Ferreira do Zêzere, com sete pontos de avanço sobre o Samora, parece estar cada vez mais próximo do objectivo. Anota-se o equilíbrio entre a 4.ª e a 6.ª posição, com Torres Novas, Coruchense e Alcanenense separados, entre cada um deles, por apenas um ponto – Mação e Abrantes e Benfica (que repartem 7.º e 8.º lugar) distam quatro pontos do conjunto de Alcanena, abrindo-se depois um fosso de doze pontos (!) para o trio seguinte: Cartaxo, 9.º, com 21 pontos; At. Ouriense e U. Tomar, ambos com 20.
Na zona mais aflitiva da tabela, o Águias de Alpiarça (13.º, com 14 pontos) regista ainda escassa margem de quatro pontos sobre Glória do Ribatejo e Entroncamento AC, com o Salvaterrense, outros quatro pontos mais abaixo – sendo que estes clubes tiveram a boa nova da confirmação de que serão apenas dois os despromovidos ao segundo escalão no final desta temporada.
II Divisão Distrital – A Sul, o trio da dianteira (Porto Alto, Forense e Pontével) obteve vitórias tangenciais, mantendo posições, destacando-se a goleada (7-0) do Moçarriense no terreno do Benfica do Ribatejo (que sofrera, há um mês, derrota por igual marca, ante o Benavente).
A Norte, Tramagal e Vasco da Gama saíram também vencedores, beneficiando do desaire do Vilarense, batido na Atalaia, por 2-1. O Riachense, goleando, em Abrantes, a equipa “B” local, por 7-2, aproveitou para ascender à 3.ª posição, a cinco pontos do Vasco da Gama, e a dez do guia.
Liga 3 – O U. Santarém foi obter importante triunfo à Serra da Estrela, batendo o Sp. Covilhã por 1-0, mercê de um golo já na fase derradeiro do encontro, na conversão de uma grande penalidade. Os escalabitanos, aproveitando o desaire do Caldas com o Oliveira do Hospital, subiram ao 2.º lugar, subsistindo, todavia, inalterada a margem de seis pontos face à “linha de água”.
Campeonato de Portugal – O Fátima voltou a ganhar, goleando o último classificado, Pêro Pinheiro, por categórico 4-0, mantendo o 3.º lugar. Com uma vantagem de 17 pontos para a zona de despromoção, a quatro jornadas do final da primeira fase, está já garantida, no mínimo, a continuidade neste escalão. União 1919, Alcains, Sertanense e Pêro Pinheiro parecem encaminhar-se, inapelavelmente, para os Distritais, restando determinar o último despromovido.
Antevisão – Os extremos tocam-se, com a visita do Ferreira do Zêzere a Salvaterra de Magos, tendo o Samora Correia saída de elevado grau de dificuldade, a Abrantes. Tal como sucede, por maioria de razão, com o U. Tomar, que viaja até Coruche, para defrontar o actual 5.º classificado.
Benavente-Porto Alto e Moçarriense-Pontével concitam atenções na próxima ronda da II Divisão.
Na Liga 3, cabe ao U. Santarém receber o Caldas, que se lhe segue de imediato, na classificação, somente a dois pontos. No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se a Pombal, ainda com a mira num possível 2.º lugar, que lhe proporcionaria o apuramento para a fase final da competição.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Março de 2025)
Liga Conferência – 1/8 de final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total V. Guimarães - Betis 0-4 2-2 2-6 Cercle Brugge - Jagiellonia Biał. 2-0 0-3 2-3 Lugano - Celje (1-3 gp) 4-3 (5-4ap) 0-1 5-5 Fiorentina - Panathinaikos 3-1 2-3 5-4 Chelsea - FC København 1-0 2-1 3-1 Legia Warsaw - Molde 1-0 (2-0ap) 2-3 4-3 Djurgården - Pafos 3-0 0-1 3-1 Rapid Wien - Borac Banja Luka 1-1 (2-1ap) 1-1 3-2
O alinhamento dos 1/4 de final será o seguinte:
10.04.2025 - Betis – Jagiellonia Białystok 10.04.2025 - Celje – Fiorentina 10.04.2025 - Chelsea – Legia Warsaw 10.04.2025 - Djurgården – Rapid Wien
Liga Europa – 1/8 de final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Lazio - Viktoria Plzeň 1-1 2-1 3-2 Olympiacos - Bodø/Glimt 2-1 0-3 2-4 Eintracht Frankfurt - Ajax 4-1 2-1 6-2 Tottenham - AZ Alkmaar 3-1 0-1 3-2 Athletic Bilbao - AS Roma 3-1 1-2 4-3 Rangers - Fenerbahçe 0-2 (3-2gp) 3-1 3-3 Ol. Lyonnais - FCSB 4-0 3-1 7-1 Manchester United - Real Sociedad 4-1 1-1 5-2
O alinhamento dos 1/4 de final será o seguinte:
10.04.2025 - Bodø/Glimt – Lazio 10.04.2025 - Tottenham – Eintracht Frankfurt 10.04.2025 - Rangers – Athletic Bilbao 10.04.2025 - Ol. Lyonnais – Manchester United
Liga dos Campeões – 1/8 de final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Liverpool - Paris Saint-Germain 0-1 (1-4gp) 1-0 1-1 Aston Villa - Club Brugge 3-0 3-1 6-1 At. Madrid - Real Madrid 1-0 (2-4gp) 1-2 2-2 Arsenal - PSV Eindhoven 2-2 7-1 9-3 Barcelona - Benfica 3-1 1-0 4-1 Lille - Borussia Dortmund 1-2 1-1 2-3 Bayer Leverkusen - Bayern München 0-2 0-3 0-5 Inter - Feyenoord 2-1 2-0 4-1
O alinhamento dos 1/4 de final será o seguinte:
09.04.2025 - Paris Saint-Germain - Aston Villa 08.04.2025 - Arsenal - Real Madrid 09.04.2025 - Barcelona - Borussia Dortmund 08.04.2025 - Bayern München - Inter
Liga dos Campeões – 1/8 de final – Barcelona – Benfica
Barcelona – Wojciech Szczęsny, Jules Koundé, Ronald Araújo, Iñigo Martínez (87m – Eric García), Alejandro Balde, Frenkie de Jong (81m – Marc Casadó), Daniel “Dani” Olmo (70m – Pablo Gavira “Gavi”), Pedro “Pedri” González, Lamine Yamal (81m – Fermín López), Raphael “Raphinha” Belloli e Robert Lewandowski (70m – Ferran Torres)
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo (84m – João Rego), António Silva, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Fredrik Aursnes, Florentino Luís (70m – Leandro Barreiro), Orkun Kökçü (70m – Andrea Belotti), Kerem Aktürkoğlu (56m – Zeki Amdouni), Andreas Schjelderup (56m – Renato Sanches) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis
1-0 – Raphael “Raphinha” Belloli – 11m
1-1 – Nicolás Otamendi – 13m
2-1 – Lamine Yamal – 27m
3-1 – Raphael “Raphinha” Belloli – 42m
Cartão amarelo – António Silva (48m)
Árbitro – François Letexier (França)
As perspectivas não eram boas, à partida para o desafio da 2.ª mão, atendendo à derrota sofrida pelo Benfica em casa. Mas a verdade é que, o que se viu esta noite, foi uma equipa do Barcelona claramente com outro andamento, que, em várias fases do jogo, como que fez “gato-sapato” do adversário.
Tendo Bruno Lage sido forçado a substituir Carreras (a cumprir castigo) por Dahl, este denotou sempre dificuldades em procurar travar Lamine Yamal. Mas, claro, a responsabilidade desta nova derrota não pode ser imputada ao sueco, uma vez que também o meio-campo não funcionou, tal a diferença de ritmo entre as duas equipas.
O guarda-redes benfiquista ainda ia procurando adiar o desnível do marcador (com duas intervenções logo nos dez minutos iniciais), tendo, porém, o Barcelona inaugurado o placard logo de seguida, mercê de uma combinação entre a dupla diabólica, formada por Yamal e Raphinha.
Isto, pese embora Otamendi ter ainda, prontamente, empatado, na sequência de um pontapé de canto, antecipando-se à defesa e cabeceando para o fundo das redes de Szczęsny.
Mas seria “sol de pouca dura”: menos de um quarto de hora volvido, Yamal voltou a ultrapassar a defesa benfiquista (desta feita, Tomás Araújo), internando-se a partir da direita, rematando em arco, sem hipótese para Trubin.
Não haveria já dúvidas sobre o desfecho da eliminatória, mas, outros quinze minutos depois – e logo depois de Trubin ter negado o golo a Lewandowski – a turma catalã chegaria ao terceiro tento, fixando o que seria o resultado final, ainda antes do intervalo, outra vez com Raphinha a ser o “carrasco”, depois de uma cavalgada de Alejandro Balde.
Na segunda parte, a toada do jogo não se alterou de forma substancial, mesmo que a intensidade tenha, naturalmente, baixado.
O Barcelona continuou a não dar possibilidade ao adversário de ter bola e de desenvolver lances estruturados de ataque, dispondo, por seu lado, de oportunidades para poder ter ampliado a contagem (começou por ter, ainda nos minutos iniciais do segundo tempo, um remate ao poste), mas, de facto, tal não seria já determinante para a história do jogo ou da eliminatória.
Acabou por ser uma partida em que o Benfica, por mais esforçado que possa ter sido, não conseguiu ir muito além de um ou outro remate à figura, tendo tido como lance de maior perigo, a cinco minutos do fim, um cabeceamento de Amdouni, detido pelo guardião.
A equipa portuguesa acabou por deixar uma imagem quase como que de “falta de comparência” em Barcelona, despedindo-se desta edição da “Champions” bastante longe do que, a espaços, tinha chegado a alcançar nesta temporada.
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais

(“O Templário”, 06.03.2025)
O U. Tomar prossegue a sua boa campanha na Taça do Ribatejo: depois de ter afastado o Fazendense, voltou a surpreender pela positiva, empatando, no jogo da 1.ª mão das meias-finais, com o vice-líder do campeonato, Samora Correia – equipa que, nos últimos 17 jogos disputados, ganhou quinze! E o resultado da partida do passado domingo até poderia ter sido de maior sensação, dado que só a dez minutos do final os nabantinos deixaram escapar a vitória.
Implacável continua o Ferreira do Zêzere, comandante incontestado do Distrital, actual detentor da Taça do Ribatejo, e que tem já “pé e meio” no que será a sua segunda final consecutiva na competição, terceira no historial do clube, tendo ido ganhar categoricamente a Abrantes, por diferencial que não deverá possibilitar recuperação aos abrantinos.
Destaques – Por curiosidade, U. Tomar e Samora Correia como que reataram uma disputa que, pese embora num contexto distinto, havia sido bruscamente coarctada há cinco anos, também nas meias-finais da Taça do Ribatejo, então suspensas, devido à pandemia, depois de os tomarenses terem ido vencer a Samora por 1-0, no final de Fevereiro de 2020 – não tendo as duas equipas voltado a cruzar-se nesta prova, desde essa altura.
Outra vez com entrada afirmativa em campo, à semelhança do que sucedera na semana anterior, nas Fazendas de Almeirim, o União cedo inaugurou o marcador, desta feita, colocando-se em vantagem ainda antes de decorridos os dez minutos iniciais, na sequência de um pontapé de canto, com o defesa, Renato Cruz, recente reforço do clube, a rematar para o fundo da baliza.
E, perante uma algo entorpecida equipa samorense, os unionistas criariam ainda outras situações de perigo, por via de sucessivos lançamentos em profundidade, destacando-se o remate à trave, por Miguel Abreu, cerca dos 40 minutos, que poderia ter originado um muito inesperado 2-0.
Na segunda parte, a fisionomia do jogo alterou-se, como seria expectável, com o Samora Correia a assumir decididamente o controlo, forçando o oponente a recuar no terreno, também face às dificuldades físicas dos seus elementos, mesmo que não tenham sido muitas as ocasiões soberanas para marcar, apenas tendo evitado o desaire já na parte final, fixando o resultado em 1-1.
Pelo que, em suma, mantendo-se claro favoritismo dos samorenses na eliminatória, os nabantinos podem continuar ainda a sonhar com o que, a ocorrer, se constituiria numa grande surpresa.
Em encontro antecipado para Sábado, 1 de Março, o Ferreira do Zêzere deslocou-se a Abrantes, tendo, por coincidência, repetido exactamente o resultado que ali obtivera, em circunstâncias análogas (1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo), no ano anterior (no final de Março de 2024), voltando a derrotar a formação do Abrantes e Benfica por 3-0!
Os ferreirenses colocaram-se em vantagem pouco depois do primeiro quarto de hora, praticamente sentenciando o desfecho da eliminatória com mais dois tentos, obtidos num curto intervalo de três minutos, logo no reatamento da partida, aos 52 e 55 minutos, não tendo concedido hipótese de reagir aos donos da casa, os quais, não se “entregando”, estarão já decerto algo conformados.
Numa breve retrospectiva do historial dos quatro semi-finalistas na Taça, Samora Correia e Ferreira do Zêzere contam dois troféus conquistados, cada (1983 e 1994, pelos samorenses; 1990 e 2024, pelos ferreirenses); face a um título do U. Tomar (2018), enquanto o Abrantes e Benfica não conseguiu melhor que uma presença na Final (2022), não obstante ter atingido as meias-finais pela quarta época sucessiva (depois de ter alcançado a mesma fase já no ano de 2019).
Por seu lado, esta é a oitava presença dos samorenses nas meias-finais, fase que os ferreirenses atingem pela sexta vez, tendo o U. Tomar chegado a esta fase em cinco ocasiões, quatro delas nas últimas oito épocas (2018, 2020, 2021 e 2025), depois da estreia, em 2003.
Liga 3 – O U. Santarém realizou o seu segundo jogo na fase de disputa de manutenção da Liga 3, tendo, num embate crucial, ante o Oliveira do Hospital, averbado muito importante triunfo, para mais, por boa margem, de 2-0 (golos obtidos na parte final de cada uma das partes).
Após a 3.ª das dez rondas – registando, todavia, um jogo a menos (adiado para 22 de Março, nos Açores) –, os escalabitanos, somando onze pontos, ocupam a 3.ª posição, a um do Caldas e a dois do líder, Académica (vencedor, ante o Sp. Covilhã), mas, mais importante, tendo ampliado para seis pontos o diferencial face ao adversário que defrontaram no passado domingo, que é, nesta altura, a primeira equipa em zona de despromoção ao Campeonato de Portugal; mantendo-se o Lusitânia (derrotado nas Caldas) no último lugar da classificação, somente com dois pontos.
Campeonato de Portugal – Melhor continua a ser a trajectória do Fátima no Campeonato de Portugal, tendo averbado mais um triunfo, em Alverca, frente à equipa “B” do emblema local, por 1-0, subsistindo os fatimenses nos lugares do pódio, dois pontos atrás do vice-líder, Arronches e Benfica – com o comandante, O Elvas, a garantir praticamente o apuramento para a fase final, dado dispor de mais dez pontos que o Fátima, a cinco jornadas do termo da fase regular.
Por seu turno, o Fátima, com um invejável total de 40 pontos, tem virtualmente assegurada, no mínimo, a manutenção neste escalão, dispondo de 14 pontos de vantagem face à “linha de água”.
Antevisão – No regresso da I Divisão Distrital, realce para o reencontro, de imediato, agora em Ferreira, entre o Ferreira do Zêzere e o Abrantes e Benfica, com os abrantinos a procurarem alguma “desforra”; quanto ao Samora Correia, é claro favorito na recepção ao Amiense.
Também de interesse serão as partidas entre Fazendense e Alcanenense, respectivamente 3.º e 4.º classificados, separados por cinco pontos, jogando a turma de Alcanena importante cartada no âmbito das suas eventuais esperanças de alcançar ainda um lugar no pódio; assim como, noutro plano, da busca da tranquilidade, o U. Tomar-Águias de Alpiarça, em que se espera que os unionistas possam confirmar, de forma mais consistente, os sinais positivos que vêm transmitindo.
No escalão secundário, o líder da Série A, Porto Alto, deverá somar mais três pontos, recebendo a visita da agremiação de Rio Maior, destacando-se o confronto entre Pontével e Benavente. A Norte, o comandante, Tramagal tem uma difícil saída, ao terreno do Espinheirense, anotando-se ainda o U. Atalaiense-Vilarense, com os visitantes a não poder desperdiçar pontos.
Na Liga 3, o U. Santarém viaja até à Serra da Estrela, para defrontar o Sp. Covilhã, equipa que se lhe segue, de imediato, na pauta classificativa (4.ª), com dois pontos de diferença.
No Campeonato de Portugal, o Fátima, recebendo o “lanterna vermelha”, Pêro Pinheiro, terá todas as condições para garantir definitivamente a tranquilidade, e poder aspirar ainda a mais altos voos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Março de 2025)
Liga Conferência – 1/8 de final (1.ª mão)
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