Liga Europa – 1/4 de final (2.ª mão)

                                 2ª mão      1ª mão      Total
Lazio - Bodø/Glimt        (2-3 gp) 2-0 (3-1ap) 0-2        3-3
Eintracht Frankfurt - Tottenham    0-1         1-1        1-2
Athletic Bilbao - Rangers          2-0         0-0        2-0
Manchester United - Ol. Lyonnais   2-2 (5-4ap) 2-2        7-6

O alinhamento das 1/2 finais será o seguinte:

01.05.2025 - Tottenham - Bodø/Glimt
01.05.2025 - Athletic Bilbao - Manchester United

17 Abril, 2025 at 10:01 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 de final (2.ª mão)

                                 2ª mão      1ª mão      Total
Aston Villa - Paris Saint-Germain  3-2         1-3        4-5
Real Madrid - Arsenal              1-2         0-3        1-5
Borussia Dortmund - Barcelona      3-1         0-4        3-5
Inter - Bayern München             2-2         2-1        4-3

O alinhamento das 1/2 finais será o seguinte:

29.04.2025 - Arsenal - Paris Saint-Germain
30.04.2025 - Barcelona - Inter

16 Abril, 2025 at 10:02 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

(“O Templário”, 10.04.2025)

A 24.ª jornada do Distrital da I Divisão foi, outra vez, bem recheada de golos, com um total de 34 (afinal, não assim tão longe dos 38 tentos da ronda precedente), mercê de mais algumas goleadas, impostas pelo Abrantes e Benfica (6-0), At. Ouriense (5-0) e Torres Novas (4-0), tendo havido também cinco golos nas partidas disputadas em Samora Correia (4-1) e nas Fazendas (3-2).

No topo da tabela, o Ferreira do Zêzere, pese embora de forma mais sóbria (2-0), somou a sua 13.ª vitória consecutiva no campeonato, estabelecendo novo “record” na presente temporada, superando o primeiro objectivo tão propalado pelo seu treinador, Mário Nelson, o de obter mais pontos (69 – ainda com seis jogos por disputar!) do que os averbados na época anterior (68).

Mas os números são por demais elucidativos da superioridade dos ferreirenses: 74 golos marcados (média acima de três golos por jogo) e somente 12 sofridos (meio golo em média), que lhe conferem também a liderança destacada como melhor ataque e melhor defesa, numa prova quase perfeita, não fosse um grãozinho na engrenagem, que impediu o que seria o pleno de (24) vitórias.

Dos oito clubes da primeira metade da tabela apenas o Alcanenense (de novo) e o Mação não ganharam; enquanto que, das restantes equipas, só At. Ouriense e Águias de Alpiarça venceram.

Destaques – Justamente, o desafio com desfecho mais relevante foi o que colocou frente-a-frente o Águias de Alpiarça e o Entroncamento AC, fulcral na disputa pela permanência, tendo os alpiarcenses triunfado por 3-1 – tendo, aliás, chegado mesmo a dispor de vantagem de três golos, antes de os forasteiros alcançarem o “ponto de honra”, já em período de compensação.

Em função da vitória, o Águias, tendo ampliado, para dez pontos, o diferencial face a este opositor, terá praticamente garantido também a continuidade no escalão principal, cumprindo assim o objectivo da época, deixando a definição dos dois emblemas a despromover a cargo do triunvirato formado por Glória do Ribatejo (13 pontos), Entroncamento AC (10) e Salvaterrense (6).

Deste encontro fica ainda a curiosa nota de um desafortunado jogador do Entroncamento AC ter marcado o que é já o terceiro golo na sua própria baliza (depois do sucedido frente ao Cartaxo e Ferreira do Zêzere, na 15.ª e 18.ª rondas), com a ressalva de que, em qualquer dos três casos, tais lances infelizes acabaram por não ter influência determinante para os desfechos verificados.

Em evidência esteve também o At. Ouriense, que goleou o “lanterna vermelha”, Salvaterrense, por 5-0, não tendo os visitantes conseguido melhor do que suster as ofensivas contrárias quase até ao intervalo, altura em que o grupo oureense desbloqueou o jogo, com um golo a fechar a primeira parte e outro logo a abrir o segundo tempo, quebrando assim a resistência adversária.

Melhor ainda fez o Abrantes e Benfica, em Tomar, chegando à “meia dúzia”, num embate em que, uma vez mais, tal como em Mação e em Torres Novas, o União não só entrou a perder (sofrendo dois golos, logo aos quatro e doze minutos), como, de facto, tinha já o jogo perdido à meia hora.

Numa partida com contornos algo atípicos, os nabantinos foram sancionados com duas grandes penalidades (2.º e 3.º golos) e jogaram em inferioridade numérica durante mais de uma hora, acabando por ver, com alguma naturalidade, o “placard” ampliar-se (depois do 0-3 ao intervalo, o quarto tento dos abrantinos surgiu imediatamente no recomeço…) até um pesado 0-6 final.

Em maré de estatísticas (neste caso negativas), esta foi a 500.ª derrota da história do U. Tomar, em que ficou “em branco”; sendo que a última vez que tinha perdido por 0-6 tinha sido frente ao… Abrantes FC, em Março de 2003, numa época em que concluiu o Distrital na 12.ª posição.

A última nota de destaque vai, outra vez, para o Torres Novas, numa senda imparável de goleadas, tendo, desta feita, aplicado 4-0 ao Cartaxo, mantendo um notável 4.º posto na pauta classificativa. Mais impressionante ainda é a cadência de Miguel Miguel: depois de, na semana passada, ter apontado uma “manita” (cinco golos, e não quatro, como inicialmente constara dos registos associativos), foi agora autor de um “hat-trick”, totalizando 24 golos (que lhe conferem o comando destacado dos “melhores marcadores”), dos quais 17 (!) nas nove jornadas da segunda volta, sendo que o torrejano marcou em todos esses jogos. Formidável!

Confirmações – À parte o volumoso desfecho do desafio em Tomar, não houve outras surpresas, mas até poderia ter havido, em Coruche, onde a formação do Sorraia só no quinto minuto para lá dos noventa conseguiu chegar à vitória (2-1), ante o Alcanenense, depois de ambas as equipas terem marcado no quarto de hora inicial; sendo que o tento do triunfo foi alcançado perante um oponente já reduzido a nove elementos, o que vigorou ao longo dos últimos vinte minutos.

Esta foi a quinta derrota do conjunto de Alcanena nas seis últimas rondas, tendo baixado ao 7.º lugar, ultrapassado pelo Abrantes e Benfica, e somente um ponto à frente do Mação.

Quanto aos maçaenses, com um plantel que, à partida, permitiria aspirar a mais do que o 8.º posto que ocupam, foram batidos no reduto do guia, por 2-0, com o Ferreira do Zêzere, porventura a começar a ter de enfrentar alguma natural fadiga psicológica, a chegar ao primeiro golo já próximo da hora de jogo, só nos derradeiros minutos vindo a surgir o tento da confirmação.

Os ferreirenses repetiram a marca do anterior jogo em casa (ante o Cartaxo), prosseguindo firmes na sua trajectória, cada vez mais próximos do objectivo final, com o ansiado título de Campeão agora somente a três vitórias de distância, quando subsistem ainda seis encontros por disputar.

O Samora Correia, recebendo a equipa da Glória do Ribatejo, até começou por ver-se inesperadamente em desvantagem (com um auto-golo), mas, sem se descompor, os samorenses chegaram ao intervalo já em superioridade, por claro 3-1 (três golos apontados em dez minutos), antes de fixar o resultado em 4-1, à entrada dos últimos dez minutos.

Também o Fazendense chegou, com aparente tranquilidade, a vantagem de 3-0, na recepção ao Amiense, logo no início do segundo tempo; tendo, depois, consentido dois golos na parte final, que, todavia, mais não permitiram aos visitantes que atenuar a derrota, para tangencial 3-2.

II Divisão Distrital – Os líderes mantêm-se seguros, tendo, aliás, o Porto Alto goleado, por 7-0, a frágil equipa do Rebocho (última), mantendo o avanço de nove pontos face ao Pontével (que goleou também, por 5-1, ante a equipa “B” do U. Santarém); já o Tramagal experimentou maiores dificuldades, num reencontro com história, ganhando em Alferrarede pela margem mínima (2-1), beneficiando da folga do Vasco da Gama, para ampliar para onze pontos a sua vantagem.

O destaque maior vai, ainda assim, para o Riachense, que, em fase muito aziaga, chorando, em pouco mais de uma semana, o falecimento do seu jogador Rúben Lopes “Marati” e, logo depois, do presidente do clube, Miguel Cunha, lhes rendeu homenagem, goleando o Caxarias por 9-0!

Liga 3 – Obtendo crucial triunfo, por 2-0, em Oliveira do Hospital, o U. Santarém garantiu já, ainda com três rondas por disputar, a manutenção neste escalão, dado ter ampliado para dez pontos a vantagem em relação, precisamente, a esse opositor, primeiro abaixo da “linha de água”.

Campeonato de Portugal – Também em evidência esteve o Fátima, vencendo (1-0) o rival, Arronches e Benfica, recuperando, à entrada para a derradeira ronda, o 2.º posto (mais um ponto).

Antevisão – Destacam-se, na I Divisão Distrital, os seguintes jogos: Alcanenense-Ferreira do Zêzere, Mação-Samora Correia, Abrantes e Benfica-Fazendense e Salvaterrense-U. Tomar. Na II Divisão as atenções centram-se no Forense-Porto Alto e no Caxarias-Vasco da Gama.

Na Liga 3, o U. Santarém visita o Caldas; necessitando o Fátima de ir vencer a Mortágua (já a salvo da descida) para confirmar o apuramento para a fase final do Campeonato de Portugal, sem depender do desfecho do prélio entre alentejanos: Arronches e Benfica (3.º) – O Elvas (1.º).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Abril de 2025)

13 Abril, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Conferência – 1/4 de final (1.ª mão)

10.04.2025 - Betis – Jagiellonia Białystok                2-0
10.04.2025 - Celje – Fiorentina                           1-2
10.04.2025 - Legia Warsaw - Chelsea                       0-3
10.04.2025 - Djurgården – Rapid Wien                      0-1

10 Abril, 2025 at 10:03 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 de final (1.ª mão)

10.04.2025 - Bodø/Glimt – Lazio                           2-0
10.04.2025 - Tottenham – Eintracht Frankfurt              1-1
10.04.2025 - Rangers – Athletic Bilbao                    0-0
10.04.2025 - Ol. Lyonnais – Manchester United             2-2

10 Abril, 2025 at 10:02 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 de final (1.ª mão)

09.04.2025 - Paris Saint-Germain - Aston Villa            3-1
08.04.2025 - Arsenal - Real Madrid                        3-0
09.04.2025 - Barcelona - Borussia Dortmund                4-0
08.04.2025 - Bayern München - Inter                       1-2

9 Abril, 2025 at 9:54 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

(“O Templário”, 03.04.2025)

Onze golos em Salvaterra de Magos, nove em Abrantes e sete na Glória do Ribatejo deram o mote para a jornada com mais tentos – total de 38, à excepcional média de 4,75/jogo – das últimas três temporadas (em 15 de Maio de 2022, na 28.ª ronda, haviam sido apontados 39 golos, então com destaque para os 10-0 da goleada imposta pelo U. Tomar ao Cartaxo), como que numa antecipação de um futebol de “fim de estação”, numa prova já com as posições praticamente definidas.

Em contraste face ao sucedido na semana anterior, desta feita, dos oito clubes da primeira metade da tabela, somente o Alcanenense não ganhou; dos restantes oito, não só nenhum conseguiu vencer, como, aliás, apenas Amiense e U. Tomar (empatando entre si) lograram pontuar.

Destaques – Opto, quanto à nota inicial de destaque, pela imponente goleada (8-3) aplicada pelo Torres Novas no reduto do “lanterna vermelha”, Salvaterrense, por três motivos: em primeiro, a veia goleadora dos torrejanos, embalados pelos 5-0 com que tinham derrotado o Abrantes e Benfica no domingo precedente; também, necessariamente, pelo “poker” apontado por Miguel Miguel, alargando para oito a sua magnífica série de jogos consecutivos a marcar (todos os da segunda volta do campeonato), passando a totalizar vinte golos, consolidando a liderança da lista de melhores goleadores; por fim, pela marcha do marcador, sendo que, depois de os forasteiros terem chegado a 3-0 e a 5-1, os anfitriões ainda ripostaram, até ao 3-5, antes da “débacle” final.

Precisamente, o Abrantes e Benfica, que, em Torres Novas, fizera talvez, nas palavras do seu próprio treinador, a pior exibição do seu consulado à frente da equipa, deu uma resposta contundente, com o At. Ouriense (que vinha de dois triunfos) a “pagar a factura”, tendo os abrantinos goleado por também bastante invulgar marca de 7-2.

O desfecho do desafio – saldando-se na 12.ª vitória consecutiva do líder, Ferreira do Zêzere, no terreno do antepenúltimo classificado, Glória do Ribatejo – não seria, só por si, de molde a justificar especial evidência. Não obstante, não só a turma da Glória vinha de um notável êxito em Mação, ao que acresce a expressão do resultado, com os ferreirenses, outra vez em modo “rolo compressor”, a golear por inequívoco 6-1, mesmo que os visitados tivessem ainda conseguido levar o empate (1-1) quase até ao intervalo, altura em que, com dois golos, se definiu o vencedor.

Tal como no caso do Abrantes e Benfica, também o Mação deu boa resposta ao desaire (caseiro) que sofrera na semana anterior, tendo ido vencer – em jogo antecipado, disputado na passada quinta-feira – a Alcanena, por tangencial 1-0, a confirmar a fase negativa que o Alcanenense vem atravessando, acumulando quatro desaires nas cinco últimas rondas (face às três derrotas que averbara até à 18.ª jornada), vendo, não só o Torres Novas e Coruchense afastar-se, como, em paralelo, também o Abrantes e Benfica e Mação a “colar-se”, agora apenas um ponto atrás.

Confirmações – Numa jornada sem surpresas (se tal não for considerado quanto à amplitude do “placard” das três partidas já referenciadas), os restantes quatro encontros pautaram-se pela normalidade, com os favoritos a vencer, mesmo que, em dois casos, por margem tangencial, no Coruchense-Águias de Alpiarça (2-1), tal como no Entroncamento AC-Fazendense (1-2), com as equipas da parte inferior da pauta classificativa a ver cada vez mais complicada a sua missão.

Também o vice-líder, Samora Correia, obteve um triunfo, no Cartaxo, neste caso por 2-0 (resultado que se registava já ao intervalo, tendo os golos sido apontados no quarto de hora final), o que lhe proporciona manter importante margem de quatro pontos em relação ao Fazendense.

Nos Amiais de Baixo, antecipava-se um encontro repartido, com as duas equipas com aspirações a ganhar, mas sem pretender correr demasiados riscos. O Amiense marcou primeiro, tendo o U. Tomar prontamente restabelecido o empate, fixando o que viria a ser o resultado final, de 1-1.

Se os unionistas haviam sido já antes penalizados, deixando escapar preciosos pontos, na recepção ao At. Ouriense (empate) e ao Alcanena (derrota, neste caso, devido a equívoco de arbitragem), na 17.ª e 18.ª rondas, o desperdício ficou ainda bem mais patente neste embate com o Amiense, atendendo ao desempenho das duas equipas no decorrer do segundo tempo: se é verdade que os donos da casa tiveram alguma supremacia na meia hora inicial, na etapa complementar como que se eclipsaram do jogo, concedendo a iniciativa aos tomarenses, que dominaram por completo, não tendo, contudo, concretizado nenhum dos diversos lances de ataque que procuraram desenvolver.

Em qualquer caso, passando a somar 24 pontos, e dispondo agora de 14 pontos de vantagem face à “linha de água”, poderá já dizer-se, doravante, que o União assegurou o objectivo fulcral desta temporada, dado afigurar-se de todo inviável que Entroncamento AC e/ou Salvaterrense (que, em oito jogos na segunda volta, obtiveram, cada qual, um único ponto – seguindo, aliás, com séries de sete e cinco desaires sucessivos, respectivamente) pudessem averbar, nas sete jornadas que restam, média pontual de, pelo menos, dois pontos por jogo.

Também o Amiense – embora ainda não matematicamente descansado – deverá estar a salvo de qualquer desastre, parecendo centrar-se a disputa pela manutenção entre as equipas da Glória do Ribatejo (14.ª posição, com 13 pontos) e Entroncamento AC (10 pontos); a formação do Águias de Alpiarça (17 pontos) estará também já muito próxima da tranquilidade, enquanto, ao invés, o Salvaterrense (último, somente com seis pontos) só pode esperar por uma espécie de “milagre”…

II Divisão Distrital – Também no segundo escalão tudo parece ir-se alinhando no sentido de tendências que não deverão ser já reversíveis, culminando provavelmente no regresso do Porto Alto e do Tramagal à divisão principal. A turma da AREPA obteve categórico triunfo por 3-0 em Marinhais, enquanto os tramagalenses venceram, por concludente 4-1, o At. Pernes.

Beneficiaram ainda, respectivamente, do muito imprevisto desaire do Forense, goleado em casa, por 5-1, pelo U. Almeirim, e – pelo menos de modo temporário – do adiamento do Vasco da Gama-Riachense; dispondo de avanço de nove pontos (Porto Alto) e oito pontos (Tramagal) sobre os seus mais directos perseguidores, quando faltam disputar seis (Série A) e sete rondas (Série B).

Igualmente num fim-de-semana de muitos golos, realce ainda para outras goleadas retumbantes: 8-0 no Vilarense-Alferrarede; 6-0 no Moçarriense-Benavente; e 5-0 no Pontével-Paço dos Negros.

Liga 3 – O U. Santarém sofreu algo comprometedor desaire caseiro (1-2) ante o Sp. Covilhã, isto após ter chegado ao intervalo em vantagem. Valeram, ainda assim, as derrotas do Lusitânia (2-4 em Coimbra, ante a Académica) e, principalmente, do Oliveira do Hospital (1-2 nas Caldas da Rainha), para que os escalabitanos possam manter margem de alguma tranquilidade, de sete pontos face à zona de despromoção, a quatro jornadas do final deste torneio.

Campeonato de Portugal – O Fátima viu travada uma longa série de onze jogos de invencibilidade, concedendo, pois, a primeira derrota da segunda volta, no reduto do comandante, O Elvas, devido a um solitário golo sofrido, depois de, logo aos 25 minutos, se ter visto em inferioridade numérica, por expulsão do seu guarda-redes. Deste resultado decorreu, por agora, a perda do 2.º lugar, em favor dos também alentejanos do Arronches e Benfica (agora com dois pontos a mais), mas subsistindo tal posição ainda por decidir nas duas rondas finais.

Antevisão – Na I Divisão Distrital destacam-se, na 24.ª jornada, o Ferreira do Zêzere-Mação, Coruchense-Alcanenense, U. Tomar-Abrantes e Benfica, mas, sobretudo, o Águias de Alpiarça-Entroncamento, de crucial importância na disputa pela manutenção. Na II Divisão anota-se a reedição de um “derby”, entre dois clássicos do futebol distrital, Alferrarede e Tramagal.

Na Liga 3 o U. Santarém desloca-se a Oliveira do Hospital, num confronto determinante, em que, caso pontue, praticamente confirmará a permanência. No Campeonato de Portugal, o Fátima enfrenta um primeiro “tira-teimas”, em confronto directo, recebendo o Arronches e Benfica.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Abril de 2025)

6 Abril, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 22ª Jornada

(“O Templário”, 27.03.2025)

À 22.ª jornada, e pela primeira vez neste campeonato, foram mais as vitórias (quatro) dos clubes classificados na segunda metade da tabela, que as obtidas pelas equipas posicionadas nos oito primeiros lugares (só três triunfos, de Ferreira do Zêzere, Samora Correia e Torres Novas). Estiveram, pois, em evidência o At. Ouriense, U. Tomar, Águias de Alpiarça e Glória do Ribatejo, que somaram pontos cruciais para os seus objectivos de se afastarem da zona de despromoção.

Sem alterações substanciais no topo – não obstante o Torres Novas tenha aproveitado o empate entre Fazendense e Coruchense para ascender à 4.ª posição –, a equipa do Águias foi a mais beneficiada pelos desfechos desta ronda, em contraponto ao Entroncamento AC (o mais prejudicado), passando os alpiarcenses a dispor agora de uma margem de segurança de sete pontos em relação à “linha de água”; por seu lado, At. Ouriense (16 pontos de vantagem) e U. Tomar (13 pontos) terão praticamente selado a continuidade no principal escalão do futebol distrital.

Destaques – Recebendo a visita da formação do Alcanenense, aparentemente já algo em descompressão, o Águias de Alpiarça arrancou uma importante vitória, por 2-1; depois de terem chegado ao intervalo já em vantagem, os alpiarcenses marcariam o tento da vitória já no quarto de hora final do desafio, obtendo o quinto triunfo na prova, apenas o segundo na segunda volta, depois de, surpreendentemente, terem derrotado o Samora Correia, na 17.ª jornada.

Em destaque esteve também o Torres Novas, implacável na recepção ao Abrantes e Benfica, tendo assegurado a vitória nos vinte primeiros minutos, com o 3-0 que então se verificava, perante um adversário apático, sem capacidade de reacção. A contagem foi ainda ampliada antes do descanso, vindo o “placard” a ser fixado em 5-0 já nos últimos quinze minutos. O registo de cinco triunfos e dois empates dos torrejanos, na segunda volta do campeonato, apenas é superado pelo líder.

Surpresa – A grande surpresa da jornada chegou-nos de Mação, onde o conjunto local (a atravessar fase muito positiva, vindo de quatro vitórias e um empate nos cinco encontros anteriores) foi batido pela turma da Glória do Ribatejo, por imprevisto 3-1. Os forasteiros, depois de inaugurarem o marcador à beira do intervalo, chegaram inclusivamente a dispor de vantagem de três golos (!), com outros dois tentos, entre os 54 e 67 minutos, não tendo os maçaenses conseguido melhor que o “ponto de honra”. Um resultado que, por ora, permite à Glória “respirar” acima da “linha de água”, pese embora com curta vantagem de três pontos face ao Entroncamento.

Confirmações – Nas restantes cinco partidas os resultados enquadram-se no que seriam as expectativas, mesmo que os dois primeiros, ambos a jogar em casa – Ferreira do Zêzere (vitória por 2-0 ante o Cartaxo, com golos aos 55 e 86 minutos) e Samora Correia (triunfo por tangencial 2-1 ante o Salvaterrense) – tenham experimentado mais dificuldades do que esperariam.

No caso dos samorenses, a recuperar do impacto anímico do desaire sofrido em Abrantes, que os terá afastado da corrida pelo título, e depois de terem chegado a 2-0 no início do segundo tempo, sofreriam ainda pequeno “susto”, quando o “lanterna vermelha” reduziu para a diferença mínima, faltando jogar vinte minutos. Uma derrota que tem como consequência directa o cavar do fosso, agora já para consideráveis sete pontos, que separa o Salvaterrense do último emblema em zona de manutenção (o rival Glória do Ribatejo), vendo, pois, complicar-se deveras “as contas”.

Fazendense e Coruchense, até então 3.º e 4.º classificados, empataram a uma bola (tendo a formação do Sorraia entrado praticamente a ganhar, marcando logo aos três minutos), ampliando para seis o número de embates entre ambos, nas Fazendas, na última década, sem que os visitados tenham conseguido chegar à vitória! Este foi, ainda assim, um desfecho que não terá agradado por completo a nenhum dos contendores: o Fazendense volta a ver o Samora Correia distanciar-se no 2.º lugar (quatro pontos), enquanto o Coruchense foi ultrapassado pelo Torres Novas.

Em Ourém, o grupo local, que atravessara longo jejum de oito jornadas sem ganhar, bisou o triunfo em duas semanas seguidas: depois de ter ido vencer ao Entroncamento, superiorizou-se, pela margem mínima (1-0 – golo apontado ainda no quarto de hora inicial) ante o Amiense, subindo ao 9.º posto, mas, mais importante, tendo, com boa dose de certeza, assegurado a tranquilidade até final da época, dado ser virtualmente insuperável a diferença pontual que regista.

Situação análoga se poderá dizer do U. Tomar, obtendo, num intervalo de quinze dias, dois triunfos (depois de ter goleado o Águias de Alpiarça na 20.ª ronda), somando seis preciosos pontos, que lhe proporcionaram fixar-se no 10.º lugar, apenas três pontos abaixo do At. Ouriense, e com avanço de treze pontos em relação ao adversário que derrotou, Entroncamento AC.

Num confronto de tradicional rivalidade histórica, em que muito estava em jogo, as duas equipas adoptaram abordagem com muitas cautelas, tendo ficado bem patenteada, no caso dos visitantes, a necessidade de, pelo menos, somar um ponto. A estratégia de risco mínimo, conjugada com o factor vento (que se fazia sentir com intensidade), resultou num jogo sem primores técnicos, e, também, sem soberanas oportunidades de golo.

Na segunda metade, com o Entroncamento AC a procurar preservar o nulo no marcador, tal resultaria, mesmo que instintivamente, no recuar das suas linhas, em paralelo, como que convidando os unionistas a assumir a iniciativa. Os tomarenses iam, então, criando mais lances junto da área contrária, acabando mesmo por chegar ao solitário golo que lhes conferiu a vitória, apontado à entrada para o derradeiro quarto de hora. Até final nenhuma das formações teve já engenho para alterar o marcador, que muito serve os interesses dos nabantinos.

II Divisão Distrital – Jogou-se apenas na série mais a Norte, numa ronda sem especiais novidades, tendo os três primeiros averbado vitórias em terreno alheio: o líder Tramagal, no Pego (2-1), mantendo os cinco pontos de vantagem sobre o Vasco da Gama (triunfo por 4-2 na Ortiga), e confortáveis onze pontos de avanço sobre o Vilarense (que ganhou por 1-0 em Pernes). O Riachense, que folgou, baixou ao 4.º lugar, já a oito pontos do vice-líder… a oito jornadas do fim.

Liga 3 – Em partida de acerto de calendário, o U. Santarém obteve um resultado positivo, empatando 1-1 (com os dois tentos apontados nos primeiros cinco minutos, após os escalabitanos terem “entrado a ganhar”) em Angra do Heroísmo, ante o Lusitânia, mantendo assim o 2.º lugar, somente a um ponto do guia, Académica, e, mais relevante, virando para a segunda volta deste mini-torneio (cinco jogos finais) com margem de sete pontos em relação à zona de descida.

Antevisão – A 23.ª ronda da I Divisão Distrital apresenta saídas de algum risco para os quatro primeiros classificados: o Ferreira do Zêzere viaja até à Glória do Ribatejo, onde encontrará uma equipa fortemente moralizada; o Samora Correia visita o Cartaxo; o Fazendense defronta um conjunto do Entroncamento AC, muito carenciado de pontos; enquanto o Torres Novas se desloca também ao Sul do Distrito, para defrontar o Salvaterrense, já em fase de “tudo ou nada”.

Por seu lado, o U. Tomar actua também em reduto alheio, num reencontro com o treinador (Marco Marques) Campeão há duas épocas, sendo que o Amiense ainda não poderá estar descansado.

Na II Divisão, destaque para o embates entre Marinhais e Porto Alto, e Vasco da Gama-Riachense.

Na Liga 3 o U. Santarém recebe o Sp. Covilhã, podendo, em caso de êxito, praticamente confirmar a manutenção. Quanto ao Fátima, no Campeonato de Portugal, visita o terreno do guia, O Elvas (já com o 1.º lugar matematicamente garantido), em compromisso de elevado grau de dificuldade.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Março de 2025)

30 Março, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2024/25 – 1/4 de Final (2.ª mão)

Liga A – 1/4 de final

                                2ª mão      1ª mão      Total
Espanha - Países Baixos  (5-4 gp) 2-2 (3-3ap) 2-2        4-4
França - Croácia         (5-4 gp) 2-0 (2-0ap) 0-2        2-2
Portugal - Dinamarca              3-2 (5-2ap) 0-1        5-3
Alemanha - Itália                 3-3         2-1        5-4

É o seguinte o alinhamento das meias-finais, previamente sorteado:

Alemanha – Portugal
Espanha – França

Play-off Liga A / Liga B

                                2ª mão      1ª mão      Total
Hungria - Turquia                 0-3         1-3        1-6
Bélgica - Ucrânia                 3-0         1-3        4-3
Sérvia - Áustria                  2-0         1-1        3-1
Escócia - Grécia                  0-3         1-0        1-3

A Turquia e a Grécia garantiram a promoção à Liga A, na qual asseguraram a manutenção a Bélgica e a Sérvia.

Play-off Liga B / Liga C

                                2ª mão      1ª mão      Total
Islândia - Kosovo                 1-3         1-2        2-5
Irlanda - Bulgária                2-1         2-1        4-2
Geórgia - Arménia                 6-1         3-0        9-1
Eslovénia - Eslováquia            0-0 (1-0ap) 0-0        1-0

O Kosovo garantiu a promoção à Liga B, na qual asseguraram a manutenção a Irlanda, Geórgia e Eslovénia.

Play-off Liga C / Liga D (jogos a 26 e 31.03.2026)

                                2ª mão      1ª mão      Total
Letónia - Gibraltar –             ---         1-0        ---
Luxemburgo - Malta –              ---         2-0        ---

23 Março, 2025 at 11:38 pm Deixe um comentário

Portugal – Dinamarca (Liga das Nações – 1/4 de final)

Portugal Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot (81m – Francisco Trincão), Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Bernardo Silva, Vítor Ferreira “Vitinha” (99m – Rúben Neves), Bruno Fernandes, Francisco Conceição (81m – Nélson Semedo), Rafael Leão (62m – Diogo Jota) e Cristiano Ronaldo (90m – Gonçalo Ramos)

Dinamarca Dinamarca – Kasper Schmeichel, Rasmus Kristensen, Joachim Andersen, Jannik Vestergaard, Patrick Dorgu (97m – Conrad Harder), Christian Eriksen (83m – Morten Frendrup), Morten Hjulmand, Christian Nørgaard (83m – Victor Froholdt), Gustav Isaksen (73m – Victor Kristiansen), Rasmus Højlund (73m – Mika Biereth) e Jesper Lindstrøm (65m – Andreas Skov Olsen)

1-0 – Joachim Andersen (p.b.) – 38m
1-1 – Rasmus Kristensen – 56m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 72m
2-2 – Christian Eriksen – 76m
3-2 – Francisco Trincão – 86m
4-2 – Francisco Trincão – 91m
5-2 – Gonçalo Ramos – 115m

Cartões amarelos – Rúben Dias (50m) e Diogo Jota (75m); Christian Eriksen (50m), Christian Nørgaard (66m), Joachim Andersen (105m) e Jannik Vestergaard (120m)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

A propósito de resultados ilusórios: a selecção de Portugal esteve à beira de ser eliminada – e esse teria sido até o desfecho mais lógico perante o desempenho de ambas as equipas no decurso dos noventa minutos de tempo regulamentar; ou, ainda com maior acuidade, se tivermos também em consideração o jogo da primeira mão.

Salvo quase ao soar do gongo, por um golo de Trincão, a equipa portuguesa teria, logo de seguida, a felicidade de o mesmo Trincão marcar no primeiro minuto do prolongamento, alcançando um bis que consubstanciou um ponto de viragem que viria a ser definitivo, complementado ainda, já próximo do termo dessa extensão do tempo de jogo, com mais um golo de Gonçalo Ramos, numa fase em que a Dinamarca “entregara já os pontos”.

E, veja-se lá como são as coisas: tudo parecia começar a ficar bem encaminhado logo aos cinco minutos, quando Portugal beneficiou de uma grande penalidade… que, contudo, Cristiano Ronaldo não conseguiria converter em golo.

Parecendo acusar esse contratempo, a equipa mostrou-se algo ansiosa, acumulando falhas, e não conseguindo fluidez de jogo para construção de oportunidades, perante um opositor bem organizado.

Mas a sorte sorriria de novo aos portugueses quando o defesa dinamarquês, involuntariamente, acabou por introduzir a bola na sua baliza, na sequência de um pontapé de canto. O resultado ao intervalo era, apesar de tudo, animador, face à produção desenvolvida.

Na segunda parte a Dinamarca surgiria mais afoita: já depois de Hjulmand ter ameaçado, viria mesmo a restabelecer o empate, também na marcação de um canto, estavam cumpridos apenas os primeiros dez minutos.

O ritmo de jogo intensificar-se-ia à entrada para os vinte derradeiros minutos, primeiro, com Portugal a recolocar-se em vantagem (igualando novamente a eliminatória), num lance de insistência, com Bruno Fernandes a rematar de meia distância, ao poste, com Cristiano Ronaldo, muito oportuno, a fazer a recarga com êxito.

Mas seria “sol de pouca dura”: um lapso de Rúben Dias, a perder a bola em zona comprometedora, proporcionou uma rápida transição contrária, com a Dinamarca, outra vez, a empatar o jogo e a fazer, de novo, pender a eliminatória a seu favor.

Já numa fase de algum desespero, Roberto Martínez arriscaria enfim, apostando em Francisco Trincão, por troca com Diogo Dalot. E, outra vez, Portugal seria feliz: bastariam cinco minutos em campo para marcar um golo determinante; novamente Bruno Fernandes com intervenção na jogada, a cruzar para a área, tendo Schmeichel rechaçado a bola, que sobraria para Nuno Mendes, de imediato a fazer o último passe, para a finalização de Trincão. Estava garantida a “vida extra” do prolongamento.

Aí, tendo já refrescado o ataque, com a entrada de Gonçalo Ramos para o lugar de Cristiano Ronaldo, não poderia tal período ter começado melhor: logo no primeiro minuto, o tal bis de Trincão (também numa recarga, depois de Schmeichel ter defendido o remate, precisamente de Gonçalo Ramos) colocava Portugal, pela primeira vez, ao fim de 180 minutos, em vantagem na eliminatória.

O jogo entrara numa espiral algo caótica, já sem grandes tácticas e pouco rigor nas marcações e posicionamento, abrindo espaços, o que o mesmo Gonçalo aproveitaria para fixar o placard num 5-2, que traduz uma expressão ilusória de facilidades que, todavia, nunca existiram, neste duro confronto entre Portugal e a Dinamarca.

O almejado prémio é a presença na “Final Four” da Liga das Nações, a disputar na Alemanha, em que a selecção nacional enfrentará, nas meias-finais, exactamente a formação germânica.

23 Março, 2025 at 11:24 pm Deixe um comentário

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