Finais da Taça de Portugal
Edição Época Vencedor Finalista LXXIX 2018-19 Sporting FC Porto 2-2 (5-4 g.p.) LXXVIII 2017-18 D. Aves Sporting 2-1 LXXVII 2016-17 Benfica V. Guimarães 2-1 LXXVI 2015-16 Sp. Braga FC Porto 2-2 (4-2 g.p.) LXXV 2014-15 Sporting Sp. Braga 2-2 (3-1 g.p.) LXXIV 2013-14 Benfica Rio Ave 1-0 LXXIII 2012-13 V. Guimarães Benfica 2-1 LXXII 2011-12 Académica Sporting 1-0 LXXI 2010-11 FC Porto V. Guimarães 6-2 LXX 2009-10 FC Porto Chaves 2-1 LXIX 2008-09 FC Porto Paços Ferreira 1-0 LXVIII 2007-08 Sporting FC Porto 2-0 LXVII 2006-07 Sporting Belenenses 1-0 LXVI 2005-06 FC Porto Setúbal 1-0 LXV 2004-05 Setúbal Benfica 2-1 LXIV 2003-04 Benfica FC Porto 2-1 LXIII 2002-03 FC Porto U. Leiria 1-0 LXII 2001-02 Sporting Leixões 1-0 LXI 2000-01 FC Porto Marítimo 2-0 LX 1999-00 FC Porto Sporting 1-1 2-0 LIX 1998-99 Beira-Mar Campomaiorense 1-0 LVIII 1997-98 FC Porto Sp. Braga 3-1 LVII 1996-97 Boavista Benfica 3-2 LVI 1995-96 Benfica Sporting 3-1 LV 1994-95 Sporting Marítimo 2-0 LIV 1993-94 FC Porto Sporting 0-0 2-1 LIII 1992-93 Benfica Boavista 5-2 LII 1991-92 Boavista FC Porto 2-1 LI 1990-91 FC Porto Beira-Mar 3-1 L 1989-90 E. Amadora Farense 1-1 2-0 XLIX 1988-89 Belenenses Benfica 2-1 XLVIII 1987-88 FC Porto V. Guimarães 1-0 XLVII 1986-87 Benfica Sporting 2-1 XLVI 1985-86 Benfica Belenenses 2-0 XLV 1984-85 Benfica FC Porto 3-1 XLIV 1983-84 FC Porto Rio Ave 4-1 XLIII 1982-83 Benfica FC Porto 1-0 XLII 1981-82 Sporting Sp. Braga 4-0 XLI 1980-81 Benfica FC Porto 3-1 XL 1979-80 Benfica FC Porto 1-0 XXXIX 1978-79 Boavista Sporting 1-1 1-0 XXXVIII 1977-78 Sporting FC Porto 1-1 2-1 XXXVII 1976-77 FC Porto Sp. Braga 1-0 XXXVI 1975-76 Boavista V. Guimarães 2-1 XXXV 1974-75 Boavista Benfica 2-1 XXXIV 1973-74 Sporting Benfica 2-1 XXXIII 1972-73 Sporting V. Setúbal 3-2 XXXII 1971-72 Benfica Sporting 3-2 XXXI 1970-71 Sporting Benfica 4-1 XXX 1969-70 Benfica Sporting 3-1 XXIX 1968-69 Benfica Académica 2-1 XXVIII 1967-68 FC Porto V. Setúbal 2-1 XXVII 1966-67 V. Setúbal Académica 3-2 XXVI 1965-66 Sp. Braga V. Setúbal 1-0 XXV 1964-65 V. Setúbal Benfica 3-1 XXIV 1963-64 Benfica FC Porto 6-2 XXIII 1962-63 Sporting V. Guimarães 4-0 XXII 1961-62 Benfica V. Setúbal 3-0 XXI 1960-61 Leixões FC Porto 2-0 XX 1959-60 Belenenses Sporting 2-1 XIX 1958-59 Benfica FC Porto 1-0 XVIII 1957-58 FC Porto Benfica 1-0 XVII 1956-57 Benfica Sp. Covilhã 3-1 XVI 1955-56 FC Porto Torreense 2-0 XV 1954-55 Benfica Sporting 2-1 XIV 1953-54 Sporting V. Setúbal 3-2 XIII 1952-53 Benfica FC Porto 5-0 XII 1951-52 Benfica Sporting 5-4 XI 1950-51 Benfica Académica 5-1 X 1948-49 Benfica Atlético 2-1 IX 1947-48 Sporting Belenenses 3-1 VIII 1945-46 Sporting Atlético 4-2 VII 1944-45 Sporting Olhanense 1-0 VI 1943-44 Benfica Estoril 8-0 V 1942-43 Benfica V. Setúbal 5-1 IV 1941-42 Belenenses V. Guimarães 2-0 III 1940-41 Sporting Belenenses 4-1 II 1939-40 Benfica Belenenses 3-1 I 1938-39 Académica Benfica 4-3
Niki Lauda (1949-2019)
Quando comecei a acompanhar a Fórmula 1, no ano de 1976, Niki Lauda acabara de se sagrar, pela primeira vez, Campeão do Mundo, à frente de Emerson Fittipaldi.
Pilotando um monolugar da mítica Ferrari, tornara-se já no meu primeiro ídolo, ainda antes do terrível acidente de Nürburgring, a 1 de Agosto, de que escapou miraculosamente, com severas queimaduras, retirado do bólide em chamas por Arturo Merzario, Brett Lunger, Guy Edwards e Harald Ertl.
Liderava já, nessa altura, de forma absolutamente destacada, o campeonato – após os nove primeiros Grandes Prémios da temporada -, com 58 pontos, face a apenas 35 pontos de James Hunt.
Não foi sem o que então me pareceu uma forte injustiça, que vi Lauda, gradualmente – após período de convalescença que o afastou das pistas durante cerca de mês e meio – ir perdendo a sua vantagem. Quando regressou, a 12 de Setembro, em Monza, o seu avanço face a Hunt reduzira-se somente a 2 pontos – que ampliaria ainda, nesse dia (mercê de um extraordinário desempenho que lhe proporcionou um excelente 4.º lugar), para 5 pontos. Entretanto, surgiria a notícia da desqualificação de Hunt na corrida da Grã-Bretanha, o que recolocava então a vantagem de Lauda em 17 pontos!
Contudo, os dois triunfos do inglês no Canadá e nos EUA apertaram a diferença para uma estreita margem de três pontos. A retirada do austríaco (à semelhança do que fizeram também, por exemplo, Fittipaldi e José Carlos Pace) na derradeira prova, no Japão – numa pista em perigosíssimas condições, inundada pela água -, permitiram a James Hunt (3.º classificado, a uma volta de Mario Andretti), pela primeira vez em toda a época, assumir o comando, sagrando-se Campeão do Mundo, por um ponto!
Depois de recuperar – logo no ano imediato – o título de Campeão do Mundo, que ingloriamente deixara escapar em 1976 (ganhando então com uma clara vantagem de 17 pontos sobre o 2.º classificado, Jody Scheckter, com James Hunt a terminar o campeonato em 5.º, a 32 pontos do vencedor), e após ter mudado para a Brabham em 1978, Lauda retirar-se-ia das pistas no final do ano de 1979.
Regressaria em 1982, na McLaren, para, no ano de 1984, obter, de forma absolutamente fantástica (tendo somado três triunfos e três segundos lugares nas sete últimas provas) – com o 2.ª posição alcançada na derradeira corrida (depois de sair do 11.º posto da grelha de partida), no Grande Prémio do Estoril, no retorno da Fórmula 1 a Portugal, após um interregno desde 1960 -, o seu terceiro título de Campeão do Mundo, superando o seu colega de equipa, Alain Prost, por 0,5 pontos de vantagem!
Ao longo da sua magnífica carreira, figurando como um dos maiores ícones da modalidade rainha do automobilismo, venceu 25 Grandes Prémios, obteve 24 “pole positions”, tendo subido ao pódio por 54 vezes.
I Liga / I Divisão – Historial de lugares de honra
Época Campeão 2º 3º 4º 2018-19 Benfica FC Porto Sporting Sp. Braga 2017-18 FC Porto Benfica Sporting Sp. Braga 2016-17 Benfica FC Porto Sporting V. Guimarães 2015-16 Benfica Sporting FC Porto Sp. Braga 2014-15 Benfica FC Porto Sporting Sp. Braga 2013-14 Benfica Sporting FC Porto Estoril 2012-13 FC Porto Benfica P. Ferreira Sp. Braga 2011-12 FC Porto Benfica Sp. Braga Sporting 2010-11 FC Porto Benfica Sporting Sp. Braga 2009-10 Benfica Sp. Braga FC Porto Sporting 2008-09 FC Porto Sporting Benfica Nacional 2007-08 FC Porto Sporting V. Guimarães Benfica 2006-07 FC Porto Sporting Benfica Sp. Braga 2005-06 FC Porto Sporting Benfica Sp. Braga 2004-05 Benfica FC Porto Sporting Sp. Braga 2003-04 FC Porto Benfica Sporting Nacional 2002-03 FC Porto Benfica Sporting V. Guimarães 2001-02 Sporting Boavista FC Porto Benfica 2000-01 Boavista FC Porto Sporting Sp. Braga 1999-00 Sporting FC Porto Benfica Boavista 1998-99 FC Porto Boavista Benfica Sporting 1997-98 FC Porto Benfica V. Guimarães Sporting 1996-97 FC Porto Sporting Benfica Sp. Braga 1995-96 FC Porto Benfica Sporting Boavista 1994-95 FC Porto Sporting Benfica V. Guimarães 1993-94 Benfica FC Porto Sporting Boavista 1992-93 FC Porto Benfica Sporting Boavista 1991-92 FC Porto Benfica Boavista Sporting 1990-91 Benfica FC Porto Sporting Boavista 1989-90 FC Porto Benfica Sporting V. Guimarães 1988-89 Benfica FC Porto Boavista Sporting 1987-88 FC Porto Benfica Belenenses Sporting 1986-87 Benfica FC Porto V. Guimarães Sporting 1985-86 FC Porto Benfica Sporting V. Guimarães 1984-85 FC Porto Sporting Benfica Boavista 1983-84 Benfica FC Porto Sporting Sp. Braga 1982-83 Benfica FC Porto Sporting V. Guimarães 1981-82 Sporting Benfica FC Porto V. Guimarães 1980-81 Benfica FC Porto Sporting Boavista 1979-80 Sporting FC Porto Benfica Boavista 1978-79 FC Porto Benfica Sporting Sp. Braga 1977-78 FC Porto Benfica Sporting Sp. Braga 1976-77 Benfica Sporting FC Porto Boavista 1975-76 Benfica Boavista Belenenses FC Porto 1974-75 Benfica FC Porto Sporting Boavista 1973-74 Sporting Benfica V. Setúbal FC Porto 1972-73 Benfica Belenenses V. Setúbal FC Porto 1971-72 Benfica V. Setúbal Sporting CUF 1970-71 Benfica Sporting FC Porto V. Setúbal 1969-70 Sporting Benfica V. Setúbal Barreirense 1968-69 Benfica FC Porto V. Guimarães V. Setúbal 1967-68 Benfica Sporting FC Porto Académica 1966-67 Benfica Académica FC Porto Sporting 1965-66 Sporting Benfica FC Porto V. Guimarães 1964-65 Benfica FC Porto CUF Académica 1963-64 Benfica FC Porto Sporting V. Guimarães 1962-63 Benfica FC Porto Sporting Belenenses 1961-62 Sporting FC Porto Benfica CUF 1960-61 Benfica Sporting FC Porto V. Guimarães 1959-60 Benfica Sporting Belenenses FC Porto 1958-59 FC Porto Benfica Belenenses Sporting 1957-58 Sporting FC Porto Benfica Belenenses 1956-57 Benfica FC Porto Belenenses Sporting 1955-56 FC Porto Benfica Belenenses Sporting 1954-55 Benfica Belenenses Sporting FC Porto 1953-54 Sporting FC Porto Benfica Belenenses 1952-53 Sporting Benfica Belenenses FC Porto 1951-52 Sporting Benfica FC Porto Belenenses 1950-51 Sporting FC Porto Benfica Atlético 1949-50 Benfica Sporting Atlético Belenenses 1948-49 Sporting Benfica Belenenses FC Porto 1947-48 Sporting Benfica Belenenses Estoril 1946-47 Sporting Benfica FC Porto Belenenses 1945-46 Belenenses Benfica Sporting Olhanense 1944-45 Benfica Sporting Belenenses FC Porto 1943-44 Sporting Benfica Atlético FC Porto 1942-43 Benfica Sporting Belenenses Unidos Lisboa 1941-42 Benfica Sporting Belenenses FC Porto 1940-41 Sporting FC Porto Belenenses Benfica 1939-40 FC Porto Sporting Belenenses Benfica 1938-39 FC Porto Sporting Benfica Belenenses 1937-38 Benfica FC Porto Sporting Carcavelinhos 1936-37 Benfica Belenenses Sporting FC Porto 1935-36 Benfica FC Porto Sporting Belenenses 1934-35 FC Porto Sporting Benfica Belenenses
Resumo:
– Benfica – 37 vezes Campeão / 28 vezes 2º / 15 vezes 3º / 4 vezes 4º classificado
– FC Porto – 28 vezes Campeão / 27 vezes 2º / 13 vezes 3º / 11 vezes 4º classif.
– Sporting – 18 vezes Campeão / 21 vezes 2º / 29 vezes 3º / 12 vezes 4º classif.
– Belenenses – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 14 vezes 3º / 9 vezes 4º classificado
– Boavista – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 2 vezes 3º / 10 vezes 4º classificado
– V. Setúbal – 1 vez 2º / 3 vezes 3º / 2 vezes 4º classificado
– Sp. Braga – 1 vez 2º / 1 vez 3º / 14 vezes 4º classificado
– Académica – 1 vez 2º / 2 vezes 4º classificado
– V. Guimarães – 4 vezes 3º / 10 vezes 4º classificado
– Atlético – 2 vezes 3º / 1 vez 4º classificado
– CUF – 1 vez 3º / 2 vezes 4º classificado
– Paços Ferreira – 1 vez 3º classificado
– Nacional – 2 vezes 4º classificado
– Estoril – 2 vezes 4º classificado
– Barreirense – 1 vez 4º classificado
– Olhanense – 1 vez 4º classificado
– Unidos Lisboa – 1 vez 4º classificado
– Carcavelinhos – 1 vez 4º classificado
I Liga – 2018-19 – Classificação final
Equipa J V E D GM GS P 1.º Benfica 34 28 3 3 103 - 31 87 2.º FC Porto 34 27 4 3 74 - 20 85 3.º Sporting 34 23 5 6 72 - 33 74 4.º Sp. Braga 34 21 4 9 56 - 37 67 5.º V. Guimarães 34 15 7 12 46 - 34 52 6.º Moreirense 34 16 4 14 39 - 44 52 7.º Rio Ave 34 12 9 13 50 - 52 45 8.º Boavista 34 13 5 16 34 - 40 44 9.º Belenenses SAD 34 10 13 11 42 - 51 43 10.º Santa Clara 34 11 9 14 43 - 45 42 11.º Marítimo 34 12 3 19 26 - 44 39 12.º Portimonense 34 11 6 17 44 - 59 39 13.º V. Setúbal 34 8 12 14 28 - 39 36 14.º D. Aves 34 10 6 18 35 - 49 36 15.º Tondela 34 9 8 17 40 - 54 35 16.º Chaves 34 8 8 18 34 - 57 32 17.º Nacional 34 7 7 20 33 - 73 28 18.º Feirense 34 3 11 20 27 - 64 20
Campeão – Benfica – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2.º classificado – FC Porto – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Campeões
3.º classificado – Sporting – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
4.º classificado – Sp. Braga – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa
5.º classificado – V. Guimarães – 2ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa
Despromovidos – Chaves, Nacional e Feirense
Promovidos – Paços Ferreira, Famalicão e Gil Vicente (promoção administrativa)
Melhores marcadores:
1. Haris Seferović (Benfica) – 23
2. Bruno Fernandes (Sporting) – 20
3. Rafa Silva (Benfica) – 17
Palmarés – Campeões:
Benfica (37) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14; 2014-15; 2015-16; 2016-17; 2018-19
FC Porto (28) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13; 2017-18
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Final

(“O Templário”, 16.05.2019)
Depois do Amiense (em 1976-77), Samora Correia (1982-83 e 1993-94), Águias de Alpiarça (1984-85), Benavente (1990-91), Rio Maior (2001-02), Abrantes FC (2002-03), Monsanto (2003-04), Riachense (2008-09 e 2009-10) e Coruchense (2014-15), também o U. Santarém conseguiu agora obter a chamada “dobradinha”, juntando, numa mesma época, o título de Campeão Distrital e a conquista da Taça do Ribatejo.
Destaque – Tal como se poderia perspectivar, no desafio da “festa da Taça”, disputado no passado Domingo no Entroncamento, os escalabitanos acabaram por impor o seu actual maior ânimo, vencendo o Coruchense por 2-0, exponenciando, em paralelo, as fragilidades decorrentes do “trauma” sofrido pela formação do Sorraia, ao ver escapar-se sobre a “linha de meta” o título de uma competição em que liderara durante meses a fio (ao longo de 20 das 26 jornadas).
Procurando atacar de frente essa teórica debilidade, o técnico da turma de Coruche, Gonçalo Silva adoptou uma estratégia de assumpção da iniciativa, logo desde os minutos iniciais do jogo, procurando surpreender o adversário, que, contudo, fazendo valer a sua experiência, encarou essa fase com a devida serenidade, sem vacilar.
Com pouco mais de vinte minutos decorridos do primeiro tempo, num lance imprevidente, um defesa do Coruchense teve de recorrer à falta para travar a perigosa progressão de um contrário, o que lhe custaria um cartão vermelho, que se viria a traduzir em mais de 70 minutos em inferioridade numérica. Um rude golpe nas aspirações da sua equipa, que acusou sobremaneira mais esta adversidade, agravada com a obtenção do tento inaugural por parte dos escalabitanos.
Para a segunda metade, tendo operado alterações tácticas no xadrez do seu grupo, reforçando o sector defensivo e intermediário, a verdade é que o conjunto do Sorraia, não virando a cara à luta, voltou a tentar tudo o que, em tais circunstâncias, seria possível para chegar ao golo.
Mas, do outro lado, Mário Ruas preparara a sua equipa para, de forma concentrada, mesmo que aparentemente algo na expectativa, aproveitar qualquer oportunidade que viesse a surgir para desferir o golpe decisivo nesta final. O que – outra vez, em momento nevrálgico do desafio –, aconteceria também a meio dessa segunda parte, percebendo-se, desde logo, que seria missão quase impossível a hipótese de reversão do resultado por parte do Coruchense.
No termos dos noventa minutos, o triunfo assenta bem a um personalizado colectivo de Santarém, a patentear, de novo, a sua superioridade no panorama do futebol distrital na presente temporada.
No palmarés da prova, após 42 edições disputadas, o Fazendense continua a ser o único emblema já com quatro troféus conquistados, mantendo-se o Coruchense no quarteto de perseguidores, cada um com três Taças ganhas (a par de Tramagal, Riachense e Amiense), enquanto o U. Santarém – que repetiu a proeza averbada há precisamente quarenta anos – passou a integrar um “pelotão” de sete clubes, cada um com dois títulos na “prova rainha”.
Resta, aos homens de Coruche, ainda uma terceira possibilidade de alcançar um título esta época, já no próximo Domingo, enfrentando, outra vez, “olhos nos olhos”, o mesmo oponente…
Campeonato de Portugal – De forma absolutamente imprevista ao longo de vários meses, ficou reservado para a 34.ª e derradeira jornada desta maratona que é o Campeonato Nacional promovido pela Federação Portuguesa de Futebol, um “golpe de teatro”, em prol do Sertanense, deveras penalizador para o Nogueirense, que, felizmente, não afectou as pretensões do Fátima.
Indo por partes: os fatimenses, que dependiam apenas de si próprios, cumpriram a sua missão, ganhando por 3-1 ao antepenúltimo classificado Alcains, acabando por subir duas posições nesta última ronda, fixando-se no 11.º posto final, garantindo assim a manutenção no Nacional.
Por seu lado, o Sertanense – que, durante semanas, se perfilou como a grande ameaça do Fátima –, recebendo o penúltimo, Peniche, goleou por 4-0, vindo a beneficiar das derrotas do Loures (0-1 em Alverca) e do Nogueirense (1-2 em Vila Franca de Xira) para igualar pontualmente estes adversários, conseguindo transpor, pela primeira vez ao fim de 14 jornadas, a “linha de água”, abaixo da qual caiu inapelavelmente a equipa de Nogueira do Cravo (esbanjando uma vantagem de treze pontos de que chegou a dispor já na segunda volta – e de nove pontos, a quatro jornadas do fim!), com a turma da Sertã a conseguir assim, “in extremis”, a salvação.
Quanto ao Mação, acabou por ter uma desalentada despedida desta sua época de estreia nos Nacionais, goleado pelo Sintrense por 5-0, quedando-se como “lanterna vermelha”, a oito pontos dos adversários mais próximos, afinal a longínquos 26 pontos do Sertanense. Uma experiência ingrata que não deixará de traduzir uma aprendizagem para este clube do Distrito.
No topo da pauta classificativa, U. Leiria (vencedor desta Série C) e Vilafranquense garantiram o apuramento para o “play-off” de apuramento de Campeão Nacional e de promoção à II Liga, que disputarão com os dois primeiros classificados das restantes três séries: Vizela, Fafe, Sp. Espinho, Lusitânia de Lourosa, Praiense e Real (ou Casa Pia).
Antevisão – Mudando o cenário, do Entroncamento para Torres Novas, Campeão e vice-campeão, vencedor da Taça e finalista vencido, respectivamente U. Santarém e Coruchense, voltam a encontrar-se, este fim-de-semana, para encerramento da temporada, em mais um duelo, na disputa da Supertaça Dr. Alves Vieira, esperando-se que ambas as equipas possam surgir agora mais libertas da pressão competitiva, proporcionando um bom espectáculo de futebol, sem que, “a priori”, se possa apontar um claro favorito.
A II Divisão Distrital entra na segunda volta da fase final de apuramento de Campeão – a qual se prolongará ainda por mais um mês, com cinco jornadas até ao dia 16 de Junho –, estando agora já confirmado que serão quatro os clubes premiados com a promoção ao escalão principal.
Esta 6.ª ronda está recheada de desafios de interesse, com o líder incontestado, Abrantes e Benfica, já próximo de garantir matematicamente o título, a deslocar-se a Rio Maior, enquanto, nos outros dois jogos, o Forense, recebendo o Moçarriense, e o Riachense, visitando o Pego, terão testes cruciais às respectivas aspirações à subida, numa contenda bastante nivelada.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Maio de 2019)
Benfica – 3.000 Jogos em provas de âmbito nacional
| Competição | Pres. | J | V | E | D | GM | GS |
| I Liga / I Divisão | 85 | 2.397 | 1.639 | 449 | 309 | 5.806 | 2.112 |
| Taça de Portugal | 79 | 442 | 337 | 36 | 69 | 1.431 | 417 |
| Campeonato de Portugal | 12 | 72 | 48 | 8 | 16 | 201 | 100 |
| Taça da Liga | 12 | 53 | 39 | 11 | 3 | 110 | 40 |
| Supertaça Cândido Oliveira | 19 | 36 | 11 | 9 | 16 | 31 | 42 |
| Total (provas nacionais) | 3.000 | 2.074 | 513 | 413 | 7.579 | 2.711 |
O Benfica disputou hoje o jogo n.º 3.000 da sua história a contar para competições de âmbito nacional, com o balanço global acima indicado.
A propósito, clicando na imagem abaixo poderá aceder ao quadro interactivo que preparei, actualizado com todos os resultados do Benfica ao longo do seu historial, nos 3.852 jogos oficiais já disputados pelo clube (incluindo também 436 jogos em provas internacionais e 416 no Campeonato de Lisboa):
- 2.397 – Campeonatos Nacionais – I Liga / I Divisão
- 442 – Taça de Portugal
- 36 – Supertaça Cândido de Oliveira
- 53 – Taça da Liga
- 72 – Campeonato de Portugal (até 1938)
- 416 – Campeonato de Lisboa (épocas de 1906-07 a 1945-46)
- 252 – Liga dos Campeões / Taça dos Campeões Europeus
- 126 – Liga Europa / Taça UEFA
- 42 – Taça dos Vencedores de Taças
- 4 – Taça das Cidades com Feiras
- 7 – Taça Latina; e
- 5 – Taça Intercontinental
Os dados podem ser filtrados com base em múltiplas combinações dos seguintes parâmetros:
- Por “Época”
- Por “Prova”
- Por “Ronda”
- Por jogos em “Casa”, “Fora” ou em campo “Neutro”
- Por Vitórias, Empates ou Derrotas
- Por “Adversário”
- Por “Treinador”
- Por “Árbitro”
- Por “GM” (Golos Marcados) e “GS” (Golos Sofridos).
Na parte inferior do grafismo, são listados todos os jogos que correspondem a cada uma das modalidades de filtros seleccionados (por exemplo: por época, por prova, por adversário, por treinador, ou, até, por resultado), em sequência cronológica, do mais recente para o mais antigo (deslizar o cursor na barra lateral do lado direito para aceder à lista completa).
Passando o cursor sobre cada resultado (GM – GS), no lado direito dessa lista detalhada (da parte inferior do grafismo), surge a indicação, em “janela”, de um conjunto de dados relativos a cada jogo, nomeadamente a época a que respeita, a prova, a ronda, os marcadores de todos os golos do Benfica (com indicação do correspondente n.º de golo de cada jogador), o treinador e o árbitro do desafio.
Adicionalmente, clicando na imagem de Eusébio, José Águas e Nené, poderá visualizar quadro com a lista dos 50 melhores marcadores da história do Benfica – no qual é possível ordenar por coluna (“Total”, ou por cada uma das competições, clicando no símbolo à direita da designação de cada coluna) e, seleccionando no filtro por “Marcador”, podem ainda consultar-se os valores detalhados, época a época, para cada jogador que for seleccionado nesse filtro.
Por fim, clicando na imagem dos logotipos da Liga dos Campeões e da Liga Europa, será reencaminhado para página específica com as fichas detalhadas de todos os jogos do Benfica em competições europeias.
O Pulsar do Campeonato – 26ª Jornada

(“O Templário”, 09.05.2019)
No longo historial do futebol distrital era, até à data, caso único a acumulação, em dois anos sucessivos, dos títulos de Campeão Distrital da II Divisão e da I Divisão: o Clube Desportivo “Os Águias” de Alpiarça fora vencedor de tais competições nas temporadas de 1983-84 (escalão secundário) e de 1984-85 (divisão principal).
No passado fim-de-semana o U. Santarém reeditou tal proeza; após ter conquistado o título da II Divisão na época passada, sagrou-se agora Campeão da I Divisão Distrital, uma estreia na sua cinquentenária história (apenas na sua 9.ª participação neste escalão, e depois de ter suspenso a competição de 2008 a 2013 e de ter militado entretanto quatro anos na divisão secundária).
De facto, a União Desportiva de Santarém, fundada em Agosto de 1969 – decorrendo da junção do Sport Grupo União Operária e do Sport Grupo Scalabitano “Os Leões”, clubes com grandes pergaminhos, ostentando no seu palmarés, respectivamente 8 e 5 títulos de Campeão Distrital, conquistados sobretudo nas décadas de 20 e 30 do século passado –, registara, ao longo de 32 anos (de 1969 a 2001) presença ininterrupta nos Nacionais (13 participações na II Divisão e 19 na III Divisão), a que retornará agora, no actualmente denominado Campeonato de Portugal.
Destaques – A derradeira e decisiva jornada, no que respeita à disputa do título e à luta pela manutenção, acabou por ser bem mais “tranquila” do que se poderia esperar, se atendermos a que praticamente tudo ficou “definido” logo nos minutos iniciais dos desafios.
Em Almeirim, o União local, já sem nada a ganhar ou a perder, dignificando a 3.ª posição obtida, cedo inaugurou o marcador, na recepção ao líder Coruchense, que, com o avançar dos ponteiros do relógio, ia denotando incapacidade de reagir, não tendo o marcador sofrido qualquer outra alteração até final. A tangencial derrota sofrida (0-1) custaria à turma do Sorraia nova ultrapassagem “in extremis”, outra vez suplantada pelo U. Santarém, tal como sucedera no final da primeira volta (igualmente em função de desaire caseiro ante os almeirinenses…), deixando assim escapar o que poderia ter sido o seu terceiro título nas três últimas participações.
Por seu lado, o U. Santarém, recebendo o Torres Novas, asseguraria a sua parte na tarefa (afinal, até o empate lhe teria bastado), tendo-se colocado igualmente em vantagem ainda na fase inicial da partida. O tento da tranquilidade demoraria ainda, mas, no final, o marcador de 3-0 a favor dos escalabitanos espelhava a superioridade que, de forma mais lata, se pode aplicar também à globalidade do campeonato – com os homens da capital do Distrito a registarem o ataque mais concretizador (62 golos) e a defesa menos batida (22 golos), tendo consentido uma única derrota (nas Fazendas de Almeirim, logo à 9.ª ronda), nunca tendo abdicado da perseguição ao grupo que liderou durante praticamente toda a temporada, apresentando em geral exibições mais convincentes que o rival, sendo de justiça reconhecer-lhes o mérito na conquista deste título.
Em Alcanena, o Marinhais entrou “a todo o gás”, alcançando vantagem substancial (de três golos) logo nos minutos iniciais, praticamente selando a sua vitória, que era imprescindível para que pudesse acalentar ainda a esperança na manutenção. O desfecho saldar-se-ia num 5-3 a favor dos visitantes, que, não obstante, acompanharão o Alcanenense na descida à II Divisão.
Isto porque, na Glória do Ribatejo, a turma da casa – com a vantagem de depender apenas de si própria e de lhe bastar o empate –, recebendo o U. Tomar, porfiando de início a fim, lutou, pelo menos, pela preservação do nulo, começando por suster o ímpeto ofensivo inicial dos tomarenses, gradualmente ganhando confiança, perante um adversário também compreensivelmente menos disponível física e animicamente à medida que o tempo ia avançando, tendo o 0-0 final servido na perfeição os objectivos dos donos da casa, ao contrário dos unionistas que, deste modo, ficaram “a um golo” da meta do 6.º lugar, numa época pautada por múltiplas condicionantes, com ponto alto na notável série invicta frente aos cinco primeiros na recta final da prova (depois de outros resultados bastante meritórios na primeira metade da temporada, em especial os empates averbados em Santarém, frente ao Campeão, e no Cartaxo).
Confirmações – Numa jornada sem especiais surpresas a assinalar, o Amiense fechou da melhor forma a muito boa campanha realizada, ganhando ao Fazendense por 3-2, confirmando um assinalável 4.º lugar na tabela final – não obstante em igualdade pontual com o 5.º classificado, Cartaxo (vencedor em Ferreira do Zêzere por 3-1), cujo desempenho geral não deixa de consubstanciar-se na maior decepção da prova, que, perante o significativo investimento realizado, iniciara com assumida ambição de candidatura ao título. A conquista, pelo segundo ano sucessivo, do troféu de melhor marcador do campeonato, por parte de Wemerson Silva (19 golos, depois dos 22 apontados na edição anterior, ao serviço do U. Tomar), será parco lenitivo ante tal desapontamento do conjunto cartaxeiro a nível colectivo.
Em Samora Correia, em encontro realizado no Sábado, a igualdade a um golo averbada pelo visitante At. Ouriense, proporcionou-lhe um porventura inesperado 6.º posto, primeiro de entre os “não candidatos”, pese embora a significativa distância de dez pontos face à 5.ª posição.
II Divisão Distrital – Após a disputa da primeira volta da fase final, o Abrantes e Benfica (tendo goleado por 6-2 na deslocação ao terreno do Forense) prossegue a sua carreira 100% vitoriosa, com a promoção já “segura” por uma vantagem de nove pontos em relação ao 4.º e 5.º classificados, e o título de Campeão igualmente “prometido”, dado o avanço de sete pontos em relação ao mais directo perseguidor, agora o Moçarriense (vencedor na recepção ao Riachense, por 2-1). Talvez algo inesperada (pela expressão do marcador) a goleada (5-1) imposta pelo Rio Maior ao Pego, agora com quatro clubes “embrulhados” num intervalo de apenas dois pontos.
Campeonato de Portugal – O Fátima terá de sofrer até ao fim para poder alcançar o objectivo “mínimo” da manutenção no Nacional: tendo perdido por 1-2 em Oliveira do Hospital, viu o Sertanense ir ganhar a Loures (3-2), pelo que a sua vantagem se reduziu, à entrada para a derradeira ronda, a dois pontos, que, todavia, não lhe permitem qualquer “margem de erro”.
Não obstante dependam de si próprios (bastar-lhes-á vencer na recepção ao já despromovido Alcains), qualquer outro resultado implicará a necessidade de recorrer à “calculadora”, numa situação também deveras ensarilhada, podendo dar-se mesmo o caso de se verificar, no final, uma igualdade entre nada menos de quatro clubes (em caso de empate do Fátima, vitória do Sertanense ante o Peniche e derrota do Loures e Nogueirense) – os fatimenses evitarão a descida em qualquer combinação de empate pontual… excepto num único cenário, a de igualdade exclusivamente com o Sertanense, em que teriam desvantagem na diferença global de golos.
Por seu lado, o Mação – que se despedirá do Nacional em Sintra, com o Sintrense –, sofreu mais um desaire caseiro (0-1), permitindo ao Caldas ficar desde já liberto de qualquer preocupação.
Antevisão – No Domingo os principais protagonistas do Distrital, U. Santarém e Coruchense, respectivamente Campeão e vice-campeão, enfrentam-se no primeiro de dois “rounds”, na disputa directa de outros dois troféus: primeiro, a Taça do Ribatejo; de seguida, a Supertaça. No imediato, os escalabitanos, com o ânimo em alta, aparentam dispor de teórico favoritismo…
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Maio de 2019)
Liga Europa – 1/2 Finais (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Valencia - Arsenal 2-4 1-3 3-7 Chelsea - Eintracht Frankfurt 1-1 (4-3 gp) 1-1 2-2
Pela primeira vez no já longo historial de 64 anos de competições europeias, todos os quatro finalistas das duas provas desta época são clubes do mesmo país, no caso de Inglaterra!
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Ajax - Tottenham 2-3 1-0 3-3 Liverpool - Barcelona 4-0 0-3 4-3
Duas reviravoltas épicas (no caso do Tottenham, depois de ter sido derrotado em casa, esteve a perder por 0-2 em Amesterdão, chegando ao 3-2 no minuto 96) proporcionam uma fantástica final da Liga dos Campeões, entre dois clubes ingleses, o que, nas 63 edições anteriores da competição, apenas uma vez ocorrera (em 2007-08, entre Manchester United e Chelsea).








