O Pulsar do Campeonato – 7ª Jornada

(“O Templário”, 31.10.2019)
Dois dos clubes promovidos do segundo escalão estiveram particularmente em evidência no passado fim-de-semana, com o notável Abrantes e Benfica a alcançar a sua sexta vitória consecutiva (e logo frente a um dos principais candidatos ao título, Cartaxo), enquanto o Rio Maior goleava por 8-1 outra das equipas promovidas, o Moçarriense (que até vinha de três jornadas sem perder).
Destaques – No desafio de maior importância da 7.ª ronda, o Abrantes e Benfica bateu o Cartaxo, mercê de um solitário tento, o suficiente para confirmar o seu estatuto, também de candidato aos lugares cimeiros. Efectivamente, ao longo das jornadas já decorridas na prova, a turma abrantina vem cabalmente demonstrando que o seu desempenho está longe de corresponder a simples “fogacho”, antes traduzindo uma sólida campanha, de um grupo consistente (tendo, aliás, imposto também ao U. Tomar – seu parceiro na vice-liderança – o único desaire sofrido no campeonato).
Por seu lado, o algo oscilante Rio Maior – nas cinco partidas anteriores havia obtido um único triunfo (em Samora Correia), tendo perdido nas outras quatro ocasiões –, ainda em fase de consolidação a este nível competitivo, aproveitou uma tarde de grande desacerto do Moçarriense para fixar a, até agora, maior goleada da competição (a qual não será fácil de superar), ganhando por contundente marca de 8-1, isto perante um rival directo na disputa pela manutenção.
O Coruchense, vindo de dois comprometedores desaires sucessivos (em casa, ante o U. Almeirim e em Ferreira do Zêzere), voltou a “acertar o passo”, derrotando o Amiense por 3-1, partilhando agora o 4.º posto com o Cartaxo, mas com ambas as formações já com um atraso de seis pontos em relação ao líder.
Após duas mudanças sucessivas no comando técnico, o Samora Correia conseguiu estancar o ciclo negativo de quatro derrotas consecutivas, batendo o Mação (que também estreou novo treinador) por 2-1, com os maçaenses, na 7.ª posição, já a 12 pontos do comandante (e a cinco da equipa que os precede imediatamente na tabela, o Fazendense), com a possibilidade de repetir o êxito de 2018 a começar a ficar algo remota.
Surpresa – Pela segunda semana sucessiva o Ferreira do Zêzere é protagonista da surpresa da jornada, em ambos os casos pela positiva, tendo, desta feita, ido vencer (1-0) a Torres Novas, ante um conjunto torrejano a braços com a necessidade de sucessivas recomposições do seu “onze”, em função do acumular de sanções disciplinares sofridas. Em termos práticos, foi a terceira vez que os ferreirenses pontuaram no reduto adversário em outras tantas partidas ali disputadas (depois de uma goleada por 4-0 há duas temporadas e do empate na época passada).
Confirmações – Nos restantes três encontros, os grupos mais apetrechados confirmaram a respectiva condição de favoritos, pese embora por números bem mais apertados do que seria previsível, no caso do U. Tomar e do Fazendense.
Os tomarenses, recebendo o “lanterna vermelha” Pego, denotaram, uma vez mais, dificuldades para desbloquear a organização defensiva contrária, apenas tendo inaugurado o marcador mesmo em cima dos 45 minutos. Depois, na segunda parte, mais serenos, chegaram com naturalidade ao 3-0, antes de um auto-golo sofrido ter feito os pegachos voltar a acreditar, sentimento reforçado após terem reduzido para a desvantagem mínima (3-2), fazendo os locais acabar em sobressalto.
O União conseguiria, ainda assim, salvaguardar a vitória – a sexta em sete jornadas disputadas –, no que constitui o melhor arranque de época do clube desde a histórica temporada de 1964-65, na qual se viria a sagrar Campeão Distrital e Campeão Nacional da III Divisão.
Também o Fazendense sentiu dificuldades ante a formação da Glória do Ribatejo, vendo-se forçado a operar a reviravolta no marcador, acabando por vencer por tangencial 2-1, o que lhe permite manter-se colado ao pelotão da frente, ocupando o 6.º lugar da pauta classificativa.
Já o imparável U. Almeirim somou o sétimo triunfo em outros tantos jogos, impondo-se por tranquila marca de 3-0 nos Riachos, ante o Riachense.
II Divisão Distrital – Alcanenense e Tramagal continuam em destaque, tendo alcançado ambos a terceira vitória consecutiva: o grupo de Alcanena, goleando o Aldeiense por 5-0; enquanto os tramagalenses bateram o Caxarias por tangencial 4-3 num bem animado e repartido desafio.
Mais a sul, já não há equipas só com vitórias, após a derrota do Forense em Pontével (3-1), facto de que beneficiou o Benavente – goleando o Fazendense “B” por 6-0 – para ascender à liderança da sua série, um ponto acima de Forense e Marinhais (vencedor, por 1-0, do “derby”, ante o Salvaterrense). Ainda uma nota adicional para a goleada (8-0) do Espinheirense ao Rebocho.
Campeonato de Portugal – Reagindo bem à frustração da Taça, o Fátima obteve um importante triunfo, por 3-1, na recepção ao Condeixa, passando a somar 12 pontos (em oito jornadas), ascendendo ao lote de três clubes que partilha o 5.º posto (com Sertanense e Caldas), ampliando para cinco pontos a margem de segurança em relação à “linha de água”. O U. Santarém, com compromisso mais difícil, perdeu em casa, por 1-4, com o Praiense (2.º classificado), ocupando agora a última posição (13.ª) acima de tal linha, somente com um ponto de vantagem.
Antevisão – Na I Divisão, o “jogo grande” da 8.ª jornada será o Cartaxo-Coruchense, sendo que um eventual derrotado poderá vir a ficar distanciado já nove pontos da liderança…
Tal só sucederá, todavia, se o U. Almeirim se conseguir impor no “derby”, ante o vizinho Fazendense, num desafio a deixar “água na boca”, em que o guia não poderá distrair-se.
Outros pontos de interesse serão o Mação-Abrantes e Benfica, já de cariz “decisivo” para os maçaenses, “proibidos” de perder pontos, tal como o Moçarriense-U. Tomar, com os unionistas a deslocar-se a um campo sempre difícil, para defrontar um grupo ferido no seu orgulho.
No segundo escalão, com os líderes favoritos (Alcanenense em Alferrarede; Tramagal em Abrantes; e Benavente na Goelgã), realce para o Entroncamento-Ortiga e Forense-Espinheirense.
No Campeonato de Portugal, o Fátima tem uma saída não isenta de riscos, a Oleiros (actual 10.º classificado), voltando o U. Santarém a ter tarefa teoricamente ainda mais difícil, na Sertã.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Outubro de 2019)
Mundial de Râguebi – Final
Disputou-se hoje em Yokohama a final do Campeonato do Mundo de Râguebi, entre as selecções da África do Sul e de Inglaterra, com uma inequívoca vitória da selecção sul-africana.
É o seguinte o palmarés da prova, que conta nove edições, desde a estreia em 1987:
- 1987 (N. Zelândia) – N. Zelândia – França – 29-9 (3.º País de Gales)
- 1991 (Inglaterra) – Austrália – Inglaterra – 12-6 (3.º N. Zelândia)
- 1995 (África do Sul) – África do Sul – N. Zelândia – 15-12 (a.p.) (3.º França)
- 1999 (País de Gales) – Austrália – França – 35-12 (3.º África do Sul)
- 2003 (Austrália) – Inglaterra – Austrália – 20-17 (a.p.) (3.º N. Zelândia)
- 2007 (França) – África do Sul – Inglaterra – 15-6 (3.º Argentina)
- 2011 (N. Zelândia) – N. Zelândia – França – 8-7 (3.º Austrália)
- 2015 (Inglaterra) – N. Zelândia – Austrália – 34-17 (3.º África do Sul)
- 2019 (Japão) – África do Sul – Inglaterra – 32-12 (3.º N. Zelândia)
Ontem, no jogo de disputa do 3.º e 4.º lugares, a N. Zelândia venceu o País de Gales por categórica marca de 40-17.
Mundial de Râguebi – 1/2 finais
26.10.2019 – Inglaterra – N. Zelândia – 19-7
27.10.2019 – País Gales – África do Sul – 16-19
Para chegar à Final (a disputar no próximo Sábado, 2 de Novembro, em Yokohama) a Inglaterra ganhou sucessivamente a Tonga (35-3), EUA (45-7), Argentina (39-10) – tendo o jogo com a França sido cancelado -, Austrália (40-16) e N. Zelândia.
Por seu lado, a África do Sul começou por perder com a N. Zelândia (23-13), tendo vencido de seguida a Namíbia (57-3), Itália (49-3), Canadá (66-7), Japão (26-3) e País de Gales.
O Pulsar do Campeonato – 6ª Jornada

(“O Templário”, 24.10.2019)
No reeditar dos disputados embates de há duas épocas, o U. Tomar averbou uma importante vitória em Mação, mantendo-se na perseguição ao líder, U. Almeirim, o qual apenas nos derradeiros minutos conseguiu inverter um inesperado resultado desfavorável ante o Torres Novas. Em foco esteve também o Ferreira do Zêzere, protagonista da surpresa da 6.ª jornada.
Destaques – O primeiro realce vai para o triunfo (1-0) do U. Tomar em Mação, frente a um clube que conquistara o título de Campeão Distrital há dois anos, e que militou no Campeonato de Portugal na última temporada.
Mais significativa que a expressão do marcador foi a forma como os unionistas assumiram, durante praticamente todo o desafio, a iniciativa, determinados a chegar à vitória, denotando forte coesão de grupo, muito solidário, controlando e dominando o jogo, numa exibição ambiciosa e personalizada, a prometer futuros êxitos ao longo deste campeonato. Ao invés, os maçaenses, agora já a nove pontos do líder, parecem começar a ver esfumarem-se as suas eventuais aspirações, pese embora estarmos ainda numa fase tão prematura da competição.
O Amiense, recebendo, em “casa emprestada”, o Cartaxo, esteve a vencer praticamente até ao final do encontro, acabando por sofrer dois golos já em período de compensação, o que possibilitou aos cartaxeiros uma então já imprevista reviravolta no marcador, acabando por vencer por 2-1, continuando também a integrar o agora trio de perseguidores ao comandante. A boa exibição da turma de Amiais de Baixo mereceria melhor prémio, mas a equipa não deixará de sentir o facto de não poder actuar no seu ambiente.
Começam também a faltar palavras para sublinhar a campanha que o Abrantes e Benfica – a par do U. Tomar e do Cartaxo, o outro parceiro de tal trio – vem realizando, tendo vencido, outra vez fora de casa, em Samora Correia, por 2-1, frente a uma equipa em crise, que, para já, se posiciona bastante aquém do expectável, partilhando agora a indesejada condição de “lanterna vermelha” com o Pego.
Com um percurso algo oscilante, o Riachense vai aproveitando os sucessos obtidos em terreno alheio para subir na tabela, somando preciosos pontos, tendo rectificado assim o desaire caseiro da ronda anterior. Desta feita, em deslocação ao sempre difícil terreno da Glória do Ribatejo, os homens dos Riachos impuseram-se, vencendo por 2-1,
Surpresa – A grande surpresa da jornada foi o categórico triunfo do Ferreira do Zêzere, por 2-0, ante o candidato Coruchense, o qual, em função de tal desfecho, descolou do grupo da frente, passando a registar um atraso de seis pontos em relação ao guia. Para os ferreirenses este poderá ser o tónico de confiança esperado para um campeonato mais tranquilo.
Confirmações – Nas outras três partidas, os resultados enquadraram-se dentro das expectativas. Porém, tal como antes referido, esteve prestes a acontecer (grande) surpresa em Almeirim, onde os torrejanos estiveram a vencer por 2-1 até aos últimos dez minutos, apenas cedendo, após se terem visto em inferioridade numérica (num lance, paralelamente, sancionado com grande penalidade, do qual resultou o tento do empate, a dois golos), acabando por perder no reduto do líder por 3-2, o qual, a muito custo, manteve o pleno de vitórias.
Na Moçarria, Moçarriense e Fazendense não desfizeram o nulo, com os visitantes a apresentarem agora a defesa menos batida do campeonato, contando somente dois tentos sofridos em seis jogos. Todavia, em função do empate cedido, o grupo das Fazendas de Almeirim atrasou-se, estando a quatro pontos do terceto que ocupa o 2.º ao 4.º posto, e já a sete pontos do vizinho U. Almeirim.
O Pego, recebendo o Rio Maior, cumpriu, ganhando por 1-0, obtendo assim os seus primeiros pontos no campeonato, mantendo-se, claro, na luta pela manutenção.
II Divisão Distrital – Com duas rondas disputadas, o realce vai para a segunda vitória averbada pelas equipas do Alcanenense (1-0, em Tomar, ante o U. Tomar “B”), Tramagal (5-1 em Alferrarede), do novato Entroncamento AC (2-0, fora, com o Abrantes e Benfica “B”) e Forense (3-2, na recepção ao Marinhais), todos já a posicionar-se para disputar os lugares de topo das respectivas séries.
Taça de Portugal – Depois de o Fátima ter começado por “eliminar” o Marinhense na 1.ª eliminatória da Taça de Portugal, foi agora a vez, nos 1/32 de final, da – entretanto “repescada” – equipa da Marinha Grande, jogando outra vez em casa, eliminar os fatimenses, ganhando por 1-0, numa particularidade do regulamento da prova e em função de um caprichoso sorteio (situação similar ocorreu entre Canelas e Valadares, que se cruzaram também pela segunda vez na presente edição, neste caso, com o Canelas a seguir em frente em ambas as ocasiões). Em consequência, esta prova de âmbito nacional deixa, pois, de integrar representantes do Distrito de Santarém.
Antevisão – Na I Divisão, o principal ponto de interesse será o confronto entre Abrantes e Benfica e Cartaxo, actuais 4.º e 2.º classificados, respectivamente (igualados em pontos). Por seu lado, o líder, U. Almeirim, desloca-se aos Riachos, um reduto tradicionalmente difícil, mas em circunstâncias em que assume favoritismo.
O Coruchense-Amiense será também um desafio a seguir com atenção, enquanto o U. Tomar, recebendo o Pego, deverá confirmar dentro de campo o superior potencial que lhe é reconhecido.
Na Divisão secundária, realce para os desafios Tramagal-Caxarias, o “derby” Marinhais-Salvaterrense, assim como para o Pontével-Forense, para além da curiosidade do encontro entre as equipas “B” de Ferreira do Zêzere e U. Tomar.
O Campeonato de Portugal estará de regresso, para a sua 8.ª jornada, com ambas as equipas do Distrito a jogarem em casa: o Fátima (actual 9.º classificado) a receber o Condeixa (16.º); cabendo ao U. Santarém (11.º) ter a visita do Praiense (3.º). Enfrentam, portanto, dois opositores com argumentos distintos, esperando-se que os fatimenses confirmem o favoritismo, e que os escalabitanos se possam superar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Outubro de 2019)
Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
PSV Eindhoven – LASK Linz – 0-0
Sporting – Rosenborg – 1-0
1º PSV Eindhoven, 7; 2º Sporting, 6; 3º LASK Linz, 4; 4º Rosenborg, 0
Grupo F
E. Frankfurt – Standard Liège – 2-1
Arsenal – V. Guimarães – 3-2
1º Arsenal, 9; 2º E. Frankfurt, 6; 3º Standard Liège, 3; 4º V. Guimarães, 0
Grupo G
FC Porto – Rangers – 1-1
Young Boys – Feyenoord – 2-0
1º Young Boys, 6; 2º Rangers e FC Porto, 4; 4º Feyenoord, 3
Grupo K
Slovan Bratislava – Wolverhampton – 1-2
Beşiktaş – Sp. Braga – 1-2
1º Sp. Braga, 7; 2º Wolverhampton, 6; 3º Slovan Bratislava, 4; 4º Beşiktaş, 0
(mais…)
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Brugge – Paris St.-Germain – 0-5
Galatasaray – Real Madrid – 0-1
1º Paris St.-Germain, 9; 2º Real Madrid, 4; 3º Brugge, 2; 4º Galatasaray, 1
Grupo B
Olympiakos – Bayern – 2-3
Tottenham – Crvena Zvezda – 5-0
1º Bayern, 9; 2º Tottenham, 4; 3º Crvena Zvezda, 3; 4º Olympiakos, 1
Grupo C
Shakhtar Donetsk – D. Zagreb – 2-2
Manchester City – Atalanta – 5-1
1º Manchester City, 9; 2º D. Zagreb e Shakhtar Donetsk, 4; 4º Atalanta, 0
Grupo D
At. Madrid – Bayer Leverkusen – 1-0
Juventus – Lokomotiv Moskva – 2-1
1º Juventus e At. Madrid, 7; 3º Lokomotiv Moskva, 3; 4º Bayer Leverkusen, 0
Grupo E
RB Salzburg – Napoli – 2-3
Genk – Liverpool – 1-4
1º Napoli, 7; 2º Liverpool, 6; 3º RB Salzburg, 3; 4º Genk, 1
Grupo F
Inter – B. Dortmund – 2-0
Slavia Praha – Barcelona – 1-2
1º Barcelona, 7; 2º Inter e B. Dortmund, 4; 4º Slavia Praha, 1
Grupo G
Benfica – Lyon – 2-1
RB Leipzig – Zenit – 2-1
1º RB Leipzig, 6; 2º Zenit e Lyon, 4; 4º Benfica, 3
Grupo H
Ajax – Chelsea – 0-1
Lille – Valencia – 1-1
1º Ajax e Chelsea, 6; 3º Valencia, 4; 4º Lille, 1
Liga dos Campeões – 3ª jornada – Benfica – Olympique Lyonnais
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Gedson Fernandes, Florentino Luís, Gabriel Pires, Rafael “Rafa” Silva (20m – Luís Fernandes “Pizzi”), Franco Cervi (78m – Raúl de Tomás) e Haris Seferović (59m – Carlos Vinícius)
Olympique Lyonnais – Anthony Lopes, Léo Dubois, Jason Denayer, Marcelo, Youssouf Koné, Martin Terrier (56m – Thiago Mendes), Houssem Aouar (88m – Jeff Reine-Adélaïde), Lucas Tousart, Maxwel Cornet (66m – Bertrand Traoré), Moussa Dembélé e Memphis Depay
1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 4m
1-1 – Memphis Depay – 70m
2-1 – Luís Fernandes “Pizzi” – 86m
Cartões amarelos – Luís Fernandes “Pizzi” (42m) e Gedson Fernandes (52m); Marcelo (10m), Moussa Dembélé (26m) e Youssouf Koné (38m)
Árbitro – Ivan Kružliak (Eslováquia)
Pese embora tenha entrado em campo com uma estratégia que visava surpreender o adversário – com Rafa mais adiantado, no apoio a Seferović, apostando em Cervi na esquerda e Gedson na direita (tendo Pizzi ficado no banco) -, o Benfica voltou a registar uma exibição muito pobre, tendo conseguido uma muito feliz vitória, a sua 200.ª do seu historial em jogos das competições europeias (marca apenas já atingida pelos “colossos” Barcelona, Real Madrid, Bayern, Juventus, Liverpool e AC Milan!).
E as coisas até começaram da melhor forma, com um golo logo ao quarto minuto, na segunda vez que a equipa portuguesa chegou à área contrária, com Rafa, liberto de marcação, beneficiando da passividade dos defesas, a visar a baliza com êxito, a passe de Cervi.
A equipa da casa teria outra ocasião de perigo, pouco antes dos 20 minutos, mas com o remate de Seferović, isolado frente ao guarda-redes, a sair desenquadrado.
Porém, o primeiro contratempo chegaria pouco depois, com a saída do mesmo Rafa, a ressentir-se de lesão, o que forçou Bruno Lage a “desmontar” o esquema que tinha delineado, fazendo entrar Pizzi, alterando o sistema táctico para um posicionamento mais conservador e previsível, tendo feito avançar Gedson (para a posição até então ocupada por Rafa), o qual, porém, daria sempre a sensação de estar a pisar terrenos estranhos.
Numa primeira parte não muito bem jogada, de parte a parte, com a bola muito aos repelões, o suíço desperdiçaria, ainda antes dos 40 minutos, outro lance de perigo, rematando por cima da trave da baliza francesa.
Mas, se – ainda no último quarto de hora da etapa inicial – o Lyon começara já a procurar ganhar ascendente em termos de posse de bola (com uma oportunidade soberana, negada por intercepção muito oportuna de Grimaldo), no segundo tempo esse domínio seria bem evidente, empurrando o Benfica para o seu meio-campo, com sucessivas tentativas, mesmo que algo atabalhoadas, mas que faziam antever que o golo seria questão de tempo… como foi.
Logo à passagem dos dez minutos, seria Rúben Dias, de cabeça, a salvar o golo; para, cerca dos vinte minutos, ser a vez de Cornet rematar à barra, depois de um desvio da bola em Ferro.
Após o tento do empate – com Depay, descaído sobre a esquerda, a surgir livre de marcação, a empurrar a bola, sem dificuldade, para a baliza, dando sequência a um cruzamento do lado contrário – receou-se que o Benfica pudesse vir mesmo a acabar por perder, tal a dificuldade que denotava para “pegar no jogo”, com Vlachodimos também a ter uma boa (e aparatosa) intervenção, a socar um remate em arco, outra vez por Depay.
O figurino táctico alterar-se-ia, para os derradeiros doze minutos, com a entrada de Raúl de Tomás, a fazer dupla com o também substituto Carlos Vinícius, e o “onze” benfiquista teria então o seu melhor (curto) período, aproveitando alguma descompensação da equipa de Lyon, a qual, em paralelo, ia dando também alguns sinais de que o empate a satisfazia.
Primeiro, Pizzi, com um potente e (demasiado) colocado remate (o primeiro em toda a segunda a parte) de fora da área, faria a bola embater com estrondo no poste, num lance sem hipótese para Anthony Lopes.
No minuto imediato, os mesmos protagonistas estariam na base do regresso às vitórias do Benfica na Liga dos Campeões: o guardião português procurou, de forma algo precipitada, lançar rapidamente o contra-ataque, mas a bola saiu “enrolada” das suas mãos, caindo numa zona em que Pizzi, muito oportuno – antecipando-se ao defesa adversário – e eficaz, de primeira, sem preparação, num excelente gesto técnico, de elevado grau de dificuldade, rematou com sucesso a bola para a baliza escancarada, aproveitando o facto de o guarda-redes se encontrar adiantado e descaído sobre o lado esquerdo da grande área.
Até final, a equipa portuguesa teria então a capacidade de segurar as investidas contrárias, numa fase já de “desespero”, conservando a preciosa vantagem algo imprevistamente obtida, numa partida em que continuou a denotar muitas fragilidades e, a partir de determinada altura, dificuldades físicas para manter o ritmo e suster o avanço do adversário no terreno.
Resta esperar que esta vitória possa conferir ao grupo a tranquilidade e confiança que lhe tem faltado, também com Bruno Lage a parecer surgir agora com um algo estranho conformismo, num sinal radicalmente oposto aos que transmitiu aquando da assunção da responsabilidade pelo comando técnico da equipa. Que, sobre as vitórias, seja possível trabalhar com maior serenidade e, rapidamente, voltar a aproximar-se dos níveis exibicionais do final da época passada…
Grandes clássicos das competições europeias – (19) Bayern München – Arsenal

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 2000-01 LCE Grupo Arsenal-Bayern 2-2 Bayern-Arsenal 1-0 2004-05 LCE 1/8 Bayern-Arsenal 3-1 Arsenal-Bayern 1-0 2012-13 LCE 1/8 Arsenal-Bayern 1-3 Bayern-Arsenal 0-2 2013-14 LCE 1/8 Arsenal-Bayern 0-2 Bayern-Arsenal 1-1 2015-16 LCE Grupo Arsenal-Bayern 2-0 Bayern-Arsenal 5-1 2016-17 LCE 1/8 Bayern-Arsenal 5-1 Arsenal-Bayern 1-5 Balanço global J V E D GM GS Bayern München - Arsenal 12 7 2 3 27 - 13
Num confronto que apenas se iniciou já no século XXI, o Bayern tem sido um “carrasco” das aspirações do Arsenal, repetidamente travado pelos bávaros nos 1/8 de final da Liga dos Campeões (já por quatro vezes, três delas num período de apenas cinco anos, entre 2012 e 2017), em geral com o desfecho da eliminatória a ficar praticamente definido logo na 1.ª mão (o que, por outro lado, terá proporcionado ao Arsenal um triunfo em Munique, em 2012-13).
Em 2015-16, época em que ambos os clubes se apuraram na fase de grupos, o Arsenal seria também afastado, igualmente nos 1/8 de final, dessa feita pelo Barcelona (com um “score” de 1-5).
Para a história fica ainda um humilhante registo de três jogos consecutivos (precisamente os mais recentes) em que a turma germânica goleou a formação inglesa, sempre pela mesma marca de 5-1 (o último deles em pleno “Emirates”, em Londres)!
Após os embates com o Arsenal, o Bayern sagrar-se-ia vencedor da Liga dos Campeões nas épocas de 2000-01 e 2012-13 (os seus 4.º e 5.º títulos de Campeão Europeu).
Quanto aos londrinos, para além da Final da Liga dos Campeões de 2005-06 (perdida ante o Barcelona) e das meias-finais alcançadas em 2008-09, quedaram-se pelos 1/4 de final da competição em 2000-01, 2003-04, 2007-08 e 2009-10 – a que se seguiu uma incrível série de sete eliminações consecutivas nos 1/8 de final, entre 2011 e 2017!
Grandes clássicos das competições europeias – (20) Juventus – Olympiakos

Época Prova Ronda 1.ª Mão 2.ª mão 1967-68 TCE 1ª el. Olymp.-Juventus 0-0 Juventus-Olymp. 2-0 1998-99 LCE 1/4 Juventus-Olymp. 2-1 Olymp.-Juventus 1-1 1999-00 UEFA 1/16 Olymp.-Juventus 1-3 Juventus-Olymp. 1-2 2003-04 LCE Grupo Olymp.-Juventus 1-2 Juventus-Olymp. 7-0 2014-15 LCE Grupo Olymp.-Juventus 1-0 Juventus-Olymp. 3-2 2017-18 LCE Grupo Juventus-Olymp. 2-0 Olymp.-Juventus 0-2 Balanço global J V E D GM GS Juventus - Olympiakos 12 8 2 2 25 - 9
Juventus e Olympiakos são dois dos clubes com maior número de participações em competições europeias, respectivamente 56 e 54, nos 65 anos de disputa destas provas, o que justifica a frequência do respectivo confronto directo, mesmo que a equipa grega não atinja, geralmente, fases adiantadas dos torneios (no seu longo historial não conseguiu melhor que as presenças nos 1/4 de final da Taça das Taças, em 1992-93, e da Liga dos Campeões, em 1998-99).
Deste modo – numa relação de forças desequilibrada como esta se tem revelado -, a vitória (2-1) averbada pelo Olympiakos em Palermo, no final de 1999, não deixa de ser um dos seus mais marcantes triunfos, pese embora tenha sido obtida na sequência de um desaire caseiro (1-3) na 1.ª mão, que, praticamente, sentenciou o desfecho dessa eliminatória da Taça UEFA.
Em épocas mais recentes, os confrontos entre ambos os clubes têm sido em fases de grupos da Liga dos Campeões, com destaque para a goleada (7-0) imposta pela Juventus na temporada de 2003-04.
Nos anos em que se cruzou com o Olympiakos, o melhor que a turma italiana conseguiu foi atingir a Final desta prova em 2015 (que viria a perder para o Barcelona).
Mundial de Râguebi – 1/4 de final
20.10.2019 – Japão – África do Sul – 3-26
19.10.2019 – N. Zelândia – Irlanda – 46-14
19.10.2019 – Inglaterra – Austrália – 40-16
20.10.2019 – País Gales – França – 20-19
Nas meias-finais teremos os seguintes jogos:
26.10.2019 – Inglaterra – N. Zelândia
27.10.2019 – País Gales – África do Sul



