Liga Europa – 1/16 de final – Arsenal – Benfica

Estádio Geórgios Κaraïsκáκis, Pireu (Atenas)

ArsenalArsenal – Bernd Leno, Héctor Bellerín (77m – Alexandre Lacazette), David Luiz, Gabriel Magalhães, Kieran Tierney, Daniel “Dani” Ceballos (63m – Willian Silva), Granit Xhaka, Martin Ødegaard (90m – Calum Chambers), Emile Smith Rowe (63m – Thomas Partey), Bukayo Saka (90m – Mohamed Elneny) e Pierre­-Emerick Aubameyang

BenficaBenfica – Helton Leite, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves, Adel Taarabt (58m – Gabriel Pires), Julian Weigl (90m – Gian-Luca Waldschmidt), Alejandro “Álex” Grimaldo (85m – Nuno Tavares), Luís Fernandes “Pizzi” (57m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva e Haris Seferović (57m – Darwin Nuñez)

1-0 – Pierre­-Emerick Aubameyang – 21m
1-1 – Diogo Gonçalves – 43m
1-2 – Rafael “Rafa” Silva – 61m
2-2 – Kieran Tierney – 67m
3-2 – Pierre­-Emerick Aubameyang – 87m

Cartão amarelo – Adel Taarabt (5m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

Entrando em campo, nesta 2.ª mão, em desvantagem na eliminatória, em função do golo sofrido na partida disputada em Roma, na condição de visitado, o Benfica sabia que seria necessário marcar para poder manter aspirações a seguir em frente na competição.

E a verdade é que a equipa surgiu mais desinibida, como a que querer jogar o “jogo pelo jogo”, discutindo com o adversário o controlo do meio-campo, pese embora continuasse a ser notória uma flagrante falta de inteligência emocional no último terço do terreno, perdendo-se a bola com muita facilidade, não conseguindo dar efectiva sequência a qualquer perspectiva de lance ofensivo, falho de definição no momento da transição meio-campo / ataque.

De facto este não foi um jogo bem jogado, de ambas as partes, entre duas equipas em crise. O Arsenal pareceu, de alguma forma, ter subestimado o valor do Benfica, confiando que a vitória não lhe escaparia, actuando sem grande intensidade, dando mesmo a ideia de displicência. Não obstante o predomínio em termos de posse de bola a formação inglesa também não criava situações de perigo, tendo realizado um único remate à baliza nos vinte minutos iniciais.

Até que, na primeira oportunidade, os arsenalistas se colocaram em vantagem no marcador, com Aubameyang, dando a melhor sequência a uma boa assistência de Saka, a isolar-se e a fazer a bola passar por cima do guardião contrário.

O Benfica não se descompôs – o tento sofrido não alterava substancialmente a sua posição, sendo que continuava a necessitar de um golo, agora para igualar a eliminatória – e acabaria por ser feliz, já à beira do intervalo: sem que, até então, tivesse feito algo por isso, aproveitaria um livre directo, a sancionar falta sobre Weigl, à entrada da área, para, com uma soberba execução de Diogo Gonçalves, marcar mesmo, restabelecendo o empate no desafio e na eliminatória.

Mais, a partir daí, era o Arsenal – actuando neste jogo na condição de visitado – a passar a ficar condicionado pela eventualidade de um segundo golo benfiquista, que, a suceder, implicaria a necessidade de os ingleses marcarem mais dois golos…

A toada de jogo não se alteraria substancialmente após a retoma, até que, logo após a passagem do quarto de hora do segundo tempo, o Benfica – até então a revelar eficácia extrema – beneficiaria de um tremendo erro da defensiva contrária, num mau atraso para o guarda-redes, com Rafa a interceptar a bola, a tornear Bernd Leno, e – fugindo ao risco -, praticamente, a entrar com a bola pela baliza dentro!

O Benfica passava a ganhar e, num ápice, parecia agora ter a eliminatória “na mão”, assim conseguisse manter a serenidade. Por coincidência, Jorge Jesus tinha acabado de fazer, menos de cinco minutos antes do segundo tento benfiquista, três substituições, as quais, contudo, não surtiriam efeito para a meia hora final.

A vantagem da turma portuguesa no jogo não duraria mais de seis minutos, tendo sido, desta vez, Tierney a tirar partido das facilidades concedidas pela defesa contrária – com Everton a proporcionar-lhe todo o espaço, para manobrar à vontade -, para igualar o “placard” a duas bolas… o que, não obstante, mantinha o Benfica em vantagem na eliminatória.

Como tantas vezes sucede, começando a sentir-se “acossado”, num instinto de preservação, o Benfica foi recuando no terreno, aproximando-se gradualmente da sua linha de grande área. E, depois de dois momentos de alguma dose de “felicidade”, a equipa portuguesa acabaria por vir a passar por outras duas situações de “infelicidade”.

Primeiro, no que poderia ter sido o “momento do jogo”, com Darwin Nuñez, a surgir desmarcado, na sequência de um lance de transição, mas a desperdiçar o que seria o terceiro golo, que, certamente, teria sentenciado o desfecho da eliminatória a favor do Benfica; o jovem avançado uruguaio, na “Hora H”, no frente-a-frente com um último opositor, atrapalhou-se, acabando por nem rematar em condições, nem cruzar a bola para outros colegas que acompanhavam  o lance, também em boa posição.

Por fim, a escassos três minutos do termo do encontro – tendo-se “posto a jeito”, e mesmo que o Arsenal não tivesse sido fortemente ameaçador -, o Benfica viria a sofrer o golo que ditaria a derrota e consequente eliminação. Já em período de compensação, haveria ainda uma oportunidade para o 3-3, que, contudo, não se concretizou.

Depois de ter sido afastado da Liga dos Campeões, ainda numa pré-eliminatória, em Salónica, o Benfica viu fechar-se a sua participação europeia nesta temporada – quedando-se, outra vez, tal como na época passada, pelos 1/16 de final da Liga Europa – em Atenas, guardando, pois, más recordações da Grécia. Pior de tudo: a sensação de que se desperdiçou uma rara ocasião para suplantar um adversário com a nomeada do Arsenal, afinal – na sua condição actual – ao alcance de um Benfica que pudesse também dispor de um pouco mais de auto-confiança.

25 Fevereiro, 2021 at 8:47 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 de final (1.ª mão)

24.02.2021 – B. M’Gladbach – Manchester City – 0-2 (1.ª mão em Bucareste)
23.02.2021 – Lazio – Bayern – 1-4
23.02.2021 – At. Madrid – Chelsea – 0-1 (1.ª mão em Bucareste)
16.02.2021 – RB Leipzig – Liverpool – 0-2 (1.ª mão em Budapeste)
17.02.2021 – FC Porto – Juventus – 2-1
16.02.2021 – Barcelona – Paris St.-Germain – 1-4
17.02.2021 – Sevilla – B. Dortmund – 2-3
24.02.2021 – Atalanta – Real Madrid – 0-1

24 Fevereiro, 2021 at 10:53 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 de final (1.ª mão)

Wolfsberger – Tottenham – 1-4 (1.ª mão em Budapeste)
D. Kyiv – Brugge – 1-1
Real Sociedad – Manchester United – 0-4 (1.ª mão em Turim)
Benfica – Arsenal – 1-1 (1.ª mão em Roma)
Crvena Zvezda – AC Milan – 2-2
Antwerp – Rangers – 3-4
Slavia Praha – Leicester – 0-0
Salzburg – Villarreal – 0-2
Sp. Braga – Roma – 0-2
Krasnodar – D. Zagreb – 2-3
Young Boys – Bayer Leverkusen – 4-3
Molde – Hoffenheim – 3-3 (1.ª mão em Villarreal)
Granada – Napoli – 2-0
Maccabi Tel-Aviv – Shakhtar Donetsk – 0-2
Lille – Ajax – 1-2
Olympiakos – PSV Eindhoven – 4-2

18 Fevereiro, 2021 at 11:02 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 de final – Benfica – Arsenal

Estádio Olímpico de Roma

BenficaBenfica – Helton Leite, Lucas Veríssimo (85m – Francisco “Chiquinho” Machado), Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves, Adel Taarabt (77m – Gabriel Pires), Julian Weigl, Luís Fernandes “Pizzi” (63m – Everton Soares), Alejandro “Álex” Grimaldo, Gian-Luca Waldschmidt (45m – Rafael “Rafa” Silva) e Darwin Nuñez (63m – Haris Seferović)

ArsenalArsenal – Bernd Leno, Héctor Bellerín, David Luiz, Gabriel Magalhães, Cédric Soares (63m – Kieran Tierney), Martin Ødegaard (90m – Willian Silva), Daniel “Dani” Ceballos (90m – Mohamed Elneny), Granit Xhaka, Bukayo Saka, Pierre­-Emerick Aubameyang (77m – Nicolas Pépé) e Emile Smith Rowe (77m – Gabriel Martinelli)

1-0 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 55m
1-1 – Bukayo Saka – 57m

Cartão amarelo – Emile Smith Rowe (54m)

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Num muito particular contexto pandémico, que originou o agendamento dos jogos envolvendo clubes ingleses para terreno neutro, o Benfica teve de disputar em Roma o encontro que lhe cabia jogar em casa – sendo que a 2.ª mão será jogada em Atenas -, com o ajustamento mental que tal implicará, numa eliminatória em que, ainda assim, subsiste em aplicação a regra geral do desempate com base nos golos marcados “fora de casa”.

Neste âmbito, as duas equipas procuraram adaptar-se, ficando bem patente, desde o começo, que a principal preocupação da equipa portuguesa seria a de procurar manter inviolada a sua baliza, assinalando-se a aposta de Jesus num trio de centrais, coincidindo com a estreia absoluta do reforço de Inverno, Lucas Veríssimo. Mas, efectivamente, nenhuma das equipas se mostrou disposta a arriscar, adoptando atitude conservadora, pese embora o Arsenal tivesse assumido o controlo do jogo, bem expresso pelas estatísticas de “posse de bola” (mais de 70% nessa fase inicial).

Ao longo de toda a primeira parte, em que o Benfica praticamente se limitou a ficar na expectativa, muito recuado, meramente reactivo face à iniciativa contrária, houve apenas uma soberana ocasião de golo a assinalar, logo aos 18 minutos, incrivelmente desperdiçada por Aubameyang – isto já depois de, no minuto precedente, Helton Leite ter saído da sua área para interceptar de cabeça um outro lance ofensivo.

Sem realmente ter feito muito por isso, a turma benfiquista colocar-se-ia em vantagem, aproveitando uma grande penalidade, a sancionar um corte com o braço (na sequência de um “canto curto”), que proporcionou a Pizzi chegar aos sete golos, em outros tantos desafios da Liga Europa na presente temporada. Porém, tal situação não duraria mais de dois minutos, com o Arsenal prontamente a restabelecer a igualdade, beneficiando de um ressalto de bola em Otamendi, com Bukayo Saka a conseguir escapar à marcação dos centrais.

Na última meia hora de jogo o Benfica, porventura a acreditar que poderia discutir o resultado, mostrou-se mais “solto”, conseguindo enfim repartir a posse de bola, pese embora sem criar flagrantes oportunidades, com o momento de maior “frisson” a resultar de um remate de Everton, aos 73 minutos. Ao contrário, seria Aubameyang a falhar novamente, por duas vezes (aos 63 e aos 75 minutos, neste último com oportuna acção de Lucas Veríssimo).

O desfecho desta partida acabaria por revelar-se lisonjeiro para o Benfica, bem melhor que a exibição da equipa, sem “chama”, longe de qualquer rasgo – em paralelo a penalizar a ineficácia inglesa, com o Arsenal, a dada altura, também a parecer satisfeito com o resultado (o qual lhe confere vantagem no tal critério de desempate), mas que adia a decisão da eliminatória para… Atenas.

18 Fevereiro, 2021 at 10:53 pm Deixe um comentário

COVID-19 – Evolução no mês de Janeiro






31 Janeiro, 2021 at 4:25 pm Deixe um comentário

Palmeiras Campeão da “Copa Libertadores”

PalmeirasCopa LibertadoresSantos

Pela segunda temporada consecutiva um treinador português sagra-se Campeão da “Copa Libertadores” (edição de 2020), desta vez Abel Ferreira, ao serviço do Palmeiras, que triunfou por 1-0, na final disputada no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, frente ao Santos, com um golo apontado por Breno Lopes ao nono minuto do período de compensação.

Depois do croata Mirko Jozić (em 1991, pelo Colo-Colo) e de Jorge Jesus (no final de 2019, pelo Flamengo), Abel Ferreira é apenas o terceiro treinador europeu a conquistar o título de Campeão sul-americano.

É o seguinte o palmarés da principal competição de clubes da América do Sul, no decurso das 61 edições já disputadas:

  • 7 títulos – Independiente – Argentina (1964, 1965, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1984)
  • 6 títulos – Boca Juniors – Argentina (1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007)
  • 5 títulos – Peñarol – Uruguai (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987)
  • 4 títulos – Estudiantes de La Plata – Argentina (1968, 1969, 1970 e 2009); e River Plate – Argentina (1986, 1996, 2015 e 2018)
  • 3 títulos – Nacional – Uruguai (1971, 1980 e 1988); Olimpia – Paraguai (1979, 1990 e 2002); São Paulo – Brasil (1992, 1993 e 2005); Santos – Brasil (1962, 1963 e 2011); e Grémio – Brasil (1983, 1995 e 2017)
  • 2 títulos – Cruzeiro – Brasil (1976 e 1997); Internacional – Brasil (2006 e 2010); Atlético Nacional – Colômbia (1989 e 2016); Flamengo – Brasil (1981 e 2019); e Palmeiras – Brasil (1999 e edição de 2020);
  • 1 título – Racing Avellaneda – Argentina (1967); Argentinos Juniors – Argentina (1985); Colo-Colo – Chile (1991); Vélez Sarsfield – Argentina (1994); Vasco da Gama – Brasil (1998); Once Caldas – Colômbia (2004); Liga de Quito – Equador (2008); Corinthians – Brasil (2012); Atlético Mineiro – Brasil (2013); e San Lorenzo de Almagro – Argentina (2014)

30 Janeiro, 2021 at 11:10 pm Deixe um comentário

Resultados das Eleições Presidenciais – 2021


(via)

25 Janeiro, 2021 at 12:05 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 11ª Jornada

(“O Templário”, 14.01.2021)

Pela quarta vez (em cinco vitórias até à data averbadas no presente campeonato) o União obteve uma goleada, numa ronda que, à partida, se previa já fosse apenas “meia jornada”… mas que acabaria por se ficar por “um quarto”, dado apenas terem sido disputados dois dos oito desafios inicialmente agendados. O que, em paralelo, começa a suscitar fortes dúvidas, não só sobre a possibilidade de levar a “bom porto” esta prova, até à sua conclusão, como, inclusivamente, sobre a pertinência e oportunidade de se continuar a jogar, nas actuais circunstâncias e condicionantes.

Destaque – Somente com dois jogos em análise, os respectivos desfechos proporcionam o cabal enquadramento de cada um deles nas secções de “Destaques” e “Surpresas”.

No primeiro caso, tivemos um afirmativo U. Tomar a golear por categóricos 5-0 a “equipa sensação”, Alcanenense, que, antes desta ronda, ocupava um notável 4.º posto na tabela (baixou, em função deste desaire, ao 5.º lugar, ultrapassado, precisamente, pelo emblema nabantino).

Por curiosidade, a eficácia, que tanta falta tem feito em vários dos encontros anteriores dos unionistas – o que lhes custou muito comprometedoras perdas de pontos, já com quatro empates cedidos, para além de duas derrotas –, foi atingida quase em pleno nesta partida.

Ao invés do que vem sendo habitual, as primeiras ocasiões soberanas de golo (duas, ainda nos dez minutos iniciais) surgiram a favor do grupo de Alcanena, em perigosos contra-ataques. Mas, como tantas vezes se repete: “quem não marca, sofre”. E foi o que sucedeu: de imediato, em dois lances sucessivos, num intervalo de pouco mais de um minuto, o União marcou dois golos, que muito desequilibraram a contenda a seu favor, tudo isto ainda no primeiro quarto de hora de jogo!

O terceiro tento, obtido ao cair do pano da primeira parte, praticamente selou o desfecho do desafio, acabando por não surpreender – atendendo também à juventude da equipa adversária – que o resultado continuasse a ser ampliado, fechando-se a contagem nos 5-0, com destaque especial para o “hat-trick” de Siaka Bamba… um médio defensivo. E, isto, porque, num dia em que “tudo saiu bem”, o guardião Nuno Ribeiro defenderia inclusivamente uma grande penalidade. Um resultado que poderá constituir um incentivo para o futuro…

Surpresa – Após uma sucessão de nove derrotas consecutivas, o Moçarriense tinha, no passado fim-de-semana, pontuado pela primeira vez (empate nos Riachos). Não obstante, poucos seriam os que arriscariam na possibilidade de uma vitória da turma da Moçarria – ainda “lanterna vermelha”, mas agora bem mais próxima dos seus mais directos concorrentes – em Rio Maior.

Pois, foi precisamente o que sucedeu, tendo bastado para tal um único golo. Três preciosos pontos conquistados pelo Moçarriense, que muito poderão moralizar igualmente a equipa.

II Divisão Distrital – Também a jornada (10.ª, primeira da segunda volta) do segundo escalão foi afectada pelo adiamento de vários jogos (neste caso, metade dos desafios), destacando-se a vitória do At. Ouriense frente ao Abrantes e Benfica “B”, por 3-1, que proporcionou aos oureenses ascender à liderança, assim como, por outro lado, o triunfo (4-1) do Caxarias sobre o Tramagal.

A Sul, tendo os dois primeiros (Benavente e Salvaterrense) “folgado”, o realce vai para a vitória (2-1) da equipa do Benfica do Ribatejo ante o Porto Alto, entrando assim também na disputa pelos três lugares cimeiros, que, normalmente, darão acesso à fase final, de apuramento de Campeão.

Campeonato de Portugal – Passo a passo, o U. Santarém vai fazendo o seu caminho, tendo, desta feita, obtido importante triunfo (2-0) em Sacavém, face ao Sacavenense, o que permite aos escalabitanos trepar até a uma muito boa 3.ª posição (partilhada com o Caldas, este com um jogo a menos), e, mais importante, dilatar para nove pontos a sua margem de segurança em relação à “linha de água”, mesmo que o U. Almeirim (9.º classificado), primeiro clube abaixo de tal divisória, tenha dois jogos a menos – tendo o seu desafio frente ao Lourinhanense sido adiado.

Antevisão – Subsiste, nesta altura, a incógnita sobre se poderá haver jogos no(s) próximo(s) fim(ns)-de-semana, em função das previstas medidas reforçadas para procurar minorar o impacto da pandemia, que deverão passar por novo confinamento geral, de duração ainda indeterminada.

O cenário que se afigura de maior probabilidade, para já, será o de nova suspensão das competições, eventualmente a retomar mais adiante, quando (e se) vier a haver condições mais propícias para tal, e em tempo oportuno para finalização da temporada.

Mas vai-se, aliás, intensificando o clamor – pelo menos por parte de responsáveis de alguns dos clubes – advogando o cancelamento dos campeonatos, atendendo às dificuldades em prolongar este contexto de “pára e arranca” e às implicações associadas à prossecução da disputa das provas, quer em termos sanitários, como dos próprios reflexos que daí poderão decorrer a nível da actividade profissional dos envolvidos (tratando-se, na essência, de jogadores amadores); isto para além, claro, das muito precárias condições de sustentabilidade de agremiações privadas de praticamente todas as suas fontes de receita há cerca de dez meses.

Num contexto de grande imprevisibilidade – e tendo necessariamente de ser privilegiado o factor saúde de todos os agentes e, em geral, as condições de saúde pública –, parece, pois, adivinhar-se a inevitabilidade de novo interlúdio (mais ou menos prolongado, temporário ou definitivo, será o que ficará para aquilatar mais tarde).

Em qualquer caso, e no que respeita à I Divisão Distrital, de entre os embates previstos para a 12.ª jornada, destacam-se o Alcanenense-Coruchense, Abrantes e Benfica-U. Tomar e Amiense-Fazendense, partidas que, a realizarem-se, poderão ajudar a clarificar posições.

A nível do escalão secundário, o realce vai para os jogos At.Ouriense-Caxarias, Tramagal-Fátima, Marinhais-Benavente e Porto Alto-Salvaterrense.

No Campeonato de Portugal, a ronda 12 prevê o confronto entre os dois clubes do Distrito, cabendo ao U. Almeirim receber o U. Santarém, portanto, um prélio de redobrado interesse.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Janeiro de 2021)

17 Janeiro, 2021 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 31.12.2020)

Afinal disputada de novo em horário matinal (o qual prosseguirá, pelo menos, no próximo fim-de-semana), a 5.ª jornada do Distrital da I Divisão – com o consequente acerto de calendário, recuperando os jogos que se encontravam em atraso desde 1 de Novembro – terá clarificado posições, pese embora estar completado apenas o terço inicial do campeonato. O Coruchense parece lançado para a conquista do título, após ter imposto pesadas goleadas aos seus mais directos rivais, Cartaxo e Abrantes e Benfica, que partilham a vice-liderança, mas já a sete pontos.

Destaques – Depois de há cerca de mês e meio ter “atropelado” o Cartaxo por 7-1, uma indomável equipa do Coruchense voltou agora a golear, de forma categórica (5-1), na recepção ao Abrantes e Benfica, formação em notória quebra de rendimento, a qual acumulou o quarto encontro seguido sem ganhar – após ter triunfado em todas as seis partidas precedentes –, tendo perdido nada menos de dez pontos nesses quatro jogos mais recentes.

Uma impressiva afirmação de poderio por parte do grupo do Sorraia, que, nesta altura – mesmo faltando ainda percorrer um assaz longo trajecto até final –, se afigura como o mais provável próximo Campeão, porventura apenas podendo vir ainda a ser eventualmente apoquentado, na disputa pelo 1.º lugar, precisamente pela turma cartaxeira.

O emblema de Coruche beneficiou aliás, em paralelo, do facto de outros dois candidatos aos lugares cimeiros se terem “anulado”, com o Mação-Cartaxo a saldar-se por uma igualdade (1-1), resultado mais penalizador para os maçaenses, agora a dez pontos do guia.

Assim como, adicionalmente, do triunfo (2-0) do Torres Novas na recepção ao Fazendense, com os torrejanos, depois de sete jornadas sem conhecer o sabor da vitória, a ganhar pela terceira vez consecutiva, afastando-se da zona perigosa da tabela, subindo mesmo ao 9.º lugar (apenas a três pontos do U. Tomar)! Ao invés, em função deste resultado adverso, o conjunto das Fazendas de Almeirim partilha agora o 5.º lugar com o Mação, portanto ainda mais afastado da frente.

Surpresa – Apesar de vir atravessando fase pouco profícua, não se esperaria que o U. Tomar cedesse pontos ante o Ferreira do Zêzere, que tinha perdido três dos quatro desafios anteriores. Porém, com uma exibição pouco conseguida, os unionistas não evitariam o empate, a dois golos.

Começaram, aliás, por ser surpreendidos logo aos 9 minutos, altura em que se viram em desvantagem; reagindo prontamente, os tomarenses igualariam no minuto imediato, operando a reviravolta no marcador à beira do intervalo. No segundo tempo, os visitados procuraram ampliar a vantagem, mas geralmente com pouco discernimento, num jogo muito aos repelões, com a bola a esbarrar quase sempre numa floresta de adversários, que, por seu lado, nunca deixaram de espreitar a possibilidade de rápidas transições, mantendo em sentido a defesa contrária.

Num embate, entre vizinhos, de cariz especialmente motivacional para os ferreirenses, à medida que o tempo decorria e o resultado tangencial ia subsistindo, foram acreditando que seria possível alcançar resultado positivo, para o que contribuiu também o bom desempenho do seu guardião, a negar um par de ocasiões de perigo. A cerca de dez minutos do termo do encontro, os visitantes conseguiriam mesmo restabelecer a igualdade, sem que os nabantinos tivessem, no tempo de que dispunham ainda, a serenidade necessária para reverter o rumo dos acontecimentos.

O desfecho deste desafio afasta praticamente em definitivo as ilusões dos tomarenses, agora a muito distantes onze pontos do objectivo, conferindo um travo agridoce num dia em que o capitão Nuno Rodrigues – titular absoluto, com o pleno nos 900 minutos já disputados no actual campeonato – comemorava a notável marca de 200 jogos envergando a camisola do União, apenas no presente ciclo, que vai já na oitava temporada consecutiva, desde a época de 2013-14.

Confirmações – Nos outros confrontos da jornada, que tinha diversificados motivos de interesse, assinalam-se ainda os importantes triunfos averbados por Rio Maior (por convincente 3-0, frente à Glória do Ribatejo) e Alcanenense (3-1, na recepção ao Amiense), o que proporcionou à formação de Alcanena, recém-promovida, recorde-se, pular até ao 4.º lugar, de forma sensacional somente a dois pontos do duo que reparte a 2.ª posição.

Noutras duas partidas (Samora Correia-Entroncamento e Riachense-Moçarriense), envolvendo equipas que procuram fugir à parte baixa da classificação, registaram-se empates, em ambos os casos a uma bola, os quais não terão deixado plenamente satisfeitos nenhum dos contendores, não obstante o grupo da Moçarria ter pontuado pela primeira vez nesta temporada, ao décimo jogo!

De facto, Entroncamento (7 pontos), Riachense (5) e Moçarriense (1) continuam a ocupar os três últimos lugares (nesta altura, em zona de despromoção), enquanto o Samora Correia (11 pontos) se posiciona imediatamente acima desse trio, integrando outro terceto, com Rio Maior e Ferreira do Zêzere, portanto, todos em situação pouco tranquila.

II Divisão Distrital – O Espinheirense foi surpreendido no seu próprio reduto, perdendo (1-3) ante o Tramagal, vendo aproximar-se o At. Ouriense (tinha ganho, já no início do mês, ao Vasco da Gama, por 4-1, mantendo dois jogos em atraso) e o Fátima (vencedor por 1-0 na Ortiga), ambos a dois pontos. O Caxarias (no 4.º lugar, dois pontos mais abaixo) goleou a U. Atalaiense por 4-0.

Depois de duas rondas a marcar sete golos em cada jogo, o Benavente reforçou a dose, goleando por 8-0 o Rebocho, afirmando a sua condição de comandante, apesar de dispor de um único ponto de vantagem face ao Salvaterrense (que venceu, por tangencial 2-1, o Samora Correia B).

Campeonato de Portugal – O U. Almeirim teve uma semana mista, perdendo em Torres Vedras, por 1-2, com o líder, mas ganhando (2-1) ao Sintrense, em casa, em encontros de acerto de calendário, subindo ao 9.º posto, imediatamente abaixo da “linha de água” (agora a dois pontos).

Antevisão – A próxima jornada (11.ª) do principal escalão, a abrir o novo ano de 2021, terá como “pratos fortes” o Coruchense-Mação e o Fazendense-Abrantes e Benfica, jogos em que, quer os maçaenses, quer o grupo das Fazendas de Almeirim jogarão as respectivas “derradeiras cartadas”.

Por seu lado, o Cartaxo terá difícil saída à Glória do Ribatejo (única equipa a conseguir travar o líder, tendo vencido também o Abrantes e Benfica). Nota ainda para o “derby” Torres Novas-Riachense, com favoritismo dos torrejanos. O U. Tomar recebe adversário valoroso, Alcanenense.

Na II Divisão Distrital, já a abrir a segunda volta, destacam-se os encontros Caxarias-Tramagal, Benfica do Ribatejo-Porto Alto e o “derby” Samora Correia B-Benavente.

Na retoma do calendário regular (10.ª jornada) do Campeonato de Portugal, cabe também ao U. Santarém receber o Sintrense, deslocando-se o U. Almeirim ao terreno do vice-líder, Alverca.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Dezembro de 2020)

3 Janeiro, 2021 at 11:00 am Deixe um comentário

COVID-19 – Evolução no mês de Dezembro






31 Dezembro, 2020 at 6:32 pm Deixe um comentário

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