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"HERÓIS DA BD" (V) – LUCKY LUKE
Criação de Morris, o “cowboy que dispara mais rápido que a sua própria sombra” e que parte a cantar rumo ao pôr-do-sol surgiu pela primeira vez no Natal de 1946, com a primeira aventura “Lucky Luke, Arizona 1880” a ser editada na revista belga “Spirou”; apenas iniciando contudo a sua carreira regular em Junho de 1947, com “A Mina de Ouro de Dig Digger”.
Em 1949, Morris partiu para os EUA, onde viveu durante alguns anos, tendo conhecido René Goscinny; após o regresso de ambos à Europa, passaram a colaborar no desenvolvimento das aventuras de Lucky Luke. Em 1968, transfere-se da “Spirou” para a “Pilote” (dirigida a um público mais adulto), embora procurando evitar sempre a violência (e, numa atitude “politicamente correcta”, tendo mesmo deixado de fumar…).
P.S. Mais agradecimentos, ao Sobre tudo e sobre nada e ao Assembleia.
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"HERÓIS DA BD" (IV) – CORTO MALTESE
Criação de Hugo Pratt, Corto Maltese, o aventureiro dos mares, é um corsário dos tempos perdidos, tendo surgido pela primeira vez na revista italiana “Sgt. Kirk”, em Julho de 1967 (em “A Balada do Mar Salgado”, não assumindo ainda o papel de protagonista).
Na história da vida de “Corto Maltese” (segundo a ideia do seu criador italiano), nascia em 1887 em Malta, de mãe cigana e pai marinheiro da Cornualha, tendo vivido as suas variadas aventuras nos quatro cantos do mundo, até desaparecer obscuramente durante a Guerra Civil de Espanha; este final nunca viria a ser escrito nem desenhado, dado o despararecimento de Pratt em 1995.
P. S. Novos agradecimentos, ao Tolentino e ao Galo de Barcelos.
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"HERÓIS DA BD" (III) – BLAKE E MORTIMER
Criação de Edgar Pierre Jacobs, publicada pela primeira vez em 1946 (“O Segredo do Espadão”, com os heróis capitão Francis Blake e o professor Philip Mortimer), no primeiro número da revista “Tintin”; viria a ser retomada, após a morte do autor, em 1987, pelas duplas Van Hamme/Ted Benoît (texto/desenho – a partir de 1993) e Yves Sente/André Julliard.
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"HERÓIS DA BD" (II) – BATMAN
As primeiras histórias foram desenhadas em 1939 por Bill Finger (argumento) e Bob Kane (desenho) – publicadas na revista Detective Comics –, entretanto substituído por Jerry Robinson (o criador de Robin, o jovem companheiro de Batman, a partir de Maio de 1940).
Em meados dos anos 80, Frank Miller viria a relançar de forma fulgurante a personagem, tendo vindo a dar origem a um filão cinematográfico, com a primeira longa-metragem de Tim Burton, em 1989.
O homem-morcego, criatura nocturna e lunar, escondendo a sua identidade na figura do milionário Bruce Wayne, tinha por objectivo uma “missão quase impossível”: “fazer frente” ao Superman, personagem criada em 1938.
Depois de assistir ao assassínio dos pais numa das ruas de Gotham City, jura dedicar a sua vida à luta contra o crime.
Contrariamente aos restantes super-heróis, não tem poderes sobrenaturais; combate os adversários (“The Penguin”, “Catwoman” e o “Joker”) apenas com a sua força física, coragem e inteligência, dispondo, não obstante de uma gama de recursos tecnológicos, como o “Batmóvel” e o “Batavião”.
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“HERÓIS DA BD” (I) – ASTÉRIX
Quem não seja visitante assíduo desta página, não terá porventura ainda conhecimento da estrutura que tenho procurado manter ao longo das últimas semanas: para além dos temas “quotidianos”, em cada semana é desenvolvida uma temática específica; desde a apresentação de um livro (sendo o caso mais recente o da “Mensagem”), à “visita” a cada um dos novos países-membros da União Europeia (tendo sido já “visitados” o Chipre e a Eslováquia), passando pela “semana da história” e, a partir de hoje, a semana de “tema livre”.
A começar, o primeiro “tema livre” será o dos “Heróis da BD”, com uma breve resenha sobre os seus criadores e a “história” da sua publicação. Hoje, a dar o “pontapé de saída”, Astérix.
Criado em 1959 por René Goscinny (argumentista) e Albert Uderzo (desenhador), surgiu na revista “Pilote”; o primeiro álbum, “Astérix, o Gaulês”, apenas foi editado em 1961. Após a prematura morte do primeiro, em 1977, Uderzo assumiu a continuação das aventuras.
O pequeno e simpático gaulês, antepassado do francês contemporâneo, acompanhado de Obélix (com os seus poderes resultantes da queda no caldeirão da poção mágica, na sua infância, e o seu insaciável apetite por javalis) e Panoramix, travará intermináveis querelas com os exércitos romanos de “Julius César”, que, em 50 A.C. “ocupavam toda a Gália, excepto a pequena aldeia que continuava ainda e sempre a resistir”. Viria a dar origem já a duas longas-metragens com actores “de carne e osso” (nomeadamente com Gérard Dépardieu e a belíssima Laetitia Casta).
P.S. Passaram a integrar a lista dos “Recomendados”, o Campo de afectos, o Lamentos de um Pessimista e o Pessoal e… transmissível.
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