Posts filed under ‘Sociedade’
INA – Institut National de l’Audiovisuel
O INA – Institut National de l’Audiovisuel estreou uma nova versão do seu sítio, dedicada ao visionamento e escuta, disponibilizando mais de 25 000 horas de emissão de televisão (mais de 100 000 programas!) e rádio francesas, sendo cerca de 80 % dos arquivos de consulta gratuita. Está também disponível uma loja online.
(via Le Monde)
História do Twitter

(via Manolith)
Mais aqui:
British Library faculta arquivos de jornais desde o Século XIX

A British Library faculta a consulta online de arquivos de jornais desde o século XIX, abrangendo mais de dois milhões de páginas, de cerca de meia centena de periódicos ingleses de índole nacional e regional. A pesquisa é gratuita; contudo, para aceder aos artigos é necessário fazer pagamentos a partir de cerca de 7 libras/dia (possibilitando a consulta de 100 artigos).
Opera Unite converte PC em servidor de Internet
A mais recente versão do navegador Opera, designada Opera Unite – ainda em fase de teste -, permitirá a partilha de ficheiros / arquivos, funcionando como servidor.
(via Publico.es – mais, a propósito, no El País, 100nada e no Abaixo de cão)
P. S. A ler, também, Du “cloud computing” au “home computing” : comment le web devînt fractal
Eleições europeias – Leituras (VIII)
(também publicado no blogue “Eleições 2009“, do Público)
Eleições para o Parlamento Europeu
Algumas breves notas sobre os resultados das eleições de ontem para o Parlamento Europeu:
1. Em primeiro lugar, uma severa derrota para o Partido Socialista, por números “pesadíssimos”, quedando-se apenas pelos 26,6 %, pela primeira vez na história da democracia portuguesa abaixo de um milhão de votos, o que corresponde efectivamente a uma proporção que deverá assustar – e, necessariamente, fazer reflectir, com humildade e em profundidade, nas suas causas (voto de protesto contra o Governo, cabeça-de-lista pouco apelativo, lista com candidatos controversos, …) – os seus responsáveis: apenas cerca de 1 em cada 10 portugueses (inscritos) votou ontem no PS!
2. Uma vitória clara do Partido Social Democrata, aproveitando a hecatombe do PS, pese embora a percentagem obtida, com uma expressão minimalista, de apenas 31,7 %, representando, ainda assim, mais 180 000 votos que o principal adversário. Motivo natural de regozijo e esperança para os seus apoiantes, eventualmente não justificando tão esfusiante contentamento. Até porque, também para os seus responsáveis, não poderá deixar de constituir motivo de reflexão, o facto de PSD e PS alcançarem, em conjunto, a menor percentagem agregada de sempre: apenas 58,3 %.
3. Um aproveitamento extraordinário de resultados do Bloco de Esquerda, conseguindo maximizar a tradução de votos em deputados, vencendo a CDU por escassos 2 500 votos (a cabal demonstração de que cada voto conta, “mesmo”)… e, aparentemente, impondo o seu terceiro candidato ao nono do PSD, por cerca de de 6 000 votos. Com os 10,7 % obtidos, fica um pouco aquém do que algumas sondagens lhe chegaram a atribuir, mas obtém uma vitória importante. Ao BE a questão que parece colocar-se com crescente acuidade é: “O que fazer com estes votos”? Que amálgama de interesses, opiniões, perspectivas, representam?
4. Para a CDU, também na ordem dos 10,7 %, um travo “amargo e doce”: não deixa de ser uma percentagem aceitável, controlando a erosão do seu eleitorado… mas, em paralelo, uma derrota, mesmo que tangencial, face ao actual grande rival, caindo para o 4º lugar entre as principais forças políticas.
5. O CDS-PP consegue (uma vez mais) uma claríssima vitória sobre… as sondagens. Com 8,4 %, minimiza as perdas, garantindo 2 eleitos (o que muitos não acreditavam ser possível), mas, para além de ficar bastante aquém dos ambicionados “dois dígitos”, cai para a última posição entre as forças com representação Parlamentar (a nível nacional e na Europa).
6. Facto mais extraordinário destas eleições: a elevadíssima percentagem de votos brancos (4,63 %) – cerca de 165 000 portugueses (que se somam a mais 71 000 votos nulos, ou seja, 2 %) – votos que seriam mais que suficientes para eleger um deputado.
7. Sem o “amparo” / cobertura dos principais órgãos de comunicação social, os novos partidos revelaram grandes dificuldades em se implantar e em conquistar o voto dos descontentes com os partidos tradicionais, “perdendo face ao voto em branco”. Em particular, a votação no MEP (apenas 53 000 votos – 1,5 %), é, em minha opinião, particularmente penalizadora para quem procurou fazer a mais positiva campanha eleitoral, abordando de facto as questões europeias. Com cerca de 17 500 votos em Lisboa, e menos de 9 000 no distrito do Porto, o MEP necessitará desenvolver um grande trabalho para – num previsível cenário de maior tendência para a “bipolarização” – conseguir representação na Assembleia da República.
8. Uma palavra para a abstenção: normal! Com cadernos eleitorais necessariamente desactualizados, com uma campanha tão deficitária em termos de debate europeu, numa eleição sem a carga dramática de umas legislativas, 63 % de abstenção (um pouco mais de 6 milhões de inscritos) acaba por situar-se dentro do esperado, sendo de sublinhar aliás – uma vez mais – os 236 000 portugueses que fizeram o esforço de se deslocar às assembleias de voto para expressar a sua insatisfação perante a classe política em geral. Um sério aviso…
9. A encerrar, referência ao descalabro das sondagens eleitorais. Neste contexto de elevado abstencionismo, reconhece-se a dificuldade em antecipar o desfecho das eleições; mas – com tão significativos desvios face às tendências repetidamente proclamadas (apenas uma sondagem acertou na vitória do PSD!) – o que aconteceu neste processo eleitoral foi “mau demais”. Também aqui haverá motivo para necessária e aturada reflexão.
(também publicado no blogue “Eleições 2009“, do Público)
Eleições para o Parlamento Europeu – Resultados

O 22º deputado, ainda por atribuir, deverá vir a ser confirmado para o Bloco de Esquerda (3º eleito).
Deputados eleitos
Com base nas várias projecções anunciadas às 20 horas pelas televisões (RTP, SIC e TVI), estimo que deverão ser os seguintes os deputados eleitos ao Parlamento Europeu:
Partido Social Democrata (8)
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Paulo Artur dos Santos Castro de Campos Rangel
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Carlos Miguel Maximiano de Almeida Coelho
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Maria da Graça Martins da Silva Carvalho
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Mário Henrique de Almeida Santos David
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Nuno Alexandre Pisco Pola Teixeira de Jesus
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Maria do Céu Patrão Neves de Frias Martins
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Regina Maria Pinto da Fonseca Ramos Bastos
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José Manuel Ferreira Fernandes
Partido Socialista (7)
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Vital Martins Moreira
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Edite de Fátima Santos Marreiros Estrela
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Luís Manuel Capoulas Santos
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Elisa Maria da Costa Guimarães Ferreira
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António Fernando Correia de Campos
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Luís Paulo de Serpa Alves
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Ana Maria Rosa Martins Gomes
Bloco de Esquerda (3)
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Miguel Sacadura Cabral Portas
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Marisa Isabel dos Santos Matias
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Rui Miguel Marcelino Tavares Pereira
Coligação Democrática Unitária (2)
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Maria Ilda da Costa Figueiredo
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João Manuel Peixoto Ferreira
Partido Popular (2)
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João Nuno Lacerda Teixeira de Melo
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Diogo Nuno de Gouveia Torres Feio
Sondagens às 20h00
20h00 – Projecções de resultados, de acordo com as sondagens:
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RTP (%) 29,0-34,0 28,0-33,0 9,0-12,0 9,0-12,0 7,0-10,0 RTP (Dep.) 8-9 7-8 2-3 2 2 SIC (%) 29,2-33,0 27,7-31,5 11,6-13,4 9,5-11,3 7,5-9,3 SIC (Dep.) 7-8 7-8 3 2-3 2 TVI (%) 30,4-34,4 24,1-28,1 9,8-12,8 9,7-12,7 6,7-9,3 TVI (Dep.) 8-9 6-8 2-3 2-3 1-2

RTP (%) 29,0-34,0 28,0-33,0 9,0-12,0 9,0-12,0 7,0-10,0
RTP (Dep.) 8-9 7-8 2-3 2 2
SIC (%) 29,2-33,0 27,7-31,5 11,6-13,4 9,5-11,3 7,5-9,3
SIC (Dep.) 7-8 7-8 3 2-3 2
TVI (%) 30,4-34,4 24,1-28,1 9,8-12,8 9,7-12,7 6,7-9,3
TVI (Dep.) 8-9 6-8 2-3 2-3 1-2


