Posts filed under ‘Sociedade’
Centenário do nascimento de Alves Redol
Comemora-se hoje o centenário do nascimento do escritor Alves Redol, um dos mais importantes nomes do Neo-realismo em Portugal.
Natural de Vila Franca de Xira, o Município e o Museu do Neo-Realismo evocaram o centenário do autor de “Gaibéus” (obra que publicou apenas com 28 anos de idade), com um vasto conjunto de iniciativas, disponibilizando no seu site na Internet vários links de interesse, nomeadamente para exposições relacionadas com a vida e obra do escritor.
Pedro Gadanho curador do MoMA de Nova Iorque
O arquitecto português Pedro Gadanho será curador do Departamento de Arquitetura e Design do Museum of Modern Art (MoMA) de Nova Iorque, a partir de Janeiro, anunciou hoje a instituição cultural norte-americana.
Como curador de arquitectura contemporânea, refere o MoMA em comunicado, Pedro Gadanho terá responsabilidades sobre a colecção do Museu neste campo e a supervisão de programas como o de jovens arquitectos norte-americanos e internacionais e a organização de exposições da série “Assuntos da Arquitectura Contemporânea”.
Eduardo Lourenço – “Prémio Pessoa” 2011
O ensaísta e filósofo Eduardo Lourenço, de 88 anos, foi hoje distinguido com o “Prémio Pessoa”, no valor de 60 mil euros, nomeadamente pelo seus ensaios político-filosóficos.
Nas edições anteriores do “Prémio Pessoa”, foram premiados:
2010 – Maria do Carmo Fonseca (cientista)
2009 – D. Manuel Clemente (bispo)
2008 – Carrilho da Graça (arquitecto)
2007 – Irene Pimentel (historiadora e investigadora)
2006 – António Câmara (professor catedrático, empresário e investigador)
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)
The British Newspaper Archive
Mais de 300 anos de publicações de periódicos britânicos, compilados no British Newspaper Archive, num total de mais de 650 milhões de artigos!
Fado – Património imaterial da Humanidade
Em reunião hoje realizada em Bali, na Indonésia, a UNESCO aprovou a inscrição do Fado na lista representativa de “Património Cultural Imaterial da Humanidade”.
“Le cinquième suicide européen”
[…] Aujourd’hui, c’est à nouveau au tour de l’Allemagne de tenir dans sa main l’arme du suicide collectif du continent le plus avancé du monde. Si elle refuse d’accepter la voie étroite qui passe par le rachat par la BCE des obligations arrivées à maturité, suivi de l’émission d’une dette souveraine européenne, remboursée par deux points de TVA européenne, et d’une réforme des traités permettant de mieux contrôler les laxismes des uns et les égoïsmes des autres, la catastrophe aura lieu.
Pour que Berlin ne soit pas, une fois de plus, responsable d’un suicide européen, l’Allemagne doit sortir de quatre illusions.
1. Elle n’est pas le bon élève de l’Union, qui refuse de payer pour les erreurs des autres. Sa dette publique est de 82 % du PIB, pratiquement équivalente à la dette française ; 10 de ses banques, toutes publiques, qui fournissent 20 % des crédits au secteur non financier allemand, sont en très mauvaise situation. Sa consommation d’énergie dépendra de plus en plus du gaz russe, qui représente 37 % de ses importations. Sa démographie est catastrophique, au point que, en 2060, il y aura moins d’Allemands que de Français et que 44 % d’entre eux auront plus de 65 ans, contre seulement 35 % de nos compatriotes, ce qui rendra particulièrement difficile le remboursement de la dette publique outre-Rhin. Enfin, l’avenir de son industrie n’est pas aussi prometteur que le croit l’Allemagne : selon une récente étude anglaise, sur les 100 entreprises les plus innovantes du monde, 11 sont françaises et seulement 4, allemandes.
2. Elle est le premier bénéficiaire de l’Union européenne, qui a financé en partie sa réunification et lui a permis de gagner près de 15 points de part de marché à l’intérieur de la zone euro, et de devenir le premier pays exportateur de produits agroalimen-taires en recrutant des salariés d’Europe de l’Est au tarif de leur pays d’origine, ce que la France ne veut et ne peut faire.
3. Elle a tout à perdre à sortir de la zone euro, car cela ruinerait son système bancaire et lui coûterait, selon une étude suisse, de 20 à 25 % de son PIB la première année, et la moitié du reste chacune des années suivantes.
4. Elle croit, à tort, qu’un soutien provisoire de la BCE à la liquidité des banques et des Etats européens entraînerait une inflation massive, qui ruinerait ses vieux, majoritaires, alors qu’il ne peut y avoir d’inflation massive quand le chômage est aussi élevé et quand la financiarisation de l’économie freine la transmission de la monnaie vers l’économie réelle.
“A austeridade é uma receita para o suicídio”
O prémio Nobel da Economia alerta que as políticas de austeridade são uma receita para “menos crescimento e mais desemprego”.
Stiglitz, que também foi vice-presidente do Banco Mundial, afirmou na quinta-feira que a adopção dessas políticas “correspondem a um suicídio” económico.
“É preciso perceber-se que a austeridade por si só não vai resolver os problemas porque não vai estimular o crescimento”, afirmou Stiglitz, num encontro com jornalistas na Corunha, em Espanha, onde proferiu a conferência “Pode o capitalismo salvar-se de si mesmo?”, noticia a Efe.
O economista sugeriu ao novo governo espanhol que vá “além da austeridade” e que proceda a uma reestruturação das despesas e da fiscalidade como medida básica para criar emprego.
Recomendou em particular uma fiscalidade progressiva e um apoio ao investimento das empresas.
“Temo que se centrem na austeridade, que é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio”, afirmou.
Para o Nobel da Economia de 2001, “a menos que Espanha não cometa nenhum erro, acerte a cem por cento e aplique as medidas para suavizar a política de austeridade, vai levar anos e anos” a sair da crise. […]
Acrescento apenas uma interrogação: sendo o “Plano da Troika” composto por “duas pernas”, apresentando-se uma delas notoriamente manca, como esperar que tal plano possa vir a resultar?
Este plano assenta em duas vertentes: uma, a contracção do défice orçamental; outra, o crescimento da economia, que viesse a possibilitar que esse défice se transformasse – a médio / longo prazo – em superavit, de forma a que Portugal conseguisse reduzir o seu endividamento externo.
A perna do crescimento da economia, por seu lado, seria assente, em particular, no acréscimo da competitividade das exportações.
Nesse sentido foi incentivada uma medida considerada estruturante, que seria a da redução – substancial – da Taxa Social Única. Sendo, naturalmente, na conjuntura actual, tal medida impraticável, pela quebra de receitas fiscais que provocaria, sem possibilidade de compensação, surgiria então – como forma de substituição – a proposta peregrina do Governo, de alargamento do horário de trabalho em meia-hora diária, de efeitos mais que questionáveis.
Já em desespero, aquando da recente última visita dos membros da Troika, fariam um apelo lancinante, à redução dos salários do sector privado.
Regresso ao início: aparentemente sem saída para a tal vertente fundamental do crescimento da economia (e imprescindível redução do desemprego!), como se espera sair deste, cada vez mais espartilhado, “colete de forças” da austeridade?






