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"CARTA ABERTA"

É impressionante como as mais opostas sensações se podem confundir num mesmo momento (os tais “mixed feelings” de que já aqui falei há tempos)!

Não, desta vez, não é de “blogues” que se trata.

Como escrevia há dias, as pessoas que escrevem nos “blogues” têm ocupações, têm profissões, têm “carreiras”.

E, quando o trabalho é desenvolvido em equipa, geram-se, diria diariamente, trocas enriquecedoras entre os membros do “grupo de trabalho” (esta é uma expressão muito usada no “futebolês”… mas perfeitamente aplicável no caso).

Reforçadas quando, no seio da equipa, temos alguém que, dia após dia, ao longo de 5 anos, nos apoia, nos proporciona o melhor dos seus esforços para contribuir decisivamente para o “sucesso” – que, sendo comum, acaba sempre por ser, sobretudo, “creditado” a quem “tem mais responsabilidades” ou experiência, a quem “dirige” a equipa -, assumindo e desempenhando na plenitude o papel de “braço direito”, proporcionando uma verdadeira “parceria”.

Hoje, o “braço direito”, pelo “crescimento” que sempre soube manter ao longo desta “caminhada”, ganhou o direito a assumir-se, “de corpo inteiro”, como um novo “líder”, de uma equipa que passará a ser “sua”, onde terá como maior responsabilidade – mas simultaneamente como desafio mais aliciante – fazer com que, nesse grupo, venha, um dia, a surgir um outro “novo líder”.

E, para finalizar, sendo um momento de “tristeza” por ver “partir” quem tão de perto nos acompanhou, lado a lado, neste percurso, é também um dos dias mais gratificantes da minha vida profissional.

Sem esquecer todos aqueles que dão também o seu melhor contributo diário – nem aqueles que tomaram, entretanto, outras opções profissionais -, não podia deixar de particularizar esta referência.

Um grande beijo de agradecimento e votos de muitos sucessos. “O futuro começa hoje mesmo”.

Já não direi: “Conto contigo”; mas continuarei a dizer: “Count on me!”.

Um “blogue” serve também (ou principalmente?) para “isto”!

P.S. Mais agradecimentos: ao desblogueador de conversa pela referência; trata-se de um “blogue” que, para além do bonito lay-out, tem sempre temas de interesse; além do mais, é um exemplo precisamente no que respeita à transparência, uma vez que (e é o único que conheço que o faz) indica claramente quem são os seus membros e quais as suas ocupações; ao How to learn Swedish in 1000 difficult lessons pela inclusão na sua lista de links (também um modelo, servindo de inspirador a muitos “blogues”; no caso – e claro, também depois de ler o socioblogue – levou-me à ideia de, em cada dia, “passar em revista” um ano do século XX).

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8 Agosto, 2003 at 7:05 pm

OCUPAÇÕES

Já aqui tinha deixado antes um .lamiré. quando escrevi que os .blogues. eram mantidos por pessoas que têm as suas ocupações, têm as suas profissões, que têm no prazer da escrita uma .ocupação paralela., uma espécie de .hobby..

Hoje, dei comigo de novo a pensar: seria porventura interessante conseguir apurar um levantamento das actividades profissionais dos .bloguistas..

Qual a relação (se alguma) que a sua profissão poderá ter com a (muito boa) qualidade dos textos que temos oportunidade de ler em vários .blogues..

Teremos muitos Escritores? Jornalistas? Professores? Políticos? Advogados? Economistas? Engenheiros? Arquitectos? Médicos? Estudantes? Donas de casa? Reformados? Trabalhadores liberais ?

(Analogamente, poderia colocar-se também a questão: .Quais as actividades profissionais dos visitantes / leitores.?).

(Outras variantes poderiam ser também analisadas, como a estrutura etária, o grau de literacia, a distribuição geográfica, …).

Aqui e ali, vão-se abrindo umas “brechas” na tendência inicialmente predominante do anonimato, mas continua por conhecer o que fazem estas pessoas para além deste “passatempo”…

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5 Agosto, 2003 at 6:53 pm 1 comentário

TEXTOS PRÉ-BLOGUES / “DN JOVEM” (II)

Outro texto seleccionado para publicação, o qual, contudo, por circunstancial “falta de espaço” acabou por ficar na “gaveta”… Até hoje! (Como não existe o conceito de “falta de espaço” na Internet, este texto velhinho de quase 15 anos, pode ser hoje divulgado ao mundo; obviamente, a título de curiosidade “histórica” pessoal).

Acabo de ler o DN Jovem e estou triste. Uma descarga de matéria poluente no Rio Nabão provocou a morte, na cidade, de Tomar, de inúmeros peixes, causando graves danos à fauna e flora do curso fluvial.

Assomam-me ao espírito, os casos da Ria Formosa ou do Alviela e continuo triste. A mesma tristeza que sinto ao olhar o Tejo, em Lisboa. Quem se recordará dos golfinhos do Tejo, hoje em dia? Infelizmente, os jovens não tiveram o prazer de os observar. Por culpa do Homem.

Por associação de ideias, lembro-me de Chernobyl e interrogo-me se os homens estarão conscientes do que está a acontecer.

É urgente reflectir e passar à acção. Cabe aos agentes económicos, a todos nós, a prevenção destes casos e a criação de condições que evitem a sua repetição.

Em primeiro lugar, o Estado, por via da sua faceta legislativa, é responsável pelo acautelar dos interesses do ambiente, devendo sensibilizar os indivíduos para estas questões e contribuir para a resolução dos problemas.

Contudo, o papel das empresas não pode ser o de remeter para o Estado, a criação de infra-estruturas despoluentes. São elas que têm de procurar novas formas de produzir, preservando a natureza, recorrendo a energias alternativas, como a energia solar, por exemplo. Por sua vez, os resíduos da produção deveriam se encaminhados, não para os nossos rios, mas para centrais de tratamento de detritos.

Um indicador positivo é o facto de, a nível empresarial, se começar a conceder relevo à defesa do ambiente, pelo menos em termos de promoção, em que, a par do realce da qualidade do produto, se destaca as suas características não poluentes, o que constitui uma nova fase, conhecida por “societal marketing concept”, ou seja o marketing que visa corresponder à responsabilidade para com o meio social em que a empresa se insere.

Também as famílias, no seu dia-a-dia, têm um papel importante na defesa do ambiente em que vivem. Até porque o reciclar de produtos já sem utilidade, terá dupla finalidade; além de preservar a vida na Terra, poderá trazer contrapartidas económicas (recordem-se as campanhas de recuperação do vidro e do papel).

Acima de tudo, é imperioso que se abandone a ideia de transferir as soluções dos problemas de hoje para amanhã, adiando-as “sine die”, indefinidamente.

Mais importante que pedirmos socorro, teremos de socorrer-nos a nós próprios. E, por vezes, seria tão fácil…

A esta distância, não me parece que esteja muito desactualizado…

P.S. Como bem lembra o Rui Branco, também “passaram” pelo “DN Jovem” (entre muitos outros, e para além do próprio), José Mário SilvaPedro LombaTiago Rodrigues.

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3 Agosto, 2003 at 10:31 am

TEXTOS PRÉ-BLOGUES / “DN JOVEM”

Há 15 anos, não existia Internet (!?). 

Não havia portanto “blogues”. 

Mas havia (ainda há…) o “DN Jovem” (no qual se revelou, por exemplo, Pedro Mexia). 

E eu era jovem… 

E assim, publiquei no Diário de Notícias, o meu primeiro artigo “a sério”: intitulava-se “Assimetrias”. 

É esse texto “histórico” que hoje recupero, para uma “nova audiência”, num novo “veículo comunicacional”. 

É geralmente reconhecido que a histórica dicotomia litoral-interior é uma realidade profundamente implantada na estrutura socioeconómica. Basta, para o confirmar, consultar qualquer estatística, por mais elementar que seja. 

Todos sabemos, por exemplo, que houve uma deslocação da população do interior, por um lado, para o estrangeiro, através do fenómeno da emigração, e por outro, para o litoral, em particular para as áreas urbanas de Lisboa e Porto, cidades que centralizam a autoridade política e o poder económico. 

Essa assimetria manifesta-se em muitos e variados campos; um deles, enquadrável no tema proposto, é o do futebol, enquanto desporto de multidões, acarretando grandes movimentações a nível financeiro. 

Desta forma, temos, na época de 1988-89, na disputa do Campeonato Nacional da I Divisão de futebol, 16 clubes sediados no litoral (80 %), face a dois do interior (G. D. Chaves e CAF – Ac. Viseu), o que corresponde a 10 %, além dos insulares Marítimo e Nacional, ambos da Madeira. 

Se alargarmos o campo de estudo até ao Campeonato Nacional da III Divisão, os números não oscilam muito: o litoral é sede de 134 dos 182 clubes concorrentes às três divisões (73,6 %), cabendo ao interior 41 clubes, apenas 22,5 %, sendo os restantes sete repartidos pelas Regiões Autónomas dos Açores (três representantes militando na III Divisão) e da Madeira. 

É sintomático o facto de os distritos de Beja e da Guarda, além de Viana do Castelo, este do litoral, não terem qualquer representante na I e II Divisões, o que é mais estranho ainda no caso de Santarém, que chegou a ter, há pouco mais de dez anos, representação na I Divisão, por via do U. Tomar. 

Outro aspecto se destaca nesta análise: a macrocefalia do futebol português, centralizado por completo, no que se refere a campeões da I Divisão, em apenas duas cidades, 44 títulos (81,5 %) para três clubes de Lisboa e dez (18,5 %) para um do Porto. 

Todos estes números devem suscitar uma reflexão e o desejo de que os desequilíbrios de ordem económica e social sejam atenuados, de forma a permitir também uma expressão desportiva mais uniforme e condizente com padrões europeus, ao nível das Comunidades em que nos pretendemos integrar de forma plena. 

15 anos depois, malheureusement, as coisas não se alteraram muito… mantêm-se os dois clubes da Madeira e os 16 representantes do litoral; porém, considerando que a competição foi reduzida a 18 clubes, deixou de haver (já desde há 3 anos), qualquer representante do interior do país! 

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2 Agosto, 2003 at 8:07 am 1 comentário

1000

É claro que é um motivo de satisfação e um grande incentivo a continuar. Obrigado a todos!

P.S. De forma a evitar que tal se torne excessivamente repetitivo, não voltarei a abordar este tema. nos próximos tempos.

P.S.2 Agradecimentos também ao Adufe e ao mediaTic pelas referências.

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1 Agosto, 2003 at 7:04 pm

1º MÊS (Parte III)

Para terminar, estes .primeiros passos. . numa caminhada que se pretende .longa. . não podiam ter sido feitos, primeiro que tudo, sem o apoio daqueles que nos são mais próximos; logo a seguir, por todos os que fazem o favor de nos ler (de nos dar o .privilégio. de os termos como .companheiros de viagem.); e, .last but not least., por quem tem compartilhado desta excitação do prazer da escrita e se me tem referido de forma simpática e incentivadora (cito por ordem cronológica de .entrada em cena.): 100nada; Carlos Vaz Marques (Outro, eu); César Valente (Carta Aberta); Terras do Nunca; Cristiano Dias (Cris Dias); Martin Pawley (Dias estranhos); Incongruências; Mata-mouros; Sixhat agridoce; Socio(b)logue; Janela para o Rio; Crítico Musical; Fumaças e O Carimbo.

.Um abraço de simpatia. também ao Retorta, Nuno Jerónimo (Blogue dos Marretas), Cristina Fernandes (Janela Indiscreta) e, novamente, ao João L. Nogueira (Socio(b)logue) e, por fim, ao Chryde Barrow (Heures creuses) pela atenção que demonstraram relativamente aos meus textos (não esquecendo também um agradecimento especial a quem me lê assiduamente na Universidade de Liverpool).

A fechar, a maior angústia de todas é a que decorre (tal como referia José Mário Silva) da absoluta falta de tempo, da pura impossibilidade de acompanharmos minimamente o que se está a passar ao nosso redor, neste fabuloso mundo da .blogosfera. (e da óbvia necessidade de compatibilizar isso com o .resto da nossa vida., já de si tão .ocupada.).

As férias estão quase a chegar.

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30 Julho, 2003 at 5:53 pm

1º MÊS (Parte II)

Voltando aos números, funciona um pouco o .materialismo do contador., qual .Tio Patinhas. (.quanto mais visitantes temos, mais queremos ter….); a fasquia vai sendo sempre elevada; o que provoca alguma .ansiedade. prospectiva: sendo agora o .objectivo imediato. o alcançar do .número mágico. de 1 000 visitantes, o que se seguirá? A .insatisfação. permanente?

É uma sensação de constante insaciabilidade. talvez possam responder aqueles que têm o privilégio (evidentemente merecido / conquistado) de ser mais visitados: depois de ultrapassar (por exemplo) os 5 000 visitantes, não .fixaram. eles um objectivo imediato seguinte? (Há dias, Pacheco Pereira, no Abrupto, escrevia sobre a sua .impaciente. espera pelo alcançar dos 100 000 visitantes. E a seguir? Satisfeita essa meta, qual o desafio seguinte? E com cada .novo alvo. a ser colocado, naturalmente, mais distante. nos 200 000?).

Ou seja, a verdade é que .size matters., .mesmo.! (Quem estiver imune a esta .febre. de procurar saber quantos visitantes tem, da necessidade de .feedback., que .atire a primeira pedra..) – o Aviz, pelo seu prestigiado estatuto, .não conta. para este efeito…

Mas há também o .reverso da medalha.: à medida que o número de visitantes vai aumentando (e que vamos sendo referenciados), são acrescidas proporcionalmente as .responsabilidades. do autor; há que procurar constantemente .elevar o nível., .descobrir. temas interessantes (tão difícil, se pensarmos que, muitos dos assuntos que são interessantes para nós, não têm qualquer interesse para o leitor.) . e ter a capacidade de os tratar de uma forma atractiva . ser capaz, no fundo, de .manter acesa a chama. (procurar manter os visitantes minimamente .entusiasmados.); no limite, ter uma .linha de orientação coerente..

Porque, embora, em primeira análise, escrevamos para nós próprios, a partir do momento em que sabemos que temos “leitores” que seguem o que vamos escrevendo, não podemos obviamente deixar de levar também isso em consideração…

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30 Julho, 2003 at 12:35 pm 3 comentários

1º MÊS (Parte I)

Este .blogue. completou (na segunda-feira, 28) um mês de existência, que sintetizo, numa .fria linguagem. numérica, da seguinte forma: 100 .posts.; 800 visitantes; 2 000 .páginas visitadas..

A análise nesta perspectiva .aritmética. torna-se bastante redutora, não contemplando outros factores de índole qualitativa; o (meu) entusiasmo com as potencialidades e virtualidades deste meio tem vindo a ser reforçado; há ainda tanto caminho por explorar.

Este é, também, um .texto longo. (vidé, na página referenciada, o dia 18 de Julho), pelo que será .servido em mais de que uma dose..

Ao longo deste mês, escrevi alguns .posts. de uma forma bastante entusiasta (de que o melhor exemplo será precisamente o nº 1, dedicado ao .EQUADOR., de Miguel Sousa Tavares, mas também, entre outros, a referência aos discos de Sérgio Godinho e Carla Bruni, para além da minha admiração por Maria Ana Bobone, passando pelo desejo de que Carlos Queirós seja bem sucedido no Real Madrid, terminando nos extractos de .O Meu Pé de Laranja Lima”); apresentei um conjunto relativamente alargado de sugestões de eventos diversos (nomeadamente culturais e desportivos).

Acabei, por razões absolutamente excepcionais, por abordar algumas .questões pessoais. (achei que, tendo este meio ao meu dispôr, não poderia deixar de o utilizar para prestar homenagem a quem já não está entre nós).

Visando a .abertura de novas janelas a este admirável mundo novo., fiz uma breve incursão por outros horizontes da .blogosfera.: do Brasil a Itália, passando por Espanha, Galiza e França . onde ganhei já alguns .amigos. (destaque especial para o Martin Pawley, do Dias estranhos, um .blogue. em galego, para além do brasileiro César Valente, do Carta Aberta).

Não deixa de ser curioso (seria talvez inevitável) que o .post. de .maior sucesso. fosse o relativo ao debate televisivo na NTV (nº 75, de 23 de Julho), em que procurei fazer um resumo dos pontos de maior relevância, por via de .citações. das .frases-chave. de cada um dos participantes (logo seguido pelos .posts. sobre o .Índice de Desenvolvimento Humano. e de “apreciação comparativa” entre “blogues” no Brasil e em Portugal – nº 74).

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30 Julho, 2003 at 7:53 am 2 comentários

"ACONTECE-NOS"

Especialmente para o dia de hoje, queria “pedir emprestado” um belo texto do Flor de obsessão (“editado” no passado dia 29 de Junho), no qual me revi (quase) por completo (o meu agradecimento por nos ter proporcionado estes momentos de pura beleza):

“Acontece-nos uma vez. Acontece-nos sempre.

Chegámos num melancólico inverno do princípio do ano. O meu pai não veio connosco. Eu, a minha mãe e o meu irmão, estávamos sós num sítio que não conhecíamos, à espera que o meu pai se juntasse. Entre nós, os pinheiros intermináveis e curvos, a folhagem agreste, as silvas, as nuvens baixas, tudo isto fazia parte de uma ideia maior, a de que o tempo passava ali menos depressa, ideia que se repetiria por muitos anos desde então. Ficámos num apartamento provisório, exíguo, mal acabado. Tínhamos o calor da lareira, vazio e falível, mas não tínhamos mais nada. Aguardávamos o meu pai para nos mudarmos para uma casa maior. E os dias eram longos, frios, tediosos. A minha mãe passava horas junto à janela a olhar para a chuva. Por vezes, acontecia ela balbuciar alguma coisa que não percebíamos bem mas que tinha a ver com o desgosto que ela sentia por estar ali, com a sua solidão, o tempo a escoar-se lentamente. Percebi que o desgosto de uma mulher aflige muito mais do que o desgosto de um homem. Tantos anos depois, creio que esse dia foi premonitório, uma ocasião em que podíamos ver o futuro, se tivéssemos consciência disso. A lareira ardia, esperando pelo meu pai, que sempre foi o primeiro a aproximar-se dela, até nos dias mais amenos em que não fazia sentido ter o lume aceso. Mas na altura ele não estava e era o nosso primeiro dia naquele local. Eu, a minha mãe, o meu irmão, os três olhámos uns para os outros, num silêncio carregado, quase espectral, e nunca estivemos tão perto como nessa noite escura. Primeiro, chorou a minha mãe, depois chorei eu, depois o meu irmão. Uma epidemia súbita, uma transmissão impossível, a derrocada de um castelo de cartas. Uma mão fúnebre cobriu-nos aos três em conjunto, apanhando-nos durante minutos sem nos largar. Ninguém se mexeu. Lá fora, a névoa caía, espessa, sobre os pinheiros. Os cães latiam. Vinha chuva.”

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29 Julho, 2003 at 6:56 pm 1 comentário

PAI

Passam hoje dois anos sobre o dia mais triste da minha vida.

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28 Julho, 2003 at 7:48 pm

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