Posts filed under ‘Pessoal’
PARABÉNS!
(tarde no dia, mas por uma boa razão… e ainda a tempo de aqui o deixar registado virtualmente: PARABÉNS MÃE!)
OBRIGADO
Um agradecimento especial aos amigos que fizeram questão de me endereçar os Parabéns pelos 2 anos do Memória Virtual:
– Catarina – 100nada
– João / “Waldorf” – Blogue dos Marretas
– Luís e Carlos – Tugir
– João – Fumaças
– Paulo – Bloguitica
– Nuno – Janela para o rio
– Mário – Retorta
– Jorge – TomarPartido
– Tomás – Espiral Virtual
– “Homem das Neves” – Sob a estrela do Norte
– Evaristo – Abrangente
– “Masson” – Almocreve das Petas
– Rui – Esquerdices
– Nuno – Rua da Judiaria
– Pedro – Microcosmos
– Martin Pawley – Días estranhos
– António – A Arte da fuga
– Rui – Adufe
– “The Old Man”
– Eufigénio – Apenas mais um
– CAP – Reprima desblog
– Carlos – Ideias Soltas
– Nelson – Desblogueador de conversa
– “Innersmile”
– “Gotinha” – Blogotinha
– Mad – Aliciante
– AF – Segundo – Impacto
– “Duende” – Doendes e duentes
– Luís – Crónicas da Terra
– LFV – Cabo Raso
– “Zu” – Um pouco mais de azul
– “Monty” – Afixe
– Walter – Forum Comunitário
– Bruno – Avatares de um desejo
– JMG
– Carlos Paixão
MEMÓRIA VIRTUAL – 2 ANOS
2 anos depois, o balanço é ainda mais impressionante em termos qualitativos – por via de muitos momentos de enorme prazer na escrita e das intangíveis retribuições recebidas – do que os “impensáveis” números atingidos.
As cerca de 2 400 “entradas” foram absolutamente recompensadas por muitos dos comentários e e-mails recebidos, alguns dos quais, por excessivos, me deixam sem palavras.
Mais de 300 “colegas” fizeram ligações ao Memória Virtual; é com grande satisfação que aqui recebo as vossas visitas.
Quase 65 000 visitantes (pelo contador mais “conservador”) – gosto de imaginar um “Estádio da Luz” repleto (62 865 espectadores no Portugal-Grécia na Final do Europeu…) -, que por aqui passaram mais de 120 000 vezes, colocando o Memória Virtual, sistematicamente, entre os 12 primeiros da plataforma Weblog.
Só vos posso deixar o meu imenso OBRIGADO!
P. S. Parabéns ao Nuno, também pelo 2º aniversário do Janela para o rio.
"ASSIMETRIAS"
Conservo em relação ao Diário de Notícias uma memória pessoal indelével, o facto de nele (um dos principais jornais de referência em Portugal) ter publicado o meu primeiro artigo “a sério” (no “DN Jovem”), que, nesta oportunidade, aqui recupero novamente:
“ASSIMETRIAS
É geralmente reconhecido que a histórica dicotomia litoral-interior é uma realidade profundamente implantada na estrutura socioeconómica. Basta, para o confirmar, consultar qualquer estatística, por mais elementar que seja.
Todos sabemos, por exemplo, que houve uma deslocação da população do interior, por um lado, para o estrangeiro, através do fenómeno da emigração, e por outro, para o litoral, em particular para as áreas urbanas de Lisboa e Porto, cidades que centralizam a autoridade política e o poder económico.
Essa assimetria manifesta-se em muitos e variados campos; um deles, enquadrável no tema proposto, é o do futebol, enquanto desporto de multidões, acarretando grandes movimentações a nível financeiro.
Desta forma, temos, na época de 1988-89, na disputa do Campeonato Nacional da I Divisão de futebol, 16 clubes sediados no litoral (80 %), face a dois do interior (G. D. Chaves e CAF- Ac. Viseu), o que corresponde a 10 %, além dos insulares Marítimo e Nacional, ambos da Madeira.
Se alargarmos o campo de estudo até ao Campeonato Nacional da III Divisão, os números não oscilam muito: o litoral é sede de 134 dos 182 clubes concorrentes às três divisões (73,6 %), cabendo ao interior 41 clubes, apenas 22,5 %, sendo os restantes sete repartidos pelas Regiões Autónomas dos Açores (três representantes militando na III Divisão) e da Madeira.
É sintomático o facto de os distritos de Beja e da Guarda, além de Viana do Castelo, este do litoral, não terem qualquer representante na I e II Divisões, o que é mais estranho ainda no caso de Santarém, que chegou a ter, há pouco mais de dez anos, representação na I Divisão, por via do U. Tomar.
Outro aspecto se destaca nesta análise: a macrocefalia do futebol português, centralizado por completo, no que se refere a campeões da I Divisão, em apenas duas cidades, 44 títulos (81,5 %) para três clubes de Lisboa e dez (18,5 %) para um do Porto.
Todos estes números devem suscitar uma reflexão e o desejo de que os desequilíbrios de ordem económica e social sejam atenuados, de forma a permitir também uma expressão desportiva mais uniforme e condizente com padrões europeus, ao nível das Comunidades em que nos pretendemos integrar de forma plena.”
Texto publicado no “DN Jovem” em 22.11.88
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ANGOLA
Após 40 anos de guerra, os angolanos parecem ainda interrogar-se: “O que fazer com esta paz?”.
Se é verdade que tinha ficado com essa ideia (na minha primeira visita ao país, há cerca de três anos e meio) de que as pessoas ansiavam pela paz, parecem, passado este período de transição, não terem ainda terminado a busca de algo novo e diferente: uma coisa tão simples como uma vida “normal” (independentemente das diferenças que subsistirão face ao padrão europeu).
O aparelho produtivo do país, praticamente destruído por completo, terá ainda um longo caminho pela frente até à sua normalização. À parte a exploração petrolífera (responsável por cerca de 60 % da produção do país), praticamente tudo é importado.
Em Luanda, os problemas sociais – inerentes a uma cidade que alberga 6 milhões de habitantes, grande parte deles “migrantes internos”, em fuga da guerra – continuam a ser bem visíveis: para além de um trânsito absolutamente caótico, abundam os edifícios degradados, a falta de limpeza nas ruas, os bairros de lata.
Andar sozinho na rua continua a ser uma aventura para gente destemida (de que fui repetidamente “desincentivado”). De forma diversa do que senti na Guiné, ou até em Moçambique, fiquei com a sensação de que os portugueses não serão ainda “muito bem vindos”, sendo inquestionável que subsiste o racismo, porventura agora também de sentido inverso ao de outros tempos.
O custo de vida é exorbitante; é extraordinária a especulação dos preços, nomeadamente a nível de alimentação em restaurantes, em que uma refeição facilmente pode atingir cerca de 50 dólares.
Todos os custos de produção são extremamente encarecidos, quer seja por via de mão-de-obra expatriada (visto a absoluta escassez de formação do pessoal local – por exemplo, para trabalhar na construção, chegam a ser contratados emigrantes de S. Tomé!), dos elevados custos de transporte das importações e pelas significativas taxas alfandegárias.
Em consequência de uma actividade económica ainda numa fase muito incipiente de retoma (com os pagamentos praticamente suspensos), o emprego escasseia, a generalidade da população vagueia pelas ruas, vendendo “de tudo”, numa interminável fila indiana, enquanto muitos outros procuram meramente a subsistência.
Depois, há a outra face da moeda: as enormes riquezas do país por explorar, toda uma organização produtiva que é necessário montar, as potencialidades até turísticas, desde logo na “ilha”, com uma vista magnífica sobre a baía de Luanda, passando pelo Mussulo (local preferencial para férias) e, de forma mais generalizada, as diversas províncias de Angola.
Um país com um enorme potencial, onde (quase) tudo está por fazer ainda…
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50 000 / 100 000 / 500 000 (!!!)
De forma mais ou menos recorrente, acabam sendo inevitáveis alguns “ataques de umbiguismo” (em particular, por ocasião de “cabalísticos números redondos”…).
O ponto importante a reter é um só: OBRIGADO a todos os que me dão a satisfação de ir visitando esta página!
O Memória Virtual tem registado nos últimos dois meses o seu maior número de visitas de sempre. Há poucos dias, tinha alcançado os 50 000 visitantes e as 100 000 visualizações de página (de acordo com o contador mais “conservador”, o do Sitemeter); ontem, atingiu (com base no contador do sistema weblog.com.pt) os 500 000 visitantes (meio milhão!!!).
Obviamente, há algo que não está coerente nestes números, situando-se porventura os dados reais algures num ponto intermédio. Em qualquer dos casos, números “esmagadores”.
Reitero o meu agradecimento a todos. Continuará sempre a ser um prazer poder “vê-los” de novo por aqui.
(mais…)
2005
Espera por nós…
Votos de um óptimo ano de 2005 a todos!
Até lá!
FELIZ NATAL!
A todos os amigos que me dão a satisfação de por aqui ir passando, os meus votos de um FELIZ NATAL!
UM ANO DEPOIS
…Um ano é muito tempo.
Mas é – cada vez mais – “menos tempo”, tal o ritmo “vertiginoso” que os dias, semanas e meses adquiriram.
Mais um ano com coisas boas, algumas muito boas, outras nem tanto… A vida faz-se de todos esses momentos, talvez principalmente aqueles que fazem ainda parte do futuro por viver.
Hoje, começa mais uma parcela desse futuro, que esperamos sempre melhor!
Há 1 ano no Memória Virtual – Galiza e Espanha
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