Com a chegada do Mundial à Europa, o número de inscritos elevar-se-ia a 32 (21 selecções europeias, entre as quais Portugal, que teria uma infeliz estreia; 4 da América do Sul; 4 da América do Norte e Central; e 3 da Ásia/África), apesar de apenas 27 terem efectivamente participado nos jogos de qualificação para apuramento das 16 selecções finalistas, pela primeira vez disputados.
Na fase de eliminatórias, destaque para os embates entre EUA e México (vitória dos norte-americanos); Jugoslávia e Roménia (com os romenos a garantir o apuramento); e um encontro que se tornaria um clássico, entre os rivais Holanda e Bélgica (tendo ambos alcançado a qualificação).
Os outrora “irmãos” Áustria e Hungria, integrando o mesmo grupo de qualificação, conseguiriam também ambos o apuramento, mesmo sem se defrontarem, na sequência de vitórias sobre a Bulgária.
Como curiosidade, referência para a participação nos jogos de qualificação do “Estado Livre da Irlanda” (que apenas se tornaria oficialmente em R. Irlanda no final de 1937) e de uma equipa judia da “Palestina” (antecessora de Israel).
Apenas seis países repetiriam a presença, depois da estreia em 1930: Argentina, Brasil, França, Bélgica, Roménia e EUA.
O Campeão do Mundo, Uruguai, renunciaria à viagem ao continente europeu, tal como o Chile e Peru, o que atribuiria automaticamente a qualificação à Argentina e Brasil, sem terem que disputar qualquer partida.
Os capitães de equipa do Uruguai (José Nasazzi – com a bola) e da Argentina (Manuel Ferreira) entram em campo para disputar a primeira final da história do Campeonato do Mundo de Futebol.
O jogo inaugural da primeira edição dos Mundiais de Futebol, prova integralmente disputada na cidade de Montevideu, decorreu a 13 de Julho de 1930, opondo a França e o México.
EUA e Jugoslávia alcançariam, de forma algo surpreendente, as ½ finais, classificando-se na 3ª posição final.
A 30 de Julho de 1930, no “Estádio Centenário”, o país organizador, Uruguai (Campeão Olímpico em 1928 e celebrando o centenário da sua independência), vencendo a vizinha Argentina, sagrava-se como o primeiro Campeão Mundial de Futebol da história.
A selecção “celeste”, perdendo 1-2 ao intervalo, “daria a volta” ao marcador na segunda parte, com 3 golos, sendo premiada com a taça de ouro, de 30 cm e pesando 4 kg, entregue ao capitão José Nazassi.
Constituída a FIFA (Federação Internacional de Futebol Association) em 1904, não seria fácil concretizar o sonho de Jules Rimet, de organizar uma competição de futebol de nível mundial; apenas nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris, o futebol adquirira uma verdadeira dimensão internacional; o desenvolvimento verificado nas Jogos da Olimpíada seguinte, em 1928, faria despertar a motivação para a realização de uma prova autónoma.
A realização do primeiro Campeonato do Mundo de Futebol na América do Sul – numa época em que o mundo sofria uma severa crise económica –, obrigando a uma deslocação marítima interatlântica de cerca de 1 mês (ida e volta), fez com que o contingente europeu fosse relativamente reduzido; apenas França, Bélgica, Jugoslávia e Roménia aceitaram o convite para participar na prova, tendo viajado no mesmo navio, reunindo-se às restantes 9 selecções, oriundas do continente americano: Uruguai, Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Paraguai, México e EUA.
Estamos a pouco mais de 8 meses do segundo maior evento desportivo do mundo, após os Jogos Olímpicos, o Campeonato do Mundo de Futebol, a disputar em 12 cidades da Alemanha de 9 de Junho a 9 de Julho de 2006.
A partir de amanhã, diariamente, aqui apresentarei uma resenha de todas as 17 anteriores edições da prova, desde 1930, assim como o desenrolar do XVIII Campeonato do Mundo de Futebol.
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