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MUNDIAL 2006 (LXVII) – 1978
A XI edição do Campeonato do Mundo de Futebol, cuja Fase Final foi disputada em 1978 na Argentina ultrapassou pela primeira vez na história o número de 100 selecções, com 107 países inscritos – com a RFA (Campeã do Mundo em título) e a Argentina (país organizador) qualificados “de ofício” – sendo que, pela última vez, a fase de qualificação se destinou a apurar apenas 14 países (a partir de 1982, o Campeonato do Mundo passou a acolher 24 Finalistas).
A eliminação do Uruguai no torneio de qualificação sul-americano (em detrimento do Peru… e do “eterno” e “omnipresente” Brasil) constituiu uma das maiores surpresas desta fase, que acolheu uma estreia, a do desempate por grandes penalidades para apurar um dos finalistas, no encontro em que a Tunísia se impôs à selecção de Marrocos.
De fora ficariam também selecções poderosas como a da Inglaterra (eliminada pela Itália), URSS (superada pela Hungria), Checoslováquia (batida pela Escócia)… e, como habitualmente, Portugal (apesar da boa campanha realizada, quedar-se-ia atrás de uma fortíssima selecção da Polónia). A Bélgica – também como habitualmente – seria afastada pela vizinha Holanda…
Na zona da América do Norte, Central e Caraíbas, o México garantiria, mais uma vez, a qualificação, mas, desta vez, por escassa margem, em relação aos EUA e Canadá.
O representante da Ásia seria o Irão, eliminando a Coreia do Sul, não obstante os dois empates averbados.
MUNDIAL 2006 (LXVI) – 1974

Sepp Maier, “O Gato”, ergue o troféu de Campeão do Mundo conquistado pela RFA
MUNDIAL 2006 (LXV) – 1974
2ª Fase
Grupo A
Holanda – Argentina – 4-0
Brasil – RDA – 1-0
RDA – Holanda – 0-2
Argentina – Brasil – 1-2
Holanda – Brasil – 2-0
Argentina – RDA – 1-1
1º Holanda, 6; 2º Brasil, 4; 3º RDA, 1; 4º Argentina, 1
Grupo B
Suécia – Polónia – 0-1
Jugoslávia – RFA – 0-2
RFA – Suécia – 4-2
Polónia – Jugoslávia – 2-1
Suécia – Jugoslávia – 2-1
Polónia – RFA – 0-1
1º RFA, 6; 2º Polónia, 4; 3º Suécia, 2; 4º Jugoslávia, 0
3º / 4º
Brasil – Polónia – 0-1
Final
Holanda – RFA – 1-2
Campeão do Mundo – RFA
Vice-Campeão do Mundo – Holanda
3º Polónia
4º Brasil
MUNDIAL 2006 (LXIV) – 1974
Grupo 1
RFA – Chile – 1-0
RDA – Austrália – 2-0
Chile – RDA – 1-1
Austrália – RFA – 0-3
RDA – RFA – 1-0
Austrália – Chile – 0-0
1º RDA, 5; 2º RFA, 4; 3º Chile, 2; 4º Austrália, 1
Grupo 2
Brasil – Jugoslávia – 0-0
Zaire – Escócia – 0-2
Escócia – Brasil – 0-0
Jugoslávia – Zaire – 9-0
Zaire – Brasil – 0-3
Escócia – Jugoslávia – 1-1
1º Jugoslávia, 4; 2º Brasil, 4; 3º Escócia, 4; Zaire, 0
Grupo 3
Suécia – Bulgária – 0-0
Uruguai – Holanda – 0-2
Holanda – Suécia – 0-0
Bulgária – Uruguai – 1-1
Suécia – Uruguai – 3-0
Bulgária – Holanda – 1-4
1º Holanda, 5; 2º Suécia, 4; 3º Bulgária, 2; 4º Uruguai, 1
Grupo 4
Polónia – Argentina – 3-2
Itália – Haiti – 3-1
Haiti – Polónia – 0-7
Argentina – Itália – 1-1
Polónia – Itália – 2-1
Argentina – Haiti – 4-1
1º Polónia, 6; 2º Argentina, 3; 3º Itália, 3; 4º Haiti, 0
MUNDIAL 2006 (LXIII) – 1974
Não obstante o título mundial para a poderosa RFA, jogando “em casa”, este foi o Mundial da “Laranja Mecânica”, com a Holanda – conduzida pelo “mago” Johan Cruyff, acolitado por nomes como Neeskens, Rep ou Rensenbrink – a deslumbrar o mundo com o seu “futebol total” (já revelado ao mundo pela célebre equipa do Ajax, tri-campeão europeu no início da década de 70), “esmagando” a Argentina por 4-0 e batendo claramente o tri-campeão do mundo (Brasil), por 2-0.
Mas a RFA tinha também os seus trunfos: começando pela baliza, com o fenomenal Sepp Maier, passando pela defesa, com o “kaiser” Franz Beckanbauer e o pendular Berti Vogts, Paul Breitner e, culminando no ataque, com o “bombardeiro” Gerd Muller, chegava, 20 anos depois, à conquista do seu segundo título mundial de futebol. Apesar da surpreendente derrota frente à RDA, numa fase em que ambas as selecções haviam já garantido a qualificação para a fase seguinte da prova.
Na final, um árbitro de coragem assinalaria, logo no primeiro minuto de jogo, um penalty a favor da Holanda, na sequência de uma iniciativa de Cruyff, convertido por Neeskens. A equipa da RFA ainda não havia tocado na bola e já perdia por 0-1. Não obstante, por intermédio de Breitner (também na conversão de uma grande penalidade) e Muller, os alemães dariam a “volta ao jogo”.
Do Leste da Europa viria também uma selecção poderosa, a Polónia, que – liderada por Gzregorz Lato e escudada no seu guarda-redes Tomaszewski – viria a alcançar o 3º lugar, derrotando os tri-campeões do mundo.
Esta prova marca o advento da chegada da televisão a cores!… Ao mesmo tempo que é assinalada pela introdução de um novo troféu “Taça do Mundo da FIFA” (estatueta em ouro maciço, encimada por uma representação do globo terrestre), na sequência da conquista definitiva da “alada” Taça Jules Rimet pelo Brasil (em 1970).
MUNDIAL 2006 (LXII) – 1974

A “Laranja Mecânica” ao ataque, mas sem que Neeskens conseguisse bater o grandioso Sepp Maier
MUNDIAL 2006 (LXI) – 1974
Grupo 5
P. Gales – Inglaterra – 0-1 / 1-1
P. Gales – Polónia – 2-0 / 0-3
Polónia – Inglaterra – 2-0 / 1-1
1º Polónia, 5; 2º Inglaterra, 4; 3º P. Gales, 3
Grupo 6
Portugal – Chipre – 4-0 / 1-0
Bulgária – I. Norte – 3-0 / 0-0
Chipre – Bulgária – 0-4 / 0-2
Chipre – I. Norte – 1-0 / 0-3
I. Norte – Portugal – 1-1 / 1-1
Bulgária – Portugal – 2-1 / 2-2
1º Bulgária, 10; 2º Portugal, 7; 3º I. Norte, 5; 4º Chipre, 2
Grupo 7
Espanha – Jugoslávia – 2-2 / 0-0
Jugoslávia – Grécia – 1-0 / 4-2
Grécia – Espanha – 2-3 / 1-3
1º Espanha, 6; 2º Jugoslávia, 6; 3º Grécia, 0
Desempate: Jugoslávia – Espanha – 1-0
Grupo 8
Dinamarca – Escócia – 1-4 / 0-2
Dinamarca – Checoslováquia – 1-1 / 0-6
Escócia – Checoslováquia – 2-1 / 0-1
1º Escócia, 6; 2º Checoslováquia, 5; 3º Dinamarca, 1
Grupo 9
França – URSS – 1-0 / 0-2
Irlanda – URSS – 1-2 / 0-1
Irlanda – França – 2-1 / 1-1
1º URSS, 6; 2º Irlanda, 3; 3º França, 3
MUNDIAL 2006 (LX) – 1974
Grupo 1
Malta – Hungria – 0-2 / 0-3
Áustria – Malta – 4-0 / 2-0
Suécia – Hungria – 0-0 / 3-3
Áustria – Suécia – 2-0 / 2-3
Áustria – Hungria – 2-2 / 2-2
Suécia – Malta – 7-0 / 2-1
1º Suécia, 8; 2º Áustria, 8; 3º Hungria, 8; 4º Malta, 0
Desempate: Suécia – Áustria – 2-1
Grupo 2
Luxemburgo – Itália – 0-4 / 0-5
Suíça – Itália – 0-0 / 0-2
Luxemburgo – Turquia – 2-0 / 0-3
Itália – Turquia – 0-0 / 1-0
Luxemburgo – Suíça – 0-1 / 0-1
Suíça – Turquia – 0-0 / 0-2
1º Itália, 10; 2º Turquia, 6; 3º Suíça, 6; 4º Luxemburgo, 2
Grupo 3
Bélgica – Islândia – 4-0 / 4-0
Noruega – Islândia – 4-1 / 4-0
Noruega – Bélgica – 0-2 / 0-2
Holanda – Noruega – 9-0 / 2-1
Bélgica – Holanda – 0-0 / 0-0
Holanda – Islândia – 5-0 / 8-1
1º Holanda, 10; 2º Bélgica, 10; 3º Noruega, 4; 4º Islândia, 0
Grupo 4
Finlândia – Albânia – 1-0 / 0-1
Finlândia – Roménia – 1-1 / 0-9
RDA – Finlândia – 5-0 / 5-1
Roménia – Albânia – 2-0 / 4-1
RDA – Albânia – 2-0 / 4-1
Roménia – RDA – 1-0 / 0-2
1º RDA, 10; 2º Roménia, 9; 3º Finlândia, 3; 4º Albânia, 2
MUNDIAL 2006 (LIX) – 1974
Com 99 países inscritos, a X edição do Campeonato do Mundo de Futebol estabelecia um novo record, pela primeira vez com mais de 200 jogos de qualificação, para apurar os 14 finalistas, que se juntariam ao país organizador (RFA) e ao Campeão do Mundo em título (Brasil).
Alguns países “históricos” ficariam arredados da Fase Final, nomeadamente a França, Áustria, Hungria, a Inglaterra (Campeã do Mundo em 1966, agora eliminada pela Polónia, com o “herói” Jan Tomaszewski a segurar o nulo no Estádio do Wembley), URSS (que recusou deslocar-se ao Chile… de Pinochet), Bélgica (eliminada pelo “arqui-rival” Holanda), Espanha (cainda “às mãos” da Jugoslávia, num jogo de desempate), Checoslováquia (eliminada pela Escócia)… e Portugal, batido pela Bulgária, num grupo em que marcava também presença a I. Norte de George Best. A RDA, vencendo o grupo, à frente da Roménia, apurava-se para o Mundial da nação “irmã” do outro lado do Muro de Berlim.
Também na zona americana, uma grande surpresa, com a eliminação do México… perante o Haiti. Em África, o Zaire tornava-se no primeiro país sub-sahariano a qualificar-se para a Fase Final de um Mundial. Na zona da Oceânia, a Austrália garantia o apuramento, após ter eliminado também os asiáticos Irão e Coreia do Sul.
MUNDIAL 2006 (LVIII) – 1970

O segundo golo do Brasil na Final, por Gérson, considerado o segundo melhor jogador da prova, a seguir a Pelé



