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Aprovada Moção de Confiança ao Governo da Grécia
Embora por uma margem reduzida (155 votos a favor; 143 votos contra), acaba de ser aprovada no Parlamento da Grécia a moção de confiança apresentada pelo Governo, um passo prévio essencial para se poder avançar com a proposta de medidas adicionais de austeridade, de forma a permitir desbloquear nova tranche do empréstimo do FMI e da União Europeia.
«A Hamiltonian Solution For Europe»
«What would that look like?
It would start with the recognition that Greece is insolvent. It can’t pay the money it owes. One or two or maybe three other countries also may be insolvent. And the existence of solvency problems in some states is creating liquidity problems for other larger states. So there’s some insolvency, and even though the insolvency is concentrated in a relatively small number of small states it’s a problem for a much broader set of European people. At the same time, if you look at the total amount of sovereign debt in Europe and compare it to the Eurozone’s total fiscal capacity, the debt is very manageable. The Eurozone as a whole is a very solvent, creditworthy entity. So in principle you could consolidate all that outstanding European debt into a single Eurozone-wide debt financed by a modest European Solidarity VAT Surcharge. Then you’d have to severely curtail (if not eliminate) the EU member states’ ability to engage in deficit spending, limiting them to some kind of authority to borrow from a central European entity. The EU itself would become a debt-issuing, taxing entity like a real country.»
(ver artigo completo)
“Grèce : le graphique qui condamne l’Europe, Merkel et Sarkozy”
Je dois à un des commentateurs de ce blog d’avoir trouvé sur Bloomberg un graphique qui, pour moi résume d’une manière frappante la manière irresponsable dont la Commission Européenne, la Banque Centrale Européenne et le Fonds Monétaire International ont gère la crise grecque. Il y a un an, les obligations à trois ans de la Grèce avaient un rendement de 8%. Ce rendement est maintenant de 30%. Le cout théorique de cette hausse dépasse 100 milliards d’euros.
Nous voici maintenant acculés à des solutions qui proviendront de la poche des contribuables de l’Eurozone. Tout cela aurait pu être évité si nous avions à la tête des Etats Europeens et des autorités internationales de vrais dirigeants qui assument leurs responsabilités.
Ou, por cá, na mesma linha, Helena Garrido, dizendo que «Ainda não é tarde para salvar o euro»:
Porque é que a crise da Grécia não se resolve? Porque há países do euro que não querem que o problema se resolva.
Nem sabem a caixa de Pandora que estão a abrir. Hoje é a Grécia, amanhã podem ser, eles, os tais que hoje abandonam os gregos. Entretanto podem ter destruído o sonho de paz e prosperidade na Europa.
A Grécia enganou as autoridades europeias? Há quanto tempo se sabia isso, há quanto tempo se era cúmplice disso? A Grécia não cumpriu o plano que viabilizou o empréstimo? Sim, algumas medidas que estavam nas suas mão não cumpriu, como por exemplo, as privatizações entre as quais estão a tão popular venda de ilhas. Mas há medidas que seria manifestamente impossível cumprir: quem impôs as medidas tinha a obrigação de saber, quer pelo que sabe de economia, como pelo que conhece do funcionamento da sociedade grega, que se estava perante um elevado risco de se entrar no círculo vicioso de austeridade, recessão e maior peso da dívida. A Grécia vai entrar no seu quinto plano de austeridade e as autoridades europeias continuam a insistir que terá de ter um défice público de 2,6% do PIB em 2014, a partir dos 7,5% projectados para este ano.
Alguns países do euro estão, há muito, a condenar a Grécia ao incumprimento que está agora à vista de todos. Aquilo que as agências de “rating” estão a fazer, ao colocar um país europeu da União Monetária como se fosse um dos mais arriscados do mundo, é apenas o reflexo do que se adivinha ser o futuro da Grécia ditado pelos seus parceiros do euro. […]
A crise da dívida no euro não é uma crise da Grécia, de Portugal, da Irlanda. É um problema no euro gerado pela desregulação financeira com epicentro nos Estados Unidos e agravado com a terapia de salvação de todos os bancos com políticas expansionistas aceleradas, a seguir ao colapso da Lehman Brother’s, em 2008.
Ou, noutro registo, citando o Professor Adriano Moreira:
Não recordo, e por isso não usarei certamente com rigor as palavras usadas algures por Soros, quando avisou sobre a fragilidade dos sistemas financeiros em que vivíamos, e a facilidade com que um especulador experimentado, como é comprovadamente o seu caso que não esconde, poderia desequilibrar o sistema de qualquer país. É possível que tenha exagerado no comentário, mas os factos estão a demonstrar que a fragilidade frequenta muitos dos Estados, incluindo o nosso, e que, sem que a identidade de cada um dos povos europeus seja afectada, a crise do Estado é evidente, e que a relação entre ambas as realidades tem graves debilidades no que toca à confiança.
E, ainda:
Parece de insistir sobre a necessidade de uma diplomacia consistente, apoiada em recursos suficientes, para enfrentar um mundo em mudança, em nome de um Estado que se deixou resvalar para a exiguidade ao somar os efeitos da crise mundial com as insuficiências internas de governo e administração. […]
Para a situação portuguesa, aquilo que, por exemplo, Boris Biancheri chamou a necessidade de conciliar o mundo, tem, entre outras exigências, a de conciliar a Europa rica com a Europa pobre, fortalecendo a confiabilidade do projecto europeu, quer para cumprir obrigações assumidas, quer para recuperar das crises, quer para contribuir com imaginação criadora para a reorganização da governança mundial em paz. As divergências que ameaçam o processo europeu apenas tornam mais imperativo o esforço diplomático.
The Death of a Terrorist: A Turning Point?

Um gráfico interactivo no The New York Times, convidando os leitores a responder a duas questões (deixando também o seu comentário): até que ponto a morte de Bin Laden representará um ponto de viragem no combate ao terrorismo (significativo ou insignificante); e qual a sua reacção emocional (positiva ou negativa).
President Obama on Death of Osama bin Laden
A ler, por Paulo Pinto: “Bin Laden: preocupação e esperança“.
E, também, por innersmile: “fin laden“.
Mikhail Sergeyevich Gorbachev – 80 anos
(Time – Gorbachev: The Unlikely Patron of Change)
Petróleo na Líbia

Mais uma excelente infografia, a ver no El País.
30 anos do Golpe de 23 de Fevereiro em Espanha

O El País recorda a tentativa de golpe militar em Espanha, de há 30 anos, a 23 de Fevereiro, disponibilizando as 7 edições do jornal desde o final desse dia até às 13 horas do dia seguinte.
O lainformacion.com conta como se viveu esse dia, nas palavras de algumas individualidades.








