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«Agur, ETA»
(«Adeus, ETA» – clicar na imagem para ampliar – ver artigos aqui, aqui e aqui)
“Campeões” da Dívida
(gráficos via Der Spiegel – em que pode consultar diversos outros gráficos, num excelente dossier sobre as dívidas públicas)
A dívida pública de Portugal ascende a cerca de 160 mil milhões de euros (1/4 da dívida da Espanha, ou menos de 10 % da dívida da Itália). A dívida pública da Grécia ascenderá a algo em torno de 350 mil milhões de euros.
Prémio Nobel da Economia – 2011
O Prémio Nobel da Economia foi hoje atribuído aos estado-unidenses Christopher A. Sims e Thomas J. Sargent, “pelas suas pesquisas empíricas sobre causa e efeito na macroeconomia”.
Prémio Nobel da Paz – 2011
O Prémio Nobel da Paz foi hoje atribuído a Ellen Johnson-Sirleaf, Leymah Gbowee (ambas da Libéria) e a Tawakkul Karman, “pela sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos direitos das mulheres a uma completa participação no trabalho de construção da paz”.
Ellen Johnson-Sirleaf, Presidente da Libéria, foi a primeira mulher africana eleita presidente democraticamente.
Leymah Gbowee é uma activista da paz, tendo organizado um movimento pela paz, que conduziu ao termo da guerra civil na Libéria, em 2003.
Tawakkul Karman, do Iémen, é também uma activista dos direitos humanos e da paz, tendo criado, em 2005, o grupo “Women Journalists Without Chains”.
How to Prevent a Depression
[…] Sixth, even if Greece and other peripheral eurozone countries are given significant debt relief, economic growth will not resume until competitiveness is restored. And, without a rapid return to growth, more defaults – and social turmoil – cannot be avoided.
There are three options for restoring competitiveness within the eurozone, all requiring a real depreciation – and none of which is viable:
· A sharp weakening of the euro towards parity with the US dollar, which is unlikely, as the US is weak, too.
· A rapid reduction in unit labor costs, via acceleration of structural reform and productivity growth relative to wage growth, is also unlikely, as that process took 15 years to restore competitiveness to Germany.
· A five-year cumulative 30% deflation in prices and wages – in Greece, for example – which would mean five years of deepening and socially unacceptable depression; even if feasible, this amount of deflation would exacerbate insolvency, given a 30% increase in the real value of debt.
Because these options cannot work, the sole alternative is an exit from the eurozone by Greece and some other current members. Only a return to a national currency – and a sharp depreciation of that currency – can restore competitiveness and growth.
Leaving the common currency would, of course, threaten collateral damage for the exiting country and raise the risk of contagion for other weak eurozone members. The balance-sheet effects on euro debts caused by the depreciation of the new national currency would thus have to be handled through an orderly and negotiated conversion of euro liabilities into the new national currencies. Appropriate use of official resources, including for recapitalization of eurozone banks, would be needed to limit collateral damage and contagion. […]
(Nouriel Roubini – sublinhados meus)
Discurso da União, por Durão Barroso
(Pode ler o texto integral aqui)
«As raízes da crise são conhecidas: a Europa não respondeu aos desafios da competitividade. Alguns Estados Membros cederam à tentação de viver acima dos seus meios. Nos mercados financeiros registaram-se comportamentos irresponsáveis e inadmissíveis. Não acautelámos os desequilíbrios entre os nossos Estados Membros, em especial na zona euro. […]
Creio, sinceramente, que temos problemas, que temos problemas muito sérios, mas também considero que não temos de pedir desculpa pelas nossas democracias. Não temos de pedir desculpa pela nossa economia social de mercado. Assim, considero que devemos exigir às nossas instituições, mas também aos nossos Estados Membros, também a Paris, a Berlim, a Atenas, a Lisboa e a Dublim, uma afirmação veemente do orgulho de sermos europeus e uma afirmação veemente de dignidade para podermos responder aos nossos parceiros «Agradecemos os vossos conselhos mas somos capazes de, em conjunto, ultrapassar esta crise».»
So… What Really Caused the Crisis?
Putting it all together, it seems that the EZ crisis is more consistent with the systemic causes view than the local causes view. In other words, while they didn’t necessarily make the right decision every time, the peripheral EZ countries were up against powerful exogenous forces – capital flow bonanzas and sudden stops – that tended to push them toward financial crisis. They were playing against a stacked deck.
(The Street Light – via Economia e Finanças)
“Não vamos permitir que a Grécia abandone o euro”
Para memória futura:
Olli Rehn afirmou hoje em Washington que os líderes europeus não permitirão uma bancarrota descontrolada em Atenas.
“Um ‘default’ descontrolado ou a saída da Grécia da zona euro iria causar um enorme estrago económico e social, não apenas na Grécia mas na União Europeia enquanto um todo, e ter sérios efeitos imprevisíveis na economia mundial”, afirmou o comissário dos Assuntos Europeus.
“Não deixaremos que isto aconteça“, frisou, citado pela Reuters, ao falar hoje no Peterson Institute for International Economics, em Washington.
Rehn contraria assim várias vozes de diversos especialistas que têm recomendado o abandono da Grécia da união monetária, como solução para a crise do euro. O Presidente checo, Vaclav Klaus, por exemplo, afirmou hoje que não acredita numa solução para a Grécia dentro da zona euro.
Olli Rehn não descartou assim de forma explícita a possibilidade de a Grécia entrar em incumprimento, cenário que muitos economistas consideram inevitável.
Na mesma ocasião, Rehn afirmou que os 17 países da união monetária precisam de trabalhar mais e fazer um esforço maior ao nível de uma “soberania económica”, que permitiria que propostas como a emissão conjunta de títulos de dívida – que muitos defendem ser a solução para a actual crise do euro – funcionem.
“Os países membros da zona euro precisam de ir mais longe ao nível da soberania económica para evitar políticas que prejudiquem outros estados membros e a estabilidade financeira”, sustentou o comissário.
(Diário Económico – sublinhados meus)






