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GANA – 50 ANOS DE INDEPENDÊNCIA
O continente africano comemora hoje o 50º aniversário da independência da antiga Costa do Ouro, actual Gana – a 6 de Março de 1957 -, o primeiro país da África negra a conquistar a independência nacional – face ao Reino Unido – (Etiópia e Libéria nunca chegaram a ser efectivamente colónias), num movimento imparável que, germinando, rapidamente alastraria ao resto do continente, com uma grande “explosão” no início da década de 60, culminando com a descolonização portuguesa do pós-25 de Abril – assim colocando termo a décadas (nalguns casos, séculos) de colonialismo.
Pouco antes, alguns países do norte de África haviam desempenhado papel precursor: a Líbia, em 1951; e, em 1956, o Sudão, Marrocos e a Tunísia (já antes, a África do Sul havia alcançado a independência em 1910; e, o Egipto, em 1922).
Seguir-se-iam:
– 1958 – Guiné-Conacry
– 1960 – Camarões, Togo, Senegal, Madagáscar, Benin, Níger, Burkina Faso, Costa do Marfim, Chade, Congo, Gabão, Mali, Nigéria e Mauritânia
– 1961 – Serra Leoa, Somália e Tanzânia
– 1962 – Burundi, Ruanda, Argélia e Uganda
– 1964 – Malawi e Zâmbia
– 1965 – Gâmbia
– 1966 – Botswana e Lesotho
– 1968 – I. Maurícias, Suazilândia e Guiné Equatorial
– 1973/74 – Guiné-Bissau (declaração unilateral a 24.09.73; reconhecimento por Portugal em 10.09.74)
– 1975 – I. Comores, Moçambique (25 de Junho), Cabo Verde (5 de Julho), S. Tomé e Príncipe (12 de Julho) e Angola (11 de Novembro)
– 1976 – I. Seychelles
– 1977 – Djibouti
– 1980 – Zimbabwe (a Rodésia declarara unilateralmente a independência em 1965)
– 1990 – Namíbia
– 1993 – Eritreia
CINQUENTENÁRIOS
No ano de 2007 comemoram-se 50 anos de televisão em Portugal, assim como o cinquentenário da criação da Comunidade Económica Europeia (actual União Europeia – de que Portugal assumirá a presidência no segundo semestre).
Nas próximas semanas, por aqui pretendo “reviver” alguns dos programas históricos da televisão portuguesa, assim como recordar algumas das suas principais figuras.
O aniversário da União Europeia, tal como a Presidência portuguesa serão também mote para algumas “entradas”.
Para já – dadas as actuais condicionantes, devido à escassez de tempo disponível, numa época do ano em que os afazeres profissionais tomam também os “tempos livres” – remeto para o Carreira da Índia, onde, esta semana, vou apresentando alguns excertos da “Crónica da Guiné”, de Gomes Eanes de Zurara.
BAN KI-MOON
O sul-coreano Ban Ki-moon assumiu o cargo de Secretário-General da ONU – Organização das Nações Unidas, o 8º da história da instituição, sucedendo a Kofi Annan.
Desde a sua fundação, em 24 de Outubro de 1945, foram os seguintes os titulares do cargo:
– Trygve Lie – Noruega (1946-1952)
– Dag Hammarskjöld – Suécia (1953-1961)
– U Thant – Myanmar (1961-1971)
– Kurt Waldheim – Áustria (1972-1981)
– Javier de Pérez de Cuellar- Peru (1982-1991)
– Boutros Boutros-Ghali – Egipto (1992-1996)
– Kofi Annan – Ghana (1997-2006)
Tendo por objectivos principais a manutenção da paz e segurança internacional, a salvaguarda dos direitos humanos, e a promoção do progresso económico e social, responsável pela emissão da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, contando actualmente com 192 Estados-membros, a ONU compreende seis órgãos principais: (i) Assembleia Geral, (ii) Conselho de Segurança, (iii) Conselho Económico e Social, (iv) Conselho de Tutela, (v) Tribunal Internacional de Justiça e (vi) Secretariado.
Para desenvolvimento da sua acção, dispõe de um leque de programas e fundos, nomeadamente: UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância; PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; PNUE – Programa das Nações Unidas para o Ambiente; HCR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (sendo o cargo de Alto Comissário ocupado, desde 15.06.2005, por António Guterres).
Opera ainda com instituições especializadas, como por exemplo: FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura;UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura; OMS – Organização Mundial de Saúde; ou OIT – Organização Internacional do Trabalho.
BULGÁRIA E ROMÉNIA NA UNIÃO EUROPEIA
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Depois dos 6 fundadores da então Comunidade Económica Europeia (em 25 de Março de 1957 – França, Alemanha, Itália, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo), a que se seguiram (em 1 de Janeiro de 1973) Dinamarca, Irlanda e Reino Unido; a Grécia, em 01.01.1981; Portugal e Espanha, em 01.01.1986; Áustria, Finlândia e Suécia, em 01.01.1995; e, por fim, em 01.05.2004, Chipre, República Checa, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta e Polónia; a Bulgária e a Roménia passam a ser, a partir de hoje, o 26º e 27º Estados-Membros da União Europeia.
A população residente nos 27 países integrantes da União Europeia aproxima-se dos 500 milhões de habitantes, passando agora a ascender a cerca de 493 milhões de habitantes (contando com os 21,6 milhões da Roménia e 7,7 milhões da Bulgária).
Hoje é também o dia primeiro de adopção do Euro como moeda nacional da Eslovénia, passando assim a ser 13 os países membros da União Europeia a utilizar a “moeda única”: os 11 “fundadores” (Portugal, Alemanha, Itália, França, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Irlanda, Espanha, Áustria e Finlândia), a que se juntou a Grécia em 01.01.2002; e, agora, a Eslovénia. O Euro é ainda utilizado no Mónaco, São Marino e no Vaticano (com emissões próprias de moedas) e, também, em Andorra, no Kosovo e no Montenegro.
Pode ler mais sobre a História da União Europeia (até 2003) e sobre os “Novos países membros da União Europeia” (a completar em breve, com referências à Bulgária e Roménia…).
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (VII)
Por fim, no que respeita aos factores “Desempenho económico” / “Difusão tecnológica”, destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, PIB per capita em USD (PPC); % Crescimento anual do PIB 1990-2004; Taxa de inflação média anual 1990-2004; Telefones por 1 000 habitantes; Telemóveis por 1 000 habitantes; Utilizadores de Internet por 1 000 habitantes:
- Noruega: 38 454 / 2,5 / 2,2 / 669 / 861 / 390 - Islândia: 33 051 / 2,0 / 3,2 / 652 / 998 / 772 - Austrália: 30 331 / 2,5 / 2,4 / 541 / 818 / 646 - Irlanda: 38 827 / 7,3 / 2,8 / 496 / 929 / 265 - Suécia: 29 541 / 1,8 / 1,7 / 708 / 1034 / 756 - Canadá: 31 263 / 2,1 / 1,9 / nd / 469 / 626 - Japão: 29 251 / 0,8 / 0,3 / 460 / 716 / 587 - EUA: 39 676 / 1,9 / 2,6 / 606 / 617 / 630 - Suíça: 33 040 / 0,2 / 1,3 / 710 / 849 / 474 - Holanda: 31 789 / 2,1 / 2,6 / 483 / 910 / 614 ... - Portugal: 19 629 / 2,1 / 3,9 / 404 / 981 / 281
Relativamente aos aspectos económicos, Portugal terá ainda que recuperar de forma significativa, particularmente o valor de PIB per capita (cerca de metade do registado pelos países mais “ricos”), assim como necessita reduzir a taxa média de inflação.
Destaque para o número de telemóveis por 1 000 habitantes, que continua a aumentar (uma particularidade portuguesa, que terá provocado inclusivamente a redução do número de telefones fixos), quase “competindo” ao nível dos maiores utilizadores mundiais (nomeadamente os países nórdicos: Suécia, Islândia, Finlândia e Noruega; para além de Hong Kong, Itália, Israel, R. Checa e Reino Unido – todos acima de 1 000 –, não se encontrando disponíveis dados actualizados relativamente ao “recordista mundial” no estudo anterior, o Luxemburgo, com 1 194!).
Finalmente, a nível de utilizadores de Internet, continua a haver ainda um longo caminho a percorrer para uma aproximação aos países do topo mundial.
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (IV)
No que respeita a um dos factores determinantes desta classificação – “Acesso a serviços de saúde e recursos” – destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, Nº de médicos por cada 100 000 habitantes; Gastos Públicos com Saúde (% PIB); Gastos Privados com Saúde (% PIB); Gastos com Saúde per capita (USD):
- Noruega: 313 / 8,6 / 1,7 / 3 809
- Islândia: 362 / 8,8 / 1,7 / 3 110
- Austrália: 247 / 6,4 / 3,1 / 2 874
- Irlanda: 279 / 5,8 / 1,5 / 2 496
- Suécia: 328 / 8,0 / 1,4 / 2 704
- Canadá: 214 / 6,9 / 3,0 / 2 989
- Japão: 198 / 6,4 / 1,5 / 2 244
- EUA: 256 / 6,8 / 8,4 / 5 711
- Suíça: 361 / 6,7 / 4,8 / 3 776
- Holanda: 315 / 6,1 / 3,7 / 2 987
...
- Portugal: 342 / 6,7 / 2,9 / 1 791
Destaca-se o número de médicos por cada 100 000 habitantes na Islândia, Suíça, Suécia, Noruega e Holanda (“beneficiando” de se tratar de países com uma população relativamente reduzida); Portugal regista, neste indicador, a 21ª posição mundial), numa classificação liderada por Cuba, com um rácio de 591. Também acima do rácio da Islândia, encontram-se: Santa Lúcia (517), Bielorússia (455), Bélgica (449), Estónia (448), Grécia (438), Rússia (425), Itália (420), Turquemenistão (418), Geórgia (409), Lituânia (397), Israel (382) e Uruguai (365).
A nível de Gastos Públicos com Saúde, os primeiros lugares de entre os 10 países mais desenvolvidos pertencem à Islândia, Noruega e à Suécia; não obstante, a Alemanha registando um rácio de 8,7 % do PIB, detém, nesta matéria, a liderança mundial.
Relativamente aos Gastos Privados com Saúde, os EUA ocupam uma posição claramente destacada relativamente aos restantes países (nos primeiros 75, apenas o Uruguai, 7,1 %; Suíça e Grécia, 4,8 %; Bósnia e Herzegovina, 4,7%; Argentina, 4,6 %; e Brasil, 4,2 %; ultrapassam os 4 %). O “recordista mundial” é, contudo, o Cambodja (com 8,8 % do PIB), destacando-se também o Líbano, com 7,2 % (não devendo esquecer-se que se trata de uma medida da relação entre os gastos e a “riqueza” produzida pelo país).
Em termos de Gastos com Saúde per capita, os EUA lideram também de forma destacada, seguidos pela Noruega e Suíça; Portugal ocupa a 24ª posição (ultrapassando, em relação ao seu nível na tabela geral, Singapura, a Coreia do Sul e a Eslovénia, não se encontrando disponíveis dados relativos a Hong Kong).
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (III)
Ao longo dos anos, os países mais bem posicionados em termos de “Índice de Desenvolvimento Humano” apresentaram a seguinte tendência de evolução (nos estudos relativos, respectivamente, aos anos de 2004, conforme o estudo agora publicado; 2000; 1995; 1990; 1985; 1980; e 1975):
- Noruega: 1º / 3º / 7º / 7º / 4º / 1º / 1º
- Suécia: 5º / 2º / 9º / 10º / 5º / 3º / 2º
- Austrália: 3º / 1º / 11º / 14º / 2º / 4º / 3º
- Canadá: 6º / nd / 1º / 1º / 1º / 8º / 4º
- Holanda: 10º / 9º / 5º / 5º / 3º / 5º / 5º
- Bélgica: 13º / 4º / 13º / 12º / 6º / 6º / 6º
- Islândia: 2º / 6º / 3º / 2º / 9º / 2º / 7º
- EUA: 8º / 10º / 2º / 3º / 7º / 7º / 8º
- Japão: 7º / 11º / 6º / 4º / 8º / 9º / 9º
- Irlanda: 4º / 16º / 23º / 22º / 22º / 12º / 10º
- Suíça: 9º / 7º / 4º / 6º / 12º / 10º / 11º
- Luxemburgo: 12º / 15º / 17º / 18º / 21º / 20º / 18º
...
- Portugal: 28º / 27º / 25º / 26º / 23º / 23º / 26º
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (II)
Numa primeira análise à tabela geral, constata-se que os países de mais elevado índice de desenvolvimento humano continuam a ser os nórdicos: Noruega – que mantém uma firme liderança ao longo dos últimos 4 anos de estudos – e Islândia, mantendo o 2º posto (que registara já em 2005 e 2003); com a Suécia a subir da 6ª para a 5ª posição; a Finlândia e a Dinamarca ocupam, respectivamente, o 11º e 15º lugares.
Destaca-se a progressão da Irlanda (excelente desempenho, escalando desde a 8 até à 4ª posição) e do Japão (entrando no “top ten”, directamente para o 7º lugar).
Nos 10 primeiros, nota ainda para a manutenção de estatuto de países mais desenvolvidos da Austrália (a conservar, pelo 3º ano consecutivo, a 3ª posição), Canadá (descendo mais um posto, de 5º para 6º), EUA (recuperando o 8º posto, que ocupara já em 2004), Suíça (apesar de descer de 7º para 9º) e Holanda (10º), em detrimento das quedas do Luxemburgo (de 4º para 12º) e da Bélgica (de 9º para 13º).
Em termos gerais, os 25 países membros da União Europeia posicionam-se nos 50 primeiros lugares:
(i) Os “antigos 15″ surgem até ao 28º lugar – Irlanda em 4º; Suécia em 5º; Holanda em 10º; depois, do 11º ao 19º, temos, respectivamente, Finlândia, Luxemburgo, Bélgica, Áustria, Dinamarca, França, Itália, Reino Unido e Espanha; a Alemanha cai para 20º; a Grécia e Portugal continuam a fechar o antigo “pelotão europeu dos 15″, em 24º e 28º;
(ii) Imediatamente a seguir, surgem os novos membros da União, com a Eslovénia “à frente”, em 27º (tendo ultrapassado Portugal já desde o ano transacto); Chipre é 29º; R. Checa, 30º; Malta, 32º; Hungria, 35º; Polónia, 37º; seguem-se a Estónia, Lituânia e Eslováquia, do 40º ao 42º lugar; a Letónia fecha o grupo, no 45º posto.
Nas primeiras 25 posições, as excepções à predominância europeia resumem-se a oito: Austrália, Canadá, Japão, EUA, N. Zelândia (20º), Hong Kong (22º), Israel (23º) e Singapura (25º).
Dos países europeus que não integram ainda a União Europeia, sendo candidatos à adesão, referência particular ao 44º lugar da Croácia; a Bulgária ocupa o 54º posto; e a Roménia o 60º lugar; já fora do grupo dos países de “Elevado Desenvolvimento Humano”, surge a Turquia, colocada apenas na 92ª posição.
Os países de expressão oficial portuguesa posicionam-se da seguinte forma: Brasil (69º, caindo 6 lugares); Cabo Verde (descendo do 105º para o 106º posto); S. Tomé e Príncipe (também a descer, de 126º para 127º); Timor-Leste (142º, regredindo 2 posições); com os 3 restantes a constarem entre os 17 menos desenvolvidos do mundo: Angola (perdendo uma posição, ocupando agora o 161º); Moçambique (mantendo a 168ª posição); e, por fim, Guiné-Bissau (também, a descer, de 172º para 173º).
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (I)
À semelhança do verificado desde o ano de 2003, aqui me proponho apresentar, ao longo desta semana, alguns dos principais indicadores de desenvolvimento humano, de acordo com o “Relatório de Desenvolvimento Humano”, recentemente publicado para o PNUD (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas), relativos a um “universo” de 177 países.
Como primeira e importante ressalva, a referência de que os indicadores agora publicados respeitam ao ano de 2004.
A “classificação” mundial surge assim ordenada (indicando também, para efeitos comparativos, os índices publicados em 2005, 2004 e 2003 – respeitantes, respectivamente, aos anos de 2003, 2002 e 2001) e correspondentes posições na tabela geral):
1. Noruega_________96,5 96,3 (1) 95,6 (1) 94,4 (1)
2. Islândia__________96,0 95,6 (2) 94,1 (7) 94,2 (2)
3. Austrália_________95,7 95,5 (3) 94,6 (3) 93,9 (4)
4. Irlanda__________95,6 94,6 (8) 93,6 (10) 93,0 (12)
5. Suécia__________95,1 94,9 (6) 94,6 (2) 94,1 (3)
6. Canadá_________95,0 94,9 (5) 94,3 (4) 93,7 (8)
7. Japão___________94,9 94,3 (11) 93,8 (9) 93,2 (9)
8. EUA____________94,8 94,4 (10) 93,9 (8) 93,7 (7)
9. Suíça___________94,7 94,7 (7) 93,6 (11) 93,2 (10)
10. Holanda________94,7 94,3 (12) 94,2 (5) 93,8 (5)
…
28. Portugal________90,4 90,4 (27) 89,7 (26) 89,6 (23)
…
63. Maurícia________80,0
64. Líbia___________79,8
…
146. Suazilândia_____50,0
147. Togo__________49,5
…
177. Níger__________28,1





