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EURO 2004 – GRUPO A – 2ª JORNADA

1-1
Segundo as crónicas – sabendo ambas as equipas que o empate não seria um “mau resultado” – este foi um jogo controlado pela Espanha, que assumiu sempre a iniciativa da sua condução.
O golo surgiria de forma algo “fortuita”, na sequência da intercepção de um passe atrasado de um defesa grego.
Na segunda parte, mesmo a ganhar, foi a Espanha a continuar a dominar; o empate da Grécia surgiria, de alguma forma, “contra-a-corrente”.
Para os gregos, significa uma excelente opção para o apuramento: apenas será eliminada se Portugal vencer a Espanha e se perder o seu jogo com a Rússia por uma desvantagem superior à que os espanhóis eventualmente registem no jogo com Portugal.
Nikopolidis, Seitaridis, Dellas, Kapsis, Fyssas (86m – Venetidis), Giannokopoulos (49m – Nikolaidis), Zagorakis, Karagounis (53m – Tsartas), Katsouranis, Vryzas, Charisteas
Casillas, Raul Bravo, Helguera, Marchena, Puyol, Baraja, Albelda, Etxeberria (45m – Joaquín), Vicente, Morientes (65m – Valerón), Raul (80m – Fernando Torres)
0-1 – Morientes – 28m
1-1 – Charisteas – 66m
“Melhor em campo” – Raul
Amarelos – Katsouranis (7m), Giannakopoulos (24m), Karagounis (27m) Zagorakis (61m) e Vryzas (90m); Marchena (16m) e Helguera (36m)
Árbitro – Lubos Mitchell (Eslováquia)
Estádio do Bessa Séc. XXI – Porto (17h00)

0-2
“Serviços mínimos”… Portugal teve tudo a seu favor neste jogo: marcou cedo; jogou toda a segunda parte em superioridade numérica; evitou o sofrimento nos últimos 5 minutos, ao conseguir o 2-0 praticamente “em cima” do tempo regulamentar.
Et pourtant… soube a pouco! A sensação que ficou foi que a equipa portuguesa estava a jogar “dois jogos ao mesmo tempo”: o empate no Grécia-Espanha implica que Portugal necessite “obrigatoriamente” de vencer a Espanha no último jogo.
O “fantasma” da Espanha pairou durante todo o tempo. A equipa portuguesa denotou uma enorme “falta de confiança” em si própria e, em alguns momentos da segunda parte, evidenciou mesmo sintomas de intranquilidade.
Como se “a cabeça estivesse noutro lado”. É que, embora, fosse importante ganhar à Rússia, todos sabíamos (dentro e fora das “quatro linhas”) que o jogo decisivo será o de Domingo.
E essa falta de confiança foi sendo transmitida para a bancada, pouco convincente no apoio à equipa, sendo, por várias ocasiões, os adeptos portugueses “abafados” pelos (“desesperados”) apelos russos. Aliás, o ambiente de festa que se esperava começou a “falhar” precisamente por aí: em vez de um Estádio repleto de público, havia uma grande clareira no sector russo (terão ficado “desocupados” perto de 10 000 lugares…).
Em termos tácticos, Scolari fez uma “pequena revolução”: trocou as posições de Figo e Simão Sabrosa; trocou 3/4 da defesa (apenas manteve Jorge Andrade, substituindo Paulo Ferreira, Fernando Couto e Rui Jorge, por Miguel, Ricardo Carvalho e Nuno Valente); colocou Deco de início, como “playmaker”, em vez de Rui Costa.
E, embora não se compreenda muito bem como pode Scolari – depois de um ano de jogos-treino – mudar tanto de um jogo para outro, a verdade é que “no papel”, as mudanças pareciam fazer bastante sentido (especialmente as de Ricardo Carvalho e Deco).
Contudo, na prática, “as coisas não saíram bem”, pela tal “falta de confiança” e, a meio da segunda parte, a equipa não conseguia progredir no terreno, começando a “jogar para o lado”… e aí, surgiram, “implacáveis” os primeiros assobios da bancada (precisamente o oposto do que os jogadores necessitam neste momento – não foi bonito o momento da substituição de Figo, com o Estádio dividido entre os aplausos e as recriminações).
Algumas oportunidades criadas iam sendo desperdiçadas, notando-se também o receio em “assumir a responsabilidade” por rematar à baliza.
A equipa portuguesa “jogou sobre brasas” e só com vitórias poderá consolidar a sua motivação.
A Rússia foi tentando fazer o que podia (assumindo alguns riscos na segunda parte), parecendo, nesta altura “poder pouco” (e não só por causa da expulsão de Ovchinnikov – alegadamente, por ter tocado a bola com a mão fora da grande área, na antecipação ao avançado português).
Para a história, fica a vitória (justa) de Portugal, com dois bonitos golos, de Maniche e Rui Costa.
E, na retina, fica uma bela jogada construída por Deco, Nuno Gomes e Figo, que terminou ingloriamente no poste da baliza russa…
Cumpridos os “serviços mínimos” de ganhar à Rússia – primeira equipa eliminada neste Europeu – Scolari vai ter um importante trabalho de moralização dos jogadores, para os convencer de que é possível eliminar também a Espanha (todos nós conhecemos alguém que, este ano, foi capaz de convencer os jogadores que eram os melhores da Europa e que iam ser campeões…).
Ovchinnikov, Sennikov, Bugayev, Smertin, Evseev, Kariaka (79m – Bulykin), Loskov, Aldonin (45m – Malafeev), Alenitchev, Izmailov (72m – Bystrov), Kerzhakov
Ricardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Nuno Valente, Costinha, Maniche, Simão Sabrosa (62m – Rui Costa), Deco, Figo (78m – Cristiano Ronaldo), Pauleta (57m – Nuno Gomes)
0-1 – Maniche – 7m
0-2 – Rui Costa – 88m
“Melhor em campo” – Maniche
Amarelos – Smertin (16m), Evseev (21m) e Alenitchev (86m); Ricardo Carvalho (24m) e Deco (85m)
Vermelho – Ovchinnikov (45m)
Árbitro – Terje Hauge (Noruega)
Estádio da Luz – Lisboa (19h45)
P. S. À “regressada” Catarina (ao 100nada – cujo “regresso a casa” saúdo): espero ser mais optimista/entusiasta no final do Portugal-Espanha… Os jogadores portugueses sabem jogar futebol; muitas vezes, mais importante que os aspectos físicos são os mentais, psicológicos ou motivacionais; se conseguirmos acertar nessa área, podemos ir longe!
[1427]
EURO 2004 – RESULTADOS E CLASSIFICAÇÕES
GRUPO A Jg V E D G Pt Portugal-Grécia....1-2 1 Grécia1 1 - - 2-1 3 Espanha-Rússia.....1-0 2 Espanha
1 1 - - 1-0 3 Grécia-Espanha..... 3 Portugal
1 - - 1 1-2 - Rússia-Portugal.... 4 Rússia
1 - - 1 0-1 - Espanha-Portugal... Rússia-Grécia......
GRUPO B Jg V E D G Pt Suíça-Croácia......0-0 1 França1 1 - - 2-1 3 França-Inglaterra..2-1 2 Suíça
1 - 1 - 0-0 1 Inglaterra-Suíça... 3 Croácia
1 - 1 - 0-0 1 Croácia-França..... 4 Inglaterra
1 - - 1 1-2 - Croácia-Inglaterra. Suíça-França.......
GRUPO C Jg V E D G Pt Dinamarca-Itália...0-0 1 Suécia1 1 - - 5-0 3 Suécia-Bulgária....5-0 2 Dinamarca
1 - 1 - 0-0 1 Bulgária-Dinamarca. 3 Itália
1 - 1 - 0-0 1 Itália-Suécia...... 4 Bulgária
1 - - 1 0-5 - Itália-Bulgária.... Dinamarca-Suécia...
GRUPO D Jg V E D G Pt Alemanha-Holanda...1-1 1 R. Checa1 1 - - 2-1 3 R. Checa-Letónia...2-1 2 Alemanha
1 - 1 - 1-1 1 Letónia-Alemanha... 3 Holanda
1 - 1 - 1-1 1 Holanda-R. Checa... 4 Letónia
1 - - 1 1-2 - Holanda-Letónia.... Alemanha-R. Checa..
[1423]
EURO 2004 – GRUPO D – 1ª JORNADA

1-1
Início do jogo com a Holanda a dominar a partida no primeiro quarto de hora, até que a Alemanha acertou nas marcações a Cocu e a Davids, assumindo então o controlo do encontro.
Ao intervalo a Alemanha ganhava por 1-0, apresentando um score de 7-1 em remates à baliza.
Os alemães continuaram a “mandar” no jogo até cerca dos 60 minutos, criando algumas oportunidades de perigo, altura em que a Holanda começou a reagir, com Overmars a sobressaír.
Numa equipa renovada, de realçar a qualidade técnica de alguns jogadores alemães, com destaque para o jovem Schweinsteiger (vindo do Europeu de Sub-21), um autêntico “quebra-cabeças” para a defesa holandesa, com os seus “dribles”.
Até que a Holanda arrisca tudo: substitui o lateral direito por Pierre van Hooijdonk, reassumindo a partir daí o comando da partida.
E surgiu então Ruud van Nistelrooy, num “toque de magia” à “la Zidane”, a empatar o jogo.
Num quarto de hora final bastante intenso, Kahn acabaria ainda por ter oportunidade de brilhar com a “defesa da noite”, sendo ainda chamado a intervir por mais duas vezes.
O jogo terminou a um ritmo muito elevado, com a Alemanha a ripostar ainda perigosamente nos últimos 3 minutos.
Resultado justo, numa boa partida de futebol, entre dois “eternos candidatos”, com ligeira predominância da Alemanha em termos de controlo de jogo, enquanto que a Holanda terminou o encontro com mais tempo de “posse de bola”.
Oliver Kahn, Arne Friedrich, Christian Woerns, Jens Nowotny, Philipp Lahm, Bernd Schneider (68m – Bastian Schweinsteiger), Frank Baumann, Dietmar Hamann, Michael Ballack, Torsten Frings (79m – Fabian Ernst), Kevin Kuranyi
Edwin van der Sar, Johnny Heitinga (74m – Pierre van Hooijdonk), Wilfred Bouma, Jaap Stam, Giovanni van Bronckhorst, Edgar Davids (45m – Wesley Sneijder), Philip Cocu, Rafael van der Vaart, Boudewijn Zenden (45m – Marc Overmars), Andy van der Meyde, Ruud van Nistelrooy
1-0 – Frings – 29m
1-1 – Ruud van Nistelrooy – 80m
“Melhor em campo” – Michael Ballack
Amarelos – Kuranyi (12m); Cocu (29m) e Stam (73m)
Árbitro – Anders Frisk (Suécia)
Estádio do Dragão – Porto (19h45)

2-1
Dizem as crónicas que foi uma vitória “sofrida” da R. Checa, mas absolutamente merecida pelo domínio que exerceu praticamente ao longo de toda a partida, embora com dificuldade na concretização das inúmeras jogadas de ataque que desenvolveu.
Boa resistência da Letónia, em vantagem no marcador até próximo da entrada do último quarto de hora da partida.
Petr Cech, Zdenek Grygera (57m – Marek Heinz), Tomas Ujfalusi, Rene Bolf, Marek Jankulovski, Tomas Galasek (65m – Vladimír Smicer), Karel Poborsky, Tomas Rosicky, Pavel Nedved, Jan Koller, Milan Baros (87m – Martin Jiranek)
Aleksandrs Kolinko, Igors Stepanovs, Mihails Zemlinskis, Olegs Blagonadezdins, Aleksandrs Isakovs, Valentins Lobanovs (90m – Vits Rimkus ), Vitalijs Astafjevs, Imants Bleidelis, Andrejs Rubins, Andrejs Prohorenkovs (71m – Juris Laizans), Maris Verpakovskis (81m – Marians Pahars)
0-1 – Verpakovskis – 45m
1-1 – Baros – 73m
2-1 – Heinz – 85m
“Melhor em campo” – Milan Baros
Amarelos – N/A
Árbitro – Gilles Veissière (França)
Estádio Municipal de Aveiro (17h00)
[1422]
EURO 2004 – RESULTADOS E CLASSIFICAÇÕES
GRUPO A Jg V E D G Pt Portugal-Grécia....1-2 1 Grécia1 1 - - 2-1 3 Espanha-Rússia.....1-0 2 Espanha
1 1 - - 1-0 3 Grécia-Espanha..... 3 Portugal
1 - - 1 1-2 - Rússia-Portugal.... 4 Rússia
1 - - 1 0-1 - Espanha-Portugal... Rússia-Grécia......
GRUPO B Jg V E D G Pt Suíça-Croácia......0-0 1 França1 1 - - 2-1 3 França-Inglaterra..2-1 2 Suíça
1 - 1 - 0-0 1 Inglaterra-Suíça... 3 Croácia
1 - 1 - 0-0 1 Croácia-França..... 4 Inglaterra
1 - - 1 1-2 - Croácia-Inglaterra. Suíça-França.......
GRUPO C Jg V E D G Pt Dinamarca-Itália...0-0 1 Suécia1 1 - - 5-0 3 Suécia-Bulgária....5-0 2 Dinamarca
1 - 1 - 0-0 1 Bulgária-Dinamarca. 3 Itália
1 - 1 - 0-0 1 Itália-Suécia...... 4 Bulgária
1 - - 1 0-5 - Itália-Bulgária.... Dinamarca-Suécia...
GRUPO D Jg V E D G Pt Alemanha-Holanda... 1 R. Checa- - - - --- - R. Checa-Letónia... 2 Letónia
- - - - --- - Letónia-Alemanha... 3 Alemanha
- - - - --- - Holanda-R. Checa... 4 Holanda
- - - - --- - Holanda-Letónia.... Alemanha-R. Checa..
[1419]
EURO 2004 – GRUPO C – 1ª JORNADA

0-0
De acordo com as crónicas do jogo, a Dinamarca entrou melhor, dominando a partida na primeira parte, com mais de 60 % de tempo de posse de bola, embora se registasse um empate em termos de jogadas de ataque (duas para cada equipa), com a Itália a fazer valer a sua característica solidez defensiva.
No início da segunda parte, a Itália conseguiu algumas jogadas de perigo, para, a partir dos 60 minutos, a partida entrar numa toada de cartões amarelos e substituições, portanto com muitas interrupções, num jogo em que se fez também sentir um intenso calor.
Apenas nos últimos minutos, voltou a haver alguma emoção, primeiro com Buffon a defender um remate de longe de Jensen (84 minutos) e, depois, com Totti a rematar por alto (aos 89 minutos) na marcação de um livre.
Totti que teria ainda tempo para pontapear um adversário, sendo contudo punido apenas com cartão amarelo. E assim chegava o jogo ao fim, com o segundo “zero a zero” da prova, desta vez graças às exibições de ambos os guarda-redes, num jogo de boa qualidade.
Thomas Sorensen, Thomas Helveg, Martin Laursen, Rene Henriksen, Niclas Jensen, Christian Poulsen (76m – Brian Priske), Daniel Jensen, Dennis Rommedahl, Jon Dahl Tomasson, Martin Joergensen (72m – Kenneth Perez), Ebbe Sand (69m – Claus Jensen)
Gianluigi Buffon, Christian Panucci, Fabio Cannavaro, Alessandro Nesta, Gianluca Zambrotta, Cristiano Zanetti (58m – Gennaro Gattuso), Simone Perrotta, Mauro Camoranesi (68m – Stefano Fiore), Francesco Totti, Alessandro Del Piero (64m – Antonio Cassano), Christian Vieri
“Melhor em campo” – Thomas Sorensen
Amarelos – Tomasson (29m) e Helveg (68m); Cannavaro (61m), Fiore (69m), Cassano (70m), Gattuso (81m) e Totti (90m)
Árbitro – Manuel Mejuto Gonzalez (Espanha)
Estádio D. Afonso Henriques – Guimarães (17h00)

5-0
Uma jovem (e “inexperiente”) equipa búlgara não teve a capacidade para suster o ímpeto sueco, “entregando o jogo” no espaço de um minuto, quando Henrik Larsson (entre os 57 e os 58 minutos) marcou o 2-0 e 3-0.
A partir desse momento, os búlgaros estiveram absolutamente desconcentrados e o marcador foi subindo, de forma natural. A Bulgária ansiava pelo final do jogo que se tornara num “pesadelo”.
A equipa búlgara será talvez a mais frágil da prova, situação a confirmar nos próximos jogos.
Pela positiva, a Suécia cumpriu a sua missão; num dia extremamente quente (mais de 30 graus às 20 horas), os suecos cedo tomaram a iniciativa do encontro, procurando o golo, que alcançariam por volta da meia-hora, dominando a partir de então em todos os capítulos do jogo e alcançando a maior goleada da prova (igualando o resultado mais desequilibrado já verificado em fases finais do Campeonato da Europa).
Andreas Isaksson, Teddy Lucic (41m – Christian Wilhelmsson), Olof Mellberg, Andreas Jakobsson, Erik Edman, Mikael Nilsson, Tobias Linderoth, Anders Svensson (77m – Kim Kallström), Fredrik Ljungberg, Zlatan Ibrahimovic (82 m – Marcus Allbäck), Henrik Larsson
Zdravko Zdravkov, Vladimir Ivanov, Predrag Pazhin, Rosen Kirilov, Ivailo Petkov, Georgi Peev, Marian Hristov, Martin Petrov, Stilian Petrov (85m – Zdravko Lazarov), Zoran Jankovic (62m – Velizar Dimitrov), Dimitar Berbatov (76 m – Vladimir Manchev)
1-0 – Ljungberg – 32m
2-0 – Henrik Larsson – 57m
3-0 – Henrik Larsson – 58m
4-0 – Ibrahimovic – 78m (P)
5-0 – Allback – 91m
“Melhor em campo” – Henrik Larsson
Amarelos – Tobias Linderoth (52m) e Zlatan Ibrahimovic (65m); Ivailo Petkov (18m), Zoran Jankovic (23m) e Vladimir Ivanov (71m)
Árbitro – Mike Riley (Inglaterra)
Estádio José Alvalade (Alvalade XXI) – Lisboa (19h45)
[1418]
EURO 2004 – RESULTADOS E CLASSIFICAÇÕES
GRUPO A Jg V E D G Pt Portugal-Grécia....1-2 1 Grécia1 1 - - 2-1 3 Espanha-Rússia.....1-0 2 Espanha
1 1 - - 1-0 3 Grécia-Espanha..... 3 Portugal
1 - - 1 1-2 - Rússia-Portugal.... 4 Rússia
1 - - 1 0-1 - Espanha-Portugal... Rússia-Grécia......
GRUPO B Jg V E D G Pt Suíça-Croácia......0-0 1 França1 1 - - 2-1 3 França-Inglaterra..2-1 2 Suíça
1 - 1 - 0-0 1 Inglaterra-Suíça... 3 Croácia
1 - 1 - 0-0 1 Croácia-França..... 4 Inglaterra
1 - - 1 1-2 - Croácia-Inglaterra. Suíça-França.......
GRUPO C Jg V E D G Pt Dinamarca-Itália... 1 Suécia- - - - --- - Suécia-Bulgária.... 2 Bulgária
- - - - --- - Bulgária-Dinamarca. 3 Dinamarca
- - - - --- - Itália-Suécia...... 4 Itália
- - - - --- - Itália-Bulgária.... Dinamarca-Suécia...
GRUPO D Jg V E D G Pt Alemanha-Holanda... 1 R. Checa- - - - --- - R. Checa-Letónia... 2 Letónia
- - - - --- - Letónia-Alemanha... 3 Alemanha
- - - - --- - Holanda-R. Checa... 4 Holanda
- - - - --- - Holanda-Letónia.... Alemanha-R. Checa..
[1414]
EURO 2004 – GRUPO B – 1ª JORNADA

0-0
De acordo com as crónicas do jogo, a Croácia procurou impor o seu poderio físico, dominando em termos de tempo de posse de bola.
Num jogo bastante faltoso, o árbitro português vê-se obrigado a exibir o cartão vermelho a um jogador suíço, obrigando a equipa Suíça a jogar em inferioridade numérica desde os 50 minutos.
A Croácia procurou tirar vantagem da situação mas não mostrou “engenho e arte” para chegar ao golo, desperdiçando duas ou três jogadas de perigo; a Suíca conseguiria, ainda assim, levar também o perigo à baliza croata, mas sem consequências.
Um jogo algo desinteressante, não muito bem jogado.
Jörg Stiel, Bernt Haas, Patrick Mueller, Murat Yakin, Christoph Spycher, Raphael Wicky (83m – Stéphane Henchoz), Johann Vogel, Benjamin Huggel, Hakan Yakin (87m – Daniel Gygax), Stephane Chapuisat (54m – Fabio Celestini), Alexander Frei
Tomislav Butina, Dario Simic (61m – Darijo Srna), Robert Kovac, Josip Simunic, Boris Zivkovic, Ivica Mornar, Niko Kovac, Nenad Bjelica (73m – Giovanni Rosso), Ivica Olic (45m – Milan Rapaic), Dado Prso, Tomislav Sokota
“Melhor em campo” – Jörg Stiel
Amarelos – Johann Vogel (5m), Benjamin Huggel (41m) e Jörg Stiel (73m); Dado Prso (13m), Nenad Bjelica (30m), Milan Rapaic (48m), Josip Simunic (51m) e Ivica Mornar (53m)
Vermelho – Johann Vogel(50m – Acumulação amarelos)
Árbitro – Lucílio Baptista (Portugal)
Estádio Dr. Magalhães Pessoa – Leiria (17h45)

2-1
E, ao 2º dia, “ela” aí está: a “magia do futebol”!…
Começando pelo fim (pelos dois golos de Zidane): a vitória da França parece-me justa.
Até aos 38 minutos, momento em que Lampard marcou o primeiro golo, para a Inglaterra, a “única equipa” em campo tinha sido a da França, segura, confiante, e, decididamente, a querer ganhar o jogo; com um período “alto”, entre os 10 e os 20 minutos, em que, por três vezes (14, 16 e 20 minutos) levou o perigo à área da Inglaterra – que até aí não conseguira ainda “entrar no jogo”, não denotando capacidade para jogar “de igual para igual” com a França.
A partir dos 20 minutos, a Inglaterra conseguiu de alguma forma “equilibrar” o jogo; até que, aos 38 minutos, num livre (do lado direito) superiormente marcado por Beckam, apareceu Lampard a antecipar-se a toda a defesa francesa e a marcar um golo, claramente “contra-a-corrente”.
Contudo, esse golo viria a “abalar” bastante a poderosa equipa francesa que nunca mais se encontrou, ao longo de quase uma hora (mostrando que mesmo o Campeão Europeu pode “acusar” significativamente um golo sofrido), tentando jogar em “rendilhados” dentro da área, com Zidane pouco feliz e Henry e Trezeguet “desastrados” na finalização.
Uma França que dava já a imagem de não ser capaz de inverter a situação (tendo inclusivamente Beckam desperdiçado, aos 70 minutos, a possibilidade de “resolver” o jogo, ao permitir a Barthez uma magnífica defesa de um penalty)… até que surgiu então a magia de Zidane: primeiro, num livre magistralmente executado, já em período de descontos; quando todos pensariam que a Inglaterra tinha deixado escapar a vitória, eis que, aos 93 minutos, surge um penalty, que possibilitou a reviravolta no marcador; foi o desespero inglês, sofrendo uma punição que não esperava, um remake (desta vez de sentido contrário) da final da Liga dos Campeões entre o Manchester United e o Bayern, de há alguns anos atrás.
Num estádio da Luz transformado num “Wembley a 3/4” (os adeptos franceses estavam limitados a cerca de 1/4 da lotação), assisti durante cerca de uma hora, no meio de um “mar de ingleses” aos seus cânticos “de vitória”. Ingleses que ficariam completamente incrédulos com o que aconteceu no período de descontos.
Concluo como iniciei: a França é melhor equipa que a Inglaterra, mereceu a vitória, mas mostrou que também pode sofrer de “grande intranquilidade” quando (inesperadamente) se vê a perder.
E, claro, acabou por ter a “sorte dos campeões”… ou, “quem tem Zidane, tem tudo” (foi ele quem mais lutou para inverter o rumo do jogo e, talvez o único que sempre mostrou serenidade perante a situação adversa).
Fabien Barthez, Lilian Thuram, William Gallas, Mikael Silvestre (79m – Willy Sagnol), Bixente Lizarazu, Robert Pires (76m – Sylvain Wiltord), Patrick Vieira, Claude Makelele, Zinedine Zidane, Thierry Henry, David Trezeguet
David James, Gary Neville, Ledley King, Sol Campbell, Ashley Cole, David Beckham, Frank Lampard, Steven Gerrard, Paul Scholes (76m – Owen Hargreaves), Wayne Rooney (76m – Emile Heskey), Michael Owen (69m – Darius Vassell)
“Melhor em campo” – Zidane
0-1 – Lampard – 38m
1-1 – Zidane – 91m
2-1 – Zidane – 93m (P)
Amarelos – Robert Pires (49m) e Mikael Silvestre (72m); Paul Scholes (53m) e Frank Lampard (70m)
Árbitro – Markus Merk (Alemanha)
Estádio da Luz – Lisboa (19h45)
[1413]
EURO 2004 – RESULTADOS E CLASSIFICAÇÕES
GRUPO A Jg V E D G Pt Portugal-Grécia....1-2 1 Grécia1 1 - - 2-1 3 Espanha-Rússia.....1-0 2 Espanha
1 1 - - 1-0 3 Grécia-Espanha..... 3 Portugal
1 - - 1 1-2 - Rússia-Portugal.... 4 Rússia
1 - - 1 0-1 - Espanha-Portugal... Rússia-Grécia......
GRUPO B Jg V E D G Pt Suíça-Croácia...... 1 França- - - - --- - França-Inglaterra.. 2 Inglaterra
- - - - --- - Inglaterra-Suíça... 3 Suíça
- - - - --- - Croácia-França..... 4 Croácia
- - - - --- - Croácia-Inglaterra. Suíça-França.......
GRUPO C Jg V E D G Pt Dinamarca-Itália... 1 Suécia- - - - --- - Suécia-Bulgária.... 2 Bulgária
- - - - --- - Bulgária-Dinamarca. 3 Dinamarca
- - - - --- - Itália-Suécia...... 4 Itália
- - - - --- - Itália-Bulgária.... Dinamarca-Suécia...
GRUPO D Jg V E D G Pt Alemanha-Holanda... 1 R. Checa- - - - --- - R. Checa-Letónia... 2 Letónia
- - - - --- - Letónia-Alemanha... 3 Alemanha
- - - - --- - Holanda-R. Checa... 4 Holanda
- - - - --- - Holanda-Letónia.... Alemanha-R. Checa..
[1410]
EURO 2004 – GRUPO A – 1ª JORNADA

1-2
A Grécia surpreendeu a equipa portuguesa com a colocação de avançados de início e com uma entrada em campo a jogar ao ataque, o que provocou que Portugal andasse “perdido” durante o primeiro quarto de hora (uma entrada em prova idêntica às que realizara no Euro 2000, com a Inglaterra, e no Mundial 2002, com os EUA).
Os gregos marcaram cedo (aos 6 minutos), tendo ainda desperdiçado, pelo menos, mais duas boas oportunidades (uma delas logo no primeiro minuto).
Com o seu futebol simples, linear, directo e objectivo, a Grécia justificava plenamente a vantagem com que chegava ao intervalo.
Na segunda parte, Portugal teve de “correr atrás do prejuízo”, mas fê-lo sempre sem a tranquilidade necessária e, muitas vezes, sem nexo, cometendo inclusivamente erros infantis como o que originou o penalty que proporcionou o segundo golo da Grécia.
Uma equipa… pouco equipa, vivendo apenas de “rasgos individuais” de Figo (mais na primeira parte), Cristiano Ronaldo e Deco, pouco inspirados na finalização.
Nos últimos dez minutos, apesar da ansiedade, Portugal atacou bastante, “mais com o coração que com a cabeça”, ainda assim remetendo a equipa grega para a sua área, mas sem conseguir maior felicidade que o “golo de honra” (que poderá eventualmente vir a ser decisivo, lá mais para a frente…).
Ricardo, Paulo Ferreira, Fernando Couto, Jorge Andrade, Rui Jorge, Costinha (65m – Nuno Gomes), Maniche, Luis Figo, Rui Costa (45m – Deco), Simão Sabrosa (45m – Cristiano Ronaldo), Pauleta
Nikopolidis, Seitaridis, Dellas, Kapsis, Fyssas, Giannokopoulos (67m – Nikolaidis), Basinas, Zagorakis, Karagounis (45m – Katsouranis), Vryzas, Charisteas (74m – Lakis)
0-1 – Karagounis – 6m
0-2 – Basinas – 51m (P)
1-2 – Cristiano Ronaldo – 93m
“Melhor em campo” – Zagorakis
Amarelos – Costinha (20m) e Pauleta (58m); Karagounis (39m) e Seitaridis (76m)
Árbitro – Pierluigi Collina (Itália)
Estádio do Dragão – Porto (17h00)

1-0
“Sinal mais” inicial da Espanha nos primeiros 15 minutos, com a Rússia a conseguir reequilibrar o jogo a meio-campo, atingindo mesmo um forte final de primeira parte, quase a ameaçar o golo.
A segunda parte iniciou-se, novamente, com uma tentativa de ataque mais continuado por parte da Espanha, mas com a Rússia “sempre à espreita” do contra-ataque.
Aos 58 minutos, a Espanha troca Morientes por Valerón, que, trinta segundos depois, na primeira intervenção no jogo, marca o golo da vitória!
Aos 77 minutos, Fernando Torres substitui Raul… e quase marca também no primeiro lance que disputa.
Depois do golo da Espanha, a Rússia não voltou a mostrar capacidade para chegar ao golo, excepto no último minuto (quando se encontrava já reduzida a 10).
Em suma, vitória justa da Espanha, que pecará até por algo escassa… e “dois ossos duros de roer” ainda no caminho de Portugal.
Casillas, Raul Bravo, Helguera, Marchena, Puyol, Baraja (58m – Xabi Alonso), Albelda, Etxeberria, Vicente, Morientes (58m – Valerón), Raul (77m – Fernando Torres)
Ovchinnikov, Evseev, Gusev (45m – Radimov), Sharonov, Sennikov, Smertin, Aldonin (67m – Sychev), Izmailov (73m – Karyaka), Alenitchev, Mostovoi, Bulykin
1-0 – Valerón – 59m
“Melhor em campo” – Vicente
Amarelos – Baraja (43m), Marchena (65m) e Albelda (83m); Gusev (12m), Sharonov (20m), Smertin (28m), Aldonin (31m) e Radimov (93m)
Vermelho – Sharonov (88m – acumulação amarelos)
Árbitro – Urs Meier (Suíça)
Estádio Algarve – Faro-Loulé (19h45)
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EURO 2004 – A "FESTA" VAI COMEÇAR!
É claro que é importante que Portugal tenha sucesso desportivo nesta prova (embora seja difícil definir com absoluta precisão o que se poderá entender por sucesso – necessariamente o atingir das ½ finais…), até porque a continuidade da nossa selecção em prova manterá acesa a chama da dinâmica da prova, contribuindo para o seu “êxito global”.
Porém, há que “ter os pés assentes no chão”: Portugal entra na prova na 11ª posição do ranking entre os 16 finalistas (no actual ranking da FIFA; sendo o 10º em termos de história da competição), não tendo conseguido nunca melhor do que a meta mínima a que agora se propõe (e ainda, assim, de alguma forma, com carácter “excepcional”, em 1966, 1984 e 2000); numa competição deste cariz, a eliminar, são muitas as contingências (o penalty falhado, a bola no poste, o “desacerto” de um árbitro…); objectivamente, nenhuma equipa do mundo pode garantir antecipadamente que irá ter sucesso.




É também verdade que, numa perspectiva “minimalista”, uma selecção poderá ser campeã com apenas 1 vitória e 4 empates (o PSV Eindhoven assim conquistou uma Taça dos Campeões Europeus contra o Benfica em 1988!), podendo mesmo “dar-se ao luxo” de perder um dos jogos da primeira fase; e, portanto, beneficiando do “factor casa”, poderia “bastar-nos” não perder.




Mas, acima de tudo, devemos consciencializar-nos que, mais importante do que a vertente desportiva (embora não completamente dissociável), a prova que “somos obrigados a vencer” é a de mostrar ao mundo a capacidade de organização de um torneio desta dimensão, com centenas de milhares de visitantes, dando sequência a uma “gigantesca empreitada” de construção de 10 estádios e restantes infra-estruturas (acessibilidades, hotéis, aeroportos). E que, mesmo que à “boa maneira portuguesa”, com atrasos e derrapagens orçamentais, fomos capazes de fazer (bem)!




Havendo sempre um “velho do Restelo” (todos sabemos que não eram necessários 10 estádios! – assim como conhecemos as carências que a população portuguesa experimenta nas mais variadas vertentes), nada adiantará agora contestar as opções tomadas e definitivamente assumidas, porque irreversíveis; a verdade é que, tal como com a Expo’98 ou com o Centro Cultural de Belém, as obras feitas aí estão e permanecerão para o futuro; e, por todo o mundo, o nome de Portugal será ouvido e “visto” por milhões de pessoas… e por bons motivos.




É também assim que os países conquistam o respeito e a admiração internacional; é também por aqui que passa um pouco do “desenvolvimento” do país.
Trata-se de uma oportunidade singular que, provavelmente, não se repetirá no espaço de uma geração (25/30 anos). Temos portanto de “agarrá-la”!
PORTUGAL precisa de sentir orgulho de “si próprio” e de voltar a “ser feliz”. Vamos mobilizar-nos (todos!) e fazer do EURO 2004 uma “grande festa”!
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