Num projecto idealizado por Paulo Querido, o Jornal de Negócioslança hoje uma página de “Tópicos“, uma ferramenta de pesquisa inteligente, em que são analisados em tempo real centenas de artigos de jornais (nacionais e internacionais) e blogues seleccionados, com o apoio de algoritmos que determinam que assuntos estão a marcar a actualidade económica, nacional e internacional, e que repercussão têm nas redes sociais.
Em tempo de Orçamento, numa magnífica infografia, o The New York Times dá-nos a possibilidade de simularmos um (o nosso próprio) exercício de orçamentação, decidindo onde “cortar” nas despesas… ou como aumentar as receitas – “You Fix the Budget“.
Um tema muito interessante e de crescente actualidade, o da desmaterialização do dinheiro (nunca como hoje as notas tiveram uma conotação tão negativa, com as de valores mais elevados, como as de 200 e 500 euros, praticamente não utilizadas), face à perda de privacidade que decorre do controlo a que implicitamente nos sujeitamos ao recorrer ao dinheiro virtual, na sua actualmente mais difundida vertente de cartões de plástico.
É a questão abordada num muito pertinente artigo hoje publicado no El País, «El dinero, de plástico, por favor», que aponta os casos da Islândia, Finlândia e Japão, em que as notas e moedas ameaçam tornar-se uma espécie em “vias de extinção”.
E em que são elencados os prós e contras: a maior segurança proporcionada pelo dinheiro virtual, assim como a transparência acrescida, facilitando o combate à fraude e ao uso ilícito de dinheiro “vivo” (conhecido por branqueamento de capitais); em contraponto à perda de privacidade, com toda a nossa vida financeira a ficar registada, podendo eventualmente ser alvo de escrutínio – situação que poderá ser minorada pela implementação de sistemas de autenticação como o reconhecimento de voz ou de retina.
A Fundação Francisco Manuel dos Santos promove a publicação de uma colecção de ensaios, textos breves sobre os mais diversos problemas contemporâneos, com especial incidência na realidade portuguesa, tendo por grandes objectivos programáticos: conhecer Portugal, pensar o País e contribuir para a identificação e a resolução dos grandes problemas nacionais, assim como promover o debate público.
Na sequência da reunião realizada esta manhã entre o Primeiro-Ministro, José Sócrates, e o Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, o Governo aprovou já, em Conselho de Ministros, novas medidas de austeridade – com um impacto global estimado em cerca de 1 000 milhões de euros -, nomeadamente: aumento das taxas de IVA em um ponto percentual; sujeição dos salários a uma taxa adicional de IRS de 1 % para rendimentos até cinco salários mínimos (2 375 euros por mês) e de 1,5 % para rendimentos superiores; assim como o elevar da taxa de IRC em 2,5 pontos percentuais (apenas para as empresas com lucros acima de dois milhões de euros); a par da redução em 5 % nas remunerações de titulares de cargos públicos (deputados, autarcas, gestores); e da diminuição das transferências para as autarquias, num montante total de 100 milhões de euros.
O líder do PSD decidiu reforçar a exigência dos salários dos titulares de cargos políticos, gestores públicos, reguladores e administradores de empresas municipais sofrerem um corte imeadiato. Depois de ter levado na terça-feira ao conselho nacional do PSD uma proposta que previa um corte de 2,9%, Passos Coelho decidiu reforçá-la para 5% e incluir nesta lista os reguladores e administradores de empresas municipais.
Ao início da tarde, à saída de um encontro com o grupo parlamentar do partido, o líder da oposição foi claro: “Os sacrifícios têm de ser para todos, da banca ao Estado central, das regiões autónomas às autarquias”.
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