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Irlanda – Portugal (Mundial 2026 – Qualif.)

Irlanda Irlanda – Caoimhín Kelleher, Seamus Coleman, Nathan Collins, Dara O’Shea, Jake O’Brien, Liam Scales (86m – James Dunne), Finn Azaz (79m – Festy Ebosele), Jack Taylor (68m – Conor Coventry), Josh Cullen, Chiedozie Ogbene (86m – Michael “Mikey” Johnston) e Troy Parrott (68m – Adam Idah)

Portugal Portugal – Diogo Costa, João Cancelo (45m – Nélson Semedo), Gonçalo Inácio (45m – Renato Veiga), Rúben Dias, Diogo Dalot, João Neves (78m – Gonçalo Ramos), Vítor Ferreira “Vitinha”, Rúben Neves, Bernardo Silva (63m – Francisco Trincão), João Félix (63m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo

1-0 – Troy Parrott – 17m
2-0 – Troy Parrott – 45m

Cartões amarelos – Finn Azaz (38m) e Jack Taylor (45m) e Liam Scales (86m); João Cancelo (19m) e Rúben Dias (45m)

Cartão vermelho – Cristiano Ronaldo (59m)

Árbitro – Glenn Nyberg (Suécia)

Como disse Roberto Martínez: «Tudo o que podia correr mal, correu mal». Porquê?

Ao entrar em campo, já conhecedora do resultado obtido pela Hungria na Arménia, a selecção portuguesa sabia que só a vitória esta noite lhe proporcionaria confirmar já hoje o apuramento para o Mundial.

Fosse ou não por isso, a verdade é que Portugal assumiu a iniciativa do jogo desde o primeiro minuto, apresentando estatísticas demolidoras em termos de posse de bola (mais de 80%!). Mas, também cedo, desde logo ficou patente que a estratégia da Irlanda passava por oferecer a bola ao adversário, atrair os jogadores portugueses até às imediações da sua área, para, de pronto, mal recuperava a bola, fazer lançamentos em profundidade, para as costas da defesa, que, amiúde, se revelaram perigosos.

Enquanto Portugal, num jogo de paciência, ia trocando a bola entre os seus jogadores, com sucessivas trocas de flanco, procurando abrir uma brecha – teria sido necessário imprimir maior ritmo e intensidade –, mas sem, de facto, conseguir qualquer oportunidade flagrante de golo, já a Irlanda, cada vez que recuperava a bola, fazia soar as campainhas, face à velocidade das setas Ogbene e Parrott.

A acrescer a um ataque absolutamente improfícuo juntaram-se os erros defensivos, numa exibição muito pobre: na sequência de um atraso de um defesa para Diogo Costa, uma hesitação revelar-se-ia fatal; o guardião português não despachou a bola de primeira, e, já sem alternativa, no último instante, ao pontapeá-la, ela ressaltou no avançado contrário, ficando à sua mercê, não fora a estirada, “in extremis”, a desviar para canto. Na conversão da bola parada, muita passividade da defesa, dando liberdade para um primeiro toque de cabeça de um irlandês, encaminhando a bola para Parrott, também de cabeça, marcar, quase que como por “ricochete”.

Se a tarefa já não se antecipava fácil, perante um oponente remetido a uma porfiada defesa, concentrando nove (ou mais) dos seus elementos nas imediações da sua área, a partir do momento em que Portugal se viu em desvantagem, naturalmente, tudo se complicava.

E, isto, porque a selecção nacional nunca conseguiu dar sinais de poder encontrar antídoto para contrariar a forma de jogar de uma equipa empolgada pela forma como o jogo decorria e pelo entusiasta apoio do seu público.

A formação portuguesa ia procurando remar contra a maré, mas sem efeitos práticos. Ao invés, noutro contra-ataque, seria a Irlanda a ter a melhor ocasião para marcar, num remate ao poste de Ogbene.

E se as coisas já estavam más, piorariam ainda, a findar a primeira parte, com o segundo golo irlandês, outra vez por Parrot, desta feita num remate que fez a bola entrar junto ao poste, deixando pairar a dúvida se o guarda-redes teria possibilidade de fazer algo mais.

Perante a evidência de que o sector atacante não estava a carburar, mas parecendo dar primazia às falhas defensivas, o seleccionador nacional começou por fazer duas substituições no eixo da defesa, logo ao intervalo. No início da segunda parte, ainda se chegou a pensar que um golo de Portugal pudesse desbloquear a situação, mas seria “sol de pouca dura”.

O jogo acabou à hora de jogo, quando Cristiano Ronaldo se fez expulsar (vendo o primeiro cartão vermelho, em 226 jogos pela selecção), devido a uma cotovelada num defesa contrário, evidenciando o descontrolo emocional que alastrava à equipa. As alterações que Martínez promoveria logo de seguida, no sector ofensivo, chegavam, naturalmente, demasiado tarde. Até final, a Irlanda estaria mais perto de poder chegar ao terceiro golo do que Portugal de marcar.

O apuramento para o Mundial fica, pela segunda vez adiado, agora dependente de uma vitória frente à Arménia, no domingo (o empate poderá ser suficiente, desde que a Hungria não vença a Irlanda por mais de dois golos de diferença) – mas os indícios deixados neste jogo são preocupantes, na perspectiva de uma fase final, “mais a doer” do que estas eliminatórias, em que a margem de erro é extremamente diminuta.

   GRUPO F             Jg     V     E     D       G      Pt
1º Portugal             5     3     1     1    11 - 6    10
2º Hungria              5     2     2     1     9 - 7     8
3º Irlanda              5     2     1     2     6 - 5     7
4º Arménia              5     1     -     4     2 -10     3

5ª jornada

13.11.2025 – Arménia – Hungria – 0-1
13.11.2025 – Irlanda – Portugal – 2-0
(mais…)

13 Novembro, 2025 at 10:42 pm Deixe um comentário

Liga Conferência – 2025-26 – 3ª Jornada – Resultados e Classificação

06.11.2025 - Mainz - Fiorentina                           2-1
06.11.2025 - Sparta Praha - Raków Częstochowa             0-0
06.11.2025 - AEK Athens - Shamrock Rovers                 1-1
06.11.2025 - AEK Larnaca - Aberdeen                       0-0
06.11.2025 - Shakhtar Donetsk - Breiðablik                2-0
06.11.2025 - Noah - Sigma Olomouc                         1-2
06.11.2025 - KuPS Kuopio - Slovan Bratislava              3-1
06.11.2025 - Celje - Legia Warsaw                         2-1
06.11.2025 - Samsunspor - Hamrun Spartans                 3-0
06.11.2025 - BK Häcken - Racing Strasbourg                1-2
06.11.2025 - Crystal Palace - AZ Alkmaar                  3-1
06.11.2025 - Lausanne - Omonoia                           1-1
06.11.2025 - Dynamo Kyiv - Zrinjski Mostar                6-0
06.11.2025 - Shkëndija - Jagiellonia Białystok            1-1
06.11.2025 - Lincoln Red Imps - Rijeka                    1-1
06.11.2025 - Rayo Vallecano - Lech Poznań                 3-2
06.11.2025 - Shelbourne - Drita                           0-1
06.11.2025 - Rapid Wien - Univ. Craiova                   0-1

6 Novembro, 2025 at 11:05 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 2025-26 – 4ª Jornada – Resultados e Classificação

06.11.2025 - FC Salzburg - Go Ahead Eagles                2-0
06.11.2025 - FC Basel - FCSB                              3-1
06.11.2025 - Midtjylland - Celtic                         3-1
06.11.2025 - Utrecht - FC Porto                           1-1
06.11.2025 - Crvena zvezda - Lille                        1-0
06.11.2025 - Dinamo Zagreb - Celta de Vigo                0-3
06.11.2025 - Malmö - Panathinaikos                        0-1
06.11.2025 - Nice - Freiburg                              1-3
06.11.2025 - Sturm Graz - Nottingham Forest               0-0
06.11.2025 - Aston Villa - Maccabi Tel-Aviv               2-0
06.11.2025 - Bologna - Brann                              0-0
06.11.2025 - Viktoria Plzeň - Fenerbahçe                  0-0
06.11.2025 - Ferencvárosi - Ludogorets                    3-1
06.11.2025 - P.A.O.K. - Young Boys                        4-0
06.11.2025 - Rangers - AS Roma                            0-2
06.11.2025 - Betis - Ol. Lyonnais                         2-0
06.11.2025 - Sp. Braga - Genk                             3-4
06.11.2025 - VfB Stuttgart - Feyenoord                    2-0

6 Novembro, 2025 at 11:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2025-26 – 4ª Jornada – Resultados e Classificação

04.11.2025 - Slavia Praha - Arsenal                       0-3
04.11.2025 - Napoli - Eintracht Frankfurt                 0-0
04.11.2025 - Atlético de Madrid - Union Saint-Gilloise    3-1
04.11.2025 - Bodø/Glimt - AS Monaco                       0-1
04.11.2025 - Juventus - Sporting                          1-1
04.11.2025 - Liverpool - Real Madrid                      1-0
04.11.2025 - Olympiacos - PSV Eindhoven                   1-1
04.11.2025 - Paris Saint-Germain - Bayern München         1-2
04.11.2025 - Tottenham - F.C. Copenhagen                  4-0
05.11.2025 - Pafos - Villarreal                           1-0
05.11.2025 - Qarabağ - Chelsea                            2-2
05.11.2025 - Ajax - Galatasaray                           0-3
05.11.2025 - Club Brugge - FC Barcelona                   3-3
05.11.2025 - Internazionale - Kairat Almaty               2-1
05.11.2025 - Manchester City - Borussia Dortmund          4-1
05.11.2025 - Newcastle United - Athletic Bilbao           2-0
05.11.2025 - O. Marseille - Atalanta                      0-1
05.11.2025 - Benfica - Bayer Leverkusen                   0-1

5 Novembro, 2025 at 11:01 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Bayer Leverkusen

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Fredrik Aursnes, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl (69m – Andreas Schjelderup), Richard Ríos, Enzo Barrenechea, Dodi Lukébakio, Leandro Barreiro (69m – Amar Dedić), Heorhiy Sudakov (69m – Gianluca Prestianni) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis

Bayer LeverkusenBayer Leverkusen – Mark Flekken, Jarell Quansah, Loïc Badé, Edmond Tapsoba, Arthur Soares, Aleix García, Ibrahim Maza, Alejandro “Álex” Grimaldo, Claudio Echeverri (57m – Malik Tillman), Ernest Poku (88m – Eliesse Ben Seghir) e Christian Kofane (57m – Patrik Schick)

0-1 – Patrik Schick – 65m

Cartões amarelos – Ibrahim Maza (41m), Edmond Tapsoba (55m) e Malik Tillman (79m); Dodi Lukébakio (62m) e Nicolás Otamendi (78m)

Cartões vermelhos – Rogier Meijer (Treinador adjunto – 83m); João Tralhão (Treinador adjunto – 83m)

Árbitro – Simone Sozza (Itália)

O Benfica realizou exibição razoável durante cerca de uma hora de jogo, porém inconsequente. Pior: a partir do momento em que sofreu o golo, deu sinais de derrotismo, não mais conseguiria criar jogadas com cabeça, tronco e membros, que pudessem levar perigo junto da área contrária. O resultado pode ser considerado algo injusto, mas é o que é: ganha quem marca, independentemente da “nota artística”.

A equipa portuguesa registou clara superioridade a nível das estatísticas (22-6 em termos de remates!), controlou o jogo, criou várias oportunidades, tendo tido alguma dose de infelicidade, com duas bolas a embater nos ferros da baliza (Lukébakio, rematando ao poste, logo aos doze minutos; e Otamendi, cabeceando à trave, aos 33 minutos), a par de outras ocasiões desperdiçadas (destacam-se duas seguidas, à beira do intervalo, outra vez por Lukébakio e por Pavlídis, sem o guarda-redes na baliza, mas a bola a ser travada, “in extremis”, pelo defesa), que justificariam plenamente ter-se adiantado no marcador. Só faltou materializar o futebol explanado.

Porém, “quem não marca, sofre”, com o passar do tempo, e o nulo a persistir, a formação germânica – que vinha de uma traumatizante goleada sofrida (2-7!), em Leverkusen, ante o Paris Saint-Germain – ia acreditando que seria possível levar de Lisboa um resultado positivo.

E bastou um momento em que Ríos e Barrenechea vacilaram, para Grimaldo, com um excelente “passe a rasgar”, lançar Schick; o guardião benfiquista ainda começou por negar o golo, em intervenção apertada, mas, noutro lance de grande infelicidade, Dahl, ao tentar afastar a bola, de cabeça, colocou-a “direitinha” no ponto de mira do avançado checo, que, também de cabeça, não teve qualquer dificuldade em empurrar para o fundo da baliza, apanhando Trubin em contrapé.

Mourinho fez uma tripla substituição, apostando em Prestianni e Schjelderup, entrando também Dedić para lateral direito, de molde a libertar Aursnes para tarefas mais ofensivas; a equipa foi tentando, mas, porventura, já pouco crente nas suas capacidades, sempre “mais com o coração do que com a cabeça”, de forma algo precipitada e sem discernimento, também enervada pelo constante anti-jogo da equipa alemã.

E, naturalmente, o resultado não se alteraria, o que se traduz na quarta derrota em outros tantos jogos e o fantasma dos zero pontos a subsistir e a alastrar na mente de todos.

5 Novembro, 2025 at 11:00 pm Deixe um comentário

Liga Conferência – 2025-26 – 2ª Jornada – Resultados e Classificação

23.10.2025 - AEK Athens - Aberdeen                        6-0
23.10.2025 - BK Häcken - Rayo Vallecano                   2-2
23.10.2025 - Breiðablik - KuPS Kuopio                     0-0
23.10.2025 - Shakhtar Donetsk - Legia Warsaw              1-2
23.10.2025 - Drita - Omonoia                              1-1
24.10.2025 - Rijeka - Sparta Praha                        1-0
23.10.2025 - Shkëndija - Shelbourne                       1-0
23.10.2025 - Racing Strasbourg - Jagiellonia Białystok    1-1
23.10.2025 - Rapid Wien - Fiorentina                      0-3
23.10.2025 - Mainz - Zrinjski Mostar                      1-0
23.10.2025 - AZ Alkmaar - Slovan Bratislava               1-0
23.10.2025 - Crystal Palace - AEK Larnaca                 0-1
23.10.2025 - Hamrun Spartans - Lausanne                   0-1
23.10.2025 - Lincoln Red Imps - Lech Poznań               2-1
23.10.2025 - Samsunspor - Dynamo Kyiv                     3-0
23.10.2025 - Shamrock Rovers - Celje                      0-2
23.10.2025 - Sigma Olomouc - Raków Częstochowa            1-1
23.10.2025 - Univ. Craiova - Noah                         1-1

23 Outubro, 2025 at 10:30 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 2025-26 – 3ª Jornada – Resultados e Classificação

23.10.2025 - FC Salzburg - Ferencvárosi                   2-3
23.10.2025 - Fenerbahçe - VfB Stuttgart                   1-0
23.10.2025 - Feyenoord - Panathinaikos                    3-1
23.10.2025 - FCSB - Bologna                               1-2
23.10.2025 - Go Ahead Eagles - Aston Villa                2-1
23.10.2025 - Genk - Betis                                 0-0
23.10.2025 - Ol. Lyonnais - FC Basel                      2-0
23.10.2025 - Sp. Braga - Crvena zvezda                    2-0
23.10.2025 - Brann - Rangers                              3-0
23.10.2025 - AS Roma - Viktoria Plzeň                     1-2
23.10.2025 - Young Boys - Ludogorets                      3-2
23.10.2025 - Celtic - Sturm Graz                          2-1
23.10.2025 - Lille - P.A.O.K.                             3-4
23.10.2025 - Maccabi Tel-Aviv - Midtjylland               0-3
23.10.2025 - Malmö - Dinamo Zagreb                        1-1
23.10.2025 - Nottingham Forest - FC Porto                 2-0
23.10.2025 - Celta de Vigo - Nice                         2-1
23.10.2025 - Freiburg - Utrecht                           2-0

23 Outubro, 2025 at 10:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2025-26 – 3ª Jornada – Resultados e Classificação

21.10.2025 - FC Barcelona - Olympiacos                    6-1
21.10.2025 - Kairat Almaty - Pafos                        0-0
21.10.2025 - Arsenal - Atlético de Madrid                 4-0
21.10.2025 - Bayer Leverkusen - Paris Saint-Germain       2-7
21.10.2025 - F.C. Copenhagen - Borussia Dortmund          2-4
21.10.2025 - Newcastle United - Benfica                   3-0
21.10.2025 - PSV Eindhoven - Napoli                       6-2
21.10.2025 - Union Saint-Gilloise - Internazionale        0-4
21.10.2025 - Villarreal - Manchester City                 0-2
22.10.2025 - Athletic Bilbao - Qarabağ                    3-1
22.10.2025 - Galatasaray - Bodø/Glimt                     3-1
22.10.2025 - AS Monaco - Tottenham                        0-0
22.10.2025 - Atalanta - Slavia Praha                      0-0
22.10.2025 - Chelsea - Ajax                               5-1
22.10.2025 - Eintracht Frankfurt - Liverpool              1-5
22.10.2025 - Bayern München - Club Brugge                 4-0
22.10.2025 - Real Madrid - Juventus                       1-0
22.10.2025 - Sporting - O. Marseille                      2-1

22 Outubro, 2025 at 10:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Newcastle – Benfica

NewcastleNewcastle – Nicholas “Nick” Pope, Kieran Trippier, Malick Thiaw, Sven Botman, Daniel “Dan” Burn, Bruno Guimarães (90m – Joseph “Joe” Willock), Lewis Miley, Jacob Ramsey (63m – Joelinton de Lira), Jacob Murphy (63m – Harvey Barnes), Anthony Gordon (85m – Anthony Elanga) e Nick Woltemade (85m – William Osula)

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, António Silva, Amar Dedić (63m – Franjo Ivanović), Richard Ríos, Enzo Barrenechea, Fredrik Aursnes, Dodi Lukébakio, Heorhiy Sudakov e Evangelos “Vangelis” Pavlídis

1-0 – Anthony Gordon – 32m
2-0 – Harvey Barnes – 70m
3-0 – Harvey Barnes – 83m

Cartões amarelos – Malick Thiaw (17m); Dodi Lukébakio (45m) e Ricardo Rocha (Treinador adjunto – 65m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Não há muitas palavras para qualificar a exibição do Benfica esta noite: foi (quase) tudo mau demais. A equipa benfiquista foi banalizada pela do Newcastle, acabando mesmo atropelada pela intensidade imprimida pelo adversário, completamente perdida em campo, com Trubin, com uma, duas, três defesas, a negar outros tantos golos nos derradeiros instantes, evitando humilhação maior.

José Mourinho optou por uma defesa a três, com Dedić e Aursnes a fechar as alas, e, passados os minutos iniciais, em que resistiu à entrada mais ofensiva da turma inglesa, o Benfica teve até um par de ocasiões de perigo, ambas por intermédio de Lukébakio, uma anulada pelo guardião, outra embatendo nos ferros da baliza.

Porém, à passagem da meia hora, uma falha a meio-campo logo foi aproveitada pelos donos da casa para inaugurar o marcador. A formação portuguesa acusou o toque, procurou recompor-se, conseguindo ainda manter a diferença mínima até ao intervalo.

Após o reatamento, quando necessitava ser mais afoito, intenso, mas também mais rigoroso, o Benfica como que se viu submergido pelo ritmo e poderio físico do Newcastle, em constantes cavalgadas em direcção ao sector recuado contrário.

O segundo golo, da confirmação da derrota, só surgiria aos 70 minutos, mas num lance que é bem paradigmático do desacerto geral: na sequência de um canto favorável ao Benfica, o guarda-redes Pope, fez, de primeira, um comprido lançamento com a mão, tendo António Silva (ainda no processo de recuperação, recuando para a área) falhado o corte, e, depois, Tomás Araújo, muito passivo, a deixar espaço para Barbes rematar cruzado, sem hipótese para Trubin.

Mourinho assistia no banco, aparentemente impávido, sem esboçar reacção, ao desmoronar da sua equipa, em especial em termos anímicos, não tendo, até final, feito qualquer substituição (a única, operada ainda com o marcador em 1-0, fora forçada, por lesão de Dedić).

Os últimos dez minutos foram penosos, com o Benfica, muito aquém do que seria de esperar dos elementos que compõem o seu plantel – como é possível que estes jogadores joguem (repetidamente) tão mal?! –, a aparentar não ter nível para disputar esta competição, de exigência máxima, que “não perdoa”.

O jogo n.º 500 da história do Benfica nas competições europeias não deixa saudades, mas não deverá ser para esquecer, mas para procurar retirar algum ensinamento.

Três jogos, três derrotas, zero pontos, a possibilidade de apuramento para o “play-off” bastante comprometida, para não dizer que será já utópica (faltará receber Bayer Leverkusen, Napoli – por acaso, hoje, sofrendo ambos severas goleadas – e Real Madrid, e deslocações aos terrenos do Ajax e da Juventus).

O mínimo que se pode exigir é que o Benfica possa honrar e dignificar o seu emblema no que resta desta edição da prova, de alguma forma mitigando a má imagem até agora deixada.

21 Outubro, 2025 at 10:15 pm Deixe um comentário

Portugal – Hungria (Mundial 2026 – Qualif.)

Portugal Portugal – Diogo Costa, Nélson Semedo, Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes (78m – Nuno Tavares), Bruno Fernandes (62m – Francisco Conceição), Rúben Neves (62m – João Palhinha), Vítor Ferreira “Vitinha”, Bernardo Silva, Pedro Neto (62m – João Félix) e Cristiano Ronaldo (78m – Gonçalo Ramos)

Hungria Hungria – Balázs Tóth, Loïc Négo, Willi Orbán, Attila Szalai, Milos Kerkez (79m – Márton Dárdai), András Schäfer (38m – Alex Tóth), Callum Styles (79m – Milán Vitális), Dominik Szoboszlai, Bendegúz Bolla (58m – Dániel Lukács), Roland Sallai e Barnabás Varga

0-1 – Attila Szalai – 8m
1-1 – Cristiano Ronaldo – 22m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 45m
2-2 – Dominik Szoboszlai – 90m

Cartões amarelos – Bruno Fernandes (34m) e João Félix (90m); Callum Styles (50m) e Dániel Lukács (90m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Foi um jogo com algumas similitudes com o disputado na Hungria, e que, contrariamente às expectativas generalizadas, não permitiu festejar, já esta noite, o apuramento para o Mundial… que, no derradeiro minuto, ficaria adiado.

Tal como sucedera em Budapeste, Portugal entrou a perder, perante uma equipa que, ao longo de todo o desafio, mostrou que sabe jogar, desinibida, levando perigo até à área contrária por várias vezes. Tirando partido das bolas paradas, a turma magiar inaugurava o marcador, na sequência de um pontapé de canto, logo depois de Diogo Costa ter feito uma boa intervenção.

Portugal beneficiou, de seguida, do facto de a formação húngara ter, durante largo período, abdicado de subir no terreno, o que permitiu pensar o jogo e ir em busca da recuperação, com o tento da igualdade a surgir apenas um quarto de hora volvido, num bom centro de Nélson Semedo, com Cristiano Ronaldo, oportuno e bem posicionado, na pequena área, a ter apenas de empurrar a bola – estabelecendo então, com 40 tentos marcados, novo “record” absoluto de golos em jogos de qualificação para o Mundial.

E a equipa portuguesa, a jogar melhor do que na partida anterior, consumaria a reviravolta ainda antes do intervalo: se o primeiro golo tivera origem no flanco direito, o segundo nasceria na esquerda, com Nuno Mendes a fazer um cruzamento, em arco, que foi quase “meio golo”, com Cristiano Ronaldo, outra vez do lado contrário, novamente de primeira, com um toque decidido para o fundo da baliza.

A festa parecia poder começar. Só que os húngaros não estavam pelos ajustes. É verdade que Portugal teve infelicidade, com duas bolas a embater praticamente no mesmo ponto do poste da baliza de Balázs Tóth, à passagem da hora de jogo, primeiro num potente disparo, de meia distância, de Rúben Dias, e, no minuto imediato, a remate, mais em jeito, de Bruno Fernandes – que, a terem passado uns centímetros ao lado, teriam sentenciado o desfecho da partida.

Pouco depois de ter entrado em campo, João Félix poderia também ter marcado o terceiro golo português… Contudo, algo inexplicavelmente, o jogo como que ficaria “partido”, e a Hungria começaria a empurrar a equipa portuguesa para trás, tendo Szalai rematado também à trave, ainda com Rúben Dias a salvar o lance.

A selecção nacional retraiu-se, “encolheu-se” e “pôs-se a jeito”, face a uma equipa da Hungria ameaçadora, dispondo de vários pontapés de canto, até que, já em período de compensação, uma arrancada até à linha final originou um cruzamento, com a bola a percorrer toda a linha da pequena área, sem que ninguém a tivesse afastado, aparecendo Szoboszlai, completamente só, sem dificuldade em fazer o golo do empate, num verdadeiro “balde de água fria”.

A festa ficará anda (de)pendente de mais dois pontos (ou um, mantendo a vantagem na diferença de golos global) nos dois jogos que restam (deslocação à Irlanda e recepção à Arménia).

   GRUPO F             Jg     V     E     D       G      Pt
1º Portugal             4     3     1     -    11 - 4    10
2º Hungria              4     1     2     1     8 - 7     5
3º Irlanda              4     1     1     2     4 - 5     4
4º Arménia              4     1     -     3     2 - 9     3

4ª jornada

14.10.2025 – Irlanda – Arménia – 1-0
14.10.2025 – Portugal – Hungria – 2-2
(mais…)

14 Outubro, 2025 at 10:48 pm Deixe um comentário

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