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LIGA 2005-06 – CLASSIFICAÇÃO FINAL
Total Casa Fora
Jg V E D G Pt V E D G V E D G
1 FC Porto 34 24 7 3 54-16 79 13 3 1 32- 7 11 4 2 22- 9
2 Sporting CP 34 22 6 6 50-24 72 12 2 3 23- 7 10 4 3 27-17
3 SL Benfica 34 20 7 7 51-29 67 11 4 2 27-10 9 3 5 24-19
4 SC Braga 34 17 7 10 38-22 58 12 3 2 27-10 5 4 8 11-12
5 CD Nacional 34 14 10 10 40-32 52 8 6 3 27-18 6 4 7 13-14
6 Boavista FC 34 12 14 8 37-29 50 8 6 3 24-17 4 8 5 13-12
7 U. D. Leiria 34 13 8 13 44-42 47 6 6 5 22-17 7 2 8 22-25
8 VFC Setúbal 34 14 4 16 28-33 46 8 1 8 15-13 6 3 8 13-20
9 CF E. Amadora 34 12 9 13 31-33 45 7 6 4 18-15 5 3 9 13-18
10 CS Marítimo 34 10 14 10 38-37 44 7 7 3 21-14 3 7 7 17-23
11 FC P. Ferreira 34 11 9 14 38-49 42 8 4 5 24-17 3 5 9 14-32
12 Gil Vicente FC 34 11 7 16 37-42 40 8 4 5 26-18 3 3 11 11-24
13 A. Naval 1º Maio 34 11 6 17 35-48 39 7 3 7 21-22 4 3 10 14-26
14 A. Académica C. 34 10 9 15 37-48 39 5 5 7 15-20 5 4 8 22-28
15 CF Os Belenenses 34 11 6 17 40-42 39 7 2 8 24-19 4 4 9 16-23
16 Rio Ave FC 34 8 10 16 34-53 34 6 4 7 20-23 2 6 9 14-30
17 VSC Guimarães 34 8 10 16 28-41 34 5 5 7 17-19 3 5 9 11-22
18 FC Penafiel 34 2 9 23 21-61 15 2 5 10 10-22 - 4 13 11-39
Liga dos Campeões – FC Porto e Sporting CP
Liga dos Campeões (3ª Pré-Eliminatória) – SL Benfica
Taça UEFA – SC Braga, CD Nacional e VFC Setúbal
Despromovidos à II Liga – CF Belenenses, Rio Ave FC, VSC Guimarães e FC Penafiel
Promovidos à I Liga – SC Beira-Mar e CD Aves
– O FC Porto somou o seu 21º título de Campeão Nacional em 72 edições da prova; foi vice-campeão por 24 vezes; 10 3º lugares; 11 4ª lugares; 3 5º lugares; 1 6º; 1 7º; e 1 9º lugar
– O Sporting conquistou já 18 títulos de Campeão; sendo vice-campeão pela 16ª vez; 24 vezes 3º; 10 4º lugares; e 4 5º lugares.
– O Benfica, já Campeão por 31 vezes; conta ainda 24 vice-campeonatos; tendo obtido pela 13ª vez o 3º lugar; 3 4º lugares; e 1 6º lugar.
LIGA – CENÁRIOS DE DESPROMOÇÃO
Chega hoje ao termo o campeonato da Liga de Futebol, ainda com 7 equipas ameaçadas pelo espectro da despromoção, das quais 3 se juntarão ao Penafiel, na descida à Liga de Honra.
O P. Ferreira é a equipa menos “ameaçada”, com apenas cerca de 2 % de probabilidades de despromoção (apenas em 18 das 729 combinações de resultados possíveis nos 6 encontros em que participarão as 7 equipas ainda em risco) – apenas desceria de divisão se, perdendo com o Benfica: o Gil Vicente vencer o Belenenses; a Naval vencer em Penafiel; e a Académica não perder o jogo com o Marítimo. Empatando ou vencendo, terá a manutenção assegurada.
A Académica apenas seria despromovida em 27 dos cenários possíveis (probabilidade de 4 %), se, perdendo frente ao Marítimo: o Gil Vicente ganhar ao Belenenses; e a Naval derrotar o Penafiel; e independentemente do resultado do P. Ferreira com o Benfica. Empatando ou vencendo, terá também a manutenção assegurada.
Enquanto que o Belenenses regista uma probabilidade de apenas cerca de 5 % (36 em 729); tal ocorreria se, perdendo com o Gil Vicente: a Académica não perder com o Marítimo; e a Naval vencer em Penafiel; e o P. Ferreira não seja derrotado pelo Benfica. Empatando ou vencendo, terá igualmente a manutenção assegurada.
O Gil Vicente antevê a possibilidade de despromoção em 189 das 729 combinações (risco “teórico” de 26 %): será despromovido se, empatando com o Belenenses, a Naval ganhar (independentemente dos restantes resultados). Igual sorte se, perdendo o seu jogo: a Naval vencer; ou se o Guimarães vencer e se (vencendo os vimaranenses o seu jogo), o Rio Ave ganhar também; ou se, empatando a Naval, o Rio Ave vencer e o Guimarães não ganhar.
Por sua vez, a Naval, com 67 % de cenários conduzindo à despromoção (486 em 729), dela escapará se, “simplesmente”, vencer em Penafiel, dependendo, portanto, exclusivamente de si; é a aliás a única equipa que, em nenhum dos cenários, está dependente dos resultados das diversas outras partidas; o único “se” que impende sobre si é o da vitória no seu jogo: se ganhar, mantém-se na Liga; se não ganhar, desce de Divisão.
Os principais candidatos à despromoção são, não obstante, o Guimarães (98 % de probabilidades de descida, uma vez que apenas se “salvaria” em 18 dos 729 cenários possíveis) e o Rio Ave (99 % de probabilidade de despromoção, com apenas 9 cenários favoráveis!).
Para que o Guimarães conseguisse materializar o “milagre” da manutenção teria de, ganhando o seu jogo, e esperando que o Gil Vicente perca frente ao Belenenses: a Naval ser derrotada e o Rio Ave não vencer… demasiados “ses”?
Por fim, no caso do Rio Ave, a esperança é pouco mais do que meramente “matemática”: o único cenário em que se salvaria seria o de, vencendo o seu jogo em Leiria, Gil Vicente e Naval perdessem… e isto, desde que, por outro lado, o Guimarães vencesse também.
TAÇA UEFA – 1/2 FINAIS
1ª mão 2ª mão Total Steaua - Middlesbrough 1-0 2-4 3-4 Schalke 04 - Sevilla 0-0 0-1 (a.p.) 0-1
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/2 FINAIS
1ª mão 2ª mão Total AC Milan - Barcelona 0-1 0-0 0-1 Arsenal - Villarreal 1-0 0-0 1-0
TAÇA UEFA – 1/2 FINAIS
1ª mão 2ª mão Total Steaua - Middlesbrough 1-0 27/4 --- Schalke 04 - Sevilla 0-0 27/4 ---
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/2 FINAIS
1ª mão 2ª mão Total AC Milan - Barcelona 0-1 26/4 --- Arsenal - Villarreal 1-0 25/4 ---
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/4 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Barcelona 0-0 0-2 0-2 Arsenal - Juventus 2-0 0-0 0-0 Inter - Villarreal 2-1 0-1 2-2 Lyon - AC Milan 0-0 1-3 1-3
Frente à força e poderio do Barcelona – porventura a melhor equipa mundial na actualidade, fazendo recordar, a espaços, a “laranja mecânica” holandesa da década de 70 – o Benfica não teve a capacidade de superação que era requerida para vencer a eliminatória.
No conjunto dos dois jogos, o Barcelona foi claramente superior, teve mais de uma dezena de oportunidades de golo, contra 3 ou 4 do Benfica.
O que não invalida que se diga que o Benfica prestigiou o futebol português, dignificando o seu nome, neste regresso “em grande” à Liga dos Campeões, com uma excelente campanha, em que deixou pelo caminho o Manchester United e o campeão europeu em título, Liverpool… tendo feito sofrer o Barcelona até ao minuto 178 da eliminatória.
Na partida de hoje, a equipa portuguesa parecia revelar uma entrada em jogo de forma concentrada, com o Barcelona procurando pausadamente o ataque, a ter de recuar para organizar o seu jogo ofensivo, perante a pressão do Benfica.
Porém, logo aos 3 minutos, Petit, tocando a bola com a mão, numa falta escusada, concedia uma grande penalidade, que Moretto, superiormente, sem recear Ronaldinho, defendeu.
Não obstante, apesar da fortuna, esse lance intranquilizaria o Benfica, particularmente Petit, bastante faltoso na fase inicial da partida.
Até à meia hora, o Benfica não conseguiria libertar-se, continuando, durante todo esse período, a sofrer intensa pressão, com Ronaldinho a “abrir o livro”, chegando ao golo logo aos 19 minutos (a “encostar” a bola para a baliza, na sequência de cruzamento de Eto’o, após uma perda de bola de Beto na zona intermediária), para, apenas 3 minutos depois, numa arrancada em velocidade, dar um “nó” em Ricardo Rocha, apenas sendo travado com Luisão a colocar a mão à bola, em cima da linha de grande área.
O árbitro mostrava-se algo permissivo perante o jogo faltoso do Barcelona, quando o Benfica procurava organizar o seu jogo, sacudindo a pressão, entre os 30 e 40 minutos.
Os últimos 5 minutos da primeira parte terminariam novamente em sufoco para o Benfica, com o Barcelona a jogar em grande velocidade, terminando o período inicial do jogo com 4 a 5 oportunidades de golo desperdiçadas.
A equipa portuguesa entrou bem melhor e mais determinada na segunda parte, com Simão a assumir a condução do jogo, ao mesmo tempo que o Barcelona parecia denotar menor disponibilidade física, à medida que o relógio avançava.
Até que, aos 61 minutos, se dá o momento do jogo, pela negativa para o Benfica, quando Simão, isolado por Miccoli, frente a Valdés, tem uma perdida “escandalosa”, rematando ao lado da baliza.
Apesar disso, por volta dos 65 minutos, o Barcelona sentia maiores dificuldades na progressão, com o jogo muito mais repartido, com Miccoli a começar a ameaçar com as suas rápidas “escapadas”; por fim, o Benfica surgia mais desinibido, apostado em chegar ao golo que lhe poderia dar o apuramento, enquanto que os espanhóis ameaçavam abrir brechas na defesa.
O Barcelona, respeitando o Benfica, algo “angustiado” perante a perspectiva de um eventual golo do adversário, acabava o jogo “queimando tempo”, com duas substituições em sequência, aos 84 e 85 minutos, imediatamente antes da segunda grande oportunidade do Benfica, com Karagounis a rematar de meia distância, Valdés a largar para a frente e a bola a ressaltar em Luisão, que não conseguiu dominar para a introduzir na baliza… até que, aos 88 minutos, numa falha de Petit, Eto’o, não perdoando, “fuzilava” a baliza do Benfica e sentenciava a eliminatória.
Numa segunda mão menos desequilibrada que o jogo da Luz, o Benfica caía de pé, tentando ainda o ataque por mais duas vezes já no período de descontos; o Barcelona segue em frente, em busca de um troféu que lhe parece prometido, não obstante a “final antecipada” que terá nas ½ finais, ante o AC Milan.
Barcelona – Valdés; Belletti, Puyol, Oleguer, Van Bronckhorst; Larsson (85’ – Giuly), Van Bommel (84’ – Edmilson), Deco, Iniesta; Ronaldinho e Eto’o
Benfica – Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Giovanni (54’ – Karagounis), Beto (72’ – Robert), Petit, M. Fernandes (82’ – Marcel), Simão; Miccoli
1-0 – Ronaldinho – 19 min.
2-0 – Eto’o – 88 min.
BENFICA – EMPATES A ZERO EM CASA
1ª mão 2ª mão Total 1957-58 TCE 1ª elim. Sevilla - Benfica 3-1 0-0 3-1 1967-68 TCE 1ª elim. Glentoran - Benfica 1-1 0-0 1-1 1971-72 TCE 1/2 F. Ajax - Benfica 1-0 0-0 1-0 1972-73 TCE 1/8 F. Derby County - Benfica 3-0 0-0 3-0 1974-75 TVT 1/8 F. Carl Zeiss Jena - Benfica 1-1 0-0 1-1 1975-76 TCE 1/4 F. Benfica - Bayern Munchen 0-0 1-5 1-5 1976-77 TCE 1ª elim. D. Dresden - Benfica 2-0 0-0 2-0 1977-78 TCE 1ª elim. Benfica - Torpedo Moscovo 0-0 0-0 0-0 1978-79 UEFA 1ª elim. Nantes - Benfica 0-2 0-0 0-2 1978-79 UEFA 1/16 Benfica - B. M’Gladbach 0-0 0-2 0-2 1981-82 TCE 1/8 F. Benfica - Bayern Munchen 0-0 1-4 1-4 1982-83 UEFA 1/2 F. Benfica - Univ. Craiova 0-0 1-1 1-1 1991-92 TCE Grupo Benfica - Barcelona 0-0 1-2 1-2 1994-95 TCE 1/4 F. AC Milan - Benfica 2-0 0-0 2-0 1997-98 UEFA 1ª elim. Bastia - Benfica 1-0 0-0 1-0 2003-04 UEFA 1/8 F. Benfica - Inter 0-0 3-4 3-4
Nas 16 vezes em que o Benfica empatou a zero em casa, conseguiu alcançar o apuramento para a fase seguinte apenas em 5 ocasiões.
Nas 7 oportunidades em que o empate se verificou no jogo da 1ª mão, o Benfica apenas conseguiu eliminar o Torpedo de Moscovo (empate a zero, com Bento a marcar o “penalty” decisivo, no desempate) e o Univ. Craiova (empate a 1-1, dando o acesso à Final da Taça UEFA de 1983).
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/4 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Barcelona 0-0 5/4 --- Arsenal - Juventus 2-0 5/4 --- Inter - Villarreal 2-1 0-1 2-2 Lyon - AC Milan 0-0 1-3 1-3
Foi já nos 2 minutos finais que o AC Milan conseguiu inverter o rumo da eliminatória, quando Inzaghi, aos 88 minutos, marcou o 2-1, que dava vantagem aos italianos; já no período de descontos, Shevchenko estabeleceria o resultado final em 3-1, assim afastando a poderosa equipa do Lyon (tetracampeão de França) do que seria a sua primeira presença nas 1/2 Finais da Liga dos Campeões. Desta forma, o AC Milan defrontará nessa fase da prova o vencedor da eliminatória entre Barcelona e Benfica.
No outro jogo hoje disputado, a equipa espanhola do Villarreal continua a “surpreender”, eliminando o Inter, com um golo solitário, o suficiente para virar a seu favor o desfecho da eliminatória, beneficiando do golo marcado em Milão, como forma de desempate. O Villarreal jogará as 1/2 Finais com o vencedor da eliminatória entre Arsenal e Juventus.



