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LIGA DOS CAMPEÕES – 1/2 FINAIS
1ª mão 2ª mão Total AC Milan - Barcelona 0-1 0-0 0-1 Arsenal - Villarreal 1-0 0-0 1-0
TAÇA UEFA – 1/2 FINAIS
1ª mão 2ª mão Total Steaua - Middlesbrough 1-0 27/4 --- Schalke 04 - Sevilla 0-0 27/4 ---
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/2 FINAIS
1ª mão 2ª mão Total AC Milan - Barcelona 0-1 26/4 --- Arsenal - Villarreal 1-0 25/4 ---
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/4 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Barcelona 0-0 0-2 0-2 Arsenal - Juventus 2-0 0-0 0-0 Inter - Villarreal 2-1 0-1 2-2 Lyon - AC Milan 0-0 1-3 1-3
Frente à força e poderio do Barcelona – porventura a melhor equipa mundial na actualidade, fazendo recordar, a espaços, a “laranja mecânica” holandesa da década de 70 – o Benfica não teve a capacidade de superação que era requerida para vencer a eliminatória.
No conjunto dos dois jogos, o Barcelona foi claramente superior, teve mais de uma dezena de oportunidades de golo, contra 3 ou 4 do Benfica.
O que não invalida que se diga que o Benfica prestigiou o futebol português, dignificando o seu nome, neste regresso “em grande” à Liga dos Campeões, com uma excelente campanha, em que deixou pelo caminho o Manchester United e o campeão europeu em título, Liverpool… tendo feito sofrer o Barcelona até ao minuto 178 da eliminatória.
Na partida de hoje, a equipa portuguesa parecia revelar uma entrada em jogo de forma concentrada, com o Barcelona procurando pausadamente o ataque, a ter de recuar para organizar o seu jogo ofensivo, perante a pressão do Benfica.
Porém, logo aos 3 minutos, Petit, tocando a bola com a mão, numa falta escusada, concedia uma grande penalidade, que Moretto, superiormente, sem recear Ronaldinho, defendeu.
Não obstante, apesar da fortuna, esse lance intranquilizaria o Benfica, particularmente Petit, bastante faltoso na fase inicial da partida.
Até à meia hora, o Benfica não conseguiria libertar-se, continuando, durante todo esse período, a sofrer intensa pressão, com Ronaldinho a “abrir o livro”, chegando ao golo logo aos 19 minutos (a “encostar” a bola para a baliza, na sequência de cruzamento de Eto’o, após uma perda de bola de Beto na zona intermediária), para, apenas 3 minutos depois, numa arrancada em velocidade, dar um “nó” em Ricardo Rocha, apenas sendo travado com Luisão a colocar a mão à bola, em cima da linha de grande área.
O árbitro mostrava-se algo permissivo perante o jogo faltoso do Barcelona, quando o Benfica procurava organizar o seu jogo, sacudindo a pressão, entre os 30 e 40 minutos.
Os últimos 5 minutos da primeira parte terminariam novamente em sufoco para o Benfica, com o Barcelona a jogar em grande velocidade, terminando o período inicial do jogo com 4 a 5 oportunidades de golo desperdiçadas.
A equipa portuguesa entrou bem melhor e mais determinada na segunda parte, com Simão a assumir a condução do jogo, ao mesmo tempo que o Barcelona parecia denotar menor disponibilidade física, à medida que o relógio avançava.
Até que, aos 61 minutos, se dá o momento do jogo, pela negativa para o Benfica, quando Simão, isolado por Miccoli, frente a Valdés, tem uma perdida “escandalosa”, rematando ao lado da baliza.
Apesar disso, por volta dos 65 minutos, o Barcelona sentia maiores dificuldades na progressão, com o jogo muito mais repartido, com Miccoli a começar a ameaçar com as suas rápidas “escapadas”; por fim, o Benfica surgia mais desinibido, apostado em chegar ao golo que lhe poderia dar o apuramento, enquanto que os espanhóis ameaçavam abrir brechas na defesa.
O Barcelona, respeitando o Benfica, algo “angustiado” perante a perspectiva de um eventual golo do adversário, acabava o jogo “queimando tempo”, com duas substituições em sequência, aos 84 e 85 minutos, imediatamente antes da segunda grande oportunidade do Benfica, com Karagounis a rematar de meia distância, Valdés a largar para a frente e a bola a ressaltar em Luisão, que não conseguiu dominar para a introduzir na baliza… até que, aos 88 minutos, numa falha de Petit, Eto’o, não perdoando, “fuzilava” a baliza do Benfica e sentenciava a eliminatória.
Numa segunda mão menos desequilibrada que o jogo da Luz, o Benfica caía de pé, tentando ainda o ataque por mais duas vezes já no período de descontos; o Barcelona segue em frente, em busca de um troféu que lhe parece prometido, não obstante a “final antecipada” que terá nas ½ finais, ante o AC Milan.
Barcelona – Valdés; Belletti, Puyol, Oleguer, Van Bronckhorst; Larsson (85’ – Giuly), Van Bommel (84’ – Edmilson), Deco, Iniesta; Ronaldinho e Eto’o
Benfica – Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Giovanni (54’ – Karagounis), Beto (72’ – Robert), Petit, M. Fernandes (82’ – Marcel), Simão; Miccoli
1-0 – Ronaldinho – 19 min.
2-0 – Eto’o – 88 min.
BENFICA – EMPATES A ZERO EM CASA
1ª mão 2ª mão Total 1957-58 TCE 1ª elim. Sevilla - Benfica 3-1 0-0 3-1 1967-68 TCE 1ª elim. Glentoran - Benfica 1-1 0-0 1-1 1971-72 TCE 1/2 F. Ajax - Benfica 1-0 0-0 1-0 1972-73 TCE 1/8 F. Derby County - Benfica 3-0 0-0 3-0 1974-75 TVT 1/8 F. Carl Zeiss Jena - Benfica 1-1 0-0 1-1 1975-76 TCE 1/4 F. Benfica - Bayern Munchen 0-0 1-5 1-5 1976-77 TCE 1ª elim. D. Dresden - Benfica 2-0 0-0 2-0 1977-78 TCE 1ª elim. Benfica - Torpedo Moscovo 0-0 0-0 0-0 1978-79 UEFA 1ª elim. Nantes - Benfica 0-2 0-0 0-2 1978-79 UEFA 1/16 Benfica - B. M’Gladbach 0-0 0-2 0-2 1981-82 TCE 1/8 F. Benfica - Bayern Munchen 0-0 1-4 1-4 1982-83 UEFA 1/2 F. Benfica - Univ. Craiova 0-0 1-1 1-1 1991-92 TCE Grupo Benfica - Barcelona 0-0 1-2 1-2 1994-95 TCE 1/4 F. AC Milan - Benfica 2-0 0-0 2-0 1997-98 UEFA 1ª elim. Bastia - Benfica 1-0 0-0 1-0 2003-04 UEFA 1/8 F. Benfica - Inter 0-0 3-4 3-4
Nas 16 vezes em que o Benfica empatou a zero em casa, conseguiu alcançar o apuramento para a fase seguinte apenas em 5 ocasiões.
Nas 7 oportunidades em que o empate se verificou no jogo da 1ª mão, o Benfica apenas conseguiu eliminar o Torpedo de Moscovo (empate a zero, com Bento a marcar o “penalty” decisivo, no desempate) e o Univ. Craiova (empate a 1-1, dando o acesso à Final da Taça UEFA de 1983).
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/4 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Barcelona 0-0 5/4 --- Arsenal - Juventus 2-0 5/4 --- Inter - Villarreal 2-1 0-1 2-2 Lyon - AC Milan 0-0 1-3 1-3
Foi já nos 2 minutos finais que o AC Milan conseguiu inverter o rumo da eliminatória, quando Inzaghi, aos 88 minutos, marcou o 2-1, que dava vantagem aos italianos; já no período de descontos, Shevchenko estabeleceria o resultado final em 3-1, assim afastando a poderosa equipa do Lyon (tetracampeão de França) do que seria a sua primeira presença nas 1/2 Finais da Liga dos Campeões. Desta forma, o AC Milan defrontará nessa fase da prova o vencedor da eliminatória entre Barcelona e Benfica.
No outro jogo hoje disputado, a equipa espanhola do Villarreal continua a “surpreender”, eliminando o Inter, com um golo solitário, o suficiente para virar a seu favor o desfecho da eliminatória, beneficiando do golo marcado em Milão, como forma de desempate. O Villarreal jogará as 1/2 Finais com o vencedor da eliminatória entre Arsenal e Juventus.
KENENISA BEKELE
Há cerca de um ano, aqui tinha deixado a interrogação: “Até onde irá Kenenisa?”.
Este fenomenal etíope de 23 anos disputou este fim-de-semana os seus 5º Campeonatos do Mundo de Cross Curto (4 km) e de Cross Longo (12 km)… e obteve as suas 9ª e 10ª vitórias!
Absolutamente irresistível, gravando de forma indelével o seu nome como um dos maiores campeões de sempre, em 10 provas disputadas, 10 vezes Campeão do Mundo!
Imperial, Bekele anunciou que pretende dar lugar a outros, “mais novos”, e que não voltará a competir nos Campeonatos do Mundo de Cross. Aguardam-se novos feitos nas pistas de atletismo…
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/4 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Barcelona 0-0 5/4 --- Arsenal - Juventus 2-0 5/4 --- Inter - Villarreal 2-1 4/4 --- Lyon - AC Milan 0-0 4/4 ---
BENFICA, 0 – BARCELONA, 0

Ponto prévio: o Barcelona podia ter saído hoje do Estádio da Luz com um resultado histórico: beneficiou de 1, 2, 3, 4, 5 flagrantes oportunidades de golo (três delas proporcionadas pela intranquilidade / inexperiência de Moretto; outras três negadas por Moretto… e pelos postes).
Dito isto, o Benfica conseguiu o seu objectivo prioritário: levar a discussão da eliminatória para a 2ª mão, em Barcelona, para onde parte sem ter nada a perder, antes pelo contrário…
Mais, o Benfica poderia ter acabado por vencer o jogo, para tal tendo disposto também de 2 ou 3 oportunidades.
A equipa portuguesa entrou no jogo de forma muito intranquila, nervosa, temerosa, entregando ao adversário, logo no primeiro quarto de hora da partida, o controlo do jogo.
Essa intranquilidade foi bem patente no guarda-redes, mas também em Anderson e Luisão (sem a confiança que habitualmente denota); ao mesmo tempo que Laurent Robert, pela sua falta de dinâmica ou mesmo lentidão, dificultava a tarefa de controlo a meio-campo.
Mas, passado o período inicial de adaptação ao adversário – em que, depois de “oferecer” 3 oportunidades de golo, acabou por beneficiar da protecção da fortuna, que lhe permitiu manter inviolada a sua baliza – começaram a evidenciar-se três excelentes exibições: primeiro, a de Ricardo Rocha, impecável na marcação ao melhor jogador do mundo, Ronaldinho (durante 60 minutos, em que o brasileiro esteve encostado à linha lateral esquerda, foi praticamente eclipsado por Ricardo Rocha); depois, Léo, pleno de confiança, “secando” Larsson e libertando a equipa para acções mais ofensivas, permitindo aos seus colegas da defesa “respirar” um pouco; por fim, Beto (a fazer porventura uma das suas melhores exibições ao serviço do Benfica), com um muito bom controlo do “mágico” criativo do Barcelona, Deco – e, de forma talvez surpreendente, sem que os jogadores benfiquistas tivessem de recorrer a jogo faltoso.
Se, ao intervalo, o empate era claramente lisonjeiro para o Benfica, as coisas complicaram-se bastante entre os 60 e os 70 minutos, quando Ronaldinho começou, primeiro, por mudar de flanco, e, de seguida, passando a “vagabundear” no ataque do Barcelona; o Benfica sentiu-se então perdido e algo “desnorteado”, não acertando as marcações, também com Deco, Eto’o e Iniesta a girarem num estonteante “carrossel” que, só por sorte (e pela intervenção de Moretto), não se traduziu em golo(s).
Conseguindo readaptar-se novamente ao esquema do Barcelona, o Benfica pareceu, nos derradeiros 20 minutos, superiorizar-se fisicamente, começou a soltar-se (beneficiando do papel de distribuidor de jogo de Karagounis e da velocidade de Miccoli, em rápidos contra-ataques, também com o apoio de Simão)… e, com o jogo a assumir uma toada de “parada e resposta”, finalizaria a partida levando o perigo junto da baliza catalã, podendo ter chegado por 2 ou 3 vezes ao golo, nomeadamente com uma (dupla) perdida difícil de explicar e, com uma grande penalidade que ficou por assinalar.
Em resumo, acabou por ser um excitante espectáculo de futebol, em que os adeptos do Benfica sofreram bastante; em que, tendo a consciência do grau de favoritismo do Barcelona, subsiste a esperança de um bom comportamento da equipa no jogo da 2ª mão.
Na outra partida dos 1/4 final hoje disputada, o Arsenal, vencendo a Juventus por 2-0, adquiriu uma importante vantagem na disputa do acesso às 1/2 finais.
Benfica – Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson, Léo; Laurent Robert (46′ – Miccoli), Petit, Manuel Fernandes, Beto, Simão; Geovanni (68′ – Karagounis)
Barcelona – Víctor Valdés; Juliano Belletti, Thiago Motta, Oleguer Presas, Giovanni van Bronckhorst; Henrik Larsson (76′ – Ludovic Giuly), Deco (76′ – Gabri García), Mark van Bommel, Ronaldinho; Andrés Iniesta, Samuel Eto’o




