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Chipre – Portugal (Euro-2012 – Qualif.)

Chipre Chipre – Antonis Georgallides, Paraskevas Christou, George Merkis, Yiannis Okkas, Constantinos Charalambides (63m – Nektarios Alexandrou), Constantinos Makridis (38m – Marios Nikolaou), Dimitris Christofi (80m – George Efrem), Sinisa Dobrasinovic, Andreas Avraam, Savvas Poursaitides e Jason Demetriou

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão, Raul Meireles, João Moutinho, Rúben Micael (63m – Miguel Veloso), Nani (86m – Danny), Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (76m – Hugo Almeida)

0-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 35m
0-2 – Cristiano Ronaldo – 82m
0-3 – Hugo Almeida – 84m
0-4 – Danny – 90m

Cartões amarelos – Sinisa Dobrasinovic (17m) e Constantinos Makridis (35m); Rúben Micael (37m) e Cristiano Ronaldo (83m)

Cartão vermelho – Sinisa Dobrasinovic (34m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

Num jogo em que o resultado superou amplamente a exibição, a selecção portuguesa começou por beneficiar de uma grande penalidade para inaugurar o marcador – a que acresceu a expulsão do jogador cipriota que cometeu a infracção.

Em superioridade numérica e com uma vantagem tangencial, a equipa nacional foi deixando correr o tempo, acabando por materializar a sua superioridade, apenas na fase derradeira do encontro, com mais 3 golos, assim “rectificando” o resultado do jogo realizado em Portugal, com esta mesma selecção do Chipre, um estranho empate a 4.

Desta forma, e pese embora a vitória da Noruega (também com base numa grande penalidade, quase a findar a partida) frente à Islândia, Portugal continua a depender de si próprio para garantir o apuramento, quando restam por disputar dois jogos: recepção à Islândia e deslocação à Dinamarca, respectivamente a 7 e 11 de Outubro. Antes, já no próximo dia 6, ficará a aguardar o desfecho do Dinamarca-Noruega…

GRUPO H                Jg   V   E   D     G     Pt
1º Portugal             6   4   1   1   15- 7   13
2º Noruega              6   4   1   1    7- 4   13
3º Dinamarca            5   3   1   1    7- 4   10
4º Chipre               5   -   2   3    5-12    2
5º Islândia             6   -   1   5    2- 9    1

7ª jornada
02.09.11 – Noruega – Islândia – 1-0
02.09.11 – Chipre – Portugal – 0-4

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2 Setembro, 2011 at 10:30 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off (2ª mão) – Benfica – Twente

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Nico Gaitán (74m – Bruno César), Axel Witsel, Pablo Aimar, Nolito (74m – Nemanja Matic) e Óscar Cardozo (84m – Javier Saviola)

Twente – Nikolay Mihaylov, Tim Cornelisse, Douglas, Peter Wisgerhof, Dwight Tiendalli, Luuk De Jong, Wout Brama (76m – Denny Landzaat), Willem Janssen (60m – Ola John), Bryan Ruiz, Marc Janko e Steven Berghuis (60m – Emir Bajrami)

1-0 – Axel Witsel – 46m
2-0 – Luisão – 59m
3-0 – Axel Witsel – 66m
3-1 – Bryan Ruiz – 85m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (76m); Douglas (15m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Realizando a melhor exibição deste início de época, o Benfica garantiu o apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões, superiorizando-se claramente ao vice-campeão da Holanda.

Desde cedo, o Benfica revelou a sua tónica atacante, sob a batuta do maestro Pablo Aimar, bem apoiado por Axel Witsel, com um domínio esmagador no primeiro tempo, com 15 remates, com várias ocasiões desperdiçadas, a par de excelentes intervenções do guarda-redes do Twente, adiando o golo.

Que, depois da frustração da primeira metade, surgiria logo no minuto inicial do segundo tempo, como que quebrando o feitiço holandês.

O Twente, que fora um espectador passivo do jogo de ataque do Benfica, ver-se-ia então obrigado a assumir maior risco, o que proporcionaria espaços adicionais para a manobra benfiquista, que, no espaço de 7 minutos, ampliaria a marca para um confortável 3-0!

Já na fase derradeira do encontro, Artur Moraes teria então oportunidade, por duas vezes, de mostrar a sua concentração, numa delas com espectacular defesa. Porém, o jogo não terminaria sem que o Benfica concedesse um golo, como que uma mancha na excelente exibição, sem contudo ofuscar o brilho com que garantiu a qualificação.

24 Agosto, 2011 at 11:24 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off (1ª mão) – Twente – Benfica

Twente – Nikolay Mihaylov, Tim Cornelisse, Douglas, Peter Wisgerhof, Dwight Tiendalli (75m – Bart Buysse), Denny Landzaat (45m – Marc Janko), Wout Brama, Willem Janssen, Bryan Ruiz, Luuk De Jong e Emir Bajrami (58m – Ola John)

BenficaBenfica –Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Axel Witsel, Pablo Aimar (64m – Javier Saviola), Nico Gaitán (56m – Rúben Amorim), Nolito e Óscar Cardozo (87m – Nemanja Matic)

1-0 – Luuk De Jong – 6m
1-1 – Óscar Cardozo – 21m
1-2 – Nolito – 35m
2-2 – Bryan Ruiz – 80m

Cartão amarelo – Artur Moraes (80m)

Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)

O Benfica surgiu em Enschede, no primeiro jogo da eliminatória decisiva para apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões, com boa atitude, parecendo querer assumir a iniciativa, surpreendendo o adversário; e, logo aos 5 minutos, Gaitán beneficiou de um ressalto de bola para se isolar frente ao guarda-redes Mihaylov, que, contudo, não conseguiria ultrapassar, rematando de forma a permitir a defesa.

Porém, no minuto imediato, no primeiro remate do Twente à baliza, Luuk De Jong, aproveitando as liberdades concedidas pela defesa benfiquista, rematou sem hipóteses para Artur Moraes, assim inaugurando o marcador.

O Benfica sentiu o golo, perdendo a confiança com que abordara a partida, com o ritmo de jogo a cair bastante, sem que o Twente aproveitasse para impor uma situação de domínio. Até que, aos 21 minutos, na sequência de uma boa iniciativa de ataque, depois de um roubo de bola de Aimar na zona intermediária do campo, Óscar Cardozo, após progredir alguns metros, com um bom remate, ainda bem de fora da área, com a bola em arco, a fugir ao guarda-redes, empatava o encontro.

Novamente numa posição mais favorável, o Benfica readquiriu alguma da tranquilidade, não obstante o jogo continuasse bastante repartido. Até aos 35 minutos, em que, culminando uma excelente jogada – em que ninguém parecia querer marcar, a bola passou sucessivamente por Cardozo e Witsel, antes de chegar aos pés de Nolito, que, com a baliza à sua mercê, não teve dificuldade em empurrar a bola para o golo.

E, só já em tempo de compensação, o Twente voltaria a estar próximo do golo, por via de um remate colocado de Landzaat, desviado para canto com uma soberba estirada de Artur Moraes.

No regresso, após o intervalo, o Twente surgiu então mais determinado a procurar o ataque. E, aos 52 minutos, uma atrapalhação de Artur Moraes provocaria uma situação de grande perigo, com a bola à mercê do desvio fatal… que acabou por não acontecer.

Aos 59 minutos, o guarda-redes benfiquista redimir-se-ia do falhanço anterior, com uma intervenção apertada, a evitar que a bola, que pingava sobre a linha de baliza, ultrapassasse o risco, sacudindo-a por cima da trave.

E, novamente, aos 67 minutos, Artur, saindo da baliza para fazer a cobertura do adversário, que se isolava, pelo lado esquerdo, junto à linha de fundo, mas próximo da baliza, acabou por ficar desposicionado, conseguindo não obstante uma excelente recuperação, recolocando-se a tempo de deter o remate, após o cruzamento para trás, a solicitar a entrada do atacante do Twente.

No lance imediato, Saviola rematou com muito perigo, com a bola praticamente a rasar o poste. Escassos minutos decorridos, Cardozo, numa boa desmarcação, surgiu isolado, algo descaído sobre a esquerda, mas faltou-lhe a velocidade para progredir para a baliza em condições óptimas de remate; acabaria por desferir um pontapé fraco, sem dificuldades de defesa.

O guardião benfiquista seria novamente chamado a intervir aos 73 minutos, atestando a sua concentração. Para, dois minutos volvidos, Nolito se revelar muito cerimonioso, não rematando de primeira, acabando por perder um bom ensejo para ampliar a vantagem do Benfica para uma marca que praticamente lhe garantiria o apuramento…

Porém, tantas ameaças de golo acabariam mesmo por resultar no segundo tento para o Twente, empatando a partida, com um golpe de cabeça, a desviar a bola do alcance de Artur Moraes, num lance contestado pela defesa benfiquista – reclamando um empurrão do autor do golo nas costas de Emerson -, que originaria também um cartão amarelo para o guarda-redes. A eliminatória voltava a ficar em aberto.

16 Agosto, 2011 at 9:36 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (2ª mão) – Trabzonspor – Benfica

Trabzonspor – Tolga Zengin, Serkan Balcı (79m –  Halil Altintop), Giray Kaçar, Arkadiusz Głowacki, Ondřej Čelůstka, Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Adrian Mierzejewski, Paulo Henrique (45m – Alanzinho) e Paweł Brożek (63m – Yumlu)

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Axel Witsel, Pablo Aimar (64m – Nemanja Matic), Nico Gaitán (87m – Bruno César), Javier Saviola (75m – Franco Jara) e Nolito

0-1 – Nolito – 19m
1-1 – Paulo Henrique – 31m

Cartões amarelos – Gustavo Colman (57m) e Didier Zokora (67m); Ezequiel Garay (29m), Maxi Pereira (52m), Pablo Aimar (55m) e Nico Gaitán (69m)

Cartão vermelho – Adrian Mierzejewski (58m)

Árbitro – Aleksandar Stavrev (Macedónia)

Numa partida disputada em Istambul, no Estádio Olímpico Ataturk, a equipa turca, procurando anular a desvantagem com que saíra do Estádio da Luz, entrou a pressionar, com uma insistência junto da área do Benfica, bem anulada por Garay. Porém, a primeira grande oportunidade de golo surgiria aos 6 minutos, para o Benfica, na sequência de uma boa combinação de Nolito com Saviola, a rematar ligeiramente por alto.

Aos 12 minutos, após falta de Maxi Pereira sobre Paulo Henrique, o Trabzonspor beneficiaria de um livre perigoso, convertido por Colman, com Artur Moraes a mostrar-se atento e seguro.

Cinco minutos depois, mais uma excelente oportunidade para o Benfica, na sequência de um cruzamento de Maxi Pereira, surgindo Witsel a cabecear com intencionalidade, para a defesa em voo de Tolga.

Apenas mais dois minutos volvidos, o Benfica alcançaria o golo que lhe conferia praticamente absoluta tranquilidade quanto ao desfecho da eliminatória. A jogada teve início num lançamento lateral de Emerson, na esquerda, com Saviola a tocar de primeira para Nolito, que, depois de evitar um adversário, surgiu isolado frente ao guarda-redes Tolga, não desperdiçando a soberana oportunidade, concretizando o golo com um remate rasteiro.

Nos minutos seguintes, o Trabzonspor procuraria reagir, primeiro com um cruzamento rasteiro de Paulo Henrique, na esquerda, bem solucionado por Artur Moraes; e, logo de seguida, com Emerson, já no interior da área, a cortar a bola, após um livre marcado por Mierzejewski.

E, pouco depois de um remate de Nolito, de fora da área, com Tolga sem dificuldades em defender, a equipa turca conseguiria mesmo chegar ao golo do empate: após um cruzamento na esquerda, que, quer Luisão, quer Emerson, não conseguiram interceptar, Paulo Henrique apareceu ao segundo poste, sem dificuldade para bater para a baliza.

Até final do primeiro tempo, o Benfica realizaria ainda uma boa jogada de envolvimento, com o guardião turco a antecipar-se a Maxi Pereira, já em plena área. E, mesmo antes do descanso, Aimar, após receber a bola de Saviola, rematou cruzado, ainda de fora da área, mas a bola sairia ao lado.

A segunda metade iniciar-se-ia com nova grande ocasião para o Benfica, após cruzamento de Aimar, surgindo Saviola adiantado, com a bola a sobrar para Nolito, a rematar, mas a permitir a Tolga a defesa com os pés…

Aos 51 minutos seria a vez de os turcos provocarem grande perigo, por via de um remate cruzado de Mierzejewski, a embater no poste da baliza de Artur Moraes.

Com a eliminatória praticamente decidida, à medida que o tempo de jogo avançava, com o empate a manter-se, o seu desfecho acabaria por ficar definitivamente sentenciado aos 58 minutos, com a expulsão de Mierzejewski, por agressão (cotovelada) a Maxi Pereira.

Na fase derradeira do encontro, o Benfica criaria ainda perigo, à passagem dos 70 minutos, com Gaitán, isolado, depois de boa desmarcação proporcionada por Nolito, a rematar à figura de Tolga. E, novamente, aos 79 minutos, com Witsel a rematar à trave, na sequência de uma boa combinação entre Franco Jara e Matic. E, ainda, aos 81 minutos, também Nico Gaitán, com um forte remate de fora da área, a obrigar o guarda-redes turco a boa intervenção.

Escudado na boa vantagem alcançada em Lisboa, com a confiança reforçada pela tranquilidade proporcionada pelo golo obtido em Istambul, o Benfica realizou uma exibição segura, em que deixou transparecer que a vitória nesta 2ª mão estava também ao seu alcance; o objectivo prioritário estava, porém, já há muito garantido: a qualificação para o play-off final de acesso à Liga dos Campeões.

3 Agosto, 2011 at 9:45 pm Deixe um comentário

Mundial 2014 – Sorteio da Fase de Qualificação

Realizou-se hoje, no Rio de Janeiro, no Brasil, o sorteio da Fase de Qualificação para o Mundial 2014 de Futebol. É a seguinte a constituição dos Grupos da Zona Europeia:

Grupo A                Grupo B                Grupo C

Croácia                Itália                 Alemanha
Sérvia                 Dinamarca              Suécia
Bélgica                R. Checa               Irlanda
Escócia                Bulgária               Áustria
Macedónia              Arménia                Ilhas Faroé
País Gales             Malta                  Cazaquistão

Grupo D                Grupo E                Grupo F

Holanda                Noruega                Portugal
Turquia                Eslovénia              Rússia
Hungria                Suíça                  Israel
Roménia                Albânia                I. Norte
Estónia                Chipre                 Azerbaijão
Andorra                Islândia               Luxemburgo

Grupo G                Grupo H                Grupo I

Grécia                 Inglaterra             Espanha
Eslováquia             Montenegro             França
Bósnia-Herzegovina     Ucrânia                Bielorússia
Lituânia               Polónia                Geórgia
Letónia                Moldávia               Finlândia
Liechtenstein          S. Marino

Portugal – beneficiando da sua posição no ranking da FIFA (5º lugar a nível europeu e 7º mundial), o que lhe confere o estatuto de “cabeça-de-série” (juntamente com Espanha, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Itália, Croácia, Noruega e Grécia) – vê-se enquadrado num Grupo em que, pese embora a presença da Rússia e de outras selecções que não deixarão de representar dificuldades, terá de se assumir como claro favorito à vitória e ao apuramento directo.

Tendo a Europa direito a 13 selecções na Fase Final do Mundial, das 53 participantes na qualificação, apenas o vencedor de cada um dos 9 Grupos de Qualificação terá acesso directo à referida Fase Final; os 8 melhores segundos classificados de entre os vários Grupos disputarão entre si (em sistema de “play-off”) mais 4 vagas de apuramento.

30 Julho, 2011 at 9:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão) – Benfica – Trabzonspor

BenficaBenfica – Artur Moraes, Ruben Amorim (64m – Maxi Pereira), Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Enzo Pérez (54m – Nolito), Pablo Aimar (74m – Axel Witsel), Nico Gaitán, Javier Saviola e Óscar Cardozo

Trabzonspor – Tolga Zengin, Arkadiusz Głowacki, Giray Kaçar, Ondřej Čelůstka, Serkan Balcı, Adrian Mierzejewski (85m – Paweł Brożek), Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Alanzinho (67m – Aykut Akgün) e Paulo Henrique

1-0 – Nolito – 71m
2-0 – Nico Gaitán – 88m

Cartões amarelos – Ruben Amorim (44m), Javi Garcia (56m) e Nolito (73m); Giray Kaçar (22m) e Didier Zokora (41m)

Árbitro – Stephan Studer (Suíça)

Dois golos, uma bola no poste, pelo menos uma grande penalidade a favor não assinalada pelo árbitro, são números que traduzem um ilusório domínio do Benfica, em que o resultado final – com uma tão importante como lisonjeira vitória, no que respeita à margem obtida, exponenciada pelo facto de ter mantido inviolada a sua baliza -, foi bem melhor que a exibição.

Num jogo de início de época, com os jogadores muito distantes da sua melhor forma e ainda numa fase de muito reduzido entrosamento (a dupla de centrais jogou hoje junta pela primeira vez…), a equipa benfiquista entrou em campo com boa atitude, disposta a procurar o golo que lhe proporcionasse maior tranquilidade e o reforço da confiança para abordar esta pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

E, nos primeiros 25 minutos, empurrando gradualmente a equipa turca para a sua zona defensiva, conseguiria mesmo assustar por duas vezes o guardião adversário, tendo, por outro lado, criado também um lance na grande área do Trabzonspor em que subsistem dúvidas sobre a legalidade da forma como Cardozo foi impedido de chegar à bola.

Até final da primeira parte, com a intensidade de jogo e o ritmo – nunca excessivamente elevado – a ir decaindo, não haveria novas ocasiões de perigo.

No segundo tempo, os minutos iam decorrendo placidamente, sem que o nulo parecesse poder alterar-se. Não obstante, antes de um dos novos reforços do Benfica, Nolito, ter tirado um “coelho da cartola”, inaugurando o marcador, já dentro dos derradeiros vinte minutos, o Benfica havia entretanto ameaçado já a baliza adversária com um remate ao poste. E, pouco depois do golo, haveria ainda um claro lance de mão na bola na área turca, não sancionada pelo árbitro.

Sem que o Trabzonspor tivesse criado, em todo o tempo do encontro, efectivas oportunidades de golo – com Artur a corresponder bem às escassas situações de remate à baliza, já na fase derradeira do jogo -, o Benfica viria a ter, já muito perto do final, um momento feliz, ampliando o marcador para 2-0, uma vantagem que lhe pode proporcionar uma “margem de segurança” para a deslocação à Turquia, a caminho do play-off de acesso à Liga dos Campeões.

27 Julho, 2011 at 10:44 pm Deixe um comentário

Cadel Evans vence “Tour de France”

Aos 34 anos, depois de ter sido já por duas vezes segundo classificado (em 2007 e 2008) e após participações menos bem sucedidas nos dois últimos anos (respectivamente 30º e 26º), Cadel Evans tornou-se no primeiro ciclista australiano a triunfar na mais importante prova velocipédica por etapas a nível mundial, o “Tour de France”.

Defendendo-se com grande bravura nas etapas de montanha, em particular a que terminou com a vitória isolada de Andy Schleck – em que se viu obrigado a assumir, praticamente em exclusivo, a responsabilidade pela tentativa de perseguição, conseguindo reduzir a significativa vantagem de que o luxemburguês chegou a dispor -, beneficiou das suas qualidades de grande contra-relogista para, não só anular os 57 segundos de atraso com que partia para a última etapa antes do dia de consagração, como ainda inverter a situação a seu favor, com uma esclarecedora diferença de 1′ 34″ na classificação geral.

Uma curiosidade inédita na tabela final foi a presença de dois irmãos no pódio, com Andy Schleck a repetir, pelo terceiro ano consecutivo, o 2º lugar, depois de uma excelente prova em que, contudo, baqueou no contra-relógio final.

Surpreendente foi também a excelente prova de Thomas Voeckler, que, dia após dia, foi mantendo a camisola amarela, praticamente até ao final da prova, apenas a cedendo na última etapa de montanha.

Como grande derrotado desta edição terá de indicar-se o nome de Alberto Contador, vencedor da prova nas suas últimas três participações, quedando-se desta feita apenas pela 5ª posição, depois de um dia mau numa etapa de montanha, não tendo conseguido impor-se de forma a recuperar tempo noutras etapas.

Por fim, em relação aos portugueses, embora com classificações modestas na geral, destaque para a prova realizada por Rui Costa, vencendo uma etapa (repetindo a proeza de Sérgio Paulinho no ano anterior), e integrando uma outra fuga de grande sensação, acompanhando Andy Schleck e Alberto Contador.

1. Cadel Evans (Austrália) – BMC Racing Team – 86h 12′ 22″
2. Andy Schleck (Luxemburgo) – Team Leopard-Trek – a 01′ 34″
3. Frank Schleck (Luxemburgo) – Team Leopard-Trek – a 02′ 30″
4. Thomas Voeckler (França) – Team Europcar – a 03′ 20″
5. Alberto Contador (Espanha) – Astana – a 03′ 57″
6.  Samuel Sanchez (Espanha) – Euskaltel – Euskadi – a 04′ 55″
7. Damiano Cunego (Itália) – Lampre – a 06′ 05″
8. Ivan Basso (Itália) – Liquigas-Cannondale – a 07′ 23″
9. Tom Danielson (EUA) – Team Garmin – Cervelo – a 08′ 15″
10. Jean-Christophe Peraud (França) – AG2R La Mondiale – a 10′ 11″
…
81. Sérgio Paulinho (Portugal) – Team Radioshack – a 2h 24′ 29″
…
90. Rui Costa (Portugal) – Movistar Team – a 2h 31′ 34″

24 Julho, 2011 at 7:42 pm Deixe um comentário

Rui Costa vence etapa no “Tour de France”

O ciclista Rui Costa, de 24 anos, ao serviço da equipa Movistar, na sua terceira participação na prova, obteve hoje a 10ª vitória individual de ciclistas portugueses em etapas da Volta a França em bicicleta – competição velocipédica por etapas mais importante a nível mundial -, depois dos triunfos de Joaquim Agostinho (4, duas das quais em 1969, e uma nas edições de 1973 e 1979, esta no mítico Alpe d’Huez – no ano de 1977 venceu também uma outra etapa, mas seria posteriormente desclassificado), Acácio da Silva (3, em 1987, 1988 e 1989 – ano em que envergou a camisola amarela da prova), Paulo Ferreira (1, em 1984) e Sérgio Paulinho (1, na prova do ano passado) – tendo também José Azevedo participado em 2 vitórias em contra-relógios por equipas (em 2004, pela US Postal, e em 2005, pela Discovery Channel).

(fotos – via Record, Web Ciclismo e The New York Times)

Na etapa de hoje (ver resumo em vídeo), disputada entre Aigurande e Super-Besse Sancy, no maciço central francês, a primeira de (média) montanha da edição deste ano, o ciclista português culminou da melhor forma uma longa fuga, de cerca de 180 km, protagonizada por um grupo composto inicialmente por 9 ciclistas, que se foi progressivamente reduzindo, conseguindo, já na parte final (a cerca de 5 km do termo), destacar-se, resistindo ainda à forte perseguição protagonizada pelo cazaque Alexander Vinokourov, acabando por vencer isolado, com 12 segundos de vantagem sobre o 2º classificado, que seria, ao sprint, Philippe Gilbert, impondo-se ao pelotão, liderado por Cadel Evans, a 15 segundos.

9 Julho, 2011 at 7:09 pm Deixe um comentário

Novak Djokovic novo líder do ranking ATP

Ao atingir a presença na Final do Torneio de Wimbledon, o sérvio Novak Djokovic garantiu, pela primeira vez, a subida ao 1º lugar do ranking ATP, culminando um extraordinário ano em que obteve uma fantástica série de 41 vitórias consecutivas (apenas tendo sido derrotado, nas 1/2 Finais em Roland Garros, por Roger Federer) – não obstante contar, antes da Final de amanhã, apenas 2 triunfos em torneios do Grand Slam, ambos na Austrália (em 2008 e 2011), soma já 7 vitórias em torneios em 2011.

É a seguinte a lista completa de todos os (até agora 25) líderes do ranking ATP, desde a sua criação, pela Associação de Tenistas Profissionais, em 1973 (há 38 anos):

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1 Julho, 2011 at 11:43 pm Deixe um comentário

Portugal – Noruega (Euro-2012 – Qualif.)

Portugal Portugal – Eduardo, João Pereira (73m – Sílvio), Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (69m – Ruben Micael), João Moutinho, Nani (86m – Silvestre Varela) e Hélder Postiga

Noruega Noruega – Rune Jarstein, Tom Hogli, Brede Hangeland, Vadim Devidov, John Arne Riise, Bjorn Helge Riise, Henning Hauger, Christian Grindheim (83m – Markus Henriksen), Erik Huseklepp (75m – Daniel Braaten), Morten Gamst Pedersen e John Carew (60m – Mohammed Abdellaoue)

1-0 – Hélder Postiga – 53m

Cartão amarelo – Não houve

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Ainda em processo de recuperação do péssimo arranque nesta campanha de qualificação para o EURO 2012, Portugal enfrentava o líder do grupo, com a responsabilidade de triunfar, para se reposicionar na disputa do primeiro lugar.

Assim, desde início, a equipa portuguesa assumiu as “despesas do jogo”, procurando a iniciativa atacante; contudo, cedo perceberia que a equipa norueguesa, povoando muito o seu meio-campo e zona defensiva, iria constituir um duro obstáculo.

Paralelamente, ensaiando rápidos contra-ataques, a Noruega procurava enervar a equipa portuguesa, cujos níveis de ansiedade iam aumentando gradualmente, à medida que o relógio avançava, sem que o golo surgisse.

E, com 23 minutos decorridos, seria mesmo a Noruega a ameaçar a baliza portuguesa, com Morten Gamst Pedersen a desperdiçar uma excelente oportunidade de golo.

Não conseguindo colocar velocidade no seu jogo, para além de um livre – convertido por Cristiano Ronaldo com um remate potente, obrigando a intervenção apertada do guardião norueguês –, apenas aos 40 minutos, também por Ronaldo, de cabeça, a equipa portuguesa colocou a defesa norueguesa em apuros.

No reinício, depois do intervalo, a equipa portuguesa surgiu mais determinada, desde logo com um bom remate de Hélder Postiga, a obrigar o guarda-redes da Noruega a mostrar-se atento. E, quase de imediato, Nani, com um forte pontapé, de fora da área, a sair ligeiramente por cima da baliza.

Com uma vantagem de 9 cantos a 0, começava a adivinhar-se o golo… que surgiria mesmo, culminando uma excelente jogada, por intermédio de Hélder Postiga, bem assistido por Nani.

Não “tirando o pé do acelerador”, 5 minutos mais tarde, mais um bom remate, de Carlos Martins, obrigaria à correspondente estirada do guarda-redes da Noruega, a evitar novo golo. O mesmo Carlos Martins reincidiria pouco depois, embora a maior distância, sem a força necessária.

Na fase complementar, o jogo diminuiria de intensidade, com a Noruega a não abdicar do seu sistema táctico, limitando-se a procurar lances propícios ao contra-ataque e com a equipa portuguesa a arriscar menos.

Só aos 82 minutos, num lance em que Nani pareceu ser ceifado em falta em plena grande área, a bola ressaltou para Ronaldo, que, contudo, falho de inspiração, se embrulhou, não rematando de primeira como se impunha na ocasião, perdendo a oportunidade mais soberana para ampliar a vantagem.

Já mesmo em cima da hora para terminar, a Noruega beneficiaria do seu primeiro canto (contra 13 de Portugal…), e, logo depois, de um livre, em que procurou o lançamento em profundidade para a área… antes de Cristiano Ronaldo, com um remate cruzado, criar perigo pela última vez.

Num jogo de “fim de estação”, sem grandes primores exibicionais, com alguma dificuldade, mas também, em paralelo, alguma tranquilidade, Portugal garantia uma importante vitória, relançando-se nesta fase de apuramento, assumindo, em igualdade pontual com a Dinamarca e Noruega, a liderança do Grupo – quando faltam disputar apenas 3 jogos a cada uma destas selecções.

GRUPO H                Jg   V   E   D     G     Pt
1º Portugal             5   3   1   1   11- 7   10
2º Dinamarca            5   3   1   1    7- 4   10
3º Noruega              5   3   1   1    6- 4   10
4º Chipre               4   -   2   2    5- 8    2
5º Islândia             5   -   1   4    2- 8    1

6ª jornada
04.06.11 – Islândia – Dinamarca – 0-2
04.06.11 – Portugal – Noruega – 1-0

(mais…)

4 Junho, 2011 at 10:19 pm Deixe um comentário

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