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Mundial Clubes – 2025 – Boca Juniors – Benfica
2-2
Boca Juniors – Agustín Marchesín, Luis Advíncula, Nicolás Figal, Ayrton Costa, Lautaro Blanco, Ander Herrera (20m – Tomás Belmonte), Rodrigo Battaglia, Carlos Palacios (66m – Williams Alarcón), Kevin Zenón, Alan Velasco (58m – Milton Giménez) e Miguel Merentiel (65m – Exequiel Zeballos)
Benfica – Anatoliy Trubin, Samuel Dahl (45m – Andrea Belotti), António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Florentino Luís (90m – Leandro Barreiro), Renato Sanches (61m – Orkun Kökçü), Ángel Di María (77m – Gianluca Prestianni), Fredrik Aursnes, Armindo Bangna “Bruma” (61m – Kerem Aktürkoğlu) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis
1-0 – Nicolás Otamendi (p.b.) – 21m
2-0 – Rodrigo Battaglia – 27m
2-1 – Ángel Di María (pen.) – 45m
2-2 – Nicolás Otamendi – 84m
Cartões amarelos – Carlos Palacios (66m) e Ayrton Costa (85m); Álvaro Carreras (67m) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (83m)
Cartões vermelhos – Ander Herrera (45m – no banco, após ter sido substituído) e Nicolás Figal (88m); Andrea Belotti (70m)
Árbitro – César Ramos (México)
Hard Rock Stadium – Miami Gardens (18h00 / 23h00)
O Benfica apresentou melhor entrada em campo, tendo tido até oportunidade para marcar nos minutos iniciais. Porém, duas falhas defensivas proporcionaram, em curto período, dois golos ao adversário, que, assim, adquiriu significativa vantagem, que, até final, procurou preservar a todo o custo.
Tendo conseguido reduzir para a diferença mínima mesmo à beira do intervalo, mercê de uma grande penalidade (sinalizada pelo “VAR”), devido a toque sobre Otamendi, a equipa portuguesa teria toda a segunda parte para procurar inverter o resultado.
Só que teve de enfrentar uma estratégia adversário de sistemático anti-jogo, com sucessivas perdas de tempo, a quebrar o ritmo, bastante dureza e agressividade, que beneficiaram da complacência arbitral.
E, por absurdo, acabaria por ser o Benfica a ver-se em situação de inferioridade numérica, devido a um pontapé (acidental) de Belotti, que, quando tentava jogar a bola, atingiu involuntariamente a cabeça de um opositor.
A perder, e com menos um jogador, a vinte minutos do final, a turma encarnada teria, então, de se unir, acabando, algo paradoxalmente, por evidenciar a fase de melhor produção de jogo, recompensada com o tento do empate já nos derradeiros minutos.
O Boca Juniors teria também um jogador expulso, já ao cair do pano, acabando os benfiquistas por ficar a lamentar-se do escasso tempo de compensação (cinco minutos) concedido pelo árbitro, perante tão pouco tempo útil de jogo.
O Benfica acabou por ter alguma felicidade na forma como chegou à igualdade, numa antecipação, de cabeça, de Otamendi, em evidência na partida – que teve a curiosidade de terem sido dois argentinos a marcar os golos frente ao rival da Argentina –, o que lhe permite manter em aberto as expectativas de apuramento, tendo, em paralelo, sido penalizado pela forma pouco concentrada e ligada com que pareceu abordar este seu desafio de estreia, no novo formato do Mundial de clubes.
Mundial Clubes – 2025 – Palmeiras – FC Porto
0-0
Palmeiras – Weverton da Silva, Agustín Giay, Gustavo Gómez, Murilo Paim, Felipe Anderson (64m – Paulo “Paulinho” Filho), Richard Ríos (87m – Lucas Evangelista), Aníbal Moreno, Joaquín Piquerez, Estêvão Gonçalves (65m – Allan Elias), Maurício Prado (65m – Raphael Veiga) e Vítor Roque (77m – José Manuel López)
FC Porto – Cláudio Ramos, Martim Fernandes, José “Zé” Pedro Freitas, Iván Marcano, João Mário (77m – Patricio Nehuén Pérez), Alan Varela (81m – Tomás Pérez), Gabriel “Gabri” Veiga (67m – Eduardo Cossa “Pepê”), Francisco Moura, Fábio Vieira (82m – André Franco), Rodrigo Mora (77m – Stephen Eustáquio) e Samuel “Samu” Omorodion
Cartões amarelos – Felipe Anderson (9m), Gustavo Gómez (62m) e Abel Ferreira (Treinador – 63m); Martim Fernandes (15m) e Patricio Nehuén Pérez (90m)
Árbitro – Héctor Saíd Martínez (Honduras)
MetLife Stadium – East Rutherford (18h00 / 23h00)
Portugal – Espanha – Liga das Nações da UEFA – Final

2-2
Diogo Costa, João Neves (45m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Gonçalo Inácio (74m – Renato Veiga), Nuno Mendes, Bernardo Silva (74m – Rafael Leão), Vítor Ferreira “Vitinha”, Pedro Neto (105m – Diogo José “Jota”), Bruno Fernandes, Francisco Conceição (45m – Rúben Neves) e Cristiano Ronaldo (88m – Gonçalo Ramos)
Espanha – Unai Simón, Óscar Mingueza (92m – Pedro Porro), Robin Le Normand, Dean Huijsen, Marc Cucurella, Pedro “Pedri” González (74m – Francisco “Isco” Alarcón), Martín Zubimendi, Fabián Ruiz (74m – Mikel Merino), Lamine Yamal (105m – Yeremi Pino), Mikel Oyarzabal (111m – Álvaro Morata) e Nicholas “Nico” Williams (92m – Alejandro “Álex” Baena)
0-1 – Martín Zubimendi – 21m
1-1 – Nuno Mendes – 26m
1-2 – Mikel Oyarzabal – 45m
2-2 – Cristiano Ronaldo – 61m
Cartões amarelos – Gonçalo Inácio (19m), Pedro Neto (82m), Nuno Mendes (100m) e Roberto Martínez (Treinador – 110m); Fabián Ruiz (33m), Robin Le Normand (90m), Alejandro “Álex” Baena (100m) e Pedro Porro (110m)
Desempate da marca de grande penalidade:
1-0 – Gonçalo Ramos
1-1 – Mikel Merino
2-1 – Vítor Ferreira “Vitinha”
2-2 – Alejandro “Álex” Baena
3-2 – Bruno Fernandes
3-3 – Francisco “Isco” Alarcón
4-3 – Nuno Mendes
Álvaro Morata permitiu a defesa a Diogo Costa
5-3 – Rúben Neves
Árbitro – Sandro Schärer (Suíça)
Allianz Arena, Munique – Alemanha
Portugal sagra-se vencedor da 4.ª edição da Liga das Nações, conquistando o troféu pela segunda vez!
Defrontando a que será, porventura, melhor selecção mundial da actualidade, por duas vezes a equipa portuguesa esteve em desvantagem no marcador, por duas vezes teve a coragem necessária para repor a igualdade.
Entrando em campo com um desenho táctico pouco ortodoxo, com a novidade de mais um lateral direito improvisado (João Neves!), procurando tirar partido da aposta na irreverência de Francisco Conceição, a selecção nacional tinha um tesouro que brilharia com maior fulgor nesta Final, numa sensacional exibição de Nuno Mendes.
A turma portuguesa, atrevida, logo de entrada procurou apropriar-se do jogo, mas rapidamente a Espanha assumiria as rédeas, dominando na zona nevrálgica, e instalando-se no meio campo contrário, começando a dar a ideia que poderia chegar ao golo, o que sucederia cumpridos os primeiros vinte minutos, beneficiando de uma sucessão de ressaltos.
A equipa nacional teria, então, a felicidade de, antes de poder reequilibrar a contenda em termos de futebol jogado, chegar, de pronto, ao empate, num raid fulminante de Nuno Mendes, que marcou pela primeira vez ao serviço da selecção.
A Espanha não desarmou, e Nico Williams, com várias investidas pelo flanco esquerdo, ia colocando a “cabeça em água” a João Neves, sem as rotinas posicionais necessárias a um bom desempenho, de forma a travar um extremo tão versátil.
Mas seria até pelo lado direito que, mesmo à beira do intervalo, a formação espanhola se recolocaria em vantagem, aproveitando alguma desconcentração portuguesa, reclamando uma falta sobre Bernardo Silva. O resultado ao intervalo ajustava-se ao rendimento apresentado pelas duas equipas.
No reatar da partida Roberto Martínez rectificou posições, sacrificando João Neves, dando lugar a Nélson Semedo, ao mesmo tempo que procurava reforçar o meio-campo, com a entrada de Rúben Neves. As alterações promovidas pareciam fazer sentido, mas, em termos práticos, não davam resultados, no que respeita a uma tomada de controlo pela equipa portuguesa, que continuava muito pressionada.
Até que, ao passar da hora de jogo, libertou-se (de novo) o génio de Nuno Mendes – que, tendo tido de lidar, face a face, com a grande promessa (já certeza) espanhola, Lamine Yamal, ia levando claramente a melhor, em termos defensivos –, conseguindo esquivar-se ao rival directo, e “ligando o turbo”, em direcção à área, com a bola a chegar a Cristiano Ronaldo, que, com frieza, não perdoaria, fazendo o 2-2.
Até final do tempo regulamentar, a Espanha, forçada a mostrar respeito pelo adversário, refreou a tomada de risco, em contraponto à tentativa portuguesa de explorar também o “diabo à solta”, Rafael Leão, mas o resultado estava feito e não se alteraria.
Numa boa exibição da equipa nacional, este era já o sexto empate entre as duas selecções, nos últimos sete encontros!
Portugal parecia denotar maior frescura e superioridade anímica para o prolongamento, agora com Nuno Mendes e Rafael Leão a constituírem ameaças que a Espanha não podia menorizar. Faltaria, então, eficácia – sobretudo na primeira parte do prolongamento – para que a selecção portuguesa tivesse marcado e pudesse ganhar o jogo.
Na segunda metade desse tempo extra, a conjugação da fadiga que se ia avolumando, de parte a parte, com o receio de perder, fez com que não houvesse soberanas ocasiões de golo para qualquer lado.
O desempate da marca de grande penalidade tornara-se uma inevitabilidade, e, sendo sempre de desfecho contingente, prometia favorecer a equipa portuguesa. E assim seria: com todas as sete primeiras tentativas concretizadas com sucesso, bastaria a decisiva defesa de Diogo Costa, a remate de Morata, para proporcionar a Rúben Neves a oportunidade de materializar a festa, o que, com grande serenidade, confirmaria, completando o pleno de (cinco) golos de Portugal.
Depois do Campeonato da Europa de 2016, e da Liga das Nações de 2019, a selecção de Portugal conquista o seu terceiro grande troféu a nível internacional. Nuno Mendes ( o “homem do jogo”), João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos viveram a melhor semana das suas vidas a nível desportivo: depois de, no passado Sábado, se terem sagrado Campeões Europeus de clubes, conquistaram, este Domingo – por curiosidade, no mesmo mítico Estádio, em Munique –, a Liga das Nações.


Alemanha – França – Liga das Nações da UEFA – 3.º/4.º lugar

0-2
Marc-André ter Stegen, Joshua Kimmich, Jonathan Tah, Robin Koch, David Raum (65m – Maximilian Mittelstädt), Pascal Groß (73m – Thilo Kehrer), Leon Goretzka (65m – Tom Bischof), Nick Woltemade (45m – Deniz Undav), Florian Wirtz, Karim-David Adeyemi (78m – Serge Gnabry) e Niclas Füllkrug
França – Mike Maignan, Malo Gusto, Loïc Badé, Lucas Hernández, Lucas Digne, Aurélien Tchouaméni (68m – Emmanuel “Manu” Koné), Adrien Rabiot, Randal Kolo Muani (68m – Désiré Doué), Rayan Cherki (68m – Michael Olise), Marcus Thuram (90m – Mattéo Guendouzi) e Kylian Mbappé
0-1 – Kylian Mbappé – 45m
0-2 – Michael Olise – 84m
Cartões amarelos – David Raum (29m), Karim-David Adeyemi (35m) e Jonathan Tah (61m); Lucas Digne (12m) e Lucas Hernández (61m)
Árbitro – Ivan Kružliak (Eslováquia)
Stuttgart Arena, Stuttgart – Alemanha
Espanha – França – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

5-4
Espanha – Unai Simón, Pedro Porro, Robin Le Normand (77m – Daniel Vivian), Dean Huijsen, Marc Cucurella, Mikel Merino (90m – Pablo Gavira “Gavi”), Martín Zubimendi, Pedro “Pedri” González (64m – Fabián Ruiz), Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal (77m – Samuel “Samu” Omorodion) e Nicholas “Nico” Williams (64m – Dani Olmo)
França – Mike Maignan, Pierre Kalulu (63m – Malo Gusto), Ibrahima Konaté, Clément Lenglet (72m – Lucas Hernández), Theo Hernández, Emmanuel “Manu” Koné, Adrien Rabiot, Ousmane Dembélé (76m – Randal Kolo Muani), Michael Olise (63m – Rayan Cherki), Désiré Doué (63m – Bradley Barcola) e Kylian Mbappé
1-0 – Nicholas “Nico” Williams – 22m
2-0 – Mikel Merino – 25m
3-0 – Lamine Yamal (pen.) – 54m
4-0 – Pedro “Pedri” González – 55m
4-1 – Kylian Mbappé (pen.) – 59m
5-1 – Lamine Yamal – 67m
5-2 – Rayan Cherki – 79m
5-3 – Daniel Vivian (p.b.) – 84m
5-4 – Randal Kolo Muani – 90m
Cartões amarelos – Lamine Yamal (33m) e Pablo Gavira “Gavi” (90m); Adrien Rabiot (51m), Theo Hernández (82m), Randal Kolo Muani (90m) e Emmanuel “Manu” Koné (90m)
Árbitro – Michael Oliver (Inglaterra)
Stuttgart Arena, Stuttgart – Alemanha
Um resultado de 4-0 aos dez minutos da segunda parte pode induzir em erro, levando a pensar que “os números dizem tudo”, isto é, que o desafio teria sido um passeio para a Espanha, num jogo de “sentido único”.
Mas não foi bem assim, desde logo porque a França até teve uma melhor entrada, assumindo a iniciativa; porém, a eficácia espanhola foi tremenda, marcando dois golos num curto intervalo de três minutos, entre os 22 e os 25. O que repetiria, no tal arranque de segunda parte, com mais outros dois tentos, desta feita em minutos consecutivos.
Quando Mbappé, logo de seguida, reduziu para 1-4, o mais normal seria pensar-se que a França tinha obtido o seu “ponto de honra”. Até porque, pouco tempo decorrido, a Espanha voltava a colocar o marcador numa diferença de quatro golos a seu favor.
A partir daí, é difícil perceber se foi a Espanha que relaxou – desde logo com as saídas de Pedri e Nico Williams, porventura já uma gestão para a Final – ou se não conseguiu então encontrar antídoto para suster a “louca cavalgada” francesa, que, depois de chegar ao 3-5, terá acreditado, o que reforçou com o 4-5, que, contudo, chegaria já tarde demais.
Num jogo frenético – em que houve de tudo, com um penalty para cada lado, um auto-golo e evolução completamente atípica do marcador –, e depois de ter ficado a sensação de que a Espanha dominara a seu bel-prazer, a ideia final que perdura foi a de que, com mais alguns minutos, a França teria conseguido mesmo completar o que seria, a todos os níveis, uma recuperação verdadeiramente épica.
Que os ataques se superiorizaram claramente às defesas não restam dúvidas; o que ficou por esclarecer foi se as fragilidades defensivas evidenciadas de parte a parte serão sistémicas – no caso da equipa espanhola, como que emulando a forma de jogar do Barcelona nesta temporada –, ou de índole pontual/casual.
Em qualquer caso, Portugal terá perfeita noção de que não encontrará facilidades no Domingo, numa aliciante Final ibérica…
Alemanha – Portugal – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

1-2
Marc-André ter Stegen, Jonathan Tah, Robin Koch, Waldemar Anton (71m – Felix Nmecha), Joshua Kimmich, Aleksandar Pavlović (71m – Karim-David Adeyemi), Leon Goretzka, Maximilian Mittelstädt (60m – Robin Gosens), Leroy Sané (60m – Serge Gnabry), Florian Wirtz e Nick Woltemade (60m – Niclas Füllkrug)
Diogo Costa, João Neves (58m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Rúben Neves (58m – Vítor Ferreira “Vitinha”), Bernardo Silva, Francisco Trincão (58m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes, Pedro Neto (83m – Diogo José “Jota”) e Cristiano Ronaldo (90m – João Palhinha)
1-0 – Florian Wirtz – 48m
1-1 – Francisco Conceição – 63m
1-2 – Cristiano Ronaldo – 68m
Cartões amarelos – Jonathan Tah (80m), Florian Wirtz (84m) e Niclas Füllkrug (85m); Roberto Martínez (Treinador – 52m), Rúben Neves (52m) e Rúben Dias (85m)
Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)
Allianz Arena, Munique – Alemanha
Desta vez nem sequer se terá tratado da velha máxima de um jogo com duas partes distintas. Porque, de facto, o que fez mudar a configuração do embate foi, na sequência do golo da Alemanha, a alteração promovida por Roberto Martínez, com as substituições operadas já próximo da hora de jogo, e que tão rapidamente frutificaria.
Com a “cabeça no cepo” (começaram a avolumar-se os rumores de que não resistirá, sequer, até à fase de qualificação para o Mundial, perante o perfilar de candidatos à sua sucessão, em especial, José Mourinho e Jorge Jesus), Martínez fez alinhar um “onze” inesperado e dificilmente compreensível, desde logo, com o relegar de Vitinha para o banco; e, acrescendo à estranheza, a colocação de João Neves como lateral direito…
Com um histórico muito desfavorável, surgindo a Alemanha como uma espécie de “papão”, as sensações não eram muito boas, não se antecipando que a estratégia pudesse resultar.
E, de facto, tal foi-se confirmando em campo, com a equipa portuguesa a evidenciar muitas dificuldades para chegar ao último terço do terreno, sem conseguir “ter bola”, vendo-se compelida a procurar explorar a profundidade (sobretudo a velocidade de Pedro Neto, que, um par de vezes, enfrentou o guardião contrário), enquanto a formação germânica se assenhoreava do jogo, e, à medida que o tempo ia avançando, ameaçava crescentemente a baliza de Diogo Costa, colocado à prova em duas ocasiões, a que deu notável resposta.
O nulo subsistiria até ao intervalo, mas, logo no recomeço, a Alemanha chegava mesmo ao golo, como, já há algum tempo, se podia ir antevendo.
Decorrendo talvez de uma alteração a nível mental, após ter alcançado a vantagem, e/ou incapaz de se adaptar às mudanças de posicionamento da equipa portuguesa, a turma da casa como que desapareceu do jogo, de forma algo inusitada. Em contraponto, sobressairiam as individualidades portuguesas.
Sob a batuta de Vitinha, com Nuno Mendes a dinamitar a organização contrária, Francisco Conceição – entrado em campo há cinco minutos –, inspirado decerto pelo “hat-trick” apontado pelo pai, há 25 anos (na, até agora, última vitória portuguesa), encheu-se de confiança, e, depois de ganhar posição, internando-se no terreno, visou a baliza, com um remate de longe, bem colocado, que resultou no golo do empate.
Apenas mais cinco minutos volvidos, outra jogada rápida, em que se destaca a brilhante arrancada de Nuno Mendes, Cristiano Ronaldo – em posição no limite do “fora de jogo” – surgiria isolado frente ao guardião contrário, não vacilando, conseguindo dar a melhor sequência ao lance, fazendo anichar a bola no fundo das redes. Portugal operava uma sensacional reviravolta, passando a ganhar por 2-1.
Até final, com a Alemanha, necessariamente, a procurar assumir maior risco, em busca de, pelo menos, restabelecer a igualdade, a equipa portuguesa, beneficiando de mais espaços, podia ter inclusivamente sentenciado o desfecho, com um terceiro golo, não fora duas incríveis paradas de ter Stegen, a remates, quase à “queima roupa”, de Diogo Jota e Francisco Conceição.
Alcançando um êxito com o seu quê de inesperado, frente a um adversário poderoso, e em reduto alheio, e mais, da forma convincente como foi obtido, Roberto Martínez terá conseguido, para já, afastar o “fantasma” do despedimento. Mas continuará a ser-lhe exigido muito, agora ante um outro rival, ainda mais temível, na que será apenas a quarta final da história da principal selecção portuguesa (depois de 2004, 2016 e 2019).
Liga dos Campeões – Final – Paris Saint-Germain – Inter
Paris St.-Germain – Gianluigi Donnarumma, Achraf Hakimi, Marcos Corrêa “Marquinhos”, Willian Pacho, Nuno Mendes (78m – Lucas Hernández), João Neves (84m – Warren Zaïre-Emery), Vítor Ferreira “Vitinha”, Fabián Ruiz (84m – Senny Mayulu), Désiré Doué (66m – Bradley Barcola), Ousmane Dembélé e Khvicha Kvaratskhelia (84m – Gonçalo Ramos)
Inter – Yann Sommer, Benjamin Pavard (53m – Yann Bisseck) (62m – Matteo Darmian), Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni, Denzel Dumfries, Nicolò Barella, Hakan Çalhanoğlu (70m – Kristjan Asllani), Henrikh Mkhitaryan (62m – Carlos Augusto), Federico Dimarco (53m – Nicola Zalewski), Marcus Thuram e Lautaro Martínez
1-0 – Achraf Hakimi – 12m
2-0 – Désiré Doué – 20m
3-0 – Désiré Doué – 63m
4-0 – Khvicha Kvaratskhelia – 73m
5-0 – Senny Mayulu – 86m
Cartões amarelos – Désiré Doué (65m) e Achraf Hakimi (90m); Nicola Zalewski (56m), Simone Inzaghi (Treinador – 58m), Marcus Thuram (69m) e Francesco Acerbi (71m)
Árbitro – István Kovács (Roménia)
Allianz Arena, Munique – Alemanha
Foi um jogo praticamente “sem história” – na Final com o resultado mais desnivelado de sempre –, tal a supremacia manifestada pelo Paris Saint-Germain, que dominou de princípio a fim, não dando hipótese de resposta ao Inter.
Cedo se tendo colocado em vantagem, o 2-0, à passagem dos vinte minutos, sentenciou o desfecho da partida, com a equipa construída por Luis Enrique a evidenciar um notável sentido de colectivo, qual orquestra perfeitamente afinada, sob a batuta, dentro de campo, do “maestro” Vitinha, a jogar e a fazer jogar (fica na retina a sua magistral intervenção no terceiro golo, a iniciar o lance, ainda no seu meio-campo, para, mais à frente, fazer um passe “açucarado”, para o jovem talento Doué “encostar” para o golo).
Uma equipa com um relevante contingente português: desde logo, a nível directivo, Luís Campos, mas, também, no “onze inicial” de titulares, com Nuno Mendes, João Neves e Vitinha; tendo ainda Gonçalo Ramos sido o “quarto mosqueteiro”, dispondo de alguns minutos de jogo para saborear também a vitória.
O Inter terá, necessariamente, estado abaixo do seu potencial, mas, em qualquer caso, teria sempre dificuldades para poder contrariar a forte dinâmica vitoriosa da equipa francesa, que, tendo arrancado muito mal na fase de “Liga” (derrotas com o Arsenal, At. Madrid e Bayern, para além de empate caseiro com o PSV, entre a 2.ª e a 5.ª jornadas), arrancou para uma demolidora fase a eliminar (já depois de derrotar o Manchester City na penúltima ronda), afastando, sucessivamente, o Brest (com um agregado de 10-0!), e, depois, num encadeamento extraordinário, o Liverpool, Aston Villa e… Arsenal.
Há 63 anos (desde os 5-3 do Benfica ao Real Madrid, em 1962) que uma equipa não marcava cinco golos na Final da prova; nunca antes o Campeão Europeu ganhara por mais de quatro golos (4-0 no AC Milan-Barcelona, em 1994; no AC Milan-Steaua, em 1989; e no Bayern-At. Madrid, no desempate de 1974; e 7-3 no Real Madrid-Eintracht Frankfurt, de 1960)!
A lista de vencedores, nas 70 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid – 15 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17, 2017-18, 2021-22 e 2023-24)
- AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
- Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
- Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); Manchester City (2022-23); e Paris Saint-Germain (2024-25).
Liga Conferência – Final – Betis – Chelsea

O Chelsea venceu por categórica marca de 4-1, frente ao Betis, na Final da “Liga Conferência”, esta noite disputada em Wroclaw (Polónia), com golos apontados por Enzo Fernández, Nicolas Jackson, Jadon Sancho e Moisés Caicedo (tendo o golo do Betis sido marcado por Abdessamad “Abde” Ezzalzouli, a abrir o marcador, com a vantagem da equipa espanhola a subsistir até aos 65 minutos).
O clube londrino passa a ser o primeiro a ter conquistado todas as cinco principais competições da UEFA: Liga dos Campeões (2011-12 e 2020-21); Taça dos Vencedores de Taças (1970-71 e 1997-98); Liga Europa (2012-13 e 2018-19); Supertaça Europeia (1998 e 2021); e, agora, a Liga Conferência (2024-25). o Chelsea sagrou-se também “Campeão do Mundo” em 2022 (tendo batido, na Final, o Palmeiras).
Após a disputa de quatro edições da “Liga Conferência”, passamos a ter a seguinte lista de vencedores:
- 2021-22 – Roma
- 2022-23 – West Ham
- 2023-24 – Olympiacos
- 2024-25 – Chelsea
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Épocas (Vencedor / Finalista) Benfica 26 13 1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55; 1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64; 1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86; 1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04; 2013-14; 2016-17 1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71; 1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97; 2004-05; 2012-13; 2019-20; 2020-21; 2024-25 FC Porto 20 14 1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77; 1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94; 1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03; 2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11; 2019-20; 2021-22; 2022-23; 2023-24 1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64; 1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08; 2015-16; 2018-19 Sporting 18 13 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48; 1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73; 1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95; 2001-02; 2006-07; 2007-08; 2014-15; 2018-19; 2024-25 1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70; 1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94; 1995-96; 1999-00; 2011-12; 2017-18; 2023-24 Boavista 5 1 1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92; 1996-97/ 1992-93 V. Setúbal 3 7 1964-65; 1966-67; 2004-05 1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66 1967-68; 1972-73; 2005-06 Belenenses 3 5 1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40 1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07 Sp. Braga 3 5 1965-66; 2015-16; 2020-21/ 1976-77; 1981-82; 1997-98; 2014-15; 2022-23 Académica 2 3 1938-39; 2011-12 1950-51; 1966-67; 1968-69 V. Guimarães 1 6 2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76; 1987-88; 2010-11; 2016-17 Leixões 1 1 1960-61/ 2001-02 Beira-Mar 1 1 1998-99/ 1990-91 E. Amadora 1 - 1989-90 D. Aves 1 - 2017-18 Atlético - 2 1945-46; 1948-49 Marítimo - 2 1994-95; 2000-01 Rio Ave - 2 1983-84; 2013-14 Estoril - 1 1943-44 Olhanense - 1 1944-45 Torreense - 1 1955-56 Covilhã - 1 1956-57 Farense - 1 1989-90 Campomaiorense - 1 1998-99 U. Leiria - 1 2002-03 Paços Ferreira - 1 2008-09 Chaves - 1 2009-10 Tondela - 1 2021-22








