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Liga Conferência – “Play-off” intercalar (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Betis - KAA Gent 0-1 3-0 3-1 Jagiellonia - TSC Bačka Topola 3-1 3-1 6-2 APOEL - Celje 0-2 2-2 2-4 Panathinaikos - Víkingur Reykj. 2-0 1-2 3-2 Heidenheim - FC København 1-2 (1-3ap) 2-1 3-4 Shamrock Rovers - Molde 0-1 (4-5gp) 1-0 1-1 Pafos - Omonoia 2-1 1-1 3-2 Ol. Ljubljana - Borac Banja Luka 0-0 0-1 0-1
Liga Europa – “Play-off” intercalar (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Viktoria Plzeň - Ferencvárosi 3-0 0-1 3-1 Bodø/Glimt - Twente 3-2 (5-2ap) 1-2 6-4 Ajax - Union Saint-Gilloise 0-2 (1-2ap) 2-0 3-2 Galatasaray - AZ Alkmaar 2-2 1-4 3-6 AS Roma - FC Porto 3-2 1-1 4-3 Anderlecht - Fenerbahçe 2-2 0-3 2-5 FCSB - P.A.O.K. 2-0 2-1 4-1 Real Sociedad - Midtjylland 5-2 2-1 7-3
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Paris St.-Germain - St. Brestois 7-0 3-0 10-0 Atalanta - Club Brugge 1-3 1-2 2-5 Real Madrid - Manchester City 3-1 3-2 6-3 PSV Eindhoven - Juventus 2-1 (3-1ap) 1-2 4-3 Benfica - AS Monaco 3-3 1-0 4-3 Borussia Dortmund - Sporting 0-0 3-0 3-0 Bayern München - Celtic 1-1 2-1 3-2 AC Milan - Feyenoord 1-1 0-1 1-2
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar – Benfica – Monaco
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo, António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Fredrik Aursnes, Leandro Barreiro, Orkun Kökçü (87m – João Rego), Kerem Aktürkoğlu (58m – Zeki Amdouni), Andreas Schjelderup (58m – Samuel Dahl) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (87m – Andrea Belotti)
Monaco – Radosław Majecki, Krépin Diatta, Thilo Kehrer, Wilfried Singo, Christian Mawissa (80m – George Ilenikhena), Caio Henrique (80m – Kassoum Ouattara), Maghnes Akliouche, Lamine Camara, Eliesse Ben Seghir, Takumi Minamino (87m – Lucas Michal) e Breel Embolo (65m – Mika Biereth)
1-0 – Kerem Aktürkoğlu – 22m
1-1 – Takumi Minamino – 32m
1-2 – Eliesse Ben Seghir – 51m
2-2 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 76m
2-3 – George Ilenikhena – 81m
3-3 – Orkun Kökçü – 84m
Cartões amarelos – Leandro Barreiro (67m) e Zeki Amdouni (71m); Maghnes Akliouche (62m)
Árbitro – Glenn Nyberg (Suécia)
Tinha ficado já no ar, no final do jogo da 1.ª mão, no Monaco, a inquietação decorrente de o Benfica ter desaproveitado soberanas ocasiões para fechar definitivamente a eliminatória a seu favor. Como se viria a confirmar, a vantagem de um golo (mesmo que obtida em terreno alheio) pode ser muito ténue.
O que é facto é que – mesmo ciente de que jogar para o empate é sempre um risco significativo, que se deve procurar evitar – o Benfica evidenciou uma abordagem desastrada a este desafio da 2.ª mão, concedendo todas as vantagens – até anímicas – ao oponente.
Até à hora de jogo, a equipa benfiquista nunca conseguiu encontrar o “Norte” dentro de campo, sempre em posição de inferioridade face ao desempenho da equipa do principado, perante a intensidade e dinamismo colocado em campo pelos seus principais talentos (com destaque para Akliouche e Ben Seghir), tendo chegado mesmo a passar por momentos em que se viu “encostado às cordas” (o que se verificava, precisamente, antes das primeiras substituições operadas por Bruno Lage).
Com “mais sorte que juízo” o Benfica até teria ainda a benesse de marcar primeiro, duplicando a vantagem na eliminatória, com Aktürkoğlu, por fim, a reencontrar-se com o golo, mercê de um fantástico trabalho prévio de Pavlídis, a deambular dentro da área, nunca desistindo, fazendo “gato sapato” dos vários defesas que lhe iam surgindo ao caminho.
Até à meia hora de jogo, em três encontros (dois e um terço, vá…) com o Benfica, o Monaco “não tinha tido sorte nenhuma”: Minamino acabara de cabecear ao poste da baliza, quando, no minuto imediato, não perdoou, marcando o 1-1.
O empate que se registava ao intervalo era um resultado bem lisonjeiro para a equipa portuguesa. E as coisas não mudariam de figura no início do segundo tempo: a continuar a jogar como o tinha vindo a fazer, só “por milagre” o Benfica conseguiria apurar-se.
A confirmar essa ideia – estava bem à vista de todos –, surgiria mesmo, bem cedo, o segundo golo da turma monegasca, a colocar-se em vantagem no marcador, igualando a eliminatória, e, por coincidência, também neste caso, imediatamente depois de o mesmo Ben Seghir ter rematado com bastante perigo.
Até que o milagre se revelaria: as entradas de Amdouni e, sobretudo, de Dahl (proporcionando maior consistência no flanco esquerdo, num notável trabalho de apoio e complemento a Carreras) viriam a dar uma configuração completamente diferente ao jogo. Com o Benfica a melhorar notoriamente o desempenho, a derradeira meia hora seria “de loucos”.
Com o 2-2, em mais um golo de Pavlídis, na conversão de uma grande penalidade, a um quarto de hora do final, esperar-se-ia que o desfecho da eliminatória pudesse, de alguma forma, estar controlado.
Mas não… Apenas cinco minutos volvidos Trubin – que, na primeira parte, fizera, pelo menos, um par de defesas que salvaram outros tantos golos – deu um enorme “frango” e o Monaco voltava a superiorizar-se no marcador, passando, então, o prolongamento a ser um cenário de forte probabilidade.
Valeu à formação portuguesa o comportamento tipo “kamikaze” dos jogadores do Monaco (o que ficou patente, a espaços, em todos os três jogos, evidenciando as suas grandes fragilidades de organização defensiva) – a fazer lembrar as equipas africanas dos anos 80/90, muito dotadas tecnicamente, mas com notórias insuficiências a nível táctico – para, num último fôlego, o Benfica conseguir ainda resgatar a eliminatória, alcançando o 3-3 (dos quais, três golos apontados num intervalo de apenas oito minutos, entre os 76 e os 84!), tendo Kökçü dada a melhor finalização a uma excelente assistência de Carreras.
Que poderia, aliás, ter-se convertido ainda numa vitória benfiquista, quando, já em tempo de compensação, o árbitro assinalou o que seria a segunda grande penalidade, contudo, revertida pelo “VAR”.
O Benfica – que teve de sofrer bem mais do que deveria – bem pode ir “pôr umas velinhas a Fátima”.
Liga Conferência – “Play-off” intercalar (1.ª mão)
13.02.2025 - KAA Gent - Betis 0-3 13.02.2025 - TSC Bačka Topola - Jagiellonia Białystok 1-3 13.02.2025 - Celje - APOEL 2-2 13.02.2025 - Víkingur Reykjavík - Panathinaikos 2-1 13.02.2025 - FC København - Heidenheim 1-2 13.02.2025 - Molde - Shamrock Rovers 0-1 13.02.2025 - Omonoia - Pafos 1-1 13.02.2025 - Borac Banja Luka - Olimpija Ljubljana 1-0
Liga Europa – “Play-off” intercalar (1.ª mão)
13.02.2025 - Ferencvárosi - Viktoria Plzeň 1-0 13.02.2025 - Twente - Bodø/Glimt 2-1 13.02.2025 - Union Saint-Gilloise - Ajax 0-2 13.02.2025 - AZ Alkmaar - Galatasaray 4-1 13.02.2025 - FC Porto - AS Roma 1-1 13.02.2025 - Fenerbahçe - Anderlecht 3-0 13.02.2025 - P.A.O.K. - FCSB 1-2 13.02.2025 - Midtjylland - Real Sociedad 1-2
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar (1.ª mão)
11.02.2025 - Stade Brestois - Paris Saint-Germain 0-3 12.02.2025 - Club Brugge - Atalanta 2-1 11.02.2025 - Manchester City - Real Madrid 2-3 11.02.2025 - Juventus - PSV Eindhoven 2-1 12.02.2025 - AS Monaco - Benfica 0-1 11.02.2025 - Sporting - Borussia Dortmund 0-3 12.02.2025 - Celtic - Bayern München 1-2 12.02.2025 - Feyenoord - AC Milan 1-0
Liga dos Campeões – “Play-off” intercalar – Monaco – Benfica
Monaco – Radosław Majecki, Vanderson Campos, Mohammed Salisu, Thilo Kehrer e Krépin Diatta; Maghnes Akliouche (68m – Eliesse Ben Seghir), Denis Zakaria, Almoatasembellah Al-Musrati e Alexandr Golovin (68m – Takumi Minamino); Breel Embolo e Mika Biereth (57m – Soungoutou Magassa)
Benfica – Anatoliy Trubin, Tomás Araújo (67m – Ángel Di María) (86m – Arthur Cabral), António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Fredrik Aursnes, Florentino Luís (67m – Leandro Barreiro), Orkun Kökçü, Andreas Schjelderup (78m – Zeki Amdouni)), Kerem Aktürkoğlu e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (78m – Andrea Belotti)
0-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 48m
Cartões amarelos – Álvaro Carreras (16m) e Florentino Luís (56m); Almoatasembellah Al-Musrati (41m), Vanderson Campos (79m) e Denis Zakaria (90m)
Cartão vermelho – Almoatasembellah Al-Musrati (52m)
Árbitro – Maurizio Mariani (Itália)
O Benfica voltou a ganhar no Principado. Incrivelmente, o Monaco voltou a terminar o jogo reduzido a dez elementos, por circunstâncias em tudo idênticas às do jogo anterior: Carreras (outra vez) poderia ter visto o segundo cartão amarelo, e quem acabou expulso foi, de novo, o jogador da casa (o nosso bem conhecido Al-Musrati), desta vez, por reclamar ostensivamente, na direcção do árbitro, a amostragem de tal cartão. Mas as semelhanças com o desafio da fase de “Liga” terminam por aqui.
A primeira parte foi bastante repartida, com as duas equipas com abordagem similar, apostando em rápidas transições, mas com sucessivas perdas de bola, sem ter, efectivamente, criado soberanas ocasiões de golo. Sem um “fio de jogo” definido, de parte a parte, não se poderá dizer que alguma equipa se tenha claramente superiorizado.
Mal se tinha iniciado o segundo tempo e logo o Benfica se colocaria em vantagem, num lance finalizado com uma fantástica execução técnica de Pavlídis: uma excelente abertura de Tomás Araújo, a solicitar o avançado grego, que, depois de se desembaraçar do defesa contrário, já algo descaído sobre o lado direito e próximo da linha de fundo, com ângulo reduzido, fez a bola “picar” sobre o guardião, anichando-se inapelavelmente no fundo das redes.
Fruto directo ou não de algum descontrolo emocional, as coisas complicar-se-iam decisivamente para o Monaco com a expulsão de Al-Musrati, que, já admoestado com cartão amarelo (apenas dez minutos antes), terá sido algo ingénuo na forma como reinvindicou que Carreras fosse sancionado com igual medida (o que ditaria a sua expulsão), acabando por ser vítima de um critério bastante severo por parte do árbitro.
A partir daí o Monaco perdeu-se completamente; o jogo parecia oferecer tantas facilidades ao Benfica, que, notoriamente, houve dificuldade em manter o foco, tornando-se, até final, um festival de desperdício de lances ofensivos. Por seu lado, as substituições operadas por Adi Hutter não resultaram, e, com o avançar do tempo, parecia adivinhar-se que o Benfica acabaria por ampliar a contagem.
Porém, lançado contra uma “parede” (a equipa da casa, sem bola, via-se forçada a recuar no terreno, para a imediação da sua área), terá faltado ao Benfica – desaproveitando a superioridade numérica de que beneficiou durante cerca de 40 minutos e actuando num ambiente como que a jogar “em casa” – a frieza necessária para materializar tantas ocasiões de perigo, ficando a dever a si próprio não ter, desde logo, “fechado” a eliminatória, num jogo em que deveria ter vencido, à vontade, pelo menos, por três golos de diferença!
A desorientação da formação monegasca teria ainda outras implicações disciplinares, com Vanderson e Zakaria a ficarem igualmente arredados do jogo da segunda mão (tal como sucede, no caso do Benfica, com Florentino, receando-se que também Di María, forçado a sair, por lesão, menos de vinte minutos depois de ter entrado em campo, tenha de ficar afastado dos relvados durante largo período).
Nos minutos derradeiros (e não obstante ter sido Arthur Cabral a entrar para o lugar do argentino), a sensação que pairou foi que a equipa benfiquista, ainda “escaldada” pelo final do jogo ante o Barcelona, terá optado por privilegiar preservar a vantagem.
Esperemos que o Benfica não venha a ter de lamentar a falta de eficácia, numa eliminatória que – disso terá de ter-se a plena consciência – acabou por não ficar ainda decidida, e em que será arriscada uma abordagem, mesmo que a nível do subconsciente, de pensar que, na 2.ª mão, na Luz, “o empate serve”.
Liga Europa – Sorteio do “Play-off” intercalar
Ferencvárosi – Viktoria Plzeň
FC Porto – AS Roma
AZ Alkmaar – Galatasaray
Midtjylland – Real Sociedad
Union Saint-Gilloise – Ajax
P.A.O.K. – FCSB
Twente – Bodø/Glimt
Fenerbahçe – Anderlecht
Os jogos da primeira mão serão disputados a 13 de Fevereiro de 2025, estando a segunda mão agendada para dia 20 de Fevereiro.
Por seu lado, em função das classificações da “Fase de Liga”, o alinhamento dos 1/8 de final será o seguinte:
Ferencvárosi/Viktoria Plzeň – Lazio ou Athletic Bilbao
FC Porto/AS Roma – Lazio ou Athletic Bilbao
AZ Alkmaar/Galatasaray – Manchester United ou Tottenham
Midtjylland/Real Sociedad – Manchester United ou Tottenham
Union Saint-Gilloise/Ajax – Eintracht Frankfurt ou Ol. Lyonnais
P.A.O.K./FCSB – Eintracht Frankfurt ou Ol. Lyonnais
Twente/Bodø/Glimt – Olympiacos ou Rangers
Fenerbahçe/Anderlecht – Olympiacos ou Rangers
Liga dos Campeões – Sorteio do “Play-off” intercalar
Stade Brestois – Paris Saint-Germain
AS Monaco – Benfica
Juventus – PSV Eindhoven
Feyenoord – AC Milan
Manchester City – Real Madrid
Celtic – Bayern München
Club Brugge – Atalanta
Sporting – Borussia Dortmund
Os jogos da primeira mão serão disputados a 11 e 12 de Fevereiro de 2025, estando a segunda mão agendada para dias 18 e 19 de Fevereiro.
Por seu lado, em função das classificações da “Fase de Liga”, o alinhamento dos 1/8 de final será o seguinte:
Stade Brestois/Paris Saint-Germain – Liverpool ou Barcelona
AS Monaco/Benfica – Liverpool ou Barcelona
Juventus /PSV Eindhoven – Arsenal ou Inter
Feyenoord/AC Milan – Arsenal ou Inter
Manchester City/Real Madrid – At. Madrid ou Bayer Leverkusen
Celtic/Bayern München – At. Madrid ou Bayer Leverkusen
Club Brugge/Atalanta – Lille ou Aston Villa
Sporting/Borussia Dortmund – Lille ou Aston Villa



