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Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2ª Jornada
2ª jornada – 16.07.2014
17:30 – Alemanha – Itália – 2-3
19:00 – Suíça – Portugal – 0-5
20:30 – Espanha – França – 7-2
Jg V E D G Pt 1.º Espanha 2 2 - - 16- 4 6 2.º Portugal 2 2 - - 8- 1 6 3.º Itália 2 2 - - 10- 5 6 4.º França 2 - - 2 3-10 - 5.º Alemanha 2 - - 2 4-12 - 6.º Suíça 2 - - 2 3-12 -
Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 1ª Jornada
1ª jornada – 14/15.07.2014
20:30 – Espanha – Alemanha – 9-2
17:30 – Suíça – Itália – 3-7
19:00 – França – Portugal – 1-3
Jg V E D G Pt 1.º Espanha 1 1 - - 9- 2 3 2.º Itália 1 1 - - 7- 3 3 3.º Portugal 1 1 - - 3- 1 3 4.º França 1 - - 1 1- 3 - 5.º Suíça 1 - - 1 3- 7 - 6.º Alemanha 1 - - 1 2- 9 -
Rui Costa vence Volta a Suíça em bicicleta pelo 3.º ano consecutivo
O ciclista português Rui Costa, de 27 anos, sagrou-se hoje vencedor, pelo terceiro ano consecutivo, da Volta a Suíça em bicicleta, após ter vencido a etapa final da prova. Foi a seguinte a classificação geral final da prova:
1.º Rui Costa (Portugal) – Lampre-Merida – 33:08.35
2.º Mathias Frank (Suíça) – IAM Cycling – a 0.33
3.º Bauke Mollema (Holanda) – Belkin – a 0.50
4.º Tony Martin (Alemanha) – Omega Pharma-Quick Step – a 1.13
5.º Tom Dumoulin (Holanda) – Giant-Shimano – a 2.04
6.º Steve Morabito (Suíça) – BMC – a 2.47
7.º Davide Formolo (Itália) – Cannondale – a 3.00
8.º Roman Kreuziger (R. Checa) – Tinkoff-Saxo – a 3.03
9.º Janier Acevedo Calle (Colômbia) – Garmin-Sharp – a 3.20
10.º Eros Capecchi (Itália) – Movistar – a 3.46
Para além da tripla vitória na Suíça, o actual Campeão do Mundo de ciclismo ganhou também, na sua carreira, o Grande Prémio Ciclista de Montreal (2011), 3 etapas do “Tour de France” (2011 e 2013), 5 etapas na Volta a Suíça (2010, 2012, 2013 e 2014), 4 dias de Dunkerque (2009), Volta à Comunidade de Madrid (2011) e a clássica “Primavera de Amorebieta (2013), tendo sido 2.º classificado no Paris-Nice deste ano.
Liga dos Campeões – Final – Real Madrid – At. Madrid
Estádio da Luz, em Lisboa
Real Madrid – Iker Casillas, Daniel Carvajal, Sergio Ramos, Raphaël Varane, Fábio Coentrão (59m – Marcelo), Luka Modrić, Sami Khedira (59m – Isco), Ángel Di Maria, Gareth Bale, Cristiano Ronaldo e Karim Benzema (79m – Álvaro Morata)
At. Madrid – Thibaut Courtois, Juanfran, João Miranda, Diego Godín, Filipe Luís (83m – Toby Alderweireld), Raúl Garcia (66m – José Sosa), Tiago, Gabi, Koke, Diego Costa (9m – Adrián López) e David Villa
0-1 – Godín – 36m
1-1 – Sergio Ramos – 90m
2-1 – Gareth Bale – 110m
3-1 – Marcelo – 118m
4-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 120m
Cartões amarelos – Sergio Ramos (27m), Khedira (45m), Marcelo (118m), Cristiano Ronaldo (120m) e Raphaël Varane (120m); Raúl Garcia (27m), João Miranda (53m), David Villa (72m), Juanfran (74m), Koke (86m), Gabi (100m) e Diego Godín (120m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
O fascínio do futebol em estado puro!… A explosão da esfuziante alegria da vitória, em completo contraste com o desespero da derrota.
Decorria o minuto 93 e o Atlético de Madrid tinha a Taça “nas mãos”, que, aliás, procurava segurar com “unhas e dentes” desde há cerca de vinte minutos, quando – depois de uma primeira parte muito “morna”, sem grandes momentos de futebol, em que os “colchoneros” haviam tido a eficácia de concretizar em golo uma das raras ocasiões de perigo – o Real Madrid, aproveitando a debilidade física do adversário, o vinha empurrando cada vez mais para a sua zona defensiva.
Foi feliz Carlo Ancelotti com a dupla aposta em Marcelo e Isco, a cerca de meia hora do final, dois jogadores que, com a velocidade que imprimiram ao futebol dos “merengues”, revolucionaram o jogo, acabando por “dinamitar” a já então cada vez mais frágil resistência dos adversários.
O Atlético de Madrid esteve a dois minutos (o árbitro tinha dado cinco minutos de tempo de compensação) de se sagrar, pela primeira vez no seu historial, Campeão Europeu. Mas, na verdade, o golo de Sergio Ramos, com excelente impulsão, a antecipar-se aos adversários, e a cabecear sem apelo nem agravo para o muito sereno Courtois, levando o jogo para prolongamento, vinha colocar justiça no marcador, em face do que ambas as equipas tinham produzido no decorrer dos noventa minutos.
Logo aí se percebeu que seria muito difícil ao Atlético ir buscar forças para reagir, mas, o Real Madrid teve então o mérito de procurar evitar que a Final chegasse ao desempate da marca de grande penalidade, indo em busca do golo. E, então, aconteceu futebol, de alta qualidade, grande intensidade e emoção.
O melhor momento desta Final surgiu aos 110 minutos quando Di Maria, velocíssimo, descaído no flanco esquerdo, passou por toda a – já bastante passiva – defesa contrária, culminando com um remate de belo efeito, para uma fantástica defesa de Courtois, perfeitamente “in-extremis”, a oferecer o corpo a bola, e a conseguir desviá-la com o pé… só que, atravessando toda a linha da pequena área, iria ter com Gareth Bale, que, com boa execução, num gesto técnico de dificuldade, conseguiria encostar a cabeça e consumar a reviravolta no marcador.
O Atlético de Madrid desapareceu então por completo do jogo, arrastando-se penosamente – não obstante Tiago ter tido ainda uma oportunidade para visar a baliza, e empatar a partida, mas o remate não saiu enquadrado com a baliza -, permitindo a Marcelo avançar sem qualquer oposição, apontando o terceiro golo. Outra vez no último minuto, haveria tempo ainda para uma grande penalidade, e para Cristiano Ronaldo – a meio gás – marcar o seu 17.º golo nesta edição da Liga dos Campeões.
Uma equipa que acaba por perder por 4-1 (o Benfica já passou por situação idêntica, na Final de 1968, depois de ter desperdiçado a oportunidade de ganhar no tempo regulamentar) fica sem grandes argumentos para se “queixar”, pelo que é dificilmente aceitável a forma exuberante como Diego Simeoni, o treinador do Atlético de Madrid entrou em campo no final da primeira parte do prolongamento (reclamando do tempo de compensação atribuído), e, de novo, logo após o apito final do árbitro, que, por seu lado, foi demasiado complacente (até no exagerado tempo de paragem que concedeu entre as duas partes do prolongamento).
As felicitações ao justo vencedor, Real Madrid, que conquista pela 10.ª vez a Taça de Campeão Europeu; uma palavra de apreço pelo esforço do Atlético de Madrid, que esteve tão perto do sonho…
Convocados para o Mundial 2014
Guarda-redes – Beto (Sevilla), Eduardo (Sp. Braga) e Rui Patrício (Sporting)
Defesas – André Almeida (Benfica), Bruno Alves (Fenerbahçe), Fábio Coentrão (Real Madrid), João Pereira (Valencia), Luís Neto (Zenit), Pepe (Real Madrid), Ricardo Costa (Valencia)
Médios – João Moutinho (Mónaco), Miguel Veloso (D. Kiev), Raul Meireles (Fenerbahçe), Rúben Amorim (Benfica) e William Carvalho (Sporting)
Avançados – Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Éder (Sp. Braga), Hélder Postiga (Lazio), Hugo Almeida (Besiktas), Nani (Manchester United), Rafa (Sp. Braga), Silvestre Varela (FC Porto) e Vieirinha (Wolfsburgo).
O seleccionador nacional Paulo Bento anunciou esta noite o nome dos 23 jogadores convocados para a Fase Final do Campeonato do Mundo de Futebol, a disputar no Brasil, a partir do próximo dia 12 de Junho.
Em relação à anterior competição (Europeu 2012), mantendo-se o trio de guarda-redes, constata-se alguma remodelação, com a entrada de 7 jogadores: André Almeida, Luís Neto, Rúben Amorim, William Carvalho, Éder, Rafa e Vieirinha. Ao invés, deixam de integrar os seleccionados: Miguel Lopes, Rolando, Carlos Martins, Ruben Micael, Ricardo Quaresma, Custódio e Nélson Oliveira.
Comparando com o Mundial de há quatro anos, na África do Sul, a remodelação é, naturalmente, mais profunda, dado que se mantêm apenas os seguintes onze: os guardiões Beto e Eduardo, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Pepe, Ricardo Costa, Miguel Veloso, Raúl Meireles, Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida e Nani.
Na convocatória hoje anunciada, o novo campeão nacional, Benfica, conta com apenas dois jogadores, tal como o Sporting, tendo sido seleccionado somente um jogador do FC Porto; sendo o Sp. Braga a equipa portuguesa com mais convocados (três). Há portanto um contingente de 15 elementos a actuar em clubes estrangeiros, com destaque para Real Madrid (três), Fenerbahçe (dois) e Valencia (dois).
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Épocas (Vencedor / Finalista) Benfica 25 10 1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55; 1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64; 1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86; 1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04; 2013-14 1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71; 1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97; 2004-05; 2012-13 FC Porto 16 12 1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77; 1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94; 1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03; 2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11 1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64; 1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08 Sporting 15 11 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48; 1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73; 1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95; 2001-02; 2006-07; 2007-08 1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70; 1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94; 1995-96; 1999-00; 2011-12 Boavista 5 1 1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92; 1996-97/ 1992-93 V. Setúbal 3 7 1964-65; 1966-67; 2004-05 1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66 1967-68; 1972-73; 2005-06 Belenenses 3 5 1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40 1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07 Académica 2 3 1938-39; 2011-12 1950-51; 1966-67; 1968-69 V. Guimarães 1 5 2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76; 1987-88; 2010-11 Braga 1 3 1965-66/ 1976-77; 1981-82; 1997-98 Leixões 1 1 1960-61/ 2001-02 Beira-Mar 1 1 1998-99/ 1990-91 E. Amadora 1 - 1989-90 Atlético - 2 1945-46; 1948-49 Marítimo - 2 1994-95; 2000-01 Rio Ave - 2 1983-84; 2013-14 Estoril - 1 1943-44 Olhanense - 1 1944-45 Torreense - 1 1955-56 Covilhã - 1 1956-57 Farense - 1 1989-90 Campomaiorense - 1 1998-99 U. Leiria - 1 2002-03 Paços Ferreira - 1 2008-09 Chaves - 1 2009-10
Finais da Taça de Portugal
Edição Época Vencedor Finalista LXXIV 2013-2014 Benfica Rio Ave 1-0 LXXIII 2012-2013 V. Guimarães Benfica 2-1 LXXII 2011-2012 Académica Sporting 1-0 LXXI 2010-2011 FC Porto V. Guimarães 6-2 LXX 2009-2010 FC Porto Chaves 2-1 LXIX 2008-2009 FC Porto Paços Ferreira 1-0 LXVIII 2007-2008 Sporting FC Porto 2-0 LXVII 2006-2007 Sporting Belenenses 1-0 LXVI 2005-2006 FC Porto Setúbal 1-0 LXV 2004-2005 Setúbal Benfica 2-1 LXIV 2003-2004 Benfica FC Porto 2-1 LXIII 2002-2003 FC Porto U. Leiria 1-0 LXII 2001-2002 Sporting Leixões 1-0 LXI 2000-2001 FC Porto Marítimo 2-0 LX 1999-2000 FC Porto Sporting 1-1 2-0 LIX 1998-1999 Beira-Mar Campomaiorense 1-0 LVIII 1997-1998 FC Porto Sp. Braga 3-1 LVII 1996-1997 Boavista Benfica 3-2 LVI 1995-1996 Benfica Sporting 3-1 LV 1994-1995 Sporting Marítimo 2-0 LIV 1993-1994 FC Porto Sporting 0-0 2-1 LIII 1992-1993 Benfica Boavista 5-2 LII 1991-1992 Boavista FC Porto 2-1 LI 1990-1991 FC Porto Beira-Mar 3-1 L 1989-1990 E. Amadora Farense 1-1 2-0 XLIX 1988-1989 Belenenses Benfica 2-1 XLVIII 1987-1988 FC Porto V. Guimarães 1-0 XLVII 1986-1987 Benfica Sporting 2-1 XLVI 1985-1986 Benfica Belenenses 2-0 XLV 1984-1985 Benfica FC Porto 3-1 XLIV 1983-1984 FC Porto Rio Ave 4-1 XLIII 1982-1983 Benfica FC Porto 1-0 XLII 1981-1982 Sporting Sp. Braga 4-0 XLI 1980-1981 Benfica FC Porto 3-1 XL 1979-1980 Benfica FC Porto 1-0 XXXIX 1978-1979 Boavista Sporting 1-1 1-0 XXXVIII 1977-1978 Sporting FC Porto 1-1 2-1 XXXVII 1976-1977 FC Porto Sp. Braga 1-0 XXXVI 1975-1976 Boavista V. Guimarães 2-1 XXXV 1974-1975 Boavista Benfica 2-1 XXXIV 1973-1974 Sporting Benfica 2-1 XXXIII 1972-1973 Sporting V. Setúbal 3-2 XXXII 1971-1972 Benfica Sporting 3-2 XXXI 1970-1971 Sporting Benfica 4-1 XXX 1969-1970 Benfica Sporting 3-1 XXIX 1968-1969 Benfica Académica 2-1 XXVIII 1967-1968 FC Porto V. Setúbal 2-1 XXVII 1966-1967 V. Setúbal Académica 3-2 XXVI 1965-1966 Sp. Braga V. Setúbal 1-0 XXV 1964-1965 V. Setúbal Benfica 3-1 XXIV 1963-1964 Benfica FC Porto 6-2 XXIII 1962-1963 Sporting V. Guimarães 4-0 XXII 1961-1962 Benfica V. Setúbal 3-0 XXI 1960-1961 Leixões FC Porto 2-0 XX 1959-1960 Belenenses Sporting 2-1 XIX 1958-1959 Benfica FC Porto 1-0 XVIII 1957-1958 FC Porto Benfica 1-0 XVII 1956-1957 Benfica Sp. Covilhã 3-1 XVI 1955-1956 FC Porto Torreense 2-0 XV 1954-1955 Benfica Sporting 2-1 XIV 1953-1954 Sporting V. Setúbal 3-2 XIII 1952-1953 Benfica FC Porto 5-0 XII 1951-1952 Benfica Sporting 5-4 XI 1950-1951 Benfica Académica 5-1 X 1948-1949 Benfica Atlético 2-1 IX 1947-1948 Sporting Belenenses 3-1 VIII 1945-1946 Sporting Atlético 4-2 VII 1944-1945 Sporting Olhanense 1-0 VI 1943-1944 Benfica Estoril 8-0 V 1942-1943 Benfica V. Setúbal 5-1 IV 1941-1942 Belenenses V. Guimarães 2-0 III 1940-1941 Sporting Belenenses 4-1 II 1939-1940 Benfica Belenenses 3-1 I 1938-1939 Académica Benfica 4-3
Liga Europa – Final – Sevilla – Benfica
Juventus Stadium, Turim – Itália
Sevilla – Beto, Coke, Nicolas Pareja, Federico Fazio, Alberto Moreno, Daniel Carriço, José Antonio Reyes (78m – Marko Marin) (104m – Kevin Gameiro), Stéphane Mbia, Vitolo (110m – Diogo Figueiras), Ivan Rakitić e Carlos Bacca
Benfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira (99m – Óscar Cardozo), Rúben Amorim, Miralem Sulejmani (25m – André Almeida), André Gomes, Nico Gaitán (119m – Ivan Cavaleiro), Rodrigo e Lima
Desempate da marca de grande penalidade
0-1 – Lima
1-1 – Carlos Bacca
Óscar Cardozo permitiu a defesa a Beto
2-1 – Stéphane Mbia
Rodrigo permitiu a defesa a Beto
3-1 – Coke
3-2 – Luisão
4-2 – Kevin Gameiro
Cartões amarelos – Fazio (11m), Moreno (13m) e Coke (98m); Siqueira (30m) e André Almeida (100m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
É fácil agora concluir que o Benfica começou a perder esta Final no momento em que ganhou o direito a nela participar, precisamente em Turim, há menos de duas semanas, quando Enzo Pérez, Lazar Marković e Eduardo Salvio, por motivos disciplinares, ficaram privados de a jogar.
Sobretudo no caso de Enzo Pérez, a sua ausência fez-se sentir de forma notória, pela incapacidade revelada pela equipa em “pensar” o jogo de forma serena, sendo sistematicamente traída pela ansiedade da procura do golo, acusando em demasia a condição – porventura inédita no seu historial, em dez Finais europeias disputadas – de favorita.
Mas o Benfica pode queixar-se de vários outros factores, que justificam esta oportunidade perdida – traduzindo-se na oitava Final sucessiva em que fica marcado pelo inêxito, igualando a Juventus em número de finais falhadas -, mas, neste caso, com a nítida sensação de desperdício, que, inevitavelmente, deixa, mais que um travo amargo, uma verdadeira “azia”.
Desde logo, a lesão sofrida por Sulejmani apenas com pouco mais de 10 minutos de jogo, o que fez com que Jorge Jesus hesitasse durante quase quinze minutos, até se decidir pela opção que entendeu ser a mais apropriada para o substituir (fazendo avançar Maxi Pereira no terreno, e colocando André Almeida como defesa direito – depois de ter chegado a equacionar fazer entrar, de imediato, Ivan Cavaleiro). Pior do que ter jogado esse período em “inferioridade numérica” (Sulejmani estava, então, apenas a fazer figura de “corpo presente”), foi a sensação de desnorte que transmitiu à equipa, completamente perdida em campo, passando por alguns “maus bocados” até cerca dos 35 minutos do primeiro tempo.
Só nos derradeiros cinco minutos desta metade inicial o Benfica voltou a crer em si próprio e nas suas possibilidades, empurrando o Sevilla para o seu reduto defensivo, e desperdiçando a oportunidade de marcar.
O que se intensificaria no primeiro quarto de hora da segunda parte, período em que – aliada a alguma falta de tranquilidade – a incapacidade de concretizar em golo as diversas ocasiões de perigo de que dispôs (quatro sucessivas, à passagem do terceiro minuto), com a bola a fazer várias “carambolas” na defensiva sevilhana, ou com Beto em intervenções de grande “aperto”.
Mas, para além dos erros próprios – de novo, na fase final do jogo, Jesus voltaria a hesitar, assim como, depois, já no prolongamento, não teria a capacidade de arriscar, de forma a procurar evitar o desempate da marca de grande penalidade (Ivan Cavaleiro apenas entraria em campo aos 119 minutos (!), demasiado tarde para aproveitar a debilidade física que a equipa do Sevilla patenteava) -, e de alguma “falta de competência” para ganhar esta Final, houve um outro factor determinante, que não é possível escamotear.
É dificilmente compreensível que se possa ter tratado de incompetência o facto de, uma, duas, três vezes, o árbitro (e seus auxiliares, incluindo os de baliza), não terem visto – ou, pelo menos, não tenham assinalado – outras três situações de grandes penalidades, reclamadas pelo Benfica, uma, a findar a primeira parte, por evidente toque em Gaitán, outra, por derrube a Lima, aos 56 minutos (ambas originariam, adicionalmente, a expulsão dos infractores, dado que veriam o segundo cartão amarelo, respectivamente Fazio e Moreno!), e, ainda, uma terceira, por toque com o braço de Carriço, a desviar remate benfiquista na área de rigor.
Tendo deixado a decisão chegar aos pontapés da marca de grande penalidade, o ascendente passava automaticamente para a equipa espanhola – que, assim, alcançava o que pretendia desde há largos minutos, inclusivamente já no decurso do tempo regulamentar … -, pelo que nem valeria a pena referir a forma, à margem das regras, como Beto se posicionou para defender duas tentativas de conversão do Benfica, adiantando-se até à linha de pequena área; no fundo, beneficiando do “pavor” denotado por Cardozo, que, depois de ter ensaiado, por duas vezes, a “paradinha”, sem que o guardião português se deixasse enganar, ficou automaticamente “desarmado”, acabando por ter de rematar sem balanço, sem convicção, sem força, à figura, assim como da extrema fadiga que Rodrigo denotava já.
Depois de ter eliminado, nomeadamente, o Tottenham e a favorita Juventus, sem perder um único jogo na prova, o Benfica viu – uma vez mais – escapar-se a Taça, pela segunda vez consecutiva em dois anos. Muito duro de engolir… E, o pior, a inevitável sensação de uma flagrante oportunidade desperdiçada – face à notória superioridade demonstrada em relação ao adversário -, oportunidade que não sabemos quando poderá voltar a repetir-se… Há que continuar a porfiar!
Classificação Final – Campeonato Nacional Futebol 2013-14
Equipa J V E D GM GS P 1 Benfica 30 23 5 2 58 - 18 74 2 Sporting 30 20 7 3 54 - 20 67 3 FC Porto 30 19 4 7 57 - 25 61 4 Estoril 30 15 9 6 42 - 26 54 5 Nacional 30 11 12 7 43 - 33 45 6 Marítimo 30 11 8 11 40 - 44 41 7 V. Setúbal 30 10 9 11 41 - 41 39 8 Académica 30 9 10 11 25 - 35 37 9 Sp. Braga 30 10 7 13 39 - 37 37 10 V. Guimarães 30 10 5 15 30 - 35 35 11 Rio Ave 30 8 8 14 21 - 35 32 12 Arouca 30 8 7 15 28 - 42 31 13 Gil Vicente 30 8 7 15 23 - 37 31 14 Belenenses 30 6 10 14 19 - 33 28 15 Paços Ferreira 30 6 6 18 28 - 59 24 16 Olhanense 30 6 6 18 21 - 49 24
Campeão – Benfica – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – Sporting – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
3º classificado – FC Porto – “Play-off” de acesso à Fase Grupos Liga dos Campeões
4º classificado – Estoril – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
5º classificado – Nacional – “Play-off” de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
Finalista Taça – Rio Ave – 3ª eliminatória de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
Vencedor Taça – Benfica
Despromovido – Olhanense
Promovidos – Moreirense, Penafiel e Boavista (reintegração na 1.ª Liga)
Paços de Ferreira – Manutenção via play-off
Melhores marcadores:
1. Jackson Martinez – FC Porto – 20
2. Derley – Marítimo – 16
3. Rafael Martins – V. Setúbal – 16
Palmarés – Campeões:
Benfica (33) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14
FC Porto (27) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão) – Juventus – Benfica
Juventus – Gianluigi Buffon, Martín Cáceres, Leonardo Bonucci (73m – Sebastian Giovinco), Giorgio Chiellini, Andrea Pirlo, Stephan Lichsteiner, Paul Pogba, Arturo Vidal (78m – Pablo Osvaldo), Kwadwo Asamoah, Carlos Tévez e Fernando Llorente (78m – Claudio Marchisio)
Benfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ruben Amorim, Lazar Marković (86m – Miralem Sulejmani), Enzo Pérez, Nicolás Gaitán (76m – Eduardo Salvio), Rodrigo (69m – André Almeida) e Lima
Cartões amarelos – Kwadwo Asamoah (64m); Rodrigo (56m), Enzo Pérez (61m) e Eduardo Salvio (90m)
Cartões vermelhos – Mirko Vučinić (89m – no banco); Enzo Pérez (67m) e Lazar Marković (89m – depois de ter sido substituído, por desentendimento com Vučinić)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
Partindo para o que viria a ser a sua primeira viagem a Turim nesta edição da Liga Europa beneficiando da escassa vantagem de um golo adquirida na primeira mão, o Benfica terá de alguma forma começado por surpreender uma algo sobranceira Juventus – porventura excessivamente confiante no seu favoritismo – pela forma como entrou no desafio desta noite, com a equipa muito personalizada, assumindo a iniciativa do jogo, instalando-se, logo desde os primeiros minutos, próximo da baliza adversária.
Esse período inicial poderá ter sido determinante no desfecho que a eliminatória viria a ter, dado que possibilitou à equipa portuguesa refrear o que poderia ter sido um ímpeto avassalador da formação da casa, com a motivação suplementar de a Final da competição se disputar no seu próprio terreno. E, assim, mantendo a sua baliza inviolada nos primeiros vinte minutos, tradicionalmente os mais temidos nestas circunstâncias, o Benfica começaria a reforçar os seus níveis de confiança, na mesma medida em que a Juventus começaria, gradualmente, a ver aumentar os seus níveis de intranquilidade e ansiedade.
No último quarto de hora do primeiro tempo, a Juventus intensificaria a pressão, empurrando o Benfica para trás, quase encostando a equipa portuguesa às “cordas”, mas, paradoxalmente, sem que tivesse criado efectivas e flagrantes oportunidades de golo, para além do lance salvo por Luisão, de cabeça, em cima do risco de golo, e de uma ou outra situação em que Jan Oblak, extremamente confiante, concentrado e seguro, mostrou a sua frieza, com verdadeiros “nervos de aço” (de que daria ainda maior exemplo no segundo tempo, em função das vicissitudes do desafio, com o terreno pesado, pela inclemente chuva que caiu nesse período, com a bola molhada, mas em que o guardião benfiquista revelou um controlo absoluto da bola), com destaque para a resposta a um potente remate de Pilro, a desviar subtilmente a bola por cima da trave.
A segunda parte faria apelo à capacidade de sacrifício e superação do Benfica. A equipa italiana voltou a entrar muito forte, com alta pressão, quase sufocando o adversário, incapaz de ter posse de bola, obrigado a recuar para a sua linha de grande área, limitando-se a aliviar a bola, para nova e imediata investida da Juventus, que, não obstante, nunca revelou capacidade de contrariar a organização defensiva portuguesa, não conseguindo ultrapassar esse bloqueio.
A situação complicar-se-ia quando Enzo Pérez, vendo dois cartões amarelos num curtíssimo intervalo de tempo, provocou que a sua equipa – pela terceira vez nos últimos jogos (depois dos dois encontros contra o FC Porto, para a Taça de Portugal e para a Taça da Liga) – ficasse em inferioridade numérica. Curiosamente, a jogar com dez, e tal como acontecera nesses dois desafios, a equipa benfiquista uniu-se, denotando um forte sentido de grupo e colectivismo, ao mesmo tempo que a Juventus se ia deixando trair pela crescente ansiedade, resultante da combinação de dois factores: por um lado, o facto de se encontrar com um homem a mais; por outro, de sinal contrário, o tempo que começava a fugir-lhe para inverter o rumo da eliminatória.
Seria nessa fase que o Benfica acabaria inclusivamente por conseguir libertar-se do espartilho a que se vira submetido, procurando a sua sorte, em dois ou três contra-ataques rápidos. E, já na entrada do tempo de compensação (estendido até aos oito minutos), quando Garay teve de sair de campo, depois de ter sido atingido por um pontapé na cara, passando a jogar apenas com nove elementos, a resistência benfiquista tornou-se então heróica, culminando com a eufórica satisfação do alcançar de uma Final europeia pelo segundo ano consecutivo – 10.ª Final da sua história –, no que se traduzirá no seu regresso a Turim, já no próximo dia 14 de Maio, para defrontar o Sevilla… infelizmente, sem poder contar com Enzo Pérez, Markovic (ambos expulsos, o segundo já após ter sido substituído) e Salvio, esperando-se que Garay possa recuperar em tempo útil.



