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Mundial Clubes – 2025 – Benfica – Auckland City

Benfica Auckland City 6-0

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Leandro Barreiro, António Silva (86m – Adrian Bajrami), Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras (45m – Samuel Dahl), Fredrik Aursnes (71m – Tiago Gouveia), Orkun Kökçü (61m – Renato Sanches), Ángel Di María, Gianluca Prestianni (71m – João Rego), Kerem Aktürkoğlu (61m – Andreas Schjelderup) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis

Auckland City Auckland City – Nathan Garrow, Jerson Lagos, Adam Mitchell, Michael den Heijer (81m – Christian Gray), Nikko Boxall, Adam Bell, Zhou Tong (45m – Gerard Garriga), Mario Ilich (59m – Jackson Manuel), David Yoo (59m – Matthew “Matt” Ellis), Myer Bevan (73m – Ryan De Vries) e Haris Zeb (59m – Dylan Manickum)

1-0 – Ángel Di María (pen.) – 45m
2-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis – 53m
3-0 – Renato Sanches – 63m
4-0 – Leandro Barreiro – 76m
5-0 – Leandro Barreiro – 78m
6-0 – Ángel Di María (pen.) – 90m

Cartões amarelos – Álvaro Carreras (45m), Orkun Kökçü (48m) e Adrian Bajrami (87m)

Árbitro – Salman Ahmad Falahi (Qatar)

Inter&Co Stadium – Orlando (12h00 / 17h00)

Foi um jogo bizarro, o que Benfica e Auckland City disputaram, em que o mais “normal” acabou por ser o resultado final. Defrontando um adversário que se estreara com uma esmagadora derrota (10-0) frente ao Bayern, a equipa portuguesa entrou em campo como que em ritmo de treino, sem intensidade, o que poderá ser justificado pela hora (12h00) a que o desafio teve início e pelo calor que se fazia sentir.

Mas, para além da questão física, transpareceu, pelo menos durante a primeira parte, uma vertente mental, de pouco foco, como que se nada estivesse em jogo nesta competição. Os jogadores da formação portuguesa denotavam pouca vontade, em contraponto à atitude esforçada e solidária do grupo neo-zelandês.

É verdade que, mesmo sem jogar bem, sem conseguir mostrar fluidez nas suas iniciativas, a equipa benfiquista poderia ter marcado por duas ou três vezes, não fora o bom desempenho revelado pelo jovem guardião contrário, Nathan Garrow, que ficara no banco no primeiro encontro, para além de um remate ao poste, por Pavlídis.

Todavia, só em tempo de compensação e mercê de uma grande penalidade (outra vez, sancionada pelo “VAR”), seria desfeito o nulo, a evitar um “mini-escândalo” no resultado ao intervalo.

A parte mais excêntrica viria então, com a duração do intervalo, que se prolongaria por quase duas horas e meia, devido às condições climatéricas adversas (trovoada), tendo o Estádio sido evacuado, com os espectadores refugiados no seu interior –  sendo que estas interrupções demoradas (mesmo que não durante tanto tempo) vêm sendo algo recorrentes.

Poderia pensar-se que este interregno alargado poderia ter permitido aos jogadores do Auckland repousar, ganhar fôlego para a segunda metade, e procurar evitar que o resultado se avolumasse de forma significativa. E até começariam mesmo por assustar, com um remate de Zeb a solicitar defesa atenta de Trubin, para canto.

Mas seria como que o “canto do cisne”: acusando dificuldades físicas, devido à extensão da paragem, conjugado com o efeito anímico do segundo golo benfiquista, que chegou poucos minutos depois, a partir daí a formação neo-zelandesa como se eclipsaria, e o Benfica teve, então, caminho aberto para a (expectável) goleada.

O conjunto português animou com o 3-0 e 4-0 e foi ainda à procura de ampliar a contagem. Porém, depois do quinto golo, com Leandro Barreiro a bisar em apenas dois minutos, terá faltado alguma concentração. E, só outra vez em tempo de descontos, seria fechado o “placard”, com o terceiro “penalty” convertido, com muita segurança, por parte de Di María, o único que teve uma exibição com padrão mais ou menos elevado ao longo dos noventa minutos.

A imagem final que este jogo deixa é a de uma equipa (amadora) demasiado frágil para competir a este nível, perante outra que esteve longe de mostrar o devido envolvimento, numa partida que não se pode dizer que tenha dignificado a prova.

A diferença de golos – que poderá vir a ser determinante para as contas do apuramento, em caso de igualdade pontual com o emblema argentino –, parecendo ampla, não oferece, contudo, garantias, subsistindo tudo em aberto para a derradeira ronda da fase de grupos. O Benfica depende exclusivamente de si próprio, devendo bastar-lhe o empate ante o Bayern; mas, em caso de derrota, ficará em suspenso da expressão do resultado que se registar também no Boca Juniors-Auckland.

20 Junho, 2025 at 9:13 pm Deixe um comentário

Mundial Clubes – 2025 – Inter Miami – FC Porto

Inter Miami FC Porto 2-1

Inter MiamiInter Miami – Oscar Ustari, Marcelo Weigandt (62m – Tomás Avilés), Ian Fray (79m – Fabrice Jean-Ian “Fafà” Picault), Maximiliano Falcón, Noah Allen, Tadeo Allende (79m – Jordi Alba), Benjamin Cremaschi, Sergio Busquets, Telasco Segovia (71m – Federico Redondo), Lionel Messi e Luis Suárez

FC Porto FC Porto – Cláudio Ramos, Martim Fernandes (59m – Gonçalo Borges), José “Zé” Pedro Freitas, Iván Marcano (87m – Deniz Gül), João Mário, Alan Varela (74m – William Gomes), Gabriel “Gabri” Veiga (59m – Stephen Eustáquio), Francisco Moura (87m – Otávio Ataíde), Fábio Vieira, Rodrigo Mora e Samuel “Samu” Omorodion

0-1 – Samuel “Samu” Omorodion – 8m
1-1 – Telasco Segovia – 47m
2-1 – Lionel Messi – 54m

Cartões amarelos – Não houve

Árbitro – Cristián Garay (Chile)

Mercedes-Benz Stadium – Atlanta (15h00 / 20h00)

19 Junho, 2025 at 10:04 pm Deixe um comentário

Campeonato do Mundo de Clubes – 2025 – Resultados e Classificações – 1ª jornada

GRUPO A        Jg  V  E  D   G  Pt  Al Ahly-Inter Miami...0-0
Al Ahly         1  -  1  -  0-0  1  Palmeiras-FC Porto....0-0
FC Porto        1  -  1  -  0-0  1  Palmeiras-Al Ahly.....---
Palmeiras       1  -  1  -  0-0  1  Inter Miami-FC Porto..---
Inter Miami     1  -  1  -  0-0  1  Inter Miami-Palmeiras.---
                                    FC Porto-Al Ahly......---

GRUPO B        Jg  V  E  D   G  Pt  PS-Germain-At. Madrid.4-0
P. St.-Germain  1  1  -  -  4-0  3  Botafogo-Seattle S....2-1
Botafogo        1  1  -  -  2-1  3  Seattle S.-At. Madrid.---
Seattle Sound.  1  -  -  1  1-2  -  P.S.-Germain-Botafogo.---
At. Madrid      1  -  -  1  0-4  -  Seattle.-P.S.-Germain.---
                                    At. Madrid-Botafogo...---

GRUPO C        Jg  V  E  D   G  Pt  Bayern Mün.-Auckland.10-0
Bayern München  1  1  -  - 10-0  3  Boca Juniors-Benfica..2-2
Benfica         1  -  1  -  2-2  1  Benfica-Auckland City.---
Boca Juniors    1  -  1  -  2-2  1  Bayern Mün.-Boca Jun..---
Auckland City   1  -  -  1  0-10 -  Auckland-Boca Juniors.---
                                    Benfica-Bayern Mün....---

GRUPO D        Jg  V  E  D   G  Pt  Chelsea-Los Angeles...2-0
Flamengo        1  1  -  -  2-0  3  Flamengo-Espérance....2-0
Chelsea         1  1  -  -  2-0  3  Flamengo-Chelsea......---
Los Angeles FC  1  -  -  1  0-2  -  Los Angeles-Espérance.---
Espérance       1  -  -  1  0-2  -  Los Angeles-Flamengo..---
                                    Espérance-Chelsea.....---

GRUPO E        Jg  V  E  D   G  Pt  River Plate-Urawa Red.3-1
River Plate     1  1  -  -  3-1  3  Monterrey-Inter.......1-1
Monterrey       1  -  1  -  1-1  1  Inter-Urawa Red Diam..---
Internazionale  1  -  1  -  1-1  1  River Plate-Monterrey.---
Urawa Red Diam. 1  -  -  1  1-3  -  Inter-River Plate.....---
                                    Urawa Red D-Monterrey.---

GRUPO F        Jg  V  E  D   G  Pt  Fluminense-B.Dortmund.0-0
Mamelodi Sund.  1  1  -  -  1-0  3  Ulsan HD-Mamelodi Sun.0-1
B. Dortmund     1  -  1  -  0-0  1  Mamelodi-B. Dortmund..---
Fluminense      1  -  1  -  0-0  1  Fluminense-Ulsan HD...---
Ulsan HD        1  -  -  1  0-1  -  B. Dortmund-Ulsan HD..---
                                    Mamelodi-Fluminense...---

GRUPO G        Jg  V  E  D   G  Pt  Man. City-Wydad AC....2-0
Juventus        1  1  -  -  5-0  3  Al Ain-Juventus.......0-5
Manchester City 1  1  -  -  2-0  3  Juventus-Wydad AC.....---
Wydad AC        1  -  -  1  0-2  -  Man. City-Al Ain......---
Al Ain          1  -  -  1  0-5  -  Juventus-Man. City....---
                                    Wydad AC-Al Ain.......---

GRUPO H        Jg  V  E  D   G  Pt  Real Madrid-Al-Hilal..1-1
FC Salzburg     1  1  -  -  2-1  3  Pachuca-FC Salzburg...1-2
Real Madrid     1  -  1  -  1-1  1  Real Madrid-Pachuca...---
Al-Hilal        1  -  1  -  1-1  1  FC Salzburg-Al-Hilal..---
Pachuca         1  -  -  1  1-2  -  Al-Hilal-Pachuca......---
                                    FC Salzburg-R. Madrid.---

Melhores Marcadores:

  • 3 golos – Jamal Musiala (Bayern München)
  • 2 golos – Francisco Conceição (Juventus), Kingsley Coman (Bayern München), Michael Olise (Bayern München), Randal Kolo Muani (Juventus) e Thomas Müller (Bayern München)

19 Junho, 2025 at 8:55 am Deixe um comentário

Mundial Clubes – 2025 – Boca Juniors – Benfica

Boca Juniors Benfica 2-2

Boca Juniors Boca Juniors – Agustín Marchesín, Luis Advíncula, Nicolás Figal, Ayrton Costa, Lautaro Blanco, Ander Herrera (20m – Tomás Belmonte), Rodrigo Battaglia, Carlos Palacios (66m – Williams Alarcón), Kevin Zenón, Alan Velasco (58m – Milton Giménez) e Miguel Merentiel (65m – Exequiel Zeballos)

BenficaBenfica – Anatoliy Trubin, Samuel Dahl (45m – Andrea Belotti), António Silva, Nicolás Otamendi, Álvaro Carreras, Florentino Luís (90m – Leandro Barreiro), Renato Sanches (61m – Orkun Kökçü), Ángel Di María (77m – Gianluca Prestianni), Fredrik Aursnes, Armindo Bangna “Bruma” (61m – Kerem Aktürkoğlu) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis

1-0 – Nicolás Otamendi (p.b.) – 21m
2-0 – Rodrigo Battaglia – 27m
2-1 – Ángel Di María (pen.) – 45m
2-2 – Nicolás Otamendi – 84m

Cartões amarelos – Carlos Palacios (66m) e Ayrton Costa (85m); Álvaro Carreras (67m) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (83m)

Cartões vermelhos – Ander Herrera (45m – no banco, após ter sido substituído) e Nicolás Figal (88m); Andrea Belotti (70m)

Árbitro – César Ramos (México)

Hard Rock Stadium – Miami Gardens (18h00 / 23h00)

O Benfica apresentou melhor entrada em campo, tendo tido até oportunidade para marcar nos minutos iniciais. Porém, duas falhas defensivas proporcionaram, em curto período, dois golos ao adversário, que, assim, adquiriu significativa vantagem, que, até final, procurou preservar a todo o custo.

Tendo conseguido reduzir para a diferença mínima mesmo à beira do intervalo, mercê de uma grande penalidade (sinalizada pelo “VAR”), devido a toque sobre Otamendi, a equipa portuguesa teria toda a segunda parte para procurar inverter o resultado.

Só que teve de enfrentar uma estratégia adversário de sistemático anti-jogo, com sucessivas perdas de tempo, a quebrar o ritmo, bastante dureza e agressividade, que beneficiaram da complacência arbitral.

E, por absurdo, acabaria por ser o Benfica a ver-se em situação de inferioridade numérica, devido a um pontapé (acidental) de Belotti, que, quando tentava jogar a bola, atingiu involuntariamente a cabeça de um opositor.

A perder, e com menos um jogador, a vinte minutos do final, a turma encarnada teria, então, de se unir, acabando, algo paradoxalmente, por evidenciar a fase de melhor produção de jogo, recompensada com o tento do empate já nos derradeiros minutos.

O Boca Juniors teria também um jogador expulso, já ao cair do pano, acabando os benfiquistas por ficar a lamentar-se do escasso tempo de compensação (cinco minutos) concedido pelo árbitro, perante tão pouco tempo útil de jogo.

O Benfica acabou por ter alguma felicidade na forma como chegou à igualdade, numa antecipação, de cabeça, de Otamendi, em evidência na partida – que teve a curiosidade de terem sido dois argentinos a marcar os golos frente ao rival da Argentina –, o que lhe permite manter em aberto as expectativas de apuramento, tendo, em paralelo, sido penalizado pela forma pouco concentrada e ligada com que pareceu abordar este seu desafio de estreia, no novo formato do Mundial de clubes.

17 Junho, 2025 at 1:00 am Deixe um comentário

Mundial Clubes – 2025 – Palmeiras – FC Porto

Palmeiras FC Porto 0-0

PalmeirasPalmeiras – Weverton da Silva, Agustín Giay, Gustavo Gómez, Murilo Paim, Felipe Anderson (64m – Paulo “Paulinho” Filho), Richard Ríos (87m – Lucas Evangelista), Aníbal Moreno, Joaquín Piquerez, Estêvão Gonçalves (65m – Allan Elias), Maurício Prado (65m – Raphael Veiga) e Vítor Roque (77m – José Manuel López)

FC Porto FC Porto – Cláudio Ramos, Martim Fernandes, José “Zé” Pedro Freitas, Iván Marcano, João Mário (77m – Patricio Nehuén Pérez), Alan Varela (81m – Tomás Pérez), Gabriel “Gabri” Veiga (67m – Eduardo Cossa “Pepê”), Francisco Moura, Fábio Vieira (82m – André Franco), Rodrigo Mora (77m  – Stephen Eustáquio) e Samuel “Samu” Omorodion

Cartões amarelos – Felipe Anderson (9m), Gustavo Gómez (62m) e Abel Ferreira (Treinador – 63m); Martim Fernandes (15m) e Patricio Nehuén Pérez (90m)

Árbitro – Héctor Saíd Martínez (Honduras)

MetLife Stadium – East Rutherford (18h00 / 23h00)

16 Junho, 2025 at 2:00 am Deixe um comentário

Portugal – Espanha – Liga das Nações da UEFA – Final

PortugalEspanha2-2

Portugal Diogo Costa, João Neves (45m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Gonçalo Inácio (74m – Renato Veiga), Nuno Mendes, Bernardo Silva (74m – Rafael Leão), Vítor Ferreira “Vitinha”, Pedro Neto (105m – Diogo José “Jota”), Bruno Fernandes, Francisco Conceição (45m – Rúben Neves) e Cristiano Ronaldo (88m – Gonçalo Ramos)

Espanha Espanha – Unai Simón, Óscar Mingueza (92m – Pedro Porro), Robin Le Normand, Dean Huijsen, Marc Cucurella, Pedro “Pedri” González (74m  – Francisco “Isco” Alarcón), Martín Zubimendi, Fabián Ruiz (74m – Mikel Merino), Lamine Yamal (105m – Yeremi Pino), Mikel Oyarzabal (111m – Álvaro Morata) e Nicholas “Nico” Williams (92m – Alejandro “Álex” Baena)

0-1 – Martín Zubimendi – 21m
1-1 – Nuno Mendes – 26m
1-2 – Mikel Oyarzabal – 45m
2-2 – Cristiano Ronaldo – 61m

Cartões amarelos – Gonçalo Inácio (19m), Pedro Neto (82m), Nuno Mendes (100m) e Roberto Martínez (Treinador – 110m); Fabián Ruiz (33m), Robin Le Normand (90m), Alejandro “Álex” Baena (100m) e Pedro Porro (110m)

Desempate da marca de grande penalidade:
1-0 – Gonçalo Ramos
1-1 – Mikel Merino
2-1 – Vítor Ferreira “Vitinha”
2-2 – Alejandro “Álex” Baena
3-2 – Bruno Fernandes
3-3 – Francisco “Isco” Alarcón
4-3 – Nuno Mendes
Álvaro Morata permitiu a defesa a Diogo Costa
5-3 – Rúben Neves

Árbitro – Sandro Schärer (Suíça)

Allianz Arena, Munique – Alemanha

Portugal sagra-se vencedor da 4.ª edição da Liga das Nações, conquistando o troféu pela segunda vez!

Defrontando a que será, porventura, melhor selecção mundial da actualidade, por duas vezes a equipa portuguesa esteve em desvantagem no marcador, por duas vezes teve a coragem necessária para repor a igualdade.

Entrando em campo com um desenho táctico pouco ortodoxo, com a novidade de mais um lateral direito improvisado (João Neves!), procurando tirar partido da aposta na irreverência de Francisco Conceição, a selecção nacional tinha um tesouro que brilharia com maior fulgor nesta Final, numa sensacional exibição de Nuno Mendes.

A turma portuguesa, atrevida, logo de entrada procurou apropriar-se do jogo, mas rapidamente a Espanha assumiria as rédeas, dominando na zona nevrálgica, e instalando-se no meio campo contrário, começando a dar a ideia que poderia chegar ao golo, o que sucederia cumpridos os primeiros vinte minutos, beneficiando de uma sucessão de ressaltos.

A equipa nacional teria, então, a felicidade de, antes de poder reequilibrar a contenda em termos de futebol jogado, chegar, de pronto, ao empate, num raid fulminante de Nuno Mendes, que marcou pela primeira vez ao serviço da selecção.

A Espanha não desarmou, e Nico Williams, com várias investidas pelo flanco esquerdo, ia colocando a “cabeça em água” a João Neves, sem as rotinas posicionais necessárias a um bom desempenho, de forma a travar um extremo tão versátil.

Mas seria até pelo lado direito que, mesmo à beira do intervalo, a formação espanhola se recolocaria em vantagem, aproveitando alguma desconcentração portuguesa, reclamando uma falta sobre Bernardo Silva. O resultado ao intervalo ajustava-se ao rendimento apresentado pelas duas equipas.

No reatar da partida Roberto Martínez rectificou posições, sacrificando João Neves, dando lugar a Nélson Semedo, ao mesmo tempo que procurava reforçar o meio-campo, com a entrada de Rúben Neves. As alterações promovidas pareciam fazer sentido, mas, em termos práticos, não davam resultados, no que respeita a uma tomada de controlo pela equipa portuguesa, que continuava muito pressionada.

Até que, ao passar da hora de jogo, libertou-se (de novo) o génio de Nuno Mendes – que, tendo tido de lidar, face a face, com a grande promessa (já certeza) espanhola, Lamine Yamal, ia levando claramente a melhor, em termos defensivos –, conseguindo esquivar-se ao rival directo, e “ligando o turbo”, em direcção à área, com a bola a chegar a Cristiano Ronaldo, que, com frieza, não perdoaria, fazendo o 2-2.

Até final do tempo regulamentar, a Espanha, forçada a mostrar respeito pelo adversário, refreou a tomada de risco, em contraponto à tentativa portuguesa de explorar também o “diabo à solta”, Rafael Leão, mas o resultado estava feito e não se alteraria.

Numa boa exibição da equipa nacional, este era já o sexto empate entre as duas selecções, nos últimos sete encontros!

Portugal parecia denotar maior frescura e superioridade anímica para o prolongamento, agora com Nuno Mendes e Rafael Leão a constituírem ameaças que a Espanha não podia menorizar. Faltaria, então, eficácia – sobretudo na primeira parte do prolongamento – para que a selecção portuguesa tivesse marcado e pudesse ganhar o jogo.

Na segunda metade desse tempo extra, a conjugação da fadiga que se ia avolumando, de parte a parte, com o receio de perder, fez com que não houvesse soberanas ocasiões de golo para qualquer lado.

O desempate da marca de grande penalidade tornara-se uma inevitabilidade, e, sendo sempre de desfecho contingente, prometia favorecer a equipa portuguesa. E assim seria: com todas as sete primeiras tentativas concretizadas com sucesso, bastaria a decisiva defesa de Diogo Costa, a remate de Morata, para proporcionar a Rúben Neves a oportunidade de materializar a festa, o que, com grande serenidade, confirmaria, completando o pleno de (cinco) golos de Portugal.

Depois do Campeonato da Europa de 2016, e da Liga das Nações de 2019, a selecção de Portugal conquista o seu terceiro grande troféu a nível internacional. Nuno Mendes ( o “homem do jogo”), João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos viveram a melhor semana das suas vidas a nível desportivo: depois de, no passado Sábado, se terem sagrado Campeões Europeus de clubes, conquistaram, este Domingo – por curiosidade, no mesmo mítico Estádio, em Munique –, a Liga das Nações.

8 Junho, 2025 at 10:32 pm Deixe um comentário

Alemanha – França – Liga das Nações da UEFA – 3.º/4.º lugar

AlemanhaFrança0-2

Alemanha Marc-André ter Stegen, Joshua Kimmich, Jonathan Tah, Robin Koch, David Raum (65m – Maximilian Mittelstädt), Pascal Groß (73m – Thilo Kehrer), Leon Goretzka (65m – Tom Bischof), Nick Woltemade (45m – Deniz Undav), Florian Wirtz, Karim-David Adeyemi (78m – Serge Gnabry) e Niclas Füllkrug

França França – Mike Maignan, Malo Gusto, Loïc Badé, Lucas Hernández, Lucas Digne, Aurélien Tchouaméni (68m – Emmanuel “Manu” Koné), Adrien Rabiot, Randal Kolo Muani (68m – Désiré Doué), Rayan Cherki (68m – Michael Olise), Marcus Thuram (90m – Mattéo Guendouzi) e Kylian Mbappé

0-1 – Kylian Mbappé – 45m
0-2 – Michael Olise – 84m

Cartões amarelos – David Raum (29m), Karim-David Adeyemi (35m) e Jonathan Tah (61m); Lucas Digne (12m) e Lucas Hernández (61m)

Árbitro – Ivan Kružliak (Eslováquia)

Stuttgart Arena, Stuttgart – Alemanha

8 Junho, 2025 at 4:38 pm Deixe um comentário

Espanha – França – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

EspanhaFrança5-4

Espanha Espanha – Unai Simón, Pedro Porro, Robin Le Normand (77m – Daniel Vivian), Dean Huijsen, Marc Cucurella, Mikel Merino (90m – Pablo Gavira “Gavi”), Martín Zubimendi, Pedro “Pedri” González (64m – Fabián Ruiz), Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal (77m – Samuel “Samu” Omorodion) e Nicholas “Nico” Williams (64m – Dani Olmo)

França França – Mike Maignan, Pierre Kalulu (63m – Malo Gusto), Ibrahima Konaté, Clément Lenglet (72m – Lucas Hernández), Theo Hernández, Emmanuel “Manu” Koné, Adrien Rabiot, Ousmane Dembélé (76m – Randal Kolo Muani), Michael Olise (63m – Rayan Cherki), Désiré Doué (63m – Bradley Barcola) e Kylian Mbappé

1-0 – Nicholas “Nico” Williams – 22m
2-0 – Mikel Merino – 25m
3-0 – Lamine Yamal (pen.) – 54m
4-0 – Pedro “Pedri” González – 55m
4-1 – Kylian Mbappé (pen.) – 59m
5-1 – Lamine Yamal – 67m
5-2 – Rayan Cherki – 79m
5-3 – Daniel Vivian (p.b.) – 84m
5-4 – Randal Kolo Muani – 90m

Cartões amarelos – Lamine Yamal (33m) e Pablo Gavira “Gavi” (90m); Adrien Rabiot (51m), Theo Hernández (82m), Randal Kolo Muani (90m) e Emmanuel “Manu” Koné (90m)

Árbitro – Michael Oliver (Inglaterra)

Stuttgart Arena, Stuttgart – Alemanha

Um resultado de 4-0 aos dez minutos da segunda parte pode induzir em erro, levando a pensar que “os números dizem tudo”, isto é, que o desafio teria sido um passeio para a Espanha, num jogo de “sentido único”.

Mas não foi bem assim, desde logo porque a França até teve uma melhor entrada, assumindo a iniciativa; porém, a eficácia espanhola foi tremenda, marcando dois golos num curto intervalo de três minutos, entre os 22 e os 25. O que repetiria, no tal arranque de segunda parte, com mais outros dois tentos, desta feita em minutos consecutivos.

Quando Mbappé, logo de seguida, reduziu para 1-4, o mais normal seria pensar-se que a França tinha obtido o seu “ponto de honra”. Até porque, pouco tempo decorrido, a Espanha voltava a colocar o marcador numa diferença de quatro golos a seu favor.

A partir daí, é difícil perceber se foi a Espanha que relaxou – desde logo com as saídas de Pedri e Nico Williams, porventura já uma gestão para a Final – ou se não conseguiu então encontrar antídoto para suster a “louca cavalgada” francesa, que, depois de chegar ao 3-5, terá acreditado, o que reforçou com o 4-5, que, contudo, chegaria já tarde demais.

Num jogo frenético – em que houve de tudo, com um penalty para cada lado, um auto-golo e evolução completamente atípica do marcador –, e depois de ter ficado a sensação de que a Espanha dominara a seu bel-prazer, a ideia final que perdura foi a de que, com mais alguns minutos, a França teria conseguido mesmo completar o que seria, a todos os níveis, uma recuperação verdadeiramente épica.

Que os ataques se superiorizaram claramente às defesas não restam dúvidas; o que ficou por esclarecer foi se as fragilidades defensivas evidenciadas de parte a parte serão sistémicas – no caso da equipa espanhola, como que emulando a forma de jogar do Barcelona nesta temporada –, ou de índole pontual/casual.

Em qualquer caso, Portugal terá perfeita noção de que não encontrará facilidades no Domingo, numa aliciante Final ibérica…

5 Junho, 2025 at 10:04 pm Deixe um comentário

Alemanha – Portugal – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

AlemanhaPortugal1-2

Alemanha Marc-André ter Stegen, Jonathan Tah, Robin Koch, Waldemar Anton (71m – Felix Nmecha), Joshua Kimmich, Aleksandar Pavlović (71m – Karim-David Adeyemi), Leon Goretzka, Maximilian Mittelstädt (60m – Robin Gosens), Leroy Sané (60m – Serge Gnabry), Florian Wirtz e Nick Woltemade (60m – Niclas Füllkrug)

Portugal Diogo Costa, João Neves (58m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Rúben Neves (58m – Vítor Ferreira “Vitinha”), Bernardo Silva, Francisco Trincão (58m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes, Pedro Neto (83m – Diogo José “Jota”) e Cristiano Ronaldo (90m – João Palhinha)

1-0 – Florian Wirtz – 48m
1-1 – Francisco Conceição – 63m
1-2 – Cristiano Ronaldo – 68m

Cartões amarelos – Jonathan Tah (80m), Florian Wirtz (84m) e Niclas Füllkrug (85m); Roberto Martínez (Treinador – 52m), Rúben Neves (52m) e Rúben Dias (85m)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

Allianz Arena, Munique – Alemanha

Desta vez nem sequer se terá tratado da velha máxima de um jogo com duas partes distintas. Porque, de facto, o que fez mudar a configuração do embate foi, na sequência do golo da Alemanha, a alteração promovida por Roberto Martínez, com as substituições operadas já próximo da hora de jogo, e que tão rapidamente frutificaria.

Com a “cabeça no cepo” (começaram a avolumar-se os rumores de que não resistirá, sequer, até à fase de qualificação para o Mundial, perante o perfilar de candidatos à sua sucessão, em especial, José Mourinho e Jorge Jesus), Martínez fez alinhar um “onze” inesperado e dificilmente compreensível, desde logo, com o relegar de Vitinha para o banco; e, acrescendo à estranheza, a colocação de João Neves como lateral direito…

Com um histórico muito desfavorável, surgindo a Alemanha como uma espécie de “papão”, as sensações não eram muito boas, não se antecipando que a estratégia pudesse resultar.

E, de facto, tal foi-se confirmando em campo, com a equipa portuguesa a evidenciar muitas dificuldades para chegar ao último terço do terreno, sem conseguir “ter bola”, vendo-se compelida a procurar explorar a profundidade (sobretudo a velocidade de Pedro Neto, que, um par de vezes, enfrentou o guardião contrário), enquanto a formação germânica se assenhoreava do jogo, e, à medida que o tempo ia avançando, ameaçava crescentemente a baliza de Diogo Costa, colocado à prova em duas ocasiões, a que deu notável resposta.

O nulo subsistiria até ao intervalo, mas, logo no recomeço, a Alemanha chegava mesmo ao golo, como, já há algum tempo, se podia ir antevendo.

Decorrendo talvez de uma alteração a nível mental, após ter alcançado a vantagem, e/ou incapaz de se adaptar às mudanças de posicionamento da equipa portuguesa, a turma da casa como que desapareceu do jogo, de forma algo inusitada. Em contraponto, sobressairiam as individualidades portuguesas.

Sob a batuta de Vitinha, com Nuno Mendes a dinamitar a organização contrária, Francisco Conceição – entrado em campo há cinco minutos –, inspirado decerto pelo “hat-trick” apontado pelo pai, há 25 anos (na, até agora, última vitória portuguesa), encheu-se de confiança, e, depois de ganhar posição, internando-se no terreno, visou a baliza, com um remate de longe, bem colocado, que resultou no golo do empate.

Apenas mais cinco minutos volvidos, outra jogada rápida, em que se destaca a brilhante arrancada de Nuno Mendes, Cristiano Ronaldo – em posição no limite do “fora de jogo” – surgiria isolado frente ao guardião contrário, não vacilando, conseguindo dar a melhor sequência ao lance, fazendo anichar a bola no fundo das redes. Portugal operava uma sensacional reviravolta, passando a ganhar por 2-1.

Até final, com a Alemanha, necessariamente, a procurar assumir maior risco, em busca de, pelo menos, restabelecer a igualdade, a equipa portuguesa, beneficiando de mais espaços, podia ter inclusivamente sentenciado o desfecho, com um terceiro golo, não fora duas incríveis paradas de ter Stegen, a remates, quase à “queima roupa”, de Diogo Jota e Francisco Conceição.

Alcançando um êxito com o seu quê de inesperado, frente a um adversário poderoso, e em reduto alheio, e mais, da forma convincente como foi obtido, Roberto Martínez terá conseguido, para já, afastar o “fantasma” do despedimento. Mas continuará a ser-lhe exigido muito, agora ante um outro rival, ainda mais temível, na que será apenas a quarta final da história da principal selecção portuguesa (depois de 2004, 2016 e 2019).

4 Junho, 2025 at 10:04 pm Deixe um comentário

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