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Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – 2025
Num campeonato com várias cambiantes – tendo Oscar Piastri liderado, com boa vantagem, em fase já adiantada da temporada; e após uma extraordinária (pese embora insuficiente) recuperação do tetra-campeão Max Verstappen, que chegara a ter atraso superior a 100 pontos (205 vs. 309) em relação a Piastri (e de 70 pontos para Norris), ganhando as três últimas provas (seis vitórias nos últimos nove Grandes Prémio) – seria Lando Norris a acabar por sagrar-se, pela primeira vez, Campeão Mundial, com uma escassa margem, de apenas dois pontos!
Na derradeira e decisiva prova, em Abu Dhabi, necessitando apenas de terminar no 3.º lugar para confirmar a conquista do título, Norris, com frieza e pragmatismo, limitou-se a gerir a vantagem de 12 pontos de que dispunha, não se envolvendo na disputa pela vitória (Verstappen, que partira da “pole position” não deu hipóteses à concorrênca), e, naturalmente, abdicando mesmo, na parte final, de arriscar uma desnecessária ultrapassagem ao seu colega de equipa, Piastri.
Tendo apenas de controlar a pressão que Leclerc (4.º classificado) ia procurando fazer, o momento de maior “frisson” viveu-se quando, depois de uma paragem nas boxes, Norris teve de ultrapassar Tsunoda, que “dançou” à sua frente, ziguezagueando na pista, forçando o piloto da McLaren a pisar as linhas delimitadoras.
Max Verstappen venceu oito dos Grandes Prémios da temporada, face a sete triunfos no novo campeão, Lando Norris, assim como de Oscar Piastri; George Russell venceu também duas corridas.
Classificação Final do Mundial de Pilotos:
1º Lando Norris (Grã-Bretanha) – McLaren – 423
2º (Países Baixos) – Red Bull Racing – 421
3º Oscar Piastri (Austrália) – McLaren – 410
4º George Russell (Grã-Bretanha) – Mercedes – 319
5º Charles Leclerc (Mónaco) – Ferrari – 242
6º Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) – Ferrari – 156
7º Kimi Antonelli (Itália) – Mercedes – 150
8º Alexander Albon (Tailândia) – Williams – 73
9º Carlos Sainz (Espanha) – Williams – 64
10º Fernando Alonso (Espanha) – Aston Martin – 56
11º
12º Isack Hadjar (França/Argélia) – Racing Bulls – 51
13º Oliver Bearman (Grã-Bretanha) –
14º Liam Lawson (N. Zelândia) – Racing Bulls – 38
15º Esteban Ocon (França) – – 38
16º Lance Stroll (Canadá) – Aston Martin – 33
17º Yuki Tsunoda (Japão) – Red Bull Racing – 33
18º Pierre Gasly (França) – Alpine – 22
19º Gabriel Bortoleto (Brasil) – Kick Sauber – 19
Não pontuaram os pilotos: Franco Colapinto (Argentina – Alpine) e Jack Doohan (Austrália – Alpine).
Classificação do Mundial de Construtores:
1º McLaren – 833
2º Mercedes – 469
3º Red Bull Racing – 451
4º Ferrari – 398
5º Williams – 137
6º Racing Bulls – 92
7º Aston Martin – 89
8º – 79
9º Kick Sauber – 70
10º Alpine – 22
Nota – Yuki Tsunoda obteve três pontos (do seu total de 33) pilotando um Racing Bulls.
É o seguinte o palmarés de Campeões do Mundo:
- 7 títulos – Michael Schumacher (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004); e Lewis Hamilton (2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019, 2020);
- 5 títulos – Juan Manuel Fangio (1951, 1954, 1955, 1956, 1957);
- 4 títulos – Alain Prost (1985, 1986, 1989, 1993); Sebastien Vettel (2010, 2011, 2012, 2013); e Max Verstappen (2021, 2022, 2023, 2024);
- 3 títulos – Jack Brabham (1959, 1960, 1966); Jackie Stewart (1969, 1971, 1973); Niki Lauda (1975, 1977, 1984); Nelson Piquet (1981, 1983, 1987); e Ayrton Senna (1988, 1990, 1991);
- 2 títulos – Alberto Ascari (1952, 1953); Graham Hill (1962, 1968); Jim Clark (1963, 1965); Emerson Fittipaldi (1972, 1974); Mika Häkkinen (1998, 1999); e Fernando Alonso (2005, 2006);
- 1 título – Giuseppe Farina (1950); Mike Hawthorn (1958); Phil Hill (1961); John Surtees (1964); Denis Hulme (1967); Jochen Rindt (1970); James Hunt (1976); Mario Andretti (1978); Jody Scheckter (1979); Alan Jones (1980); Keke Rosberg (1982); Nigel Mansell (1992); Damon Hill (1996); Jacques Villeneuve (1997); Kimi Räikkönen (2007); Jenson Button (2009); Nico Rosberg (2016); e Lando Norris (2025).
Sorteio – Mundial 2026
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D México Canadá Brasil EUA Coreia do Sul Suíça Marrocos Austrália África do Sul Qatar Escócia Paraguai Pl.-off Eur.D Pl.-off Eur.A Haiti Pl.-off Eur.C Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Alemanha Países Baixos Bélgica Espanha Equador Japão Irão Uruguai Costa do Marfim Tunísia Egipto Arábia Saudita Curaçau Pl.-off Eur.B Nova Zelândia Cabo Verde Grupo I Grupo J Grupo K Grupo L França Argentina Portugal Inglaterra Senegal Áustria Colômbia Croácia Noruega Argélia Uzbequistão Panamá Pl.-off FIFA2 Jordânia Pl.-off FIFA1 Ghana Play-off Eur.A - Itália / P. Gales / Bósnia-Herzeg. / I. Norte Play-off Eur.B - Ucrânia / Polónia / Albânia / Suécia Play-off Eur.C - Turquia / Eslováquia / Kosovo / Roménia Play-off Eur.D - Dinamarca / Chéquia / Irlanda / Maced. Norte Play-off FIFA1 - R. D. Congo vs. Jamaica / Nova Caledónia Play-off FIFA2 - Iraque vs. Bolívia / Suriname
Portugal estreia-se na Fase Final do Mundial 2026 a 17 de Junho, frente ao vencedor do play-off intercontinental (R. D. Congo / Jamaica / Nova Caledónia), em Houston; voltará a jogar a 23 de Junho, com o Uzbequistão (Houston), finalizando a fase de grupos a 27 de Junho, ante a Colômbia (Miami).
Liga Conferência – 2025-26 – 4ª Jornada – Resultados e Classificação
27.11.2025 - AZ Alkmaar - Shelbourne 2-0 27.11.2025 - Hamrun Spartans - Lincoln Red Imps 3-1 27.11.2025 - Zrinjski Mostar - BK Häcken 2-1 27.11.2025 - Lech Poznań - Lausanne 2-0 27.11.2025 - Omonoia - Dynamo Kyiv 2-0 27.11.2025 - Raków Częstochowa - Rapid Wien 4-1 27.11.2025 - Sigma Olomouc - Celje 2-1 27.11.2025 - Univ. Craiova - Mainz 1-0 27.11.2025 - Slovan Bratislava - Rayo Vallecano 2-1 27.11.2025 - Aberdeen - Noah 1-1 27.11.2025 - Fiorentina - AEK Athens 0-1 27.11.2025 - Breiðablik - Samsunspor 2-2 27.11.2025 - Drita - Shkëndija 1-0 27.11.2025 - Rijeka - AEK Larnaca 0-0 27.11.2025 - Jagiellonia Białystok - KuPS Kuopio 1-0 27.11.2025 - Legia Warsaw - Sparta Praha 0-1 27.11.2025 - Racing Strasbourg - Crystal Palace 2-1 27.11.2025 - Shamrock Rovers - Shakhtar Donetsk 1-2
Liga Europa – 2025-26 – 5ª Jornada – Resultados e Classificação
27.11.2025 - AS Roma - Midtjylland 2-1 27.11.2025 - Aston Villa - Young Boys 2-1 27.11.2025 - FC Porto - Nice 3-0 27.11.2025 - Viktoria Plzeň - Freiburg 0-0 27.11.2025 - Fenerbahçe - Ferencvárosi 1-1 27.11.2025 - Feyenoord - Celtic 1-3 27.11.2025 - Lille - Dinamo Zagreb 4-0 27.11.2025 - P.A.O.K. - Brann 1-1 27.11.2025 - Ludogorets - Celta de Vigo 3-2 27.11.2025 - Bologna - FC Salzburg 4-1 27.11.2025 - Crvena zvezda - FCSB 1-0 27.11.2025 - Go Ahead Eagles - VfB Stuttgart 0-4 27.11.2025 - Genk - FC Basel 2-1 27.11.2025 - Maccabi Tel-Aviv - Ol. Lyonnais 0-6 27.11.2025 - Nottingham Forest - Malmö 3-0 27.11.2025 - Panathinaikos - Sturm Graz 2-1 27.11.2025 - Rangers - Sp. Braga 1-1 27.11.2025 - Betis - Utrecht 2-1
Liga dos Campeões – 2025-26 – 5ª Jornada – Resultados e Classificação
25.11.2025 - Ajax - Benfica 0-2 25.11.2025 - Galatasaray - Union Saint-Gilloise 0-1 25.11.2025 - Borussia Dortmund - Villarreal 4-0 25.11.2025 - Chelsea - FC Barcelona 3-0 25.11.2025 - Bodø/Glimt - Juventus 2-3 25.11.2025 - Manchester City - Bayer Leverkusen 0-2 25.11.2025 - O. Marseille - Newcastle United 2-1 25.11.2025 - Slavia Praha - Athletic Bilbao 0-0 25.11.2025 - Napoli - Qarabağ 2-0 26.11.2025 - F.C. Copenhagen - Kairat Almaty 3-2 26.11.2025 - Pafos - AS Monaco 2-2 26.11.2025 - Arsenal - Bayern München 3-1 26.11.2025 - Atlético de Madrid - Internazionale 2-1 26.11.2025 - Eintracht Frankfurt - Atalanta 0-3 26.11.2025 - Liverpool - PSV Eindhoven 1-4 26.11.2025 - Olympiacos - Real Madrid 3-4 26.11.2025 - Paris Saint-Germain - Tottenham 5-3 26.11.2025 - Sporting - Club Brugge 3-0
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Ajax – Benfica
Ajax – Vítězslav Jaroš, Youri Regeer (83m – Raúl Moro), Josip Šutalo, Youri Baas, Owen Wijndal (60m – Jorthy Mokio), Davy Klaassen (74m – Kian Fitz-Jim), Ko Itakura, Kenneth Taylor, Rayane Bounida (74m – Oscar Gloukh), Mika Godts (74m – Kasper Dolberg) e Wout Weghorst
Benfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, António Silva, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Enzo Barrenechea, Richard Ríos, Fredrik Aursnes, Leandro Barreiro (90m – Rodrigo Rêgo), Heorhiy Sudakov (81m – Tomás Araújo) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (90m – Manuel “Manu” Silva)
0-1 – Samuel Dahl – 6m
0-2 – Leandro Barreiro – 90m
Cartões amarelos – Wout Weghorst (69m); Samuel Dahl (74m)
Árbitro – Sven Jablonski (Alemanha)
O fantasma dos zero pontos foi afastado, a vitória (os três pontos) – num desafio em que se defrontaram os dois últimos classificados, únicos ainda sem pontuar nesta edição da “Champions League” – era o resultado obrigatório para que o Benfica pudesse continuar a sonhar, mas a exibição foi muito pobre.
Frente a um rival combalido, não só pela frustrante campanha europeia, mas, principalmente, pela irreconhecível prestação no campeonato dos Países Baixos (actual 6.º classificado, já a 14 pontos do líder, PSV, quando estão disputadas apenas 13 jornadas) – sem vencer há três jogos, vindo, aliás, de duas derrotas, traduzindo-se a mais recente num desaire caseiro ante uma equipa do fundo da tabela –, a formação portuguesa não poderia esperar melhor do que, praticamente, entrar a ganhar em Amesterdão.
Na sequência de um canto, e beneficiando do alívio do guarda-redes para a sua frente (a bom remate de cabeça de Ríos), Dahl surgiu embalado, a disparar um míssil teleguiado, sem hipótese de defesa.
Porém, o Benfica não teria a capacidade para, aproveitando a fase de maior fragilidade do oponente, se “agigantar” e, porventura, de sentenciar o desfecho do jogo.
Ao invés, permitiria que, gradualmente, o Ajax de alguma forma se recompusesse em termos anímicos e viesse a tomar conta do jogo, sem que o conjunto benfiquista conseguisse ter posse de bola.
O Benfica teve então a sorte de não ter sofrido o golo do empate, numa excelente ocasião de Klaassen, negada por notável intervenção de Trubin.
Na primeira metade do segundo tempo a toada do jogo não se alterou, e a turma portuguesa continuou a sofrer, perante a ameaça neerlandesa, outra vez com o seu guardião a ser chamado a desviar um perigo remate de Bounida, logo à passagem dos cinco minutos; e, poucos minutos volvidos, em nova oportunidade de Klaassen, a falhar o remate, frente a Trubin.
A vitória só pareceu mais segura a partir do momento em que Mourinho apostou tudo no reforço do sector defensivo, com a entrada de Tomás Araújo, a formar uma defesa a cinco, momento a partir do qual passou a dominar por completo a zona mais recuada do campo, evitando maiores sustos, face a um adversário que ia descrendo, já sem soluções.
Nesses dez minutos finais o Benfica teria então um par de lances em que, por fim, conseguiu lançar a bola para as costas da defesa contrária, beneficiando dos espaços, um deles aproveitado da melhor forma por Leandro Barreiro, numa boa combinação com Aursnes, a conseguir isolar-se e a não vacilar frente a Jaroš, selando o triunfo benfiquista.
No cômputo geral, se a vitória se poderá aceitar como desfecho com alguma lógica, atendendo à improdutividade do futebol ofensivo do Ajax, o marcador acabou por ser claramente lisonjeiro para o Benfica. Um caso notório em que o resultado foi bem melhor que a exibição.
Veremos se a equipa terá possibilidade de dar a sequência desejada, dada a imperiosa necessidade de ganhar também o(s) próximo(s) jogo(s), a começar pela recepção ao Napoli.
Mundial 2026 – Qualificação – Zona Europeia
As selecções da Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Países Baixos, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia garantiram o apuramento directo para a fase final do Mundial 2026, a disputar nos EUA, Canadá e México.
Por seu lado, disputarão os play-off de qualificação, para preenchimento das quatro vagas restantes, as seguintes selecções: Eslováquia, Kosovo, Dinamarca, Ucrânia, Turquia, Irlanda, Polónia, Bósnia-Herzegovina, Itália, País de Gales, Albânia e R. Checa (2.º classificados de cada Grupo), para além de Roménia, Suécia, Macedónia do Norte e I. Norte (qualificados via “Liga das Nações”).
Para efeitos do sorteio das oito”semi-finais”, estas 16 equipas serão repartidas em 4 potes:
- Pote 1 – Itália, Dinamarca, Turquia e Ucrânia
- Pote 2 – Polónia, País de Gales, R. Checa e Eslováquia
- Pote 3 – Irlanda, Albânia, Bósnia-Herzegovina e Kosovo
- Pote 4 – Roménia, Suécia, Macedónia do Norte e I. Norte
Portugal – Arménia (Mundial 2026 – Qualif.)
Portugal – Diogo Costa, Nélson Semedo, Renato Veiga, Rúben Dias (73m – Rúben Neves), João Cancelo (73m – Matheus Nunes), João Neves, Bruno Fernandes, Vítor Ferreira “Vitinha” (67m – João Félix), Bernardo Silva (56m – Carlos Forbs), Rafael Leão (56m – Francisco Conceição) e Gonçalo Ramos
Arménia – Henri Avagyan, Kamo Hovhannisyan, Styopa Mkrtchyan, Sergei Muradian, Erik Piloyan (56m – Georgii Arutiunian), Nayair Tiknizyan, Eduard Spertsyan, Karen Muradyan (82m – Artyom Bandikyan), Narek Aghasaryan (45m – Edgar Sevikyan), Artur Serobyan (45m – Zhirayr Shaghoyan) e Grant-Leon Ranos (65m – Arayik Eloyan)
1-0 – Renato Veiga – 7m
1-1 – Eduard Spertsyan – 18m
2-1 – Gonçalo Ramos – 28m
3-1 – João Neves – 30m
4-1 – João Neves – 41m
5-1 – Bruno Fernandes (pen.) – 45m
6-1 – Bruno Fernandes – 52m
7-1 – Bruno Fernandes (pen.) – 72m
8-1 – João Neves – 81m
9-1 – Francisco Conceição – 90m
Cartão amarelo – Sergei Muradian (70m)
Árbitro – Irfan Peljto (Bósnia-Herzegovina)
Depois de ter falhado dois “matchpoints” naquela que terá sido, porventura, a mais fácil fase de qualificação, ninguém esperaria que a selecção portuguesa pudesse vir a baquear no objectivo do apuramento directo para o Mundial, dado necessitar, no pior dos cenários, de ganhar frente a um adversário muito frágil, como é a equipa da Arménia.
Compenetrado do seu papel, Portugal cedo inaugurou o marcador. Mas, como parecemos não gostar de coisas fáceis, ainda conseguimos complicar quando consentimos o tento do empate arménio, perante uma equipa que, até agora, nos cinco encontros anteriores, apenas marcara dois golos (ambos apontados na histórica vitória frente à Irlanda).
Mesmo numa fase inicial com exibição pouco convincente, valeu o pronto aproveitamento de uma falha defensiva – um inoportuno passe atrasado de um defesa – para recolocar a turma portuguesa em vantagem, e afastar qualquer eventual fantasma. Até porque, de imediato surgiria o terceiro golo. A festa podia começar.
E, naturalmente, numa lógica de vasos comunicantes, ao mesmo tempo que a selecção nacional se libertava (principalmente a nível mental, agora já sem qualquer bloqueio), podendo explanar o seu futebol e evidenciar a sua óbvia superioridade, a Arménia ia ficando cada vez mais perdida dentro de campo, sem conseguir acertar marcações, falha de rigor, mesmo não se remetendo a porfiada defesa.
Ao intervalo, já com o resultado em 5-1, perante os espaços e a margem de manobra concedidos pelo adversário, a percepção que se podia extrair é que a contagem só não chegaria aos dez se “nós não quiséssemos”.
Bruno Fernandes e, em especial, João Neves brilhariam a grande altura, cada um apontando um “hat-trick”, ficando na retina a espectacular conversão de um livre directo por parte do parisiense. A equipa não desligou, manteve a seriedade no jogo, e o “placard” foi-se avolumando com naturalidade.
E, numa exibição que acabou por ser de bom nível, só não se chegou à dezena de golos marcados por alguma falta de eficácia, não tendo faltado ocasiões para tal.
Esta última partida acabou por ser, de alguma forma, o reflexo do que foi esta fase de apuramento: tão fácil, que era quase impossível falhar. Mas, em qualquer caso, deverá atentar-se nos alertas que proporcionou, de situações a rectificar para a fase final.
Surpreendente foi a qualificação da Irlanda para o “play-off”, arrancando, in extremis, em período de compensação, uma sensacional vitória em Budapeste – com destaque para o herói Troy Parrott, autor de todos os cinco golos que proporcionaram os inesperados triunfos frente a Portugal e à Hungria –, ficando a selecção magiar, de forma incrível, imediatamente eliminada deste Mundial.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Portugal 6 4 1 1 20 - 7 13 2º Irlanda 6 3 1 2 9 - 7 10 3º Hungria 6 2 2 2 11 -10 8 4º Arménia 6 1 - 5 3 -19 3
6ª jornada
16.11.2025 – Hungria – Irlanda – 2-3
16.11.2025 – Portugal – Arménia – 9-1
(mais…)
Irlanda – Portugal (Mundial 2026 – Qualif.)
Irlanda – Caoimhín Kelleher, Seamus Coleman, Nathan Collins, Dara O’Shea, Jake O’Brien, Liam Scales (86m – James Dunne), Finn Azaz (79m – Festy Ebosele), Jack Taylor (68m – Conor Coventry), Josh Cullen, Chiedozie Ogbene (86m – Michael “Mikey” Johnston) e Troy Parrott (68m – Adam Idah)
Portugal – Diogo Costa, João Cancelo (45m – Nélson Semedo), Gonçalo Inácio (45m – Renato Veiga), Rúben Dias, Diogo Dalot, João Neves (78m – Gonçalo Ramos), Vítor Ferreira “Vitinha”, Rúben Neves, Bernardo Silva (63m – Francisco Trincão), João Félix (63m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo
1-0 – Troy Parrott – 17m
2-0 – Troy Parrott – 45m
Cartões amarelos – Finn Azaz (38m) e Jack Taylor (45m) e Liam Scales (86m); João Cancelo (19m) e Rúben Dias (45m)
Cartão vermelho – Cristiano Ronaldo (59m)
Árbitro – Glenn Nyberg (Suécia)
Como disse Roberto Martínez: «Tudo o que podia correr mal, correu mal». Porquê?
Ao entrar em campo, já conhecedora do resultado obtido pela Hungria na Arménia, a selecção portuguesa sabia que só a vitória esta noite lhe proporcionaria confirmar já hoje o apuramento para o Mundial.
Fosse ou não por isso, a verdade é que Portugal assumiu a iniciativa do jogo desde o primeiro minuto, apresentando estatísticas demolidoras em termos de posse de bola (mais de 80%!). Mas, também cedo, desde logo ficou patente que a estratégia da Irlanda passava por oferecer a bola ao adversário, atrair os jogadores portugueses até às imediações da sua área, para, de pronto, mal recuperava a bola, fazer lançamentos em profundidade, para as costas da defesa, que, amiúde, se revelaram perigosos.
Enquanto Portugal, num jogo de paciência, ia trocando a bola entre os seus jogadores, com sucessivas trocas de flanco, procurando abrir uma brecha – teria sido necessário imprimir maior ritmo e intensidade –, mas sem, de facto, conseguir qualquer oportunidade flagrante de golo, já a Irlanda, cada vez que recuperava a bola, fazia soar as campainhas, face à velocidade das setas Ogbene e Parrott.
A acrescer a um ataque absolutamente improfícuo juntaram-se os erros defensivos, numa exibição muito pobre: na sequência de um atraso de um defesa para Diogo Costa, uma hesitação revelar-se-ia fatal; o guardião português não despachou a bola de primeira, e, já sem alternativa, no último instante, ao pontapeá-la, ela ressaltou no avançado contrário, ficando à sua mercê, não fora a estirada, “in extremis”, a desviar para canto. Na conversão da bola parada, muita passividade da defesa, dando liberdade para um primeiro toque de cabeça de um irlandês, encaminhando a bola para Parrott, também de cabeça, marcar, quase que como por “ricochete”.
Se a tarefa já não se antecipava fácil, perante um oponente remetido a uma porfiada defesa, concentrando nove (ou mais) dos seus elementos nas imediações da sua área, a partir do momento em que Portugal se viu em desvantagem, naturalmente, tudo se complicava.
E, isto, porque a selecção nacional nunca conseguiu dar sinais de poder encontrar antídoto para contrariar a forma de jogar de uma equipa empolgada pela forma como o jogo decorria e pelo entusiasta apoio do seu público.
A formação portuguesa ia procurando remar contra a maré, mas sem efeitos práticos. Ao invés, noutro contra-ataque, seria a Irlanda a ter a melhor ocasião para marcar, num remate ao poste de Ogbene.
E se as coisas já estavam más, piorariam ainda, a findar a primeira parte, com o segundo golo irlandês, outra vez por Parrot, desta feita num remate que fez a bola entrar junto ao poste, deixando pairar a dúvida se o guarda-redes teria possibilidade de fazer algo mais.
Perante a evidência de que o sector atacante não estava a carburar, mas parecendo dar primazia às falhas defensivas, o seleccionador nacional começou por fazer duas substituições no eixo da defesa, logo ao intervalo. No início da segunda parte, ainda se chegou a pensar que um golo de Portugal pudesse desbloquear a situação, mas seria “sol de pouca dura”.
O jogo acabou à hora de jogo, quando Cristiano Ronaldo se fez expulsar (vendo o primeiro cartão vermelho, em 226 jogos pela selecção), devido a uma cotovelada num defesa contrário, evidenciando o descontrolo emocional que alastrava à equipa. As alterações que Martínez promoveria logo de seguida, no sector ofensivo, chegavam, naturalmente, demasiado tarde. Até final, a Irlanda estaria mais perto de poder chegar ao terceiro golo do que Portugal de marcar.
O apuramento para o Mundial fica, pela segunda vez adiado, agora dependente de uma vitória frente à Arménia, no domingo (o empate poderá ser suficiente, desde que a Hungria não vença a Irlanda por mais de dois golos de diferença) – mas os indícios deixados neste jogo são preocupantes, na perspectiva de uma fase final, “mais a doer” do que estas eliminatórias, em que a margem de erro é extremamente diminuta.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Portugal 5 3 1 1 11 - 6 10 2º Hungria 5 2 2 1 9 - 7 8 3º Irlanda 5 2 1 2 6 - 5 7 4º Arménia 5 1 - 4 2 -10 3
5ª jornada
13.11.2025 – Arménia – Hungria – 0-1
13.11.2025 – Irlanda – Portugal – 2-0
(mais…)
Liga Conferência – 2025-26 – 3ª Jornada – Resultados e Classificação
06.11.2025 - Mainz - Fiorentina 2-1 06.11.2025 - Sparta Praha - Raków Częstochowa 0-0 06.11.2025 - AEK Athens - Shamrock Rovers 1-1 06.11.2025 - AEK Larnaca - Aberdeen 0-0 06.11.2025 - Shakhtar Donetsk - Breiðablik 2-0 06.11.2025 - Noah - Sigma Olomouc 1-2 06.11.2025 - KuPS Kuopio - Slovan Bratislava 3-1 06.11.2025 - Celje - Legia Warsaw 2-1 06.11.2025 - Samsunspor - Hamrun Spartans 3-0 06.11.2025 - BK Häcken - Racing Strasbourg 1-2 06.11.2025 - Crystal Palace - AZ Alkmaar 3-1 06.11.2025 - Lausanne - Omonoia 1-1 06.11.2025 - Dynamo Kyiv - Zrinjski Mostar 6-0 06.11.2025 - Shkëndija - Jagiellonia Białystok 1-1 06.11.2025 - Lincoln Red Imps - Rijeka 1-1 06.11.2025 - Rayo Vallecano - Lech Poznań 3-2 06.11.2025 - Shelbourne - Drita 0-1 06.11.2025 - Rapid Wien - Univ. Craiova 0-1











