Posts filed under ‘Da Vinci’

VAN GOGH (VI)

VanGogh-Evening Landscape with Rising Moon No ano de 1889, o estado mental de Vincent flutua intensamente; por vezes parece tranquilo e coerente, outras vezes sofre de alucinações e ilusões.

Vincent regressa à “Casa Amarela”, onde continua a trabalhar esporadicamente, mas a frequência crescente dos ataques levam-no a ser internado no asilo de doentes mentais de Saint-Paul-de-Mausole em Saint-Rémy-de-Provence.

Quando é capaz, Vincent continua com as suas pinturas de paisagens (da famosa série de oliveiras e ciprestes), mas é frequentemente forçado a parar quando os ataques retornam (uma vez tentou envenenar-se ingerindo as suas próprias tintas). Ironicamente, à medida que o estado mental de Vincent se deteriora continuamente ao longo do ano, o seu trabalho começa finalmente a ser reconhecido na comunidade artística.

Depois de um ataque sério em Fevereiro de 1890, que dura dois meses, decide-se que Vincent se deve mudar para mais perto de Theo e ser colocado aos cuidados do Dr. Paul Gachet. Em Maio, Vincent muda-se para Auvers-sur-Oise, a noroeste de Paris e, sob os cuidados do Dr. Gachet, começa a pintar com incrível energia, produzindo mais de 80 pinturas nos dois últimos meses da sua vida, que assinou sempre com o nome próprio Vincent.

Apesar dessa intensa actividade, o seu estado mental vai-se agravando, talvez por se considerar como um fardo para Theo e para a família.

[1645]

5 Agosto, 2004 at 6:10 pm 1 comentário

VAN GOGH (V)

VanGogh-Wheat Field Under Clouded Sky Em 1888, deixa Paris e muda-se para Arles, possivelmente por sugestão de Toulouse-Lautrec, fascinando-se com o brilho da luz do Sul e com suas cores quentes.

Começa a pintar as paisagens da Provença, com as suas flores, passando algum tempo na “Casa Amarela”. É extremamente produtivo neste período, quando pinta o litoral (em Saintes-Maries-de-la-Mer), tal como muitos dos seus auto-retratos mais famosos, assim como a série do carteiro, Joseph Roulin. Aguarda a chegada do amigo, Paul Gauguin, com o qual sonha poder montar uma comunidade de artistas.

Gauguin chega finalmente em Outubro, passando a viver e trabalhar juntos. Entretanto há momentos turbulentos, nos quais discutiam fervorosamente sobre arte; essas discussões são descritas por Vincent como “tensão excessiva”; em apenas dois meses, estes desentendimentos levam a uma séria deterioração do relacionamento entre ambos.

A relação de amizade acaba por ser destruída; em 23 de Dezembro, Vincent teria atacado Gauguin com uma navalha de barbear; imediatamente depois do ataque, Vincent perde toda a razão e corta o lóbulo da orelha esquerda, que embrulha num jornal e com que presenteia uma prostituta. Epilepsia, alcoolismo e esquizofrenia são as causas apontadas para este ataque de Vincent, que levam à sua hospitalização. De seguida, Theo chega de Paris para cuidar do irmão.

[1642]

4 Agosto, 2004 at 6:44 pm

VAN GOGH (IV)

VanGogh-Lane at the Jardin du LuxembourgDepois da morte do pai, em 1885, Vincent realiza a sua primeira grande pintura, a principal obra do período holandês: “Os Comedores de Batatas” (que considerou mesmo o seu quadro mais bem conseguido). Amplia as suas experiências, incluindo uma maior variedade de cores, interessando-se por xilogravuras japonesas.

No ano seguinte, mais uma vez, tenta obter uma educação artística mais formal, na École des Beaux-Artes, mas acaba por rejeitar muitos dos princípios que lhe são ensinados, o que o conduz ao abandono. Submete alguns dos seus trabalhos à Academia de Antuérpia, sendo colocado numa classe de principiantes, mas não se consegue adaptar novamente, regressando a Paris e passando a viver com o irmão Theo.

Inicia estudos no atelier de Cormon (1845-1924), conhecendo outros “estudantes”: John Russell (1858-1931), Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) e Emile Bernard (1868-1941). Paralelamente, Theo, que trabalha na Boussod & Valadon, que administra uma galeria de arte em Montmartre, apresenta a Vincent os trabalhos dos Impressionistas: Claude Monet, Pierre Renoir, Camille Pissarro, Edgar Degas e Georges Seurat, cujos trabalhos viriam a ter uma influência profunda em Vincent e no seu uso das cores. Torna-se amigo do pintor Paul Gauguin, uma relação turbulenta que viria a ser decisiva na sua vida.

[1639]

3 Agosto, 2004 at 6:25 pm 2 comentários

VAN GOGH (III)

VanGogh-Boulevard de ClichyAinda em 1881, o pintor Anton Mauve (1838-1888) introduz-lhe a técnica da aguarela, começando a pintar as primeiras naturezas-mortas a óleo e aguarela.

No ano seguinte, muda-se para Haia, passando a morar perto de Mauve, que lhe dá aulas de pintura e lhe empresta dinheiro. Conhece Clasina Maria Hoornik (conhecida como Sien), uma prostituta, com uma filha de 5 anos, com as quais passa a morar.

Continua os estudos e pinta com alguns conhecidos pintores (Jan Hendrik Weissenbruch e George Hendrik Breitner), mas o seu estado físico vai-se deteriorando, sendo hospitalizado durante três semanas por causa de uma gonorreia. Quando sai do hospital, Vincent começa a experimentar a técnica de pintura a óleo, pintando muito a natureza. Utiliza-se de Sien e de uma outra criança recém-nascida como modelos.

Depois de mais de um ano juntos, termina a sua relação com Sien, o que o leva a procurar uma vida dedicada exclusivamente ao trabalho. Viaja para Drenthe (Holanda) e pinta as paisagens desertas, assim como os camponeses. Mais tarde, vai para Nuenen, morando com os pais; monta um pequeno estúdio para trabalhar, continuando sempre a contar com o apoio financeiro do irmão Theo.

Em 1884, inicia uma relação com a filha de um vizinho, Margot Begemann, contudo ambas as famílias são contrárias ao casamento, o que leva Margot a tentar envenenar-se.

[1636]

2 Agosto, 2004 at 6:18 pm

VAN GOGH (II)

VanGogh-Marguerite in the GardenEm 1877, abandonaria Inglaterra, iniciando um trabalho temporário numa livraria em Dordrecht, o qual contudo não o satisfez também, rapidamente se deslocando para Amsterdão, onde desenvolve estudos religiosos.

No ano seguinte, numa tentativa de dar forma a essa vocação religiosa, vai para Borinage (Bélgica), uma região de minas de carvão, perto da fronteira francesa, em que vive num ambiente de grande pobreza, lendo a Bíblia aos mineiros. Algumas das suas gravuras retratam esta fase, caracterizando-se por falta de luz e opressão retratada na atmosfera escura.

Neste período, dedica toda a sua energia a ajudar os mineiros, dando-lhes roupas e comida. Mas viria a perder o trabalho em Borinage, o que lhe provocou uma depressão, ao perceber que os seus esforços tinham sido em vão. Não obstante, muda-se para Cuesmes, para continuar trabalho semelhante ao da ajuda aos mineiros. Paralelamente, começa a renovar-se o seu interesse pela pintura.

Em 1880, abandona as questões religiosas, dedicando-se exclusivamente à pintura dos mineiros e tecelões pobres. Dada a sua precária situação financeira, começa a ser apoiado financeiramente pelo irmão Theo. Nesse ano, começa a ter estudos de anatomia e perspectiva na Academia de Artes de Bruxelas.

No ano seguinte, é devastado pela rejeição pela prima Cornelia Adriana Vos-Stricker (Kee), que lhe provoca uma depressão.

[1629]

30 Julho, 2004 at 7:57 pm 1 comentário

VAN GOGH (I)

Vincent Willem van Gogh nasceu em 30 de Março de 1853, na pequena aldeia de Groot-Zundert, próximo de Breda, no sul da Holanda (fronteira com a Bélgica), filho do pastor da Igreja protestante Theodorus van Gogh (1822-1885) e de Anna Cornelia Carbentus (1819-1907).

Em 1857, nasceu o seu irmão Theodorus (Theo), que o acompanhou e apoiou durante toda a vida.

A educação escolar de Vincent inicia-se em Zevenbergen, aprendendo francês, inglês e alemão. Em 1866, frequenta o internato estatal Rei Wilhelm II, em Tilburg, escola que reservava algumas horas ao estudo da arte.

Após a conclusão dos estudos, em 1869, Vincent começa a trabalhar como aprendiz na filial de Haia (fundada pelo seu tio) da Goupil & Cie., sociedade de negociantes de arte de Paris. Viria a transferir-se para a filial de Londres em 1873, aproveitando para visitar museus e galerias, alargando o seu conhecimento das artes. Começa contudo a revelar pouco interesse pelas suas tarefas, sendo transferido para Paris em 1874; contudo, regressaria, ainda no mesmo ano, a Londres.

Em 1876, demite-se do emprego, deslocando-se para Ramsgate (Inglaterra), iniciando-se de seguida como professor, com o Reverendo T. Slade Jones, um padre metodista. Ao mesmo tempo que o seu fervor religioso aumenta, deteriora-se o seu estado físico e mental.

[1624]

29 Julho, 2004 at 7:02 pm

TEORIA DA RELATIVIDADE (VIII)

Quando pensamos na natureza, e nas suas proporções macroscópicas, podemos interrogar-nos: “O Universo é infinito?” Não, ele é finito; apresenta uma forma esférica, tem uma idade aproximada de 20 biliões de anos e um raio de 20 biliões de anos-luz.

Ou ainda: “Mas o Universo não é tudo o que existe?” A resposta é também negativa: o Universo é tudo o que pode ser observado!

Efectivamente, é razoável supor que existe uma quantidade imensa de estrelas e galáxias que estão irremediavelmente fora de nosso alcance de observação, sobre os quais nada podemos saber. E, não podendo ser observados, “não fazem parte do Universo”, tal como entendido pela Física.

Se toda a informação do Universo se desloca, no máximo, à velocidade da luz e se o Universo tem 20 biliões de anos, seria esse o tempo máximo de que qualquer informação disporia para ter já chegado até à Terra. E, claro, a distância máxima que se poderia ter percorrido nesse período, seria de 20 biliões de anos-luz (1 ano-luz = 9,5 triliões de quilómetros…); ou seja, tudo o que estiver a mais de 20 biliões de anos-luz da Terra não pode ser ainda observado, porque a luz de uma hipotética estrela (ou de qualquer outro corpo) que aí existisse não teria tido ainda tempo de chegar até nós!

P. S. Aqui termina uma breve digressão, de duas semanas, pela “vida e obra” de Albert Einstein. A partir de amanhã, uma nova figura da história estará connosco…

[1618]

28 Julho, 2004 at 7:33 pm

TEORIA DA RELATIVIDADE (VII)

A concepção básica da Teoria da Relatividade pode ser apresentada da seguinte forma: a velocidade da luz é sempre constante, ou seja, a luz desloca-se sempre em movimento uniforme, a cerca de 300.000km/s; portanto, toda a informação visual que recebemos (corpos ou objectos), não passa do tempo necessário para que a luz percorra uma certa distância num determinado período de tempo, até que ela impressione a nossa retina.

Tal significa, que quando olhamos para um relógio ao meio-dia em ponto, não olhamos exactamente para o relógio, mas para a sua imagem.

Se imaginarmos que seria possível afastar-nos do relógio à velocidade da luz, então, a luz reflectida do relógio (que era a imagem que víamos…) também viajaria connosco a 300.000 km/s; para nós, o tempo pararia, pois seria sempre meio-dia em ponto, cada vez que olhássemos para o relógio!!! – e isto porque, não estaríamos a receber um “novo feixe de luz”, mas apenas e sempre o mesmo “feixe de luz” que víramos inicialmente.

Mais estranho ainda: se fosse possível viajar mais rapidamente que a velocidade da luz, estaríamos a andar à frente do feixe luminoso, emitido no “agora” e ultrapassaríamos as ondas emitidas antes do “agora”; o relógio pareceria estar a andar para trás; estaríamos a regressar no tempo!!!

[1613]

27 Julho, 2004 at 7:22 pm

TEORIA DA RELATIVIDADE (VI)

Em altas velocidades, segundo Einstein, a energia do movimento transforma-se em massa. Esse é o princípio da “fórmula mágica” E=m.c2, em que “E” é a energia, “m” é a massa e “c” é a velocidade da luz no vácuo; da mesma forma que uma pequena quantidade de massa se pode transformar numa grande quantidade de energia (em função da velocidade), descoberta que daria origem à bomba atómica.

Considerando uma quantidade de matéria/massa, multiplicada pela velocidade da luz e, novamente, multiplicada pela velocidade da luz, apuramos assim a quantidade de energia que toda essa matéria pode concentrar.

Esta descoberta veio alterar drasticamente a visão que existia sobre o universo: a energia libertada por um grama de matéria pode ser suficiente para ferver toneladas de água (em função da velocidade).

Só para se ter uma ideia, num corpo com uma massa de 0,5 kg, a energia (medida em Joules) seria igual a 0,5 x 300 000 000 x 300 000 000 (metros) = 45 000 000 000 000 000 Joules!!! – correspondendo à energia necessária para percorrer a pé 25 vezes a distância da Terra à Lua…

[1607]

26 Julho, 2004 at 6:35 pm

TEORIA DA RELATIVIDADE (V)

A relatividade da simultaneidade está relacionada com a relatividade do tempo; diferentes observadores medem intervalos de tempo diferentes para um determinado par de eventos. Geralmente, esses observadores não concordarão quanto à duração desses intervalos de tempo.

Supondo uma pessoa viajando num comboio, determinando o intervalo de tempo entre dois acontecimentos ocorrendo “no mesmo local”, com base num relógio electrónico, sendo os acontecimentos: ligar uma luz de uma lanterna e o tempo que demora a “voltar” o seu reflexo num espelho colocado no tecto do comboio.

Passando agora à perspectiva de um passageiro localizado na plataforma da estação, vendo o comboio em movimento (por conveniência, vamos supor que é um TGV…).

A luz propaga-se à mesma velocidade para ambos os observadores, independentemente de o acontecimento ocorrer num objecto em movimento; contudo, para o observador no exterior, a luz percorre uma distância maior (porque, quando se dá o reflexo da luz no espelho, o comboio se deslocou…).

Contudo, por definição, a velocidade da luz é constante; portanto, se o percurso foi maior, o tempo entre as duas ocorrências também terá de ser maior! Este é o princípio da dilatação do tempo.

Se fosse possível viajar num comboio em deslocação à velocidade da luz (!), o tempo seria sempre igual a zero; ou seja, não existiria! Nessa situação, não existiria envelhecimento (comparativamente a quem está fora do comboio).

O efeito da dilatação do tempo é real! Não tem a ver com questões mecânicas derivadas do movimento; decorre da própria natureza do tempo.

[1593]

23 Julho, 2004 at 6:05 pm 1 comentário

Older Posts Newer Posts


Autor – Contacto

Destaques


Literatura de Viagens e os Descobrimentos Tomar - História e Actualidade
União de Tomar - Recolha de dados históricosSporting de Tomar - Recolha de dados históricos

Calendário

Abril 2026
S T Q Q S S D
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  

Arquivos

Pulsar dos Diários Virtuais

O Pulsar dos Diários Virtuais em Portugal

O que é a memória?

Memória - TagCloud

Jogos Olímpicos

Categorias

Notas importantes

1. Este “blogue" tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular páginas na Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de comunicação social, que nem sempre será viável citar ou referenciar.

Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

2. Os comentários expressos neste "blogue" vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste "blogue", pelo que publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo.

Reservo-me também o direito de eliminar comentários que possa considerar difamatórios, ofensivos, caluniosos ou prejudiciais a terceiros; textos de carácter promocional poderão ser também excluídos.