Posts filed under ‘Da Vinci’
ESTADOS UNIDOS – NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (IV)
Como forma de represália perante a insubordinação, a Guarda inglesa cercou a cidade de Boston, fazendo o seu aquartelamento; em 1774, o Parlamento inglês delibera aplicar as “Leis Intoleráveis”, interditando o porto de Boston até que os prejuízos fossem ressarcidos, prevendo-se o julgamento e punição dos envolvidos nos distúrbios.
As “Leis Intoleráveis” acabam por despoletar, por parte dos colonos, a convocação do Primeiro Congresso Continental de Filadélfia (1774); trata-se de uma reunião de carácter não-separatista, com o objectivo de solicitar ao Rei a revogação da legislação que consideram penalizadora, defendendo a igualdade de direitos dos colonos, terminando com as medidas restritivas estabelecidas pela Inglaterra.
O Rei George III não atendeu aos pedidos, adoptando, ao invés, novas medidas, ainda mais penalizadoras.
Em 1775, um destacamento inglês tenta destruir um depósito de armas controlado pelos rebeldes em Lexington, deparando contudo com forte resistência por parte de tropas coloniais semi-improvisadas. A chamada Batalha de Lexington marcaria o início da Guerra pela Independência. Conduziria à organização militar dos colonos, instalando-se de forma declarada a revolta contra a Inglaterra.
No mesmo ano, os colonos tomam Boston. Ainda com início em 1775, o II Congresso de Filadélfia tem um cariz completamente diferente do primeiro, incitando os cidadãos às armas, com a nomeação de George Washington para comandante das tropas norte-americanas.
[1790]
ESTADOS UNIDOS – NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (III)
As Leis do Açúcar e do Selo viriam contudo a ser revogadas, devido às pressões dos colonos e comerciantes ingleses, que tinham passado a ser vítima de boicote pelos norte-americanos.
Entretanto, fora aprovada, também em 1765, a “Lei de Aquartelamento”, exigindo aos colonos norte-americanos que garantissem o alojamento e suportassem os custos com a alimentação das tropas inglesas na América, mais uma medida que não seria cumprida.
Perante a resistência dos norte-americanos a estes impostos internos, a Coroa britânica decide taxar os produtos importados.
A crise entre a colónia e a metrópole é irreversivelmente despoletada com a Lei do Chá (“Tea Act”), que atribui o monopólio do comércio do chá à Companhia das Índias Orientais (dominada por políticos ingleses), em detrimento dos comerciantes norte-americanos que, até então, serviam de intermediários na aquisição e transporte do chá desde a origem até ao território americano.
Em 1773, reagindo a essa Lei, dá-se a Revolta do Chá (“Tea Party”): comerciantes disfarçados de Índios, destroem no porto de Boston 300 caixas de chá transportadas por navios ingleses, episódio que constituiria o primeiro passo para a afirmação do nacionalismo norte-americano, iniciando assim o processo que haveria de conduzir à independência dos Estados Unidos.
[1788]
ESTADOS UNIDOS – NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (II)
De 1756 a 1763, trava-se, entre a Inglaterra e a França, a “Guerra dos Sete Anos”, a qual, culminando com a vitória inglesa, viria a resultar na transferência para a Coroa britânica da maioria das possessões francesas (compreendendo a área que constitui hoje o Canadá), incluindo ainda as terras situadas a Oeste das originais 13 colónias britânicas da costa Atlântica.
No Canadá, apenas a região do Quebec se manteve de colonização francesa, tendo o restante território passado a ser dominado pelos ingleses; do que decorre que o país tenha, ainda hoje, duas línguas oficiais: o inglês e o francês. O Chefe de Estado do Canadá é, ainda na actualidade, o monarca britânico (a Rainha Isabel II, também Chefe de Estado da Austrália).
Durante esta Guerra, os colonos do Norte mantiveram o comércio (incluindo venda de armas e mantimentos) a ambos os contendores em disputa, o que prejudicou os interesses britânicos, dificultando a sua vitória.
Acresce que, não tendo contribuído para o esforço militar inglês, o Rei George III e o Parlamento de Londres decidem aumentar as taxas sobre vários produtos, instituindo também impostos para cobrir o financiamento de uma força militar de 10 mil homens, deslocada para as colónias.
Surgem as Leis do Açúcar (“Sugar Act”, em 1764) e do Selo (“Stamp Act”, em 1765), “forçando” a aquisição nas Antilhas Inglesas (que beneficiariam dessa situação de monopólio para aumentar os preços), sendo os carregamentos de açúcar precedentes de outras origens sujeitos a” taxas de importação”; e fixando a cobrança de impostos sobre mercadorias e documentos, por via da sua selagem obrigatória – leis que visavam impedir o livre comércio do Norte.
[1786]
ESTADOS UNIDOS – NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (I)
Estabelecidas no século XVII, as 13 colónias inglesas na Costa Leste do território norte-americano registavam, no final do século seguinte, cerca de 2 milhões de colonizadores britânicos, apresentando sistemas de colonização com distintas características específicas.
[1781]
O LEGADO DE GEORGE WASHINGTON
George Washington desempenhou um papel central na criação dos Estados Unidos, decorrendo nomeadamente da sua acção na conquista da independência do país e, subsequentemente, por via da sua contribuição para o estabelecimento da Constituição Americana, ainda hoje a base das leis americanas – de que dissera, em Abril de 1789, ter por objectivo: “preservar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos”.
Teve, nos primeiros anos da história do país, a missão de unir os representantes dos diferentes Estados (“semi-independentes”), que, em alguns casos, se opunham à Constituição.
Ao recusar a eleição para um terceiro mandato consecutivo, viria a estabelecer um precedente, que se tornaria lei até hoje vigente nos Estados Unidos.
Não sendo um brilhante orador como Thomas Jefferson ou Benjamin Franklin, a sua liderança foi decisiva para a consolidação da grande nação americana.
Viria a dar o nome à capital do país – Washington D.C. (“Distrito de Columbia”), um reconhecimento da sua contribuição para a construção de um país baseado nos ideais de “vida, liberdade e busca da felicidade”.
[1777]
GEORGE WASHINGTON (II)
A Declaração de Independência seria proclamada a 4 de Julho de 1776.
As mais notáveis façanhas militares de George Washington foram a travessia do Rio Delaware, então gelado, para atacar as tropas inimigas em Trenton (N. Jersey), na noite de Natal do ano de 1776, assim como a capacidade de manter o exército unido durante o árduo acampamento de Inverno em Valley Forge (Pennsylvania), entre 1777 e 1778. Os americanos conseguiriam obter grandes vitórias, principalmente em Saratoga em 1777, assim como o definitivo triunfo, em Yorktown, Virgínia (1781), contando com a ajuda francesa, materializando a vitória da revolução americana.
Em 1783, com o termo da guerra (armistício de Paris), deixou novamente o exército, retornando à sua fazenda em Mount Vernon.
Voltaria a surgir novamente, em 1787, para presidir à Convenção Federal de Filadélfia, que aprovaria a nova constituição americana, em Julho de 1788, de que foi o primeiro subscritor.
Em 4 de Março de 1789, decorrendo da sua imagem de “Pai da Independência”, seria eleito, por unanimidade, o primeiro presidente dos EUA, cargo para o qual foi reeleito em Novembro de 1792, retirando-se da vida pública em Março de 1797.
A ameaça de guerra com a França levou-o a aceitar (em 1798) a comissão de Tenente-General e a chefia do comando do exército, posto que conservaria até falecer em Mount Vernon, em 14 de Dezembro de 1799.
[1775]
GEORGE WASHINGTON (I)
George Washington nasceu em Pope’s Creek, Wakefield, na Virgínia, a 22 de Fevereiro de 1732, filho de um grande senhor de terras, tendo herdado, em 1752, a propriedade de Mount Vernon.
Tornara-se entretanto agrimensor, tendo efectuado, entre 1749 e 1751, o levantamento topográfico de extensa região da Virgínia.
Estudara ciência militar por conta própria, tendo sido, em 1754, na sequência da disputa de território com os franceses, nomeado Tenente-Coronel, comandando 150 homens, tendo estabelecido uma fortificação onde se localiza hoje a cidade de Pittsburgh. De 1755 a 1758, foi comandante da milícia da sua colónia, lutando contra os franceses e índios.
Em 1758, abandonou o exército, casando-se no ano seguinte com uma viúva rica (Martha Dandrige Curtis), ocupando-se da sua fazenda.
Nesse mesmo ano (1759), foi eleito para o Parlamento da Virgínia (cargo que ocupou até 1774), Estado que representaria também nos I e II Congressos Continentais (primeiro “órgão governamental americano”) em Filadélfia (em 1774 e 1775), tornando-se líder da oposição à política colonial britânica.
Com o início dos conflitos com os ingleses, em 15 de Junho de 1775, foi nomeado comandante do exército americano, na luta contra os “casacas vermelhas” ingleses.
[1773]
TORRE VASCO DA GAMA / EXPO’98
A EXPO’98 – Exposição Internacional, decorreu em Lisboa de 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998, organizada em torno de 6 grandes pavilhões temáticos: Pavilhão dos Oceanos (“Oceanário”), Pavilhão da Utopia (actual “Pavilhão Atlântico”), Pavilhão de Portugal, Pavilhão do Conhecimento dos Mares, Pavilhão da Realidade Virtual e Pavilhão do Futuro.
Tendo por grande tema “Os Oceanos, Um Património para o Futuro”, comemorou os Descobrimentos portugueses e a grande figura que foi Vasco da Gama e o seu épico empreendimento marítimo (primeira viagem marítima à Índia, 500 anos antes), assim como a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil (em 1500) – tendo ainda presente a responsabilidade colectiva da humanidade no que respeita à preservação dos oceanos.
Registou a presença de representações de 146 países e 14 organizações internacionais, tendo sido visitada por mais de 11 milhões de pessoas!
Há 1 ano no Memória Virtual – E agora?
[1767]
PONTE VASCO DA GAMA (II)

A Ponte Vasco da Gama é composta por:
Viaduto Norte – Com 488m e tabuleiro de largura variável, recebe vias secundárias de acesso e saída da ponte.
Viaduto da Expo – Com 672m, feito a partir de aduelas pré-fabricadas assentes em pilares de altura variável.
Ponte Principal – Estrutura atirantada por cabos com um vão principal de 420m e dois vãos laterais de 203m, apoiados em dois pilares de betão com 150m de altura, permitindo uma altura livre para navegação de 45m em maré cheia.
Viaduto Central – Com 6.351m, é constituído por secções de tabuleiro pré-fabricadas com o comprimento de 78m e 2.200 toneladas (trazidas do estaleiro para a obra pelo navio-grua gigante Rambiz), que são colocadas sobre 81 pilares assentes sobre conjuntos de 8 estacas com diâmetro de 1.7m cravadas até 95m de profundidade. A altura do tabuleiro varia de 14m (maior parte do percurso) a 30m (sobre os dois canais navegáveis, de 130m de extensão). Os pilares foram reforçados para suportar o impacto de barcos e existem zonas de abrigo de emergência de 2 em 2 Km e postos SOS de 400 em 400 metros.
Viaduto Sul – Tem 3.825m constituídos por tramos de 45m betonados no local utilizando vigas de lançamento em duas frentes. Existem 85 alinhamentos de pilares em terra e sobre estacas moldadas no rio.
Acesso Sul – Com 3.900m, liga a travessia ao Nó Sul e à Auto-estrada A12 e ao Anel Regional de Coina, incluindo a praça das portagens.
Há 1 ano no Memória Virtual – “Diário – XII” – Miguel Torga
[1766]
PONTE VASCO DA GAMA (I)
Outra “grande homenagem”, a Ponte Vasco da Gama é a maior ponte da Europa, com 17 185 metros, dos quais cerca de 10 km sobre o rio Tejo.

Foi projectada para, com o seu tabuleiro com 3 faixas de rodagem em cada sentido, reduzir o congestionamento que se verificava na Ponte 25 de Abril, servindo de ligação ao tráfego que viaja entre o Norte e o Sul do país.
A obra arrancou em Fevereiro de 1995, e foi inaugurada em 4 de Abril de 1998. Compreende 12 345 metros de viadutos: Viaduto Norte, com 488 metros; Viaduto da Expo, com 672 metros; Viaduto Central, com 6 531 meteos (80 vãos), Viaduto Sul, com 3 825 metros.
O acesso Norte tem 945 metros; o acesso Sul estende-se por 3 895 metros.
Colaboraram na construção desta monumental obra, 3 300 trabalhadores.
[1765]



