Posts filed under ‘Cultura, Artes e Letras’

"A NOITE DO ORÁCULO"

“No dia 18 de Setembro de 1982, após vários meses de recuperação de uma doença quase fatal, o escritor Sidney Orr entra numa papelaria de Brooklin e compra um bloco de notas azul de fabrico português. Nos nove dias que se seguem, Sidney vai viver sob a influência do livro em branco, preso num universo de arrepiantes premonições e de acontecimentos desconcertantes, que ameaçam destruir o seu casamento e minar a sua confiança na realidade.

Por que é que a sua mulher, Grace, começa a comportar-se de uma forma tão desconcertante pouco depois de ele ter começado a escrever no estranho bloco de notas? Por que é que o dono da papelaria encerra precipitadamente o estabelecimento no dia seguinte? Qual é a ligação entre uma lista telefónica polaca, de 1938, e um romance perdido cujo protagonista consegue adivinhar o futuro? Quando é que a animosidade explode e passa a violência? Até que ponto é que o perdão é a derradeira expressão do amor? Dúvidas e incertezas de simples seres humanos, a braços com as múltiplas e nebulosas esferas da vida quotidiana.”

É assim que nos é apresentado o mais recente livro de Paul Auster: “A Noite do Oráculo”… Havemos de lá voltar em breve!

[1836]

9 Novembro, 2004 at 8:21 am

"BRUMAS DO TEMPLO"

Será lançada em breve (prevista para Março de 2005) uma nova revista, única em língua portuguesa, dedicada aos Cavaleiros Templários, chamada “Das Brumas do Templo…”, com Direcção de Pedro Silva (que teve a gentileza de me informar deste lançamento e dos objectivos e filosofia da publicação), editada no Brasil e distribuída, por agora, para o continente americano e europeu.

A temática da publicação não se centrará exclusivamente nos Templários, abordando outras vertentes, como História do Brasil e Portugal, Descobrimentos, Filosofia e Pensamento Filosófico, História Medieval e Ordens de Cavalaria.

Não se trata de uma publicação puramente académica, antes uma revista que procurará ir ao encontro do leitor, dando-lhe voz e espaço para interagir com um bom lote de cronistas. Será um espaço aberto a todas as tendências e pronto para falar sobre temas polémicos, não evitando a divulgação de tudo o que seja importante.

A revista será uma publicação bimestral (ou seja, seis números anuais), sendo o custo previsto para assinantes de 24 Reais para o Brasil e de 12 Euros para Portugal.

Trata-se de um projecto editorial ambicioso, a que desejo os votos de maior sucesso.

(Contactos para mais informações, a estabelecer com pedrosilva77@aeiou.pt)

Há 1 ano no Memória Virtual – TGV – Ligação Porto-Vigo até 2008

[1822]

2 Novembro, 2004 at 8:12 am

"O NOME DA ROSA"

A célebre obra de Umberto Eco, também grande sucesso no cinema, foi agora adaptada ao teatro pela Companhia de Teatro de Tomar (“Fatias de Cá”); o romance subirá à cena no Convento de Cristo, todos os Domingos, às 18h18!

A representação – com o público em movimento pelas várias salas do Comvento – terá uma duração de 4 horas, incluindo jantar durante o espectáculo. O preço dos bilhetes (jantar incluído) será de 25 euros.

[1819]

31 Outubro, 2004 at 12:33 pm

BZKmag

O BZkgroup, constituído por António Soares, António Vieira, Bruno Espadana, Luis Farrolas e Mário Pires acaba de lançar a “BZKmag“, uma revista online sobre fotografia, “feita por apaixonados pela fotografia (o BZKgroup) para apaixonados pela fotografia“. O primeiro número é dedicado ao “Documentário em fotografia”.

Há 1 ano no Memória Virtual – Orçamento de Estado vs. credibilidade

[1818]

31 Outubro, 2004 at 8:06 am

FESTIVAL BD AMADORA

No programa para este fim-de-semana, para além de um alargado conjunto de iniciativas, desde sessões de autógrafos, debates e outras animações, destaque para a visita ao Festival dos seguintes autores estrangeiros: Seth Fisher, Jorge Gonzalez (Sábado e Domingo, entre as 15 e as 17 horas) e Alvarez Rabo (Domingo).

Também no sábado, pelas 18h30, no Auditório dos Recreios da Amadora (Avenida Santos Matos, junto à Estação da CP da Amadora), o “FIBDA” – Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora atribui os Prémios Nacionais de Banda Desenhada, nas diversas categorias: BD Portuguesa – Melhor Álbum Português, Melhor Desenho e Melhor Argumento; Melhor Álbum de Autor Estrangeiro; Melhor Álbum de Tiras Humorísticas; Melhor Livro de Ilustração Infantil; Prémio Clássicos da 9ª Arte e Fanzine. Serão, igualmente, entregues o Prémio Juventude e o Troféu de Honra.

Na área do cartoon está também programada uma iniciativa: Festa da Caricatura, no dia 30 de Outubro, das 14 às 17 horas, na Casa Roque Gameiro, e no dia seguinte, das 11 às 13 horas, no Festival – com a oportunidade para que os visitantes tenham uma caricatura desenhada por autores reconhecidos: Zé Oliveira, Rui Pimentel, Carlos Laranjeira, Cesarina, Ricardo Galvão e Omar Perez e Gogue (ambos espanhóis).

[1814]

29 Outubro, 2004 at 12:35 pm

"OS PEQUENOS VAGABUNDOS"

Apesar de ocultos nas “profundezas deste blogue” (“entradas” a 18 de Dezembro de 2003 e 11 de Janeiro de 2004), os “Pequenos Vagabundos” (“Les Galapiats“, na versão original) continuam a mostrar ser uma série de culto, nomeadamente para as pessoas da minha geração (sendo um dos “posts” mais comentados no Memória Virtual).

Acabo de tomar conhecimento (informação do Nuno Correia, em mais um dos comentários que antes referi) que a Prisvideo – Edições Videográficas lançou ontem no mercado nacional esta série “lendária”, em dois DVD, com legendagem em português.

“Obrigatório” comprar!

[1796]

22 Outubro, 2004 at 1:40 pm 3 comentários

FESTIVAL DE BANDA DESENHADA

Inicia-se hoje o XV Festival Internacional de BD da Amadora, tendo por tema central “As 100 BD’s do Século XX”.

A exposição, patente até dia 7 de Novembro, decorrerá na Nave Comercial da Estação de Metro da Falagueira (Amadora – Este), Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem e Galeria Artur Bual.

Tintim, Corto Maltese, Astérix, Blake & Mortimer, Lucky Luke, e Calvin & Hobbes são alguns dos “ilustres convidados” que marcarão presença.

O Festival conta também com a participação dos portugueses Fernando Bento, Eduardo Teixeira Coelho, Vitor Gaião e André Carrilho.

Há 1 ano no Memória Virtual – Os melhores blogues do mundo

[1795]

22 Outubro, 2004 at 8:25 am

LUÍS MIGUEL CINTRA

Gostava hoje de prestar uma pequena “homenagem” a uma das figuras maiores da cultura portuguesa: o actor e encenador Luís Miguel Cintra.

Nascido em Madrid em 1949, iniciou a sua carreira no teatro em 1968, no Grupo de Teatro da Faculdade de Letras de Lisboa.

Em 1973, fundou, com Jorge Silva Melo, o Teatro da Cornucópia, de que foi o primeiro responsável ao longo de vários anos.

Projectou o nome do Portugal através da participação em Festivais Internacionais de Teatro (em Veneza, Avignon, Paris, Bruxelas e Udine) e também com as suas actuações em cinema, interpretando filmes de João César Monteiro, Paulo Rocha, Luís Filipe Rocha, Manoel de Oliveira, Maria de Medeiros, Teresa Vilaverde, João Botelho, Pablo Llorca, Jorge Cramez e John Malkovich, entre muitos outros.

Estendeu a sua carreira à ópera, tendo encenado produções no Teatro Nacional de São Carlos; realizou também recitais de poesia, tendo gravado a leitura integral de «Viagens na Minha Terra», de Almeida Garrett e «Amor de Perdição», de Camilo Castelo Branco, assim como poemas de Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Ruy Belo, Camões, Antero de Quental e um sermão do Padre António Vieira.

[1780]

14 Outubro, 2004 at 1:32 pm 1 comentário

“GRÉCIA REVISITADA”

Tendo nomeadamente por objectivo tornar acessíveis obras e autores fundamentais da literatura grega, num ensaio de Frederico Lourenço (o aclamado tradutor da “Odisseia”), “Grécia Revisitada” agrupa versões de textos provenientes de várias publicações (desde a revista “Os Meus Livros” até ao jornal “Público”), oferecendo-nos uma excelente primeira abordagem à literatura e cultura gregas, proporcionando paralelamente uma “ponte” até à literatura e cultura portuguesas.

[1727]

17 Setembro, 2004 at 6:07 pm

PABLO NERUDA – 100 ANOS (V)

Discurso lido no 50º aniversário do poeta (1954) no salão de honra da Universidade do Chile:

.Yo recuerdo en Florencia un día en que fui a visitar una fábrica. Yo ahí leí mis poemas a los obreros reunidos, los leí con todo el pudor que un hombre del joven continente puede sentir hablando junto a la sagrada sombra que allí sobrevive. Los obreros de la fábrica me hicieron después un presente. Lo guardo aún. Es una edición de Petrarca del año 1484.

La poesía había pasado con sus aguas, había cantado en esa fábrica y había convivido por siglos con los trabajadores. Aquel Petrarca, que siempre vi arrebujado bajo una caperuza de monje, era uno más de aquellos sencillos italianos y aquel libro, que tomé en mis manos con adoración, tuvo un nuevo prestigio para mí, era sólo una herramienta divina en las manos del hombre.

Yo pienso que si muchos de mis compatriotas y algunos ilustres hombres y mujeres de otras naciones han acudido a estas celebraciones, no vienen a celebrar en mi persona sino la responsabilidad de los poetas y el crecimiento universal de la poesía.

Si estamos aquí reunidos estoy contento. Pienso con alegría que cuanto he vivido y escrito ha servido para acercarnos. Es el primer deber del humanista y la fundamental tarea de la inteligencia asegurar el conocimiento y el entendimiento entre todos los hombres. Bien vale haber luchado y cantado, bien vale haber vivido si el amor me acompaña.

Yo sé que aquí en esta patria aislada por el inmenso mar y las nieves inmensas no me estáis celebrando a mí, sino a una victoria del hombre. Porque si estas montañas, las más altas, si estas olas del Pacífico, las más encarnizadas, [alguna vez] quisieron impedir que mi patria hablara en el mundo, se opusieron a la lucha de los pueblos y a la unidad universal de la cultura, fueron vencidas estas montañas y ese gran océano fue vencido.

En este remoto país, mi pueblo y mi canto lucharon por la intercomunicación y la amistad.

Y esta universidad que nos recibe cumpliendo con sus tareas intelectuales consagra una victoria de la comunidad humana y reafirma el honor de la estrella de Chile.

Bajo nuestra estrella antártica vivió Rubén Darío. Venía del maravilloso trópico de nuestras Américas. Llegó tal vez en un invierno blanco y celeste como el de hoy, a Valparaíso, a fundar de nuevo la poesía de habla hispana.

En este día mi pensamiento y mi reverencia van a su estrellada magnitud, al sortilegio cristalino que sigue deslumbrándonos.

Anoche, con los primeros regalos, me trajo Laura Rodig un tesoro que desenvolví con la emoción más intensa. Son los primeros borradores escritos con lápiz y llenos de correcciones de los Sonetos de la muerte, de Gabriela Mistral. Están escritos en 1914. El manuscrito tiene aún las características de su poderosa caligrafía.

Pienso que estos sonetos alcanzaron una altura de nieves eternas y una trepidación subterránea quevedesca.

Yo recuerdo a Gabriela Mistral y a Rubén Darío como poetas chilenos y al cumplir cincuenta años de poeta, quiero reconocer en ellos la edad eterna de la verdadera poesía.

Debo a ellos, como a todos los que escribieron antes que yo, en todas las lenguas. Enumerarlos es demasiado largo, su constelación abarca todo el cielo..

[1565]

16 Julho, 2004 at 6:00 pm

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