Posts filed under ‘Cultura, Artes e Letras’
MINHO E GALIZA UNIDOS PELO PROJECTO TORGA.NET
Está já disponível a Trans-Portugal-Galicia Network, conhecida por “Torga.net” (http://torga.net.ccg.pt), projecto que tem por objectivo o estabelecimento de uma rede de telecomunicações de banda larga entre as comunidades investigadoras da Galiza e do norte de Portugal, ligando nomeadamente os campus das Universidades do Minho e de Vigo.
Dos diversos serviços e actividades disponibilizados, destacam-se cursos de formação e pós-graduação, biblioteca digital, arquivo histórico e serviços de mapas via web.
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DIA DAS LETRAS GALEGAS
Na data em que se comemora o Dia das Letras Galegas, é lançado em Portugal o novo romance da escritora galega Concha Rousia: “As Sete Fontes” – o qual será publicado em formato digital pelas Edições ArcosOnline.com (disponível para download).
Segundo a autora, “As Sete Fontes” é um romance que fala do povo galego, mas também «da condição humana, da queda moral e da possibilidade de redenção». O professor universitário e dicionarista Isaac Estraviz, que prefacia a obra, refere que neste romance Concha Rousia «enfrenta-se frontalmente ao problema do caciquismo político e religioso e à corrupção que grassa por toda a parte».
P. S. Parabéns ao Almocreve por 2 anos de intensa dedicação a uma causa: a de, diariamente, nos proporcionar a aprendizagem de algo de novo!
Parabéns também, igualmente pelo 2º aniversário de actividade, ao Crítico.
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PAUL AUSTER – OBRAS (IV)
A finalizar a referência aos textos aqui editados sobre Paul Auster:
– A Noite do Oráculo (apresentação pelo editor)
– A Noite do Oráculo (I) (comentário)
– A Noite do Oráculo (II) (comentário)
– A Noite do Oráculo (III) (comentário)
– A Noite do Oráculo (IV) (comentário)
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PAUL AUSTER – OBRAS (III)
Na continuação da referência aos textos aqui editados sobre a obra de Paul Auster:
– O Livro das Ilusões (II) (excerto)
– O Livro das Ilusões (III) (excerto)
– O Livro das Ilusões (IV) (excerto)
– O Livro das Ilusões (V) (excerto)
– O Livro das Ilusões (VI) (excerto)
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PAUL AUSTER – OBRAS (II)
Continuando a referência aos textos que fui editando a propósito de Paul Auster:
– Leviathan (apresentação pelo editor)
– Mr. Vertigo (apresentação pelo editor)
– Timbuktu (apresentação pelo editor)
– O Livro das Ilusões (apresentação pelo editor)
– O Livro das Ilusões (I) (apresentação)
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PAUL AUSTER – OBRAS (I)
É com grande prazer que aqui tenho vindo a apresentar diversos textos sobre Paul Auster, desde comentários, apresentação pelo editor e excertos de algumas das suas obras.
Depois da “conversa” com Paul Auster que aqui resumi nos últimos dias, deixo também referência a esses textos que fui editando:
– Apresentação
– A Trilogia de Nova Iorque (apresentação pelo editor)
– O Caderno Vermelho (apresentação pelo editor)
– O Caderno Vermelho (extracto)
– Lulu on the bridge (apresentação pelo editor)
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EXPOSIÇÃO DE PINTURA
Foi inaugurada ontem no Espaço Cultura da Junta de Freguesia do Lumiar, onde estará patente até 13 de Maio (das 14h30 às 19h00), a exposição de pintura “Génese: ideias à procura de forma”.
Trata-se de uma mostra pictórica, da autoria da pintora Maria Cecília Louraço. Segundo a própria:
“Instáveis (ou inconsistentes) as minhas ideias e emoções recusam-se a permanecer fixadas e desafiam-me a cada momento, sugerindo-me, constantemente, novas formas, cores diferentes, nova maneira de fazer, novos caminhos, que são sempre incertos, desconhecidos, arriscados até…
Por vezes, penso ter encontrado o rumo, no entanto, pode sempre surgir um horizonte longínquo que esconda a melhor solução: a maneira certa de dizer…
Tal como as opções na Vida! Pergunto-me, então, se a razão de ser da Arte não será esta procura do caminho…”
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À CONVERSA COM PAUL AUSTER (VII)
Diversamente de todos os seus restantes livros, que têm como personagens pessoas, em Timbuktu escreve sobre um cão (ainda assim, de alguma forma “personificado”, como “Mr. Bones”).
Em resposta, Auster revela a génese desse livro como resultado do início da escrita do que seria outra obra; no final do primeiro capítulo, gostou de tal forma de “Mr. Bones” que decidiu escrever um livro diferente, contando a sua história.
A questão com mais conteúdo “político” da noite seria a de que diferenças vê entre Nova Iorque e a América.
Depois de uma breve referência a Bush, Auster pegaria no tema pela vertente de que cerca de 40 % dos habitantes de Nova Iorque são imigrantes, com culturas variadas e falando uma grande diversidade de línguas. Considera notável que nela confluam e coabitem / convivam de forma harmoniosa, sem grandes problemas sociais, cerca de 8 milhões de pessoas (quase tantas como em Portugal!…), de diferentes raças e grupos étnicos, culturas e religiões.
À pergunta sobre se os livros que escreve funcionam como “auto-análise”, responderia que não; são natural e necessariamente um produto / um resultado do que é como pessoa, das suas experiências e vivências, sem contudo serem auto-biográficos, nem constituindo nenhum género de “terapia”.
A noite aproximava-se do fim quando foi questionado se “vivia para trabalhar ou se trabalhava para viver”.
Retomaria uma velha ideia de que os americanos viveriam para trabalhar, enquanto que os europeus trabalhariam para viver, na qual diz não se rever. Em síntese, a escrita é (uma) parte (fundamental) da sua vida.
E, à questão final, sobre que diferenças encontrava entre a poesia e a prosa, reafirmando que não tem experiência de escrita poética, disse entender os poemas mais como fotografias, enquanto que os romances (“com a sua multiplicidade de vozes a falar em simultâneo”) seriam mais como filmes!…
P. S. Pedro Mexia escreve hoje, na sua coluna no Diário de Notícias, sobre “a conversa” com Paul Auster: “Auster, estrela intelectual“.
O Correio da Manhã também reporta a “conferência” de Paul Auster.
P. P. S. – A ler também a entrevista de Paul Auster a “O Comércio do Porto“.
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À CONVERSA COM PAUL AUSTER (VI)
Auster agradece e responde com uma interrogação: “Porque continuamos a ler livros?”
E dá ele próprio a resposta: “A razão é porque um livro é a única “circunstância” em que “dois estranhos” (autor e leitor) se podem “encontrar” de uma forma completa, sem reservas”.
Cada leitor lê “um livro diferente”; trata-se de uma experiência muito pessoal; o escritor e o leitor “fazem” o livro em conjunto!
Questionado sobre como se sente a nível de poesia, responde que não escreve poesia há mais de 25 anos; “Só para a família!…”.
Seguiu-se então a pergunta sobre a sensação de estar prestes a finalizar um livro, ao que responderia que, ao escrever, está tão envolvido que não tem oportunidade de pensar: “Estou a acabar…”. E acrescenta que, eventualmente a par do “alívio” de concluir a obra, subsiste sempre uma sensação de algum “falhanço”, assim como a tristeza de dizer adeus a “pessoas” com quem, por vezes, “(con)viveu” anos!
Pegando no mote, foi-lhe então perguntado se não passa por situações de bloqueio, ao que confirmou que são frequentes os bloqueios e paragens (que podem ser prolongadas); mas que, quase sempre, acaba por haver uma retoma.
São momentos difíceis mas, com a experiência, vai-se aprendendo a ser mais paciente: “Hei-de conseguir encontrar uma saída para continuar a história…”.
Refere ainda que, no período de escrita, se isola, “corta com tudo”, nem vê o que o rodeia: “É por isso que não tenho quadros nas paredes!… Estou concentrado no que estou a escrever e não a olhar para as paredes…”.
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À CONVERSA COM PAUL AUSTER (V)
Seguir-se-ia o momento mais divertido da noite, quando foi questionado sobre “onde se podem comprar em Portugal os agora célebres cadernos portugueses?”.
A resposta foi: “Se souberem, digam-me!…”.
Voltando a “A Noite do Oráculo”, e ao momento em que a personagem (Nick) se encerra – sem levar consigo as chaves… – num quarto que é uma espécie de abrigo antinuclear, com uma porta que se fecha automaticamente, sem possibilidade de fuga, é colocada a questão se Auster pretenderá escrever um novo livro, retomando a história nesse ponto.
Auster responde, de forma inequívoca, que não. E, novamente divertido, adianta que Nick ficará lá “preso para sempre”; não conseguirá sair de lá… “É um problema do Sidney (personagem do livro que escrevia, paralelamente, a história de Nick) e não meu!”. “Vamos lá deixá-lo sozinho”. “Eu seria capaz de dar uma continuação ao beco sem saída em que a história se transformou, mas o Sidney não tem essa capacidade”, concluiu com humor.
A propósito de uma personagem que lê Fernando Pessoa, é-lhe perguntado se leu Pessoa.
O escritor parece “acusar o toque” e responde que é claro que leu Pessoa, e já há muito tempo; senão, não o teria referido no livro… Conclui mesmo dizendo que o considera um dos mais estimulantes poetas que conhece.
A pergunta seguinte teve como “preâmbulo” um agradecimento, na medida em que, sendo a leitura (tal como a escrita…) um acto de solidão, os seus livros proporcionam maravilhosos momentos a quem tem o privilégio de os ler.
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