Posts filed under ‘Cultura, Artes e Letras’
"A CONSTRUÇÃO DO OLHAR"
Decorre hoje, pelas 18h30, na Livraria Bertrand, no Centro Comercial Picoas Plaza (Rua Tomás Ribeiro, 65 – Lisboa), a apresentação do livro “A Construção do Olhar“, com a coordenação de José Carlos Abrantes.
A apresentação estará a cargo de: Bárbara Coutinho (Centro Cultural de Belém), Cristina Ponte (Universidade Nova de Lisboa), Eduardo Cintra Torres (Público), Eugénio Lisboa (escritor e crítico literário) e Leonor Areal (realizadora).
"LUSITANIE"
“Le site Lusitanie a pour objet de contribuer à mieux faire connaître le Portugal, les Portugais et le monde lusophone.
C’est un site communautaire, c’est-à-dire un espace de communication, d’expression et d’échanges. Si vous êtes étudiant, journaliste, artiste, artisan, une association ou tout simplement un internaute qui s’intéresse à notre communauté, vous pouvez vous aussi contribuer à cette tâche en publiant un article, en faisant état d’un événement, en proposant un lien ou en exposant vos plus belles photos du Portugal dans notre galerie.”
Uma excelente ideia, um óptimo projecto: o da divulgação de Portugal. Com uma Agenda cultural, social e desportiva, uma Galeria de fotos e um Anuário de sites portugueses.
PRÉMIOS PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS
O cientista português António Damásio e o Instituto Camões foram distinguidos com o Prémio Príncipe das Astúrias, ontem entregues pelo Príncipe Filipe de Espanha.
Ao neurologista António Damásio foi atribuído o Prémio de Investigação Científica e Técnica, pela sua contribuição na luta contra doenças que «preocupam a Humanidade», como são os casos de Parkinson e Alzheimer.
O Instituto Camões foi co-distinguido – a par da Alliance Française, Società «Dante Alighieri», British Council, Goethe Institut e Instituto Cervantes – com o Prémio da Comunicação e Humanidades, destacando o papel destas instituições (algumas centenárias), na preservação e difusão do património cultural europeu, através do ensino, em todos o mundo, das respectivas línguas nacionais e da sua tradição literária e artística.
FESTIVAL INTERNACIONAL BANDA DESENHADA
Tem início hoje a 16ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA), o qual decorre desde o ano de 1990, tendo projectado a Amadora como capital da banda desenhada em Portugal.
Tal como no ano anterior, o FIBDA terá como núcleo central a nave comercial da Estação do Metropolitano da Falagueira (Amadora/Este), repartindo-se ainda por: Galeria Municipal Artur Bual, Casa Roque Gameiro, Recreios da Amadora e Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem.
Destaca-se a mostra central dedicada ao “Sonho”, o tema da edição 2005 que apresenta, ainda, exposições colectivas de e diversas individuais, entre as quais a de Ricardo Ferrand, o autor português em destaque.
Marcarão também presença os seguintes autores estrangeiros: Max (Espanha), Moliterni (França), Vittorio Giardino (Itália), Marchand (Bélgica), Smolderen (Bélgica), Al Davison (Inglaterra), Rick Veith (EUA), Jim Woodring (EUA), Aleksandar Zograf (Sérvia), Jo-El Azara (Bélgica), Sean Phillips (Inglaterra), Ed Brubaker (EUA), Cameron Stewart (EUA), Liam Sharp (Inglaterra) e JP Bramanti (França).
"AS VOZES DA RÁDIO, 1924-1939"
Rogério Santos (autor do Indústrias Culturais, um excelente blogue tendo por tema pesquisas e leituras no domínio das indústrias culturais – imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, vídeo, videojogos, música, livros e centros comerciais) procede hoje, no SOPCOM, em Aveiro, ao lançamento do seu livro “As vozes da rádio, 1924-1939”.
P. S. Está já online o blogue do É a Cultura, Estúpido!
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA
Acaba de ser anunciado em Estocolmo o Prémio Nobel da Literatura, este ano atribuído ao escritor britânico Harold Pinter, por revelar nas suas peças “o abismo existente nas conversas banais e forçar a sua entrada nos espaços fechados da opressão”.
Pode ver a lista completa dos agraciados com o Nobel este ano, aqui.
REALIDADE E FICÇÃO EM “ANJOS E DEMÓNIOS” (V)
Um grama de antimatéria contém energia equivalente a uma bomba nuclear de 20 kilotoneladas? Sendo uma kilotonelada a energia de 1 000 toneladas de explosivo TNT, 20 kilotoneladas corresponde à energia da bomba atómica que destruiu Hiroshima.
A questão pode prestar-se a confusões: pretende-se provavelmente referir a libertação de energia explosiva que resultaria da aniquilação súbita de um grama de antimatéria.
Calculemos então essa energia: 1 kilotonelada de TNT não é uma unidade métrica, correspondendo a 4,2 x 1 000 000 000 000 joules (4,2 terajoules – 4,2 TJ); 1 grama = 0,001 kg; a velocidade da luz é de 300 000 km/s (ou seja, 300 000 000 metros / segundo).
Calculemos agora E=mc2 para 1 grama: E = 0,001 x 300 000 000 x 300 000 000 = 90 000 000 000 000 joules ou 90 TJ. Se 4,2 TJ corresponde a 1 kilotonelada de TNT, então 90 TJ corresponde a 21,4 kilotoneladas…
Contudo, para uma bomba de antimatéria, partir-se-ia, na realidade, de 2 gramas: 1 grama de antimatéria aniquilando-se com 1 grama de matéria, libertando portanto o dobro de energia. Bastaria portanto 0,5 grama de antimatéria para alcançar um efeito tão destrutivo como o da bomba de Hiroshima!
Ora, sendo 0,5 grama de matéria muito fácil de encontrar, a produção de 0,5 grama de antimatéria implicaria 1 milhão de anos!!! Que, obviamente, seria impossível de armazenar…
(com base na página do CERN)
REALIDADE E FICÇÃO EM “ANJOS E DEMÓNIOS" (IV)
Porque é então produzida antimatéria no CERN? Principalmente para estudar as leis da natureza. As teorias actuais da física prevêem um determinado número de efeitos, muitos dos quais respeitam à antimatéria. Se as experiências não permitirem comprovar os efeitos previstos, será necessário rever as teorias; é desta forma que a ciência progride.
Quais serão as utilizações futuras da antimatéria? Os antielectrões são já utilizados na medicina, e em scanners de tomografia. Outras utilizações possíveis estão relacionadas com o estudo das leis da natureza, como desenvolvido no CERN, onde foram produzidos em 1996 os primeiros átomos de antihidrogéneo; em 2002, foi possível produzir experimentalmente dezenas de milhares de átomos de antihidrogénio, em quantidade suficiente para estudar este gás (apesar de se tratar, na realidade, de uma quantidade ínfima – seriam necessários 25 000 000 000 de anos para encher um balão… caso fosse possível “armazenar” a produção diária!). Em conclusão, o argumento do romance é puramente ficcional.
Até que ponto é que a antimatéria é inofensiva? É totalmente inofensiva, não representando qualquer risco, dadas as ínfimas quantidades produzidas; poderia ser muito perigosa apenas se fossem produzidos alguns gramas, o que não é contudo possível.
REALIDADE E FICÇÃO EM “ANJOS E DEMÓNIOS” (III)
Será expectável utilizar a antimatéria como fonte de energia? Não existe qualquer possibilidade de utilizar a antimatéria como recurso energético!
Contrariamente à energia solar, ao carvão ou ao petróleo, a antimatéria não existe na natureza: cada partícula tem de ser produzida laboratorialmente, obrigando a um dispêndio de recursos muito superior ao que resultaria da sua aniquilação.
Uma acumulação desta forma de energia (à semelhança da carga das vulgares pilhas) implicaria perdas tão significativas que tal não será racionalmente possível.
A criação de antimatéria a partir de uma determinada energia, de acordo com a célebre fórmula de Einstein (E=mc2) produziria quantidades iguais de matéria e antimatéria; se fossem ambas reunidas e aniquiladas, dever-se-ia obter a quantidade de energia E; contudo, as perdas no processo seriam enormes, não sendo portanto possível obter quaisquer vantagens.
A antimatéria apenas poderia ser um recurso energético se fosse possível encontrar uma grande “jazida” algures (por exemplo, numa galáxia longínqua…); contudo, até onde foi possível “examinar” o Universo (a milhões de anos-luz), é exclusivamente constituído de matéria normal.



