Posts filed under ‘Cultura, Artes e Letras’
“PROCESSO DE BOLONHA" (V)
A participação de Portugal na construção do Espaço Europeu de Ensino será decisiva para o desenvolvimento do País; tal implicará necessariamente a introdução de reformas no ensino superior, a operar já a partir do próximo ano lectivo e, no limite, até ao ano lectivo de 2009-2010.
A 14 de Maio de 2004, dando início formal ao plano nacional de desenvolvimento e aplicação do Processo de Bolonha, a Ministra da Ciência e do Ensino Superior reuniu com o Grupo de Coordenadores de implementação do Processo de Bolonha a nível nacional por áreas de conhecimento, por si nomeado, com o fim de elaborar parecer sobre a estruturas de cursos vs. perfis e competências, atendendo aos objectivos da Declaração de Bolonha.
A 17 de Setembro, foi apresentada pela Ministra uma “Orientação para Harmonização de Estruturas de Formação” compreendendo uma matriz geral para a estrutura dos ciclos de formação, de acordo com a qual o 1º ciclo de formação terá a duração de três anos (6 semestres) e o 2º ciclo de formação de dois anos (4 semestres) – admitindo-se que o segundo ciclo possa ser estruturado com a faculdade de o seu primeiro ano constituir um curso complementar à formação do primeiro ciclo.
“PROCESSO DE BOLONHA" (IV)
Na reunião de Berlim, em Setembro de 2003, foram definidas as seguintes medidas a desenvolver até 2005:
1. Avaliação e acreditação
– Criação de sistemas nacionais de garantia e certificação de qualidade, baseados na responsabilização de organismos e instituições
– Desenvolvimento de métodos de avaliação interna e externa de programas e de instituições com publicitação de resultados
– Desenvolvimento de um sistema de acreditação, certificação ou de procedimentos comparáveis
– Criação de redes, participação e cooperação internacional
2. Adopção de uma estrutura de graus baseada essencialmente em dois ciclos, devendo assumir perfis e orientações diferentes, de acordos com objectivos individuais e académicos, e atendendo às necessidades do mercado de trabalho.
3. Promoção da mobilidade de estudantes, de docentes e de pessoal não docente, removendo as barreiras existentes e assegurando os meios financeiros necessários, nomeadamente bolsas de mobilidade.
4. Consolidação do sistema de transferência de créditos europeu (ECTS – European Credit Transfer System).
5. Concretização do sistema de reconhecimento de graus académicos.
6. Adopção de medidas que promovam a participação dos estudantes em todas as fases de implementação do Processo.
7. Adopção de medidas de promoção da dimensão europeia do ensino superior, nomeadamente através do desenvolvimento de módulos, cursos e curricula de conteúdo ou orientação de dimensão europeia.
8. Adopção de medidas e programas necessárias ao reforço da atractividade do ensino superior europeu, reforçando a política de concessão de bolsas de estudo a estudantes de países terceiros.
9. Adopção de medidas necessárias ao reforço da contribuição do ensino superior na concretização da Aprendizagem ao Longo da Vida, nomeadamente fazendo uso do sistema de créditos ECTS na valorização profissional.
O ECTS – European Credit Transfer System é um sistema em que o trabalho efectuado pelos estudantes em determinada área científica é expresso num valor numérico que tem em consideração as horas de trabalho. Deverá permitir a transferência transparente de créditos e a acumulação progressiva de créditos correspondentes a qualificações e níveis de formação diferenciados.
“PROCESSO DE BOLONHA" (III)
De seguida, na reunião de Praga, em Maio de 2001, foi decidido aditar três novas linhas de acção:
– Promoção da aprendizagem ao longo da vida
– Maior envolvimento dos estudantes na gestão das instituições de Ensino Superior
– Promoção da atractibilidade do Espaço Europeu do Ensino Superior.
Na reunião de Berlim, a 19 de Setembro de 2003, participaram os Ministros responsáveis pela área do Ensino Superior de 33 países europeus, tendo sido decidido desenvolver, até 2005, diversas medidas, de que se destacam:
– Certificação da qualidade
– Sistema de dois ciclos
– Reconhecimento de graus e duração de cursos.
Actualmente ascendem já a 40 os Estados aderentes: para além dos 25 membros da União Europeia (Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polónia, Portugal, Reino Unido, R. Checa e Suécia), também a Albânia, Andorra, Bósnia Herzegovina, Bulgária, Croácia, Islândia, Liechtenstein, Antiga República Jugoslava da Macedónia, Noruega, Roménia, Rússia, Santa Sé, Sérvia e Montenegro, Suíça e Turquia.
“PROCESSO DE BOLONHA" (II)
Em Maio de 1998, os Ministros da Educação da Alemanha, França, Itália e Reino Unido assinaram em Paris a “Declaração da Sorbonne”, perspectivando a constituição de um Espaço Europeu de Ensino Superior.
A 19 de Junho de 1999, os Ministros da Educação de 29 países europeus (incluindo Portugal) subscreveram a “Declaração de Bolonha”, visando o estabelecimento, até 2010, do referido “Espaço Europeu de Ensino Superior”.
Os objectivos então definidos, confirmados em Praga (em 2001) e em Berlim (em 2003) – com a reunião de Bergen, em 2005, fixando um novo prazo (até 2007) para a remoção dos obstáculos à mobilidade –, preconizam a adopção de uma estrutura de graus essencialmente baseada em dois ciclos, assumindo perfis e orientações distintas, em função do exercício profissional e da empregabilidade.
Em Bolonha, começaram por ser identificadas seis grandes linhas de acção:
– Adopção de um sistema de graus comparável
– Adopção de um sistema de Ensino Superior essencialmente baseado em 2 ciclos
– Estabelecimento de um sistema de créditos
– Promoção da mobilidade
– Promoção da cooperação europeia no domínio da avaliação da qualidade
– Promoção da dimensão europeia no Ensino Superior.
“PROCESSO DE BOLONHA" (I)
A participação de Portugal na construção do Espaço Europeu de Ensino Superior será decisiva para o desenvolvimento do país.
Tal implicará necessariamente a introdução de reformas no ensino superior, traduzindo-se na maior “revolução” alguma vez operada a nível da estrutura do sistema universitário português, a concretizar a partir de agora e até ao ano lectivo de 2009/2010; a partir do próximo ano lectivo, alguns estabelecimentos de ensino superior portugueses começarão já a adoptar novos planos de estudos.
O “Processo de Bolonha” – movimento “antecipado” pela publicação da Magna Carta das Universidades, em Bolonha, a 18 de Setembro de 1988 (comemorando o 9º centenário da mais antiga Universidade do mundo) – tem por objectivo a criação de um “Espaço Único do Ensino Superior”, coeso, competitivo e atractivo para docentes e alunos, europeus e de países terceiros, promovendo a mobilidade de docentes e estudantes e a empregabilidade de diplomados.
Trata-se assim de um vector determinante para o cumprimento da Estratégia de Lisboa (aprovada em Março de 2000), visando tornar a Europa no espaço económico mais dinâmico e competitivo do mundo até 2010, baseado no crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos e maior coesão social.
"PROCESSO DE BOLONHA"
“A Declaração de Bolonha preconiza um Ensino Superior tão marcante e atractivo para o mundo como são as tradições e culturas europeias e acentua a necessidade de estabelecer, até 2010, um Espaço Europeu de Ensino Superior, coerente, compatível, competitivo e atractivo para estudantes europeus e de países terceiros”.
(Ministério da Ciência, Inovação e ensino Superior)
Na próxima semana, aqui procurarei “estudar” alguns dos principais aspectos relacionados com este processo.
"WORLD EBOOK FAIR"
Numa “celebração” do eBook, a partir de amanhã, e até ao próximo dia 4 de Agosto, a World eBook Fair disponibiliza, para download gratuito, mais de 300 000 livros “electrónicos” (em formato digital PDF).
A iniciativa visa comemorar o 35º aniversário do “Project Gutenberg“, o primeiro “passo” para a publicação de eBooks, com a colocação online da Declaração de Independência dos EUA.
PERSPECTIVAS PARA UMA NOVA ESCOLA – OS DESAFIOS DA SOCIEDADE DIGITAL GLOBAL
Realiza-se amanhã, 9 de Junho, pelas 18 horas, na Galeria Fernando Pessoa do CENTRO NACIONAL de CULTURA, na Rua António Maria Cardoso, 68 (ao Chiado), em Lisboa, uma Conferência sob o título
«Perspectivas para uma Nova Escola – os desafios da sociedade digital global», por Carlos Araújo Alves, autor do blogue Ideias Soltas, cujos textos incidem, particularmente, na análise e reflexão sobre temas como Gestão Cultural, Educação, Cultura, Ensino Artístico e a sua integração no ensino regular, integrada no lançamento do livro de Vitor Oliveira Jorge, «CULTURA LIGHT», produto das diversas comunicações proferidas no âmbito da última Mesa-redonda com o mesmo título, realizada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto nos dias 22 e 23 de Abril de 2005.
FRANCISCO JOSÉ VIEGAS – GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA
Parabéns a Francisco José Viegas, pelo Grande Prémio de Romance e Novela de 2006, com a obra “Longe de Manaus“!
"CASA FERNANDO PESSOA": FUTEBOL EM DEBATE
A “Casa Fernando Pessoa” promove em Maio um conjunto de debates sobre futebol, moderados por Joel Neto:
09.05.06 – 18h30 – A ESCRITA DO FUTEBOL. O futebol no meio dos livros: os escritores e a escrita sobre futebol.
Álvaro Magalhães, Ferreira Fernandes, Ivan Nunes, Ricardo Araújo Pereira e Torcato Sepúlveda.
16.05.06 – 18h30 – JORNALISMO DESPORTIVO. Qualidades do futebol e qualidades do jornalismo.
Afonso de Melo, António Tadeia, João Marcelino, Pedro Boucherie Mendes e Rui Zink.
23.05.06 – 18h30 – PATRIOTISMO E FUTEBOL. Que selecção vamos apoiar? Todos somos portugueses no futebol?
João Querido Manha, Jorge Madeira (“maradona”), Miguel Guedes, Pedro Mexia e Rui Tavares.



