Posts filed under ‘Cultura, Artes e Letras’
TRATADO DE TORDESILHAS INTEGRA "MEMÓRIA DO MUNDO DA UNESCO"
O Tratado de Tordesilhas, tal como o Corpo Cronológico (colecção que reúne mais de 80 mil documentos em papel e pergaminho, datados dos séculos XV e XVI, na Torre do Tombo, em Lisboa), foram inscritos no registo “Memória do Mundo da UNESCO”, como bens do património documental.
CONVENTO DE CRISTO (III)
“Por tudo isto, o Convento de Cristo não se conhece numa visita a correr. Cada canto deve ser explorado com calma e circunspecção. É necessário “vestir” o hábito e, tal monge ou freira, palmilhar os vários claustros do convento ou deslumbrar-se na magistral igreja manuelina. Mas o espanto assombra-nos antes: no exterior, a entrada é feita com algum cerimonial, tanto pela monumentalidade do espaço como pela admiração com que se observa a inclusão de motivos góticos, renascentistas e manuelinos, sem que nenhum dos estilos choque com o outro.
Finalmente a igreja, onde se pode adquirir o bilhete de entrada para o convento. A obra, que se distingue pela charola românica (actual capela-mor, com uma planta em forma de rotunda, que cita o Santo Sepulcro de Jerusalém), é resultado das vivências dos cavaleiros do Templo em terras árabes e nela se distinguem os revestimentos com talha dourada e as esculturas em madeira, nas quais são representadas cenas da vida de Jesus, misturadas com episódios do reinado manuelino. São de notar, aliás, as fortes afinidades entre o coro da igreja do convento e alguns detalhes do Mosteiro dos Jerónimos, ex-libris do estilo manuelino. A sacristia é mais vulgarmente conhecida por Sala do Capítulo e é aqui que se encontra a deslumbrante Janela do Capítulo, bordada a pedra, da autoria de Diogo de Arruda.”
“Público”, suplemento “Fugas” (série “Lugares Mágicos de Portugal”), 30 de Dezembro de 2006 – texto de Carla B. Ribeiro
CONFERÊNCIA DE FERNANDO CHECA NO MNAA
Hoje, pelas 19 horas, no Museu Nacional de Arte Antiga (Rua das Janelas Verdes, Lisboa), conferência do Professor Fernando Checa (Director do Museu do Prado de 1996 a 2001, especialista em Arte do Renascimento e do Barroco e Professor Catedrático de História da Arte da Universidade Complutense de Madrid): “O processo de autonomia do Museu do Prado”.
CONVENTO DE CRISTO (II)
“O Convento de Cristo tem a particularidade de se organizar a partir de uma planta octogonal e de ter sido construído em várias fases, ao longo de seis séculos – a fundação do século XII, que coube a D. Gualdim Pais (1160), pode ser testemunhada em parte do castelo, onde viveram as primeiras gentes de Tomar, e na charola românica. Seguiram-se dois claustros góticos no século XV; e depois de 1500 surgiram o portal principal da igreja e a famosa janela da Sala do Capítulo (Diogo de Arruda – 1510) e, mais tarde, o Claustro de D. João III.
Património mundial pela UNESCO desde 1984, o convento deve o seu nome à Ordem de Cristo, criada durante o reinado de D. Dinis e após acesas negociações entre o monarca e a Santa Sé que se arrastaram por quatro anos. A sua criação veio substituir a extinta Ordem do Templo, em 1312, e acolheu muitas das pessoas que lhe pertenciam.
Mas a grande importância da Ordem do Cristo foi vivida apenas no século XV, já que foi uma das fortes impulsionadoras da empresa das descobertas marítimas, com o Infante D. Henrique como seu mestre desde 1420 até à sua morte, em 1460, e o seu emblema, a Cruz da Ordem de Cristo, a adornar as caravelas que exploravam os mares. Foi durante esta época que a povoação de Tomar beneficiou de um grande desenvolvimento que atraiu nomes como Domingos Vieira Serrão, João de Castilho, Olivier de Gand, Fernando Muñoz, Diogo de Arruda, Gregório Lopes, João de Ruão ou Diogo de Torralva, que faziam de Tomar um importante centro artístico.”
“Público”, suplemento “Fugas” (série “Lugares Mágicos de Portugal”), 30 de Dezembro de 2006 – texto de Carla B. Ribeiro
EUROPA / JAPÃO
A partir de hoje no Carreira da Índia, excertos da obra do Padre Luís de Fróis, “Contradições dos Costumes entre a Gente da Europa e a Província Japão” (escrita em 1585).
CONVENTO DE CRISTO (I)
Jóia maior entre os monumentos portugueses, o Convento de Cristo, em Tomar, Património Mundial, convida a uma visita plena de enlevo e de necessária circunspecção, escreve Carla B. Ribeiro. Por entre a riqueza e diversidade arquitectónicas, pressentem-se segredos dos templários e memórias dos tempos das Descobertas.
“Cidade templária, Tomar revela, até na sua disposição, a relação próxima que ao longo dos séculos manteve com as diversas ordens religiosas. Do céu, a cidade organiza-se em cruz, com cada um dos seus quatro braços a apontar para um ponto cardeal e um dos quatro conventos que montam guarda à cidade. A partir do centro, com a Praça da República, descobre-se, a norte, o antigo Convento da Anunciada; a sul, o Convento de S. Francisco; a leste, o Convento de Santa Iria; e a oeste, o magnânimo Convento de Cristo, pérola da cidade e um símbolo da arquitectura nacional, referência maior nos itinerários nacionais. O ideal é reservar a visita para um dia de semana; ao fim-de-semana o convento transforma-se em lugar de peregrinação e o mais provável é não escapar ao stress do trânsito de autocarros de turismo que se acumulam à entrada.
Localizado no topo de um monte, a vista do convento sobre a cidade faz lembrar um posto de vigia. Mas antes de lá chegar, a meio da subida, um pequeno miradouro convida ao repouso.”
“Público”, suplemento “Fugas” (série “Lugares Mágicos de Portugal”), 30 de Dezembro de 2006 – texto de Carla B. Ribeiro
FESTA DOS TABULEIROS – TOMAR
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/LBjewOdzWuzZs6Taju2k/mov/1
PORTUGAL A RUFAR
Neste fim-de-semana (já a partir de hoje, e até Domingo) – numa organização da Associação Tocá Rufar, com a colaboração da Câmara Municipal do Seixal – a antiga fábrica da Mundet, no Seixal, recebe o 3º Festival Internacional de Percussão, Música e Dança “Portugal a Rufar“, com artistas provenientes de quatro continentes (África, América do Sul, Ásia e Europa), actuando em vários palcos, cruzando ritmos e tradições.
A lista dos artistas participantes está disponível aqui; o programa pode ser consultado aqui. O preço dos bilhetes varia entre 2 e 5 euros (crianças até 10 anos), até 10 euros; no Domingo, a entrada é gratuita.
(informação via Crónicas da Terra – um blogue extraordinário, dando voz às novas e antigas raízes da música tradicional, divulgando a world music e a folk music)
"O QUE É SER UM BOM LIVREIRO?"
Com a Feira de Livro de Lisboa, a que há quem chame a maior livraria do país, instalada uma vez mais no Parque Eduardo VII, a próxima edição dos Livros em Desassossego vai discutir o papel dos livreiros e das livrarias no debate com as presenças de Antero Braga, da livraria Lello & Irmão, André Dourado, da cadeia de livrarias Bulhosa, e Jaime Bulhosa, que se prepara para abrir uma nova livraria em Lisboa, a Pó dos Livros.
Antes disso, Maria do Rosário Pedreira, a editora da QuidNovi, escolhe três livros recentes que gostaria de ter sido ela a editar e o escritor José Eduardo Agualusa, recentemente distinguido com o prémio de ficção estrangeira do jornal britânico The Independent, apresenta o seu novo romance, As Mulheres do Meu Pai.
A sessão de Maio dos Livros em Desassossego acontece, como habitualmente, na última quinta-feira do mês, dia 31 de Maio, a partir das 21h30. O debate é moderado, como habitualmente, por Carlos Vaz Marques e tem entrada livre.
FESTA DOS TABULEIROS 2007
01.07.2007 (Domingo) – Cortejo dos Rapazes (10 horas)
06.07.2007 (Sexta-feira) – Cortejo do Mordomo (18 horas); Inauguração das ruas populares ornamentadas (20h30)
07.07.2007 (Sábado) – Cortejos Parciais dos Tabuleiros (10 horas); Cortejo e Final dos Jogos Populares (14h30)
08.07.2007 (Domingo) – Cortejo dos Tabuleiros (16 horas)
09.07.2007 (Segunda-feira) – Distribuição da Pêza (10 horas)



