Posts filed under ‘Cultura, Artes e Letras’
Acordo Ortográfico… em Desassossego
“A polémica tem quase vinte anos mas estava adormecida. Reacendeu-se com o anúncio da ratificação para breve, pelo Estado português, do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Na próxima edição dos Livros em Desassossego vai debater-se o Acordo Ortográfico numa sessão com as presenças de Malaca Casteleiro (membro da Academia de Ciências de Lisboa), Vasco Graça Moura (escritor e eurodeputado), José Eduardo Agualusa (escritor) e Ivo Castro (linguista). Um painel que fica completo com a presença do editor Nelson de Matos, que em Fevereiro publica os três primeiros livros de uma nova editora com o seu próprio nome e que falará de três títulos editados recentemente que gostaria de ter no seu catálogo. Os LIVROS EM DESASSOSSEGO de Janeiro acontecem no dia 31, quinta-feira, pelas 21h30, na Casa Fernando Pessoa. A coordenação é de Carlos Vaz Marques e a entrada é livre.”
Voyage de Magellan. La relation de Pigafetta & autres témoignages (1519-1522)
Realiza-se amanhã (dia 29), pelas 19 horas, no Instituto Franco-Português (Avenida Luis Bivar, 91), em Lisboa, a propósito do lançamento da obra “Voyage de Magellan. La relation de Pigafetta & autres témoignages (1519-1522)”, uma conferência-debate, acompanhada de projecção de documentos e animada por Michel Chandeigne, Luís Filipe Thomaz, Jocelyne Hamon e José Manuel Garcia.
“Voyage de Magellan é uma obra que reúne, pela primeira vez no mundo, o conjunto das fontes narrativas e cartográficas directas, sobre esta primeira volta ao mundo que foi a mais fascinante das viagens marítimas. Um aparelho crítico muito completo faz dela, para além disso, uma referência sobre o assunto. Rectificando uma série de erros e ideias falsas que, invariavelmente, circulavam sobre o navegador e a sua viagem, ela agrega, sintetiza e pondera as diversas interpretações de grandes enigmas desta expedição (origens de Magalhães, natureza do projecto, causas do motim, morte do navegador, número de mortos e sobreviventes). Além disso, sobre vários e numerosos pontos (composição da tripulação, deserção do San Antonio, travessia do Pacífico, escala em Palawan, identificação de topónimos, de plantas e de animais), ela acrescenta elementos, inéditos até então, que oferecem por vezes uma nova leitura dos acontecimentos. Este livro aparece na mesma altura que A viagem de Fernão de Magalhães e os Portugueses (Presença, 2007) de José Manuel Garcia) que, por seu turno, reúne as fontes portuguesas directas e indirectas.”
Final Cut
Assinale-se o recomeço do Final Cut, um blogue de acompanhamento da actualidade cinematográfica, com crítica de filmes, mantido por Ana Margarida de Carvalho, pertencente à revista Visão.
Convento de Cristo – Petição
Rui Ferreira é o primeiro subscritor de uma petição online, a dirigir aos Ministérios das Finanças e da Administração Pública e da Cultura:
“A Portaria nº1130/2007, de 20 de Dezembro, impõe a afectação de um castelo, o de Tomar, e da Ermida de N. Srª da Conceição, integrando o Conjunto Monumental Património Mundial,(Convento de Cristo) afecto ao IGESPAR, a uma nova tutela, que a concretizar-se, resultará num objectivo desmembramento daquele conjunto.
Importa saber que é, exactamente, a diversidade arquitectónica e histórica na sua íntegra continuidade que sustenta o reconhecimento do Conjunto como Património da Humanidade:(Castelo, Convento, Cerca, Ermida e Aqueduto).
Este desmembramento representa um retrocesso, cultural e da política de gestão deste património, até à situação anterior a 1875.
Lutemos pela unidade da memória da Ordem do Templo e da Ordem de Cristo em Tomar!!!”
Esta petição pode ser subscrita aqui.
O que está em causa é, basicamente, a quebra da unidade formada pelo conjunto monumental formado pelo Castelo templário de Tomar (que passa a estar subordinado à Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo) e pelo Convento de Cristo (até agora afectos, em ambos os casos, ao ex-IPPAR).
O Lago dos Cisnes
Num país em que parece ser da praxe não cumprir horários, com a institucionalização – quase como regra universalmente aceite – do “quarto de hora” de tolerância, uma coisa que me irrita solenemente é chegar atrasado a um “compromisso”. Mais ainda do que ter de esperar (e, tantas vezes, desesperar) por outrém.
Dito isto, a nota importante a reter (se ainda houver disponibilidade de bilhetes…) é de que a Companhia Nacional de Bailado apresenta no Teatro Camões, em Lisboa – com as últimas actuações agendadas para hoje (21 horas) e amanhã (16 horas) -, “O Lago dos Cisnes”, com música de Tchaikovsky, numa coreografia de Mehmet Balkan.
O que tem isto a ver com o intróito? Se pensa assistir ao espectáculo, uma recomendação: chegue a horas!
Na última Sexta-feira, passavam 2 minutos das 21 horas (hora anunciada para o início do bailado), ainda com algumas dezenas de pessoas a afluir à sala, já o espectáculo tinha – com pontualidade britânica – principiado, sendo os espectadores retardatários (nos quais me incluia…) encaminhados para as galerias, onde se viram forçados a assistir a toda a primeira parte (cerca de uma hora).
Fazendo mea culpa pelo atraso, não posso deixar de questionar: num espectáculo deste cariz – em que a concentração dos bailarinos é decisiva, não podendo, compreensivelmente, ser afectada por ruído -, dar início à apresentação à hora precisa, não constitui, de alguma forma, uma insensibilidade face a quem pagou bilhetes que têm preços até 50 euros?
Ah… na sua previsão de tempo necessário à deslocação até à sala de espectáculos, não esqueça de dar um pequeno desconto, tomando em consideração alguns minutos adicionais, necessários para contornar os tapumes das obras actualmente em curso na zona do Parque dos Nações em que se situa o Teatro Camões. É que o espectáculo vale mesmo a pena!
Miguel Sousa Tavares vence Prémio Clube Literário do Porto
Na sua terceira edição, o Prémio Clube Literário do Porto – o qual visa “galardoar o autor que mais criatividade teve na narrativa e ficção” – foi hoje atribuído a Miguel Sousa Tavares.
Nas edições anteriores, tinham sido distinguidos com este prémio os escritores Mário Cláudio (2005) e Baptista Bastos (2006).
Irene Pimentel – “Prémio Pessoa” – 2007
A historiadora Irene Pimentel foi hoje distinguida com o Prémio Pessoa, concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período – e na sequência de uma actividade anterior – tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.
Irene Pimentel, investigadora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tem-se dedicado ao estudo da História Contemporânea, consistindo a sua Tese de Mestrado em “Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo. As organizações femininas do Estado Novo (Obra das Mães pela Educação Nacional e Mocidade Portuguesa Feminina), 1936-1966”, tendo adoptado como tema para a sua tese de Doutoramento (defendida em Janeiro de 2007) o estudo “A Polícia Internacional de Defesa do Estado – Direcção-Geral-de-Segurança (PIDE/DGS). História da Polícia Política do estado Novo, 1945-1974”.
Nas edições anteriores, foram premiados:
2006 – António Câmara (professor catedrático, empresário e investigador)
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)
Museu do Prado – Madrid (Velázquez)

(“La Rendición de Breda”, ou “Las Lanzas” – via http://www.museodelprado.es/pagina-principal/coleccion/que-ver/3-horas-en-el-museo/obra/la-rendicion-de-breda-o-las-lanzas/)
Museu do Prado – Madrid (Velázquez)

(“Las Meninas” – via http://www.museodelprado.es/es/bienvenido/las-15-obras-maestras/)
Livros em Desassossego – Portugal/Brasil
“Há duzentos anos, ameaçada pelas invasões napoleónicas, a Corte portuguesa atravessou o Atlântico e fez do Rio de Janeiro a capital do Império. Dois séculos depois diversos escritores portugueses têm vindo a redescobrir o Brasil em obras de ficção. Na sessão de Novembro dos Livros em Desassossego, o crítico e professor universitário Abel Barros Baptista, o sociólogo Ivan Nunes e os escritores Miguel Real e Francisco José Viegas debatem o estado actual das relações culturais e literárias entre Portugal e o Brasil. Antes, Hugo Xavier, coordenador editorial da Cavalo de Ferro, escolhe três livros recentemente editados que gostava de ter visto publicados na editora de que é um dos responsáveis. A próxima sessão dos Livros em Desassossego realiza-se na Casa Fernando Pessoa a 29 de Novembro, pelas 21h30. Carlos Vaz Marques modera o debate. A entrada é livre.”




