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Horas Extraordinárias

Horas Extraordinárias (“As horas que passamos a ler”) é o bem apropriado nome de um novo blogue, da autoria de Maria do Rosário Pedreira, para além de tudo (o muito que dele poderemos esperar) com um belíssimo desenho.
Biblioteca do Congresso dos EUA adquire arquivo do Twitter

Have you ever sent out a “tweet” on the popular Twitter social media service? Congratulations: Your 140 characters or less will now be housed in the Library of Congress.
That’s right. Every public tweet, ever, since Twitter’s inception in March 2006, will be archived digitally at the Library of Congress. That’s a LOT of tweets, by the way: Twitter processes more than 50 million tweets every day, with the total numbering in the billions.
Vias de Facto

Vias de Facto é a denominação de um novo blogue, hoje iniciado, com a participação de Diana Andringa, Joana Lopes, João Pedro Cachopo, Miguel Cardina, Miguel Madeira, Miguel Serras Pereira, Pedro Viana, Ricardo Noronha e Zé Neves.
Liberdade de expressão?
É com pena que vejo o jornal i a aderir a uma forma jornalística de voyuer. A revelação do nome de pessoa que não é, nem foi, acusada de coisa nenhuma, que não exerce cargo público sujeito a escrutínio, nem sequer relevante, que nada fez ou faz que possa sob qualquer prisma ser de interesse público, é atitude a meu ver totalmente inadmissível.
(Gabriel Silva – Blasfémias)
Esta perseguição por delito de opinião (e os métodos policiais utilizados contra direitos individuais e de privacidade) é um modo de estar de revanchistas desesperados e constitui apenas um exemplo deste PREC invertido a que assistimos. […]
A subversão em curso dos mais elementares direitos individuais e do Estado de Direito, o regabofe e a impunidade reinantes, tem como objectivo afastar do governo o partido que ganhou as eleições. O desespero é tal que não se importam que a criança vá na água do banho. A «investigação» do i – a disfarçada perseguição por delito de opinião – a apoiantes do Partido Socialista na campanha eleitoral para as legislativas é apenas um pormenor na vasta teia urdida pela direita contra a democracia e o Estado de Direito.
(Tomás Vasques – Hoje Há Conquilhas Amanhã Não Sabemos)
A ler também:
- Eduardo Pitta – Da Literatura
- Luís Novaes Tito – A Barbearia do Senhor Luís
…Para além do visado, o autor do blogue Jumento.
6 anos de “Tomar”
Há precisamente 6 anos (no dia 1 de Março de 2004, coincidindo com a comemoração do dia da cidade), nascia este blogue, que venho mantendo sobre Tomar.
Ao longo deste período, o prazer de escrever e divulgar a minha terra, traduziram-se em alguns “dossiers temáticos” de maior destaque, os quais – mais um ano decorrido – agora aqui recupero de novo:
– A Lenda de Santa Iria, “Viagens Na Minha Terra”, Almeida Garret (8 a 12.03.04)
– “Viagem pela blogosfera regional”, com indicação de 100 “blogues” de cariz regional (10.03.04 a 01.04.04)
– “Os Templários – Esses grandes senhores de mantos brancos” Michel Lamy (15 a 19.03.04)
– U. Tomar – Palmarés, Presenças na I Divisão, Classificações e Resultados (aos Domingos, entre 21.03.04 e 20.06.04)
– Quinta do Bill – História e Discografia (22 a 28.03.04)
– Inventário do Património Arquitectónico, com destaque individualizado a 40 monumentos e construções de Tomar, com base em página da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (23.03.04 a 01.05.04)
– Fatias de Cá – História e espectáculos (30.03.04, 3, 10, 17, 24 e 31.07.04 e 31.10.04)
– Fernando Lopes Graça – Vida e obra (31.03.04 a 02.04.04)
– Gualdim Pais (5 e 06.04.04)
– “O Pêndulo de Foucault”, Umberto Eco (19.04.04 a 14.05.04)
– Viagem pelas Freguesias (16 semanas dedicadas, cada uma delas, a uma freguesia do concelho de Tomar, de 03.05.04 a 17.09.04)
– Museus de Tomar (17 a 21.05.04)
– Reforma Administrativa do Território (14 a 18.06.04)
– Sp. Tomar – Palmarés, Classificações na I Divisão e Presenças na Taça CERS (27.06.04 e aos Sábados e Domingos, entre 10.07.04 e 31.10.04)
– Jácome Ratton (28.06.04 a 02.07.04)
– Inês Pedrosa (16.07.04)
– “Crónica para Tomar”, António Lobo Antunes (13.09.04)
– Resultados das eleições para Assembleia da República, no concelho de Tomar e no distrito de Santarém (12.01.05 a 21.02.05)
– “O Segredo dos Templários” (03.03.05 a 10.03.05)
– Tuna Templária (05.04.05 a 06.04.05)
– Jogos Sem Fronteiras em Tomar (25.04.05 a 29.04.05)
– U. Tomar – “Crónicas da História” (10.06.05 a 31.07.05)
– “Tomar”, de José-Augusto França (20.06.05 a 01.07.05)
– Campeões Distritais de Futebol (25.07.05 a 03.08.05)
– Taça Ribatejo Futebol (04.08.05 a 07.08.05)
– Eleições Autárquicas (13.09.05 a 11.10.05)
Aqui reitero o meu OBRIGADO aos cerca de 200 000 visitantes desta página. Espero que possam continuar a dar-me o prazer da vossa visita!
Um OBRIGADO também a todos os que contribuiram para a divulgação deste blogue, em particular com menção muito especial às referências, que muito me honram, dos jornais “Cidade de Tomar” e “O Templário“, assim como ao convite de Pedro Rolo Duarte para falar um pouco (também) sobre Tomar, no seu programa na Antena 1.
Era uma vez na América

O regresso de Era uma vez na América – blogue sobre política e cultura nos EUA – agora reunindo José Gomes André e Nuno Gouveia.
eBook Portugal
eBook Portugal – Entre o presente e futuro da leitura é a designação de um novo projecto de Sérgio Bastos na blogosfera, visando acompanhar a evolução do mercado livreiro, ebook, e ereaders no nosso país.
Entrevista ao diário2.com
A propósito das resenhas anuais que tenho vindo a preparar sobre a blogosfera em Portugal, foi com gosto que acedi ao convite de Sérgio Bastos para responder a uma entrevista para o diário2.com, a qual transcrevo de seguida:
Leonel Vicente: “As notícias da morte da blogosfera foram claramente exageradas”
Um ano depois de decretado o fim da blogosfera como comunidade, o cenário português mantém vitalidade. Como analisas o anúncio do “apocalipse” à luz de 2009?
Recordando a famosa máxima de Mark Twain, as notícias da sua morte foram claramente exageradas.
A blogosfera vem revelando, já ao longo de quase uma década, uma sistemática capacidade de renovação e de regeneração, sem prejuízo de registar naturais evoluções, com tendências que se vão afirmando, como a dos blogues colectivos – numa incessante busca de massa crítica… e de audiências – e o surgimento em força, desde o início de 2009, de novas plataformas da “Web social”, primeiro com um autêntico turbilhão no Twitter, mais recentemente com o Facebook, mas que não deixam de apresentar alguns traços de complementaridade com a “blogosfera tradicional”, operando em muitos casos como mais um canal de comunicação e encaminhando leitores para os blogues associados.
Se tivesses de eleger três grandes momentos da blogosfera no ano que finda, quais seriam?
O encerramento de alguns projectos de referência, como os casos dos blogues “Atlântico” – com contraponto quase directo no reforço dos quadros do “31 da Armada” e do “Cachimbo de Magritte” – e “Avenida Central”.
Dentro da lógica de renovação, o surgimento do “Delito de Opinião”, uma primeira sangria no “Corta-Fitas”, que sofreria nova debandada já próximo do final do ano.
Num ano particularmente marcado pelas três eleições realizadas em Portugal, com o país em campanha durante largos meses, a inevitável referência à criação – numa parceria do jornal “Público” e de um grupo plural de autores – de um blogue colectivo para acompanhamento desses actos eleitorais, a par de uma sucessão de “blogues de campanha”, de apoio às diferentes áreas políticas em disputa, com a relevância da blogosfera a ser compreendida e a ficar bem patente em iniciativas como a visita de bloggers às instituições da União Europeia, a convite do eurodeputado Carlos Coelho, ou na conferência de blogues com José Sócrates e na tertúlia promovida por Paulo Rangel.
Extra esses eventos que incluiria entre os mais marcantes, um momento particularmente infeliz, que não poderia deixar de assinalar, de tal forma ele marcou – de forma transversal – a comunidade: o prematuro desaparecimento de Jorge Ferreira, um dos mais activos e entusiastas bloggers em Portugal.
Papa MyZena, SIMplex, Jamais, Rua Direita, blogues de apoio a áreas políticas foram e vieram, assim como blogues de campanha. Não faria sentido uma acção prolongada no tempo por parte dos seus autores? Ou será que esse espaço já é preenchido por blogues como o 31 da Armada e Jugular?
Ao longo dos anos, a blogosfera vem ditando algumas regras ou “leis” implícitas: para se fazer parte integrante e activa da comunidade é pressuposto que haja intercâmbio e debate de ideias, que haja abertura a comentários (não obstante algumas excepções…), sobretudo que haja uma presença (minimamente) perene.
Os referidos blogues são um epifenómeno na medida em que agregam temporariamente – tendo por motivação uma acção de campanha com duração limitada e previamente definida (até ao dia das eleições…) –, um conjunto de diversos autores de outros blogues, que têm como factor de unidade a referida campanha, finda a qual se esgota o objectivo e conteúdo do blogue, regressando naturalmente “às suas origens”.
O debate continuado, de forma mais estrutural, com carácter de permanência ao longo do tempo, vem sendo mantido por outro tipo de blogues – essencialmente também blogues colectivos – posicionados nos vários segmentos do espectro político-partidário português. Para além dos citados 31 da Armada e Jugular, mencionaria também os casos d’O Insurgente, Cachimbo de Magritte, Portugal dos Pequeninos, Blasfémias, Mar Salgado, Câmara de Comuns, Aspirina B, Da Literatura, A Regra do Jogo e Ladrões de Bicicletas.
Vivemos tempos de cruzamento entre a “publicação instantânea” (blogues) e a opinião em “tempo real” (Twitter / Facebook). Pelo teu relato, a blogosfera não definhou em 2009. É de esperar o contrário em 2010?
Como referi anteriormente, estas novas ferramentas de publicação instantânea assumem uma dupla vertente: por um lado, o papel de mensagens com carácter mais imediatista, potenciando o diálogo – dentro das condicionantes do limitado número de caracteres –, por outro, um canal complementar de difusão dos artigos publicados em blogues, em paralelo com a função de encaminhamento de leitores para esses blogues.
Sendo natural que haja algumas opiniões mais imediatistas, que são orientadas de forma privilegiada e natural para o Twitter – tem um código de linguagem específico, que se proporciona a frases curtas, como que “aforismos”, com contraponto na limitação de conteúdo que obriga a remeter discursos mais articulados para o blogue –, não antevejo alterações significativas neste padrão de comportamento, pese embora alguma eventual diminuição de frequência de publicação nos blogues, mas que não deverá colocar em causa a sua posição de charneira como ferramenta de publicação.
Público, Expresso, Sábado têm redes de blogues. O que esperar do futuro desta confluência entre media e bloggers?
Esta tendência de complementaridade e interpenetração entre blogues e a “mediaesfera” vem já de trás – desde logo com a captação de novos colunistas e “opinion makers” revelados na blogosfera e, num momento seguinte, com o progressivo afluir de jornalistas aos blogues –, tendo-se acentuado nos anos mais recentes, quer com a consolidação de sistemas de blogues “afiliados”, a par de blogues mantidos por colunistas da própria publicação, como no Expresso, Público, SIC, Sol ou Visão.
Por outro lado, a versão online do Público permite ligações directas aos “posts” de blogues que fazem referência aos seus artigos, enquanto o Expresso passou a enviar previamente a determinados autores de blogues algumas das “matérias” a publicar na edição seguinte, a par do comentário sobre assuntos em destaque na blogosfera, como faz também o Jornal de Notícias.
As redes de blogues de jornais não deixam de defrontar uma limitação, a de não estarem à partida integradas na “comunidade geral” da blogosfera, o que implica – a par de um posicionamento que pode ser de alguma forma apercebido como sendo mais institucional – esforços adicionais no sentido de partilha e integração dessa comunidade.
Em 2009, a iniciativa do Público, lançando um blogue para acompanhamento dos actos eleitorais, participado por uma quarentena de bloggers, veio dar mais um claro sinal dessa interpenetração e do crescente papel do “jornalismo de cidadão”, que será de prever se venham a reforçar e intensificar no futuro, beneficiando também das potencialidades tecnológicas, de captação e retransmissão de imagem (foto e vídeo).







