Posts filed under ‘Blogosfera’
"Entrada do dia" (Quarta) – Retorta
“Educação e cidadania”
“Hoje a minha filha mais velha iniciou o 2º ciclo de escolaridade. Vai para uma escola pública e começa dessa forma a sua aprendizagem do mundo e da cidadania num ambiente mais real.
Não posso esconder as minhas inquietações face a esta nova etapa. Não são tanto as questões da insegurança que me preocupam (embora ninguém hoje possa estar livre delas), mas mais o seu crescimento como ser humano e cidadã.
Inquieta-me muito mais que a escola possa ser apenas um lugar onde se apele à memorização de factos inúteis, e que apenas se procure fazer sair alunos com a escolaridade mínima concluída, sem se preocupar se estão realmente preparados para serem úteis para a sociedade e satisfeitos com o seu crescimento como pessoas.”
Pode ler o texto completo no Retorta.
"Entrada do dia" (Segunda) – Desejo casar
“Post diário”
“Acabei de entregar a tese na faculdade, agora já não há nada a fazer. Encontro os colegas e recebo telefonemas amigos, de quem já passou por estas coisas, a felicitar e a dizer “então, agora é que vai ser, agora não mais ditadura da biblioteca e do papel”. mas a única sensação que tenho é só esta: mas então o que é que vou fazer amanhã? Estava tudo tão organizadinho, com calendários feitos e refeitos mil vezes, com capítulos repartidos nas agendas, com a pilha dos livros na mesa da sala, na mesa do escritório, no chão, na faculdade… Agora fiquei sem vida. Tenho de beber umas caipiroskas e, à boa maneira americana, olhar displicentemente para trás e dizer I’ll get a life… Starting tomorrow.”
"Entrada do dia" (Domingo) – Esquina do Rio
“Canções”
“As grandes canções são como short-stories que davam grandes filmes. Mas a maior parte das boas canções acaba por ficar como bandas sonoras de momentos das nossas vidas. Únicos. Pego no alfabeto e de entre as que começam por C, lembro-me de «Come On Eileen», dos Dexys Midnight Runners.”
"Entrada do dia" (Sexta) – Retorta
“Famílias”
“Quando começam a discutir as famílias de cada um, dá-me sempre vontade de ir dormir uma sesta. Evoco mentalmente uma sala enorme povoada por uma mole indistinta de vultos, vultos esses que não conseguimos diferenciar uns dos outros em vista da sua semelhança extrema”.
Pode ler o texto completo no Retorta.
Entrada do dia (Quinta) – Desejo Casar
.E você? Já escolheu o seu 11 de Setembro?.
.Acho espantoso que a blogosfera, em vez de prestar homenagem às vítimas ou, simplesmente, evitar repisar um território tão exaustivamente percorrido, se perca, em pleno segundo aniversário do 11 de Setembro, em estéreis discussões . como quase, quase, sempre . acerca daquilo que entendem por esquerda e direita.
…
E, de repente, de que é que se ia falar hoje? Do 11 de Setembro. Ah! É verdade!.
Pode ler o texto completo no Desejo Casar.
"Entrada do dia" (Terça) – Companhia de Moçambique
“As políticas coloniais do Estado Novo – 2”
“Talvez pudéssemos começar por definir Estado Novo. A mais exaustiva caracterização económica, social e política do Estado Novo encontra-se no texto de Fernando Rosas (1986), “O Estado Novo nos anos 30”.
…
O período compreendido entre 1926 e 1959 corresponde à designada fase autocrática do Estado Novo. Por Estado Novo aqueles historiadores designam o período da história contemporânea portuguesa compreendido entre 1926 e 1974 e que corresponde “à modalidade nacional de superação autoritária da crise em que se debitam os sistemas liberais em geral, e o português em particular, desde os finais do século XIX.””
Vale a pena continuar a ler o texto completo no Companhia de Moçambique.
"Entrada do dia" (Domingo) – Terras do Nunca
“Nós, os democratas”
“Incomoda-me a suspeição que nos últimos tempos se levanta contra quem, na praça pública, ousa opinar ou seja mero porta-voz de pontos de vista dos quais se discorda.
Acho que isso passou a ser mais patente com a guerra do Iraque. É impossível, repito, impossível discutir seja o que for sem que, de imediato, nos colem etiquetas baseadas em meros preconceitos.
Sei, de há muito, de que lado estou. Do lado da democracia. E até digo mais: estou do lado dos valores do Ocidente, por xenófobo que isto possa parecer.
…
É por isso que quero discutir a intervenção americana no Iraque sem ser acusado, sem apelo nem agravo, de anti-americanismo. Porque não sou anti-americano. Toda a minha cultura é mais americana que outra coisa e não me queixo.
Sou contra o terrorismo (vejam o ponto a que chegámos, já temos que reafirmar evidências…)”.
Pode ler o texto completo aqui.
"Entrada do dia" (Sexta) – Companhia de Moçambique
“As políticas coloniais do Estado Novo – 1”
“Numa abordagem ainda superficial poderemos entender a política colonial portuguesa do Estado Novo como compreendendo duas fases principais, separadas entre si pelo surgimento dos movimentos independentistas nas colónias. Uma primeira fase, de 1926 a 1959, em que o Estado Novo geriu a situação colonial segundo um modelo «tradicional», autocrático e auto-suficiente, autêntico e consequente, em nome de uma supremacia civilizacional dogmaticamente afirmada que condenava as culturas dominadas a um papel meramente instrumental; uma segunda fase, de 1960 a 1974, em que a gestão da situação colonial nada mais foi de uma «gestão de sobrevivência» perante um fim anunciado, mesmo que tivesse posto em marcha todo um conjunto de reformas políticas, económicas e sociais capaz de transfigurar a própria situação colonial.”
Pode ler o texto completo aqui.
P.S. Por mim (se o “blogger” resolver “colaborar”), este artigo sobre os políticos e o jornalismo, não “vai passar despercebido em Portugal”… (A propósito, veja-se também o artigo da “Visão” desta semana, “Comentadores à Portuguesa”).
"Entrada do dia" (Quinta) – A Esquina do Rio
“Sonho”
“Continuo a acreditar que em todas as coisas que fazemos tem de existir uma dimensão de sonho, um patamar de desafio, de inconformismo. Sem isto, nunca existe mudança.
O sentido da vida passa por isto, por ajudar a fazer um mundo novo e melhor, por cada um de nós não se demitir da sua responsabilidade, de se empenhar em causas colectivas.
Hoje, a única citação que deixo é de Alexandre O’Neill:
Quem? O Infinito? Diz-lhe que entre. Faz bem ao infinito estar entre a gente.”
“Entrada do dia” (Quarta) – A Aba de Heisenberg
“Nichos de argumentação”
“É mais fácil um rico entrar no reino dos céus do que ver alguém reconhecer publicamente que errou. O “mea culpa” está praticamente extinto, o “tua culpa” é ubíquo.
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Na sua coluna Política à Portuguesa no Expresso deste fim-de-semana, JAS fala das lágrimas de crocodilo que ”certa esquerda” alegadamente verteu por Sérgio Vieira de Mello. Diz: “A esquerda não invocou a morte de Sérgio Vieira de Mello por razões piedosas – agitou-a como bandeira para condenar a ocupação americana. Nesta medida – e dito cruamente – essa morte até conveio a essa esquerda. Por isso, muitas das lágrimas que chorou foram lágrimas de crocodilo”.
…”
Pode ler o texto completo aqui.
P.S. Reabriu o site da Al-Jazeera em inglês (após uma primeira tentativa durante a guerra do Iraque, mal sucedida devido a ataques de “piratas informáticos”).



