Posts filed under ‘Blogosfera’
Blogouve-se – O fim
Ao longo de praticamente 5 anos João Paulo Meneses foi o autor de um dos melhores blogues portugueses, o Blogouve-se, escrevendo sobre jornalismo, em particular sobre a rádio, num exercício ímpar de análise crítica, tendo a ética como factor primordial de referência.
O meu obrigado ao João Paulo Meneses pelos ensinamentos que, diariamente, ao longo de todo este tempo, nos ofereceu – de forma profissional, não obstante o ter feito a título gracioso, sem auferir qualquer retribuição pelo seu esforço e dedicação.
Tecnopolis
É o nome do novo blogue de João Pedro Pereira, “um blogue do Público sobre o mundo digital”.
Caminhos da Memória
Nem de propósito, a anteceder a prometida série de textos sobre a “Memória” que, nos próximos dias – até dia 28, data em que o Memória Virtual completa 5 anos -, aqui publicarei, nasce hoje o Caminhos da Memória.
Caminhos da Memória apresenta-se como «um blogue que pretende dar voz a diferentes formas de lembrar, de evocar e de interpretar o passado, recorrendo a leituras contemporâneas da história e da memória».
Com uma redação constituída maioritariamente por membros da Associação «Não Apaguem a Memória!», ainda que não possua um vínculo formal com a mesma, agrega nomes como Diana Andringa, Irene Pimentel, Joana Lopes, Maria Manuela Cruzeiro, Miguel Cardina, Raimundo Narciso e Rui Bebiano, contando ainda com a colaboração regular de José Luís Saldanha Sanches, José Medeiros Ferreira, José Vera Jardim, Nuno Brederode Santos, para além de colaborações pontuais de Ana Vicente, Eduardo Graça, Jorge Martins, Maria João M. Pires e Nuno Teotónio Pereira.
Obviamente a acompanhar!
Regulação europeia sobre blogues
Parece começar a germinar o que poderá constituir-se em regulação jurídica relativamente aos blogues, com a aprovação, pela Comissão Europeia de Cultura, no passado dia 3, de uma resolução em que se sugere a clarificação do estatuto, jurídico ou outro, dos blogues e incentiva a sua classificação voluntária em função das responsabilidades e interesses profissionais e financeiros dos seus autores e editores.
Promove-se assim a prestação de informação – para já de carácter voluntário – nomeadamente sobre a identidade do autor ou os seus interesses políticos ou sociais, uma vez que «o estatuto dos seus autores e editores, nomeadamente o seu estatuto jurídico, não está definido nem é indicado aos leitores, o que causa incertezas em relação à imparcialidade, fiabilidade, protecção das fontes, aplicabilidade dos códigos deontológicos e atribuição de responsabilidades em caso de acção judicial».
Pode saber mais aqui (El País) ou aqui (GranoSalis).
Future of Journalism: live blogging and twittering
É o título de artigo ontem publicado no blogue “PDA“, do jornal britânico Guardian – que tem vindo a publicar uma série de artigos tendo por tema “O Futuro do Jornalismo“.
Este artigo destaca a utilização de blogues para acompanhamento de eventos “em directo”, minuto a minuto, por exemplo, no actualmente em curso Campeonato da Europa de Futebol. Também o Twitter é apontado como ferramenta de micro-publicação em “tempo real”, facilitando a interacção com os leitores, ao mesmo tempo que os direcciona para artigos de maior desenvolvimento.
(via Jornalismo & Internet)
Memória da escrita
E agora, como “descalço eu esta bota”?
Eu que gosto de escrever sobre temas que me interessam, sem que, muitas vezes, tenham particular interesse para outros… Num rápido flashback, sobre o que tenho escrito ultimamente? Eleições nos Estados Unidos; recordações dos 10 anos da EXPO’98; os decisivos jogos de futebol de final de época… enfim, nada realmente palpitante; nada mais que um mero fixar de memória(s), qual arquivista ou coleccionador.
E que, tendencialmente, me vou esquivando à análise da espuma dos dias, numa agenda mediática que vai desde a lei anti-tabágica aos preços dos combustíveis, passando pelas eleições partidárias; sem, todavia, conseguir evitar uma colherada na questão do acordo ortográfico… por isso mesmo, por ter também a ver com a “Memória”, no caso, da escrita.
Memória que começara por ser oral – com “homens-memória” como guardiões da história –, tendo os primeiros meios gráficos surgido há cerca de vinte mil anos, datando as mais antigas formas de escrita a cerca de seis mil anos, no que constituiria uma nova forma de preservação dessa memória e de comunicação, transpondo as barreiras do tempo e do espaço.
Somos ainda tributários dos escribas ou copistas que, no seu scriptorium, ajudaram a perpetuar a memória (da) escrita, escrevendo, primeiro sobre rolos de papiro, só mais tarde em pergaminho, precursores do que viria, com o advento dos caracteres móveis e da imprensa (apenas cerca de 1450), a tornar-se num meio de expressão de difusão universal.
E, assim, aqui aproveito também a oportunidade que me foi proporcionada para, publicamente, prestar uma singela homenagem aos que, ainda nos dias de hoje, continuam a dedicar-se ao estudo dos materiais de escrita, das formas gráficas, à leitura dos documentos e livros, assim como dos mais antigos testemunhos do português enquanto língua escrita, a partir da segunda metade do século XII.
Numa era em que a palavra escrita parece viver momentos de crise, chegando mesmo a projectar-se o hipotético eclipse de livros e jornais, com o hipertexto (forma de escrita não sequencial já antecipada por Leonardo Da Vinci nas múltiplas anotações aos seus textos) virtual a conquistar cada vez mais preponderância, são igualmente de louvar iniciativas como a da UNESCO que, preocupada com a preservação, criação e manutenção das diferentes instituições de memória e dos seus acervos, criou o Programa “Memória do Mundo”, propondo que se intensifiquem os esforços visando a preservação de documentos e arquivos históricos.
Também a preservação da memória virtual – a Internet como “memória colectiva da Humanidade” – não poderá deixar de constituir igualmente uma outra preocupação, nomeadamente no que respeita a questões como a longevidade dos suportes ou as restrições de acesso.
E, com dedicatória, assim completo o círculo; para que serve um blogue se nele não podemos escrever o que queremos?
Texto publicado originalmente no Corta-Fitas, em resposta ao amável convite que me foi dirigido por Pedro Correia, a quem reitero o meu agradecimento.
Novo Benfica – O blogue
Aqui.
Com a participação de: António de Souza-Cardoso, Armindo Monteiro, Bruno Carvalho, Júlio Machado Vaz, Miguel Esteves Cardoso, Miguel Osório, Miguel Álvares Ribeiro, Paulo Ferreira e Pedro Fonseca.
Os perigos da Internet… e dos blogues
Ou de como tomar a árvore pela floresta… Em programa da SIC transmitido ontem, “Aqui e Agora” – «A Internet é um maravilhoso Mundo novo, mas é também uma inesgotável nova fonte de perigos. Fraudes, seduções que terminam em tragédia, pedófilos à espreita, fotos e videos íntimos que de repente estão à vista de todos».
Alguns artigos a ler:
– Ponto Sapo
– Bitaites
– Lisbonlab
– Charquinho
– Mas Certamente Que Sim!
– Sixhat Pirate Parts
– (It’s) Not about You
– A Educação do meu Umbigo



