Archive for Janeiro, 2026
Liga Europa – Sorteio do “Play-off” intercalar
Ludogorets – Ferencvárosi
Panathinaikos – Viktoria Plzeň
Dinamo Zagreb – Genk
P.A.O.K. – Celta de Vigo
Celtic – VfB Stuttgart
Fenerbahçe – Nottingham Forest
Brann – Bologna
Lille – Crvena zvezda
Os jogos da primeira mão serão disputados a 19 de Fevereiro, estando a segunda mão agendada para dia 26 de Fevereiro.
Por seu lado, em função das classificações da “Fase de Liga”, o alinhamento dos 1/8 de final será o seguinte (jogos a disputar a 12 e 19 de Março):
Ludogorets/Ferencvárosi – FC Porto ou Sp. Braga
Panathinaikos/Viktoria Plzeň – Midtjylland ou Betis
Dinamo Zagreb/Genk – Freiburg ou AS Roma
P.A.O.K./Celta de Vigo – Ol. Lyonnais ou Aston Villa
Celtic/VfB Stuttgart – Sp. Braga ou FC Porto
Fenerbahçe/Nottingham Forest – Betis ou Midtjylland
Brann/Bologna – AS Roma ou Freiburg
Lille/Crvena zvezda – Aston Villa ou Ol. Lyonnais
Liga dos Campeões – Sorteio do “Play-off” intercalar
AS Monaco – Paris Saint-Germain
Galatasaray – Juventus
Benfica – Real Madrid
Borussia Dortmund – Atalanta
Qarabağ – Newcastle United
Club Brugge – Atlético de Madrid
Bodø/Glimt – Internazionale
Olympiacos – Bayer Leverkusen
Os jogos da primeira mão serão disputados a 17 e 18 de Fevereiro, estando a segunda mão agendada para dias 24 e 25 de Fevereiro.
Por seu lado, em função das classificações da “Fase de Liga”, o alinhamento dos 1/8 de final será o seguinte (jogos a disputar a 10, 11, 17 e 18 de Março):
AS Monaco/Paris Saint-Germain – FC Barcelona ou Chelsea
Galatasaray/Juventus – Liverpool ou Tottenham
Benfica/Real Madrid – Sporting ou Manchester City
Borussia Dortmund/Atalanta- Arsenal ou Bayern München
Qarabağ/Newcastle United – Chelsea ou FC Barcelona
Club Brugge/Atlético de Madrid – Tottenham ou Liverpool
Bodø/Glimt/Internazionale – Manchester City ou Sporting
Olympiacos/Bayer Leverkusen – Bayern München ou Arsenal
Liga Europa – 2025-26 – 8ª Jornada – Resultados e Classificação
29.01.2026 - Aston Villa - FC Salzburg 3-2 29.01.2026 - Celtic - Utrecht 4-2 29.01.2026 - FC Porto - Rangers 3-1 29.01.2026 - FC Basel - Viktoria Plzeň 0-1 29.01.2026 - Midtjylland - Dinamo Zagreb 2-0 29.01.2026 - Crvena zvezda - Celta de Vigo 1-1 29.01.2026 - FCSB - Fenerbahçe 1-1 29.01.2026 - Go Ahead Eagles - Sp. Braga 0-0 29.01.2026 - Genk - Malmö 2-1 29.01.2026 - Lille - Freiburg 1-0 29.01.2026 - Maccabi Tel-Aviv - Bologna 0-3 29.01.2026 - Nottingham Forest - Ferencvárosi 4-0 29.01.2026 - Ol. Lyonnais - P.A.O.K. 4-2 29.01.2026 - Panathinaikos - AS Roma 1-1 29.01.2026 - Ludogorets - Nice 1-0 29.01.2026 - Betis - Feyenoord 2-1 29.01.2026 - Sturm Graz - Brann 1-0 29.01.2026 - VfB Stuttgart - Young Boys 3-2
Liga dos Campeões – 2025-26 – 8ª Jornada – Resultados e Classificação
28.01.2026 - Ajax - Olympiacos 1-2 28.01.2026 - Arsenal - Kairat Almaty 3-2 28.01.2026 - AS Monaco - Juventus 0-0 28.01.2026 - Athletic Bilbao - Sporting 2-3 28.01.2026 - Atlético de Madrid - Bodø/Glimt 1-2 28.01.2026 - Bayer Leverkusen - Villarreal 3-0 28.01.2026 - Borussia Dortmund - Internazionale 0-2 28.01.2026 - Club Brugge - O. Marseille 3-0 28.01.2026 - Eintracht Frankfurt - Tottenham 0-2 28.01.2026 - FC Barcelona - F.C. Copenhagen 4-1 28.01.2026 - Liverpool - Qarabağ 6-0 28.01.2026 - Manchester City - Galatasaray 2-0 28.01.2026 - Pafos - Slavia Praha 4-1 28.01.2026 - Paris Saint-Germain - Newcastle United 1-1 28.01.2026 - PSV Eindhoven - Bayern München 1-2 28.01.2026 - Union Saint-Gilloise - Atalanta 1-0 28.01.2026 - Benfica - Real Madrid 4-2 28.01.2026 - Napoli - Chelsea 2-3
Liga dos Campeões – 8ª Jornada – Benfica – Real Madrid
Benfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Leandro Barreiro, Fredrik Aursnes, Gianluca Prestianni (87m – João Rego), Heorhiy Sudakov (83m – Enzo Barrenechea), Andreas Schjelderup (90+3m – António Silva) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (90+3m – Franjo Ivanović)
Real Madrid – Thibaut Courtois, Federico Valverde, Raúl Asencio, Dean Huijsen (79m – David Alaba), Álvaro Carreras (79m – Brahim Díaz), Arda Güler (79m – Jorge Cestero), Aurélien Tchouaméni (55m – Eduardo Camavinga), Jude Bellingham, Franco Mastantuono (55m – Rodrygo de Goes), Vinícius Júnior e Kylian Mbappé
0-1 – Kylian Mbappé – 30m
1-1 – Andreas Schjelderup – 36m
2-1 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 45m
3-1 – Andreas Schjelderup – 54m
3-2 – Kylian Mbappé – 58m
4-2 – Anatoliy Trubin – 90+8m
Cartões amarelos – Leandro Barreiro (11m) e Samuel Dahl (85m); Aurélien Tchouaméni (3m), Raúl Asencio (45m), Dean Huijsen (62m), Álvaro Carreras (67m) e Rodrygo de Goes (90+6m)
Cartões vermelhos – Raúl Asencio (90+2m) e Rodrygo de Goes (90+7m)
Árbitro – Davide Massa (Itália)
Ou a prova provada que, por vezes, os milagres acontecem mesmo!
Analisada a tabela classificativa à entrada para a última jornada desta fase, assim como o alinhamento de jogos para esta noite decisiva, sabia-se que o Benfica – partindo no 29.º lugar – necessitaria de, pelo menos, ultrapassar cinco concorrentes (e esperando não ser ultrapassado, na diferença de golos, pelo… Pafos – 30.º). Tarefa impossível?
Bem, vistas as coisas, havia várias conjugações possíveis de resultados que poderiam beneficiar as pretensões benfiquistas; o mais difícil parecia mesmo o requisito indispensável de ter de derrotar o “todo poderoso” Real Madrid (que, à entrada para este jogo, era 3.º classificado)…
De facto, para além do seu próprio desafio, a equipa portuguesa necessitaria de um mínimo de cinco desfechos favoráveis em nove das outras contendas da ronda, cujo grau de probabilidade se poderia, em teoria, ordenar assim:
(i) O FC Copenhaga (26.º) não ganhar em Barcelona;
(ii) O Bodø/Glimt (28.º) não ganhar, em Madrid, ao At. Madrid;
(iii) O Olympiacos (24.º) não ganhar, em Amesterdão, ao Ajax;
(iv) O Napoli (25.º) não ganhar ao Chelsea;
(v) O Club Brugge (27.º) não ganhar ao O. Marseille;
(vi) O Athletic Bilbao (23.º) não ganhar ao Sporting;
(vii) O PSV Eindhoven (22.º) perder, em casa, com o Bayern;
(viii) O Monaco (21.º) perder, em casa, com a Juventus; e
(ix) O Bayer Leverkusen (20.º) perder, em casa, com o Villarreal.
***
Deixando de parte esses considerandos, um Benfica corajoso e ambicioso, realizaria uma notável exibição, na linha da conseguida na recepção ao Napoli, em Dezembro passado, determinado em poder alcançar a vitória que lhe era imprescindível.
Impondo, desde início, um ritmo forte e grande dinâmica, beneficiando das debilidades defensivas do Real Madrid, a formação benfiquista só por grande falta de eficácia chegou ao intervalo (apenas) com a vantagem mínima (resultado que, aliás, perante tanto desperdício, poderia ter sido ainda bem mais penalizador).
A aposta de Mourinho em Prestianni e Schjelderup nas alas revelou-se vencedora, com a velocidade dos extremos a colocar a “cabeça em água” aos defesas contrários, que nunca conseguiram encontrar antídoto para travar as múltiplas investidas benfiquistas: reflexo disso, os extraordinários registos atingidos a nível das principais estatísticas, com um total de 22 remates, dos quais 12 à baliza e, nada menos, de sete grandes oportunidades de golo!
O primeiro momento de frisson ocorreu logo aos sete minutos, num alívio de Carreras, com a bola a esbarrar em Tomás Araújo e a sair muito próximo do poste. À passagem do quarto de hora, no mesmo minuto, “reclamou-se” penalty por duas vezes, tendo o árbitro assinalado mesmo a segunda delas, a qual, contudo, seria revertida pelo “VAR”. Mais seis minutos volvidos seria Courtois, com uma soberba intervenção, a negar o golo a Prestianni, num remate em arco. No canto, Aursnes, na cara do guarda-redes, rematou à figura.
Mas as coisas podiam ter corrido mesmo mal: a par da aparente inépcia na finalização, o Benfica viria a ver-se em desvantagem no marcador, à passagem da meia hora, numa das primeiras vezes em que a turma espanhola chegara à área contrária, num cabeceamento de Mbappé.
Inevitavelmente, acusando o tento sofrido, a equipa de alguma forma como que se descompôs, valendo, pouco depois, um voo de Trubin para evitar o que teria sido o segundo golo dos “merengues”, que, a acontecer, significaria o xeque-mate nas aspirações do clube português.
Não obstante, os astros começariam a alinhar-se: no minuto imediato, a culminar rápido contra-ataque, Schjelderup, com boa execução, também de cabeça, restabelecia a igualdade.
E o Benfica só não marcou de novo, outra vez devido a ter pecado incrivelmente na finalização: Schjelderup, com a “baliza aberta”, rematou contra Valverde; no canto, Barreiro não conseguiu cabecear para o fundo da baliza, com a bola a tocar na parte exterior das redes; e, pouco depois, Dedić, a optar pelo remate, em vez de assistir Pavlídis, em posição ideal para poder marcar.
Mas a avalancha ofensiva do Benfica era de tal modo insistente, qual “rolo compressor”, que o golo acabaria mesmo por chegar, mesmo à beira do descanso, na conversão de uma grande penalidade, a sancionar contacto (“agarrão”) de Tchouaméni sobre Otamendi.
***
Pausa, então, para fazer o ponto de situação, em função dos resultados que se verificavam nos outros Estádios no final da primeira parte: o Benfica subira ligeiramente na pauta, ao 27.º posto, tendo ultrapassado o Bodø/Glimt (empatado a um em Madrid) e o Olympiacos (com o jogo ainda a zeros em Amesterdão). Era curto para as aspirações portuguesas, mas faltava ainda uma agitada segunda metade…
***
No recomeço, depois do “puxão de orelhas” que se pode imaginar ter acontecido no balneário, o Real Madrid procurou entrar com outra atitude, forçando o Benfica a superar-se, e ir em busca do seu melhor nível, quer em acções atacantes, como, principalmente, nessa fase, para procurar controlar a sempre temível dupla Vinícius e Mbappé.
Não estavam ainda decorridos dez minutos da etapa complementar quando Schjelderup, numa das suas mais conseguidas exibições, ampliava o “placard” para 3-1, num remate colocado. O Benfica estava “nas nuvens”.
Mas este conforto de uma margem de dois golos seria “sol de (muito) pouca dura” (aliás, numa noite de chuva inclemente, efeito da tempestade Kristin, que, durante a madrugada, com ventos ciclónicos, devastara a região Centro do País).
Volvidos somente quatro minutos, Mbappé, outra vez, também ele a bisar, reduzia de novo para a diferença mínima e lançava a dúvida, fazendo crescer a incerteza.
A partir daí, ainda com meia hora por jogar – e pese embora Sudakov ter tido ainda um perigoso remate, rente ao poste -, o cariz da partida começaria a alterar-se substancialmente: ao Benfica começava a faltar o fôlego para manter o ritmo, enquanto o Real parecia poder tornar-se mais ameaçador, com duas atentas defesas de Trubin (aos 77 e 78 minutos).
Mesmo que apenas no subconsciente, gradualmente iria ganhando força a ideia de, prioritariamente, procurar preservar a tão preciosa vantagem. Na cabeça de todos passou a estar o pensamento na evolução dos resultados dos outros encontros…
***
A meio da segunda parte o Benfica subira ao 25.º lugar: fora novamente ultrapassado pelo Bodø/Glimt – que de, forma sensacional, operara a reviravolta em Madrid, e ganhava por 2-1 ao Atlético – e pelo Olympiacos, que marcara em Amesterdão; mas ultrapassara, entretanto, o PSV (a perder 0-1 com o Bayern), Athletic Bilbao (que ia empatando, a dois golos, com o Sporting), Napoli (também igualado a duas bolas, com o Chelsea) e o FC Copenhaga (já a perder por 2-1 em Barcelona, depois de até ter começado por inaugurar o marcador).
Nessa altura, para se apurar, a turma da Luz estaria dependente, nomeadamente, de um golo do Ajax (frente ao Olympiacos) ou do At. Madrid (com o Bodo/Glimt).
Até que, às 21h28 (69 minutos de jogo em Amesterdão), o Ajax empatava frente ao Olympiacos, e o Benfica ascendia, pela primeira vez, a posição de apuramento (24.º posto)!
O momento de alegria não perduraria muito, uma vez mais. Nove minutos decorridos, o PSV empatava com o Bayern, relegando o Benfica, de novo, para a 25.ª posição.
Até final, nos últimos doze minutos de jogo em cada campo, haveria ainda mais dez golos; cinco deles sem influência prática nestas contas, da qualificação: o 4-1 no Barcelona-Copenhaga; o 6-0 no Liverpool-Qarabağ; o 2-3 apontado pelo Chelsea em Nápoles; e o 3-1 e 4-1 do Pafos ante o Slavia de Praga – até acabarem todos os outros prélios (antes do termo do da Luz), ficara a faltar um golo ao Pafos…
Numa empolgante “noite louca” do futebol europeu – como, porventura, nunca antes se terá vivido a nível das competições da UEFA -, vejamos então o impacto dos restantes (cinco) golos finais:
- Às 21h39 (79m), o Olympiacos fazia o 2-1 em Amesterdão, empurrando o Benfica ainda um degrau mais para baixo (26.º);
- Em paralelo, o Club Brugge ampliava para 3-0 a contagem frente ao O. Marseille – um golo que, nessa altura, mantinha tudo inalterado, mas que acabaria por vir a revelar-se absolutamente determinante;
- Às 21h43 (84m), o Bayern recolocava-se em vantagem (2-1) em Eindhoven; o Benfica ultrapassava assim o PSV, subindo outra vez à 25.ª posição. Para se apurar bastaria um golo do At. Madrid ou da Juventus (no Mónaco)… como serviria também mais um golo do Brugge ante o Marseille (na verdade, o que, a partir daquele preciso instante, e no decurso de quase vinte longos minutos, passaria a faltar – circunstância para a qual só bastante “fora de horas” se veio a despertar –, era, simplesmente, um golo adicional do Benfica);
- Às 21h54 (94m), também mesmo a findar, o Sporting chegava ao 3-2 em Bilbau, garantindo um fantástico apuramento directo para os 1/8 de final (a par de cinco clubes ingleses, do Bayern e do Barcelona; e, inclusivamente, terminando classificado à frente do Manchester City – e, por coincidência, em detrimento, precisamente, do Real Madrid, assim relegado para um indesejado 9.º lugar)!
Às 21h57, já praticamente todos os jogos tinham chegado ao fim… excepto em Madrid e na Luz. Nesse exacto minuto, tinha-se tornado evidente só restarem duas hipóteses: marcar o At. Madrid… ou o Benfica.
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Regressemos ao Estádio da Luz: o Benfica evidenciava, há largos minutos, falta de frescura, em aparente contraponto com o Real Madrid, mesmo que, a espaços – nomeadamente num desvio de Barreiro na pequena área, com mais uma grande defesa de Courtois (84 minutos) – procurasse ainda levar perigo ao sector recuado contrário.
José Mourinho transmitira já sinais inequívocos, fazendo entrar Barrenechea para trancar o resultado; até que, chegado o minuto 90+3 (o árbitro concedera cinco minutos de tempo de compensação), faria as últimas substituições, reforçando ainda mais a aposta na defesa do 3-2, em especial com a entrada de António Silva, por troca com Schjelderup, numa clara manobra de “marcha atrás”.
Só que o Real Madrid, com os seus jogadores, estranhamente, de “cabeça perdida”, cometeriam, então, uma espécie de “hara-kiri”, com duas expulsões (aos 92 e aos 97 minutos – no caso de Rodrygo, com duplo amarelo, num minuto, por se ter excedido nos protestos), que se viriam a revelar também cruciais no sublime lance derradeiro.
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Às 21h58 – em paralelo com as últimas substituições de Mourinho – terminava o encontro em Madrid, com uma muito imprevista vitória da turma norueguesa. O Benfica estava por sua (única) conta: precisava (mesmo) de marcar mais um golo, para ultrapassar o Marseille!
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Estavam quase esgotados os cinco minutos que Davide Massa concedera. E, breves segundos antes do excelso final, Trubin, após recolher uma bola que se escapara aos adversários, arrojava-se ao relvado, a “queimar tempo”.
Até que, vindo da bancada, um tonitruante clamor colectivo alertou todos (quer o treinador, quer os jogadores admitiram que não se tinham conseguido aperceber da necessidade de marcar esse tal golo suplementar), pedindo em uníssono, à moda antiga: “só mais um!”.
Ao minuto 97 (portanto, já nos “descontos dos descontos”), com o Real Madrid reduzido a nove elementos, surge um livre a favor do Benfica na zona intermediária; Aursnes, com um cruzamento teleguiado, leva a bola direitinha para a zona da entrada da área, em que o guarda-redes benfiquista – enfim incentivado pelo seu treinador a subir à área adversária – antecipando-se a todos, apareceu a cabecear, com um gesto técnico cheio de intenção, para o fundo da baliza de Courtois.
Eram 22h02, o Benfica ampliava o marcador para 4-2… e garantia, literalmente no último segundo (o árbitro apitaria de imediato), o apuramento para o play-off da Liga dos Campeões!
Foi o delírio dentro e fora de campo!
Após os 5-3 da Final da Taça dos Campeões Europeus de 1962 e dos 5-1 de 1965, em mais uma noite de magia, o Benfica voltava – pela terceira vez em quatro confrontos entre ambos – a golear o mais poderoso clube do planeta, detentor do maior palmarés a nível global (15 vezes Campeão Europeu e 9 vezes Campeão Mundial), Real Madrid!
***
Afinal, nos outros nove jogos que interessavam ao Benfica, apenas tinham acabado por se verificar quatro (dos cinco) resultados de que necessitaria (os das alíneas (i), (iv), (vi) e (vii) dos “considerandos” iniciais). Falhou ao emblema português, fundamentalmente, o At. Madrid (derrotado, contra todas as expectativas, no seu próprio reduto, pelo Bodo/Glimt)…
O Benfica consumara a ultrapassagem de: (i) Marseille (que, à partida, era 19.º – equipa melhor posicionada de entre as que tinham 9 pontos à entrada para esta última jornada –, e que, para além do diferencial de 3 pontos, dispunha de vantagem de 4 golos na diferença geral de golos, motivo pelo qual terá estado fora das cogitações, até tão tarde, a possibilidade de vir a ser superada… e terminar mesmo por ser eliminada), assim como (ii) do PSV (que era 22.º), (iii) Athletic Bilbao (23.º), (iv) Napoli (25.º) e (v) FC Copenhaga (26.º).
Acabou, assim, in extremis, por não ser necessário ultrapassar os anteriores 27.º (Club Brugge) e 28.º classificados (Bodo/Glimt) – que concluíram a prova, respectivamente, no 19.º e no 23.º lugar –, nem o Olympiacos (que, neste último dia, subiu de 24.º a 18.º).
***
A esta hora, a imagem do épico golo de Anatoliy Trubin (que foi, justamente, felicitado pelo próprio Thibaut Courtois) continua, incessantemente, a correr Mundo…
O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

(“O Templário”, 22.01.2026)
A jornada com que se concluiu a primeira metade do Distrital da I Divisão voltou a ter um encontro adiado (entre Alcanenense e Cartaxo – sendo que os cartaxeiros passam a ter dois jogos em atraso no campeonato, não tendo também comparecido nas Fazendas de Almeirim, no desafio da Taça do Ribatejo). Com os triunfos dos dois primeiros classificados, Mação e Fazendense viram para a segunda parte da competição separados somente por um ponto, tendo agendado um “choque de titãs” já para este domingo. Para além da estreia do Riachense a ganhar, regista-se o deslize do Torres Novas, parecendo começar a afastar-se (agora a sete pontos) do topo da tabela (podendo beneficiar, ainda assim, do facto de ter um jogo a menos, agendado para o Cartaxo).
Destaques – A primeira nota de realce da 15.ª ronda vai para a vitória (2-0) do Mação em Abrantes, tendo os maçaenses confirmado a sua posição de comando, em contraponto ao agravamento da crise de resultados dos abrantinos, numa série muito negativa, de cinco derrotas consecutivas, que os fez cair do 6.º ao 11.º lugar. Bastaram pouco mais de cinco minutos, no início da segunda parte (dois tentos apontados, aos 51 e 57 minutos), para que o Mação arrumasse a contenda a seu favor, somando terceiro triunfo seguido na prova.
Em evidência continua o Porto Alto, que não só completa esta metade da prova ainda invicto (registando oito vitórias e sete empates), como, inclusivamente, ascendeu ao pódio, tendo vencido no Tramagal por categórico 3-0, e beneficiando do desfecho da partida do Torres Novas. Tendo chegado ao intervalo já em vantagem, os forasteiros selaram o desfecho do encontro com mais dois tentos, entre os 70 e os 85 minutos – beneficiando também do facto de o Tramagal ter ficado, entretanto, reduzido a dez elementos –, afirmando-se como segunda equipa mais goleadora.
Foi preciso esperar pela última jornada da primeira volta para que o Riachense alcançasse, enfim, a sua primeira vitória, por 3-2, frente ao Pontével. Após ter “ameaçado” em Torres Novas, na semana anterior, a formação dos Riachos, apostando numa recuperação que lhe possa proporcionar a manutenção no principal escalão, chegou, nesta partida, a dispor de vantagem de três golos (apontados aos 15 e 25 minutos, e, depois, logo no recomeço), não tendo os visitantes conseguido melhor do que reduzir até à diferença mínima. Com os quatro pontos averbados nos três últimos desafios, reduziu-se a cinco pontos o atraso do Riachense face à “linha de água”.
Confirmações – Numa ronda sem grandes surpresas – se assim não considerarmos o antes referido triunfo do At. Riachense –, as equipas do Fazendense, Coruchense e Águias de Alpiarça, actuando nos respectivos redutos, impuseram-se aos seus oponentes, pese embora pela diferença mínima, pelo que, mesmo que tal indicie naturais dificuldades, não deixaram de se sair a contento.
Nas Fazendas, ainda em “convalescença” do desaire sofrido em Alcanena (e da consequente perda da liderança), o Fazendense terá tido tarefa mais exigente do que se poderia esperar, perante um Amiense motivado pelos bons resultados recentes. Ainda assim, chegou relativamente cedo ao 2-0 (à passagem da meia hora de jogo), vindo a consentir o ponto de honra do adversário a meio do segundo tempo, a fazer prolongar a incerteza no desfecho (2-1) até ao termo da partida.
Em Coruche, o U. Tomar, com exibição personalizada, marcou primeiro, precisamente a meio da parte inicial, tendo preservado a vantagem até ao descanso. Porém, emulando o Mação, o Coruchense marcaria por duas vezes em escasso intervalo de tempo (entre os 50 e os 60 minutos), consumando a reviravolta no “placard”. Apesar das tentativas unionistas, o 2-1 a favor do conjunto do Sorraia não se alteraria, gorando-se a possibilidade de os tomarenses pontuarem.
Num prélio disputado em Alpiarça, por inversão da ordem dos jogos, portanto, com o Águias a actuar no seu terreno pela terceira ronda sucessiva, os alpiarcenses foram, desta feita, mais felizes: depois da derrota ante o Porto Alto, e do empate cedido frente ao Entroncamento AC, bateram o At. Ouriense, mercê de um solitário golo, apontado apenas na etapa complementar, reforçando, por ora, a 5.ª posição, nesta altura cinco pontos acima do Alcanenense (este com um jogo a menos), e com oito pontos de avanço face ao trio formado por U. Tomar, Coruchense e Pontével.
Por fim, no Entroncamento, a formação local somou o quarto empate sucessivo, ante o Torres Novas, a uma bola, desfecho que, atendendo ao factor casa, num confronto de tradicional rivalidade, não deixará de se revestir de alguma lógica. Não obstante os torrejanos se tenham adiantado no marcador a cerca de vinte minutos do final, os anfitriões tiveram ainda a capacidade de reagir em tempo útil, restabelecendo a igualdade menos de dez minutos volvidos, assim voltando a emergir acima da “linha de água”, em detrimento do Amiense.
II Divisão Distrital – O Vasco da Gama (3-1 na recepção à Ortiga) completou a primeira volta 100% vitorioso, numa magnífica série triunfal, já de onze jogos! U. Atalaiense (3-0 em Minde) e Pego (6-1 ao Abrantes e Benfica “B”) são os rivais melhor posicionados na série B, pese embora já a distantes nove e dez pontos do comandante, respectivamente. Anota-se, nesta série, o empate a quatro bolas, entre Lagartos do Sardoal e Ferreira do Zêzere, com o clube actual Campeão em título do Distrital bastante afastado (oito pontos) da zona de apuramento para a fase final.
Na série A, foi renhido o Moçarriense-Forense (2-1, a favor dos donos da casa), tendo o Ouriquense ido ganhar a Santarém, por tangencial 1-0. Com a vitória (2-1) averbada pelo Salvaterrense no “derby” ante o Glória do Ribatejo, temos agora Forense e Salvaterrense igualados na 3.ª posição, mas já a oito pontos do Moçarriense, e a dez do Ouriquense. Esta série mantém ainda tudo em aberto na luta pelo 3.º lugar, numa disputa muito repartida, envolvendo seis equipas, incluindo também: QT-SC Rio Maior, Marinhais, Glória do Ribatejo e Benavente
Liga 3 – O U. Santarém obteve um resultado positivo, atendendo às circunstâncias, dado ter empatado a zero em Mafra, ante o vice-líder, mantendo-se as posições, dado que o Atlético registou resultado idêntico na viagem à Serra da Estrela, para defrontar o Sp. Covilhã. As equipas do Belenenses, Mafra e Académica garantiram já o apuramento para a fase final, sendo a quarta e última vaga decidida apenas na derradeira jornada, entre U. Santarém e Atlético (com 22 pontos cada, mas com vantagem dos escalabitanos no critério de desempate) e Lusitano de Évora (21).
Campeonato de Portugal – A 15.ª ronda desta prova teve tendência mista, com um importante triunfo do Fátima, na recepção ao Lusitânia, por 2-0, proporcionando aos fatimenses subir ao 7.º posto, todavia apenas dois pontos acima da “linha de água”; já o Samora Correia foi desfeiteado no seu reduto, pelo Marinhense, também por 2-0, um desaire comprometedor ante um concorrente directo na luta pela manutenção, voltando a atrasar-se, agora a sete pontos da zona de “salvação”.
Antevisão – A ronda de abertura da segunda volta do Distrital integra, desde logo, um escaldante embate entre os dois primeiros, com o Fazendense a receber o Mação; ficando a faltar ainda 14 jornadas, nada ficará decidido, mas tal não retira importância ao desfecho deste desafio. De interesse serão também as partidas Coruchense-Porto Alto e Abrantes e Benfica-U. Tomar.
Na II Divisão, realce para os encontros: Vasco da Gama-U. Atalaiense, colocando frente-a-frente os dois melhores classificados da série B; Ouriquense-QT-SC Rio Maior; Salvaterrense-Benavente; para além, claro, de mais um “derby”: Marinhais-Glória do Ribatejo.
Não se antevê tarefa fácil para o U. Santarém, que encerra a sua participação na fase regular da Liga 3 recebendo o já vencedor da série, Belenenses; mas deverá recordar-se que os escalabitanos surpreenderam, tendo ido ganhar ao Estádio do Restelo, por 2-0, a fechar a primeira volta. O Atlético recebe o Mafra, deslocando-se o Lusitano a Sintra, para jogar com o 1.º Dezembro.
No Campeonato de Portugal, Fátima e Samora Correia actuam, ambos, em terreno alheio, cabendo aos fatimenses visitar a Marinha Grande, para defrontar o Marinhense (11.º), que vem de um triunfo em Samora; por seu turno, os samorenses deslocam-se ao terreno do Oliveira do Hospital, actual 4.º classificado, em mais um desafio que se antecipa de elevado grau de complexidade.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Janeiro de 2026)
Liga Europa – 2025-26 – 7ª Jornada – Resultados e Classificação
22.01.2026 - Bologna - Celtic 2-2 22.01.2026 - Young Boys - Ol. Lyonnais 0-1 22.01.2026 - Viktoria Plzeň - FC Porto 1-1 22.01.2026 - Fenerbahçe - Aston Villa 0-1 22.01.2026 - Feyenoord - Sturm Graz 3-0 22.01.2026 - Malmö - Crvena zvezda 0-1 22.01.2026 - P.A.O.K. - Betis 2-0 22.01.2026 - Freiburg - Maccabi Tel-Aviv 1-0 22.01.2026 - Brann - Midtjylland 3-3 22.01.2026 - AS Roma - VfB Stuttgart 2-0 22.01.2026 - Utrecht - Genk 0-2 22.01.2026 - FC Salzburg - FC Basel 3-1 22.01.2026 - Ferencvárosi - Panathinaikos 1-1 22.01.2026 - Dinamo Zagreb - FCSB 4-1 22.01.2026 - Nice - Go Ahead Eagles 3-1 22.01.2026 - Rangers - Ludogorets 1-0 22.01.2026 - Celta de Vigo - Lille 2-1 22.01.2026 - Sp. Braga - Nottingham Forest 1-0
Liga dos Campeões – 2025-26 – 7ª Jornada – Resultados e Classificação
20.01.2026 - Kairat Almaty - Club Brugge 1-4 20.01.2026 - Bodø/Glimt - Manchester City 3-1 20.01.2026 - F.C. Copenhagen - Napoli 1-1 20.01.2026 - Internazionale - Arsenal 1-3 20.01.2026 - Olympiacos - Bayer Leverkusen 2-0 20.01.2026 - Real Madrid - AS Monaco 6-1 20.01.2026 - Sporting - Paris Saint-Germain 2-1 20.01.2026 - Tottenham - Borussia Dortmund 2-0 20.01.2026 - Villarreal - Ajax 1-2 21.01.2026 - Galatasaray - Atlético de Madrid 1-1 21.01.2026 - Qarabağ - Eintracht Frankfurt 3-2 21.01.2026 - Atalanta - Athletic Bilbao 2-3 21.01.2026 - Chelsea - Pafos 1-0 21.01.2026 - Bayern München - Union Saint-Gilloise 2-0 21.01.2026 - Juventus - Benfica 2-0 21.01.2026 - Newcastle United - PSV Eindhoven 3-0 21.01.2026 - O. Marseille - Liverpool 0-3 21.01.2026 - Slavia Praha - FC Barcelona 2-4
Liga dos Campeões – 7ª Jornada – Juventus – Benfica
Juventus – Michele Di Gregorio, Pierre Kalulu, Gleison Bremer, Lloyd Kelly, Andrea Cambiaso (70m – Juan Cabal), Manuel Locatelli (86m – Teun Koopmeiners), Khéphren Thuram-Ulien, Weston McKennie, Fabio Miretti (45m – Francisco Conceição), Kenan Yıldız (82m – Filip Kostić) e Jonathan David (70m – Ikoma-Loïs Openda)
Benfica – Anatoliy Trubin, Amar Dedić, Tomás Araújo, Nicolás Otamendi, Samuel Dahl, Leandro Barreiro, Fredrik Aursnes, Gianluca Prestianni (77m – João Rego), Heorhiy Sudakov (69m – Enzo Barrenechea), Andreas Schjelderup (69m – Franjo Ivanović) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis
1-0 – Khéphren Thuram-Ulien – 55m
2-0 – Weston McKennie – 64m
Cartões amarelos – Manuel Locatelli (49m) e Lloyd Kelly (88m)
Árbitro – Serdar Gözübüyük (Países Baixos)
Quem não marca, sofre!… Ou como voltar a ser uma quimera o apuramento para a fase seguinte da “Champions”.
O jogo até começara com uma Juventus mais ameaçadora, com Otamendi e Trubin a ser chamados a oportunas intervenções em defesa da sua baliza, mas a verdade é que a primeira parte foi equilibrada, com as duas formações a ajustarem-se e a anularem-se.
O Benfica teria uma primeira oportunidade, ainda antes da meia hora, mas Sudakov não foi eficaz, não tendo tido êxito na tentativa de ludibriar o guardião contrário.
Ao invés, a segunda metade deixou entrever, logo de entrada, uma configuração diferente, com a equipa portuguesa a dispor de um par de claras ocasiões de marcar, porém sem ter conseguido materializar em golo sucessivas falhas defensivas da Juventus.
Seria, contudo, “sol de pouca dura”: numa desconcentração, que resultou numa perda de bola em “zona proibida”, à entrada da área, a formação italiana não perdoou, com Thuram a rematar para o fundo da baliza, sem apelo nem agravo, inaugurando o marcador, numa altura em que muito pouco parecia estar a fazer para tal desiderato.
O Benfica, que acreditara poder ter-se colocado em vantagem, sentiu sobremaneira o tento sofrido e como que se desorientou, desunindo-se. Não tardaria o segundo tento do conjunto italiano, a selar o desfecho da partida.
E seria ainda Trubin a negar o que poderia ter sido o terceiro, evitando “in extremis” o auto-golo de um seu colega.
E, quando tudo está mal, pode ficar “ainda pior”, pelo menos em termos anímicos: a machadada final, já dentro dos derradeiros dez minutos, seria uma infeliz tentativa de Pavlídis converter uma grande penalidade – a sancionar uma falta “desnecessária”, num lance sem perigo iminente –, com um remate desastrado, muito ao lado da baliza, consequência do facto de ter escorregado, não tendo conseguido apoiar-se devidamente no terreno.
Num balanço geral, o (maior) controlo do jogo por parte da turma portuguesa revelou-se improfícuo, e – para além das oportunidades logo no recomeço – nem se poderá dizer que tenha sido um problema, sobretudo, de eficácia; maior condicionante foi a falta de profundidade do futebol (incapaz de penetrar nos “últimos 20 metros”). Acresce, depois do primeiro golo sofrido, o bloqueio mental que pareceu ter-se apoderado da equipa, incapaz de voltar a pensar o jogo.
A dois pontos da zona de qualificação para o “play-off”, à entrada para a última jornada, o Benfica não só enfrenta a dificuldade inerente a um desafio com o “todo-poderoso” Real Madrid, como, adicionalmente, o facto de ter ficado dependente dos resultados de mais de meia dúzia de equipas (todas elas já com nove ou oito pontos, classificadas entre o 19.º e o 26.º lugares) – no limite, até do actual 30.º classificado, Pafos, em igualdade pontual e só com saldo negativo superior em dois golos.
Para poder ainda sonhar, teria de se materializar uma bastante improvável conjugação de resultados favoráveis às suas pretensões, quase que como que acertar no “Euromilhões”.








